A Mobile World Congress é, sem sombra de dúvidas, um dos eventos mais legais do ano de tecnologia. Mesmo não podendo ir até Barcelona (ano que vem, se tudo der certo, estarei por lá), o TargetHD.net fez uma boa cobertura, com mais de 30 posts sobre o evento, e cobrindo os principais anúncios e lançamentos do evento.

Por consequência disso, não publiquei quase nada em meu blog pessoal. Mas isso não chega a ser problema. Pelo menos o compromisso foi cumprido, e usarei esse post para comentar um pouco sobre o evento.

O principal objetivo dos fabricantes nessa MWC 2012 foi mostrar que a bola da vez eram os novos processadores de dois ou mais núcleos. Uma vez que o Android se tornou um sistema omnipresente, restou aos principais envolvidos na feira a convencerem o consumidor que o seu produto era o mais potente. Pela primeira vez, vimos em profusão modelos com quatro núcleos de processamento, que resultaram em smartphones com configurações absurdamente potentes, com uma farta quantidade de memória RAM, e em alguns casos, chips gráficos dedicados, para que tudo seja executado de forma impecável. Com isso, os smartphones turbinados (ou “superphones”), com telas com dimensões generosas, foram as estrelas da feira.

Eles, e os tabletphones, que ficam no meio do caminho de smartphones e tablets. Apesar de parecer uma proposta um pouco estranha para a maioria de nós, tudo indica que os usuários estão cada vez mais propensos a aderirem aos dispositivos com telas mais amplas que o tradicional. Bom, isso está acontecendo lá fora. Aqui, não vejo muitas pessoas convencidas ainda a comprarem um dispositivo que “não é nem uma coisa, nem outra”. Mesmo assim, os números mostram que no mercado internacional, produtos como o Galaxy Note estão indo muito bem nas vendas (mais de 2 milhões de unidades vendidas), e isso se mostrou refletido em alguns lançamentos da feira de Barcelona, com outros fabricantes segundo os passos da Sul-coreana.

E a Nokia? A Nokia até que teve bastante destaque em Barcelona.

Apresentou dois novos smartphones, um deles (808 PureView) com uma câmera com um sensor de absurdos 41 megapixels reais, além de uma versão econômica do Windows Phone. Nada mal para uma fabricante que foi criticada pela pouca criatividade dos últimos anos. Não que vai mudar o mundo da tecnologia móvel (o 808 PureView deve mudar o mundo da fotografia nos celulares), mas são novidades mais elogiosas do que alguns modelos do passado.

Até a Microsoft deu as caras em Barcelona, para mostrar uma nova versão de desenvolvimento do Windows 8, a Consumer Preview. Versão essa que teve 1 milhão de downloads em apenas 24 horas. Isso mostra a curiosidade das pessoas em relação ao novo sistema, e que a primeira versão do Windows 8 foi bem vista por eles. Passo a passo, a Microsoft vai apresentando a sua proposta nova de sistema com interface integrada, nos smartphones, desktops, videogames e, futuramente, tablets. Se eles acertarem a mão (e estão acertando), não é nenhum absurdo que daqui a 5 anos, eles estarão dominando novamente o mercado, e em vários segmentos de produtos, e não só no sistema operacional de desktops.

Se há um grande destaque da MWC 2012, esse destaque está mesmo nos chips. Em um evento de mobilidade, os tablets foram quase esquecidos, os ultrabooks foram bem pouco mencionados, os netbooks oficialmente morreram (pelo menos para a Lenovo), e sem um Galaxy S III anunciado em Barcelona, a feira se concentrou em mostrar novos produtos que, em muitos casos, se destacava mais pelo clock do processador do que pelas suas características em si.

Enfim, é isso. Semana que vem tem iPad 3 chegando.