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Um estudo realizado pela Haas School of Business da Universidade da Califórnia, Berkeley, mostra que os políticos adotam a linguagem de acordo com os seus interesses, onde o verdadeiro poder radica no fato de serem politicamente incorretos e usando frases vulgares.

Assim, pessoas como Donald Trump ou Jair Bolsonaro (por exemplo), parecem ser mais “autênticos” e menos suscetíveis de serem influenciados pelas palavras utilizadas, muitas vezes flertando com a falta de respeito e irreverência.

“O custo da incorreção política é que o orador parece menos cálido, mas também parece menos estratégico e mais real. O resultado pode fazer com que as pessoas se sintam menos vacilantes em seguir a líderes politicamente incorretos, porque parecem estar mais comprometidos com as suas crenças”, afirma os responsáveis pelo estudo.

A situação não distingue tendência política, e não está associada a nenhuma ideologia em particular.

“A incorreção política se aplica com frequência a grupos com os quais os liberais tendem a sentir maior simpatia, como os imigrantes ou as pessoas LGBTQ, porque os liberais tendem a ver essa irreverência como algo negativo, e os conservadores dentem a pensar que isso é autêntico. Mas descobrimos que o contrário pode ser certo quando tal linguagem se aplica a grupos pelos mais os conservadores sentem simpatia, com o uso de palavras específicas”, completa os autores do estudo.

 

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