blackberry-logo

Ontem (12), a BlackBerry anunciou que estava reunindo um Comitê Especial, com objetivo de buscar novas alternativas estratégicas para manter a sua marca no mercado mobile. Uma dessas alternativas pode ser fechar o seu capital (saindo da Bolsa de Valores) ou até mesmo sendo vendida para outra empresa que queira seguir em frente com os negócios que envolvem a marca (clique aqui para ler).

Era meio dispensável dizer que a missão da BlackBerry já era bem complicada em janeiro de 2013. Quando eles lançaram o BlackBerry 10 no começo do ano, mesmo sendo um sistema bem intencionado e com boas sacadas, já era um sistema que dificilmente seria aceito no mercado. Motivo: iOS e Android devidamente consolidados, e com uma biblioteca de aplicativos muito maior que aquela encontrada na plataforma da empresa canadense.

Me lembro que vi um trêmulo e nervoso Thorsten Heins apresentando o produto, esperando que o sistema caísse na graça dos analistas, investidores e consumidores. Hoje, oito meses depois, vemos que o sistema não pegou. Talvez até infelizmente, pois algumas das soluções que pude conferir de perto (estive no evento de apresentação do BlackBerry Z10, e testei por alguns minutos o smartphone) eram bem interessantes (principalmente o seu teclado).

Outro fator de complicação para a BlackBerry foi o fato do Windows Phone já contar com uma terceira posição consolidada no mercado. Não que isso não fosse acontecer. Aconteceria de qualquer jeito. Afinal, mesmo em crise, a Nokia e Microsoft são marcas que, isoladas, já eram mais fortes que a BlackBerry. Imaginem juntas.

Agora, resta à BlackBerry o tiro de misericórdia, e os rumores sobre o futuro da marca já começam a pipocar nos sites de tecnologia. Alguns afirmam que a HP e a Lenovo estão interessadas na compra da BlackBerry, não tanto por casa da marca, mas principalmente, por causa das patentes que ela carrega. Vale lembrar que a Guerra de Patentes ainda existe (Apple e Samsung andaram dando alguns golpes), e não seria nada mal contar com algumas patentes relacionadas à tecnologia de telefonia móvel que a empresa de Waterloo possui.

Também se especula a decisão de tornar a empresa um grupo de capital fechado, para se reestruturar financeiramente. Algo que acho difícil que aconteça. Particularmente, acho que o mais importante para a BlackBerry hoje é voltar a vender. Achar alguma maneira de ser competitiva, mesmo que seja para bater o seu adversário mais imediato: a Nokia/Microsoft.

E, convenhamos: essa missão não é nada fácil. Ainda mais nessas circunstâncias.