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Shopee bate na mesa com armazém no Brasil. Te cuida, AliExpress!

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Repita comigo:

“A Sho pee pee pee pee pee pee pee… A Sho pee pee pee pee pee pee pee…”

Tá, eu não sei como é essa música, e foi péssimo começar um post assim. Mas vale a pena fazer o registro que a Shopee está vindo com tudo. Quer investir pesado no mercado brasileiro, e para isso decidiu adotar a mesma estratégia que os coleguinhas do setor de e-commerce.

Você pode até desconfiar dos preços milagrosos oferecidos por alguns vendedores da Shopee. Eu também desconfio. Mas estabelecer bases mais sólidas no Brasil é um ato de boa vontade e credibilidade, e você precisa olhar para essa narrativa também.

 

 

 

Shopee quer brigar com os gigantes do e-commerce no Brasil

Se tem uma coisa que os e-commerces estão investindo pesado é na logística de entrega. Quanto mais rápido o produto chegar na casa do consumidor, melhor. E com um possível desaparecimento dos Correios no Brasil (algo que, sinceramente, não acho que vai acontecer tão cedo), existe um mercado a ser explorado por todos os gigantes do setor.

Com o armazém novo da Shopee que será inaugurado na cidade de Barueri (30 km de São Paulo), este e-commerce poderá entregar algumas das encomendas que os clientes adquirem em seu site com uma maior agilidade. A ideia aqui é atender tanto aos parceiros nacionais como as vendas internacionais.

Dessa forma, o tempo de entrega é reduzido, e isso certamente vai agradar ao consumidor brasileiro. Afinal de contas, todo mundo gosta de receber produtos com preços reduzidos e pelo menor tempo possível.

Essa estratégia já é adotada pelos principais concorrentes da Shopee no Brasil. Ou seja, Mercado Livre, Amazon, AliExpress e Magazine Luiza. E todos eles contam com sistema de logística de entregas próprio e independente, que não dependem dos serviços dos Correios do Brasil, o que permite a cobrança de preços mais competitivos.

A Shopee ainda utiliza os serviços dos Correios para entregar as encomendas nacionais e internacionais no Brasil, mas a tendência é que isso mude com o passar do tempo. Da mesma forma que o AliExpress já trabalha com armazéns próprios e voos particulares da China para o Brasil, o e-commerce da musiquinha também deve partir para outras soluções independentes para agilizar as entregas no território nacional.

 

 

 

Vai dar certo?

Tende a dar certo.

Outros e-commerces fizeram a mesma coisa no mercado brasileiro e prosperaram. Logo, não vejo motivos para a estratégia não funcionar com a Shopee.

Aliás, este é o e-commerce internacional que mais está investindo no mercado brasileiro, mostrando as intenções claras de se estabelecer em um país que ainda está descobrindo os benefícios em realizar compras internacionais pela internet.

A prova deste esforço em prosperar no Brasil está em todo o investimento que a empresa fez em publicidade, pagando uma grande quantidade de dinheiro para veicular campanhas de mídia no horário nobre da Rede Globo.

Não é qualquer empresa que faz isso.

A decisão da Shopee em ter um armazém próprio no Brasil é muito bem vinda. Toda competição é bem vinda. Isso fará com que o e-commerce brasileiro se torne mais atraente para o consumidor e, quem sabe, com preços mais interessantes.

Quem sabe daqui a cinco anos a gente pare de chamar a Black Friday de Black Fraude…


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