Um grupo de investigadores se valeu do big data e da inteligência artificial para estabelecer as correlações entre a forma de falar dos parceiros e a duração dessa relação.

O sistema conseguiu estabelecer uma alta fidelidade de resultados, acima do que oferecem os terapeutas de casal.

A equipe da Universidade Southern California gravou durante dois anos as vozes dos parceiros que passavam pela terapia, incluindo também o resultado da mesma, ou seja, se o relacionamento continuou ou terminou.

Eles gravaram os participantes em suas intervenções em plena terapia, falando normalmente enquanto participavam da mesma. Todas essas informações alimentaram um sistema de inteligência artificial, que identificou cada um dos tons, gritos ou interrupções dos protagonistas durante a conversa.

 

 

Você pode pensar que um casal que grita demais durante a terapia tem menos chances de durar do que outro que se trata com respeito durante a mesma (ou o contrário). Porém, os computadores (que analisam friamente a questão) verificaram o formato das conversas, descartando o conteúdo das mesmas, e da casualidade da informação obtida ser mais veraz do que uma que poderia deduzir o que disse um do outro.

O sistema se centrou no tom da voz, nas interrupções e nos picos de voz, estabelecendo uma correlação com o resultado da relação bem superior ao que os especialistas em terapia anteciparam.

 

 

As máquinas acertaram em 79,3% dos casos o futuro da relação, contra 75,6% dos especialistas em terapia de casal. Porém, o maior acerto aconteceu quando os humanos trabalharam contando com os dados oferecidos pela inteligência artificial, elevando a taxa de precisão para 79,6%.

 

Via The Next Web