Quem avisa amigo é.

Não adianta você nem começar a guardar dinheiro para comprar um dispositivo com tela dobrável. Não vale nem a pena iniciar o orçamento para isso. O que vou dizer é algo bem óbvio, mas a primeira geração de dispositivos com telas flexíveis tem tudo para decepcionar os early adopters e usuários acostumados com as telas perfeitamente planas.

O motivo é simples: ainda são muito visíveis as rugas típicas da primeira geração de uma tela que dobra.

Os fabricantes apresentam os smartphones com telas dobráveis como um passo para o futuro, mas para os primeiros clientes que vão aceitar pagar um rim e um fígado por um dispositivo com essas características estão pagando também um preço altíssimo para, quem sabe, se decepcionar.

Tanto a Samsung com o seu Galaxy Fold como a Huawei com o seu mate X fez de tudo para apresentar os seus produtos sob condições de iluminação perfeitas, o que deixa praticamente como certo que tais dispositivos continuam sofrendo da síndrome da ‘tela enrugada’ que vimos no FlexPai.

De longe e em fotos, o efeito não aparece (ainda mais com uma iluminação perfeita). Porém, quando você tem o smartphone nas mãos, as rugas se tornam evidentes, mostrando também todos os reflexos da luz ambiente.

 

 

Fabricantes estão praticamente fazendo mágica para enganar você

 

 

Mesmo que a gente entre na teoria do ‘pequeno preço a pagar’ por ser um early adopter, que deve estar consciente que a tecnologia vai melhorar e evoluir com o passar do tempo. Porém, esse ‘pequeno preço’ é de 2.000, 2.300 euros… uma verdadeira insanidade para um produto que, pelo menos por enquanto, é uma tela com película plástica que parece um brinquedo de baixo custo.

Mais do que um componente visual, ainda é preciso descobrir se essas rugas acabam interferindo na interação com o dispositivo no toque. Algo que deve ser esclarecido ao longo dos dias, dentro da própria MWC 2019…

… isso é, se alguém conseguir chegar perto desses dispositivos.