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Smartphones com telas de 120 Hz reinaram em 2020

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Este post não é pensado no Samsung Galaxy Note20. Definitivamente.

Um dos smartphones mais potentes da Samsung no ano (e um dos melhores de 2020 como um todo) não conta com uma tela de 60 Hz. Eu até entendo isso quando o argumento é “ah, mas esse não é um smartphone gaming, mas sim para a produtividade…”. Mas não aceito.

Não interessa, Samsung! Ele tinha que chegar com uma tela de 120 Hz, porque todo mundo lançou smartphones com essa taxa de atualização de tela.

Por que? Porque era melhor para todo mundo, principalmente para os usuários!

 

 

 

Um 2020 a 120 Hz

 

 

No passado, ter uma tela com elevada taxa de atualização poderia parecer uma perfumaria desnecessária, ou coisa de gamer que quer vencer a todo custo. Porém, as pessoas daquele passado muito distante (2016, 2017…) não sabiam o que estava falando, e não contavam com bola de cristal para constatar que o mundo mobile iria mudar drasticamente.

Com o emergente mercado dos games para smartphones (algo que qualquer idiota poderia constatar de forma muito clara), os dispositivos pensados especificamente para esta finalidade apareceram aos montes, criando um novo segmento de mercado para os fabricantes.

Com isso, basicamente todas as marcas começaram a quebrar a cabeça para alcançar soluções que entregassem um melhor desempenho nos jogos. Memórias mais rápidas, processador mais potente, sistemas de resfriamento inovadores e outras pirotecnias já estavam implementadas.

Mas faltava alguma coisa.

Aí, um fulano qualquer no departamento de I+D de um fabricante qualquer, olhou para o seu PC gaming. Mais especificamente para o monitor desse computador para jogos. E percebeu que a mudança que todos procuravam poderia estar na taxa de atualização de tela.

E não é que deu certo?

Elevando os hertz da tela, os jogos são reproduzidos de forma mais fluída, entregando uma experiência muito mais prazerosa e produtiva. E é claro que tal inovação seria adotada para os produtos que não são dedicados ao segmento.

Até porque seria muita burrice por parte de um fabricante de smartphones sul-coreano decidir deixar de fora uma tela com taxa de atualização de 120 Hz em um dispositivo caro e muito esperado pelos usuários…

…não é mesmo, Samsung?

insisto que isso pode parecer algo inútil para muitos usuários, que vão alegar que 60 Hz e 120 Hz são “a mesma coisa”. E eu lamento o fato que esse povo nem contar direito sabe mais. Mas quem usou telas com diferentes taxas de atualização sabe muito bem como esses números fazem uma enorme diferença na experiência de uso.

 

 

 

Um caminho sem volta

 

 

Para 2021, entendo que o padrão para qualquer smartphone de linha média premium (pelo menos) seja contar com uma tela com taxa de atualização de 120 Hz. Já os modelos intermediários (linha média normal) ficarão com as telas de 90 Hz. E os modelos mais econômicos, de entrada (não vou chamar de resto) se contentam com as telas de 60 Hz, que está bom demais.

Ou seja, eu acabei de dizer que a Samsung lançou um Galaxy Note20, que é sim um smartphone top de linha premium, mas com uma tela com taxa de atualização de dispositivo de entrada em 2021. Pode ser ousado da minha parte? É claro que pode. Mas nunca estivemos tão próximos dessa realidade.

Que as telas de 120 Hz se popularizem logo para entregar uma experiência de uso melhorada em produtos com diferentes faixas de preços. E, quem sabe com o tempo, esses produtos se tornam menos caros (não dá para dizer que smartphone premium é “barato” no Brasil).

E é correto dizer que o ano de 2020 no mundo mobile foi marcado pela proliferação de telas de 120 Hz. Este é um dos grandes avanços dentro do segmento de smartphones, em um ano tão complicado e tumultuado.


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