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Smartphones dobráveis: futuro ou bolha?

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Eu sei que escrevi recentemente sobre o enorme potencial para o sucesso dos smartphones dobráveis em 2022. E sei também que sou responsável por tudo o que eu escrevo neste blog. Por outro lado, não me custa nada ser também um advogado do diabo e falar do que pode dar errado dentro desse segmento.

Em 2022, veremos Honor, OPPO, Vivo, Xiaomi, Samsung e outras marcas apostando nos smartphones dobráveis. Até a Apple tem patente de produto neste formato. Ou seja, o mercado está apostando nessa proposta.

Porém, smartphones dobráveis ainda são considerados caros, frágeis e pouco úteis para muitas pessoas. Ou seja, o mercado ainda pode ter dificuldades para convencer os usuários em investir em um produto como esse.

Diante disso… será que estamos em um momento de bolha para os telefones dobráveis com tela flexível?

 

 

 

O preço pesa. E muito!

A verdade é uma só: qualquer smartphone dobrável é muito caro neste momento.

Muitos usuários se perguntam se realmente precisam de um smartphone que dobra em forma de livro para virar um tablet, ou que fica compacto no bolso para sair de lá para servir de elemento para chamar a atenção dos amigos.

Convenhamos: se for só para fazer isso, não vale o investimento.

A esperança do mercado está na chegada da concorrência dentro do segmento para que os preços se tornem mais atraentes e competitivos. Se deixarem a Samsung monopolizar o setor, ela vai cobrar o que quiser por um telefone dobrável e, infelizmente, vai ter gente que vai pagar o que for para ter um produto como esse no bolso.

 

 

 

Resistência sob suspeita

O tema da fragilidade dos smartphones dobráveis ainda é polêmico.

Por um lado, os fabricantes submeteram os dispositivos a testes cada vez mais rigorosos, o que fez com que a resistência dos novos modelos aumentasse consideravelmente.

Por outro lado, não há um feedback mais claro dos usuários que estão utilizando esses dispositivos há muito tempo, uma vez que os tão prometidos modelos melhores chegaram ao mercado recentemente.

Só o tempo vai dizer se os novos telefones dobráveis são tão resistentes quanto os fabricantes prometem e, ainda assim, o feedback positivo pode chegar tarde demais para so mais impacientes.

 

 

 

Qual é a real utilidade de um smartphone dobrável?

Esse ponto pode ser válido ou não. Tudo depende de sua perspectiva.

Ao longo do tempo, o próprio smartphone foi se moldando às necessidades do usuário. No começo, ninguém queria levar para as ruas um trambolho enorme, e os formatos foram se reduzindo. Depois, ninguém queria se limitar a receber e fazer ligações, e novos recursos foram incorporados.

As telas dobráveis e flexíveis podem ser consideradas por alguns uma necessidade enfiada à fórceps pelos fabricantes. Porém, com a era da multitarefa, muitos estão se beneficiando dos modelos que podem oferecer diferentes formatos para diferentes finalidades.

Sem falar que os smartphones atuais se tornaram grandes de novo, pois a maioria entende que as páginas de internet precisam ser visualizadas em telas maiores.

Fato é que as telas com diferentes tamanhos e formatos chegaram para ficar, e as telas flexíveis são um caminho sem volta dentro dessa indústria. Se estamos em um momento de bolha, é difícil dizer, pois nem chegamos ao ápice dos smartphones dobráveis.

Sim, corremos o risco desse hype nunca acontecer de verdade. Mas pelos avanços que o segmento deu nos últimos anos, a tendência é que o cenário seja mais promissor do que pessimista. Principalmente se outros competidores apresentarem produtos dentro do segmento.

Em especial, a Apple. Se ela lançar um iPhone dobrável, é sinal que o formato se consolidou de vez.


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@oEduardoMoreira