
Rapaz… o que foi aquilo?
Paris Saint-Germain 4, Real Madrid 0.
Eu não me lembro da última vez que o Real Madrid foi massacrado dessa forma. E eu não estou falando apenas da quantidade de gols, mas da forma acachapante como o time madrilenho perdeu para aquele que, hoje, é o melhor time de futebol do mundo: o Paris Saint-Germain.
O PSG, atual campeão da Liga dos Campeões, decidiu jogar de verdade depois que perdeu por 1 a 0 para o Botafogo.
E vai enfrentar na final um Chelsea, que também decidiu levar o torneio a sério depois de perder para o Flamengo na primeira fase da competição.
Quero enfatizar aqui a vitória do PSG sobre o Real Madrid — e enfatizar mesmo, no superlativo, ainda que com algumas ressalvas.
O resultado foi justo.
O PSG simplesmente massacrou o Real Madrid.
Ninguém discorda disso.
Um autêntico massacre
O Paris Saint-Germain apresentou, mais uma vez, um volume de jogo fantástico. Com um esquema tático coeso, transições eficientes da defesa ao ataque e gols construídos a partir da recuperação de bola no meio-campo.
O time desarmava o Real Madrid antes mesmo que a jogada se desenvolvesse, e assim criou contra-ataques letais que resultaram em gols.
Foi exatamente esse o mesmo esquema que permitiu ao PSG atropelar a Inter de Milão na final da UEFA Champions League.
Em ambas as partidas, o time francês impôs agressividade na saída de bola do adversário e neutralizou completamente o jogo rival.
Somando os dois confrontos, o PSG marcou nove gols contra dois gigantes europeus.
Por outro lado, o Real Madrid claramente está em processo de reconstrução. E é por isso que, apesar do placar impressionante, essa vitória do PSG precisa de certa contextualização.
Não estou dizendo que foi uma vitória menor — derrotar o Real Madrid nunca é fácil. Trata-se de uma das equipes mais poderosas e ricas do planeta.
Mesmo sem estar em seu melhor momento, o Real é sempre um adversário duro. Mas o PSG, neste momento, é um time extremamente entrosado, ajustado e eficiente.
E quando um time tão bem montado enfrenta outro em reconstrução, como é o caso do Real, o sofrimento do lado mais frágil é inevitável.
Basta olhar para o desempenho do Vinícius Júnior, que pouco fez na partida. Isso levanta uma série de questionamentos.
Será que Carlo Ancelotti ainda consegue extrair o melhor de Vini? Será que aquele velho mito de que o brasileiro só joga bem com “Carletto” no comando ainda faz sentido? O tempo dirá.
Com um adversário tão sólido como o PSG, era realmente difícil esperar um bom desempenho do Real Madrid.
Até mesmo Antonio Rüdiger falhou na partida que decretou a eliminação dos merengues — um time que, apesar das fragilidades, era considerado favorito ao título do Mundial.
Pelo desempenho e potencial técnico, ainda que em reconstrução, o Real Madrid tinha uma trajetória promissora no chaveamento da Copa.
Mas não deu. E é isso que temos para hoje.
Uma Copa do Mundo de Clubes que deu certo
Não sou exatamente fã do Gianni Infantino.
A FIFA é uma entidade cheia de problemas e polêmicas, como os acordos políticos nos bastidores que garantem sua reeleição, além do aumento controverso no número de seleções na Copa do Mundo.
Mas, justiça seja feita: essa Copa do Mundo de Clubes funcionou. Teremos uma final entre Chelsea e Paris Saint-Germain — duas equipes que, curiosamente, perderam para times brasileiros.
E foram essas derrotas que acenderam o alerta em ambas, fazendo-as decidir jogar com seriedade.
Uma final bem interessante para se assistir
Vamos observar atentamente o desempenho do Paris Saint-Germain na final. Isso, claro, não deve mudar muito a história do futebol, mas vale como registro. Ter o primeiro campeão desse novo Mundial de Clubes é algo que entra para a história.
Como Chelsea e PSG se comportarão na decisão?
O Chelsea, que derrotou o Fluminense, melhorou seu desempenho depois da derrota para o Flamengo. Jogou com mais seriedade e dominou o adversário. Entendeu que não podia vacilar novamente.
O Paris Saint-Germain, que também sofreu contra o Botafogo, corrigiu seus erros, aumentou o volume de jogo e, na minha visão, entra como favorito para derrotar o Chelsea. Um time que chegou à final com méritos, mas também beneficiado por um chaveamento mais favorável.
Fico pensando: será que era mesmo para o Chelsea estar nessa final?
Talvez o mais justo fosse o Fluminense ou até o Palmeiras. Mas é o que temos, e domingo saberemos o desfecho. Prometo gravar um vídeo sobre o campeão e as lições que esse torneio deixou.
Aliás, essas lições são muitas. Por mais que você torça o nariz por algum clube brasileiro que esteve no Mundial — torcedor do Vasco, torcedor paulista, corintiano, palmeirense, são-paulino ou santista —, não dá para negar: os clubes brasileiros deixaram marcas importantes neste torneio.
O Palmeiras, por exemplo, apesar da eliminação para o Chelsea, fez uma campanha excelente. E isso precisa ser reconhecido.
Mas essa é uma conversa para outro momento.

