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Moto-360-Dynamic-Gray

Antes do seu anúncio oficial, eu já queria esse produto como um dos meus itens de tecnologia para o final do ano. Depois da sua apresentação, bom… quanto custa o novo Moto X mesmo? Bom, a Motorola apresentou oficialmente o Moto 360, o relógio inteligente mais cobiçado de 2014. O produto continua sendo atraente, mas não é perfeito. Não que isso estrague tudo, mas me deixa com um pé atrás.

Primeiro, falemos dos pontos positivos do produto. Para começar, o seu design é excelente. Um smartwatch com design que se aproxima dos relógios convencionais que utilizamos hoje, com uma tela redonda – diferencial que rapidamente pode ser considerado um ponto de referência para os fabricantes, já que caiu no gosto de muita gente -, as funcionalidades do Android Wear complementadas com os recursos exclusivos da Motorola que exploram todo o potencial do dispositivo – principalmente quando interage com o novo Moto X.

O Moto 360 tem como outra grande vantagem (ou diferencial, entendam como quiser) o seu sistema de recarga sem fio, que aparentemente é o mais prático possível. Ao final do dia, você tira o relógio do pulso para dormir, acomoda o dispositivo no carregador, e pronto. Sem conectores ou cabos para ficar em cima do seu criado mudo (sério, minha mulher reclama disso).

Pelo seu tamanho, o Moto 360 aparenta ter uma tela relativamente grande, com um peso de 49 gramas. Não que isso seja um problema, mas acho que o público feminino não vai se sentir tão interessada em utilizar um dispositivo desse tamanho no pulso. Por outro lado, como esse relógio também conta com aspirações esportivas (quantificador, contador de passos, pulsômetro, etc), esse é um dispositivo que pode ser muito bem vindo para aquelas pessoas que querem usar um único dispositivo durante todo o dia.

Sem falar que esse relógio também conta com 4 GB de armazenamento, e coma ajuda dos novos fones Bluetooth apresentados hoje, é possível reproduzir algumas músicas armazenadas nessa memória, dispensando assim o uso do smartphone ou celular como player musical, ou até mesmo dispensando o MP3 player de todo o sempre na hora de ouvir suas músicas durante as caminhadas, corridas e exercícios.

Mas como eu disse no começo, o Moto 360 não é perfeito. O seu grande ponto fraco (por enquanto) é a sua bateria, que não tem autonomia prometida para mais de um dia de uso. Tudo bem, eu entendo que os aspectos técnicos que implicam em um maior consumo de energia em um dispositivo como esse devem ser levados em consideração, e que esse é apenas um dos primeiros relógios inteligentes do mercado (ainda é um segmento novo para o mundo da tecnologia), porém, o que os usuários mais desejam nos seus gadgets é que eles funcionem por mais tempo longe do carregador.

No caso do Moto 360, vamos ter que recarregar sua bateria todos os dias. Se a pulseira quantificadora já me incomoda recarregar a bateria a cada dois dias, imagine com um relógio…

Enfim, não chega a ser uma decepção. Ainda quero o Moto 360, mas quero testá-lo antes. Acredito que vou fazer o review do produto o quanto antes me form permitido. Diferente do novo Moto X, que já tem um grande potencial de compra da minha parte antes mesmo de um teste mais prático, o relógio da Motorola ainda precisa passar por uma avaliação mais aprofundada para um investimento em definitivo. Até porque o seu valor no Brasil ainda não foi anunciado.

Mas há potencial, devo admitir.


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