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Ele chegou! O novo Motorola Moto X (ou Moto X de segunda geração) é uma realidade, depois de vários vazamentos e rumores. Eu sou suspeito para falar sobre esse smartphone (e sobre os últimos lançamentos da Motorola no mercado mobile), pois durante muito tempo eu fui um entusiasmado usuário do Motorola Moto X da primeira geração, que conta com uma identidade de usabilidade única. Só troquei ele pelo LG G2 por conta do tamanho de tela e do hardware superior. Pois bem… algo me diz que voltarei para o Moto X depois de hoje.

O novo Moto X apresenta uma tela maior (saindo de 4.7 polegadas para 5.2 polegadas, em 1080p), mas com dimensões que não se diferem muito da primeira versão. Além disso, os novos alto-falantes frontais, um quarto microfone para melhor aproveitar os recursos de comandos de voz (que agora são personalizáveis, ou seja, o “ok, Google” pode virar um “o que é que há, velhinho”, se assim o usuário desejar), além de adicionar propriedades de acabamento mais interessantes, como bordas metálicas e carcaça traseira de plástico, couro ou bambu.

O hardware do novo Moto X também foi atualizado, recebendo um novo processador Snapdragon 801 quad-core de 2.5 GHz, que trabalhando em conjunto com uma GPU Adreno 330, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento, tem tudo para oferecer uma excelente experiência de uso. Ainda mais com um Android com interface praticamente pura, e com funcionalidades que pouco interferem no desempenho do sistema.

Ok, tem uma coisa que preocupa: a bateria.

O novo Moto X possui uma bateria de 2.300 mAh, ou seja, apenas 100 mAh a mais que na versão anterior. Com uma tela maior, com maior resolução, e um processador mais potente, fica a dúvida se o dispositivo pode realmente entregar uma autonomia de bateria minimamente aceitável (pelo menos um dia de uso sem maiores problemas).

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A câmera traseira também oferece melhorias, como um sensor de 13 megapixels (f/2.2) e um flash LED duplo, algo que pode ajudar a cobrir um dos pontos que muitos usuários alegavam que era uma carência do modelo anterior: a sua capacidade de registrar imagens em locais com baixa luminosidade. Particularmente, isso nunca me incomodou. Depois de alguns updates, eu sempre afirmei que a câmera traseira do primeiro Moto X era bem competente para capturar fotos em diferentes condições de luminosidade. Porém, se vai melhorar, por que não?

A câmera traseira também recebe o recurso de gravação de vídeos em 4K, algo que está ficando cada vez mais em moda nos smartphones top de linha.

Fica também a curiosidade em saber se a Motorola conseguiu melhorar a sua câmera frontal (de 2 megapixels), sem adotar tantos sistemas de compressão de imagem como pude constatar em outros dispositivos. Afinal de contas, o mundo abraçou as selfies, e eu ainda acredito que não é necessário um grande sensor para fazer boas fotos, mas sim, um sensor minimamente ajustado, com um software que saiba trabalhar bem com as imagens capturadas.

Moto X Front Dynamic

De um modo geral, o novo Moto X me agradou muito, e confesso que já estou deixando o meu cartão de crédito ao meu alcance para fazer o investimento. As melhorias adicionadas me convencem em fazer uma nova troca de um smartphone para um uso diário. Mesmo porque eu sempre defendi a experiência de uso oferecida pela Motorola. Sinto falta da tela inteligente, do “Ok, Google” e de outros recursos que tornam a experiência Android simplesmente espetacular.

É claro que nem tudo é perfeito. A Motorola poderia adicionar o slot para cartões microSD no novo Moto X. Por outro lado, não podemos ter tudo. Se você quer maior capacidade de armazenamento, terá que recorrer ao novo Moto G, que oferece tal propriedade. Mas isso é outra história.

Enfim… parabéns, Motorola. Mandou bem de novo.


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