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Aquilo que você só consegue sentir quando o seu coração está em paz.

O Havaí é lindo. Não é por acaso que todos dizem que lá é o paraíso.
Dias de sol e calor na maior parte do tempo, uma água límpida, cristalina, onde podemos ver os peixes nadando tranquilamente no fundo. A brisa tocando o rosto de forma tranquila, favorecendo o caminhar despreocupado das pessoas daquele lugar. Ali, você não tem pressa. Não tem pressa de caminhar, nem de chegar a algum lugar. Você aprecia a jornada. Admira os belos cenários.
Você respira. Inspira. Sente o ar puro entrar nos seus pulmões, e contaminar o seu ser. Adentrando a corrente sanguínea, até alcançar suas moléculas. Átomos.
Mas vale a pena. O Havaí vale realmente a pena.
A leveza que você sente ao testemunhar um cenário cheio de vida inspira. Inspira a mente e a alma. É uma sensação quase indescritível. É um local onde você entra em um estado de espírito tão elevado, que percebe claramente que todos os seus problemas se tornam tão pequenos diante daquele sentimento, que basicamente desaparecem.
Você se coloca em estado de conexão profunda com o seu eu. Percebe que você está no lugar que queria e merecia estar, e compreende que aquilo que está sentindo é a melhor coisa que você pode sentir por você mesmo.
Aqui, não há a dor, o medo, a decepção, a mágoa.
Aqui, você está em paz.
Tá… eu sei… é caro ir para o Havaí. É uma viagem para poucos.
Mas eu estive lá. E não sou rico. Apenas fechei os olhos… e comecei a respirar…
Se colocar em paz é algo que você faz em qualquer lugar. Os anos de vida me ensinaram que o melhor lugar do mundo para você é o lugar onde você está, É nesse lugar que você assenta bases sólidas para concretizar seus sonhos, direcionar seus passos e prosperar.
O lugar onde você está pode não ser um só. Não se esqueça que os viajantes contam com vários lares na sua jornada constante, na procura pelo seu eu. Os aventureiros estão em paz quando conseguem fazer do seu dia a dia uma eterna troca de paisagens e cenários, uma porta constantemente aberta para conhecer e encontrar outras pessoas. Quando se estabelecem a regra de não fazer dos seus dias todos iguais. E que essa seja a única constante de suas vidas.
Feche os olhos… inspire… respire…
Sinta a brisa batendo no seu rosto.
Reduza os batimentos cardíacos, e se perita abraçar pelas boas energias que essa brisa traz.
Pense com carinho nas pessoas que você mais ama. Esse amor dentro de você também é uma ótima forma de se sentir em paz. Dedicar amor a alguém não é uma perda de tempo. Você não perde tempo quando tem dentro de si o sentimento mais nobre que podemos ter. Pelo contrário: ganha tempo. Há estudos que mostram que as pessoas que amam recebem alguns anos de vida a mais.
É como se fosse um bônus que Deus dá para a gente. Para que a gente aprenda a amar mais.
Sim. Amor se sente, mas amor se aprende. Passamos a vida toda tentando compreender e decodificar o amor. Alguns de nós simplesmente se perdem na tentativa de amar alguém, se esquecendo de amar a si. Outros deixam passar o grande amor da vida porque se valorizaram demais. E se valorizar em excesso não é amor por você mesmo. É narcisismo.
Eu sei… é difícil. Mas sei que quando aprendemos a nos amar, ficamos em paz.
E estamos em paz também para amar o outro. Com qualidades e defeitos. Mas sabendo que o outro está oferecendo o melhor de si por nós.
Agora… abra os olhos…
Veja como o sol está brilhando!
É um sol vibrante, que todos os dias quando chega anuncia a chegada do novo. Que todos os dias mostra um mundo cheio de novas oportunidades e possibilidades.
Aliás, o sol efetivamente mostra o mundo. Ilumina tudo o que vemos. Curiosamente, o sol nos lembra que a escuridão é apenas a ausência de luz, e que até mesmo nas madrugadas podemos ver o caminho. Permitir que o sol entre pela janela do quarto faz com que as energias do ambiente se renovem, mas também permite que você se permita a receber o novo dentro de si.
Deixe que a janela do seu ser fique aberta para tudo o que há de novo. Ouse, experimente, aproveite. Tenha suas moderações e reservas, é claro. Mas se permita. Jamais deixe de tentar coisas novas na vida. Jamais deixe de se renovar. Quem retira o velho de dentro de si tem mais chances de encontrar a paz.
Por fim… veja o mundo lá fora.
Veja os cenários. As pessoas caminhando, cada uma no seu ritmo. Observe os olhares. Identifique os sorrisos.
Nos cercamos de um mundo que, mesmo com tantas tragédias, injustiças e desigualdades, ainda consegue mostrar sua beleza através de coisas simples e sutis.
O mar. A natureza. O olhar de uma criança. O gesto de fraternidade do adulto. Os conselhos de um idoso. Casais apaixonados.
Quando nossos olhos estão mais voltados a enxergar o que há de bom no mundo que nos cerca, automaticamente nos colocamos em paz. Nos posicionamos para receber o que há de bom em tudo e em todos, e ficamos prontos para dedicar o melhor de nós para cada um que nos cerca.
Passamos a ser elos da tal corrente do bem. Esse sentimento passa a ser algo vivo dentro de nós, passa a fazer parte do nosso ser, da nossa identidade e personalidade. O desejo de estar bem com o mundo que te rodeia vira um dos seus lemas de vida mais latentes. Todos vão perceber como você se tornou alguém especial. Todos vão querer ficar em paz com você.
Como podem ver… você pode estar no Havaí em qualquer lugar que você estiver.
Basta você fechar os olhos… e respirar… para começar.
Sábio foi aquele que disse que a paz está dentro de cada um de nós.
Sábio é aquele que consegue encontrar a paz dentro de si.
Feliz é aquele que consegue compartilhar essas sementes de paz.Seja muito feliz nessa vida. E fique em paz! Hoje e sempre!

“Somewhere Over the Rainbow/What a Wonderful World”
(Harold Harlem, em “Over the Rainbow”, 1939, e Bob Thiele – como George Douglas -, George David Weiss, em “What a Wonderful World”, 1967)
Israel Kamakawiwo’ole, 1993


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