
Segura, que o textão é longo. E… antes mesmo de continuar… o relato dessa vez pode provocar náuseas nas pessoas que contam com um pingo de bom senso na alma. Logo, peço desculpas pelos efeitos colaterais que você pode sentir ao ler esse relato.
Segue o relato:
Bom, vou citar não só essa situação, mas outras também. Eu (homem, 16 anos) e ela (mulher, 17 anos) namoramos por um ano. Ela estudava na mesma escola que eu; nos víamos todos os dias, só não podíamos ter muito contato na escola, mas chegamos a treinar juntos também. Desde o início, ela sempre teve um jeito que vou explicar a seguir: eu sou muito extrovertido, vivo fazendo graça ou piada, mas nunca para discriminar alguém ou algo. Porém, às vezes eu fazia alguma brincadeira e ela ficava chateada comigo, só porque não gostava da piada, e isso aconteceu durante todo o relacionamento. Às vezes, eu realmente errava e ela tinha razão em ficar chateada, mas, na maioria das vezes, era por besteira mesmo. O detalhe é que ela mudava o jeito de falar comigo e nunca explicava o motivo, então eu tinha que descobrir o que tinha feito ou o que havia acontecido para ela estar daquele jeito.
Houve um período em que ela pediu para não nos beijarmos, como se fosse uma punição para mim. Ela tentou isso pela primeira vez e durou uma semana, porque acabei roubando um beijo e ela não conseguiu manter a punição por mais tempo. Quase um mês depois, veio esse mesmo papo, mas dessa vez sugerido pela mãe dela, com quem ela sempre foi muito ligada e contava tudo do relacionamento. Nessa vez, ela segurou isso por quase um mês, até achar suficiente. Todas as vezes em que ela ficava chateada comigo, ficávamos cerca de três dias distantes, sem conversar direito.
Nosso relacionamento não teve um pedido formal de namoro, mas contávamos a partir do primeiro “eu te amo”, que foi no final de março. Por volta de julho, uma vez saí com meus amigos para o shopping e, naquela semana, ela estava meio sem falar comigo por estar chateada. Encontramos algumas amigas dos meus amigos e, depois de sairmos de perto delas, elogiei uma dizendo: “aquela ali é bonitinha”. Todos sabiam que eu namorava, mas, quando chegamos em casa, um amigo sugeriu que eu chamasse essa garota no Instagram. Ele puxou conversa com ela por mim e, cinco dias depois, fomos à casa dela e eu fiquei com ela. Minha namorada não soube disso. Até hoje não sei ao certo por que fiz isso, já que eu gostava e amava minha namorada. Talvez tenha sido carência, não sei.
Como em todo relacionamento comum, tínhamos fotos juntos nas redes sociais (Instagram e Twitter). Mesmo depois de terminar, ainda tenho algumas dessas fotos no Twitter, mesmo já tendo passado um ano e três meses. Não apaguei porque não vejo necessidade; realmente amei ela, apesar de ter traído, e vejo as fotos como um museu, não faço questão de apagar.
A “bola de neve” começou pouco antes de completarmos um ano, em março. Em janeiro, mudamos de série na escola e entrou uma garota nova em outra turma da minha série. Demorei para falar com ela porque achava que minha namorada talvez não fosse gostar. Certo dia, estávamos jogando “salve” e, no final do intervalo, essa menina nova veio perguntar onde eu fazia vôlei. Respondi que não fazia mais e comentei onde treinava antes. Minha namorada viu a situação e depois veio me questionar, mostrando que não gostou muito. Acabei virando amigo da garota nova, pois já era amigo da prima dela, que também estudava na escola.
Com o tempo, a garota nova me chamou para ir ao prédio dela jogar vôlei de manhã, já que estudávamos à tarde. Comecei a ir na casa dela e da prima por quase um mês. Antes disso, já havíamos ficado bem amigos, e às vezes tínhamos conversas em tom de flerte, mas ambos sabíamos que era brincadeira. Ela sabia que eu namorava e também sabia do episódio em que traí minha namorada com a menina do shopping. Essa garota nova morava no Rio de Janeiro antes de vir para minha cidade e alguns amigos dela de lá tinham acesso à conta dela, mas eu não sabia.
Certo dia, um amigo meu de uma série anterior, com quem não costumo conversar por mensagem, me procurou dizendo que precisava conversar sério e que queria confiar em mim. Ele me mandou oito prints de conversas minhas com a garota nova, mas só apareciam as partes em que parecia que eu estava dando em cima dela. Expliquei que as conversas eram brincadeiras e que ambos sabíamos disso.
Dois dias depois, teve o mesário do meu primo, para o qual chamei minha namorada. No início, tudo tranquilo; foi o primeiro contato dela com a minha família, já que antes só conhecia minha mãe. Estávamos no sofá, eu com o braço por trás do pescoço dela, e ela no celular conversando comigo. De repente, ela mudou completamente de expressão e de tratamento comigo. Perguntei se estava tudo bem, se estava sentindo alguma coisa, mas ela evitava papo. Desde que ela chegou, eu tinha dito que a levaria para casa, mas ela insistiu que o namorado da irmã iria buscá-la. Ela mora a cerca de 15 minutos de onde foi o mesário. Acabou indo embora com o namorado da irmã, e eu fui com meus pais. Cheguei em casa e mandei mensagem avisando, mas ela não respondeu. Esperei que, pelo menos, de manhã ela me mandasse algo, mas nada. O mesário foi num domingo; mandei mensagem na segunda, na terça, e nada. Parei de tentar.
Na quarta-feira, minha mãe perguntou se eu tinha falado com minha namorada nos dias anteriores; respondi que não. Minha mãe então disse que ela havia mandado uma mensagem enorme para ela, com oito prints, falando muita coisa sobre mim. Pelo número de prints, já imaginei do que se tratava. Minha namorada pediu para minha mãe não me contar da mensagem, mas obviamente minha mãe me mostrou. Ela me chamou de tudo, sem xingar, mas disse que eu não tive educação em casa, entre outras coisas. Ela também queria marcar uma reunião com minha mãe, minha madrinha (com quem passo muito tempo), ela, a irmã e a mãe dela, para contar a versão dela da história. Minha mãe preferiu dialogar por mensagem, já que era um namoro de adolescente, como minha namorada mesma disse. Na sexta-feira, minha namorada me mandou: “mano, não sei se tu percebeu, mas a gente terminou, viu?”. Fiquei completamente perdido pelo jeito que ela escreveu, já que não conversávamos desde domingo. Pedi para conversarmos, mas ela não quis papo, pedi explicações, mas ela disse que eu sabia o que tinha feito. Conclusão: terminamos de uma forma bem mal resolvida.
Nos primeiros cinco meses após o término, sonhei com minha ex pelo menos uma vez por mês, e em um desses meses sonhei duas vezes. Contei isso para a psicóloga, disse que ainda me incomodava a forma como terminou, que para mim ainda não tinha sido um ponto final, e que queria falar algumas coisas para ela. Segurei por mais um mês e acabei falando: agradeci por tudo, pelo tempo juntos, mas ela não correspondeu da mesma forma, nem agradeceu. Desde então, nunca mais sonhei com ela. Uma observação: ela influenciou os amigos a falarem de mim no Twitter durante o primeiro mês após o término, depois pararam, mas até o terceiro mês vez ou outra ela ainda comentava algo, geralmente usando “características” como “esse rato de beleza mediana” (rato no caso por ser magro). Teve outras situações, mas essa foi a história. Peço desculpas pelo tamanho, tentei resumir ao máximo, colocando tudo que achei importante. Afinal, quem foi o babaca? Eu? Ela? Os dois?
Não…. eu não te desculpo por essa Bíblia que você escreveu…
Para começo de conversa… você é babaca por causa de um texto tão longo!
Eu realmente tive uma enorme preguiça em ler tudo isso. E mais preguiça ainda em pensar que, para ser minimamente justo, teria que escrever o equivalente a mais de 1.200 palavras que você escreveu no seu relato, o que é uma tortura na minha vida.
E você passou as mais de 1.200 palavras se questionando se você foi babaca, todo trabalhado na vitimização retórica, dando a entender que sua traição estava “justificada” por causa do comportamento da sua ex-namorada?
Sério mesmo que você não é uma placenta, e que os seus pais (aqueles irresponsáveis) não jogaram o feto fora?
É evidente que você foi babaca por trair a sua namorada. Se ela fez jogo duro com você, o tempo mostrou que você mereceu. Dar a entender que ela era a problemática é uma forma de você justificar o que você sabe muito bem que é o errado.
Essa desculpinha safada de que sua namorada estava “te punindo” e, por conta disso, você ficar com a menina do shopping é uma das coisas mais canalhas que você pode usar como argumento para justificar uma traição.
E isso, porque quem escreve é algo que já desistiu do amor romântico, não acredita na monogamia e deixa claro para toda e qualquer mulher com quem vai se relacionar que entende perfeitamente o “meu corpo, minhas regras”.
Você não contou para ela sobre o seu relacionamento extra, quando os seus amigos sabiam. E outras pessoas dentro do seu convívio também estavam sabendo do que você fez.
Sinceramente? Isso foi tão cretino de sua parte, que você não fez qualquer tipo de questão ou esforço de sequer se preocupar que ela pudesse saber do que fez através de outras pessoas dentro do convívio em comum.
E agora vem você, da forma mais deslavada possível, dar a entender que ela é babaca porque ela decidiu terminar com você de forma imediata quando soube do que fez, sem sequer dar um desfecho para a relação? Quer mesmo que a gente fique com algum tipo de pena ou piedade porque a menina “te deu um perdido”?
Ela fez é muito bem em tratar você como um absorvente íntimo usado.
Sua psicóloga deveria ter cobrado o triplo, só por ouvir as abobrinhas de um moleque piranha que não soube sequer ter o respeito por alguém que confiou sentimentos a você. E eu também deveria te processar pelo desprazer que foi ler o seu calvário de vitimização.
É impossível ela ter sido babaca com você. Afinal de contas, faltou caráter na sua personalidade para tratar a menina com o mínimo de dignidade e respeito.
O que ela fez com você foi pouco. Você merecia mais.
Merecia algo pior.
Mas vou me conter nas palavras, pois quero evitar processos.
Via Reddit

