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Star Trek: Discovery (Netflix, 2017) | Primeiras Impressões

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Eu confesso que nunca fui muito fã de Star Trek, apesar de ficar muito empolgado com o reboot realizado por J.J. Abrams no cinema. Entendo o fanatismo das pessoas pela história. Acho que a série clássica foi a porta de entrada ao mundo das séries para muitos geeks, além de ser a posta de entrada de muitos para o próprio mundo da tecnologia.

De qualquer forma, eu via Star Trek: Discovery como algo grande antes de sua estreia. CBS e Netflix envolvidas em um projeto que trazia de volta para a TV uma das séries mais amadas do grande público era algo delicado, mas empolgante. Muita gente esperou por isso por décadas. E esperou que, dessa vez, fosse feito algo digno, de qualidade.

E isso foi entregue.

 

 

Os dois primeiros episódios que estrearam nos Estados Unidos pela CBS (a série segue seu rumo de forma exclusiva na CBS All-Access, plataforma de streaming de vídeos) e ao redor do planeta pela Netflix registraram boa audiência, e muitos elogios de quem é fã de Star Trek. E acho que isso é o mais importante: fazer um produto que alcance sim um novo público, mas também que abrace, mas que também envolva de forma definitiva os fãs veteranos de uma série icônica.

Nesse aspecto, Star Trek: Discovery se sai muito bem, pelo menos nesse começo. Toda a atmosfera Star Trek está na série, com a natural repaginação que os tempos modernos exigem. E não falo apenas de produção, que por sinal, está impecável (mesmo com tantos efeitos visuais já esperados… na verdade, dou graças a Deus pela série não parecer uma série do Syfy “roots” no final das contas), mas também com as propostas elementares, com algumas particularidades.

 

 

Uma mulher asiática como comandante e outra mulher negra como imediata. As principais integrantes da tripulação. Um engenheiro de origem indiana. Star Trek: Discovery mais uma vez aposta na diversidade para passar mensagens veladas. A série já fez isso tantas vezes, que é reconfortante ver eles fazendo de novo.

Além disso, é possível se identificar claramente as aspirações de cada personagem, que contam com personalidades bem definidas, sem cair em um vazio existencial de simplesmente ficar no espaço, respondendo as falas. Sem falar que tais personalidades entregam pontualmente algumas pitadas de humor. Um humor sutil, mas que é bem vindo.

Em uma história ambientada dez anos antes dos acontecimentos da série clássica, em um conflito direto com os Klingons, podemos esperar uma trama se desenvolvendo de forma coerente para os fãs, que poderão aproveitar de forma mais intensa toda a narrativa proposta e, principalmente, alinhada com o universo que eles já conhecem.

 

 

Da minha parte, posso dizer que, do que eu vi, a série é promissora. Foi um ótimo trabalho realizado. E olha que tais palavras vem de um cara que não se considera fã de Star Trek. A atmosfera da série é imersiva, e com várias referências de tudo o que vimos de forma conceitual na série ao longo dos anos.

Por fim, acho que os fãs ficarão satisfeitos com Star Trek: Discovery. Eu mesmo fiquei, e pretendo continuar.

 

 


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Publicado emResenhas e Reviews