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Primeiras Impressões | Kevin from Work (ABC Family, 2015)

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Demorou um pouco para que eu pudesse ver os dois primeiros episódios de Kevin From Work, comédia de 30 minutos do canal ABC Family. Um combinado de falta de tempo com falta de vontade resultaram nesse atraso. Mas agora que cumpri com esse compromisso cívico, vou contar para vocês as minhas impressões sobre essa beleza de comédia, cheia de ambiguidades estranhas.

Kevin (Noah Reid) era um cara comum, que trabalhava em um escritório comum, cheio de pessoas excêntricas. Mas ele não se importava com nada disso. A única pessoa para quem ele tinha olhos era Audrey (Paige Spara), sua colega de estação de trabalho, que Kevin considerava a mulher perfeita para ele (a ponto de colocar bichinhos animados nos seus delírios). Mas Audrey era inalcançável, já que ela tinha um namorado lutador de artes marciais.

Na tentativa de seguir com a vida – e deixar para lá a bobagem de conquistar Audrey -, Kevin aceita um emprego na Itália, relacionado ao mundo da gastronomia e turismo. Na sua festa de despedida, ele toma todas, e o álcool o ajuda a contar todos os seus sentimentos mais profundos para a mulher que o ama. Através de uma carta (porque ligar pelo celular e escrever um e-mail nunca é recomendado para quem está muito bêbado). Kevin despacha a carta, certo que Audrey só vai ler a mesma quando ele estiver bem longe dali.

Porém, tudo muda quando ele descobre que não mais vai para a Itália, pois a sua contratação foi cancelada.

A partir daí, Kevin precisa lidar com o fato que ele mudou toda a sua vida em função dessa mudança: vai ter que conviver com a cobrança psicológica do melhor amigo, com a irmã, que herdou o seu apartamento, com a sua chefe de meia idade tarada, que fica se insinuando para ele… e o pior de tudo: com Audrey, que leu a sua carta, e agora sabe que ele sempre a quis.

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Kevin from Work é o tipo de comédia que lembra um filme tosco da Sessão da Tarde. Não apresenta nada de muito novo ou original no plot, mas com uma certa dose de boa vontade (mas fazendo muita força mesmo), você acaba tendo uma certa empatia pelos protagonistas e coadjuvantes. Mas de um modo geral, é uma comédia fraca no quesito ‘fazer rir’.

A série até se esforça na oferta de plots interessantes, com situações que podem mesmo acontecer em um ambiente de trabalho (os encontros na cozinha, as fofocas entre os funcionários, o departamento de informática composto por nerds malucos, etc). Apesar de algumas risadas (forçadas), Kevin from Work não apresenta o suficiente para ser considerada uma comédia ‘imperdível’. Em alguns momentos, ela pareceu algo ‘sem gosto, sem personalidade’, com situações que não contribuem para o desenvolvimento da trama.

Bom, ao menos sabemos que existe uma história linear dentro da série, que será desenvolvida ao longo da temporada. Será que Kevin e Audrey vão ficar juntos? Os obstáculos são grandes (a chefe tarada, o colega de trabalho fofoqueiro, a colega de apartamento de Audrey que é uma stalker, o namorado fortão da Audrey…), e as situações que eles vão ter que enfrentar para engatar um relacionamento podem ser as mais absurdas.

E é isso o que dá medo na série.

Enfim, Kevin from Work é mais uma comédia romântica, mas diferente de Manhattan Love Story e A to Z, ela aposta na vertente ‘besteirol’ para fazer dar certo. Mas acho que a maioria de vocês poderão viver muito bem sem ela. Não é uma comédia que entra na lista das ‘imperdíveis’, e a não ser que você não tenha ABSOLUTAMENTE MAIS NADA PARA ASSISTIR (algo que, nos dias de hoje, é bem difícil), eu recomendo que você veja o piloto, pelo menos.

Vai que você gosta, não é mesmo?

Primeiras Impressões | Ravenswood (ABC Family, 2013)

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Se existe um canal que me faz repensar os comentários maldosos que eu faço sobre o canal CW, esse canal é o ABC Family. Porque, sério… eles conseguem entregar resultados simplesmente “inacreditáveis”. E é o caso de Ravenswood, spinoff de Pretty Little Liars, que segue a mesma fórmula: um elenco (quase todo) composto por pessoas bonitas, com ar descolado de modelos, mas que são almas atormentadas por viver o tempo todo em clima de mistério e suspense.

Tudo começa quando Caleb Rivers (Tyler Blackburn) resolve pegar um ônibus para Ravenswood, com o objetivo de ajudar a sua namorada, Hanna Marin. No ônibus, ela encontra Miranda Collins (Nicole Anderson), que também está indo para Ravenswood, mas por outros motivos. Ela quer encontrar o seu (relativo) último parente vivo, o seu tio Raymond (Steven Cabral), dono de uma funerária, que abandonou Miranda quando ela era criança. Ou seja, um cara sinistro.

Com o objetivo de começar a compreender o seu passado, Miranda convida Caleb (que, de novo, estava em viagem para ajudar a sua namorada Hanna – procure sempre se lembrar disso) para visitar o cemitério local. E lá, ambos encontram uma grande e macabra surpresa: as suas lápides, com suas fotos, e os seus nomes! #mistério #boom #LOST

O que já é bem estranho fica mais confuso quando eles chegam em Ravenswood. Não bastando o fato de Miranda ter um tio com cara de morto (e lidar com mortos), e morar com a única personagem com mais de 60 anos na série, Carla Grunwald (Meg Foster), que já deu as caras em Pretty Little Liars, tanto Miranda quanto Tyler (que, de novo, a essa altura, já nem lembra que tem namorada pra ajudar), se envolvem com dois irmãos, os gêmeos Luke (Brett Dier) e Olivia Matheson (Merritt Patterson). Seus pais morreram sob circunstâncias misteriosas e controversas, vítimas de uma espécie de maldição que paira sobre Ravenswood há décadas, e agora os dois são semi-hostilizados por metade da cidade.

O quarteto vai contar com a ajuda de Remy Beaumont (Britne Oldford), filha do editor-chefe do jornal local, que também desconfia que alguma coisa muito estranha acontece na cidade amaldiçoada. Juntos, o quinteto (em companhia do cachorro falante) vai trabalhar para descobrir os segredos de Ravenswood, e tentar acabar com a tal maldição. Pois tudo indica que as próximas vítimas desse mau agouro são eles mesmos.

Por onde começar…

Bom, é a cara do ABC Family. E isso não é um elogio.

O piloto de Ravenswood é fraco, assim como Pretty Little Liars também é. Me desculpem os fãs, e me desculpem aqueles que já defendem as duas séries, mas é a minha opinião, e vou dizer por que.

A história é bem sem pé nem cabeça nem cérebro nem corpo nem braço nem nada. Tyler vai atrás da namorada (que, aliás, vai aparecer em Ravenswood – afinal de contas, o namorado vai ajudar ela, e ele nem aparece na frente dela?), mas para a primeira desconhecida que tem uma barra de vida, ele vai com ela no cemitério. Detalhe: nem é para fornicação.

Depois, ambos acabam vendo as suas lápides. Ou seja, ou é visão do futuro, ou eles já dançaram nessa vida. Mas como o importante não é teorizar, vamos em frente. A nossa amiga Miranda, ao perceber que o seu tio era meio maluco, no lugar de pular fora e seguir com sua insignificante insistência, insiste de forma chata em descobrir o seu passado, com sérios riscos de se ferrar por conta disso.

Pra completar uma das irmãs dos pais mortos, é teimosa: vai no desfile da cidade, só pra sofrer de bullying!

Definitivamente, não é o meu tipo de série.

Ravenswood é uma série de roteiros fracos, argumentos fracos, personagens pouco carismáticos, e interpretações fraquíssimas. A produção também escorrega feio em alguns cenários. Acho legal as referências para os filmes clássicos de terror, mas algumas são risíveis (principalmente a do final do episódio). E para quem continuar com a série, que se prepare para argumentos tão absurdos quanto “a A é uma equipe, liderada por um dos professores da escola”, ou “tem um porco dentro do porta-malas!”.

Aliás, para quem vai continuar, boa sorte. Pelo visto, a audiência da ABC Family adorou, e honestamente, desconfio do gosto deles. Pode gostar, mas não fala que é bom. Porque não é.

E, honestamente: CW > ABC Family (na fall season 2013).

Primeiras Impressões | Twisted (ABC Family, 2013)

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Se elogiamos a proposta de The Fosters, não podemos dizer o mesmo de Twisted. O drama adolescente do canal ABC Family vai na mesma pegada de Pretty Little Liars (uma vez que tem o envolvimento dos mesmos produtores), mas sofre de um grave problema que é comum nas produções do canal: se leva à sério demais. E quando eles fazem isso, parte para o lado da cretinice, virando alvo de piadas e galhofas de blogueiros como esse que escreve esse post.

Twisted mostra a história de uma cidade típica do interior dos Estados Unidos, pequena a ponto de todo mundo conhecer todo mundo. Em um passado não muito distante, Danny Dessai (Avan Jogia), na época com 11 anos de idade, assassinou a própria tia com a ajuda de sua corda de pular. Suas duas melhores amigas na época, Lacey (Kylie Bunbury) e Jo (Madelaine Hasson), ficam chocadas, assim como toda a cidade, que toma conhecimento do crime, e por conta disso, a amizade do trio é desfeita.

Danny é enviado para um reformatório, passa cinco anos de sua vida longe da sociedade, e quando completa 16 anos, por decisão de sua mãe (Denise Richards), ele volta para a mesma cidade do crime, no mesmo colégio onde ele estudava com suas ex-amigas, que por sinal, tomaram caminhos diferentes. Uma virou uma baranga perdedora, e a outra, foi para a turma das patricinhas superpopulares. Jo e Lacey voltam a ter algo em comum depois de cinco anos: Danny.

Por sinal, com a volta de Danny ao mundo dos normais, temos logo de cara um assassinato: Regina Crane (Karyn Moore), uma das estudantes que está louca para “fornecer forte” para o suposto psicopata, acaba contando que sabe “por que ele matou a própria tia” (sim, amigos… esse é o “grande mistério” da série…), apenas para atrair o garoto para a casa dela. E a partir daí, começa toda a trama misteriosa de Twisted, com várias perguntas a serem respondidas.

E com Denise Richards como “bônus”.

DENISE RICHARDS, AVAN JOGIA

Pra começar, eu quero deixar claro que, se minha mãe fosse a Denise Richards, eu também teria todos os motivos do mundo para ser um psicopata. Dito isso, Twisted tem um piloto muito fraco. A premissa da série em si é quase absurda, e só não é absurda por completo porque sempre temos que pensar na possibilidade dessa volta para a mesma cidade e o mesmo colégio ser “algo previamente pensado”. E não será surpresa para qualquer pessoa minimamente inteligente pensar que a verdadeira assassina é a própria mãe de Danny.

Aliás, é bom deixar para registro: Danny, muito provavelmente, viu a mãe matar a tia, por algum motivo torpe/injustificável qualquer, e assumiu a culpa para que a mãe não fosse presa. Nessa volta, para esconder os seus rastros, a mãe começa a matar todo mundo na cidade que sonha em conhecer o verdadeiro segredo. Bom, com isso, te poupei de algumas semanas de uma série ruim, contando a minha versão do final de temporada (sim, pois acho muito difícil ver essa série sendo renovada).

Mas se você pensa em insistir assim mesmo… bom, as atuações são fracas, as situações são patéticas, e os personagens não contam com nenhuma carisma para convencer o telespectador a voltar para o próximo episódio. Pelo contrário: usa das técnicas mais baratas e oportunistas em seu roteiro, para levantar o mistério como chamariz para o telespectador. Exemplo: a típica cena de final de episódio que “o suposto assassino tem algo da morta na casa dele”, e até mesmo a pergunta que não quer calar: “por que ele matou a própria tia?”.

Sem falar em situações contraditórias, como: a cidade inteira achando que Danny é um sociopata, e mesmo assim, metade das meninas do colégio doidas para dar para ele. Ou até mesmo a amiga perdedora, que nunca bebeu, e jamais foi convidada para uma festa do colegial, sair fazendo body shot com o amigo da dona da festa, como se não houvesse o amanhã. E chegando em casa bêbada. Na companhia do suposto sociopata!

Aí eu te pergunto: que pais são esses que deixam a filha passar por tudo isso? Detalhe: o pai da perdedora é delegado da cidade!

Com tudo isso, se você ainda vai insistir em Twisted, eu te digo “boa sorte, e não diga que eu não te avisei”. As chances do final ser algo óbvio e decepcionante são enormes, e ao longo dessa primeira temporada, a série tem tudo para ser uma grande comédia de erros. Mas talvez o problema está em mim: não poderia esperar muita coisa do ABC Family mesmo…

Primeiras Impressões | The Fosters (ABC Family, 2013)

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Uma das gratas surpresas desse início de Summer Season é The Fosters. O novo drama da ABC Family apresenta uma proposta mais adulta que as demais séries do canal, mas sem perder o frescor da juventude proposto pelo mesmo canal. Bom, ao menos apresenta uma história mais próxima da realidade, sem certos absurdos como um “-A Team” ou um sociopata adolescente, cujas estudantes querem dar para ele a todo custo. Mas isso é história para outro post.

Em The Fosters, acompanhamos a vida do casal Lena Adams (Sherri Shaum) e Stef Foster (Teri Polo), que superam todo o tipo de dificuldades e preconceitos possíveis em nome de uma vida plena e feliz. E quando digo isso, não é nenhum exagero. Se não bastasse as dificuldades econômicas comuns a todos os norte-americanos, Lena e Stef é um casal lésbico e inter-racial. Ou seja, a vida delas não é nada fácil.

Mas elas são felizes. Felizes e estáveis. Lena é assistente social e Stef é policial. Juntas elas formam uma grande família, com os filho biológico de Stef, Brandon (David Lambert) e os gêmeos adotivos de Lena, Jesus (Jake T. Austin) e Mariana (Cierra Ramirez). Até que em um belo dia, essa família aumenta, com dois novos agregados de Lena: Callie (Maia Mitchell), jovem de 16 anos de idade que deixou o reformatório recentemente, e Jude (Hayden Bryerly) o seu irmão mais novo.

Callie era vítima de violência doméstica por parte do pai, e acabou indo para o reformatório depois de destruir o carro dele com um taco de baseball. Acabou ficando com os Fosters porque Lena e Stef viram algo de especial nela. Ainda mais quando a própria Callie arrisca a sua pele para tirar o irmão dos maus tratos do pai.

Como eu disse antes, The Fosters foi uma grata surpresa para mim. Mesmo com algumas inconsistências no seu piloto (o argumento de Mariana em buscar a mãe biológica, e até a “fuga” de Callie e Brandon para buscar Julian), a série tem uma proposta honesta e consistente. Não é um dramalhão pesado, que te emociona a cada cena que aparece alguém chorando, mas os personagens são carismáticos a ponto de você se importar com eles. E isso é o que importa.

Me agrada muito a ideia de um canal de televisão colocar uma série de pontos relevantes a serem abordados. Um dos pontos altos da série é justamente o casal Lena e Stef. A integração desses personagens é ótima, e você realmente se convence que as duas possuem uma união estável de longa data. Sem falar em alguns pequenos pontos do texto que mostra que é sim possível qualquer criança crescer com um casal de gays como pais, e serem crianças normais (eu sempre acreditei que isso poderia ser possível, mas infelizmente vivemos em uma sociedade onde algumas pessoas precisam receber isso em forma de desenho).

Principalmente na fala “elas preferem o termo ‘seres humanos'”.

Outro ponto positivo da série é a interação entre os filhos. Apesar de parecer uma conferência da ONU (e mesmo com um elenco juvenil mais fraco), The Fosters passa aquela boa impressão que, mesmo depois das dificuldades de aceitação daquela situação, aquela família está no momento de estabilidade, onde tudo funciona, e onde eles vivem em harmonia com todas as diferenças de personalidades.

Eu recomendo que ao menos você veja o piloto de The Fosters. Para o “padrão de qualidade ABC Family”, está acima da média. Não é a série que vai mudar a sua vida, mas ao menos é uma proposta para que você veja o mundo sob uma perspectiva diferente. A série lembra, de forma muito vaga (sem comparações, amigos) o drama Party of Five. Com a diferença fundamental que os pais estão vivos. E que são duas mães.