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Primeiras Impressões | Feed the Beast (AMC, 2016)

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A summer season começou (apesar de estar passando um frio absurdo no Paraná).

A AMC apresenta nesse início de temporada no verão norte-americano um dos seus dramas mais “acessíveis” dos últimos tempos. Feed the Beast tem um tema adulto, mas um pano de fundo que está na moda: a gastronomia. Além disso, aproveita bem as tragédias pessoais dos seus protagonistas para contar uma história de recomeço, de reconstrução de vidas. Mas nem sempre escolhendo o caminho mais ético.

Tommy Moran (David Schwimmer) e Dion Patras (Jim Sturgess) são duas pessoas problemáticas, que precisam lidar com suas tragédias pessoais e seguir em frente com suas vidas.

Dion é um cara instável: mal saiu da cadeia, e não consegue ficar longe de problemas. Aliás, ele só saiu da cadeia por bom comportamento, e porque seu ofício de chef de cozinha ajudou a reduzir a pena. Já Tommy é um enólogo que perdeu a esposa de forma precoce, e não consegue superar essa perda. Precisa se manter firme para poder cuidar do filho pequeno, mas a ausência de sua esposa (e o alcoolismo) não ajudam muito.

Os dois se reencontram depois de anos, após Dion sair da cadeia. Depois de discutirem o passado e o presente, eles decidem abrir de forma insana um novo restaurante em Nova York, oferecendo culinária de boa qualidade com um toque mais popular. Mas… como conseguir o dinheiro, sendo que os dois estão quebrados?

Como eles são mais espertos que as meninas de 2 Broke Girls, eles decidem ir pela via mais perigosa de todas: o mundo da criminalidade, corrupção policial, tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. Eles atuarão como intermediários para essas atividades criminais e, dessa forma, vão levantar o capital para iniciar o empreendimento de suas vidas.

Porém, essa decisão cobra um preço alto: as pessoas que Tommy e Dion procuram vão envolvê-los em situações limite, exigindo dos dois um comprometimento que vai além das funções culinárias. Sem falar que o futuro restaurante tem todo o potencial para servir de cenário principal para as transações criminosas dos envolvidos.

 

Vale a pena conferir?

Feed the Beast tem um plot bem interessante, e todo o potencial para se tornar a nova série queridinha do AMC. Os protagonistas são interessantes, seus dramas pessoais são próximos daquilo que chamo de “palpável” (o reino de Westeros não é acessível para todo mundo), e suas motivações para a criação do restaurante são factíveis e até criativas sob determinados aspectos.

O piloto não te cansa, passa bem rápido, os diálogos são muito bons, o texto é bem construído… enfim, é uma série onde entrega tudo certo, na medida certa. Sem falar que Jim Sturgess e David Schwimmer se mostram ótimos atores ao longo do episódio piloto. Os dois tem todo o potencial para oferecerem à trama o nível de credibilidade que a história pede.

Pode ser um pouco cedo para dizer, mas acho que vale a pena dar uma chance para Feed the Beast. Apenas pela trama criada logo de cara, onde temos tudo para ver conflitos para todos os gostos, podemos esperar uma série com uma trama um pouco mais elaborada. Entendo que os roteiristas vão precisar de criatividade para encontrar esses conflitos e suas eventuais soluções. Mas pelo menos as primeiras impressões deixadas são animadoras.

 

Primeiras Impressões | Into the Badlands (AMC, 2015)

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Tem série de samurai no AMC? Tem, sim senhor! E se reclamar, tem muita porrada!

Into the Badlands é o novo drama de ação do canal que se destacou por oferecer o cult com qualidade. Em regra, o canal acerta nas suas produções originais, e podemos dizer que essa série produzida e protagonizada por Daniel Wu é mais um acerto. Bom, é um vórtice na curva dentro daquilo que a AMC normalmente apresenta, mas é uma produção bem feita, justificando sua existência e seu status de alta qualidade.

Em um tempo onde não existem mocinhos e apenas caras maus, as armas de fogo foram banidas, e todo mundo resolve tudo na porrada. Ou no fio de corte da espada. A proteção virou uma servidão para muitos, e nem todos podem se proteger de forma adequada. Na verdade, em Badlands, todo mundo tem que se proteger de todo mundo, e eventualmente atacar quem aparecer pela frente.

Sunny (Daniel Wu) é o mais leal servo do Barão Quinn (Marton Csokas), que é o cara que manda em tudo ali. O mais mortal soldado de Badlands é habilidoso com várias armas, e tem no seu currículo mais de 400 mortes na região, de forma fria e impiedosa. Porém, até ele tem uma dose de moralidade. E ela está combinada com um certo mix de medo e mistério.

Afinal de contas, qual será o grande poder por trás do jovem M.K. (Aramis Knight), que ele encontra em uma dessas idas e vindas da vida. O rapaz tem a impetuosidade da idade, a indisciplina da idade, mas concentra um grande poder. Algo fora do normal. Sobrenatural. Algo que Sunny rapidamente detecta. Ele logo entende que o rapaz precisa de orientação, mas já pensa em como tirar vantagem sobre isso. É prevenido que tal medida pode se virar contra ele, sem falar nas diversas influências externas que podem atrapalhar seus objetivos.

Não só para encaminhar M.K. em ser o guerreiro mortal e poderoso, mas não deixar que inimigos, adversários dentro do seu clã e até a mulher do Barão atrapalhem seus planos, que ainda não estão bem claros quais são.

Into the Badlands é muito bom naquilo que se propõe a ser: uma baita série de ação samurai. Não temos muito isso no universo das séries de TV. O mais próximo de samurai que vimos na TV recentemente foi a Michonne em The Walking Dead. Aqui, não: temos um cenário pós apocalíptico, onde os guerreiros são treinados por um samurai foda, com toda uma filosofia por trás dessa prática. Não é a mesma coisa de simplesmente sair na porrada com alguém. É algo mais complexo e melhor formatado.

Além disso, Into the Badlands é bem produzida. Aliás, impecavelmente bem produzida. Os cenários são bem feitos, os planos de câmera lembram uma espécie de mangá muito bem pensado e planejado, e as cenas de luta são simplesmente espetaculares. Todas as lutas são muito bem coreografadas, com uma riqueza de detalhes impressionante. É claro que tem umas mortes que se resultam em bizarras e inusitadas, mas não é algo que comprometa a produção ou o seu bom desenvolvimento.

A série tem potencial de se desenvolver com um plot bem construído e bem formatado, com tramas bem definidas e nada muito bobo. Podemos dizer que os fãs do gênero ficarão muito bem servidos com Into the Badlands. Com a carência de séries desse estilo, ela pode preencher a lacuna deixada por décadas de descaso de todos os principais canais norte-americanos.

Eu, que não sou muito familiarizado com o assunto, gostei do resultado final de Into the Badlands. Ou seja, as chances dos especialistas no assunto apreciarem a série do AMC são muito grandes (imagino eu).

Pedantismo, teu nome é The Walking Dead

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The Walking Dead (AMC) se tornou uma série pedante. Chata. Conceitual às avessas. Onde nada acontece.

Mas antes que você me xingue, vou primeiro apresentar o termo para os menos incultos. Segundo a Wikipedia:

“Um pedante é um formalista ou detalhista em pedagogia ou erudição. A palavra provém do italiano pedante (1535), significando “mestre-escola”, “professor”. (…) A palavra é geralmente empregada numa conotação negativa, indicando alguém extremamente preocupado com minúcias e detalhes, e cujo tom é percebido como condescendente.”

Dito isso, quero deixar bem claro que, apesar de esse ser um post que pode irritar aos fãs mais inflamados da série da AMC, nosso principal objetivo é tentar responder a seguinte questão: “por que The Walking Dead se tornou isso aí que estamos vendo?”. Não vamos criticar o fato de você gostar da série. Logo, não critique o fato da gente não gostar mais. Até porque vamos apresentar argumentos para a nossa escolha de desgostar. Apenas isso.

Já faz algum tempo que estamos falando no SpinOff Podcast que The Walking Dead se transformou na grande série que “corre atrás do do próprio rabo”, onde os acontecimentos se repetem, apenas com algumas variações de personagens e subplots. Não há nada de novo nos movimentos centrais desde a quarta temporada (pelo menos), e depois de episódios horrorosos (onde Rick e O Governador ficaram se jurando de morte e dizendo como a vida do outro era mais f*d*d* durante longos 50 minutos) que não serviam absolutamente nada para o desenvolvimento da trama, chegamos em uma sexta temporada onde Robert Kirkman propõe algo “novo”: começar tudo de novo.

Como se eles já não tivessem feito isso antes. Umas três ou quatro vezes.

Ou vai me dizer que chegar na fazenda do Herschel (e acabar com tudo) não foi recomeçar?

Ou vai me dizer que chegar na prisão (encontrar Woodbury e ferrar com tudo antes, para depois ferrar com a prisão também) não foi recomeçar?

Ou vai me dizer que chegar em Alexandria não é recomeçar?

De novo: se vocês estão curtindo esses vários reboots dentro de uma mesma série, parabéns. Mas muita gente não teve mais saco para isso. E o que é pior: quem olhou para The Walking Dead com mais atenção já sacou há tempos que o maior problema da série não é o apocalipse zumbi, nem a horda de mortos-vivos que podem atacar a qualquer momento, mas sim os humanos. Que são violentos, burros e inconsequentes.

Mais especificamente um humano: Rick Grimes.

Em um mundo perfeito, o Rick Grimes de The Walking Dead já teria sido abatido a tiros pelo seu grupo há muito tempo. O cara foi surtando temporada após temporada, ficou um déspota chato, quase um ditador… e ainda assim é LÍDER DO GRUPO DE SOBREVIVENTES? Ok, eu entendo ele. A essa altura do campeonato, ele não confia em mais nada e em mais ninguém. Nem no próprio filho, se bobear. Mentiu para ele é o mesmo que pedir para tomar uma bala na cabeça. Simples assim.

Mesmo assim. Rick claramente não é a melhor opção de líder nem para síndico do prédio. Foi a paranoia dele que fez com que comunidades minimamente organizadas caíssem uma após a outra. Os caras em Woodbury estavam lá, felizes, prosperando, cuidando da vida deles. Aí, vem o insuportável do Rick, querendo impor as suas leis e regras, e ferra com tudo. O mesmo aconteceu na fazenda do Herschel. E o mesmo ocorre em Alexandria.

Ou seja, a essa altura do campeonato, The Walking Dead já é a série que recicla os próprios erros, não avança na sua proposta narrativa, com eventos simplesmente absurdos (Glenn virando jantar de zumbi no final da quinta temporada está aí, vivinho e vendendo saúde) e episódios que se arrastam no modo “nada acontece, feijoada”.

Pra completar tudo isso, vem o senhor Robert Kirkman e oferece uma premiere de sexta temporada onde o nada se repete, cheio de flashbacks para explicar algo que ele poderia ter apresentado ao longo do episódio, na ordem cronológica, e aí sim criar um impacto maior no final do episódio (mesmo assim, não iria salvar do sentimento de “vontade de morrer ao ver esse negócio” que o episódio transmitiu). Pra quê flashback em preto e branco, meu Deus? Não é melhor investir em desenvolvimento de trama, roteiro, plot twists não?

Ficar pagando de série inteligente pra quê?

Muita gente já sacou que The Walking Dead já está no modo “vamos fingir que fazemos uma temporada para arrancar o dinheiro da AMC”, algo que Shonda Rhimes fez tão bem durante anos em Grey’s Anatomy (e, ainda assim, não aprovamos tal tática). Agora, a série chega em um novo patamar: do pedantismo. De chamar de “arte” a enrolação de uma trama que não se desenvolve. Para que no final da temporada, muita gente acabe reclamando do que viu, por se sentir enganada pelo arrastar do tempo.

Para quem vai continuar, boa sorte. De coração.

Primeieras Impressões | Fear the Walking Dead (AMC, 2015)

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Como tudo começou?

Certamente os fãs de The Walking Dead já se fizeram essa pergunta mais de uma vez. E parte da resposta está em Fear the Walking Dead, prequel da obra de Robert Kirkman que estreou ontem (23) no canal AMC. A trama propõe apresentar uma perspectiva bem diferente daquela que já acompanhamos na série original, mas que tem um ponto comum muito claro: o quão confusa a vida pode se tornar diante de um apocalipse zumbi.

Fear the Walking Dead se passa em Los Angeles, e deixa claro que o apocalipse começou em diferentes pontos dos Estados Unidos (quem sabe do planeta), e já era especulado antes dele eclodir. Até porque sempre teremos gordos escrevendo suas teorias conspiratórias na internet, e algumas delas certamente terão o seu fundo de verdade. Dito isso, também vemos claramente como os adultos são resistentes em acreditarem em nerds gordos viciados em internet (com cara de psicopata) ou em filhos drogados que testemunham a amiga drogada de 40 quilos matando os amiguinhos na base das dentadas. Mas isso é outra história.

Deixando de lado o fato de que tento ser engraçadalho em um post do SpinOff, Fear the Walking Dead mostra uma coerência compreensível da personalidade dos adultos: o fator ‘ver para crer’. As histórias contadas pelos jovens que já testemunham eventos anormais são tão absurdas, que eles realmente não vão acreditar que está se iniciando um apocalipse zumbi. E, mesmo que eles acreditassem, eles pouco ou nada poderiam fazer. Fato é que: a m*rda toda só está começando, e o que veremos ao longo da primeira temporada é como as pessoas comuns da ensolarada Los Angeles vão lidar com as perdas.

Familiares, amigos, namorados… um por um, todos vão perecer – e depois virarem mortos vivos -, e diferente do cenário de Atlanta, onde aquelas pessoas já lutam pela sobrevivência, em uma condição mental onde elas se encontram totalmente quebradas e descrentes de um futuro com algum tipo de salvação daquele cenário de caos, o grupo de Los Angeles ainda terá que compreender tudo o que está acontecendo, assimilar os choques durante o trajeto, e iniciar uma efetiva luta pela própria vida.

Nem que para isso seja necessário atirar na cabeça daqueles que eles mais amam.

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O piloto de Fear the Walking Dead é bom. Tem a cara de Robert Kirkman e uma linguagem de graphic novel muito interessante. Mas o que realmente chama a atenção é justamente o contraste do perfil psicológico dos personagens.

Em The Walking Dead, nós temos personalidades forjadas na base do ‘tiro, porrada e bomba’, depois que todo o país virou um grande cenário de caos. Isso faz com que seus personagens se aproximem mais dos heróis, acima da média e dispostos a tudo para ver a luz do sol no dia seguinte. São pessoas quebradas por dentro, mas fortes nas posturas, que não vacilam, e que pela própria descrença no próximo, não especulam muito sobre o próximo passo a ser dado. Se precisar, atiram primeiro e perguntam depois.

Em Fear the Walking Dead, temos um perfil psicológico completamente diferente, e que se alinha diante de um conflito que está apenas começando, e que eles ainda não entendem a real dimensão do problema. Logo, não acreditar no filho drogado ou no nerd gordo é algo mais do que natural. Descer do carro para ver se o amigo do filho (que está andando que nem um maluco no meio da estrada) está bem, mais normal ainda. A crença no crível, no palpável e no racional é algo confortável. É algo do ser humano médio, eu diria.

O que torna Fear the Walking Dead mais interessante é que (com alguma sorte, isso é, se a AMC não ferrar com tudo) veremos como esses personagens serão moldados para a nova realidade. Como cada um deles vão se transformar de pessoas comuns para quase guerreiros que lutam por essa sobrevivência. Como será cada um deles saindo de suas respectivas zonas de conforto, de suas vidinhas tacanhas e comuns para enfrentarem um cenário simplesmente surreal.

Na parte técnica, Fear the Walking Dead é mais uma vez um acerto da AMC. É uma produção grande e impecável, com várias cenas de externas, mostrando cenários icônicos da cidade de Los Angeles, deixando indiretamente a impressão sobre como tudo será maior e ainda mais relevante. Sim, pois estamos falando de um apocalipse zumbi em uma das principais cidades dos Estados Unidos (e bem maior que Atlanta), com a promessa de uma repercussão ainda maior quando os fatos vierem à tona.

Outra boa notícia é que o elenco de Fear the Walking Dead é equilibrado, assim como os seus diálogos bem estruturados. É um piloto que vai crescendo ao longo do episódio, apresentando as principais tramas, principalmente aquele que mostra a família central da temporada. Alguns poderão achar esse piloto lento, ou tão lento quanto boa parte dos episódios de The Walking Dead. Mas vai por mim: melhora. No final, ele entrega um gancho razoável para seguir com o segundo episódio sem muitos traumas.

Por fim, Fear the Walking Dead mantém a mesma estrutura narrativa da série original, mas apresentando uma perspectiva completamente diferente, e isso pode atrair até mesmo os fãs que não aguentam mais um Rick Grimes paranoico/destruidor de comunidades minimamente organizadas sem ele, ou das longas cenas de silêncio e contemplação da série original. Não estou dizendo que não vai ter isso nesse spinoff, mas é possível acreditar que, por apresentar uma dinâmica diferente, os eventos se apresentem com uma certa dose de urgência, o que pode tornar tudo muito mais interessante.

Mesmo porque a luta pela sobrevivência dos moradores de Los Angeles ainda vai começar.

Primeiras Impressões | Better Call Saul (AMC, 2015)

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Apesar de Vince Gilligan não concordar muito com a ideia, o canal AMC finalmente estreou Better Call Saul, spinoff/prequel de Breaking Bad, centrado no personagem Saul Goodman/James McGill, interpretado por Bob Odenkirk. A série já está na história da televisão por alcançar na sua estreia a maior audiência de uma série estreante na história da TV a cabo dos EUA. Porém, com inevitáveis comparações com a série que contou a história dos últimos anos de vida de Walter White, algumas críticas foram emitidas. Bom, vamos por partes, como diria o Jack.

Better Call Saul começa aonde Saul ainda é Jimmy McGill, um advogado mequetrefe, caricata e fracassado. Atolado em dívidas, tem um sub-escritório escondido em um canto qualquer, e pega os casos mais perdidos do mundo. E quando vence, ganha apenas US$ 700 (advogados de renome recebem muito mais que ele). Em resumo: é um perdedor completo.

Bem diferente do irmão dele, Chuck, que era sócio em um grande escritório de advocacia, mas que foi forçado a deixar a sociedade por conta de sérios problemas mentais. Uma das batalhas de James nesse momento é fazer com que a justiça seja feita com o seu irmão, fazendo com que o mesmo receba o que é justo por ter contribuído para o crescimento daquele escritório como proprietário, e não como um mero integrante que pode receber uma pequena parte de um acordo financeiro.

De modo geral, Jimmy odeia a sua própria existência. Não suporta as injustiças feitas com ele e o seu irmão. Não aceita a forma como ele mesmo se vê diante do mundo, onde todos estão se dando bem, ou querem se dar bem pelas suas costas. Ele quer promover a virada da sua vida, e entende que a melhor forma de fazer isso é dando um golpe com dois skatistas/trambiqueiros semi-profissionais.

Jimmy traça o ‘plano perfeito’, simulando um acidente de trânsito para levantar uma grana pelo acidente, seja por indenização ou por conta do seguro do pobre coitado que será pego pelo golpe. O que ele não contava é que esse ‘pequeno golpe’ seria o início da virada de sua vida. Mas para pior. Muito pior.

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Better Call Saul, definitivamente, não é Breaking Bad, apesar de todas as referências técnicas da série estarem presentes nessa nova produção. Fotografia, direção de arte, longas cenas de diálogos com apenas duas pessoas e a estrutura narrativa são muito similares. Porém, não são as mesmas séries. A nova série nunca quis ser uma continuação da antiga, e isso ficou muito claro da parte de Vince Gilligan e Peter Gould antes da produção estrear.

Logo, se você vai assistir Better Call Saul na esperança de ver a mesma densidade de Breaking Bad, pode esquecer. A série do Saul se propõe a ser um pouco mais leve, apesar do seu piloto não apresentar na maior parte do tempo o prometido ‘humor negro’ que a série teria na sua primeira apresentação (se bem que eu ri alto com a última cena do piloto, e quem viu Breaking Bad inteira certamente vai se surpreender com esse plot twist).

A impressão que tive é que colocar Jimmy como uma pessoa cheia de problemas explica um pouco de como ele será no futuro, ao mesmo tempo que traz um pouco da sobriedade que o universo de Breaking Bad pede. Mesmo assim, as séries são bem diferentes, começam bem diferentes, e já nesse primeiro episódio indica para caminhos bem diferentes. Enquanto Walter White, apesar de ter que lidar com as situações que apareciam pela frente – e que, em muitos casos esses eventos fugiam do controle -, James McGill vai entrar em um trem desgovernado de situações onde ele não terá o menor controle da maioria delas, tendo que seguir o fluxo dos acontecimentos. Ou tendo que se virar para sobreviver.

Acho que Better Call Saul pode render sim. Não creio que vai ter a mesma audiência da estreia daqui para frente, mas podemos confiar na dupla Gilligan/Gould para contar uma boa história. Pelo menos nesse piloto, você terá aquele desejo de ver o que acontece a seguir (por conta do plot twist do final do episódio). Só resta saber se a audiência (independente de ter visto Breaking Bad ou não) vai comprar a história do advogado atrapalhado e fracassado.

A boa notícia é que eles não apostam na galhofa logo de cara. Pelo contrário. Apesar dos possíveis eventos bizarros e irônicos.

E o final da terceira temporada de The Walking Dead foi…

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Bom, vamos respirar fundo, e dizer mentalmente “muita calma nessa hora”. Quero, antes de qualquer coisa, deixar muito claro para o amigo leitor que sigo gostando muito de The Walking Dead. Ainda é muito melhor que muita porcaria que algumas pessoas chamam de “genial”, mas sem nenhuma razão de ser. Porém, o fato de gostar não me impede de criticar. E foi como eu disse no Twitter: a palavra “decepção” não define o que estou sentindo após ver o season finale da terceira temporada.

ATENÇÃO! A partir de agora, o texto contém SPOILERS. Se você não viu o finale, que será exibido hoje (02) pelo canal Fox, siga no texto por sua conta e risco. Você foi avisado.

Então… desde o episódio 13 da terceira temporada, venho observando uma “quebra de ritmo” em The Walking Dead. Aliás, esse famoso episódio 13 é, ao meu ver, totalmente desnecessário. Afinal de contas, em um futuro pós apocalíptico, onde você tem um inimigo querendo te f*der a todo custo, a última coisa que você vai fazer é ficar um episódio inteiro contando histórias do seu passado sofrido, discutindo a relação como duas meninas, e buscando motivos para não atirar na cabeça de todo mundo. E talvez esse episódio foi um presságio do que estaria por vir nesse final de temporada.

Que foi um grande anti-clímax.

Agora eu entendo porque Glen Mazzara abandonou a série, entendo (em partes) porque Robert Kirkman estava tão p*to com a AMC, e entendo porque tanta gente estava criticando a segunda parte da temporada. O season finale exibido no último domingo (31/03) não só foi decepcionante nos rumos dados aos personagens, mas foi incoerente na maior parte do tempo. De novo, estou vendo através da perspectiva do “é morre ou mata”, que o próprio Governador sabiamente cita nesse episódio.

Tá, Governador. Vamos atacar a prisão, com pelo menos 20 pessoas, que mesmo que não sejam soldados treinados, estão com armas. Ou seja, era o mínimo pedido para agredir alguém. Você chega à prisão, atirando em tudo, tocando o terror, explodindo torres de vigília… entra na prisão com os seus 20 soldadinhos improvisados, se sente o dono da situação… mas de repente, uma bomba explode dentro do corredor, alarmes começam a disparar, você e seus homens saem atirando pelo pátio da prisão…

E aí, quando duas pessoas com metralhadora (Glenn e a namorada) começam a atirar para cima de você e dos seus 20 homens… você foge de lá? Nem cogita pegar todas as suas armas (de mão, já que a metralhadora na picape está travada) e meter bala pra tudo quanto é lado? Sério?

Tá, é plausível pelo ponto do “eles nunca pegaram em armas na vida”, logo, só foram lá pra fazer barulho. Também é compreensível, pois naquele ponto, acho que até o Governador já tinha sacado que não tinha como encarar Rick Grimes e sua turma. Mesmo assim, 20 é mais que dois. É matemático.

Tudo bem, deixemos isso para lá. Todo mundo foge, o Governador tira satisfação de porque eles fugiram, eles jogam na cara do Governador que isso é problema pessoal dele… e o Governador mata todo mundo. Quero dizer, quase todo mundo. Mesmo assim, pela loucura e ego inflado de Phillip, inocentes morreram. Por nada. E pior: quando todos achavam que ele iria para o contra-ataque, buscar a cabeça de Rick… ele simplesmente vai embora com os seus dois soldados. Tomando rumo ignorado.

Ou seja, vão prolongar essa história por mais uma temporada, quando ela deveria ser resolvido nessa temporada. Um grande erro, ao meu ver.

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E essa aí? Será que eu fui o único que não me importei com a morte dela? No final das contas, Andrea morreu por nada. Não protegeu o homem para quem ela estava “fornecendo” (porque ela já tinha feito isso na série antes), não conseguiu trazer a paz entre os dois grupos, e acabou sendo mordida por um zumbi do mesmo jeito. Só lamento pela série ter perdido a terceira maior exterminadora de zumbis até agora. Fora isso, não consegui sentir nada com sua morte. Até uma certa satisfação, pois algumas das decisões dela me irritaram profundamente ao longo da temporada.

Carl está prestes a se tornar o cara que manda. Como a série tem um bom intervalo entre uma temporada e outra, acredito que já na próxima, Rick Grimes não será mais o líder do bando. Até porque ele não tem mais muitas condições disso. Talvez a melhor decisão que ele tomou na temporada foi trazer os mais idosos de Woodbury para a prisão. Afinal de contas, essa série também precisa de um pouco de humanidade em sua proposta. Fora isso, ele tomou decisões infelizes, que custaram a vida de muita gente, como bem lembrou Carl. Logo, faz sentido se ele dançar na chefia do grupo.

No final das contas, o season finale de The Walking Dead foi muito decepcionante. Eu esperava a solução da rixa entre Grimes e o Governador (ainda mais depois de um episódio chatíssimo de “discutindo a relação”). De novo: a série ainda é melhor do que muito lixo que eu vejo, mas errou feio (errou rude, até) nessa reta final de temporada. Como ainda tem crédito, não acho que já é a hora de ligar o sinal vermelho para a produção da AMC. Porém, eu já fico com uma pulga atrás da orelha.

Depois disso, é ficar com um pé atrás. E, na sequência, é sair xingando muito no Twitter. Tudo bem, é uma série sobre pessoas, e os zumbis são apenas um fator de complicação. Agora, coloquem essas pessoas em situações minimamente coerentes, por favor. É tudo o que peço.

Como foi o retorno de The Walking Dead? (S03E09)

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Foi uma longa espera até o mês de fevereiro. O que tornou essa espera mais longa foi o fato do último episódio de The Walking Dead antes da pausa ter entregado toda a ação e tensão esperada pelo telespectador, criando uma atmosfera de ansiedade em todos que gostariam de ver como aquela história iria continuar. Pois bem. Agora que sabemos o que aconteceu, podemos dizer que “é, foi bom… mas…”.

Não é uma crítica, mesmo sendo. Dizer que “poderia ser melhor” o episódio de retorno de The Walking Dead (S03E09 – “The Suicide King”) pode soar como uma grande ofensa para os ouvidos mais “puristas”, por assim dizer. Mas o fato é que raramente uma série consegue ter todos os episódios da temporada acrescentando elementos e informações novas ou relevantes para o seu desenvolvimento, e é natural que, em uma temporada mais longa da série dos zumbis, alguns episódios não acrescentassem muita coisa. E foi isso o que aconteceu nesse episódio.

Eu sei. Muita gente esperou um episódio que explodisse cabeças (de zumbis, de preferência), com viradas espetaculares no enredo, e uma batalha sem precedentes pelo controle do local (ou dos locais, já que agora temos dois cenários a serem conquistados). Calma. Isso só vai acontecer lá na frente (até parece que você nunca viu nenhuma série que não precisasse encher linguiça). Por outro lado, entendo a frustração de quem não gostou de algumas situações apresentadas no episódio. Mas isso já é típico da narrativa mais lenta de The Walking Dead, e compreendo que seja assim. Apesar de não gostar muito disso nesse caso.

O exemplo mais claro do que estou falando está no personagem do Governador. Diante de um cenário onde estranhos simplesmente estragam com todo o seu plano de “cidade perfeita”, inclusive expondo Woodbury novamente aos zumbis, seria mais do que natural ter uma reação rápida e implacável. Mas não. Nosso amigo Governador ficou um episódio com cara de ódio, sem fazer nada, atirando na cabeça de um e outro dentro da cidade que ele mesmo disse ser segura, e ficou por isso mesmo. Ficou por conta da Andrea, que já não está mais tão confiante do lugar que está, controlar os populares.

A volta dos irmãos Dixon (Merle e Daryl) ao modo “somos nós dois contra o resto do mundo” também decepcionou em partes, ainda mais pelas circunstâncias envolvidas. Depois de Rick e os outros se arriscarem para voltar e resgatar Daryl, ele simplesmente resolve seguir com o irmão dele rumo ao desconhecido. Tá, tem o conceito de “family first”. Mas em um cenário pós-apocalíptico, você fica com as pessoas que te ajudam a sobrevier. Não quem pode te ferrar a qualquer momento.

De fato, nada de realmente importante aconteceu. Por outro lado, alguns esboços do que pode acontecer no futuro já foram plantados. O principal deles é o início da loucura/delírios de Rick Grimes. Não sabemos se isso é pura falta de sono, ou se realmente ele começa a enlouquecer com todo o cenário que ele mesmo já não consegue contornar mais. Talvez essa seja a informação mais importante do episódio.

Fora isso, Michonne dorme tranquila… aliás, eis uma personagem que não fez nada de muito importante até agora, e quando fez, quase ferrou com a vida de todos da prisão. Ah, ela deixou o Governador caolho. Beleza. Por causa disso, todo mundo teve sua fuga de Woodbury prejudicada. Mas, fora isso, nada de muito relevante. Mas, por enquanto, estou tranquilo. Não há porque reclamar muito desses acontecimentos. Pelo menos para mim, The Walking Dead tem mais créditos do que débitos.

Para concluir: o retorno não foi bombástico e impactante como muitos queriam. Foi “ok”, mas não vejo motivos para grandes preocupações. Ainda segue sendo (na minha opinião) a melhor temporada de The Walking Dead desde a sua estreia, e acho que o grande confronto ainda está por vir. Muita água vai rolar por debaixo da ponte da série, e muitos zumbis serão mortos nesse meio tempo. O mais importante a ter em mente é que, definitivamente, a série mostra que o telespectador precisa se centrar na premissa que é apresentada desde o primeiro episódio: “os perigosos são os humanos, e não os zumbis”.

Tem como The Walking Dead ficar melhor?

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Não teremos spoilers nesse post. Até porque nem podemos chamar de spoiler, uma vez que todo mundo está vendo essa série, e a mesma está passando no Brasil apenas dois dias depois de sua exibição nos Estados Unidos, pelo FX. Mesmo assim, The Walking Dead (AMC) está em uma temporada tão espetacular, que começo a me perguntar se tem como melhorar algo que já está muito bom.

Não sou um daqueles que acompanham a história em quadrinhos, mas sei que há diversas modificações entre o que foi contado em uma mídia, e o que é exibido na televisão. Mas, pelo o que posso acompanhar, o número de pessoas que estão satisfeitas com o resultado apresentado pela AMC é muito maior que os descontentes (até porque toda unanimidade é burra). E isso se reflete em sua audiência: com uma média de 10 milhões de espectadores (a maior audiência da TV paga nos Estados Unidos), com uma temporada programada para 16 episódios, já tem renovação garantida para uma quarta temporada, e com todos os acontecimentos já apresentados nessa terceira temporada, não conta uma história para ser apenas um “caça níquel”. Conta uma história consistente, ousada e atraente a cada episódio.

Nessa terceira temporada, The Walking Dead consegue agradar à gregos e troianos, e sem perder o conceito que sempre considerei básico na série:

“Essa não é uma série sobre zumbis. É uma série sobre pessoas tentando sobreviver à epidemia zumbi”.

Até porque os zumbis são descartáveis na série. Veja bem, não disse que eles não são importantes, ou que eles não precisavam existir na série. Estou dizendo que, basicamente, eles são o motivo para que essas pessoas tentem sobreviver em um cenário onde eles estão biologicamente condenados, mas mesmo assim, buscam a sobrevivência, que é por excelência o instinto mais primitivo do ser humano. Afinal de contas, 99,99% das pessoas NÃO querem morrer. Mesmo sabendo que vão.

Se você busca profundidade nos personagens, a série apresenta isso. Até mesmo aqueles que pareciam bem rasos, como Daryl Dixon e Carol Peletier apresentam algumas camadas de sensibilidade, misturadas com ações inusitadas, tornando os personagens mais atraentes. E a adição de Michonne e do Governador aumentou ainda mais esse lado que torna a série algo muito além de mandar tiros na cabeça dos zumbis (e agora, golpes de espada). E essa trama confirma a premissa que vai se desenvolvendo ao longo dessas temporadas: os perigosos não são os zumbis, mas sim, os humanos.

Ao mesmo tempo, para aqueles que reclamavam da falta de porradaria na série, estamos diante de um verdadeiro festival de zumbis e humanos mortos e até decepados nesta terceira temporada. Os roteiristas não estão economizando dessa vez na eliminação de personagens, ou em causar danos sérios naqueles que ainda sobrevivem (Hershel que o diga). Isso, sem falar na morte que muitos esperam desde a primeira temporada (vá pro inferno, Lori!).

Não acredito que The Walking Dead vai manter o mesmo ritmo a temporada toda. Até porque é muito difícil uma série hoje ser absolutamente linear na sua qualidade. Ter altos e baixos é considerado algo normal, e não vai me surpreender se tivermos episódios considerados “mais ou menos”. Também não vou me irritar por isso. Até porque eles já conseguiram me entreter muito bem nos primeiros cinco episódios dessa primorosa terceira temporada.

 

Premiere de The Walking Dead na FOX: WTF, dona FOX?

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Sim, amigos. Fomos enganados. De novo.

É inacreditável a sequência de besteiras que o Canal Fox no Brasil produz. Quero deixar claro que, dessa vez, seguimos a cartilha do bom senso: esperamos que a série The Walking Dead fosse transmitida na TV paga, como manda o figurino, incentivamos nossos leitores para que fizessem o mesmo (mesmo compreendendo que é quase que irresistível não sair correndo atrás de uma das séries mais esperadas do ano), divulgamos a estreia em nosso blog, parabenizando a Fox pela iniciativa da transmissão com apenas dois dias de intervalo. Mas, pelo visto, tudo foi em vão, e o bom senso foi só da nossa parte. Não da deles. Foi uma das atitudes mais ridículas já tomadas por um canal no Brasil.

Vamos por partes.

Primeiro, não faz o menor sentido a Fox transmitir The Walking Dead em dois dos seus canais (na Fox e no FX), de forma simultânea (ou quase, pois no FX teve um leve atraso), e transmitir a série DUBLADA NOS DOIS CANAIS! Exatamente, meus amigos: DUBLADA NOS DOIS CANAIS. A decisão da Fox em dublar toda a sua programação já era ruim, pois tirava o direito das pessoas que, mesmo pagando, queriam ver suas séries legendadas e no áudio original, de vê-las.

Com o tempo, os canais de sistema de TV paga digital (TVA Digital e Sky principalmente) começaram a oferecer o sistema de legendagem eletrônica, o que amenizou, mas não resolveu, pois temos uma base enorme de assinantes que ainda contam com o sistema de cabo analógico em suas residências, logo, não contam com o sistema multi-idiomas. E, em outros casos (como na Via Embratel e na Telefonica TV Digital), nem com isso contavam. Logo, imaginava-se que a transmissão no FX seria legendada. Ledo engano.

Ou seja, isso já torna a postura do Canal Fox, no mínimo, imbecil. Não faz o menor sentido oferecer o mesmo produto, rigorosamente igual, no mesmo formato, em dois canais diferentes. Pra quê isso?

Pra completar, as pessoas que viram a série por “meios alternativos” declaram abertamente que o Canal Fox decepou o episódio de estreia a tal ponto, que há um tempo estimado (para menos) de, PELO MENOS, 10 MINUTOS em relação ao episódio exibido no domingo pela AMC. Como assim, Fox? Não temos o direito de ver esse episódio na íntegra?

O Spin-Off é um blog/podcast que cada vez mais tem o compromisso de passar a informação correta e isenta de influências externas, e tal como outros blogs, torcemos para que a TV paga brasileira cresça. Porém, atitudes como as que a Fox tomou hoje tornam inviável um discurso “pró TV paga”.

Pagamos caro pelo serviço, logo, como consumidores, queremos respeito. O descaso e a falta de consideração ao telespectador que o Canal Fox pratica chega a ser algo flagrante, e que mancha esforços que outros canais estão tendo nesse ano, para poder trazer uma TV paga de melhor qualidade para os assinantes brasileiros.

Por isso, fica a pergunta: WTF, DONA FOX???