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Vá para nunca mais voltar, João Rezende! Um problema a menos na Anatel

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João Rezende

João Rezende pediu para sair. Renunciou ao cargo de presidente da Anatel, para a nossa alegria.

Falo “nossa” sem medo de errar. Já que em consulta pública oficial 99% das pessoas são contra a qualquer tipo de limitação de uso da internet no Brasil, acho que nem os 1% restantes contemplam a família desse senhor.

 

João Rezende: envolvimento suspeito, decisões e declarações desastrosas

O final de sua gestão recheada de polêmicas (inclusive envolvimento com o réu Paulo Bernardo) faz com que a sua saída da Anatel seja comemorada por todas as pessoas de bem.

Um cidadão que tem esse tipo de envolvimento direto com corruptos não poderia ficar em um posto que tem elevada relevância na vida do brasileiro. Sua postura de apoiar a limitação de banda larga fixa ia na contramão de uma realidade conectada para todos.

Só piora a situação quando ele mesmo alega que a culpa era dos gamers, sem base fundamentada para tal declaração. Como todo burocrata faz.

Não imagino uma mudança radical na Anatel com a saída de João Rezende, mas pelo menos podemos torcer por uma mudança de filosofia geral. Uma mudança de postura principalmente sobre a questão do consumo de banda larga fixa.

João Rezende deu o que tinha que dar na Agência Nacional de Telecomunicações. Precisamos de outras mentes que possam defender os interesses da maioria da população.

A Anatel nunca esteve do seu lado

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Anatel e seu presidente

Não precisava eu escrever isso em um blog. É a coisa mais óbvia do universo: a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) nunca esteve do seu lado, e as recentes declarações de seu presidente, João Batista de Rezende, são apenas evidências explícitas disso.

A ideia estapafúrdia de limitar a franquia da internet brasileira veio da própria Anatel, que por decreto abriu essa possibilidade. O objetivo? Atender os interesses das operadoras/prestadoras de serviços, que podem oferecer um serviço ainda pior e cobrar a mais por isso. Ou ter um gargalo no serviço que já é uma porcaria, e cobrando a mesma coisa. De qualquer forma, nós perdemos, eles ganham.

O mesmo João Batista de Rezende tem relacionamento próximo com as grandes operadoras. No lugar de ser o presidente de um órgão regulador, ele atua praticamente como o “papai bonzinho” para ela, abençoando a ideia de limitação de banda, já que atende ao que ele “acredita ser o consumo correto” da internet pelo brasileiro. Ou como muitos já afirmam, no melhor estilo Coreia do Norte de acessar a internet.

É engraçado como esse cidadão vê a internet como “um privilégio”, e não como um direito fundamental do cidadão, como por exemplo água e energia elétrica. Hoje em dia, praticamente tudo é feito pela internet, inclusive procedimentos relacionados ao governo federal. As pessoas dependem da internet para trabalhar, estudar, procrastinar, Aliás, que negócio é esse de não termos o direito de fazer o que quiser com o serviço que estamos pagando?

Não existe.

A liberdade de uso, no entendimento da Anatel, é uma utopia. É algo que, para o Brasil, um mercado que até outro dia estava em plena expansão, não serve. O mais irônico disso é que sediamos a maior Campus Party do planeta. É patético ver o presidente de um órgão regulador dizendo que não vai criar regra nenhuma para impedir que as operadoras prejudiquem os clientes na cara dura!

É a filosofia do “quando pior, melhor?”. Sério mesmo?

Já disse isso antes quando a questão foi “Uber vs taxistas”: não podemos barrar a evolução. A tecnologia existe para tornar a vida das pessoas melhores e mais práticas. A internet existe, é um fato, é uma necessidade da maioria das pessoas, e não podemos voltar atrás nisso. Principalmente quando essa medida é a favor das operadoras de internet, que também oferecem o serviço de TV por assinatura, que por sua vez perde a cada ano mais e mais audiência para os serviços de streaming, que oferecem entretenimento de qualidade por um preço muito menor do que o cobrado pelos absurdos e caros pacotes de canais.

A única chance que a população tem para evitar o pior é fazendo barulho. Muito barulho, e na orelha dos políticos. Deixar muito claro que não aceitamos esse tipo de mudança nas regras do jogo, que vai na contramão de uma natural evolução de várias esferas da sociedade.

Ou senão as pequenas empresas, comércios conectados e inclusive meus blogs simplesmente vão desaparecer. E eu não quero isso. Você pode até querer. Mas eu? Não. E é o que importa.

A imprensa TRADICIONAL está querendo justificar a franquia de internet?

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É o que parece.

Nos últimos dias, tanto nós, que trabalhamos na mídia em formato digital, como os próprios internautas, observam um esforço dos jornalísticos em mídias tradicionais em esclarecer alguns pontos sobre o plano da Anatel e das operadoras em limitar a internet banda larga fixa. Algumas dessas explicações simplesmente não colam, e quem está bem por dentro do assunto sabe disso. Porém, é possível ver duas coisas bem claras.

A primeira é que esse desejo da mídia tradicional em esclarecer a questão para a grande massa apareceu do nada. De repente. Ou melhor, logo depois que todos se revoltaram contra a Anatel e sua decisão de “dar a benção” para as operadoras nos seus planos de impor limites no consumo de internet. Vale lembrar que é justamente a mídia tradicional uma das beneficiadas em caso de limitação do consumo de banda larga, uma vez que (na teoria) muitos voltarão a consumir o seu conteúdo.

A segunda coisa que podemos observar é que a mídia tradicional tenta explicar o inexplicável, ou dar argumentos para validar um bloqueio de consumo. A Rede Globo, por exemplo, chegou a informar que o país com maior velocidade média de conexão no ranking mundial é a Coreia do Sul, que curiosamente tem limites de tráfego de internet. Mas… a mesma Rede Globo se deu ao trabalho de informar quais eram esses limites?

Não. Por que? Porque é conveniente.

Na Coreia do Sul, são apenas três operadoras que fornecem internet para o país todo, e tem o fator censura, que não existe no Brasil. Ah, sem falar que, segundo o Olhar Digital, não existe o tal limite de dados. E nos Estados Unidos, as franquias contam com tolerância de dados muito maior que as impostas pelas operadoras brasileiras (250 GB de dados para um dos planos mais básicos da AT&T, contra 130 GB da Vivo no plano de 25 Mbps).

Sabe, em alguns casos, informar pode significar distorcer. Ethevaldo Siqueira, jornalista das antigas e especializado em tecnologia/telecomunicações, já cantou essa bola: a culpa disso tudo é da própria Anatel e do governo federal, que não destinou os investimentos necessários para a expansão das redes no Brasil.

O governo recolhe anualmente bilhões de reais em impostos, e como acontece nos demais departamentos, nem todos os impostos recolhidos são destinados para pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura das redes conectadas. O pior é ver o governo afirmar que não pode destinar todos esses recursos para não violar as leis orçamentárias. Engraçado… para desviar dinheiro da pasta da saúde para pagar deputado para votar a favor de certos projetos pode?

Estamos de olho no que a mídia tradicional está fazendo. Se bem que ultimamente eu prefiro nem ver TV aberta. Afinal de contas, tem programa homenageando cidadão que agride mulher em restaurante… daí a gente vê o nível da coisa.

Ainda não acabou. Anatel só deu um “tempo indeterminado”

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De novo, chegou a hora de jogar água no chope dos mais empolgados (aliás, com essa crise, estou sabendo que as pessoas estão comprando menos cerveja). A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu (mais uma vez na calada da noite) proibir que as prestadoras de acesso à internet executem o dito bloqueio e/ou redução de velocidade quando o usuário ultrapassar a sua franquia de consumo de banda. Porém… é por tempo indeterminado.

Isso quer dizer que não é uma decisão definitiva ou ‘ad eternum’. Em algum momento, tudo pode mudar, e a mesma Anatel, que na figura dos seus executivos se mostram claramente favoráveis à limitação do volume de dados consumidos pelo internauta brasileiro (chegando ao absurdo de culpar os gamers por ‘jogarem demais’), pode simplesmente dizer quais são as regras para as operadoras exercerem as limitações, e pronto: temos uma internet toda limitada, e você não pode fazer o que quiser com o serviço que você paga todos os meses.

Não podemos parar de pressionar a Anatel e as operadoras. A ideia parece que é colocar panos quentes no assunto, e fazer todo mundo esquecer dele nesse momento, para que no futuro, quando tudo estiver mais calmo, as regras limitantes sejam aplicadas, e os usuários enganados. Não podemos permitir que isso aconteça.

É sempre preciso relembrar que o limite de banda na internet brasileira é um retrocesso em todos os sentidos. Diferente do que prega o Ministro das Telecomunicações e o presidente da Anatel, é uma pequena parcela de países que oferece planos com limite de banda de internet e, mesmo assim, são países que oferecem uma concorrência enorme, uma qualidade de internet muito melhor que a do Brasil, e um respeito ao consumidor que aqui simplesmente não existe.

Logo, fica a dica: continuem a fazer barulho sobre o tema. Essa história ainda não acabou. Não vão poder limitar nossa internet. Fato.

+info @ TargetHD

Anatel sofre ataques DDoS (ou sente o gosto do doce veneno de quem quer #InternetJusta)

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Cara Anatel,

Essa é uma pequena amostra do que aqueles que vocês acusam de usar a internet do jeito que querem podem fazer para mostrar o quanto vocês estão errados. E foi uma forma excelente e muito eficiente: mostrando para vocês como é ter serviços de internet limitados por terceiros.

O ataque DDoS veio de pessoas que a agência simplesmente não conhece, mas que se organizaram para mostrar um pouco do que pode acontecer quando o usuário é frontalmente desafiado, desrespeitado e afrontado nos seus direitos como consumidor. Acho que nem João Rezende (presidente da Agência Nacional de Telecomunicações) ou algum dos diretores técnicos da agência gostaria que isso acontecesse na casa de vocês, ou até mesmo na – ora, vejam só – Anatel novamente, certo?

Dizer que a culpa é dos gamers que supostamente jogam muito games online e gastam muita banda com isso é burrice. É desviar o foco. É não dizer descaradamente “estamos com as operadoras, e queremos que as pessoas voltem a pagar a TV por assinatura, abandonando a Netflix, pois na TV paga nós arrecadamos mais impostos”. Mesmo porque se a Anatel diz isso, ela está ferrada.

Seja esperta, Anatel! Ainda dá tempo de vocês melhorarem a situação de vocês!

Basta obrigar das mesmas operadoras a prestarem um serviço melhor, cumprir prazos e metas, entregar muito mais do que os ridículos 10% de velocidade contratada, aplicar as multas em caso de descumprimento das metas e/ou desrespeito ao consumidor, estabelecer regras que beneficiem o consumidor e não o bolso do governo federal e, é claro (por último, mas não menos importante), acabar com essa bobagem de limitar o tráfego de dados da internet banda larga.

Viu? Não estamos pedindo muito.

Vocês, como órgão técnico, estão entendendo tanto do assunto quanto eu entendo de fazer um profiteroles no MasterChef. Até gosto de culinária, mas daí a dizer que sou um chef de cozinha, nem pensar. A mesma coisa vocês, Anatel: foram nomeados por quem para falar tanta besteira em tão pouco tempo?

Reflita sobre o assunto, Anatel. Além de correr o risco de promover um “apagão” na internet brasileira, a limitação de banda pode pegar muito mal para vocês. A população conectada não ficará em silêncio. Vai fazer barulho. E deve realizar coisas ainda piores com as suas estruturas informáticas.

Quem avisa amigo é.

Mudem de ideia enquanto ainda podem.

Atenciosamente,

Um internauta brasileiro (que fará barulho enquanto esse cenário não mudar).

Anatel “quer a volta da internet discada”! Só pode!

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BIE - Banco de Imagens Externas da Agência Senado. Cabo de rede. Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Eu não estou brincando! Falo sério. Se tudo o que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) se cumprir, será mais fácil navegar pela internet com a internet discada do que com a banda larga, que será mais lenta do que nunca. Pior: apoia iniciativas das operadoras em reduzir a velocidade de conexão ou até a interrupção do serviço, caso o usuário consuma a sua cota de dados.

A ideia da nobre agência (controlada pelo governo) é simplesmente colocar limites no consumo de internet banda larga, com cotas de acordo com o consumo. Isso só prejudica quem usa mais, já que a ideia da agência é a mesma para o consumo de energia elétrica: quem consome mais, paga mais, e quem consome menos, paga menos. Na teoria deles, isso é lindo. Na nossa, é o fim de muita coisa.

A questão não está em quem consome mais ou menos. Hoje em dia, qualquer usuário consome pra caramba. Não importa o que consome. Hoje, a internet tem bem mais conteúdo do que há 10, 15 anos atrás. Qualquer usuário que se preze assiste vídeos no YouTube, acessa regularmente o Facebook (rede social com elevado consumo de dados), envia muitos dados na nuvem (tendência essa mundial), utiliza comunicadores instantâneos e redes sociais. Hoje, não há mais consumo baixo ou elevado.

Quem consome mais tem o direito de consumir. Não há ônus para quem usa menos. O serviço é o mesmo para todos. Você tem que pagar pelo serviço e/ou velocidade de conexão (que, por sinal, é oferecido apenas 10% para todo mundo… ou será que a Anatel vai obrigar as operadoras a entregarem uma velocidade maior do que recebemos?), e não pela quantidade de dados consumido, que já está vinculado ao serviço. Sem falar que 130 GB de dados não dá para nada: baixe quatro jogos de Xbox One, e pronto: a cota do mês já foi.

Logo, é uma desculpa que não cola mais. E é uma desculpa dita em coro pelas prestadoras de serviços, que são as reais interessadas. As operadoras não querem dizer com todas as letras que “não aceitamos a concorrência com Netflix, YouTube e derivados”. E querem seguir capitalizando em cima dos serviços de internet e TV por assinatura. Aliás, no caso da TV paga, eles não querem é perder clientes, algo que está acontecendo de forma gradativa e quase vertiginosa nos últimos meses, por conta da crise econômica brasileira que persegue o bolso do brasileiro.

Muita gente já abandonou a TV paga para viver de streaming de vídeos ou downloads de filmes e séries. Eu mesmo adotei essa estratégia. Posso muito bem viver sem TV paga, já que não tenho mais tempo para ficar em casa vendo TV. Trabalho o dia inteiro durante o dia, e tenho várias atividades durante a noite. Logo, o que vejo de TV no final de semana são as séries que assisto regularmente. Isso quando não vou ao cinema, onde um filme é mais barato que o pay-per-view.

As operadoras estão sentindo o peso desse prejuízo. Estão sentindo que o consumidor já entendeu que é melhor ter internet em casa do que uma TV a cabo que vive de reprises, qualidade de imagem ruim, alguns canais que não servem para nada, e ficar preso aos horários da grade de programação. O telespectador mudou seus hábitos. E tudo por conta da internet. Da massificação da internet.

Logo, Anatel… limitar a internet do brasileiro é voltar aos tempos da internet discada. Vamos fazer todo mundo acessar depois da meia-noite, nos finais de semana, ouvir aquele barulho gostoso que tanto faz falta. Vamos voltar para 1996, onde não existia o YouTube, o Netflix e o Facebook. Onde todo mundo navegava pelo Netscape, e o Terra se chamava Zaz. Vamos dar 15 passos para trás.

Anatel… acorda para cuspir! Operadoras, acordem para a vida! Ainda vamos mostrar que vocês estão errados! Que essa palhaçada não vai perdurar. Não vamos deixar.

Até porque com internet limitada, eu fico sem meus blogs, e deixo de existir na internet. Basicamente. Vários Home Offices serão fechados. O bom é que volto a ter um pouco de conversa com o mundo real. Bom, mais ou menos isso, vai…

Anatel dá uma dentro e simplifica na hora de bloquear um celular roubado

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Normalmente não costumo elogiar as medidas dos órgãos do governo. E não é nem pelo governo. É porque normalmente essas decisões não são tomadas para facilitar a vida do consumidor. Mas iniciativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em facilitar os procedimentos para o bloqueio de linha de celular em caso de roubo, furto ou extravio é algo mais que bem vindo, e beneficia a muita gente.

No final do ano passado, vi essa experiência relativamente de perto. Minha ex-esposa teve o seu celular roubado em plena luz do dia (final da tarde de um domingo). Fora o susto (graças a Deus ela não se machucou), ficaram as dores de cabeça com todos os procedimentos para realizar o procedimento de bloqueio de linha.

Primeiro, o boletim de ocorrência. Horas em um local que é desagradável por si. Depois disso, encaminhar o B.O. para a operadora e, através do IMEI (um número gigante que 95% das pessoas não carrega consigo em um lugar seguro), o aparelho é bloqueado. É claro que eu não poderia esperar que minha ex tivesse o IMEI do celular dela consigo. Nem eu tenho (vamos ser sinceros…). Por isso, não conseguiu bloquear o celular.

Nesse meio tempo, o burro do ladrão (que só roubou o dispositivo em questão – um Nokia E5 – para comprar drogas), vendeu o telefone com chip e tudo. A burrice aumenta quando a moça que comprou o telefone roubado não só começou a utilizar a linha, como modificou o WhatsApp como se fosse o seu! Aí, foi fácil identificar quem roubou.

No final das contas, minha ex-esposa decidiu manter a linha ativa, e está com o WhatsApp ativo de novo. Mesmo assim, não teria conseguido bloquear o aparelho por não ter o IMEI do mesmo.

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Agora, isso mudou. A Anatel mudou essas regras, e começou a implantar na polícia civil dos estados brasileiros o Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (CEMI). Esse cadastro é vinculado à GSMA, que é quem faz o controle de todos os IMEIs e números de telefonia móvel no planeta. Logo, esse é um cadastro global e bem complexo.

O novo cadastro vai permitir que o usuário bloqueie um celular perdido, roubado ou extraviado simplesmente informando o número do telefone vinculado ao aparelho. Não só a linha é bloqueada, como o telefone também. Sem maiores dores de cabeça. E isso pode ser feito tanto na delegacia de polícia, no ato do boletim de ocorrência, ou diretamente na operadora de telefonia móvel.

Além de agilizar a vida do usuário e remover metade das dores de cabeça que normalmente temos nesse tipo de situação, a Anatel também tem como objetivo inibir os roubos de carga de aparelhos que ainda não chegaram ao mercado, algo que está acontecendo e muito principalmente na região de Campinas (SP). Nesse caso, os fabricantes ainda precisam passar os IMEIs dos lotes roubados. Mesmo assim, é uma forma de prevenir no lugar de remediar.

De qualquer forma, a Anatel marcou um gol. Não foi um gol de placa (aí também é pedir demais para mim), mas é um gol que vale a pena ser registrado. Facilitar a vida do usuário não é uma prática muito comum dos órgãos governamentais, e essa decisão com certeza vai ajudar muita gente nos próximos meses.

E aí? Já está pensando em quebrar o seu smartphone xing ling?

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Pois é… a festa acabou. O sonho acabou. A casa caiu. Desde ontem (17), o Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos (SIGA), desenvolvido pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), entrou em vigor com o Brasil. A partir de agora, os aparelhos em funcionamento em território nacional serão registrados, onde apenas os aparelhos homologados pela agência do Governo Federal entram nessa lista.

A partir de setembro de 2014, os dispositivos não homologados, também conhecidos como “xing ling”, não poderão ser mais habilitados, e aqueles em funcionamento simplesmente não vão mais funcionar. Simples assim.

Na teoria, aquele seu HiPhone 6 dual-chip com sistema Android Jelly Bean, que você comprou no Mercado Livre por R$ 99 vai fazer tudo… menos fazer e receber ligações, se conectar na internet via 3G, ou qualquer outra coisa relacionada à telefonia móvel. Até porque o SIGA, com a ajuda da operadora de sua preferência, vai identificar o IMEI do seu dispositivo, e se o mesmo não estiver no banco de dados da Anatel… end of game para você!

É claro que a Anatel não deixa muito claro como vai ser o critério que vai determinar se o seu smartphone que você comprou na última viagem para Nova York em uma certa loja com paredes de vidro e uma maçã mordida gigante logo acima da porta de entrada é um telefone original ou “pirata”. Até porque a Anatel já afirmou que não tem todos os IMEIs de todos os smartphones ativos no Brasil.

E é aí que começam os seus problemas (e os de muita gente).

Se você é um comprador de um HiPhone de R$ 99, dane-se. Quebra essa bosta desde já e começa a procurar um smartphone de verdade.

Agora, se você comprou um smartphone DE VERDADE lá fora (nem preciso ir muito longe: um HTC One já basta), corre o risco de ficar com um dispositivo que simplesmente não vai funcionar com os recursos de telefonia e internet móvel. Mesmo que o seu smartphone seja oficial, de um fabricante famoso. Tudo porque a Anatel (teoricamente) colocou no mesmo saco os smartphones ditos xing ling com os modelos que são de grandes fabricantes, mas não estão homologados no Brasil.

Como é o caso do HTC One. Esse modelo jamais chegou oficialmente em nosso país, pois como vocês bem sabem, a HTC desistiu do mercado brasileiro. Com isso, um dos melhores smartphones de 2013 simplesmente não vai funcionar no nosso querido e amado país a partir de setembro de 2014.

A mesma regra vale para aqueles smartphones que teoricamente são vendidos oficialmente no Brasil, porém, com variantes não homologadas no território nacional. Como é o caso do iPhone 5s, que possui algumas versões internacionais que, apesar de serem compatíveis com as redes 3G e 4G brasileiras, por não estarem homologados pela Anatel, ficarão com os serviços de rede bloqueados em seis meses.

Se você comprou um smartphone lá fora, cujo modelo é homologado pela Anatel (e aí você vai ter que se virar para pesquisar antes de comprar), não tem problema algum. Você tem o seu smartphone funcionando sem problemas.

Ou seja, enquanto a Anatel não detalhar de forma transparente os seus critérios para liberar ou bloquear os smartphones, a confusão está (teoricamente) armada. Compradores de smartphones que aqui são o olho na cara, e lá fora custam um preço justo, correm o sério risco de ficarem no prejuízo por essa falta de critérios da Anatel. Sem falar nos turistas de outros países, que ao chegar no Brasil, serão obrigados a comprar outro celular ou smartphone para se comunicar ou navegar na internet (e não comprar um outro chip, que é o que normalmente qualquer turista faz… pois é bem mais barato).

Sem falar que IMEIs podem ser clonados, habilitando sem maiores problemas linhas em dispositivos não homologados. Mas isso, na teoria. Existe a hipótese da Anatel ter algum truque/tecnologia na manga – algo que não sabemos para não entregar o ouro para o bandido -, que pode viabilizar os planos da agência.

Seja como for, é melhor que você, que está lendo esse post pelo celular xing ling, ou por um smartphone bom pra caramba, mas que no Brasil ele é um ilustre desconhecido, comece a economizar desde já. A não ser que você queira ter um MP3 player metido a besta no bolso.

Se o 3G no Brasil já é desse jeito hoje, imagina o 4G na Copa do Mundo?

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Sábado (20/04), eu fiz a minha visita semanal ao centro de minha cidade (Araçatuba/SP), com um objetivo em mente: “namorar” o LG Nexus 4. E posso dizer que estou apaixonado pelo smartphone do Google. Tive que me segurar para não jogar o cartão de crédito na cara do vendedor que me atendeu, mas esse assunto não está em questão agora. O fato é que, antes de fechar a compra, eu queria consultar o meu controle financeiro, em uma tabela salva no Google Drive, pelo smartphone. Mas para minha surpresa, quando eu fui precisar da já citada conexão 3G para buscar meus dados no Google…

Bom, resumindo: controlei o impulso de comprar o aparelho (mesmo testando ele na loja por quase uma hora), até porque não tinha a certeza se poderia ou não bancar a aventura financeira naquele momento. Porque o 3G não funcionou na hora que eu precisava.

A operadora em questão (Vivo), nos últimos meses, vem piorando a qualidade dos seus serviços. Na qualidade da internet, eu já estava observando isso a algum tempo, onde, mais uma vez, eu afirmo: o 3G por aqui simplesmente não existe. Tenho que me virar com o EDGE, principalmente quando estou usando o iPhone (no Android, de vez em quando, ele está funcional). Na qualidade de chamadas, nessa semana, deixei de fechar negócios importantes porque a rede da Vivo não completava chamadas para o meu número de São Paulo.

Mas isso não é uma exclusividade da Vivo. A linha da Claro da minha esposa também deixa de receber chamadas, ou não consegue ter uma boa qualidade em algumas ligações. A TIM aqui é um lixo! Não conseguem cadastrar chips para acesso à internet no pré-pago, e poucas áreas da cidade são cobertas com um sinal 3G eficiente. E a Oi sofre de quedas constantes de sinal (segundo algumas pessoas que utilizam a operadora por aqui).

Tá, eu sei que você vai me dizer que sua operadora é ótima no lugar que você mora. Eu digo: “que sorte a sua”, e aconselho que você saia da bolha, já que o Brasil é enorme. Nas últimas semanas, as principais operadoras realizaram lançamentos relacionados ao 4G nas capitais brasileiras, prometeram uma expansão rápida do 4G no país nos próximos anos, além de uma promessa pouco convincente de melhora nas redes 3G. Algo que, particularmente, duvido que aconteça (como em muitas coisas que são prometidas na banda larga móvel brasileira).

Agora, se temos esses problemas hoje, imagina nos próximos anos, com eventos de grande porte acontecendo? Será que realmente todos aqueles que vão visitar o Brasil durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos contarão apenas com dispositivos 4G, resolvendo todos os problemas do Governo Federal? É um mundo dos sonhos para as operadoras de telefonia móvel, certo?

Mas… e os atuais consumidores? Aqueles que hoje usam o 3G, que pagam caro por uma conexão de banda larga pós-paga? O que serão deles? Ficarão relegados aos serviços deficientes, sem fiscalização adequada da Anatel, que só sabe aplicar multas (que para as operadoras, é dinheiro de pinga) no lugar de adotar medidas mais drásticas e permanentes? Pelo andar da carruagem, dá para imaginar que sim, uma vez que desde que a Anatel começou a pegar no pé das operadoras, todas elas acabaram piorando o produto final entregue para o consumidor.

Por fim, quem perde com isso é o usuário, que não tem por onde correr. Somos condenados a ficar com aquela que é a “menos pior”, e contar com a sorte que o nosso telefone funcione quando precisamos. Não venha me dizer que seria muito mais prático resolver tudo pela internet ou via Skype. Eu até concordo, mas no Brasil, isso é impraticável. Algumas comunicações são mais objetivas quando feitas por telefone mesmo, e quando você tenta utilizar o Skype pelo smartphone, a sua conexão 3G não funciona, deixando a conversa ininteligível. E fechar negócios pelos chats do WhatsApp ou do Facebook ainda não é uma prática bem vista comercialmente por todos.

Ou seja, se o 3G no Brasil está desse jeito hoje, imagina o 4G na Copa do Mundo? E quem vai pagar o pato (ou elefante na sua sala) dessa conta sou eu, você, e todo mundo que gostaria de uma internet móvel de boa qualidade no país. Ou pelo menos uma internet móvel que a gente pudesse chamar de “razoável”.

Por que a internet móvel no Brasil deixa a desejar (de um modo geral)?

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Antes de começar esse post, vale aquele aviso para as mentes com maior dificuldade de compreensão das coisas. Não estou aqui estabelecendo que uma operadora é melhor que a outra. Estou avaliando o serviço de internet móvel de um modo geral. Se uma operadora é boa PARA VOCÊ, ótimo. Bom para você. Continue com ela. Se ela não é boa para a maioria, aceite o fato que ela é ruim DE UM MODO GERAL, e entenda que toda a discussão existe para que qualquer operadora seja boa PARA TODOS, e não apenas PARA VOCÊ. Ficou claro?

Vamos lá. A Anatel divulgou nessa semana a sua avaliação trimestral sobre os planos de melhorias apresentados pelas operadoras. Esse é o primeiro relatório da Agência Nacional de Telecomunicações depois dos planos enviados pelas operadoras, e que ainda não serão convertidos em punições para as operadoras, uma vez que essa avaliação inicial ainda está dentro do prazo dado para as operadoras melhorarem os seus serviços.

O que chama a atenção no relatório da Anatel é que, até o momento, nenhuma operadora alcançou os índices de qualidade exigidos pela própria Anatel para serviços de dados. Ou seja, não cumprem a lei (algo que não me surpreende por ser o Brasil), e antes disso, a coisa era ainda pior. E claro que nem tudo está perdido: o relatório também mostra que todas as operadoras melhoraram no serviço de voz, melhorando seus índices de satisfação, e reduzindo as quedas de ligações interrompidas e reclamações.

Mas como o motivo desse post é a internet móvel, é simplesmente lamentável constatar que, mais uma vez, o Brasil é quinto mundo no aspecto conectividade de dados em celulares e smartphones. O cenário é ainda mais vexatórios, se pararmos para pensar que somos hoje um dos principais mercados mundiais em vendas de smartphones. Dinheiro não falta para investimento, consumidores interessados em usufruir o serviço também não… então, o que acontece? Por que a internet móvel no Brasil deixa a desejar?

O primeiro motivo eu já disse um pouco acima. As operadoras simplesmente descumprem a lei, e não se importam em seguir aquilo que a Anatel considera como “padrão de qualidade” para a internet móvel brasileira. Tudo bem, muitos vão dizer que a Anatel é uma mãe para as grandes corporações (não é bem assim: todas as reclamações que fiz na Anatel foram atendidas e respondidas), mas uma coisa é fato: a lei existe. O problema é que, no Brasil, algumas pessoas (empresas, corporações, políticos… mas só alguns) insistem em acreditar que a lei não precisa ser cumprida.

O segundo motivo (que está ligado ao primeiro) é a impunidade. Consumidores reclamam, buscam seus direitos, o PROCON atua as empresas… mas nada acontece de efetivo. Nenhuma multa pesada, nenhuma proibição mais severa. Aliás, minto: a mais severa foi a aplicada no ano passado, quando as operadoras Claro, TIM e Oi foram proibidas de vender novos chips GSM por um breve período de tempo. Mas, de um modo geral, as coisas absurdas acontecem, e nenhuma punição acontece.

O terceiro motivo é o técnico. A rede 3G brasileira, de um modo geral, já é um lixo. Não funciona direito, com um sinal que é inconstante em diferentes locais, e para deixar a situação mais crítica, a base de usuários está em constante ampliação, uma vez que o poder aquisitivo do brasileiro médio aumentou, e por consequência, diferentes faixas da população estão comprando mais dispositivos compatíveis com as redes 3G (principalmente smartphones, tablets e modems 3G). A saturação na rede é algo inevitável, e como as operadoras querem se preocupar mais em vender do que oferecer um bom serviço, temos esse resultado.

Baseado em tudo o que eu escrevi até agora, vivemos em um cenário de caos, certo? E é isso mesmo: um cenário de caos. Muitos estão na esperança que as redes 4G se difundam rapidamente pelo Brasil, para que a rede 3G fique menos sobrecarregada, e até se torne uma opção “econômica” para a maioria dos internautas brasileiros, mas não vejo um cenário tão simples de ser resolvido. É claro que o 4G vai amenizar as coisas, mas não vai resolver tudo. A tendência é que as redes 3G sejam “abandonadas” pelas operadoras, que vão investir em uma tecnologia mais lucrativa (para elas).

Isso, sem falar que, em algumas cidades, o 3G ou é inexistente para algumas operadoras, ou simplesmente não está funcional. Desde dezembro de 2012. Para os milhões que as operadoras arrecadam dos clientes todos os meses, e pelos valores de investimento prometidos pelas operadoras, é simplesmente ridículo saber que usuários ficam sem sinal, com conexão muito mais lenta que a previamente contratada, ou que ficam sem a conectividade 3G por semanas.

Por isso, amigo leitor, a dica é: pesquise, e muito. Veja se vale mesmo a pena investir o seu dinheiro em uma determinada operadora. E (infelizmente) contrate aquela que você vai ter certeza que vai funcionar a maior parte do tempo, ou nos locais que você costuma frequentar. É lamentável saber que, mesmo tendo uma meta a ser alcançada, e mesmo faturando milhões com os seus clientes, nenhuma operadora foi competente o suficiente para oferecer ao consumidor o mínimo considerado aceitável para ser considerado um bom serviço de internet móvel.

Vamos ver se esse quadro muda um dia. As esperanças são bem poucas.

O 4G no Brasil, e a torcida para que realmente seja bom pra todo mundo

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Nessa semana, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fez o leilão das faixas de frequências das novas redes de transmissão de dados. As redes 4G devem atender as zonas urbana e rural em pé de igualdade, e devem estar completamente implementadas até o final de 2016. Mas vale ficar atento para alguns detalhes que, ao meu ver, não deixam as coisas tão felizes e vantajosas para o consumidor. Vejamos…

As grandes vencedoras do leitão, ops… quero dizer, do leilão da Anatel foram Claro e Vivo. E isso já era esperado. Com duas empresas multinacionais muito interessadas em investir no mercado de telecomunicações do Brasil (Carlos Slim já deixou isso muito claro – sem trocadilhos – e a Portugal Telecom fez até a finada Telefonica a mudar de nome, só para limpar a sua imagem por aqui), e entendem que o mercado das redes 4G pode ser um excelente negócio a longo prazo. E olha que estamos falando do Brasil, um país onde os smartphones são caros, e a grande maioria vai ter que trocar de aparelho para usufruir das novas velocidades.

Porém, pensando a curto prazo, com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos batendo na porta, as empresas que ficaram com as melhores cotas poderão explorar o potencial comercial dessa nova rede de forma mais imediata, obtendo lucros mais imediatos. Acordos podem ser fechados com o peso do “nós somos capazes de oferecer a conexão com melhor qualidade”, e nesse jogo, as operadoras de telefonia estão de olho nos milhões que podem entrar através dos governos estaduais, dos patrocinadores dos eventos esportivos, e até do Governo Federal.

E para você, que deseja navegar em uma velocidade próxima à banda larga que você tem na sua casa? Quando poderá usar a conexão 4G?

A melhor resposta para isso é: puxe uma cadeira. Melhor, busque a cama mais próxima. Não vai ser tão cedo.

Assim como o processo de migração do sinal de TV analógico para digital (aqui em Araçatuba não existe o sinal de TV digital… sim, eu vivo no fim do mundo), o processo de adoção das redes 4G no Brasil será algo lento. Muito lento. Mais lento que o Rubinho Barrichello. A prioridade está nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, mesmo porque essa é uma das exigências da FIFA (conexão de alta velocidade e qualidade). As cidades adjacentes também devem se beneficiar dessa primeira fase da implantação do 4G no Brasil, mas não criem muitas esperanças sobre isso. É apenas uma tendência, mas nada confirmado.

Outro detalhe importante que o consumidor deve ficar atento: Claro e Vivo compraram as melhores frequências oferecidas pela Anatel (2.5 GHz). Isso não quer dizer que elas vão oferecer o melhor serviço, porém, já largam na frente em relação à TIM e Oi, que ficarão com frequências mais fracas. Esse é um fator que deve ser levado em consideração na hora da contratação do serviço.

Por outro lado, fique atento. Procure ouvir o feedback de outros usuários sobre a qualidade do serviço que a operadora oferece. E isso não vale só para quando o 4G chegar. Utilizar uma rede 3G no Brasil pode ser, em muitos casos, um tiro no escuro, e para muitos, é um investimento relativamente caro demais para ficar arriscando em operadoras que não entregam o serviço prometido, ou que ficam com uma qualidade de serviço e atendimento abaixo do esperado.

Quanto ao 4G no Brasil, eu tenho muito mais fé do que certezas. Tenho fé que o serviço prometido será entregue de acordo com as expectativas dos usuários brasileiros. Tenho fé que operadoras e fabricantes serão no mínimo coerentes para oferecerem smartphones com preços pelo menos razoáveis (não dá pra pedir preços justos, pois essa realidade ainda não existe). Alguns modelos de smartphones que serão compatíveis com as redes 4G já estão circulando pelo mercado nacional. Com preços elevados, é verdade. Mas o tempo passa. Quem sabe lá na frente.

O mais importante: tenho fé que todo esse processo de adoção das redes 4G no Brasil será a menos traumática possível, e que até mesmo as redes 3G melhorem, ou fiquem mais baratas. Mas, repetindo: fé é acreditar em algo que você não tem certeza se existe, ou que vai acontecer. Todos nós sabemos que, no Brasil, a realidade é bem diferente dos nossos sonhos, e esse é um pequeno “obstáculo” no cenário ideal que cada um de nós imaginamos.

Mas, enfim… daqui a quatro anos, vamos voltar a falar nesse assunto.

Oi multada em R$ 1 milhão, por corte de serviço de telefonia fixa no RS

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De tempos em tempos, uma operadora de telefonia é punida pela má qualidade dos seus serviços. A multada da vez foi a Oi. A Anatel multou a operadora em R$ 1 milhão, por interromper o serviço de telefonia entre os meses de fevereiro e abril de 2004 no Rio Grande do Sul. Foram 60 interrupções, afetando mais de 131 mil usuários. A decisão saiu em agosto de 2011, mas a operadora recorreu, e só agora se torna definitiva.

Veja bem: um problema que aconteceu em 2004, só foi resolvido em 2012! Será que essa morosidade da Anatel é o principal motivo das operadoras de telecomunicações prestarem um serviço tão ruim? Afinal de contas, elas podem fazer as besteiras que quiserem, pois quando uma solução (ou punição) aparecer, ninguém se lembra mais disso.

A Oi não comenta o assunto.

E o problema do Brasil continua sendo a impunidade, e a morosidade da Justiça, nas decisões que favorecem o povo. Lamentável.

Via AdNews