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Veja o Nokia Lumia 525 executando o Android Marshmallow

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lumia 525

Um usuário do XDA Developers conseguiu executar o Android Marshmallow em um Nokia Lumia 525.

 

Com um CyanogenMod

O modding está longe de ser perfeito, e tem muitas coisas para melhorar. O processo de instalação envolve remover o Windows Phone e o firmware UEFI, assim como instalar o bootloader,cehe utilizar o TWRP Manager e finalmente o CyanogenMod 13 na sua versão personalizada do Android 6.0.1.

No final das contas, o Lumia 525 inicializa no Lumia 525, mas detalhes como o som, o modem ou a conexão WiFi não funcionam bem e alguns erros  que resultam em incômodos fazem com que essa modificaçmmmmmmmmmmmmmm .ão não não seja recomendada para instalação e uso diário, mas sim para os smartphones secundários.

Em teoria, o modding pode funcionar com o Lumia 520, que é quase idêntico ao Lumia 525, já que conta com o mesmo SoC e um processador de dois núcleos a 1 GHz, mas com 512 MB de RAM, o quer pode afetar consideravelmente o desempenho do dispositivo, uma vez que o Android depende muito da quantidade de RAM instalada.

Em resumo: não é um modding perfeito mas se você tem um lumia 525/520. Pode ser uma opção interessante para dar uma sobrevida do dispositivo, podendo inclusive receber melhorias no futuro, sendo assim uma melhora experimental.

 

Via Liliputing

Google Chrome, um grande vilão do desempenho no Android

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Como alguns de vocês sabem, estou utilizando um Motorola Moto G de 3ª geração como dispositivo pessoal, e um dos desafios com esse smartphone é manter um desempenho aceitável na maior parte do tempo. Uma das características desse dispositivo é ficar lento com o passar do tempo de uso, com travamentos e arrastos. E isso incomoda muito.

Durante as minhas pesquisas buscando uma solução para esse problema, alguns testes foram feitos. Testes de tentativa e erro mesmo. O ponto culminante não era o consumo de RAM do smartphone, já que o Android 6.0 Marshmallow ainda tem o problema de ter um consumo irresponsável de memória aleatória do dispositivo, mas sim identificar qual aplicativo provocava uma queda do desempenho em um modelo que já contava com essa memória mais restrita.

E o grande vilão foi o Google Chrome e seus apps associados. De forma nada surpreendente.

 

Use outro navegador de internet. É melhor…

Todo mundo sabe que o Google Chrome é um devorador de recursos. No desktop, isso é fato consumado. Então, por que seria diferente nos dispositivos móveis?

A Google sempre priorizou aqui a velocidade de navegação e exibição dos conteúdos no navegador, e a consequência disso é um maior consumo de recursos do dispositivo. Agora, pense em como isso pode afetar de forma sensível em um smartphone de linha média, com apenas 1 GB de RAM. Isso pode representar o inferno na Terra para muitos usuários.

No caso do Motorola Moto G de 3ª Geração, a maioria dos usuários não tem ideia de que isso acontece, e o dispositivo acaba perdendo desempenho naturalmente com o passar do tempo. Isso explica a quantidade de pessoas passando o smartphone adiante. É claro que a Motorola/Lenovo tem parte da culpa no cartório, já que, convenhamos, 1 GB de RAM em um smartphone Android é realmente pouco.

Mesmo assim, não duvido que outros usuários passam pelo mesmo problema.

A solução? Desative o Google Chrome!

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Na prática, o Google Chrome não interfere muito na sua vida com o Android. Em algumas ROMs de determinados fabricantes, você é obrigado a conviver com ela. Mas em outras, você pode simplesmente desinstalar o aplicativo, e utilizar outro navegador de sua preferência.

Recomendo a utilização do Opera, por não ser baseado no Chrome. O AdBlock e vários outros do gênero contam com o motor do navegador da Google, e o problema iria persistir.

Porém, na impossibilidade de desinstalar o Google Chrome do seu smartphone (é o caso do Moto G3), simplesmente desative o aplicativo do smartphone, através da área de configurações dos aplicativos instalados no Android. Isso ao menos vai impedir que o app fique ativo em segundo plano, ou consumindo recursos de hardware e software.

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Também é recomendado evitar utilizar a barra de buscas do Google para pesquisas, pois esse item também influencia no desempenho do dispositivo.

Depois dessa mudança, eu percebi que o Moto G de 3ª Geração teve um desempenho muito melhor, ou muito mais aceitável, apesar de suas limitações de hardware. Por isso, recomendo essa mudança para todos que desejam um melhor desempenho com o smartphone.

A liberdade de opção no mundo da tecnologia pode resultar em escolhas muito interessantes. Fato.

O que eu estou fazendo com um Samsung Galaxy S2?

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Eu estava procurando um celular de transição até a compra do LG G4 (ou quem sabe a chegada de outro dispositivo… a conferir…), e vi como primeira opção o Moto G2 (de 2014) ou até o Moto G (de 2013). Quando entendi que valores acima de R$ 300 eram considerados absurdos para um smartphone com três anos de vida, eu comecei a buscar outras opções. E, olhando para os lados, eu acabei reencontrando um antigo amor da minha vida: o Samsung Galaxy S2.

Sim, amigos… eu amei a Samsung um dia. O Samsung Galaxy S2 foi um dos smartphones top de linha que tive a chance de chamar de meu em 2012, em uma viagem para Balneário Camboriú (SC). Eu tinha um outro smartphone dos coreanos, o Samsung Galaxy W (na época um lançamento), e tive a chance de fazer a troca em um dos estabelecimentos comerciais locais, pagando uma pequena diferença em dinheiro.

Me lembro como fiquei muito satisfeito com aquele modelo. Foi uma das melhores atualizações que a Samsung fez de uma geração para outra dentro de sua linha de smartphones, e esse modelo em especial entregava diferenciais notáveis: uma tela maior que a do meu iPhone 3GS (que era meu smartphone principal na época), um design mais fino, câmeras excelentes e um desempenho simplesmente espetacular.

Então, pensei: “por que não?”.

Afinal de contas, o hardware do Samsung Galaxy S2 não é tão distante daquilo que era entregue pelo Moto G e Moto G2, oferece a mesma quantidade de RAM (1 GB), conta com 16 GB de armazenamento (com expansão via microSD de até 32 GB), câmeras que ainda hoje são melhores que as presentes nos smartphones da Motorola… a única coisa que o Galaxy S2 perde mesmo é na sua bateria, que tem em média 150 mAh a menos, e na interface TouchWiz, que é o verdadeiro calcanhar de Aquiles dos dispositivos dos sul-coreanos. Mas são itens perfeitamente contornáveis.

Ah, sim… quanto paguei no Samsung Galaxy S2 usado? R$ 200. E o dispositivo está funcionando muito bem. Até porque já fiz o root dele e instalei o Android 6.0.1 Marshmallow, que está rodando bem limpo, levando em conta o tempo de lançamento desse produto.

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Aqui, chego a algumas conclusões:

1. O Samsung Galaxy S2 é mesmo um dos melhores smartphones que a Samsung lançou em sua história, e um dos melhores de todos os tempos. Para ser capaz de rodar um Android atualizado cinco anos depois de seu lançamento, entendo que o trabalho dos sul-coreanos foi realmente muito bom.

2. É uma pena que vivemos em uma obsolescência programada no mundo da tecnologia móvel, pois acredito que outros modelos igualmente capazes podem receber um Android atualizado.

3. De novo: tem gente supervalorizando o Moto G. Ele é excelente, mas não vale tudo isso que estão cobrando por ele.

4. Mais uma vez: é vergonhoso para a Motorola negligenciar a atualização do Moto Maxx a esse nível. Até um smartphone de 2011 suporta o Android Marshmallow. Decepcionante.

Enfim, vida que segue. Vivendo e aprendendo. Seja bem vindo de volta, Samsung Galaxy S2. Como smartphone ‘quebra galho’, vai servir muito bem.

Android Marshmallow com 1 GB de RAM… é o suficiente?

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Existe a tradição (nada bem vinda) do sistema operacional Android ser um devorador de recursos de hardware, principalmente de RAM e bateria. No quesito bateria, vários placebos podem ser adotados para resolver o problema, e a própria Google já tomou providências sobre o assunto, com o novo modo Doze. Aparentemente, essa questão está parcialmente resolvida. Mas… e a questão do consumo de RAM? Como fica?

Oficialmente, nem a Google, nem os especialistas em tecnologia falam muito sobre esse tema. Até porque o Android Marhsmallow está presente em apenas 2.3% dos dispositivos Android distribuídos no mercado, e a grande maioria deles são modelos top de linha, que não precisam se preocupar com o consumo de recursos ou de RAM. Porém, alguns fabricantes estão dando a entender que a nova versão do sistema operacional consegue um bom desempenho com apenas 1 GB de RAM ou menos.

Um exemplo.

Recentemente testei o LG K10, recente lançamento da LG para o mercado de linha média. Esse já conta com o Android 6.0 Marshmallow, processador octa-core e 1 GB de RAM. Durante os testes, o modelo até se comportou bem em um uso mais básico (navegação na internet, acesso às redes sociais, chamadas, gerenciamento de contatos, registro de fotos e vídeos, visualização de vídeos e jogos básicos). Porém, em um uso mais exigente, principalmente na execução de jogos pesados, ele se apresentou insuficiente. O jogo Real Racing 3 fechou sozinho em pelo menos três oportunidades, por conta da ausência de RAM que já era ocupado por outros programas rodando em segundo plano, ou pela própria atividade do sistema operacional.

A tendência é que outros fabricantes de dispositivos farão apostas semelhantes para os segmentos de entrada e linha média. Na teoria, eles entendem que o Android Marshmallow está otimizado o suficiente para rodar bem com pouca quantidade de RAM. Porém, essa mesma teoria é contrariada quando vemos modelos como o Galaxy S7 e LG G5 oferecendo uma quantidade absurdamente grande de memória, apenas para garantir a experiência de uso mais fluída possível.

Então… por que os fabricantes estão ‘regulando mixaria’ em um aspecto da configuração que é considerado vital para uma boa experiência de uso? Qual é o objetivo disso?

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Não quero aqui acusar fabricante nenhum de forçar a barra em um aspecto que, honestamente, poderia ser feito de outra forma. Mas é algo realmente que me custa a entender o real motivo disso. Ainda mais nesse caso, onde todos os principais concorrentes de preço do LG K10 contam com, pelo menos, 2 GB de RAM. Alguns deles igualmente atualizáveis para o Android 6.0 Marshmallow.

Não que você não possa utilizar o Android com apenas 1 GB de RAM. Eu mesmo utilizei bem o modelo da LG com essa especificação. Porém, como disse lá no começo: é um uso bem básico e simples. Típico dos usuários de entrada. E eu bem sei que os usuários de linha média já contam com um perfil de uso mais avançado. Não se limitam a ficar apenas no Facebook e no WhatsApp. Assistem vídeos em HD, rodam jogos um pouco mais elaborados e outras tarefas que exigem do Android e do hardware do dispositivo, mesmo que em um nível inferior ao dos usuários hardcores.

Logo, é de se pensar. Será que essa será a tendência? Os usuários de linha média vão ter que se virar com 1 GB de RAM? Será que o Android Marshmallow é tão milagroso assim?

Na minha primeira experiência com a nova versão, posso dizer que: o milagre tem limites nesse caso.

LG larga na frente na atualização do Android 6.0 Marhsmallow

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A LG anunciou que vai começar a atualizar o smartphone top de linha LG G4 para o Android 6.0 Marshmallow na semana que vem. Tudo bem, começa na Polônia, e só depois se expande pela Europa, América e Ásia. Mesmo assim, é um começo. E é a primeira grande fabricante de smartphones que decide liberar a atualização do sistema da Google para um dos seus dispositivos.

O movimento da LG é bem vindo. Não só mostra compromisso com o seu consumidor, que paga caro por um dispositivo desse porte, mas também coloca pressão nos adversários. Tudo bem, alguns usuários da LG reclamam que a empresa só prioriza os modelos mais avançados, deixando os dispositivos mais básicos sem atualizações. Mas ao menos a LG faz o serviço melhor que a Samsung, que demora séculos para atualizar algum smartphone. Isso é, quando atualiza.

Seria bom que os fabricantes começassem a entender que uma das coisas que muitos usuários priorizam ao comprar um dispositivo Android é a capacidade desse produto receber novas versões do sistema operacional, além da velocidade e frequência com que isso é feito. Afinal de contas, para muitos, o smartphone é um investimento, uma ferramenta de trabalho. E ter o software mais recente é algo fundamental não apenas para o bom desempenho do dispositivo, mas também para a segurança dos dados.

Ninguém quer ficar sofrendo de reboots aleatórios, drenagem de bateria e bugs de customizações problemáticas do Android. Sem falar nas interfaces de usuário que são profundamente modificadas pelos fabricantes. Nada contra os mesmos colocarem a sua identidade nos seus produtos, mas já que vão fazer isso, eles precisam garantir que vão fazer com a menor margem de erros possível. E digo “menor margem de erros” por compreender que os problemas são inevitáveis, já que errar é humano.

Com esse movimento, a LG automaticamente começa a colocar pressão nos seus principais concorrentes. Samsung, Motorola, Sony, Huawei, Xiaomi e derivados terão que agilizar o processo de update dos seus dispositivos. Não para evitar a perda imediata de consumidores, mas para valorizar os clientes que já estão em sua base. A migração pode acontecer a médio e longo prazo, quando esses usuários perceberem que alguns fabricantes se comprometem mais que outros na hora de oferecer o update para a versão atualizada do Android.

É claro que, de um modo geral, todos os fabricantes precisam se comprometer mais com a questão da atualização do Android. A desculpa da obsolescência programada não pode colar mais, já que alguns fabricantes pontuais (um bom exemplo disso é a Quantum) estão se dispondo a atualizar os seus produtos de forma mais rápida (e estão cumprindo com esse compromisso).

Com a estrutura que os grandes fabricantes possuem, é inconcebível que um update demore tanto assim. É de interesse do consumidor ver o seu smartphone ou tablet atualizado o quanto antes. Mas parece não ser de interesse dos fabricantes oferecerem esse benefício aos usuários, com o objetivo indireto de turbinar as vendas dos seus novos modelos.

Ainda bem que fabricantes como a LG estão dispostas a mostrar que isso pode ser diferente.

Google Pixel C: é possível ser produtivo com o Android?

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Uma das “surpresas” do evento da Google é o Google Pixel C, novo tablet pensado nos produtivos e corporativos. Eu digo “surpresa” “entre aspas” porque ele vazou na web horas antes do evento. Mas isso não é relevante. O que importa é que a gigante de Mountain View decidiu entrar na briga pelo segmento que o Surface Pro da Microsoft estava (quase) solitário, mas que recebeu a companhia recentemente do iPad Pro.

Esse é o produto que muitos podem ver com alguns pontos de observação. Para começar, não estamos diante de um dispositivo da linha Nexus. Logo, a sua proposta geral, concepção e preço são diferentes. E talvez por isso ele se posicione como um dispositivo para profissionais. Isso e o seu case teclado bem bolado.

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O teclado é rígido, mais próximo do teclado de um notebook, e não uma adaptação com silicone e outros materiais flexíveis. Possui um sistema de encaixe magnético, que deixa o produto perfeito para o transporte, protegendo a tela do tablet durante o transporte, ou integrando ao design do produto em outras modalidades de utilização.

Nesse aspecto, o Google Pixel C é muito bem sacado. Talvez é uma das propostas de dispositivo híbrido (entre notebook e tablet) que melhor se encaixe às minhas necessidades de uso. Sem falar que, diferente das opções da Apple e Microsoft, permite o uso no colo do usuário, com o teclado rígido suficiente para que a produtividade seja efetiva em qualquer lugar.

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Por esses motivos, o Google Pixel C já larga na frente em relação aos seus concorrentes diretos. O seu hardware robusto (com a chancela de um processador NVIDIA X1) pode garantir o desempenho pleno para os usuários mais exigentes. Porém, isso não é tudo.

Muitos vão se questionar se é possível ser produtivo com o sistema Android, que como todo mundo sabe não é otimizado para os tablets. Nesse sentido, o iOS está em vantagem, sem falar que, pensando no público-alvo do produto (os profissionais), a quantidade de aplicativos disponíveis na plataforma da Apple é muito maior.

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Por outro lado, se você pensar na produtividade em estado pleno, a melhor solução continua a ser o Surface Pro da Microsoft. Pelo simples fato dessa alternativa contar com um sistema operacional completo (o Windows), e não um sistema operacional móvel (iOS ou Android). Quem precisa rodar programas pesados e depende de uma multitarefa mais flexível vai fatalmente optar pela alternativa de Redmond, ou continuar com o seu notebook ou ultrabook da vida toda.

Em resumo: eu vejo com simpatia a proposta do Google Pixel C, mas pensando em um sentido mais profissional, eu não tenho muita certeza se essa é a melhor proposta. O fator preço é claro que influencia (US$ 499 para a versão mais básica do tablet, com 32 GB), e US$ 149 para o teclado), e a presença do pacote Microsoft Office no Android ameniza um pouco as coisas.

Mesmo assim, eu tenho um perfil de uso mais específico. Dependo de outras ferramentas para o meu trabalho, onde algumas delas só funcionam da forma como eu preciso no Windows, e que certamente eu não encontraria soluções similares no Android. E por melhor que seja o desempenho do Pixel C, bem sei que o desempenho do Android para tarefas mais complexas não é o mesmo que aquele encontrado em um sistema operacional completo.

De qualquer forma, temos mais uma alternativa no mercado, e isso nunca é ruim. Quem sabe a Google não busca o seu espaço nesse segmento emergente? Não podemos prever o futuro.

Vai que…

Nexus 6P é o top de linha com preço competitivo

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Quando a Google lançou o Nexus 6 em 2014, todo mundo se assustou por aquele ser o único dispositivo apresentado na época, e com um preço totalmente fora da realidade apresentada pela própria Google para a linha Nexus. Um ano depois, a gigante de Mountain View não desistiu de ter um phablet para chamar de seu, mas corrigiu o problema que eles mesmos criaram, lançando dois dispositivos. O Nexus 5X, mais acessível e pensado nos usuários que não gostam de phablets, e o Nexus 6P, um top de linha com tela de 5.7 polegadas.

O Nexus 6P marca também a estreia da Huawei como parceira da Google no projeto de smartphones da linha Nexus, o que é um grande referencial futuro para os asiáticos. E, justiça seja feita: a Huawei vem melhorando e muito ao longo dos anos com o seu smartphone Android. Logo, sua escolha é algo compreensível. Mesmo porque a Google não tem mais a Motorola para chamar de sua.

O novo phablet tem uma ótima tela de 5.7 polegadas (2K), processador Snapdragon 810, 3 GB de RAM, a partir de 32 GB de armazenamento (isso mesmo… nada de 16 GB… graças a Deus…), alcançando os 128 GB de armazenamento na versão mais completa, câmeras poderosas de 12.3 megapixels (traseira) e 8 megapixels (frontal), leitor de digitais, NFC, WiFi 802.11 ac, USB Type-C entre outras características.

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O Nexus 6P é uma alternativa que vem para bater de frente no segmento de produtos que hoje (lá fora) custam a partir de US$ 600. E o preço de entrada para o novo smartphone da Google é de US$ 499. São US$ 100 a menos para um dispositivo com especificações de hardware que pouco ou nada devem a muitos de seus concorrentes.

Não só isso. Estamos diante de um dispositivo que vai receber a experiência do Android 6.0 Marshmallow antes dos outros, e em estado puro, sem customizações. Esses são diferenciais muito relevantes para usuários que buscam a mais fiel experiência Android, e com as garantias de um desempenho pleno.

É claro que só poderemos comprovar se o Nexus 6P tem essa qualidade toda na prática, e espero os primeiros testes para eliminar as dúvidas. Uma delas está na autonomia de bateria. O Nexus 5 e Nexus 6 contavam com um sério problema de autonomia de bateria, que drenava rapidamente.

O Nexus 6P conta com uma bateria de 3.450 mAh, mas de nada vai valer se a Google não resolveu os problemas de drenagem de bateria presentes no Android Lollipop. Alguns veículos internacionais indicam que esse problema foi resolvido. Mas vamos esperar.

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É claro que o Nexus 6P é um ilustre cobiçado. Mesmo sendo de valor proibitivo para muito gente (já que estamos falando de um modelo que está com os dois pés no segmento premium), ele ainda consegue ser mais barato que os seus concorrentes diretos. De novo: a Google aprendeu a lição do ano passado. Não adianta oferecer um produto com o mesmo preço da concorrência, quando nos anos anteriores a sua linha de produtos se destacou exatamente pela boa relação custo-benefício.

A presença de carcaças com material metálico, sensores de câmeras poderosas, um competente processador, grande capacidade de armazenamento e uma tela de grandes dimensões podem resultar em dores de cabeça para os demais fabricantes. Ainda mais custando US$ 100 a menos que a maioria dos demais modelos do segmento.

Sem falar que o mais caro Nexus 6P, com 128 GB de armazenamento, custa exatamente o mesmo que o mais barato iPhone 6s de 16 GB de armazenamento.

Façam as contas, crianças!

Nexus 5X: é a Google corrigindo os erros do Nexus 6

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Voltar um número, nesse caso, não é tão ruim assim. A Google não é uma empresa orgulhosa, que persiste no erro por muito tempo (beijo, BlackBerry, Sony…). O novo Nexus 5X é uma correção do que estava errado no Nexus 6, que não era um smartphone ruim (basicamente um Moto X 2014 com tela maior), mas que fugia a todos os propósitos previamente estabelecidos pela linha Nexus. E esse foi um grande erro.

Trazer de volta a LG para o projeto Nexus é parte desse acerto. Os coreanos foram os responsáveis por dois modelos dessa linha. Os dois mais populares. O Nexus 4 vendeu que nem água, e foi objeto de desejo por muita gente. E o Nexus 5 é o maior vendedor de todos os tempos entre os smartphones da Google. Logo, nada mais justo do que apostar de novo nessa parceria, seguindo as diretrizes de design deles e algumas novidades bem vindas.

Uma dessas novidades é uma nova câmera, com uma nova tecnologia de tamanho de pixels. A Google fez sérias comparações com o iPhone 6s Plus (nem poderia ser diferente), além de traçar um paralelo com o Nexus 6. As melhorias são promissoras, o sensor é mais rápido com a ótima ajuda do autofoco a laser, e é capaz de captar uma maior quantidade de luz.

Porém, temos uma sentida ausência nessa câmera: a estabilização ótica (OIS). Ok, eu entendo que é preciso te ruma boa relação custo-benefício. Mas acho que não é necessário ter restrições aqui. Ainda mais sabendo que o usuário prioriza e muito a questão do registro de fotos no smartphone.

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Outra novidade do Nexus 5X é a presença do leitor de digitais. Uma vez que o Android 6.0 Marshmallow conta com um melhor suporte para esses leitores, nada mais conveniente do que incentivar usuários e desenvolvedores a explorarem essa novidade. Até porque a Google quer capitalizar com as funcionalidades de pagamento através do smartphone, aproveitando que essa é uma corrida que ainda está começando, e ninguém (exceto a Starbucks) se estabeleceu de forma eficiente como líder no mercado.

Além disso, o Nexus 5X é um dos primeiros a contar com o Android 6.0 Marshmallow, diferencial relevante para muitos usuários na hora de escolher um produto. O dispositivo já tem suporte de atualizações para os próximos dois anos (pelo menos), prometido pela Google. Vai além dos 18 meses de suporte mínimo indicado pela gigante de Mountain View para os dispositivos Android e outros fabricantes. Outro diferencial importante.

De quebra, outra modernidade presente no Nexus 5X é a presença do conector USB Type-C, trazendo o dispositivo para a modernidade dos tempos atuais, e ajudando a oferecer esse tipo de conexão como padrão no mercado.

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No final das contas, o Nexus 5X é um acerto da Google em vários aspectos. Volta ao time que estava ganhando, acrescenta funções interessantes, um hardware na medida certa, com um processador Snapdragon 808, e apesar de contar com apenas 2 GB de RAM e ter opções com 16 GB (por que, Senhor?) e 32 GB de armazenamento (não expansíveis), ele está dentro do aceitável para a sua proposta de preço e posicionamento de mercado, sendo sim uma interessante opção para o mercado de linha média-alta.

É claro que não dá mais para oferecer smartphones a US$ 199 e US$ 299 com essas especificações (a não ser que você fabrique os seus dispositivos na China). Mas por US$ 379 na versão mais básica, o Nexus 5X até que está dentro da faixa do aceitável para a nova realidade de mercado. Levando em conta que é possível ter uma ótima experiência de uso com um produto como esse.

Vamos esperar pelos primeiros testes para confirmar essas boas primeiras impressões.