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Google Chrome, um grande vilão do desempenho no Android

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Google Chrome Android

Como alguns de vocês sabem, estou utilizando um Motorola Moto G de 3ª geração como dispositivo pessoal, e um dos desafios com esse smartphone é manter um desempenho aceitável na maior parte do tempo. Uma das características desse dispositivo é ficar lento com o passar do tempo de uso, com travamentos e arrastos. E isso incomoda muito.

Durante as minhas pesquisas buscando uma solução para esse problema, alguns testes foram feitos. Testes de tentativa e erro mesmo. O ponto culminante não era o consumo de RAM do smartphone, já que o Android 6.0 Marshmallow ainda tem o problema de ter um consumo irresponsável de memória aleatória do dispositivo, mas sim identificar qual aplicativo provocava uma queda do desempenho em um modelo que já contava com essa memória mais restrita.

E o grande vilão foi o Google Chrome e seus apps associados. De forma nada surpreendente.

 

Use outro navegador de internet. É melhor…

Todo mundo sabe que o Google Chrome é um devorador de recursos. No desktop, isso é fato consumado. Então, por que seria diferente nos dispositivos móveis?

A Google sempre priorizou aqui a velocidade de navegação e exibição dos conteúdos no navegador, e a consequência disso é um maior consumo de recursos do dispositivo. Agora, pense em como isso pode afetar de forma sensível em um smartphone de linha média, com apenas 1 GB de RAM. Isso pode representar o inferno na Terra para muitos usuários.

No caso do Motorola Moto G de 3ª Geração, a maioria dos usuários não tem ideia de que isso acontece, e o dispositivo acaba perdendo desempenho naturalmente com o passar do tempo. Isso explica a quantidade de pessoas passando o smartphone adiante. É claro que a Motorola/Lenovo tem parte da culpa no cartório, já que, convenhamos, 1 GB de RAM em um smartphone Android é realmente pouco.

Mesmo assim, não duvido que outros usuários passam pelo mesmo problema.

A solução? Desative o Google Chrome!

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Na prática, o Google Chrome não interfere muito na sua vida com o Android. Em algumas ROMs de determinados fabricantes, você é obrigado a conviver com ela. Mas em outras, você pode simplesmente desinstalar o aplicativo, e utilizar outro navegador de sua preferência.

Recomendo a utilização do Opera, por não ser baseado no Chrome. O AdBlock e vários outros do gênero contam com o motor do navegador da Google, e o problema iria persistir.

Porém, na impossibilidade de desinstalar o Google Chrome do seu smartphone (é o caso do Moto G3), simplesmente desative o aplicativo do smartphone, através da área de configurações dos aplicativos instalados no Android. Isso ao menos vai impedir que o app fique ativo em segundo plano, ou consumindo recursos de hardware e software.

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Também é recomendado evitar utilizar a barra de buscas do Google para pesquisas, pois esse item também influencia no desempenho do dispositivo.

Depois dessa mudança, eu percebi que o Moto G de 3ª Geração teve um desempenho muito melhor, ou muito mais aceitável, apesar de suas limitações de hardware. Por isso, recomendo essa mudança para todos que desejam um melhor desempenho com o smartphone.

A liberdade de opção no mundo da tecnologia pode resultar em escolhas muito interessantes. Fato.

Android Nougat = Android “torrone”

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Android Nougat

Torrone. Quem poderia imaginar.

A Google confirmou oficialmente que a próxima versão do Android vai se chamar Android Nougat. Fez o anúncio com a foto da nova versão no jardim do seu campus em Mountain View, e encerrou assim um dos mistérios menos importantes do ano.

 

Nada de Nutella?

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Nada de Nutella. A decepção tem um gosto um tanto amargo naqueles que esperavam algo parecido com o que aconteceu com o KitKat, quando a Google fechou uma parceria com a Nestlé para de forma conjunta promover uma das versões do Android mais difundidas de todos os tempos.

Na verdade, muita gente já pensava nas promoções e descontos que poderiam ter nos potes de Nutella em uma eventual parceria com a gigante de Mountain View. Seriam deliciosas ações promocionais ao redor do planeta, onde os geeks poderiam até pegar diabetes com a quantidade de Nutella que eles poderiam comer nas ruas dos grandes centros.

Ou vocês já se esqueceram da quantidade de KitKat que foi distribuído pelas ruas durante as ações promocionais dessa versão do Android?

Fato é que o Android N vai mesmo se chamar Android Nougat. Para quem não sabe, o Nougat é o nosso torrone, que por sua vez é derivado de um gostoso doce francês, feito de amendoim e uma camada açucarada de uma espécie de “massa” a base de leite.

Gastronomia à parte, não podemos dizer que mais uma vez a Google foi criativa e inovadora no nome do seu sistema operacional móvel. Afinal de contas… alguém aí pensou no torrone? Quase ninguém, certo?

Logo, tirar essa carta da manga é sinal que a empresa ainda pensa fora da caixa, visando surpreender ou sair do lugar comum, não escolhendo o caminho mais óbvio. Isso, em teoria, é algo muito bom. São nesses pequenos detalhes que vemos como a empresa se vê dentro do cenário tecnológico.

E eles precisam ter esse cuidado. Estamos falando do sistema operacional mais utilizado do planeta nesse momento.

OnePlus 3, e a polêmica dos 6 GB de RAM

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O OnePlus 3 foi apresentado oficialmente. O smartphone gerou uma grande expectativa, não apenas pelo seu novo design e na qualidade do acabamento, mas também por suas especificações de hardware, principalmente pelos 6 GB de RAM.

Porém, essa quantidade de RAM não parece aportar um benefício considerável diante de outros smartphones com menos memória. Isso gerou uma certa polêmica, que foi esclarecida por Carl Pei, co-fundador da OnePlus. São dois pontos interessantes nas respostas dadas pelo executivo.

 

Otimização, desempenho e autonomia de bateria

Por um lado, Pei deixou claro que os 6 GB são uma novidade no Android, e que existe um longo caminho por percorrer, pendente de otimização, deixando claro que ainda existe uma grande margem de melhora, que aos poucos deve abrir caminho para uma experiência de uso superior. Isso deixa a ideia de futuras atualizações de software incluírem melhorias graduais, pelo menos na teoria.

Por outro lado, a OnePlus confirmou que essa menor fluidez, mesmo contando com 6 GB de RAM, acontece principalmente porque o smartphone está configurado principalmente para priorizar a autonomia de bateria, o que supõe que a empresa buscou um equilíbrio entre desempenho e autonomia no lugar de priorizar a performance.

A OnePlus acredita que, com isso, eles conseguem entregar a melhor experiência de usuário, mas em qualquer caso, parece que será possível mudar o gerenciamento da RAM sem maiores problemas, para melhorar o desempenho, apesar de sacrificar a autonomia. O processo já é descrito nos fóruns da XDA Developers e não é tão complicado assim (depende de uma simples edição de uma linha de código, mas que exige o acesso root).

Via HotHardwareo

O que eu estou fazendo com um Samsung Galaxy S2?

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Eu estava procurando um celular de transição até a compra do LG G4 (ou quem sabe a chegada de outro dispositivo… a conferir…), e vi como primeira opção o Moto G2 (de 2014) ou até o Moto G (de 2013). Quando entendi que valores acima de R$ 300 eram considerados absurdos para um smartphone com três anos de vida, eu comecei a buscar outras opções. E, olhando para os lados, eu acabei reencontrando um antigo amor da minha vida: o Samsung Galaxy S2.

Sim, amigos… eu amei a Samsung um dia. O Samsung Galaxy S2 foi um dos smartphones top de linha que tive a chance de chamar de meu em 2012, em uma viagem para Balneário Camboriú (SC). Eu tinha um outro smartphone dos coreanos, o Samsung Galaxy W (na época um lançamento), e tive a chance de fazer a troca em um dos estabelecimentos comerciais locais, pagando uma pequena diferença em dinheiro.

Me lembro como fiquei muito satisfeito com aquele modelo. Foi uma das melhores atualizações que a Samsung fez de uma geração para outra dentro de sua linha de smartphones, e esse modelo em especial entregava diferenciais notáveis: uma tela maior que a do meu iPhone 3GS (que era meu smartphone principal na época), um design mais fino, câmeras excelentes e um desempenho simplesmente espetacular.

Então, pensei: “por que não?”.

Afinal de contas, o hardware do Samsung Galaxy S2 não é tão distante daquilo que era entregue pelo Moto G e Moto G2, oferece a mesma quantidade de RAM (1 GB), conta com 16 GB de armazenamento (com expansão via microSD de até 32 GB), câmeras que ainda hoje são melhores que as presentes nos smartphones da Motorola… a única coisa que o Galaxy S2 perde mesmo é na sua bateria, que tem em média 150 mAh a menos, e na interface TouchWiz, que é o verdadeiro calcanhar de Aquiles dos dispositivos dos sul-coreanos. Mas são itens perfeitamente contornáveis.

Ah, sim… quanto paguei no Samsung Galaxy S2 usado? R$ 200. E o dispositivo está funcionando muito bem. Até porque já fiz o root dele e instalei o Android 6.0.1 Marshmallow, que está rodando bem limpo, levando em conta o tempo de lançamento desse produto.

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Aqui, chego a algumas conclusões:

1. O Samsung Galaxy S2 é mesmo um dos melhores smartphones que a Samsung lançou em sua história, e um dos melhores de todos os tempos. Para ser capaz de rodar um Android atualizado cinco anos depois de seu lançamento, entendo que o trabalho dos sul-coreanos foi realmente muito bom.

2. É uma pena que vivemos em uma obsolescência programada no mundo da tecnologia móvel, pois acredito que outros modelos igualmente capazes podem receber um Android atualizado.

3. De novo: tem gente supervalorizando o Moto G. Ele é excelente, mas não vale tudo isso que estão cobrando por ele.

4. Mais uma vez: é vergonhoso para a Motorola negligenciar a atualização do Moto Maxx a esse nível. Até um smartphone de 2011 suporta o Android Marshmallow. Decepcionante.

Enfim, vida que segue. Vivendo e aprendendo. Seja bem vindo de volta, Samsung Galaxy S2. Como smartphone ‘quebra galho’, vai servir muito bem.

Nokia voltando, e o mundo dá voltas

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Acho que todo mundo sabia ou imaginava que um dia a Nokia voltaria. É uma marca forte em várias regiões do planeta, com grande apelo com várias gerações de usuários. O que talvez chame a atenção é ver como a Microsoft lidou com essa marca como se fosse um lenço de papel usado, como se fosse um nada. Isso gera indignação em muita gente. Por outro lado, teremos a empresa de novo no mercado mobile. E o mais importante: com o seu DNA, com parte da filosofia que a tornou uma gigante no passado.

Os principais executivos das empresas que agora contam com os direitos de utilização da marca Nokia são experientes executivos da centenária finlandesa, e conhece muito bem o gosto do sucesso. Ou pelo menos testemunharam como seus produtos se tornaram os mais cobiçados do mercado. E aqui está a esperança de que o resultado final dessa nova fase seja a oferta de produtos que carregam toda a filosofia da empresa que muitos aprenderam a amar.

Talvez o grande desafio dessa nova Nokia está em justamente prevalecer em um mercado mobile tão competitivo, onde Apple e Samsung são protagonistas, mas com coadjuvantes de calibre (LG, Sony, Lenovo, Xiaomi, etc), uma Microsoft que tenta crescer, e uma BlackBerry que luta (teimosamente, diria eu) pela sua sobrevivência. É um cenário completamente diferente daquele que os finlandeses viviam há 15 anos atrás, onde eles eram a referência, e Motorola, Ericsson, Alcatel e derivados tinham que correr atrás deles.

É cedo para definir quais são os objetivos finais da nova Nokia nessa volta ao mercado mobile. É claro que toda empresa quer gerar lucros e crescer, mas… como eles farão isso? Onde vão atuar? Qual é a estratégia de preço para os produtos?

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Essas perguntas serão respondidas ao longo do tempo. Por enquanto, sabemos que os principais executivos conhecem o que é a Nokia a fundo, que a Foxconn vai ceder uma de suas subsidiárias para produzir e distribuir os dispositivos, que a nova empresa finlandesa HMD vai desenvolver os projetos, que a velha Nokia vai supervisionar tudo para garantir que os produtos não venham a denegrir sua marca, e que esses smartphones e tablets contarão com o sistema operacional Android.

Algo que a velha Nokia deveria ter feito em 2010.

O mundo dá voltas. Hoje, ficamos sabendo que a Nokia vai voltar, do jeito como muitos sugeriram que ela deveria fazer bem antes de ser absorvida pela Microsoft. Assim como é tudo nessa vida, o mundo da tecnologia também é cíclico, e poucas vezes temos uma segunda chance como essa.

Espero que, dessa vez, a Nokia saiba aproveitar melhor essa segunda chance.

Counter Strike 1.6 rodando no Android

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Counter Strike é um dos jogos de ação em primeira pessoa mais populares de todos os tempos, mas também um dos mais exigentes para o jogador, que precisa dedicar tempo e ter uma grande coordenação e reflexos apurados. Isso deixa implícito o uso do mouse e teclado para a maior precisão, algo que não impediu que Alibek Omarev portasse o jogo para o Android.

Apesar de não ser uma adaptação para o uso convencional, já que precisa um procedimento complexo para o seu uso, o resultado final é razoavelmente bom, como mostra o vídeo no final do post, apesar da tela cheia de ícones atrapalhar um pouco na jogabilidade via controles táteis. Algo que deixa a jogabilidade prejudicada. Porém, o que realmente interessa aqui é ver o Counter Strike rodando no Android.

Podemos dizer que executando o jogo em um tablet com Android e conectado em um teclado e mouse via Bluetooth, será possível aproveitar do jogo com algum resultado positivo, mas até que eles não consigam polir o desempenho, acabando com as quedas de FPS, sua instalação é muito mais uma curiosidade do que qualquer outra coisa.

Mesmo assim, a conquista não deixa de ser interessante. Vídeo a seguir.

 

Via Kotaku

Android Marshmallow com 1 GB de RAM… é o suficiente?

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Existe a tradição (nada bem vinda) do sistema operacional Android ser um devorador de recursos de hardware, principalmente de RAM e bateria. No quesito bateria, vários placebos podem ser adotados para resolver o problema, e a própria Google já tomou providências sobre o assunto, com o novo modo Doze. Aparentemente, essa questão está parcialmente resolvida. Mas… e a questão do consumo de RAM? Como fica?

Oficialmente, nem a Google, nem os especialistas em tecnologia falam muito sobre esse tema. Até porque o Android Marhsmallow está presente em apenas 2.3% dos dispositivos Android distribuídos no mercado, e a grande maioria deles são modelos top de linha, que não precisam se preocupar com o consumo de recursos ou de RAM. Porém, alguns fabricantes estão dando a entender que a nova versão do sistema operacional consegue um bom desempenho com apenas 1 GB de RAM ou menos.

Um exemplo.

Recentemente testei o LG K10, recente lançamento da LG para o mercado de linha média. Esse já conta com o Android 6.0 Marshmallow, processador octa-core e 1 GB de RAM. Durante os testes, o modelo até se comportou bem em um uso mais básico (navegação na internet, acesso às redes sociais, chamadas, gerenciamento de contatos, registro de fotos e vídeos, visualização de vídeos e jogos básicos). Porém, em um uso mais exigente, principalmente na execução de jogos pesados, ele se apresentou insuficiente. O jogo Real Racing 3 fechou sozinho em pelo menos três oportunidades, por conta da ausência de RAM que já era ocupado por outros programas rodando em segundo plano, ou pela própria atividade do sistema operacional.

A tendência é que outros fabricantes de dispositivos farão apostas semelhantes para os segmentos de entrada e linha média. Na teoria, eles entendem que o Android Marshmallow está otimizado o suficiente para rodar bem com pouca quantidade de RAM. Porém, essa mesma teoria é contrariada quando vemos modelos como o Galaxy S7 e LG G5 oferecendo uma quantidade absurdamente grande de memória, apenas para garantir a experiência de uso mais fluída possível.

Então… por que os fabricantes estão ‘regulando mixaria’ em um aspecto da configuração que é considerado vital para uma boa experiência de uso? Qual é o objetivo disso?

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Não quero aqui acusar fabricante nenhum de forçar a barra em um aspecto que, honestamente, poderia ser feito de outra forma. Mas é algo realmente que me custa a entender o real motivo disso. Ainda mais nesse caso, onde todos os principais concorrentes de preço do LG K10 contam com, pelo menos, 2 GB de RAM. Alguns deles igualmente atualizáveis para o Android 6.0 Marshmallow.

Não que você não possa utilizar o Android com apenas 1 GB de RAM. Eu mesmo utilizei bem o modelo da LG com essa especificação. Porém, como disse lá no começo: é um uso bem básico e simples. Típico dos usuários de entrada. E eu bem sei que os usuários de linha média já contam com um perfil de uso mais avançado. Não se limitam a ficar apenas no Facebook e no WhatsApp. Assistem vídeos em HD, rodam jogos um pouco mais elaborados e outras tarefas que exigem do Android e do hardware do dispositivo, mesmo que em um nível inferior ao dos usuários hardcores.

Logo, é de se pensar. Será que essa será a tendência? Os usuários de linha média vão ter que se virar com 1 GB de RAM? Será que o Android Marshmallow é tão milagroso assim?

Na minha primeira experiência com a nova versão, posso dizer que: o milagre tem limites nesse caso.

Por que os estados da Califórnia e Nova Iorque querem proibir a venda de smartphones codificados?

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O tema da privacidade volta a ficar em evidência nos Estados Unidos, um país onde as pessoas estão ficando mais preocupadas em proteger os seus dados. Na semana passada, o governo de Nova Iorque anunciou um projeto de lei que obriga a todos os fabricantes de smartphones a ter backdoors nos seus dispositivos vendidos dentro daquele estado.

Agora, o estado da Califórnia fez praticamente o mesmo, copiando palavra por palavra o projeto de lei anunciado pelo estado da Big Apple. Nos dois casos, se trata apenas de uma proposta, mas no caso de ser aprovada, empresas como Apple e Google teriam duas opções: deixar de vender os seus smartphones nos dois estados, ou instalar métodos que permitem decifrar as informações contidas no dispositivo.

No caso de Nova Iorque, a lei menciona que, a partir de 1 de janeiro de 2016, todos os smartphones que serão vendidos dentro do estado deverão contar com “as tais facilidades” para acessar o conteúdo pessoal do usuário, como contas bancárias, locais visitados via registro de GPS, chamadas e mensagens recentes e informações de contatos, assim como fotografias e contas de e-mails.

Ou seja, o fim da privacidade como um todo, basicamente. O pesadelo de todo paranoico. Ou reservado. Ou qualquer um mais preocupado com a privacidade, o que não é um crime nenhum.

O mais sério do assunto na lei de Nova Iorque é que a iniciativa já passou pelos dois primeiros filtros legais, e se encontra nas mãos da assembléia legislativa, que vai decidir se ela vai passar ou não ao senado para a sua aprovação. Os moradores do estado poderão acessar a página do senado e votar para que os legisladores conheçam a opinião dos cidadãos.

No caso da Califórnia, o membro da assembleia Jim Cooper apresentou a sua proposta de lei, que no mesmo caso de Nova Iorque, exige que fabricantes, prestadoras de serviço ou desenvolvedores dos sistemas operacionais, tenham a capacidade de decifrar e desbloquear equipamentos de comunicação móvel no caso de que a lei assim exija.

Diferente de Nova Iorque, na Califórnia a lei se aplicaria em dispositivos vendidos a partir de 1 de janeiro de 2017. Qualquer smartphone vendido no estado depois dessa data que não puder ser decodificado, terá uma multa de US$ 2.500 para o fabricante ou responsável do software.

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De acordo com as palavras de Cooper, esta medida obedece ao que a polícia pede, por não poder fazer o seu trabalho de forma correta, por conta das empresas de tecnologias bloquearem a aplicação da lei. Nos Estados Unidos, os juízes podem ordenar o bloqueio de contas bancárias ou ordens de registro em casos suspeitos, mas por mais incrível que pareça, não existe uma maneira de ordenar que acesse a informação contida em um smartphone.

Obviamente isso é um grave problema para empresas como a Apple, que já esclareceu por diversas ocasiões que o iOS possui codificação que nem a Apple pode romper. O mesmo vale para a Google, que nas mais recentes versões do Android, conta com codificação para os dados armazenados no dispositivo.

O mais curioso é que, se a lei for aprovada no estado da Califórnia, Apple e Google não podem vender os seus dispositivos dentro do estado onde se encontram os seus respectivos quarteis generais. Agora o próximo passo é esperar a decisão do comitê no caso da Califórnia, enquanto que em Nova Iorque tudo recai sobre as mãos da assembléia legislativa.

Já pensou se a moda pega?

Fragmentação no iOS? Isso não existe!

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O grande pesadelo do Android responde hoje pelo nome de fragmentação. E esse pesadelo é, ao mesmo tempo, o principal argumento da Apple para promover o iOS como a plataforma ideal para a maioria das pessoas. Até porque a fragmentação no iOS é algo que, convenhamos, não existe.

No sistema operacional móvel da Google, a mais recente versão, Android 6.0 Marshmallow, depois de três meses de mercado, não consegue passar de 1% de mercado. Acho que não é exagero dizer que o iOS ultrapassa essa marca na primeira hora de disponibilidade de uma nova versão. Deixemos de lado todos os fatores que dificultam uma maior participação do mercado das novas versões do Android, como por exemplo os múltiplos fabricantes e um universo completo de dispositivos, além de uma lentidão por parte dos próprios fabricantes na oferta das novas versões.

Mesmo assim.

A estratégia da Apple em oferecer as novas versões do iOS para vários modelos do iPhone e iPad ao mesmo tempo, incluindo modelos com mais de dois anos de mercado funciona e muito bem. O usuário se sente prestigiado, com uma experiência de suporte premium, recebendo os novos recursos e funcionalidades desde o primeiro dia, junto com outros milhões de usuários ao redor do planeta.

Pode não parecer grande coisa, mas é. Mais: o usuário atualiza para o novo software se quiser, na hora que mais lhe convir, sem precisar esperar pela boa vontade do fabricante para ter o seu dispositivo atualizado. Esse tipo de suporte faz toda a diferença, e é algo que eu realmente devo tirar o chapéu para a Apple nesse aspecto.

Me pergunto como seria a situação do Android se o comportamento da própria Google fosse algo similar ao da Apple. Não precisa ser exatamente igual, mas semelhante. É óbvio que o sucesso absoluto do Android no mercado mobile foi justamente abrir o sistema operacional para vários fabricantes, dando a possibilidade de cada um deles oferecer a sua “interpretação” do softtware. Isso fez com que o robozinho verde se tornasse dominante, com uma cota de mercado acima dos 80%.

Por outro lado, é inegável que muitos usuários de dispositivos Android estão descontentes com a demora absurda de alguns fabricantes em atualizar os seus dispositivos. Eu sou um deles.

Sou proprietário de um Motorola Moto Maxx (comprado por mim, e não recebido de presente via assessoria de imprensa, diferente de alguns colegas blogueiros), e todos os dias escrevo no TargetHD sobre o cotidiano de atualizações de alguns modelos do portfólio da empresa. Moto E, Moto X Play e Moto G (em algumas versões mais recentes) estão recebendo o update para o Android 6.0 Marshmallow. Porém, o Moto Maxx, que até pouco tempo era o modelo mais completo da Motorola, ainda não saiu do Android 5.0.2. Nem o Android 5.1.1 deve receber, saltando direto para o Marshmallow, o que é uma boa notícia, de qualquer forma. Mesmo assim, a demora é irritante.

O mesmo acontece com os usuários da Samsung. Alguns modelos populares não recebem a atualização para as novas versões do Android, mesmo com requisitos técnicos mais que suficientes para receber a nova versão do software. Os donos do Galaxy S6 só vão receber o Android Marshmallow agora, no primeiro trimestre de 2016, quase meio ano depois da disponibilidade do novo software.

Só citei dois exemplos. Outros fabricantes adotam a mesma estratégia, talvez pelo desejo de praticar a obsolescência programada, tentando induzir o usuário a adquirir modelos mais recentes e com software mais atualizado.

Já a Apple tenta fidelizar o seu cliente com a garantia de que o seu produto será atualizado por, pelo menos, duas gerações de novos produtos, com uma compatibilidade com o novo software de pelo menos dois anos. Em alguns casos, como é o do iPhone 4, o update de software foi feito por quatro anos. Não discuto se o iOS 9 funciona bem ou não nesse modelo que é bem antigo para uma tecnologia atual. Mas só o fato da Apple pelo menos tentar já é algo louvável.

Em resumo: a melhor propaganda que a Apple pode fazer sobre o iOS é bater no peito e dizer: “Fragmentação no iOS? Isso não existe!”.

LG larga na frente na atualização do Android 6.0 Marhsmallow

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A LG anunciou que vai começar a atualizar o smartphone top de linha LG G4 para o Android 6.0 Marshmallow na semana que vem. Tudo bem, começa na Polônia, e só depois se expande pela Europa, América e Ásia. Mesmo assim, é um começo. E é a primeira grande fabricante de smartphones que decide liberar a atualização do sistema da Google para um dos seus dispositivos.

O movimento da LG é bem vindo. Não só mostra compromisso com o seu consumidor, que paga caro por um dispositivo desse porte, mas também coloca pressão nos adversários. Tudo bem, alguns usuários da LG reclamam que a empresa só prioriza os modelos mais avançados, deixando os dispositivos mais básicos sem atualizações. Mas ao menos a LG faz o serviço melhor que a Samsung, que demora séculos para atualizar algum smartphone. Isso é, quando atualiza.

Seria bom que os fabricantes começassem a entender que uma das coisas que muitos usuários priorizam ao comprar um dispositivo Android é a capacidade desse produto receber novas versões do sistema operacional, além da velocidade e frequência com que isso é feito. Afinal de contas, para muitos, o smartphone é um investimento, uma ferramenta de trabalho. E ter o software mais recente é algo fundamental não apenas para o bom desempenho do dispositivo, mas também para a segurança dos dados.

Ninguém quer ficar sofrendo de reboots aleatórios, drenagem de bateria e bugs de customizações problemáticas do Android. Sem falar nas interfaces de usuário que são profundamente modificadas pelos fabricantes. Nada contra os mesmos colocarem a sua identidade nos seus produtos, mas já que vão fazer isso, eles precisam garantir que vão fazer com a menor margem de erros possível. E digo “menor margem de erros” por compreender que os problemas são inevitáveis, já que errar é humano.

Com esse movimento, a LG automaticamente começa a colocar pressão nos seus principais concorrentes. Samsung, Motorola, Sony, Huawei, Xiaomi e derivados terão que agilizar o processo de update dos seus dispositivos. Não para evitar a perda imediata de consumidores, mas para valorizar os clientes que já estão em sua base. A migração pode acontecer a médio e longo prazo, quando esses usuários perceberem que alguns fabricantes se comprometem mais que outros na hora de oferecer o update para a versão atualizada do Android.

É claro que, de um modo geral, todos os fabricantes precisam se comprometer mais com a questão da atualização do Android. A desculpa da obsolescência programada não pode colar mais, já que alguns fabricantes pontuais (um bom exemplo disso é a Quantum) estão se dispondo a atualizar os seus produtos de forma mais rápida (e estão cumprindo com esse compromisso).

Com a estrutura que os grandes fabricantes possuem, é inconcebível que um update demore tanto assim. É de interesse do consumidor ver o seu smartphone ou tablet atualizado o quanto antes. Mas parece não ser de interesse dos fabricantes oferecerem esse benefício aos usuários, com o objetivo indireto de turbinar as vendas dos seus novos modelos.

Ainda bem que fabricantes como a LG estão dispostas a mostrar que isso pode ser diferente.