Tag Archives: apple watch

Windows 95 rodando no Apple Watch? Sim, é possível

by

windows-95-no-apple-watch

É uma iniciativa no mínimo revolucionária: quem não gostaria de contar com um sistema operacional completo como o Windows 95 no Apple Watch?

Ok, ninguém realmente pensa nisso. Mas pelo menos uma pessoa pensou, e decidiu fazer. O engenheiro Nick Lee se valeu de muita arte e algumas gambiarras tecnológicas para conseguir executar o Windows 95 no Apple Watch. Para isso, ele carregou o sistema operacional no relógio como se o mesmo fosse um aplicativo.

O próprio Lee explica em detalhes todo o processo no seu blog no Medium. E este não é o seu primeiro experimento nesse sentido: no final de 2015, ele fez algo similar com o Mac OS X.

Mas a grande pergunta que muitos de vocês que se deparam com isso fazem é: esse tipo de experimento vale de alguma coisa?

Ótima pergunta.

windows-95-no-apple-watch-02

O experimento vale para mostrar o quão capaz é a lista de especificações técnicas do Apple Watch, e apesar de ser um dispositivo com dimensões diminutas, é tão ou mais potente do que as especificações mínimas exigidas para que o Windows 95 rode bem em um computador na época do seu lançamento. O smartwatch da Apple conta com um processador de 520 MHz, 512 MB de RAM e 8 GB de armazenamento. É um hardware mais do que suficiente para que o Windows 95 tenha uma excelente performance.

O grande problema aqui está nas dimensões do relógio inteligente, sem falar que o sistema operacional levou quase uma hora para se colocar pronto e apto para o seu uso. Quero dizer, usabilidade bem limitada, uma vez que não há suporte para o touch da tela, e a única forma de interagir é a pequena correia na lateral do dispositivo.

De qualquer forma, temos aqui um experimento. E o fator de curiosidade em ver o Windows 95 rodando no Apple Watch. A seguir, um vídeo demonstrativo desse experimento.

Apple Watch não convence Steve Wozniak

by

AppleWatch

O co-fundador da Apple, Steve Wozniak, afirmou que o Apple Watch “não é uma compra atraente”. A declaração foi feita na Future Transport Summit, evento realizado nesse último final de semana em Sydney (Austrália).

Não é a primeira vez que Wozniak dificulta o trabalho do departamento de marketing da Apple. Afinal de contas, se o co-fundador da empresa não gosta dos seus produtos, fica um pouco mais difícil convencer o restante dos mortais das vantagens e necessidades desses produtos.

Palavras de Wozniak:

“O dispositivo simplesmente não oferece muita potência de cálculo, e é frustrante depender da conectividade dos smartphones”.

Esse não é um problema apenas do Apple Watch, e Wozniak fala de um modo geral dos demais wearables disponíveis no mercado, como relógios e pulseiras inteligentes que não conseguem decolar nas vendas como os fabricantes esperavam. A indústria do dispositivo vestível possui um grande potencial, mas ainda está muito verde tanto no hardware como no software, sem falar que é muito dependente dos smartphones. No caso do Apple Watch, totalmente dependente do iPhone para um funcionamento pleno.

As primeiras gerações contam com uma aproximação, mas nada comparável ao boom do smartphone. Enquanto um telefone inteligente se transformava em uma necessidade pelo aumento das funções que iam além das comunicações por voz, o smartwatch tem um longo caminho a percorrer antes de chegar nesse nível.

Em resumo: o gadget vestível ainda é um acessório, e não uma necessidade, pelo menos por enquanto. A Apple deve apresentar o Apple Watch 2 na conferência WWDC 2016 de junho. Será um bom momento para uma nova evolução porque, apesar de tudo, a Apple lidera no segmento em vendas, e segue sendo a única a criar expectativas e algumas necessidades, algo que nesse momento o consumidor não visualiza.

Nem mesmo o co-fundador da Apple, Steve Wozniak.

Controle drones como um Jedi com a ajuda do Apple Watch

by

drones-jedi-apple-watch

O grupo de pesquisa tecnológica da taiwanesa PVD+ desenvolveu um aplicativo no Apple Watch que permite ao usuário controlar um drone apenas com o movimento do braço, no mais puro estilo Jedi.

O software se chama “Dong” e está em fase de registro de patente, após 18 meses de desenvolvimento. Seu algorítimo pode ser utilizado em qualquer dispositivo (e não apenas no Apple Watch).

Abaixo, vídeo dessa solução em ação.

 

Via Reuters

O nariz como método de controle do Apple Watch

by

apple-watch

O Apple Watch, apesar de não revolucionar o mercado de relógios inteligentes, é o percussor de umas modas curiosas. Uma das mais chamativas é a do uso do smartwatch com o nariz, o que pode ser muito útil quando estamos com as duas mãos ocupadas. Mais e mais usuários confessam ter usado o nariz, mesmo diante de olhares condenatórios das pessoas que os cercavam.

O novo e curioso modo “mãos livres” é muito usado pelos usuários. O Wristly é um site dedicado ao Apple Watch, e Bernard Desarnatus, seu gestor, realizou uma enquete onde 1.040 pessoas participaram. Delas, 46% confessaram usar o seu nariz como “dispositivo de entrada”, e 28% afirmavam não ter feito isso, mas que estavam dispostos a tentar.

apple-watch_02

Um nariz pode ser complicado para se usar, mas a própria interface do watchOS permite em muitas situações essa forma de acesso às opções visuais, sendo assim algo perfeitamente factível. Os usuários reconhecem que, com a prática, um usuário chega a utilizar o nariz de forma natural, e isso apesar dos olhares daqueles que acham que aquela pessoa que está usando o relógio com o nariz está maluca.

Será que o pessoal que usa o Android Wear faz a mesma coisa?

Via The Wall Street Journal

Na verdade, o Apple Watch no Brasil custa até R$ 135 mil!

by

apple-watch-gold-precos-brasil

135 f*king mil reais! Esse é o preço que o Apple Watch pode custar no Brasil. Ontem eu disse aqui no blog que R$ 110 mil já era um valor surreal. Mas agora, essa definição foi atualizada. E em menos de 24 horas.

O MacMagazine ‘errou’, mas não considero um erro grave. As fontes dos caras sempre foram muito confiáveis, e não acho que eles entram em descrédito por conta dessa diferença de valores. Talvez podemos colocar essa diferença de preço do especulado para o oficial como aquele ‘cálculo final’ feito pela Apple, em função dos recentes reajustes do valor do dólar no Brasil (relembrando: só em setembro, a cotação da moeda norte-americana aumentou 8% por aqui).

Mas… R$ 135 mil reais… é surreal.

Tá bom. Eu estou me prendendo no modelo com valor mais caro. O modelo menos caro do Apple Watch custa R$ 2.900. Cara, é quase o preço de um iPhone 6 com 16 GB, que (obviamente) é muito mais capaz do que esse relógio ‘inteligente’ da Apple. Logo, a gente sai do fator preço e passa para o quesito produtividade prática.

Assim como outros smartwatches do mercado, o Apple Watch é ‘burro’. Ok, ele tem funções inteligentes, mas não funciona de forma independente do smartphone. Fica limitado de várias maneiras ao iPhone, obrigando o usuário a ter os dois produtos para uma experiência completa.

Pensem no investimento enorme para ter um produto que vai te avisar quando chegou uma mensagem no WhatsApp, que por sua vez será lida em uma tela pequena e desconfortável. Ok, você vai me dizer que o Apple Watch tem contador de passos, monitor cardíaco, aplicativos de saúde… tá bom… e daí? Minha pulseira quantificadora do DealExtreme faz a mesma coisa e não me custou R$ 2.900.

Acho que não preciso me alongar muito aqui. Vai comprar o Apple Watch no Brasil? Boa sorte. Se puder, compre nos meus blogs para que eu ganhe a comissão em cima da sua decisão. Porém, a piada do ‘tem quem pague’ perdeu a graça faz tempo. Já sei que temos um dólar a R$ 4, que está tudo perdido enquanto Dilma estiver no poder, e que os próximos meses serão piores, inclusive no setor de tecnologia.

Mas essa história de um relógio inteligente custar o preço de um iPhone, ou na sua versão mais cara custar o preço de uma casa com dois quartos em uma cidade do interior de médio porte… é algo simplesmente surreal.

A tabela oficial de preços para o Apple Watch e suas diferentes versões no Brasil ficou assim:

– Apple Watch Sport de 38 mm, por R$ 2.899
– Apple Watch Sport de 42 mm, por R$ 3.299
– Apple Watch de 38 mm, por R$ 4.599
– Apple Watch de 42 mm, por R$ 4,999
– Apple Watch Edition, de 38 mm com pulseira esportiva, por R$ 88 mil
– Apple Watch Edition, de 38 mm com pulseira de fecho moderno, por R$ 135 mil.

No Brasil, o Apple Watch pode custar até R$ 110 mil! É isso mesmo, produção?

by

apple-watch-gold

Eu bem sabia que o Apple Watch era um relógio ‘de elite, para poucos, todo trabalhado na ostentação’. Eu bem sabia que ele chegaria bem caro no Brasil (até porque ele é caro lá fora). Mas quando vemos isso retratado em números, temos a plena convicção que ele não foi feito para a maioria de nós. E desconfio que até mesmo para os poucos que poderiam comprar o produto por aqui.

Hoje (18), vazou a notícia de que o Apple Watch pode estrear no Brasil em outubro de 2015, com preços iniciais sugeridos de R$ 2.700 (para a versão Apple Watch Sport de 38 mm), e que podem alcançar os inacreditáveis R$ 110 mil para a versão Apple Watch Gold de 38 mm. Tá, é um relógio de ouro 18 quilates, com pulseira toda trabalhada, um produto pensado para ser exclusivo. Mesmo assim… é um relógio inteligente como outro qualquer, sendo até menos completo que outras opções disponíveis no mercado.

Desculpem, fãs da Apple, mas a verdade é essa.

Lá fora, o Apple Watch Gold custa US$ 10 mil. O aumento no preço estabelecido em abril seria de mais de 30%, por conta da forte variação cambial (só em setembro, o dólar já subiu 8%). Tá, vamos supor se são 35% de aumento de lá para cá. Logo, o Apple Watch Gold deveria custar aqui R$ 78,5 mil, um preço bem elevado, mesmo para um produto do seu porte.

Nesse caso, a conta ‘fecha’. Não vou discutir a margem de lucro, pois nesse caso, eu penso que quem for comprar esse relógio aqui é um retardado mental merece ter o seu dinheiro arrancado pela Apple com toda a violência.

Porém, o simples fato do dólar ter variado mais de 30% faz com que essa margem suba de forma assustadora. O que não deveria surpreender, já que é mais ou menos a margem de lucro que a Apple tem para cada iPhone vendido no Brasil (tradução: o brasileiro paga o preço de dois iPhones lá fora para levar um iPhone no mercado doméstico). Tudo isso é apenas uma pequena amostra de como o nosso mercado é desfavorável. E como a situação do Brasil é bizarra.

Aliás, o Apple Watch a R$ 2.700 é ‘bizarro’ (porque, convenhamos, o smartwatch só serve para receber as notificações do smartphone em seu pulso). Mesmo com o dólar a R$ 4, ele sai por R$ 1.400. O preço de um smartwatch da concorrência (ou alguns modelos recém lançados pela concorrência). De novo, é o ‘2 por 1’ da Apple se fazendo presente no Brasil.

Uma das coisas que me afastam dos produtos da Apple é justamente o preço. Os produtos que eu tenho eu comprei ou de segunda mão, ou vindos de fora do Brasil. Comprar aqui é inviável, não só por causa do ‘fator Brasil’, onde o consumidor paga dois para levar um. Mas com a economia do jeito que está, é simplesmente impraticável o investimento local. A não ser que você esteja nadando em dinheiro (e aí, me convide para nadar com você…).

E tudo vai piorar depois de dezembro, quando os impostos para os produtos de tecnologia se farão efetivos.

É, Brasiu…

Por que o Apple Watch já é considerado (por muitos) um fracasso?

by

apple-watch

Não temos números oficiais da Apple (que não os revela talvez por conta do tema que vou tratar nesse post), mas muitas fontes especializadas em estatísticas de mercado afirmam que o Apple Watch, relógio inteligente da Apple, não decolou no mercado. Ok, eu sei que ele está em poucos mercados. Mas nem nesses poucos mercados ele é considerado um sucesso de vendas.

A Apple não revela números, e até entendo que antes desses números serem oficiais, é difícil determinar um parecer para que o produto não esteja vendendo como esperado. Sem falar que Tim Cook revelou no último anúncio de relatório trimestral que ‘as vendas do Apple Watch ficaram acima das nossas expectativas’. Mas… o que eram as expectativas? E o que pode ser considerado ‘bom’ para uma empresa como a Apple?

Tim Cook também disse que, proporcionalmente, o Apple Watch teve uma melhor recepção do que o primeiro iPhone e iPad na época dos seus respectivos lançamentos. Mas… o que diabos é isso? Sobre o iPad, mesmo ele sendo visto com muito ceticismo na sua primeira versão, ele foi muito bem vendido nos primeiros meses. E sobre o iPhone, eu nem preciso entrar em maiores detalhes, já que ele foi um sucesso praticamente instantâneo no seu tempo.

Bom, por partes.

Se tudo estivesse tão bem assim com o Apple Watch, Tim Cook já teria esfregado números na nossa cara. Como não fez isso, as especulações sobre o fracasso do Apple Watch aumentam. Fornecedores de componentes e fontes dentro de grandes distribuidores e varejistas internacionais afirmam que o volume de produção e vendas do relógio inteligente da Apple está em um número muito abaixo do esperado, perdendo o chamado ‘ponto de equilíbrio’ para que o produto se traduza como um sucesso comercial.

Mais: a queda na encomenda de componentes acontece no terceiro trimestre do ano, período onde normalmente aconteceria o contrário, ou seja, um aumento de solicitações de componentes para acelerar a produção de unidades, pensando no período de vendas natalinas. E não é isso o que está acontecendo com o Apple Watch.

Fato é que: independente se temos um sucesso ou fracasso do Apple Watch, o relógio inteligente não foi capaz de repetir o fator de influência no mercado que produtos como o iPod, o iPhone e o iPad fizeram no seu tempo. Definitivamente, o dispositivo não é a referência dentro de um segmento que ainda não está maduro o suficiente para que um produto se estabeleça.

As pessoas ainda não sabem o que fazer direito com um smartwatch. Ou não querem um porque estão satisfeitos com os seus relógios de pulso. Ou com os seus celulares e smartphones, que fazem um monte de coisas, inclusive mostrar as horas. Ou porque entendem não precisar de um relógio inteligente nesse momento. De fato, além da quantificação dos seus dados biométricos e das notificações vindas do smartphone – a maioria nem independente do telefone é -, não há muita razão para a maioria comprar um smartwatch.

Eu já disse que quero um smartwatch no futuro. Mas eu não conto. Eu sou geek. Sou fanático por tecnologia. Quero qualquer coisa que tenha uma bateria. Mas a maioria não é assim.

Sem falar que temos outro fator bem óbvio para o mico do Apple Watch: o preço.

O relógio inteligente da Apple é consideravelmente mais caro que os seus concorrentes, e para um segmento onde a maioria das pessoas não compreende por que precisam de um produto como esse, colocar um valor muito elevado ‘apenas porque é a Apple’ não é a melhor estratégia a ser tomada. Tudo bem, tem usuário da Apple que compra qualquer coisa. Mas até esse comportamento tem limites.

Sem falar que o produto ainda é limitado de recursos e funcionalidades. É ‘cru’ no seu software, tal como a maioria dos relógios inteligentes no mercado. O que reforça a teoria do ‘o que eu vou fazer com um relógio desses no meu pulso?’.

O Apple Watch está disponível em poucos mercados. mercados esses que a Apple considera relevante e importante. E, mesmo assim, o produto não decola. Imagina quando chegar nos mercados intermediários, e com os valores cobrados.

É… eles se esqueceram que ‘não está fácil para ninguém’, e que no terreno dos relógios inteligentes, eles precisam entender que isso se torna ainda pior. O Pebble se dá muito bem porque é mais relógio do que smartwatch e, por isso, é um produto barato. E os demais? Não ouço falar muito dos demais.

Talvez a Samsung com a linha Gear, ou a Motorola com o Moto 360. Os demais? Muito pouco.

A Apple precisa pensar em tudo isso e tomar uma atitude. Ou repensar o preço (duvido), ou repensar o produto, apresentando uma proposta mais completa, e que justifique o seu caro preço. Senão, vai ficar com um mico nas mãos.

O Apple Watch de US$ 10 mil!

by

watch.reloj

Confesso que o Apple Watch foi algo que não me seduziu desde o começo. Aliás, a maioria dos relógios inteligentes deixam a desejar, na minha opinião. O único que realmente me interessou foi o Motorola Moto 360 e, mesmo assim, ele ainda parece um “produto inacabado” aos meus olhos. Mas algo me diz que para o resto do mundo applemaníaco, não será assim. Tanto que a Apple aposta alto no produto.

Alto a ponto de oferecer uma versão exclusiva, de luxo e limitada, que custa a ‘bagatela’ de US$ 10 mil. Bom, vamos por partes, como diria o Jack (Bauer… vai por mim, ele fez picadinho de bandido na 8ª temporada de 24 Horas…).

Eu poderia aqui sair berrando “absurdo, a Apple está louca, isso é um preço descabido, só babaca paga esse preço…”. Como eu estou em uma fase da minha vida onde pretendo ser mais calmo, centrado e objetivo, eu não vou dizer isso. Nem mesmo daqueles que podem pagar até US$ 1.100 por um Apple Watch “comum”, apenas por conta das pulseiras com material mais refinado.

Nada disso. A questão não é monetária, ou se alguém vai perder dinheiro nessa. Nem penso nisso.

Dessa vez, não vou criticar a Apple pelo fato de oferecer um produto caro pra caramba, que poucos podem pagar. Afinal, é o que eles querem: que poucos paguem e caro por seus produtos, para que as margens de lucro sejam sólidas e garantidas. Ou seja, a Apple está repetindo a estratégia que vem dando certo nos últimos trimestres.

No caso específico desse Apple Watch de US$ 10 mil, a Apple decidiu “brincar um pouco”. Estamos falando de uma série limitada de um relógio inteligente, que será vendido por um fabricante muito popular, e que certamente vai ser motivo de status e ostentação por aqueles que podem comprar o produto. Sem falar no marketing que essas vendas dos modelos exclusivos devem gerar para a gigante de Cupertino.

Ou seja, a Apple lança um relógio inteligente mais caro que os demais na sua versão comum. E ainda se dá ao luxo de lançar uma versão ‘de luxo’ desse mesmo relógio, que custa US$ 10 mil.

Você concorda que os custos de produção dessa série limitada não deve variar muito em relação ao modelo tradicional do smartwatch, o que fatalmente vai garantir uma margem de lucro no mínimo generosa para a Apple?

Pois é.

650_1000_apple-watch-selling-points

A Apple está “brincando” porque pode fazer isso. Registrou vendas e lucros fantásticos no quarto trimestre de 2014. Tim Cook estava até mais relaxado e sorridente durante o evento de ontem (9). Podem até “testar” novas possibilidades de ampliar os seus lucros a médio prazo, mas principalmente de reforçar a sua imagem no mercado de empresa de tecnologia mais cobiçada, lembrada, amada e odiada do planeta.

De novo: não me vejo com um Apple Watch no pulso. Acho que, tal como a maioria dos relógios inteligentes do mercado, o produto da Apple ainda precisa amadurecer no seu conceito geral. Mas diferente das outras oportunidades (onde critiquei a empresa, e com razão), não vou nem questionar os US$ 10 mil cobrados pelo modelo de luxo, ou os US$ 1.100 que podem pagar pelo modelo ‘normal’ do relógio.

Afinal de contas, a Apple está podendo. E quem vai pagar esse preço pelo produto, simplesmente pode pagar. E não será um relógio inteligente de US$ 1 mil ou US$ 10 mil que vai influenciar tanto assim os valores atuais.

A não ser que a Samsung resolva fazer mais ou menos a mesma coisa. Se é que vocês me entendem.

Emojis!

by

gvgb4mpiammfvawf7xxx

Já que o Android Watch vem cheio de emojis para a alegria de muita gente, nada melhor do que destacar o lado sinistro de ter um smartwatch com emojis animados. Aliás (e você já deve saber disso), mas os emojis são ícones que expressam as emoções do alfabeto japonês. Bom, fato é que não sei até que ponto animar os ícones para que o bichino na tela balance a língua e ocupe toda a tela do Apple Watch é realmente uma boa ideia. Suponho que essa é a forma da interface gráfica da Apple nos apresentar o futuro… ou mostrar como era a década de 1990 para as novas gerações.

uy5jc5cjg1awbq75cxbd

Apple Watch: inteligente (até demais), quadrado e caro

by

650_1000_apple-watch-4

A estrela principal da Apple no evento de hoje (9) foi, sem sombra de dúvidas, o Apple Watch (antes conhecido como iWatch, mas todo mundo foi passado para trás nesse aspecto). Esse foi o melhor segredo da Apple nos últimos meses, pois até o evento de hoje, a imagem do produto ou seus recursos não apareceram em nenhum lugar na internet ou em veículos especializados, mesmo com seu anúncio sendo dado como certo antes dias de sua apresentação oficial.

De qualquer forma, o Apple Watch veio com a intensão de entrar de cabeça no negócio dos relógios inteligentes, com qualidades e defeitos. Talvez a sua principal qualidade é ser um novo produto da Apple, com a identidade da Apple. Um vídeo imenso com várias funcionalidades (muitas delas já presentes em outros dispositivos), novas formas de interagir com essa categoria de produto (como o pequeno disco na lateral do relógio), três versões do dispositivo (com dois tamanhos em cada uma delas), pulseiras intercambiáveis, e um design que remete à linguagem da Apple de alguma forma.

Apesar de ser um smartwatch quadrado. Ainda prefiro os telefones redondos. O que não quer dizer que o relógio da Apple é “feio”. Só não acho o seu design tão legal assim.

201401screen-shot-2014-09-09-at-2-11-08-pmbk-1

Uma das coisas mais legais do Apple Watch é que a Apple repensou a interface de forma específica para que o produto funcione bem em uma tela tão pequena. Aliás, por conta de suas baixas dimensões de tela, eles entenderam que um replanejamento da interface de uso era mais do que necessária. Aliás, eles entenderam algo já percebido no Android Wear e no Tizen adaptado para smartwatches: não dá para reduzir um sistema de uma tela maior em um dispositivo com uma tela menor.

Outro ponto positivo – e até mesmo esperado – no Apple Watch é a grande presença de sensores e tecnologias de quantificação e monitorização do usuário. Com a ajuda do HealthKit, o relógio pode medir diversos aspectos de sua atividade física diária, seguindo assim a tendência da maioria dos smartwatches disponíveis no mercado, que é ser o grande aliado do usuário nos cuidados de sua saúde. São elementos que naturalmente agregam valor ao dispositivo, aumentando sua relevância na compra.

Porém, temos que falar dos problemas que o produto já apresenta.

201404screen-shot-2014-09-09-at-2-07-22-pmbk-1

Para começar, não existem recursos realmente revolucionários (nem esperava muito isso mesmo) ou tão diferentes assim no Apple Watch em relação aos demais smartwatches. E as poucas coisas minimamente interessantes (quantificação, interação com elementos físicos como fechaduras, etc) ou estão presentes em outros dispositivos do gênero (em formatos diferentes) ou podem estar sem maiores dificuldades, com simples adição de software.

Para muita gente, a Apple mostrou como o sistema funciona, mas sem mostrar realmente alguma funcionalidade que vale a pena o investimento no produto. Sem falar que os detalhes mais importantes do seu hardware não foram revelados: afirmaram que contam com recursos de hardware especificamente pensados no relógio, com sensores e co-processadores específicos, mas nenhum dado relevante foi apresentado, que possa comprovar (ou levantar dúvidas) sobre o seu real potencial técnico.

Inclusive a sua bateria, que sequer foi mencionada durante a sua apresentação. Muitos afirmaram que a Apple ainda está brigando para oferecer uma autonomia de uso minimamente decente com o Apple Watch, e por conta disso, nada foi dito nesse aspecto. Não duvido disso. Quero lembrar também que esse não é um problema específico do relógio da Apple, e outros fabricantes também encontram problemas nesse sentido.

apple-watch-iphone

Mas o que realmente me incomoda com o Apple Watch é o fato dele depender (e muito) do iPhone para funcionar de forma plena. Não só depende da troca de dados com o smartphone, mas também da conexão via WiFi, 3G ou 4G do telefone, e – pasmem – do GPS do mesmo, para as funcionalidades de geolocalização. Agora, do que adianta você usar o relógio para suas atividades esportivas – especificamente caminhadas e corridas -, sendo que você precisa do smartphone junto para se localizar no mundo?

Isso mesmo: nada.

A mesma regra vale para o Apple Pay: o Apple Watch é compatível com o novo sistema de pagamentos da Apple, mas por ser um tanto quanto burro nas funções de conectividade, ele depende do iPhone para confirmar a compra que acabou de ter o seu pagamento iniciado pelo relógio.

Não faz o menor sentido!

Na boa? Eu esperava uma maior independência do Apple Watch. Sejamos francos: é a Apple. Você espera mais do que isso. Se até a Samsung colocou um SIM card e GPS em um dos seus relógios com Tizen, por que a Apple fica regulando mixaria para os usuários? Ainda mais quando o produto custa notoriamente mais caro que os seus principais concorrentes (US$ 349).

No final das contas, o Apple Watch até passa como dispositivo para geeks e para os fãs da Apple, mas peca em aspectos essenciais. Não estou desmerecendo o produto – vai que algum dia a vida me permita a ter um desses, não é? -, mas não me desperta tanto interesse assim. Entre ele e o Moto 360, eu ainda opto pelo modelo da Motorola. Os diferenciais do relógio da Apple não justificam o investimento a mais.

Mas isso, na minha opinião, é claro.