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Os novos sons da Fórmula E para a temporada 2015-2016

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A segunda temporada da Fórmula E começa em outubro, e chegará com carros renovados, com motores e baterias personalizáveis. Desse modo, as equipes poderão testar com os seus próprios carros, ajustando o sistema de propulsão para assim conseguir um melhor desempenho, determinando estratégias diferentes e (supostamente) oferecendo uma emoção nas corridas ainda maior do que aquelas vistas na primeira temporada.

O que não se esperava era que, com essas mudanças, o som dos carros também seria alterado, algo que você mesmo pode comprovar no vídeo abaixo. Dica: está ainda mais estranho, ok?

 

 

F1 | E essa nova Red Bull ‘camuflada’?

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Ok, eu não entendo muitas coisas nessa vida, e uma delas é de design (nem dos meus blogs). Mas, convenhamos… é uma escolha no mínimo estranha essa da Red Bull em utilizar um layout ‘camuflado para os seus carros’.

Não sei se chamo de zebra ou de revista em quadrinhos. Mas visualmente está muito estranho. Até porque descaracteriza o que sempre foi a coloração ‘tradicional’ da equipe, que sempre utilizou as cores do energético.

Apenas para constar: a própria Red Bull já confirmou que a pintura ‘camuflada’ é para confundir os adversários, dificultando a visualização de detalhes aerodinâmicos do carro e eventuais segredos do projeto de Adrian Newey. Mesmo assim…

E esse bico imitando a Mercedes? Hum… suspeito…

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A seguir, algumas fotos do carro em ação, no primeiro dia de testes em Jerez (Espanha).

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F1 | A Williams e o seu novo carro para 2015

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Eu falei muito do carro da Williams para a temporada de 2015 da F1 – e principalmente do seu bico -, mas não mostrei imagens desse carro aqui no blog. Pois bem, aqui temos imagens do novo carro da Williams para a disputa desse ano. E eles – ao lado da Red Bull – oferecem os bicos mais feios da temporada até agora (por muito pouco a Mercedes não entra nessa lista).

Mas isso pouco vai importar se esse carro andar na frente dos demais ao longo da temporada. E essa regra vale para todos os outros.

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F1 | O novo carro da campeã Mercedes para a temporada 2015

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A Mercedes afirma que o seu carro é uma evolução do modelo vencedor do ano passado. Mas… ainda me incomoda essa parte frontal, e mais ainda essas barras de suspensão saindo da parte superior da estrutura frontal do carro. De novo: se andar na frente como o modelo de 2014, ninguém vai se importar com essas questões estéticas. Até lá, serei a voz da resistência, dizendo: ‘podia ser um pouquinho mais bonito, não é Mercedes?’.

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F1 | E esse é o novo carro da Toro Rosso para a temporada 2015

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Eu já ia me esquecendo da Toro Rosso, versão ‘primo pobre macarrônica’ da Red Bull. Eles também apresentaram nesse final de semana o carro que eles vão utilizar na temporada 2015 da F1, e como o tema da vez são os bicos, podemos dizer que eles também foram ‘discretos’, apesar de também apostarem no formato ‘pranchão de praia dos anos 60’. Ainda fico com a impressão que foi só a Williams mesmo que quis tirar o meu sono… enfim…

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F1 | Ferrari SF15-T é apresentada oficialmente

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Habemus Ferrari… com o seu bico de prancha de surfe (e eu agradeço aos céus por isso… prefiro isso do que o bico de ornitorrinco). Estéticas à parte, a equipe italiana apresentou o Ferrari SF15-T, carro que será utilizado na temporada 2015 da F1. Lembrando que os primeiros testes coletivos começam no próximo domingo (1), na Espanha.

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F1 | Sauber C34-Ferrari é apresentada

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Eu estava comentando no Twitter nessa semana que eu estava feliz porque a F1 2015 não permitiria os bicos de carros estranhos, que tanto me irritaram em 2014. Ok, a Williams contrariou a minha teoria. Mas aos poucos podemos ver que algumas equipes até que utilizaram soluções que não são tão bizarras assim. Como é o caso da Sauber.

A equipe – cheia de dificuldades financeiras – apresentou o seu modelo C34-Ferrari, que será utilizado na temporada desse ano. Além do design (que de forma bem sacada aproveita o fato da equipe ter um brasileiro e um sueco), o destaque é justamente o bico frontal, que mesmo não sendo o mesmo da McLaren, conta com um design ‘aceitável’.

Podia ser bem pior.

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Como ficou o design da McLaren, com a volta do vermelho e “branco”?

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Desse jeito. E o branco fica “entre aspas”, pois pelo menos na foto disponibilizada pela equipe temos um branco mais puxado para o prata. Vale a pena lembrar que a imagem acima ainda não pode ser considerada oficial, pois a McLaren só fará a apresentação do seu carro para a temporada 2015 de F1 no dia 29 de janeiro. A seguir, um vídeo promocional sobre o início da nova era da parceria McLaren-Honda.

 

1º de maio de 1994: 20 anos passaram muito depressa…

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Eu me lembro desse dia. Eu e todo mundo que gosta de automobilismo. O duro é que eu me lembro como se fosse hoje. Acho que como todo fã de F1, eu estava assustado com os acontecimentos daquele final de semana. Tudo estava acontecendo muito rápido, não só na pista, mas fora dela. Na verdade, tudo o que aconteceu no final de semana de 1º de maio de 1994 aconteceu muito rápido. Tudo terminou tão rápido.

Eu tinha um ritual. Eu acordava às 8h da manhã nos domingos de corrida. Assistia ao Globo Rural (por incrível que pareça), e procurava não fazer barulho para acordar meus pais e minhas irmãs. Esperava pacientemente a corrida começar. Naquele dia, eu estava impaciente. Não pelo o que estava por vir, mas pelo o que já havia acontecido. A brincadeira estava perigosa demais, e isso estava na cara de todo mundo.

Naquele dia, eu me lembro que, às 9h17, eu vi o que aconteceu, saí correndo para a cozinha, e contei para a minha mãe. Ela, sem ver a corrida, sentenciou o que aconteceria pouco mais de quatro horas depois. Particularmente, eu não queria acreditar que aquilo tinha acontecido, daquele jeito, naquele momento. Ok, a Tamburello é uma curva perigosa, é praticamente uma curva do Indianapolis Motor Speedway em um circuito misto. Mas era fácil fazer aquela curva.

Tanto, que tanta gente bateu, em acidentes igualmente feios, e (quase) todos sobreviveram.

Mas não ia ser assim.

Foi tudo muito rápido. A volta 7, a perda de controle, a desaceleração, a batida, a desaceleração. Talvez o que não tenha sido tão rápido assim foi o atendimento em pista. Mas hoje eu entendo que isso não teria adiantado de muita coisa. Tudo aconteceu ali, na Tamburello. Por mais que Bernie Ecclestone diga que não. Quem viu, sabe disso.

Eu me lembro do dia 1º de maio de 1994 como se fosse hoje, mesmo 20 anos depois. Minha mãe, que passou anos da minha vida me acordando de madrugada para ver os GPs do Japão e da Austrália, que nessa época já nem me acordava mais (porque meu relógio biológico gritava F1 aos domingos), ficou inconsolável. Meu pai, que ajudou a alimentar esse vício chamado F1, estava pasmo. Minhas irmãs, que pouquíssimas vezes viram F1 na vida, tentavam encontrar explicações para o que aconteceu.

Eu, simplesmente, fiquei pasmo.

Desde 1986 a F1 não via a morte de perto. E em um final de semana, vimos várias. Não só os dois pilotos: espectadores na largada e um mecânico foram vítimas de acidentes extras na corrida vencida por Michael Schumacher. Aliás, poucas vezes vi um germânico chorando como criança como naquele dia.

Em 1º de maio de 1994, vi torcidas rivais como as de Palmeiras e São Paulo se unirem para homenagear um ídolo em comum. Me lembro muito bem disso.

O tempo passou. Rápido demais. Rápido como ele era.

20 anos se passaram, e apesar de sempre torcer mais por Nelson Piquet (desculpa, mundo), é impossível não sentir um certo peso no peito ao lembrar do dia de hoje. Ayrton Senna foi embora desse mundo aos 34 anos de idade, com 3 títulos mundiais de F1, 41 vitórias em 161 corridas, 66 poles, 2.982 voltas na liderança, e deixando um vazio insubstituível em milhões de brasileiros e fãs da F1 ao redor do planeta.

Senna foi um daqueles que ajudam a tornar esse esporte apaixonante. Revolucionou com um estilo agressivo, impulsivo, desafiador. Um dos melhores pilotos que esse esporte já viu. Sua história na F1 durou 10 anos, mas será contada por todos nós para sempre. Jamais será esquecido.

Não abandonei a F1 depois da morte de Senna. Vi todos esses 20 anos passarem diante dos meus olhos. Vi a Williams ser perfeita de novo, Schumacher criar uma dinastia, Alonso ser bicampeão, Vettel dominar a F1 com uma incrível Red Bull. Eu sempre gostei mais do esporte do que dos pilotos. E sou grato por ter continuado. Mas tudo isso passou depressa demais diante dos meus olhos. Parte desse gostar ainda ficou em 1º de maio de 1994. E não saiu mais de lá.

Hoje, 20 anos depois, a F1 tem uma geração brilhante, com Alonso, Vettel, Hamilton, Rosberg, Massa… ótimos pilotos. Mas sentimos falta de Ayrton Senna. Porque 10 anos foram muito pouco.

E porque 20 anos passaram rápido demais.

O segredo para a Mercedes dominar a F1 em 2014

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A Mercedes está dominando com ampla vantagem o começo da temporada 2014 da F1. Hoje (6) venceu a terceira em três corrida da temporada no Barhein, e a vantagem era tão avassaladora, que Hamilton e Rosberg puderam disputar a vitória de forma agressiva (batendo roda mesmo) sem serem incomodados ou ameaçados. Então… o que acontece para a Mercedes tomar de assalto a F1 depois do seu pacote de mudanças de regras mais radical de sua história?

Grande parte desse mérito está no design exclusivo do seu motor, que literalmente divide a unidade de turbo em dois. O novo design técnico foi revelado pelo especialista da TV britânica Mark Hughes. Ele explica que os engenheiros da Mercedes foram capazes de melhorar o seu W05 a ponto de ser o carro dominante do campeonato. Os rivais dos alemães ficam de mãos atadas para adicionar mudanças semelhantes nos motores sob a sua normativa.

Uma das novidades da temporada 2014 da F1 é a volta dos motores turbo. O turbo (um por motor, de acordo com o regulamento) é baseado em duas turbinas. A primeira se move a toda velocidade por conta dos gases de escape que saem do motor. A segunda turbina segue para transmitir o movimento da primeira, fazendo o papel de compressor, absorvendo o ar do ambiente externo, e comprimindo esse ar para injetá-lo nas câmeras de combustão.

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O problema do turbo está no gerenciamento da temperatura do ar que é injetado no motor. A turbina de escape fica muito quente, o que limita ação da segunda turbina, obrigando a instalação de um intercooler, ou um sistema de refrigeração. De acordo com Mark Hughes, o que a Mercedes fez foi separar as duas turbinas através de um eixo mais largo. Nos carros da Mercedes, a turbina de escape está na parte superior do motor V6, enquanto que a turbina que comprime o ar está na parte dianteira.

A mudança oferece duas vantagens. A primeira é que o motor já não necessita de um intercooler tão grande, permitindo a eliminação do voluma ao redor do motor, além de melhorar a aerodinâmica do carro. Além disso, a divisão do turbe permitiu mover até a parte dianteira a caixa de câmbios, o que, na teoria, reparte melhor o peso do veículo arredor do centro de gravidade, melhorando a sua dirigibilidade.

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