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Tarde demais para a BlackBerry?

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BlackBerry Priv

A BlackBerry anunciou mais uma redução de preço para o BlackBerry Priv, seu smartphone Android. Até o dia 31 de agosto, o modelo custará nos Estados Unidos US$ 499.

Mas a pergunta que realmente importa é: tarde demais para a BlackBerry?

 

Tudo indica que sim

Estamos diante de uma teimosa e sobrevivente. A Nokia conseguiu desaparecer antes dos canadenses, que ainda estão no mercado de telefonia móvel com uma presença basicamente residual.

Não estou dizendo que o Priv não vale a pena. Tem o seu público. Mas diante de outros modelos, ainda é caro por US$ 499.

Assim como aconteceu com os finlandeses, a BlackBerry perdeu o bonde da história. Criticou a Apple na época do lançamento do primeiro iPhone em 2007, e desdenhou do mercado como um todo, acreditando que o mercado empresarial jamais o abandonaria.

Ledo engano. Não só abandonou, mas deixou a empresa como moribunda no setor.

Se a Microsoft parece abandonar o mercado de smartphones aos poucos, com uma ausência de novidades, os canadenses insistem em oferecer produtos. Repito: de forma teimosa.

 

Os dois lados da moeda

A insistência da BlackBerry no mercado de smartphones tem aspectos positivos e negativos.

O lado bom é que a empresa ainda quer ser uma concorrente em um mercado bem saturado e dominado pelo duopólio Samsung + Apple. E toda concorrência é bem vinda.

A má notícia é que a empresa perde a grande chance de se recuperar com aquilo que ainda tem valor na mão deles: a segurança dos dispositivos.

 

A (possível) salvação: os softwares de segurança

A BlackBerry tem experiência e qualidade comprovada no quesito segurança. Suas soluções estão presentes inclusive nas plataformas de concorrentes do mercado mobile. Por que não trabalhar nisso de forma mais enfática?

Pode ser a garantia de sobrevivência no mercado, sem precisar bater de frente com os gigantes.

Acorda, BlackBerry… antes que seja efetivamente tarde. 😉

BlackBerry DTEK50: mais uma tentativa (de novo com Android)

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BlackBerry DTEK50 02

A BlackBerry, definitivamente, não é mais a mesma. Primeiro, abandonou o seu sistema operacional próprio. Agora, coloca a fabricação dos produtos nas mãos de terceiros. Como é o caso do BlackBerry DTEK50.

O modelo é fabricado pela TCL, que por sua vez é responsável pela Alcatel, que por sua vez concebeu o Alcatel Idol 4, modelo que serve de base para esse smartphone dos canadenses. E o desafio pela sobrevivência no mercado móvel continua.

Missão nada fácil: entregar segurança máxima ao Android

BlackBerry DTEK50 05

Por ser um sistema de código aberto, o Android naturalmente está mais sujeito à vulnerabilidades e ameaças virtuais. Soma-se a isso o natural interesse dos cibercriminosos em encontrar brechas no sistema operacional mais utilizado no planeta, e podemos compreender rapidamente o quão complexo é proteger qualquer dispositivo das ameaças do mundo conectado.

Tudo bem que a BlackBerry é, historicamente, bem sucedida nessa questão de segurança de dados. Por anos os setores empresarial e corporativo deram prioridade para as suas soluções, especialmente nos segmentos de trocas de mensagens instantâneas e e-mails.

Mas agora, a conversa é outra. Estamos falando dessas soluções funcionarem no Android. É possível imaginar os canadenses realizando um bom trabalho nesse aspecto. Mas… até que ponto?

 

A segurança é o único real argumento a favor do BlackBerry DTEK50

BlackBerry DTEK50

Pode não parecer, mas essa questão da tecnologia de proteção de dados passa a ter um papel crucial no BlackBerry DTEK50. Sem isso, ele é um smartphone bem comum. Um Alcatel Idol 4 por excelência. E nada mais.

Mesmo contando com aplicativos pré-instalados pensados nas atividades empresariais e corporativas, a verdade é que seu apelo geral se baseia quase que exclusivamente na segurança das informações. Se isso não funcionar direito, a BlackBerry terá sérios problemas para recuperar sua imagem.

O que conta a favor dos canadenses é que eles já se mostraram competentes nesse aspecto. Suas soluções de segurança para Android são bem vindas, e algumas delas estão presentes até em modelos da concorrência (aka Samsung).

BlackBerry DTEK50 03

Quem sabe a empresa não deveria abandonar de vez o mercado de hardware mobile, apostando todas as fichas no segmento de software de segurança para smartphones? Aqui é um setor onde eles efetivamente podem liderar.

Mas enquanto essa ficha não cai, veremos outros lançamentos como esse. Sempre com o ar de “última chance” para a BlackBerry.

 

Adeus, smartphone com teclado físico

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Hoje, 05 de julho de 2016, foi anunciada a morte dos smartphones com teclado QWERTY físico. Algo que a gente já sabia a algum tempo se tornou oficial, quando a BlackBerry confirmou que não mais vai produzir smartphones da marca com o seu formato “clássico”.

Eu tive a oportunidade de usar por um ano um BlackBerry com teclado físico, tal e como esse que aparece na foto acima, e adorei o smartphone. Aliás, uma das minhas primeiras paixões no mundo mobile foi justamente ter um BlackBerry. Achava prático e funcional o fato de um telefone contar com um teclado que permitisse uma digitação mais produtiva e precisa.

Porém, o tempo passou, e os teclados virtuais dominaram tudo.

 

Sinal dos tempos

Não podemos deter a evolução tecnológica. Só taxista e Daniella Cicarelli tentam esse tipo de medida absurda e pouco funcional. E a decisão da BlackBerry de hoje é mais um sinal claro dessa máxima.

A própria BlackBerry é a prova de como o mundo da tecnologia não para. Os canadenses estavam na crista da onda (pelo menos no mercado corporativo), dormiram no ponto e, quando acordaram, constataram que tanto a Apple (com o iPhone e o iOS) como o Androis estavam na frente, com soluções mais práticas, funcionais e intuitivas para os usuários.

Por mais que muitos prefiram pulsar as teclas fisicamente (e não discuto os gostos e escolhas de cada um), a verdade é que, nos dias de hoje, os teclados virtuais oferecem uma praticidade muito maior, com uma maior velocidade de escrita, resultando em maior produtividade.

É importante deixar claro que essa regra se aplica especificamente à digitação nos smartphones. Nos computadores pessoais, nada vai substituir o teclado QWERTY físico, que oferece a precisão e velocidade necessárias para horas e horas de uso diante do computador. Bom, pelo menos para mim. Já testemunhei pessoas digitarem muito rápido no teclado virtual do iPad.

De qualquer forma, a BlackBerry marca hoje a morte do conceito do teclado físico nos smartphones. O fim de uma era. O sinal dos tempos. Mais uma tentativa desesperada dos canadenses na recuperação do mercado.

Entendam como quiser.

O smartphone seguro (com Android) é o novo desafio

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blackberry-priv

A BlackBerry sempre foi sinônimo de excelência em segurança nos dispositivos móveis. Suas soluções não eram utilizadas por altos executivos e chefes de estado apenas pelo design compacto e teclado físico QWERTY muito confortável, mas sim porque garantia uma proteção considerada vital para as informações dessas pessoas.

Dois exemplos disso? Pois não: na ocasião do vazamento dos dados da Sony, executivos e funcionários da empresa pegaram os seus velhos e empoeirados BlackBerrys das gavetas e estoques da empresa para estabelecerem uma comunicação mais segura. Além disso, todo mundo sabe que o smartphone preferido do presidente dos Estados Unidos Barack Obama é um BlackBerry.

Porém, o tempo passou, e BlackBerry não viu o tempo passar. Ficou para trás, onde o Android e o iOS dominaram o mercado. Em especial, o sistema da Apple conseguiu se estabelecer como solução corporativa mais interessante e completa, mesmo não oferecendo uma segurança de dados tão eficiente. Agora, os canadenses tentam de todas as formas um espaço no mercado, especialmente no mercado empresarial, que era o que eles dominavam há 10 anos.

O “tiro de misericórdia” da BlackBerry é o BlackBerry Priv, o primeiro smartphone da empresa com o sistema Android, mas que está customizado com as suas soluções de segurança. Eles esperam dessa forma atrair de volta a atenção daqueles usuários que buscaram uma plataforma mais universal, com um maior arsenal de aplicativos.

John Chen, CEO da BlackBerry, tem pressa nesse lançamento. E ele tem razão. O BlackBerry Priv está chegando ao mercado bem tarde. Esperar até 2016 pode ser um problema ainda maior para os canadenses. E esse problema só fica pior com o lançamento do Blackphone 2.

Blackphone 2-01

O Blackphone 2 vem da relativamente desconhecida Silent Circle, e apesar de ser apenas o segundo smartphone da empresa, ela já faz barulho por também oferecer uma proposta de smartphone Android 100% seguro. O dispositivo usa o sistema operacional Silent OS, um fork do Android compatível com a Google Play, cujo principal predicado é oferecer diferentes perfis de uso, cujos dados não se cruzam em momento algum, além de soluções complementares de proteção de dados.

A BlackBerry ofereceu algo semelhante no BlackBerry OS, lançado ainda nessa década, mas que não vingou, apesar de oferecer uma compatibilidade com aplicativos Android (através de um port via software). Os canadenses entenderam que as pessoas queriam mesmo usar o Android, e não soluções adaptadas. E eles decidiram apostar naquilo que eles já tinham como diferencial: a segurança de dados.

Mas agora, a BlackBerry não está sozinha. O Blackphone 2 pode não ter o mesmo potencial de distribuição da empresa de Waterloo. Por outro lado, o porte das duas empresas hoje no mercado é semelhante. A visibilidade da BlackBerry é maior por conta dos anos de tradição, mas já está mais que provado que a fidelidade dos seu usuários acabou a algum tempo. Logo, nada impede que uma marca menor ocupe o seu espaço em uma batalha direta.

De qualquer forma, temos duas empresas se enfrentando em um propósito muito específico: oferecer a segurança máxima em smartphones Android. Bem sabemos como o sistema da Google e suscetível às diversas ameaças de software. Se uma delas vai alcançar esse objetivo, é cedo para dizer. Mas se conseguir, consegue um filão de mercado que não deve ser desprezado jamais.

E a BlackBerry, que usou o Twitter a partir de um iPhone???

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Blackberry-twitter-iphone

A conta oficial do BlackBerry no Twitter caiu na besteira de twittar a partir de um iPhone. Simples assim.

Ok, eles já apagaram a mensagem, mas como uma vez na internet vai para a eternidade, temos a imagem acima que prova o que aconteceu.

Não é a primeira vez que a BlackBerry encara essa saia justa. Há quase dois anos, a então diretora criativa da marca, Alicia Keys, também foi pega twittando a partir de um iPhone (na época, a cantora colocou a culpa em um hacker), e foi despedida do posto um ano depois.

Será que o community manager da BlackBerry vai se salvar?

Agora… por que alguém iria querer twittar de um iPhone? O teclado físico da BlackBerry não é muito mais confortável??? #ironic

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O BlackBerry Bold 9900 está de volta? Como assim?

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blackberry-bold-9900-1

Mais nada deveria me surpreender no mundo da tecnologia. Não, vou corrigir essa frase: mais nada deveria me surpreender NEGATIVAMENTE no mundo da tecnologia. Não que eu não goste da BlackBerry, ou especificamente do Bold 9900 (smartphone que já tive, e com muito orgulho). Mas… será que essa é mesma a melhor estratégia para a volta da empresa na briga das primeiras posições do mercado?

John Chen já havia cantado essa bola, prometendo a volta do Bold 9900 para algum momento de 2014. E cumpriu a promessa. O que essa volta significa? Além de um movimento para agradar os saudosistas, uma forma desesperada de tentar vender produtos, sem o menor critério. Apenas para tentar obter lucros de alguma forma. Independente de como isso vai acontecer. Não importa de onde venha. Mesmo que para isso a empresa volte a vender dispositivos com três anos de idade.

Ora, John Chen… a Apple pode se dar ao luxo de fazer isso. A BlackBerry, não!

Há um motivo para os canadenses fazerem tal aposta. No último trimestre de 2013, a grande maioria dos smartphones vendidos pela BlackBerry contavam com os sistemas anteriores ao BlackBerry 10, que cada vez mais dá mostras que, definitivamente, não engrenou. Logo, nada mais lógico do que oferecer para os fiéis consumidores da empresa os dispositivos das gerações anteriores, que bem ou mal ainda funcionam bem, e é o que os seus usuários realmente desejam.

Porém, o mundo da tecnologia ainda é feito de novidades. O novo prevalece, e muitos esperaram por muito tempo novidades vindas das BlackBerry. E nada. Tudo o que apareceu, apesar de bem intencionado, foi mal executado, e aqueles que não quiseram esperar mais decidiram abraçar outras plataformas.

Será mesmo que uma aposta em um sistema já defasado, engessado e com pouco apelo com as grandes massas de usuários é a melhor forma de recuperar a empresa em um mercado mobile que segue em evolução? Mais: os seus principais concorrentes (iOS, Android, Windows Phone) continuam a evoluir as suas plataformas, inserindo novas funcionalidades e ampliando o seu leque de opções para os usuários novos e veteranos…

E a BlackBerry fica pensando no passado? Apenas para sobreviver?

Até quando, John Chen?

Barack Obama vai ter que seguir usando o seu BlackBerry. Nada de Android na Casa Branca por enquanto

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sempre foi um fã declarado e fervoroso do BlackBerry. Até chegou a tentar uma transição para o iPhone, mas não deu certo. Mas, pelo visto, ele pode ficar tranquilo, que ele vai continuar com o seu BlackBerry no bolso por mais algum tempo.

O Wall Street Journal teria informado que a Casa Branca havia iniciado um programa piloto com equipamentos Android da Samsung e LG, para o seu uso interno. Isso poderia significar o fim da relação de longa data entre a BlackBerry e o governo dos EUA. Porém, isso não vai acontecer.

Um porta-voz da Casa Branca confirmou ao Washington Post que o escritório da presidência  “não está envolvida em nenhum programa piloto com dispositivos que não sejam o BlackBerry”, concluindo que “não há novidades em relação ao BlackBerry do presidente”.

Mais claro, impossível.

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Rumor: BlackBerry pode (finalmente) abandonar o mercado de smartphones

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Parece que, finalmente, “agora vai”. Definitivamente, a BlackBerry não é a empresa onde muitas pessoas apostam o seu tempo e dinheiro em uma recuperação. E não só pelo momento presente, mas também vendo o futuro da empresa, que é mais nebuloso que o próprio “black” do seu nome. E as evidências são inúmeras.

Para começar, a queda de participação de mercado, perdendo definitivamente a terceira posição do mercado de sistemas operacionais móveis para o Windows Phone, e não mais figurando entre as principais fabricantes de smartphones. Depois, a saída de executivos da empresa. E agora, o anúncio realizado hoje (20) do seu levantamento financeiro, onde foi registrado um prejuízo de US$ 4.4 bilhões, registrando um queda nos lucros de 56%, comparados com os já fracos números do mesmo período em 2012.

Vendo esse cenário de caos, não resta muitas alternativas para a empresa. Uma dessas poucas saídas para se manter no mercado de tecnologia (veja bem, eu disse tecnologia, e não mobilidade) é simplesmente abandonar o mercado de smartphones. Quem canta essa bola é ninguém menos que o atual CEO da BlackBerry, John Chen, que confirmou a parceria com a Foxconn, que passará a ser a principal responsável pelo design e desenvolvimento dos dispositivos da marca nos próximos meses.

Isso não quer dizer que a BlackBerry vai parar de desenvolver smartphones de forma repentina. O que vai acontecer é que eles vão agora criar dispositivos em edições limitadas, e para grupos de mercado muito específicos.

Chen mencionou que a BlackBerry nesse momento está focando os seus esforços em pesquisas e desenvolvimento para reformular a sua estratégia de softwares empresariais e serviços, com o objetivo de resolver os seus problemas financeiros. Lendo nas entrelinhas, isso quer dizer que a BlackBerry vai mesmo apostar todas as fichas em dois centros: a própria BlackBerry desenvolvendo os modelos para a área empresarial, e a Foxconn desenvolvendo os modelos de entrada e de linha média, que receberão a marca BlackBerry.

Na prática, a BlackBerry em si abandonaria o mercado de consumo, o grande público, oferecendo apenas a “grife” e a experiência de uso. Todo o expertise seria voltado para o mercado high-end, onde eles ainda contam com uma tradição. Não é nem uma questão de lucrar menos, mas sim estabilizar as suas finanças.

É uma estratégia. Só não sei se vai dar certo. No fundo, torço pela recuperação da BlackBerry. Porém, o fato é que a empresa sangra a cada trimestre, e é cada vez mais difícil ver um cenário de recuperação. Talvez a melhor solução fosse a venda para uma empresa que quisesse reformular completamente a estratégia da empresa. Mas como aparentemente a vaidade dos canadenses falou mais alto…

Bom, vamos esperar os próximos acontecimentos…

Seria esse o início do fim da BlackBerry como conhecemos?

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Ontem (12), a BlackBerry anunciou que estava reunindo um Comitê Especial, com objetivo de buscar novas alternativas estratégicas para manter a sua marca no mercado mobile. Uma dessas alternativas pode ser fechar o seu capital (saindo da Bolsa de Valores) ou até mesmo sendo vendida para outra empresa que queira seguir em frente com os negócios que envolvem a marca (clique aqui para ler).

Era meio dispensável dizer que a missão da BlackBerry já era bem complicada em janeiro de 2013. Quando eles lançaram o BlackBerry 10 no começo do ano, mesmo sendo um sistema bem intencionado e com boas sacadas, já era um sistema que dificilmente seria aceito no mercado. Motivo: iOS e Android devidamente consolidados, e com uma biblioteca de aplicativos muito maior que aquela encontrada na plataforma da empresa canadense.

Me lembro que vi um trêmulo e nervoso Thorsten Heins apresentando o produto, esperando que o sistema caísse na graça dos analistas, investidores e consumidores. Hoje, oito meses depois, vemos que o sistema não pegou. Talvez até infelizmente, pois algumas das soluções que pude conferir de perto (estive no evento de apresentação do BlackBerry Z10, e testei por alguns minutos o smartphone) eram bem interessantes (principalmente o seu teclado).

Outro fator de complicação para a BlackBerry foi o fato do Windows Phone já contar com uma terceira posição consolidada no mercado. Não que isso não fosse acontecer. Aconteceria de qualquer jeito. Afinal, mesmo em crise, a Nokia e Microsoft são marcas que, isoladas, já eram mais fortes que a BlackBerry. Imaginem juntas.

Agora, resta à BlackBerry o tiro de misericórdia, e os rumores sobre o futuro da marca já começam a pipocar nos sites de tecnologia. Alguns afirmam que a HP e a Lenovo estão interessadas na compra da BlackBerry, não tanto por casa da marca, mas principalmente, por causa das patentes que ela carrega. Vale lembrar que a Guerra de Patentes ainda existe (Apple e Samsung andaram dando alguns golpes), e não seria nada mal contar com algumas patentes relacionadas à tecnologia de telefonia móvel que a empresa de Waterloo possui.

Também se especula a decisão de tornar a empresa um grupo de capital fechado, para se reestruturar financeiramente. Algo que acho difícil que aconteça. Particularmente, acho que o mais importante para a BlackBerry hoje é voltar a vender. Achar alguma maneira de ser competitiva, mesmo que seja para bater o seu adversário mais imediato: a Nokia/Microsoft.

E, convenhamos: essa missão não é nada fácil. Ainda mais nessas circunstâncias.

Os iPhones e Galaxys da vida são mais seguros do que você imagina…

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Os casos de malware e brechas de segurança nos smartphones se tornaram abundantes nos últimos anos, principalmente quando falamos do mundo Android. A plataforma é constantemente atacada pelos “trapaceiros”, inclusive das formas mais simples, como por exemplo quando um usuário instala um aplicativo fora da Google Play Store, ou de procedências desconhecidas.

Em termos de segurança em dispositivos móveis, a BlackBerry segue se mantendo líder a quase uma década, o que tornou a gigante canadense de Waterloo merecedora da confiança de instituições militares e de segurança em vários países ao redor do planeta. Por exemplo, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, utilizava os dispositivos da BlackBerry até hoje. Eu disse “utilizava”, pois tudo indica que essa hegemonia dos canadenses está chegando ao fim.

Análises recentes mostram que o iPhone e alguns smartphones Android são mais seguros que muitos poderiam acreditar. O próprio DoD prova isso, e anunciou recentemente que aprovaram o uso de smartphones da Apple e alguns modelos da linha Galaxy da Samsung dentro de suas dependências, com os mesmos padrões exigidos dos dispositivos da BlackBerry.

Até hoje, as Forças Armadas dos Estados Unidos só permitia o uso de alguns smartphones Android da Dell, que inclusive funcionavam com uma versão bem atrasada do sistema da Google (Android 2.2 Froyo). Porém, depois de um extenso período de avaliação e testes, constatou-se os dispositivos da Apple e Samsung contam com protocolos de segurança fortes o suficiente para se conectar às redes e serviços do Departamento de Defesa norte-americano.

Ou seja, com tal afirmação, podemos concluir que…

Caiu o mito que o Android é ruim em termos de segurança?

O Android é uma plataforma que conta com a pior fama possível, quando o assunto é segurança de dados. Mas com esse anúncio do DoD, a sua imagem poderia ser revista nesse aspecto, ao menos em partes. Essa decisão do governo dos Estados Unidos inclui única e exclusivamente alguns modelos da linha Galaxy da Samsung, e não aos demais smartphones que funcionam com o sistema operacional da Google. Nem mesmo modelos com o Nexus 4, que contam com o Android em seu estado mais puro.

Se voltarmos um pouco no tempo, no mês de fevereiro, nos deparamos com o anúncio do recurso chamado Samsung Knox, que é a plataforma de segurança móvel que os coreanos apresentaram como parte de sua nova geração de smartphones, com o objetivo de permitir que as empresas implementassem o conceito “Bring Your Own Device” (“use o seu próprio dispositivo” – para trabalhar). Parece que esse recurso convenceu o pessoal das Forças Armadas, se mostrando confiável para integrar a sua rede de dispositivos.

No caso do iOS, os seus protocolos de segurança sempre se mostraram ser suficientemente fortes no âmbito de segurança mobile. O que o DoD fez foi simplesmente confirmar tal eficiência.

Ser o provedor de dispositivos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é algo que agrega valor para Apple e Samsung, já que é um mercado de grande importância em potencial (mais de 3 milhões de novos usuários). Por outro lado, é uma péssima notícia para a BlackBerry, levando em conta que a gigante canadense era a maior provedora de smartphones do governo norte-americano.

É bom deixar registrado que o iPhone, os modelos Galaxy e o BlackBerry 10 contam apenas com a aprovação de baixo nível em matéria de segurança (para aplicativos que não encontram conteúdos de alta confidencialidade). Para conversações ou manipulação de arquivos de nível “top secret”, os únicos smartphones que contam com certificados de segurança fortes o suficiente são os modelos mais antigos da BlackBerry.

Logo, temos uma corrida declarada aqui entre os três sistemas. Aquela nova plataforma que obter esses mesmos níveis de segurança será aquela que vai se apoderar rapidamente do mercado militar norte-americano. E Apple, Google e BlackBerry querem muito isso.

Estaria a Samsung “sabotando” deliberadamente o Windows Phone para promover o Tizen?

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Eu não duvido de mais nada, principalmente no mundo da tecnologia móvel. Muitos varejistas e operadoras de telefonia ao redor do mundo estão confusas, e estranham o fato da Samsung não se importar tanto com o Windows Phone. Só anunciaram um único smartphone nos últimos meses (Ativ S, com Windows Phone 8), e na Europa, esse modelo já não é mais encontrado nas lojas. Nos Estados Unidos, o lançamento é considerado um completo desastre, sem nenhum marketing, e sequer aparecendo na lista dos 20 smartphones mais procurados pelos usuários da operadora Verizon, onde ele é exclusivo.

Então… que se pasa, Samsung? Tá com bronca da Microsoft? É isso?

Primeiro, eles não se esforçam em vender os lançamentos com Windows Phone 8. Depois, executivos da fabricante sul-coreana malham publicamente o Windows 8, culpando o sistema operacional pela queda nas vendas de produtos. Na sequência, anuncia que vai investir em aparelhos top de linha com o sistema operacional Tizen… bom, vamos analisar esse terceiro item com maior atenção.

A Samsung planeja lançar os primeiros dispositivos com o Tizen no começo do segundo semestre de 2013. Quem confirmou isso ou o próprio vice-presidente da empresa, Lee Young Hee. O motivo da tentativa dos coreanos em um sistema alternativo não é apenas o depreciamento do Windows Phone. Existe um motivo ainda mais forte: o Google.

A gigante de Redmond quer “brecar” o domínio da Samsung no mercado mobile com Android, e os coreanos perceberam isso. Logo, decidiram responder com um “não precisamos do Android para dominar o mercado”, e vão partir para uma alternativa onde eles possuem um maior controle operacional. Se vai dar certo? Eu não faço a mais vaga ideia (e particularmente, a curto prazo, acho que não – a não ser que eles apresentem algo de outro planeta com o Tizen, mudando assim o paradigma da telefonia móvel), mas a leitura a ser feita dessas decisões é exatamente essa.

Alguns analistas acreditam até que o Ativ S nada mais é do que um simples experimento da Samsung, para que no segundo semestre venha o prato principal, que seria o tal smartphone de linha alta com o Tizen. Além disso, a própria Samsung vê que a Microsoft “efetivou” (finalmente) a Nokia como principal parceira no projeto do Windows Phone, além de reforçar suas parcerias com a ZTE e Huawei. Também não podemos ignorar o fato que o Windows Phone ainda não decolou, e lançamentos com o sistema de diversos fabricantes não conseguem ser sucesso de vendas. E a Samsung pode muito bem estar vendo esse como o melhor momento de abandonar o barco.

O risco maior que a Microsoft está tomando nesse momento é escolher a Nokia como “tábua de salvação”. Se der certo, as duas conseguem sobreviver no mercado, roubando alguma cota de mercado pertencente hoje ao Android e iOS. Se der errado, as duas empresas afundam juntas, e nesse caso, quem tem mais a perder é a Nokia, que pode simplesmente encerrar suas atividades no mercado mobile, dependendo do tamanho do buraco que eles se enfiarem.

É cedo para dizer, mas os primeiros dois meses de vendas de 2013 mostram que a Nokia precisa mesmo ficar esperta. As vendas dos novos modelos Lumia foram decepcionantes, assim como foram as vendas do novo BlackBerry Z10 (que não tem nada a ver com esse post, mas como é um lançamento recente, merece ser citado, a título de comparação). Ao mesmo tempo, a cota de mercado do Android ao redor do planeta só cresce. Em um cronograma de projeção, com um smartphone da Samsung com o sistema Tizen chegando ao mercado no final de agosto, período de volta as aulas no hemisfério norte, podemos ter um novo cenário mobile onde os sistemas menores podem se prejudicar e se destruir. Tudo vai depender dos avanços que a Samsung vai adicionar ao Tizen. Sabemos que eles conseguem criar recursos interessantes com o Android (que, por sinal, quase não foi citado na apresentação do Galaxy S IV, é bom lembrar). Vamos ver se eles conseguem fazer o mesmo com o Tizen.

O único fator que pode mudar esse cenário é se o Windows Phone e o BlackBerry 10 tiverem um crescimento de vendas considerável até o meio do ano, forçando assim a Samsung a repensar os seus planos. Não está muito claro se as operadoras vão mesmo querer apoiar os sistemas menores, e quais serão escolhidos. De qualquer forma, o terceiro trimestre de 2013 promete momentos de tensão para fabricantes, e pode definir o futuro dos sistemas operacionais móveis, como jamais foi visto na história da mobilidade.

 

BlackBerry 10: o “tudo ou nada” da RIM… ops, quero dizer… BlackBerry

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Ontem (30/01), um assustado Thorsten Heins (se bem que eu acho que a cara dele é sempre aquela) apresentou ao mundo aquilo que podemos chamar de “tiro de misericórdia” da BlackBerry (que antes era conhecida como RIM). Com uma boa quantidade de novidades, um sistema operacional concebido “do zero”, e dois novos smartphones, a empresa de Waterloo quer reconquistar parte de um mercado que um dia foi seu, além de tentar a (muito) difícil missão em achar algum espaço junto ao público que hoje abraça os sistemas iOS, Android e Windows Phone.

A primeira novidade é a mudança de nome. A empresa deixa de ser conhecida comercialmente pelo nome RIM (Research in Motion) para assumir a marca mais forte, aquela que fez ela se tornar conhecida no mundo todo: BlackBerry. E faz todo o sentido. Primeiro, RIM é um nome que lembra um órgão humano. Segundo, não faz muito tempo que muitos de nós nos referíamos ao BlackBerry como sinônimo de “smartphone diferenciado”. Nenhum outro smartphone era como o BlackBerry, que usava uma rede de dados própria, era uma rede mais segura, mais cara, porém, ilimitada, e os seus dispositivos era quase um sinônimo de que você era alguém importante. Ou que, pelo menos, queria se fazer importante com os seus dados, mostrando ao mundo que “não posso deixar de receber meus e-mails em hipótese alguma”.

A segunda mudança da BlackBerry está na sua filosofia de negócios. A empresa não abandonou o mercado corporativo, mas não aposta exclusivamente nesse mercado. Entendeu finalmente que precisa buscar o usuário casual, aquele usuário que gosta de smartphones simples, com recursos e funcionalidades de fácil acesso. Por isso, coloca como seu carro-chefe o BlackBerry Z10. Vendo de longe, acho o smartphone bonito, elegante na sua proposta, prático em algumas funcionalidades, e com um sistema operacional razoavelmente leve. Mas eu sou suspeito para falar. Eu sou geek: gosto de praticamente tudo que tem uma tela colorida, ícones e consegue acessar a internet. Logo, não sou referência. A pergunta é: será que esse smartphone, com um sistema operacional totalmente repensado, pode ser o suficiente para que a RIM consiga se recuperar no segmento mobile?

Pelo smartphone, sozinho, tudo indica que sim. Só que a RIM BlackBerry (até eu me acostumar…) esbarra em uma pedra gigante: oferta de aplicativos e conteúdo multimídia.

Hoje, eles anunciaram que, quando o Z10 e o Q10 (o segundo smartphone da BlackBerry, também com BB10, mas com teclado QWERTY físico combinando com uma tela sensível ao toque) chegarem ao mercado lá fora (primeiro no Canadá e Estados Unidos, depois nos demais mercados), a BlackBerry World, loja de conteúdos para os dispositivos já contará com mais de 70 mil aplicativos cadastrados. É muito para uma loja nova, mas é pouco para um universo mobile já consolidado. Não é nem 10% daquilo que o iOS e Android já oferecem em suas respectivas lojas, e muito atrás ainda da loja do Windows Mobile, que eu considero bem incompleta diante dos dois primeiros.

Mesmo com todos os incentivos que a BlackBerry está ofertando para os programadores portarem os seus apps para a nova plataforma, o termo “time is money” certamente vai entrar nessa equação. Mesmo que as empresas ofereçam SDKs que agilizam o processo, um bom programador demora horas, dias, semanas de trabalho diante do computador para ajustar cada linha de comando do seu aplicativo para a nova plataforma. E só ele sabe quanto isso custa. Agora, para uma plataforma do tamanho da BlackBerry 10, que acabou de nascer, esse valor vai ter que ser reduzido, uma vez que quase ninguém tem o smartphone. Diferente da oferta do Android, que é gigantesca. E não sei se os programadores vão querer perder o seu tempo adaptando os seus aplicativos para “praticamente ninguém”. Mas, quando o tempo passar, isso deve mudar. Só não sei se a BlackBerry vai ter muito tempo.

Tudo bem que algumas críticas sobre o produto já chegaram. Alguns jornalistas mostraram em testes o quão ruim é a câmera do BlackBerry Z10 diante dos seus principais concorrentes, mostrando que a BlackBerry se esqueceu de um item considerado vital para o novo público consumidor que eles querem alcançar. Mas, como estamos ainda no “recomeço”, como bem disse o CEO da empresa, vamos dar um desconto, e algum (pouco) tempo para que eles possam corrigir essa e outras falhas que certamente vão aparecer no decorrer das próximas semanas.

Não posso dizer que não gostei do que vi. Gostei do BlackBerry 10, do BlackBerry Z10, e acho que são propostas bem interessantes para o mundo mobile. Porém, eles podem cair no mesmo caso do Palm OS, que todo mundo elogiou, todo mundo disse que era bom, mas pelo fato de só ser vendido em sete países do planeta, ele foi um fracasso gigante, sendo retirado do mercado poucos anos depois. Não creio que seja o caso da BlackBerry. Se eles vão fazer propaganda até no Super Bowl do próximo domingo, não acredito que eles vão restringir a oferta dos produtos aos mercados que só eles acreditam ser mais lucrativos. O lançamento é global.

Mas… sera que tem espaço ainda para ele no mundo mobile?

É uma pergunta que só o tempo vai responder. Não havia espaço para o Windows Phone, e quase três anos após o seu lançamento, ele encontrou o seu espaço. Da mesma forma que ninguém imaginava que o Symbian fosse morrer um dia, e ele simplesmente desapareceu. Não me atrevo a afirmar nada. Apenas torço que o BlackBerry 10 dê certo, de verdade. Afinal de contas, toda concorrência é saudável. E quanto maior a concorrência, melhor para o usuário.

BlackBerry 10 Jam passou por São Paulo, com lotação máxima de sala de cinema

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Aconteceu no dia 23 de agosto em São Paulo, a edição brasileira do BlackBerry 10 Jam, road show mundial promovido pela Research In Motion (RIM), fabricante dos smartphones BlackBerry. Realizada no Cinemark do shopping Market Place, o evento atingiu sua capacidade máxima e reuniu a nata dos desenvolvedores brasileiros para falar sobre BlackBerry 10, plataforma revolucionária dos próximos smartphones BlackBerry que chega ao mercado mundial no início de 2013.

Durante as mais de nove horas de evento, os presentes tiveram a oportunidade de conhecer detalhes sobre a migração e monetização de aplicativos na plataforma BlackBerry 10. Conceitos, pontos fortes, maneiras de criar ou migrar apps foram apenas alguns dos temas discutidos pelos palestrantes nacionais e internacionais da RIM. Martyn Mallick, vice-presidente global de alianças; Peter Gould, vice-presidente e diretor geral da RIM para o Brasil; e os evangelistas Larry McDonough, Demian Borba e Brian Tafel foram alguns dos nomes presentes.

A plateia mostrou constante entusiasmo a cada novidade apresentada pelos palestrantes. Além de novidades do sistema operacional, ainda houve apresentação de dados mercadológicos e sobre monetização de aplicativos, informações de extrema valia para os desenvolvedores.

[Vídeo] Um robô controlado pelo BlackBerry PlayBook

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Oficialmente, ele não tem nome. Mas o nome PlayRobot pode lhe cair muito bem. temos aqui um pequeno veículo robótico controlado por um BlackBerry PlayBook, que conta com uma câmera incorporada, que transmite em tempo real o que o robô está vendo, através de uma conexão Wi-Fi, estabelecida por um smartphone BlackBerry 9900. O dispositivo conta com seis rodas, e é controlado por um joystick virtual, projetado na tela do tablet. O robô foi apresentado na Robot Challenge de Viena, Áustria. Abaixo, vídeo com a ação que o robô pode produzir.

Via CrackBerry