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Tarde demais para a BlackBerry?

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BlackBerry Priv

A BlackBerry anunciou mais uma redução de preço para o BlackBerry Priv, seu smartphone Android. Até o dia 31 de agosto, o modelo custará nos Estados Unidos US$ 499.

Mas a pergunta que realmente importa é: tarde demais para a BlackBerry?

 

Tudo indica que sim

Estamos diante de uma teimosa e sobrevivente. A Nokia conseguiu desaparecer antes dos canadenses, que ainda estão no mercado de telefonia móvel com uma presença basicamente residual.

Não estou dizendo que o Priv não vale a pena. Tem o seu público. Mas diante de outros modelos, ainda é caro por US$ 499.

Assim como aconteceu com os finlandeses, a BlackBerry perdeu o bonde da história. Criticou a Apple na época do lançamento do primeiro iPhone em 2007, e desdenhou do mercado como um todo, acreditando que o mercado empresarial jamais o abandonaria.

Ledo engano. Não só abandonou, mas deixou a empresa como moribunda no setor.

Se a Microsoft parece abandonar o mercado de smartphones aos poucos, com uma ausência de novidades, os canadenses insistem em oferecer produtos. Repito: de forma teimosa.

 

Os dois lados da moeda

A insistência da BlackBerry no mercado de smartphones tem aspectos positivos e negativos.

O lado bom é que a empresa ainda quer ser uma concorrente em um mercado bem saturado e dominado pelo duopólio Samsung + Apple. E toda concorrência é bem vinda.

A má notícia é que a empresa perde a grande chance de se recuperar com aquilo que ainda tem valor na mão deles: a segurança dos dispositivos.

 

A (possível) salvação: os softwares de segurança

A BlackBerry tem experiência e qualidade comprovada no quesito segurança. Suas soluções estão presentes inclusive nas plataformas de concorrentes do mercado mobile. Por que não trabalhar nisso de forma mais enfática?

Pode ser a garantia de sobrevivência no mercado, sem precisar bater de frente com os gigantes.

Acorda, BlackBerry… antes que seja efetivamente tarde. ;)

BlackBerry DTEK50: mais uma tentativa (de novo com Android)

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BlackBerry DTEK50 02

A BlackBerry, definitivamente, não é mais a mesma. Primeiro, abandonou o seu sistema operacional próprio. Agora, coloca a fabricação dos produtos nas mãos de terceiros. Como é o caso do BlackBerry DTEK50.

O modelo é fabricado pela TCL, que por sua vez é responsável pela Alcatel, que por sua vez concebeu o Alcatel Idol 4, modelo que serve de base para esse smartphone dos canadenses. E o desafio pela sobrevivência no mercado móvel continua.

Missão nada fácil: entregar segurança máxima ao Android

BlackBerry DTEK50 05

Por ser um sistema de código aberto, o Android naturalmente está mais sujeito à vulnerabilidades e ameaças virtuais. Soma-se a isso o natural interesse dos cibercriminosos em encontrar brechas no sistema operacional mais utilizado no planeta, e podemos compreender rapidamente o quão complexo é proteger qualquer dispositivo das ameaças do mundo conectado.

Tudo bem que a BlackBerry é, historicamente, bem sucedida nessa questão de segurança de dados. Por anos os setores empresarial e corporativo deram prioridade para as suas soluções, especialmente nos segmentos de trocas de mensagens instantâneas e e-mails.

Mas agora, a conversa é outra. Estamos falando dessas soluções funcionarem no Android. É possível imaginar os canadenses realizando um bom trabalho nesse aspecto. Mas… até que ponto?

 

A segurança é o único real argumento a favor do BlackBerry DTEK50

BlackBerry DTEK50

Pode não parecer, mas essa questão da tecnologia de proteção de dados passa a ter um papel crucial no BlackBerry DTEK50. Sem isso, ele é um smartphone bem comum. Um Alcatel Idol 4 por excelência. E nada mais.

Mesmo contando com aplicativos pré-instalados pensados nas atividades empresariais e corporativas, a verdade é que seu apelo geral se baseia quase que exclusivamente na segurança das informações. Se isso não funcionar direito, a BlackBerry terá sérios problemas para recuperar sua imagem.

O que conta a favor dos canadenses é que eles já se mostraram competentes nesse aspecto. Suas soluções de segurança para Android são bem vindas, e algumas delas estão presentes até em modelos da concorrência (aka Samsung).

BlackBerry DTEK50 03

Quem sabe a empresa não deveria abandonar de vez o mercado de hardware mobile, apostando todas as fichas no segmento de software de segurança para smartphones? Aqui é um setor onde eles efetivamente podem liderar.

Mas enquanto essa ficha não cai, veremos outros lançamentos como esse. Sempre com o ar de “última chance” para a BlackBerry.

 

Adeus, smartphone com teclado físico

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BlackBerry-8520

Hoje, 05 de julho de 2016, foi anunciada a morte dos smartphones com teclado QWERTY físico. Algo que a gente já sabia a algum tempo se tornou oficial, quando a BlackBerry confirmou que não mais vai produzir smartphones da marca com o seu formato “clássico”.

Eu tive a oportunidade de usar por um ano um BlackBerry com teclado físico, tal e como esse que aparece na foto acima, e adorei o smartphone. Aliás, uma das minhas primeiras paixões no mundo mobile foi justamente ter um BlackBerry. Achava prático e funcional o fato de um telefone contar com um teclado que permitisse uma digitação mais produtiva e precisa.

Porém, o tempo passou, e os teclados virtuais dominaram tudo.

 

Sinal dos tempos

Não podemos deter a evolução tecnológica. Só taxista e Daniella Cicarelli tentam esse tipo de medida absurda e pouco funcional. E a decisão da BlackBerry de hoje é mais um sinal claro dessa máxima.

A própria BlackBerry é a prova de como o mundo da tecnologia não para. Os canadenses estavam na crista da onda (pelo menos no mercado corporativo), dormiram no ponto e, quando acordaram, constataram que tanto a Apple (com o iPhone e o iOS) como o Androis estavam na frente, com soluções mais práticas, funcionais e intuitivas para os usuários.

Por mais que muitos prefiram pulsar as teclas fisicamente (e não discuto os gostos e escolhas de cada um), a verdade é que, nos dias de hoje, os teclados virtuais oferecem uma praticidade muito maior, com uma maior velocidade de escrita, resultando em maior produtividade.

É importante deixar claro que essa regra se aplica especificamente à digitação nos smartphones. Nos computadores pessoais, nada vai substituir o teclado QWERTY físico, que oferece a precisão e velocidade necessárias para horas e horas de uso diante do computador. Bom, pelo menos para mim. Já testemunhei pessoas digitarem muito rápido no teclado virtual do iPad.

De qualquer forma, a BlackBerry marca hoje a morte do conceito do teclado físico nos smartphones. O fim de uma era. O sinal dos tempos. Mais uma tentativa desesperada dos canadenses na recuperação do mercado.

Entendam como quiser.

O smartphone seguro (com Android) é o novo desafio

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blackberry-priv

A BlackBerry sempre foi sinônimo de excelência em segurança nos dispositivos móveis. Suas soluções não eram utilizadas por altos executivos e chefes de estado apenas pelo design compacto e teclado físico QWERTY muito confortável, mas sim porque garantia uma proteção considerada vital para as informações dessas pessoas.

Dois exemplos disso? Pois não: na ocasião do vazamento dos dados da Sony, executivos e funcionários da empresa pegaram os seus velhos e empoeirados BlackBerrys das gavetas e estoques da empresa para estabelecerem uma comunicação mais segura. Além disso, todo mundo sabe que o smartphone preferido do presidente dos Estados Unidos Barack Obama é um BlackBerry.

Porém, o tempo passou, e BlackBerry não viu o tempo passar. Ficou para trás, onde o Android e o iOS dominaram o mercado. Em especial, o sistema da Apple conseguiu se estabelecer como solução corporativa mais interessante e completa, mesmo não oferecendo uma segurança de dados tão eficiente. Agora, os canadenses tentam de todas as formas um espaço no mercado, especialmente no mercado empresarial, que era o que eles dominavam há 10 anos.

O “tiro de misericórdia” da BlackBerry é o BlackBerry Priv, o primeiro smartphone da empresa com o sistema Android, mas que está customizado com as suas soluções de segurança. Eles esperam dessa forma atrair de volta a atenção daqueles usuários que buscaram uma plataforma mais universal, com um maior arsenal de aplicativos.

John Chen, CEO da BlackBerry, tem pressa nesse lançamento. E ele tem razão. O BlackBerry Priv está chegando ao mercado bem tarde. Esperar até 2016 pode ser um problema ainda maior para os canadenses. E esse problema só fica pior com o lançamento do Blackphone 2.

Blackphone 2-01

O Blackphone 2 vem da relativamente desconhecida Silent Circle, e apesar de ser apenas o segundo smartphone da empresa, ela já faz barulho por também oferecer uma proposta de smartphone Android 100% seguro. O dispositivo usa o sistema operacional Silent OS, um fork do Android compatível com a Google Play, cujo principal predicado é oferecer diferentes perfis de uso, cujos dados não se cruzam em momento algum, além de soluções complementares de proteção de dados.

A BlackBerry ofereceu algo semelhante no BlackBerry OS, lançado ainda nessa década, mas que não vingou, apesar de oferecer uma compatibilidade com aplicativos Android (através de um port via software). Os canadenses entenderam que as pessoas queriam mesmo usar o Android, e não soluções adaptadas. E eles decidiram apostar naquilo que eles já tinham como diferencial: a segurança de dados.

Mas agora, a BlackBerry não está sozinha. O Blackphone 2 pode não ter o mesmo potencial de distribuição da empresa de Waterloo. Por outro lado, o porte das duas empresas hoje no mercado é semelhante. A visibilidade da BlackBerry é maior por conta dos anos de tradição, mas já está mais que provado que a fidelidade dos seu usuários acabou a algum tempo. Logo, nada impede que uma marca menor ocupe o seu espaço em uma batalha direta.

De qualquer forma, temos duas empresas se enfrentando em um propósito muito específico: oferecer a segurança máxima em smartphones Android. Bem sabemos como o sistema da Google e suscetível às diversas ameaças de software. Se uma delas vai alcançar esse objetivo, é cedo para dizer. Mas se conseguir, consegue um filão de mercado que não deve ser desprezado jamais.

E a BlackBerry, que usou o Twitter a partir de um iPhone???

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Blackberry-twitter-iphone

A conta oficial do BlackBerry no Twitter caiu na besteira de twittar a partir de um iPhone. Simples assim.

Ok, eles já apagaram a mensagem, mas como uma vez na internet vai para a eternidade, temos a imagem acima que prova o que aconteceu.

Não é a primeira vez que a BlackBerry encara essa saia justa. Há quase dois anos, a então diretora criativa da marca, Alicia Keys, também foi pega twittando a partir de um iPhone (na época, a cantora colocou a culpa em um hacker), e foi despedida do posto um ano depois.

Será que o community manager da BlackBerry vai se salvar?

Agora… por que alguém iria querer twittar de um iPhone? O teclado físico da BlackBerry não é muito mais confortável??? #ironic

+info

O BlackBerry Bold 9900 está de volta? Como assim?

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blackberry-bold-9900-1

Mais nada deveria me surpreender no mundo da tecnologia. Não, vou corrigir essa frase: mais nada deveria me surpreender NEGATIVAMENTE no mundo da tecnologia. Não que eu não goste da BlackBerry, ou especificamente do Bold 9900 (smartphone que já tive, e com muito orgulho). Mas… será que essa é mesma a melhor estratégia para a volta da empresa na briga das primeiras posições do mercado?

John Chen já havia cantado essa bola, prometendo a volta do Bold 9900 para algum momento de 2014. E cumpriu a promessa. O que essa volta significa? Além de um movimento para agradar os saudosistas, uma forma desesperada de tentar vender produtos, sem o menor critério. Apenas para tentar obter lucros de alguma forma. Independente de como isso vai acontecer. Não importa de onde venha. Mesmo que para isso a empresa volte a vender dispositivos com três anos de idade.

Ora, John Chen… a Apple pode se dar ao luxo de fazer isso. A BlackBerry, não!

Há um motivo para os canadenses fazerem tal aposta. No último trimestre de 2013, a grande maioria dos smartphones vendidos pela BlackBerry contavam com os sistemas anteriores ao BlackBerry 10, que cada vez mais dá mostras que, definitivamente, não engrenou. Logo, nada mais lógico do que oferecer para os fiéis consumidores da empresa os dispositivos das gerações anteriores, que bem ou mal ainda funcionam bem, e é o que os seus usuários realmente desejam.

Porém, o mundo da tecnologia ainda é feito de novidades. O novo prevalece, e muitos esperaram por muito tempo novidades vindas das BlackBerry. E nada. Tudo o que apareceu, apesar de bem intencionado, foi mal executado, e aqueles que não quiseram esperar mais decidiram abraçar outras plataformas.

Será mesmo que uma aposta em um sistema já defasado, engessado e com pouco apelo com as grandes massas de usuários é a melhor forma de recuperar a empresa em um mercado mobile que segue em evolução? Mais: os seus principais concorrentes (iOS, Android, Windows Phone) continuam a evoluir as suas plataformas, inserindo novas funcionalidades e ampliando o seu leque de opções para os usuários novos e veteranos…

E a BlackBerry fica pensando no passado? Apenas para sobreviver?

Até quando, John Chen?

Barack Obama vai ter que seguir usando o seu BlackBerry. Nada de Android na Casa Branca por enquanto

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sempre foi um fã declarado e fervoroso do BlackBerry. Até chegou a tentar uma transição para o iPhone, mas não deu certo. Mas, pelo visto, ele pode ficar tranquilo, que ele vai continuar com o seu BlackBerry no bolso por mais algum tempo.

O Wall Street Journal teria informado que a Casa Branca havia iniciado um programa piloto com equipamentos Android da Samsung e LG, para o seu uso interno. Isso poderia significar o fim da relação de longa data entre a BlackBerry e o governo dos EUA. Porém, isso não vai acontecer.

Um porta-voz da Casa Branca confirmou ao Washington Post que o escritório da presidência  “não está envolvida em nenhum programa piloto com dispositivos que não sejam o BlackBerry”, concluindo que “não há novidades em relação ao BlackBerry do presidente”.

Mais claro, impossível.

+info

Rumor: BlackBerry pode (finalmente) abandonar o mercado de smartphones

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Parece que, finalmente, “agora vai”. Definitivamente, a BlackBerry não é a empresa onde muitas pessoas apostam o seu tempo e dinheiro em uma recuperação. E não só pelo momento presente, mas também vendo o futuro da empresa, que é mais nebuloso que o próprio “black” do seu nome. E as evidências são inúmeras.

Para começar, a queda de participação de mercado, perdendo definitivamente a terceira posição do mercado de sistemas operacionais móveis para o Windows Phone, e não mais figurando entre as principais fabricantes de smartphones. Depois, a saída de executivos da empresa. E agora, o anúncio realizado hoje (20) do seu levantamento financeiro, onde foi registrado um prejuízo de US$ 4.4 bilhões, registrando um queda nos lucros de 56%, comparados com os já fracos números do mesmo período em 2012.

Vendo esse cenário de caos, não resta muitas alternativas para a empresa. Uma dessas poucas saídas para se manter no mercado de tecnologia (veja bem, eu disse tecnologia, e não mobilidade) é simplesmente abandonar o mercado de smartphones. Quem canta essa bola é ninguém menos que o atual CEO da BlackBerry, John Chen, que confirmou a parceria com a Foxconn, que passará a ser a principal responsável pelo design e desenvolvimento dos dispositivos da marca nos próximos meses.

Isso não quer dizer que a BlackBerry vai parar de desenvolver smartphones de forma repentina. O que vai acontecer é que eles vão agora criar dispositivos em edições limitadas, e para grupos de mercado muito específicos.

Chen mencionou que a BlackBerry nesse momento está focando os seus esforços em pesquisas e desenvolvimento para reformular a sua estratégia de softwares empresariais e serviços, com o objetivo de resolver os seus problemas financeiros. Lendo nas entrelinhas, isso quer dizer que a BlackBerry vai mesmo apostar todas as fichas em dois centros: a própria BlackBerry desenvolvendo os modelos para a área empresarial, e a Foxconn desenvolvendo os modelos de entrada e de linha média, que receberão a marca BlackBerry.

Na prática, a BlackBerry em si abandonaria o mercado de consumo, o grande público, oferecendo apenas a “grife” e a experiência de uso. Todo o expertise seria voltado para o mercado high-end, onde eles ainda contam com uma tradição. Não é nem uma questão de lucrar menos, mas sim estabilizar as suas finanças.

É uma estratégia. Só não sei se vai dar certo. No fundo, torço pela recuperação da BlackBerry. Porém, o fato é que a empresa sangra a cada trimestre, e é cada vez mais difícil ver um cenário de recuperação. Talvez a melhor solução fosse a venda para uma empresa que quisesse reformular completamente a estratégia da empresa. Mas como aparentemente a vaidade dos canadenses falou mais alto…

Bom, vamos esperar os próximos acontecimentos…

Seria esse o início do fim da BlackBerry como conhecemos?

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blackberry-logo

Ontem (12), a BlackBerry anunciou que estava reunindo um Comitê Especial, com objetivo de buscar novas alternativas estratégicas para manter a sua marca no mercado mobile. Uma dessas alternativas pode ser fechar o seu capital (saindo da Bolsa de Valores) ou até mesmo sendo vendida para outra empresa que queira seguir em frente com os negócios que envolvem a marca (clique aqui para ler).

Era meio dispensável dizer que a missão da BlackBerry já era bem complicada em janeiro de 2013. Quando eles lançaram o BlackBerry 10 no começo do ano, mesmo sendo um sistema bem intencionado e com boas sacadas, já era um sistema que dificilmente seria aceito no mercado. Motivo: iOS e Android devidamente consolidados, e com uma biblioteca de aplicativos muito maior que aquela encontrada na plataforma da empresa canadense.

Me lembro que vi um trêmulo e nervoso Thorsten Heins apresentando o produto, esperando que o sistema caísse na graça dos analistas, investidores e consumidores. Hoje, oito meses depois, vemos que o sistema não pegou. Talvez até infelizmente, pois algumas das soluções que pude conferir de perto (estive no evento de apresentação do BlackBerry Z10, e testei por alguns minutos o smartphone) eram bem interessantes (principalmente o seu teclado).

Outro fator de complicação para a BlackBerry foi o fato do Windows Phone já contar com uma terceira posição consolidada no mercado. Não que isso não fosse acontecer. Aconteceria de qualquer jeito. Afinal, mesmo em crise, a Nokia e Microsoft são marcas que, isoladas, já eram mais fortes que a BlackBerry. Imaginem juntas.

Agora, resta à BlackBerry o tiro de misericórdia, e os rumores sobre o futuro da marca já começam a pipocar nos sites de tecnologia. Alguns afirmam que a HP e a Lenovo estão interessadas na compra da BlackBerry, não tanto por casa da marca, mas principalmente, por causa das patentes que ela carrega. Vale lembrar que a Guerra de Patentes ainda existe (Apple e Samsung andaram dando alguns golpes), e não seria nada mal contar com algumas patentes relacionadas à tecnologia de telefonia móvel que a empresa de Waterloo possui.

Também se especula a decisão de tornar a empresa um grupo de capital fechado, para se reestruturar financeiramente. Algo que acho difícil que aconteça. Particularmente, acho que o mais importante para a BlackBerry hoje é voltar a vender. Achar alguma maneira de ser competitiva, mesmo que seja para bater o seu adversário mais imediato: a Nokia/Microsoft.

E, convenhamos: essa missão não é nada fácil. Ainda mais nessas circunstâncias.