@oEduardoMoreira

Pessoal e Intransferível

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Prefiro o Uber até em Santos

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Algumas pessoas sabem que eu estou passando alguns dias de férias em Santos (SP). Estou gostando da cidade, das praias, dos pontos turísticos… mas isso não impede de perceber algumas coisas que se repetem em outros lugares.

Quando cheguei na cidade, eu solicitei o serviço do Uber para me deslocar para o local onde ficaria hospedado. Escolhi o Uber X, a versão mais barata do serviço de transporte particular.

Eu já havia usado o Uber em São Paulo (SP), mas sempre nas versões mais caras. Mas dessa vez, com a grana mais curta, eu optei pela versão mais barata mesmo. Até porque eu queria também uma certa dose de informalidade e casualidade nesse transporte. Não queria chegar ao meu destino com um carro de luxo e passar uma impressão errada.

Quando cheguei em Santos, o carro do Uber já estava me esperando no terminal rodoviário. A única coisa de diferente que ele me solicitou foi para fazer a viagem no banco da frente, para “evitar problemas”.

Aqui em Santos o Uber não é regulamentado, e a briga com os taxistas é a mesma que até hoje acontece na capital paulista. Apesar de que, em São Paulo, o serviço do aplicativo está regulamentado, e os taxistas só estão bancando os chatos.

A corrida com o Uber aconteceu seu maiores problemas. Uma conversa agradável, a rota mais curta e um preço justo.

 

No dia seguinte…

No dia seguinte eu precisei solicitar um táxi no Pão de Açúcar. Estava com a minha amiga que está me hospedando nesses dias em Santos.

Depois de fazer as compras, saímos do estabelecimento com o carrinho, e esperamos o veículo de Radio Taxi nos buscar. Algo que não demorou para acontecer.

O veículo chegou, e começamos a carregar o porta-malas do carro com nossas compras.

A minha amiga entrou no carro.

Qual não foi a minha surpresa quando, ao adentrar o táxi, O MOTORISTA DO VEÍCULO (e não a minha amiga), disse “muito obrigado”, e ia fechar a porta para sair do estabelecimento.

A minha amiga, mais que depressa, disse: “espere, pois ele está comigo”.

O motorista do táxi, de forma estúpida, disse: “desculpe, é que eu pensei que ele trabalhava no Pão de Açúcar…”.

Eu respirei fundo e disse: “não, amigo…  não é porque eu sou negro e estou vestido todo de preto que eu trabalho no supermercado…”.

O constrangimento já estava criado, e no final da corrida, a única coisa que pude dizer dentro do carro foi: “no Uber isso não teria acontecido”.

 

Conclusão

Eu prefiro o Uber não porque o Uber não é racista ou preconceituoso. Mas simplesmente porque o Uber oferece um serviço melhor.

Não apenas na tecnologia empregada para conectar usuário e motorista, mas pelo tratamento adotado ao passageiro.

Não são todos os taxistas que adotam esse tipo de comportamento. Eu sei disso. Porém, são estes que acabam fazendo com que eu deixe de usar os serviços de táxi nos grandes centros.

Aliás, o que eu vejo é a maioria dos taxistas reclamarem do Uber, mas não oferecerem um serviço melhor para competir com o Uber.

Infelizmente, isso aconteceu comigo. Não me abalou tanto quanto parece.

Mas só fez aumentar a minha preferência pela tecnologia, deixando de lado a ignorância e o preconceito.

Apple EarPod = decepção

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Na hora do sufoco, fazemos coisas que nos arrependemos. Uma delas é se esquecer que o Apple EarPod é um fone de ouvido bem meia boca, e acabar comprando o produto quando o seu fone de ouvido principal acaba perdido em uma viagem na casa dos pais.

Precisava de um fone de ouvido substituto até chegar no Paraná, pois não vivo sem música. Ah, sim, claro… tem alguns podcasts que ainda ouço. Mas não abro mão da música. Sem falar no material de estudo do conservatório, as peças dos corais e as rádios que ouço de vez em quando. Logo, levo a questão do fone de ouvido a sério.

Nisso, decidi comprar um Apple EarPod, que estava em um preço razoável em Araçatuba. E sim, comprei o modelo original, e não o alternativo/pirata/falsificado. Comprei o produto em uma iPlace na cidade. Ou seja, não corri riscos sobre ser um produto de má qualidade pela procedência. Mas era um produto de má qualidade por si. Basicamente.

A Apple vende o Apple EarPod como um fone de ouvido diferente de tudo o que você já viu. Só se for no design, e nem assim. É um acessório de baixa qualidade no seu material e na sua construção, com alto-falantes com reprodução de som bem abaixo do esperado, com ausência de graves e ênfase nos agudos. Tudo bem, eu sei que qualidade sonora é um conceito muito subjetivo. Mas como esse é meu blog pessoal e tenho que dar a minha opinião sobre o que eu entendo ser bom ou ruim em termos de qualidade de som, é exatamente isso o que estou fazendo.

Aliás, em pleno ano de 2016, não consigo mais compreender como um fone de ouvido pode custar caro e não ter um cabo de fita para ser mais durável. Tá bom, eu entendo que estou falando de um produto que tem quatro anos de lançamento. Mesmo assim, não pode um troço desses custar tão caro.

Particularmente, não me incomodo em pagar mais caro por acessórios que me são úteis em diversos aspectos. Não uso fones de ouvido apenas para ouvir músicas e podcasts, mas sim para atividades profissionais e de música. Logo, preciso de um fone de alta qualidade na maior parte do tempo, e não apenas um meia boca para audições ocasionais.

A ideia do fone da Apple veio por pensar da seguinte forma: marca premium + pressa + falta de tempo para pesquisar em uma opção intermediária. Não queria gastar meu dinheiro de forma temporária em um fone paralelo ou de qualidade inferior. Queria um produto que ficasse comigo em médio prazo. No final das contas, foi impressionante ver como nem mesmo um design diferente pode melhorar a qualidade de áudio do produto.

Lamento que a Apple tenha de novo apostado apenas na marca, na grife, e deixado de lado a qualidade. E eles tiveram quatro anos para melhorar esse fone de ouvido.

Enfim, eu havia me esquecido alguns dos motivos pelos quais eu jamais comprei um fone desse. Na época me lembro de até ter me interessado por conta do design, mas não colocava fé suficiente para investir em um modelo desses. No final das contas, conheci na prática tudo o que minha teoria já indicava.

Ossos do ofício. Já comprei outro fone, de qualidade melhor e custando 1/3 do Apple EarPod.

Vida que segue.

Me ajuda a te ajudar, @NETAtende! Do jeito que está, não dá!

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Tá foda, hein, NET! Tá foda! Te elogiei tanto no passado, mas agora é cagada atrás de cagada no 10621.

Recentemente, me mudei da cidade de Araçatuba (SP) para a cidade de Ponta Grossa (PR), e liguei para a NET solicitando o cancelamento dos meus serviços na minha cidade de origem, pois não ia precisar de uma assinatura em meu nome na cidade de destino. Antes, já tinha entrado em contato no 10621 (em 29 de junho, atendente Elmo, protocolo 404151558562107) para me certificar que não haveria multa para o cancelamento.

Qual não é minha surpresa quando no dia 7 de agosto, ao solicitar o encerramento do meu contrato, eu recebo a informação que tinha multa de cancelamento sim, e que ela seria cobrada. Liguei para a ouvidoria da NET, e eles cancelaram o serviço com a garantia que a multa não seria cobrada (em 7 de agosto, atendente Franklin – da ouvidoria -, protocolo 404151602324942).

OK. Vida nova na cidade de Ponta Grossa, mas a incompetência da NET continua. Pelo contrário, só aumenta.

Na casa onde estou, a pessoa que mora comigo já conta com os serviços da NET. Sugeri a mudança do plano essencial com um ponto para o NET Top HD MAX, com um ponto adicional, pelo valor de R$ 159,90/mês, e sem cobrança de taxa de instalação, algo que foi feito pelo 10621 (em 8 de agosto, atendente Renata, protocolo 794151396404973). A instalação foi agendada para o dia 11 de agosto (terça-feira).

Os instaladores chegaram nas primeiras horas da manhã no dia marcado, com apenas um receptor, e questionando onde estava o equipamento que deveria ser ‘substituído’. Estranhei essa informação, já que o máximo que eles tinham que fazer era instalar o equipamento com gravador de programação e liberar os canais nos dois pontos, realizando a mudança efetiva do plano.

Então, o técnico informa que a ordem de serviço enviada para eles constava a substituição do único ponto digital pelo ponto com gravador de programação (sem a instalação de um segundo ponto), e que essa troca seria passível de cobrança de taxa de instalação de R$ 90. Algo bem diferente do que foi solicitado no atendimento pelo telefone.

O que piora a situação é que o mesmo atendimento do 10621, ao ser acionado diante de tal divergência, alega que eu teria que esperar até 10 dias úteis para analisar a gravação do atendimento referente ao pedido feito. Até lá, iria valer a ordem de serviço feita de forma errada.

Entrei em contato com a ouvidoria da NET para registrar a reclamação, exigindo que fosse cumprido aquilo que foi combinado no atendimento telefônico do dia 8 de agosto (protocolo 794151399275651). Como resposta, a empresa entrou em contato comigo duas horas depois, se comprometendo a instalar o segundo equipamento e (supostamente) habilitando o que foi contratado no mesmo dia 11, no período da tarde.

Os técnicos novamente vieram realizar a instalação, mas alegaram que o plano solicitado era um NET Top HD, e não um HD MAX. Pior: afirmaram que a ordem de serviço era apenas para a instalação de um receptor HD MAX, mas sem a mudança de pacote para o NET Top HD MAX.

Já com sangue nos lábios, liguei de novo para a ouvidoria, acionando o mesmo protocolo, e a resposta que obtive é que ‘lá estava tudo certo’, e que a ordem de serviço já havia sido emitida para uma mudança de pacote. Porém, a ordem de serviço do instalador era apenas para uma instalação de receptor HD MAX, sem mudar o pacote.

Complica ainda mais que o instalador se recusou a falar com a operadora do atendimento da ouvidoria (Christie), que ainda tentava habilitar o plano que solicitei, nas condições que pedi. Quando ele se recusou a resolver o problema, eu decidi cancelar a mudança, e pedi para a ouvidoria suspender todos os 527 pedidos de mudança (sei lá quantas ordens de serviço tinham ativas) de pacote que estavam lançados no sistema.

Para completar a comédia de erros, hoje, 12 de agosto, sou acordado às 8h30 da manhã, com um instalador credenciado da NET, que ‘veio instalar TRÊS PONTOS NET TOP HD MAX’ no endereço (!!!). De novo: meu pedido original não foi esse, e essa ordem de serviço NÃO FOI SOLICITADA POR MIM!

Eu estou tão cansado com esse cenário, que vou mudar para a GVT. Sabe, não vale a pena tanta dor de cabeça para uma empresa que não só lida com descaso com o cliente, como não consegue compreender uma solicitação por três vezes. Sem falar na ouvidoria da NET, que no lugar de ajudar o cliente a resolver o problema, atua em prol da empresa, complicando ainda mais a situação.

Aí, NET… me ajuda a te ajudar! Ultimamente, o atendimento pelo 10621 virou uma grande porcaria.

E a GVT me espera de braços abertos!

A parcialidade de alguns sites de tecnologia, com linha editorial para fanboys

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Nesse final de semana, eu presenciei – mais uma vez – como funcionam as editorias de alguns sites/blogs de tecnologia, que deixam de lado a função de informar corretamente o leitor, e decidem assumir a linha editorial pensando nos fanboys. Que fique claro que não estou defendendo empresa A ou B, até porque não tenho rabo preso com ninguém. Mas que chega a ser nojento ver blogs descaradamente ocultando informações para destacar apenas um lado da questão.

Resumindo a notícia: o tribunal da Califórnia decidiu nesse final de semana sobre o caso movido pela Apple contra a Samsung, envolvendo a violação de cinco patentes de software dos seus smartphones. A sentença prevê que a Samsung foi condenada a pagar quase US$ 120 milhões pela violação de todas as patentes (esse valor pode mudar, pois algumas revisões serão feitas pelo tribunal local). Porém…

Boa parte dos sites de tecnologia – alguns deles se dizendo “sérios”, já outros “especializados” na Apple, ou seja, “imparcialidade pra quê, né?” – simplesmente “se esqueceram” #ironic de citar que o mesmo tribunal norte-americano também considerou a Apple culpada pela violação de duas patentes pertencentes à Samsung, e do valor que será pago pelos coreanos, serão descontados aproximadamente US$ 158 mil, equivalentes às duas patentes em questão.

Ok, eu sei que os valores são bem discrepantes, e que a pancada na Samsung foi maior. Porém, a questão nem é essa.

Ao ocultar tal informação, tais sites e blogs simplesmente colocam para debaixo do tapete a tal questão moral que a Apple tanto prega, onde eles insistem de forma hipócrita que “só a Apple inova, só a Apple é criativa, só a Apple é revolucionária, e só a Apple não copia ninguém”. Com o reconhecimento legal que a Apple também infringiu patentes de sua principal concorrente no universo mobile, cai por terra de uma vez por todas que a empresa de Tim Cook é a “virgem imaculada” do mundo mobile, onde muitas vezes ela faz o papel de vítima – e na maioria das vezes, sites especializados na empresa e seus fãs compram tal teoria. De forma estúpida, é claro.

Será que essa é a melhor forma de transmitir a notícia? Fazer com que de forma tendenciosa o leitor entenda que só uma empresa é a que viola patentes?

E não falo apenas de sites que focam sua linha editorial na Apple. Grandes portais de notícias, que contam com uma editoria de tecnologia tendenciosa – posso falar isso por conhecimento de causa, pois passei por uma delas – repetiu a mesma estratégia: colocou a Samsung como violadora das patentes, mas não cita uma vírgula que, na mesma decisão, o tribunal considerou a Apple também como culpada na ação movida pela Samsung.

O pior é ver gente no Facebook questionando o Associated Press, que colocou a decisão NA ÍNTEGRA, e dando crédito para os sites locais, que usaram da prática que considero condenável.

Então, fica a dica: cuidado com o que você lê, e principalmente, de onde você está lendo uma determinada notícia. A prática da distorção da informação para enaltecer uma marca e prejudicar outra é algo que considero nojento. A distorção da informação é uma das práticas mais deploráveis que podemos encontrar no jornalismo. Entendo que aqueles que se dedicam ao ofício de transmitir a informação ao próximo tem como obrigação fazer isso de forma limpa e consciente.

Escrever para fanboys é algo muito fácil. Passar a informação correta é para poucos.

Apenas para ilustrar meu ponto: clique aqui e veja o post que fiz no TargetHD sobre o assunto em questão, e tire as suas conclusões.

Aprendeação Igonorante | O cara fica “de chico”… e desconta EM MIM!

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toma no c………. 300 review do S4 Mini e nenhum deles fala sobre o IrDA , que merda esse caras e sites que fazem review , algo que é pra ajudar no final não serve pra nada , toma DISLIKE , que é o que posso fazer pois se fosse dono do YT deletava esses spam videos !!!

– Eu REALMENTE preciso comentar alguma coisa? Só tenho pena de gente com essa linha de raciocínio. A vida tende a punir pessoas assim de forma mais severa…

 

[Aprendeação Igonorante] Não é possível um analfabeto funcional entender tanto assim de tecnologia…

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comment-ignorant

Abaixo, a pérola transcrita, no original, sem correções:

Po nao entendo guando vc fala q o moto x e um entermediario diga ai pra o q ele nao faz q so um top faria e essa bobagem de quadcore e so ilusao e pagar por algo q vc nao usar e nem sabe se vai usar por nao tem nenhum app na play store vao trabalhar usando so os quatros do aparelho q for quadcore e nenhum um desenvolvedor ate agora criou algo especifico para isso entao no dia q as fabricantes mostrarem esses quadcores usando os quatro nucleos beleza ai sim p me fara sentido ….. parabens motoro

Tá bem, hein? Boa sorte na hora de arrumar um emprego. Sério que alguém que escreve desse jeito se diz “especialista em Android”? Tá certo, então…

Se o 3G no Brasil já é desse jeito hoje, imagina o 4G na Copa do Mundo?

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Sábado (20/04), eu fiz a minha visita semanal ao centro de minha cidade (Araçatuba/SP), com um objetivo em mente: “namorar” o LG Nexus 4. E posso dizer que estou apaixonado pelo smartphone do Google. Tive que me segurar para não jogar o cartão de crédito na cara do vendedor que me atendeu, mas esse assunto não está em questão agora. O fato é que, antes de fechar a compra, eu queria consultar o meu controle financeiro, em uma tabela salva no Google Drive, pelo smartphone. Mas para minha surpresa, quando eu fui precisar da já citada conexão 3G para buscar meus dados no Google…

Bom, resumindo: controlei o impulso de comprar o aparelho (mesmo testando ele na loja por quase uma hora), até porque não tinha a certeza se poderia ou não bancar a aventura financeira naquele momento. Porque o 3G não funcionou na hora que eu precisava.

A operadora em questão (Vivo), nos últimos meses, vem piorando a qualidade dos seus serviços. Na qualidade da internet, eu já estava observando isso a algum tempo, onde, mais uma vez, eu afirmo: o 3G por aqui simplesmente não existe. Tenho que me virar com o EDGE, principalmente quando estou usando o iPhone (no Android, de vez em quando, ele está funcional). Na qualidade de chamadas, nessa semana, deixei de fechar negócios importantes porque a rede da Vivo não completava chamadas para o meu número de São Paulo.

Mas isso não é uma exclusividade da Vivo. A linha da Claro da minha esposa também deixa de receber chamadas, ou não consegue ter uma boa qualidade em algumas ligações. A TIM aqui é um lixo! Não conseguem cadastrar chips para acesso à internet no pré-pago, e poucas áreas da cidade são cobertas com um sinal 3G eficiente. E a Oi sofre de quedas constantes de sinal (segundo algumas pessoas que utilizam a operadora por aqui).

Tá, eu sei que você vai me dizer que sua operadora é ótima no lugar que você mora. Eu digo: “que sorte a sua”, e aconselho que você saia da bolha, já que o Brasil é enorme. Nas últimas semanas, as principais operadoras realizaram lançamentos relacionados ao 4G nas capitais brasileiras, prometeram uma expansão rápida do 4G no país nos próximos anos, além de uma promessa pouco convincente de melhora nas redes 3G. Algo que, particularmente, duvido que aconteça (como em muitas coisas que são prometidas na banda larga móvel brasileira).

Agora, se temos esses problemas hoje, imagina nos próximos anos, com eventos de grande porte acontecendo? Será que realmente todos aqueles que vão visitar o Brasil durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos contarão apenas com dispositivos 4G, resolvendo todos os problemas do Governo Federal? É um mundo dos sonhos para as operadoras de telefonia móvel, certo?

Mas… e os atuais consumidores? Aqueles que hoje usam o 3G, que pagam caro por uma conexão de banda larga pós-paga? O que serão deles? Ficarão relegados aos serviços deficientes, sem fiscalização adequada da Anatel, que só sabe aplicar multas (que para as operadoras, é dinheiro de pinga) no lugar de adotar medidas mais drásticas e permanentes? Pelo andar da carruagem, dá para imaginar que sim, uma vez que desde que a Anatel começou a pegar no pé das operadoras, todas elas acabaram piorando o produto final entregue para o consumidor.

Por fim, quem perde com isso é o usuário, que não tem por onde correr. Somos condenados a ficar com aquela que é a “menos pior”, e contar com a sorte que o nosso telefone funcione quando precisamos. Não venha me dizer que seria muito mais prático resolver tudo pela internet ou via Skype. Eu até concordo, mas no Brasil, isso é impraticável. Algumas comunicações são mais objetivas quando feitas por telefone mesmo, e quando você tenta utilizar o Skype pelo smartphone, a sua conexão 3G não funciona, deixando a conversa ininteligível. E fechar negócios pelos chats do WhatsApp ou do Facebook ainda não é uma prática bem vista comercialmente por todos.

Ou seja, se o 3G no Brasil está desse jeito hoje, imagina o 4G na Copa do Mundo? E quem vai pagar o pato (ou elefante na sua sala) dessa conta sou eu, você, e todo mundo que gostaria de uma internet móvel de boa qualidade no país. Ou pelo menos uma internet móvel que a gente pudesse chamar de “razoável”.

Black Friday 2012: comprar na Fast Shop (ou @fast_shop)? Nunca mais! (ATUALIZADO)

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Sou mais um que aumenta a lista de pessoas lesadas pela Fast Shop durante a Black Friday 2012.

No dia 23/11/2012, pesquisando para adquirir algum bom produto no tal dia de promoção de compras, encontrei um item que era de meu agrado, no valor de R$ 899,00. Optei pela compra de uma unidade, parcelada em 10x no cartão de crédito. A mesma foi rapidamente confirmada pela Fast Shop, uma vez que poucos minutos depois identifiquei o valor da compra debitado do saldo do meu cartão.

No mesmo dia, recebi e-mail da Fast Shop confirmando a compra, nas condições descritas, e com o código de pedido (J34320162). Também recebi no mesmo dia 23 de novembro, duas emissões de notas fiscais eletrônicas (NF-e) da Fast Shop, com numerações diferentes, referentes ao mesmo pedido. Achei estranho, pois já tenho experiência em compras na internet, e normalmente nunca me mandam duas notas fiscais eletrônicas de um único pedido. Mas decidi não levar isso em consideração. Apenas salvei os e-mails para minha segurança.

O produto foi postado no sábado, 24 de novembro, e chegou em minha residência sem problemas ou detalhes no dia 26 de novembro.

Na quinta-feira, 29 de novembro, eu precisei utilizar o mesmo cartão em questão para uma compra em um estabelecimento comercial de minha cidade. Qual é a minha surpresa é que eu não consigo utilizar o cartão. Motivo: limite estourado.

Tenho esse cartão a mais de 2 anos, e nunca tive esse problema, pois mantenho um controle rígido de todas as minhas despesas.

Liguei para a operadora de cartões, que não soube informar o motivo pelo qual o limite estourou, uma vez que somados todos os valores de compras nesse cartão, eu ainda tinha limite de sobra. Então, fazendo uma consulta online no status de minhas compras, detectei que o valor de R$ 899,00 do produto adquirido na Fast Shop foi reservado por DUAS VEZES, fazendo com que esse ultrapassasse o limite do cartão de crédito.

A loja alega que eles reservaram uma primeira vez os R$ 899,00 pelo pedido em si, e a segunda vez para concretizar a compra na prática. Considero essa justificativa improcedente pelos motivos a seguir:

1) em nenhuma transação comercial é permitida a retenção de valores acima daquele que foi anunciado e/ou acordado entre as duas partes;
2) em nenhuma transação comercial, nenhum valor a mais pode ser “reservado” do limite do cartão de crédito do cliente, sem a prévia autorização do mesmo. Não fui informado dessa prática. Se fosse, não faria a compra;
3) tal informação da prática da Fast Shop não está descrita de forma clara e com acesso fácil ao consumidor em sua página de compra ou site;
4) fui lesado moralmente, quando tentei fazer a compra no estabelecimento físico, mas não consegui, por causa da atitude tomada pela Fast Shop;
5) a emissão de duas notas fiscais eletrônicas, com números diferentes, para uma única solicitação se configura, ao meu ver, como tentativa de cobrança indevida, uma vez que fiz apenas um pedido no site. Não existe emissão de nota fiscal eletrônica para “reserva de valor no cartão de crédito”

Por fim, é impossível falar no SAC da Fast Shop (que não é gratuito por telefone), pois todas as linhas estão ocupadas, e o chat via internet é algo impraticável, pois o volume de pessoas na fila (na última tentativa, eram 145 pessoas) torna a espera tão longa, que o sistema não registra mais quando você se logou ao site. Mas essas dificuldades se justificam: muitas pessoas estão reclamando de problemas semelhantes que a Fast Shop causou durante a Black Friday 2012.

O que eu quero? Que tudo seja feito da forma correta. Que seja dado baixa na compra, que removam essa solicitação “pendente de autorização” de R$ 899,00 no meu cartão. Já fiz uma queixa no Procon/SP contra a Fast Shop, e se o problema não for resolvido com agilidade, tomarei medidas judiciais para não só recuperar o valor indevidamente reservado em meu cartão de crédito, mas também ser indenizado pelos prejuízos materiais e morais que já estou tendo com esse problema (incluindo com a prestadora de cartões de crédito). Afinal de contas, meu bom nome de crédito foi prejudicado por causa de uma prática da Fast Shop que considero ilegal, pelos motivos acima citados.

Sem mais.

ATUALIZADO em 30/11/2012, @ 19h31: acabo de receber um telefonema da Itaucard, que resolveu meu problema com apenas uma ligação. Expliquei o caso apenas uma vez, e eles entenderam (pelo meu perfil de compra de dois anos) que a Fast Shop realmente utilizou de uma prática ilegal para concretizar a compra. Meu crédito já foi restituído, e os R$ 899,00 cobrados de forma indevida foram liberados em meu saldo do cartão. Agora, a questão será resolvida na Justiça.

E repito: compras na Fast Shop? Nunca mais!

Meu orgulho hoje (e sempre) é por ser uma pessoa de bem. Antes mesmo da cor da minha pele

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Eu sou negro. Sempre fui negro. Mas antes de ser negro, eu sou um ser humano racional. Sou um ser vivo, pensante, produtivo. Alguém que tenta raciocinar sobre todos os aspectos da minha vida. Alguém que segue as regras (ou procura seguir, na maioria dos casos). Alguém que aprendeu, com o passar dos anos, que o que realmente importa nessa vida é ser uma pessoa de bem. Alguém “do bem”. Entendi que isso deveria ser uma norma básica para qualquer pessoa. Isso tudo se chama “ter consciência”.

Acho confuso e até desnecessário o “Dia da Consciência Negra” com o contexto que é dado hoje. Acho uma babaquice sem tamanho ficar pensando nos aspectos negativos da presença do negro em nossa cultura, dando um tom quase depreciativo à causa, e para os dois lados. Afinal, estamos em 2012, o tempo da escravidão já passou, e não vejo mais o negro como “vítima social e cultural da discriminação do branco do passado”. Prefiro pensar que todo brasileiro, independente de sua raça, cor, credo ou time de futebol, é vítima de pelo menos dois males comuns, maiores e mais imediatos: a corrupção e a impunidade. Mas isso é assunto para outra oportunidade.

O negro é discriminado no Brasil? É sim! Não venha me dizer que não. Quando criança, as principais piadas sem graça que fizeram comigo foram por causa da cor da minha pele. Mas com o passar dos anos, eu fui percebendo que isso ia diminuindo conforme eu mostrava a minha capacidade de realizar algo que os outros não eram capazes de fazer. Isso se mostra até hoje (ou você pensa que não sou chamado de “negro de merda” ou “preto imundo” em comentários de anônimos no TargetHD toda vez que falo mal da Apple?). Mas.. quer saber? O que realmente importa é que hoje eu sou muito mais visto pela minha capacidade de realização, e pela qualidade do trabalho que faço do que pela minha cor da pele. E tenho muito orgulho disso.

Eu sei. É uma merda você ser diminuído por alguém por causa de algo tão insignificante. Mas o mais importante é compreender que a melhor consciência que podemos ter no dia de hoje é a “consciência tranquila”. Brancos, negros, índios, mulatos, asiáticos, mamelucos, corinthianos… todos nós temos que cultivar ao longo de nossa vida valores e habilidades que nos tornem realmente relevantes para as pessoas que estão ao nosso redor. Para nossa família, amigos mais próximos… Ser pessoas “do bem”. O Brasil está precisando mais disso do que um dia onde, na prática, não se pensa no tempo do “Brasil escravo”. Aliás, isso é algo que nem posso lembrar, pois não vivi.

Quer valorizar o negro no Brasil? Por que então não vamos comemorar as contribuições que os povos vindos da África adicionaram no Brasil, tornando esse país único no mundo. Assim como os alemães, italianos, japoneses, espanhóis e holandeses fazem, cada um ao seu estilo? Só pra citar um exemplo: os japoneses vieram para o Brasil, e nos primeiros anos foram tratados como escravos de italianos nas fazendas do interior do estado de São Paulo. Vê se eles ficam todos os anos lembrando disso. Existe um “Dia da Consciência Japonesa” no Brasil? Eu acho que não…

Tirar de uma vez esse aspecto do “o negro é sempre discriminado no Brasil”, que faz com que muitos negros que eu conheço sejam as pessoas mais chatas do Universo, ou até mesmo se coloquem naquela posição de “vítima social”, que acho algo patético. E falo isso por conhecimento de causa: hoje é 20 de novembro, e a Associação Cultural Afro Brasileira de Araçatuba só abre suas portas de forma efetiva nesse dia. No resto do ano, fica com suas portas fechadas a maior parte do tempo.

Muito mais do que ter uma “consciência negra”, prefiro ter uma “consciência limpa”. A cor da pele não define ninguém. O que te define é o seu caráter, a sua coragem para pelo menos transformar o seu mundo, e principalmente, ser uma pessoa “do bem”. Não se iluda, amigo leitor: não sou racista contra a minha própria raça. Ser negro é lindo. A música negra é fantástica, somos mais aptos nos esportes, a arte e cultura negra é algo único no mundo, e a pessoa que é hoje o símbolo do combate à impunidade no Brasil é um negro. Logo, tenho motivos de sobra para me orgulhar de ser negro.

Mas, como disse lá em cima: antes de ser negro, eu sou um ser humano. E brasileiro. Logo, estamos todos no mesmo barco.

Aí, Brasil… dá pra pensar no papel do negro no país de forma mais positiva e otimista. Como? Olhar em tudo de positivo que o negro fez e está fazendo para que o Brasil seja um país melhor. E mais: fazemos isso com a ajuda de pessoas de todas as etnias. O Brasil é um país multicultural como nenhum outro no mundo é. O negro não precisa ser tratado de forma diferenciada. É só tratar o negro como um brasileiro como outro qualquer. Não somos melhores ou piores que ninguém. Somos diferentes, exóticos, audaciosos, especiais… assim como todo brasileiro é, por ser brasileiro.

É… o que precisamos mesmo é ter o “Dia da Consciência Brasileira”. Seria algo muito mais útil e objetivo.

Você confunde a “pessoa física” da “pessoa jurídica” nas redes sociais?

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Eu adoro o Twitter e o Facebook. São ferramentas incríveis para você se comunicar com as pessoas, falar daquilo que pensa e até mesmo fortalecer oportunidades de negócios. Pelo menos procuro fazer isso com os meus blogs na internet.

Mas sei que sou polêmico, que minha língua (e meus dedos no teclado) não possuem travas, e que quando me enfezo, eu REALMENTE falo aquilo que penso. Mas tenho o cuidado de manter isso numa zona “segura”, nas minhas contas pessoais das redes sociais ou no meu blog pessoal. Dessa forma, crio o processo de “auto destruição”, sem envolver os projetos que eu trabalho.

Acho que todo mundo tem direito a ter uma opinião, como pessoa física, que paga impostos (elevados), e que possui um mínimo de raciocínio crítico sobre as coisas que acontecem ao seu redor. Não me acho uma pessoa inteligente (se eu realmente fosse, minha vida estaria bem diferente), mas pelo menos me posiciono sobre o que vejo, ouço e leio. E entendo que o fato de ter dois blogs/podcasts com relativa visibilidade na internet não me impedem de ter um posicionamento isento sobre alguns assuntos, certo?

Bom, eu penso assim. E é assim que deveria ser. Só que não é bem assim.

Infelizmente, algumas pessoas insistem em confundir a “pessoa física” da “pessoa jurídica”. O fato de dizer certas coisas em minha conta do Twitter não quer dizer que sou um vagabundo e irresponsável. O TargetHD e o SpinOff são provas disso. São blogs que no ano que vem vão completar cinco anos de vida, que andam com suas próprias pernas, com boa visibilidade na internet, e que mostram pelo menos o meu objetivo de cumprir com meus compromissos, com minha disciplina pessoal de postagens regulares… enfim, que pelo menos procuro fazer um trabalho bem feito e responsável.

Acho engraçado com as pessoas realmente acreditam que, pelo fato de “você ter o seu próprio negócio”, que você precisa ter “papas na língua”, filtro verbal e freio moral. Ok, é preciso ser educado sempre, e procuro ser (desde que não venham me dizer, a troco de nada que “o seu trabalho é uma bosta”). Agora, não ter o direito de me expressar como bem entender nos meus canais pessoais de comunicação é um pouco demais, não?

Os blogs são independentes. São patrocinados eventualmente, mas em essência, são independentes. Não sou bancado por nenhuma grande empresa para ficar escrevendo posts diários falando bem de produtos e serviços. Optei pela liberdade editorial, e isso vem dado certo. Tento manter uma imparcialidade sobre os assuntos que escrevo nos blogs temáticos, mas nos meus canais pessoas de comunicação, eles PRECISAM ser pessoais. Precisam ser de “censura livre”. Senão, não faz sentido.

Logo, um conselho para quem confunde a “pessoa física” com a “pessoa jurídica”: esqueça isso. Todo mundo fala besteiras, todo mundo fala bobagens, e o que compartilho em minha timeline são as bobagens do meu dia a dia. Isso não quer dizer que sou um desocupado completo, um irresponsável ou inapto a realizar um bom trabalho nos meus outros blogs.

Confundir as duas pessoas, além de ser uma perda de tempo, é um preconceito ridículo. Mas é só a minha opinião. Você é livre para pensar e dizer o que quiser. Por que eu não posso ser?