@oEduardoMoreira

De tudo, um pouco de mim

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Os smartphones, antes e agora

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Antes, você tinha 3 ou 4 dias de bateria. Hoje, 3 ou 4 horas (tá, exagerei… no máximo um dia). Antes, você podia deixar o seu celular cair de qualquer altura, e nada acontecia (mesmo sem usar um case). Agora, se o seu smartphone cai de uma altura de menos de um metro, você está perdido (e é obrigado a comprar um case de qualquer maneira). Antes, você não precisava atualizar o software do seu celular. Agora, é preciso atualizar sistema e softwares o tempo todo. Os celulares de 15 anos atrás seguem funcionando até hoje. Os de agora, com apenas dois anos, estão obsoletos.

Progresso?

Sim, às vezes é melhor levar as coisas no bom humor.

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É muito difícil encontrar alguém?? Mesmo em tempos de smartphone, celualar, WhatsApp, Facebook… ???

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OK. Eu entendo que as telecomunicações brasileiras estão muito aquém daquilo que pode ser considerado o minimamente aceitável. Chamadas que caem misteriosamente, conexões de internet que são uma porcaria, entre outros fatores que dificultam a comunicação plena entre dois pontos. Mesmo assim, considero PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL  você não localizar alguém no território nacional.

A não ser que:

1) essa pessoa em questão não conte com nenhum tipo de tecnologia móvel (nem mesmo o celular que só faz e recebe ligações e mensagens).
2) você “não quer” encontrar essa pessoa.

Vamos falar do item 2 por alguns instantes. Pegando um exemplo aleatório, sei lá, um geek…. EU, por exemplo. Eu carrego comigo o tempo todo o meu smartphone, que fica ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana. Deixo ativo pois eventualmente posso receber uma chamada de emergência, ou alguma oferta de trabalho, mesmo fora de horário comercial.

Porém, vamos supor que eu entre em uma área de sombra em minha casa. Teoricamente, fico sem sinal de celular, o que inviabiliza as chamadas, certo? Mesmo assim, o WiFi vai funcionar, e aí temos outros recursos: Facebook, WhatsApp, Viber, e-mail… até mesmo o Instagram, que nem sempre é o melhor local para encontrar alguém. De qualquer forma, ainda é possível deixar uma mensagem por lá.

Certo?

Agora, raciocine comigo: quando você tem um perfil típico de pessoa conectada, que usa a internet o tempo todo, carrega o smartphone consigo, ligado, ativo O TEMPO TODO, concorda que é praticamente impossível ter alguma desculpa para não ser encontrado?

Mais: se quiserem me encontrar, na pior das hipóteses, usa um desses recursos ao menos uma vez? Ainda mais levando em consideração que eu não desligo o smartphone hora nenhuma?

É… é para se pensar. Algumas pessoas que eu conheço vivem na idade da pedra e não sabem.

Ou se fazem de idiotas para não encontrar ninguém. E depois ainda invertem a culpa para o outro, usando de forma cretina a frase:

Mas eu liguei tantas vezes na sua casa…

 

Vídeo | 40 anos de telefonia móvel em um minuto

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A Mobile World Congress 2014 acaba hoje (28), mas a vida segue. De fato, se tomarmos por base o Motorola Startac de 1974 como o dispositivo que inaugurou esse segmento de mercado, estamos alcançando em 2014 os incríveis 40 anos de vida da telefonia móvel. E o vídeo desse post nos conta um pouco dessas quatro décadas em apenas um minuto. A singela animação realizada pela produtora de vídeo Fueled.


 

 

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OFF Pocket, uma pequena bolsa que deixa o seu smartphone totalmente OFF

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Se você algum dia precisar ficar totalmente offline, e simplesmente quer colocar o seu dispositivo dentro da bolsa e se esquecer que ele vai tocar, pode usar a OFF Pocket. Essa pequena bolsa consegue bloquear todos os sinais nas frequências compreendidas entre 800 MHz até 2.4 GHz, incluindo os sinais de celular, GPS e WiFi.

Seu funcionamento é garantido para qualquer dispositivo, de qualquer operadora, de qualquer país do mundo. Está disponível em dois tamanhos (o que deve cobrir a maioria dos dispositivos disponíveis no mercado), sendo um produto flexível e leve, o que deve facilitar o transporte do seu smartphone durante viagens ou eventos onde você não pode ser interrompido. Preço: R$ 85 (depois de passar pela Kickstarter).

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Via Kickstarter

Os reis do mercado mobile? Os smartphones, é claro!

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Finalmente chegou o dia onde o mercado mobile vende mais smartphones do que celulares tradicionais. Não é uma notícia que chega a surpreender, uma vez que estamos observando a evolução dos smartphones ao longo dos anos, e essa evolução acontece com uma velocidade assustadora. E a maioria de nós já conta com pelo menos um smartphone no bolso. E no futuro, teremos mais smartphones do que pessoas no planeta. Você faz ideia do tamanho do impacto que os telefones inteligentes geram no nosso mundo?

Antigamente, os celulares só serviam para fazer ligações e enviar mensagens de texto. E confesso que sinto falta desse tempo em alguns momentos. Até porque as duas funcionalidades que eu citei eram mais importantes do que qualquer outra função complementar que o celular contava. Porém, a magnitude que os smartphones apresentaram como um produto de consumo, se tornando praticamente um objeto de desejo de todo fã de tecnologia, fez com que o crescimento das vendas dos dispositivos inteligentes fosse cada vez maior, a cada ano.

Até que nesse último trimestre, o volume de vendas de smartphones superou pela primeira vez na história o número de vendas dos celulares tradicionais.

É importante que tomemos essa informação com cuidado, porque no mercado atual, o limite entre smartphone e celular convencional é algo muito difuso. Muitos fabricantes qualificam os seus dispositivos como telefones inteligentes, quando na verdade para muitos consumidores, eles não são.

No momento, a Samsung domina o mercado de smartphones, com 32.7% das vendas, obtendo quase que o dobro da Apple, que parece se conformar hoje com o segundo lugar. Por outro lado, LG, Huawei e ZTE venderam mais ou menos a mesma quantidade de dispositivos. Aqui, temos que levar em contar que o crescimento da LG em relação ao ano passado foi expressivo, pois eles conseguiram vender mais que o dobro de smartphones em relação a 2012. O crescimento da Samsung também foi impressionante: 60.7% em apenas um ano. Apenas para comparar: a Apple cresceu o volume de vendas de iPhones apenas 6.6% nos últimos 12 meses.

Deixando um pouco os números de lado, cada vez mais as pessoas estão entrando em um mundo mais tecnológico, em todos os sentidos, e voltar atrás nesse caminho é (felizmente) algo impossível. O sucesso dos smartphones em relação aos celulares convencionais é apenas o reforço de uma tendência cada vez mais clara do quanto a tecnologia está se impregnando em nossas vidas, e o quanto estamos nos cercando de tecnologia. Isso é ótimo. No futuro, seremos velhinhos geeks, que não ficarão tão chocados com holografias, realidade virtual, ações promocionais tridimensionais e outras inovações que nossos filhos e netos vão desenvolver para tornar esse mundo um pouco melhor e mais funcional.

Os celulares e smartphones que mudaram o mundo

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Nessa semana, o celular completou 40 anos de vida. A invenção de Marty Cooper mudou de forma decisiva a forma das pessoas se comunicarem, e fez com que o nosso mundo se tornasse mais dinâmico e eficiente. A seguir, mostro a lista dos celulares e smartphones que são considerados essenciais e imprescindíveis nessa longa jornada. Tá, eu sei que muito provavelmente algum modelo que você considera como favorito vai ficar de fora. Então, aproveita a área de comentários e deixe a sua lista ou um aparelho icônico para você. Pois, para mim, essa é a lista dos telefones móveis que mudaram o mundo para sempre.

 

Motorola DynaTAC 8000X (1983)

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Aqui é o começo de tudo. O DynaTAC é o primeiro celular comercial da história, e foi o resultado de uma pesquisa iniciada por Marty Cooper em 1954, quando ele ingressou na equipe de pesquisas da Motorola. O modelo lembra aqueles dispositivos de comunicação utilizados por militares em campo. Era grande pesado, com uma antena enorme, e não é um dos modelos mais confortáveis para ser chamado de “dispositivo móvel”. Mas o que importava é que ele oferecia ao usuário a liberdade de caminhar e falar com o telefone.

Outro problema do Motorola DynaTAC é que ele não era barato Custava aproximadamente US$ 4 mil. Mas não foi apenas os geeks early adopters endinheirados que utilizaram esse produto. Ele foi um sucesso no mundo do entretenimento, sendo um símbolo de sucesso quando exibido no filme Wall Street, e até mesmo mostra de uma juventude moderna, quando Zack Morris o utilizou na série Saved By The Bell.

 

Motorola MicroTAC (1989)

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O Motorola MicroTAC é importante pois apresentou ao mundo o smartphone com flip, que depois seria adotado por outros modelos da empresa e, obviamente, por outros fabricantes. Se tornou muito popular porque foi o primeiro celular que você poderia efetivamente levar no bolso de sua calça. Tudo bem, ainda era grande, e parecia que você sempre estava excitado. Mas comparado ao DynaTAC, é um grande avanço.

Quando chegou ao mercado, foi considerado “o menor celular do mundo” (na sua época). E não era só pequeno: contava com recursos considerados avançados para a época, como códigos de segurança, calculadora, operações em viva-voz e até agenda para nomes e telefones. E foi nesse momento que você passou a abandonar o hábito de decorar qualquer número de telefone.

 

Nokia 3210 (1999)

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Na verdade, esse é apenas um dos inúmeros modelos da série 3000 da Nokia, que foi uma das mais bem sucedidas de todos os tempos. Peguei o modelo 3210 porque além de ser considerado uma febre entre os geeks na época, esse foi o primeiro celular de sucesso a contar com uma antena interna. Além disso, os modelos em formato “candybar” da Nokia foram os primeiros a tornarem os celulares produtos efetivamente populares, conquistando as massas.

Sua tela monocromática mostrava diversas informações, como chamadas recebidas, mensagens de texto, notificações, agenda… e o mais importante: jogos. E digo mais: o melhor jogo para celulares da história, o Snake. O jogo que foi originalmente desenvolvido para computadores nasceu na década de 1970, e encontrou a sua glória nos smartphones da Nokia, sendo o game simplesmente viciante. E você aí dando valor ao Angry Birds… tsc, tsc, tsc… seu fedelho!

O Nokia 3210, sozinho, vendeu 160 milhões de unidades ao redor do planeta, e foi substituído pelo 3310 (mais popular no Brasil), lançado em 2000.

 

Sony Ericsson T68i (2002)

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O Sony Ericsson T68i foi a ponte entre os celulares convencionais e os smartphones, e para muitos, é considerado o celular mais legal de todos os tempos. Foi o primeiro dispositivo a oferecer, de forma conjunta: Bluetooth, MMS em duas vias, navegação via WAP e serviço de envio e recebimento de e-mails. E para tornar a experiência de uso mais interessante, uma tela colorida (foi o primeiro modelo da Ericsson a contar com tal característica).

O modelo foi tão bem sucedido, que foi o celular de James Bond no filme Die Another Day. E não tem propaganda melhor do que essa: se é bom o bastante para o 007, é bom o bastante para você. Mesmo não alcançando os números de vendas do Nokia 3210, ele foi (e é) considerado icônico, sendo um grande sucesso de vendas.

 

BlackBerry 6210 (2003)

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Enquanto o Sony Ericsson T68i colocava o e-mail no seu bolso, o Blackberry 6210 colocava o celular no mundo dos negócios, dando acesso instantâneo e em tempo real aos e-mails corporativos. Resultado: tornou-se indispensável para os executivos. E para confirmar essa tendência, não podemos deixar de falar da estreia do teclado QWERTY físico, que facilitava e muito as tarefas de digitação de e-mails e mensagens de texto, além de uma melhor navegação na web.

Essa combinação colocou os telefones BlackBerry em um patamar completamente diferente de todos os outros telefones na época. Esse foi o primeiro grande salto para o que hoje conhecemos como “smartphone”. Foi além disso: até hoje, todo mundo considera o BlackBerry um modelo único de smartphone. Foram dominantes por, pelo menos, cinco anos. Até uma certa empresa de Cupertino, Califórnia, entrar na festa do mundo mobile.

 

Palm Treo 600 (2003)

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Antes dos smartphones, a Palm reinava soberana com um gadget muito atraente, chamado PDA (Personal Digital Assistant). Seguindo o movimento do mercado, a Palm lançou outro pioneiro no mundo dos smartphones, o Palm Treo 600. O modelo já contava com alguns recursos bem interessantes, como uma câmera traseira, um MP3 player e um sistema operacional que, você aceitando ou não, influenciou no nascimento do iOS e do Android. Mais: já trazia aplicativos e teclas mapeáveis. E, como era a tendência da época, também contava com um teclado QWERTY físico. Sua tela colorida de 2.5 polegadas mostrava um mundo de possibilidades, mas infelizmente a Palm perdeu o bonde do tempo, sendo muito lenta nas atualizações do seu OS. Ficou para trás em relação aos seus competidores.

 

Motorola RAZR (2004)

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Esse foi o primeiro celular que todo mundo disse em coro “eu preciso ter um desse”. O fino telefone com flip era estiloso, e comercialmente muito vendável. Conheço muita gente que comprou esse modelo apenas por causa de sua estética. Inclusive esse que escreve esse post. Foi o último grande sucesso da Motorola antes da “era Android”, uma vez que vendeu 130 milhões de unidades ao redor do planeta.

O Motorola RAZR parecia ser o celular do futuro. Seu teclado numérico tinha um acabamento de metal, que acompanhava o seu corpo revestido em alumínio e vidros coloridos, que davam um ar muito moderno ao dispositivo. Entrou para a história por ser o último celular de genuíno sucesso no mercado mobile. E foi o último celular da Motorola que vingou no mercado. Depois disso, foi ladeira abaixo. Só se salvou quando a Google/Android puxou a empresa do atoleiro.

 

Motorola ROKR (2005)

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Esse foi um sonho de consumo meu por muito tempo. Para minha sorte, nunca cheguei a ser proprietário de um deles. O Motorola ROKR foi o primeiro telefone a se comunicar de forma aceitável com o iTunes, e esse foi um grande negócio para Steve Jobs na época. Aliás, caso você não se lembra, foi o próprio Steve Jobs que anunciou o lançamento do Motorola ROKR, com o nome de “iTunes Phone”.

Duvida? Foto abaixo.

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Porém… o Motorola ROKR era simplesmente horrível! Ok, funcionava com o iTunes. Mas… de que adiantava se você não podia sincronizar mais de 100 músicas? E a sua interface? Era tão ruim, tão confusa, que nem dá pra descrever como foi mal feita. Mesmo assim, o ROKR entra para a história por efetivamente abrir as portas dos celulares com funções multimídia, ou como players de mídia efetivos. Foi a inspiração final para a Apple produzir o iPhone.

 

Nokia N95 (2007)

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O “último grande herói” da Nokia. O N95 expandiu as ideias inseridas no T68i, com recursos que eram encontrados nos smartphones, mas sem o teclado QWERTY físico. Era estiloso, moderno e funcional. Atraente, eficiente, desejável. Único.

Além disso, o N95 foi o primeiro celular a contar com GPS e o item opcional de navegação ponto a ponto. Contava com uma ótima câmera de 5 megapixels com gravação de vídeos e flash para fotos noturnas, além de sintonizador de rádio. Mas foi muito além de ser um smartphone. Mostrou ao mundo que “design importa sim”, com uma parte frontal com um teclado numérico, e um slide que revelava os botões de mídia, para controlar o MP3 player.

Digam o que quiserem, mas foi o último grande sucesso da Nokia. Nenhum que veio depois do Nokia N95 conseguiu um resultado tão positivo de público e crítica.

 

Apple iPhone (2007)

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Esse, dispensa apresentações. É o smartphone que mudou tudo. Foi o primeiro smartphone a mostrar os recursos que as pessoas gostariam de ter, mesmo que elas não soubessem o que exatamente esses recursos faziam. Era diferente de tudo o que estava no mercado em todos os sentidos, com um design atraente e interface de usuário que qualquer um pode usar. E olha que ele só tinha um botão.

O primeiro iPhone era bem limitado, sem recursos de copy/paste e outras funcionalidades que já estavam presentes em outros smartphones. Mas… quem se importava? O iOS se tornou o sistema operacional referência pelo seu conceito, e a experiência de uso geral suplantou todas as suas restrições, prevalecendo no mundo mobile.

Sem falar que o iPhone e a Apple mudaram a forma com os fabricantes negociavam os lançamentos de produtos com as operadoras. Por causa dele, uma verdadeira queda de braço entre as operadoras nos Estados Unidos começou, onde a AT&T virou parceira exclusiva da Apple por muitos anos, obrigando a Verizon a buscar a Samsung como principal parceira comercial.

Seis anos depois, o iPhone segue no mercado, como um dos produtos de tecnologia mais desejados pelos fãs de tecnologia de todo o mundo.

 

HTC Dream (2008)

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Encerro a minha lista de celulares/smartphones que mudaram o mundo com o HTC Dream, também conhecido como T-Mobile G1, que foi o primeiro smartphone Android a chegar no mercado, em 2008. Foi o primeiro smartphone a ousar desafiar o iPhone. No começo, não foi tão fácil para o Android. Mas depois de cinco anos, o sistema é, simplesmente, o #1 do planeta. E tudo começou aqui.

Com um teclado QWERTY físico combinando com uma tela sensível ao toque e um sistema Android 1.5, o HTC Dream contava com tela de 3.2 polegadas. Desde o seu lançamento, o Android teve uma evolução impressionante, e hoje está no mesmo nível de excelência (e em alguns casos, melhor) do que o iOS.

OwnFone, o telefone mais simples do Universo? (com vídeo)

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Mais simples, impossível. O OwnFonese destaca por contar apenas com os botões considerados indispensáveis para que você se comunique com eficiência com o resto do mundo: controle de volume, atender e encerrar chamadas, e ligar e desligar o telefone.

Seu minimalismo chega ao ponto de você ainda poder inserir os números mais importantes de sua vida em botões especiais, além do número de emergência (para emergências). Por enquanto, é só isso que o telefone faz, mas o seu fabricante garante que em breve, os nomes poderão ser impressos em Braile, sendo uma opção bacana para os deficientes visuais. Por enquanto, crianças e idosos são o público-alvo do produto.

Preço: 55 libras (ou US$ 86). Por enquanto, exclusivo no Reino Unido. Abaixo, vídeo demonstrativo do produto. Para mais informações sobre o OwnFone, clique aqui.

E a HTC algum dia REALMENTE esteve no Brasil?

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A notícia do final de semana, e que repercutiu ao redor do planeta foi sobre a decisão da HTC fechar as suas portas no Brasil. Isso foi noticiado em todos os grandes blogs e sites de tecnologia do mundo, e muitos deram a nota com pesar, uma vez que lá fora, temos o HTC One X como um excelente aparelho, mas que nunca vai chegar ao nosso mercado. Porém, eu lanço a pergunta: será que a HTC, em algum momento, realmente esteve no Brasil?

Eu quero deixar bem claro que não tenho nada contra a HTC. Pelo contrário. Através do TargetHD, testei alguns dos seus smartphones, aprovei alguns deles, e até gosto de sua interface Sense. Porém, como já disse antes, acho que essa decisão de não ir para a briga contra Nokia, Samsung, LG, Apple e derivados uma grande burrice. É claro que nessa opinião (pessoal e imparcial; é bom avisar para os chatos de plantão, que pedem “imparcialidade”) eu pesei todos os prós e contras, e entendi os motivos da empresa em baterem em retirada. E, mesmo assim, é um erro sem tamanho abandonar o mercado brasileiro.

Vamos por partes, como diria o açougueiro do supermercado vizinho de casa.

O motivo principal para a saída da HTC do Brasil é aquele que afeta de forma implacável a HTC, as demais empresas de tecnologia e todo e qualquer brasileiro: a elevada carga de impostos. Esse câncer criado pelo Governo Federal para arrecadar recursos para supostamente serem destinados em projetos sociais e/ou melhorias para a população. Recursos esses que bem sabemos que nunca chegam ao seu destino (e você, pró PT, pode dizer o que quiser, mas não vai me convencer do contrário), e que, em muitos casos, vão para outros “projetos sociais” (a.k.a. Mensalão, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres…). Mas esse post não é lugar para isso.

A alta carga de impostos realmente afugenta as gigantes de tecnologia a produzirem no Brasil. A Apple, por exemplo, só começou a produzir os seus principais gadgets em território nacional depois de árdua negociação para obter isenção fiscal. Por outro lado, empresas como Samsung, Sony, LG e Nokia fabricam os seus celulares e smartphones aqui no Brasil, recebendo as mesmas isenções, e obtendo lucros com vendas. Ok, nem preciso discutir com você sobre o elevado preço dos seus produtos considerados top de linha, mas fato é que isso não fez com que todas essas empresas não desistissem de produzir os seus produtos por aqui.

A HTC foi na contramão das demais. Jamais demonstrou interesse real em aumentar os seus investimentos no Brasil, de fabricar os seus produtos por aqui. Apostou apenas na importação de alguns modelos que em muitos casos estavam muito defasados em relação ao mercado internacional, e buscava obter lucros nivelando o mercado brasileiro por baixo. Para vocês terem uma ideia, a empresa ainda apostava em lançamentos com Windows Mobile 6.5 (não confunda com o novo Windows Phone) e Android 2.1 até o ano passado. Enquanto isso, nos demais mercados, modelos com Android 2.3 e 4.0 enchiam as prateleiras.

Ok, preciso ser justo: o último grande lançamento da empresa no Brasil foi o HTC Ultimate, aparelho esse que considero um excelente smartphone, com uma tela ampla, excelente para se trabalhar com o Windows Phone. Porém, no ato do seu lançamento, foi exclusivo de uma operadora, por um preço elevado (R$ 1.699), e em um momento onde todos estavam esperando mesmo era os lançamentos da Nokia com o sistema da Microsoft. Eu não vi a HTC trabalhar com marketing pesado em cima desse lançamento no Brasil, que naquele momento, era o primeiro smart com Windows Phone a chegar no nosso mercado.

É nesse momento que a HTC deveria ter apostado tudo nessa cartada, dado a cara pra bater, e ao menos tentar a todo custo convencer o consumidor brasileiro que estava vivo no mercado brasileiro. Mas, convenhamos, ela não chegou nem perto de fazer isso. Aliás, historicamente, a HTC fez de conta que esteve no Brasil. Foram poucas as vezes que vi propagandas da empresa em revistas, jornais ou na TV. Nas lojas de operadoras, nenhum destaque era dado para os seus modelos. No e-commerce nacional, nenhuma promoção, e no mercado como um todo, a HTC sempre foi uma coadjuvante. E pelo visto, a empresa estava satisfeita e acomodada com essa posição.

Mas… por que a decisão de sair do nosso mercado é uma burrice?

Simples: porque todas as demais estão lucrando no Brasil!

O discurso de “impostos elevados, falta de incentivo fiscal, por favor nos ajudem…” está bem mais fraco que nos últimos anos. Isso é sinal que os fabricantes estão lucrando e muito no mercado brasileiro, que está em expansão. Hoje, não ficamos mais chocados com smartphones de R$ 2 mil (não temos grana para isso, é claro, mas não é algo que ficamos surpresos), e temos ótimos modelos intermediários na casa dos R$ 1 mil, que é um valor que o brasileiro médio pode pagar em 10 vezes sem juros (no carnê ou no cartão de crédito). Logo, o Brasil é sim um mercado muito promissor, cheio de oportunidades, onde o consumidor brasileiro está disposto a comprar alguns dos principais lançamentos do mercado.

Faltou para a HTC coragem e disposição para investir no nosso país. Sobrou preguiça para trabalhar melhor os seus produtos em terra tupiniquim. Acreditou que em um nicho menor poderia se dar bem, mas na prática, o nicho foi tão pequeno que tornou a empresa inexistente. Por isso, cabe a pergunta do título do post…

Será que a HTC algum dia REALMENTE esteve no Brasil? Na minha humilde opinião, não!

Celulares pré-pagos mandam no Brasil: são R$ 27 bilhões movimentados por ano!

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O mercado de smartphones pré-pagos só cresce no Brasil. na verdade, mais de 20% ao ano, movimentando cerca de R$ 27 bilhões anualmente.

Nada mal. É reflexo de um país em crescimento.

Mas isso também é sinal que as empresas de tecnologia, como um todo, terão que investir mais em infraestrutura, para cobrir a demanda de serviço, que só tende a aumentar com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Será que teremos um colapso conectado durante os eventos? Do jeito que está hoje, a tendência é que sim.

Leia a matéria completa publicada no Notícias e Negócios. Vale a pena se informar sobre o assunto.

Agora, você não precisa mais declarar celulares e câmeras digitais ao chegar no Brasil. O que isso muda a SUA vida?

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Foto: Baixaki.com.br

Caso você, amigo internauta (ou inimigo declarado… vai saber…) ainda não sabe, a partir de amanhã (03/08, se for publicado no Diário Oficial), os brasileiros que voltarem para o Brasil não precisam mais declarar alguns bens de uso pessoal ao passar na Receita Federal. Os que mais nos interessam, já que precisamos escrever de tecnologia neste blog, são os celulares, os relógios e as câmeras digitais.

Mas,a pergunta é: o que isso muda na sua vida?

Isso significa que, agora, você deixa de passar pelo inconveniente de ter que declarar o seu iPhone ou BlackBerry novo para o fiscal da receita, além de ter mais uma possibilidade de comprar um produto mais barato. Bom, existe uma pequena regra para você ficar livre da mordida do leão. Você precisa demonstrar que você comprou e já está usando o produto, ou seja, a aquisição é um bem de consumo pessoal. Na prática, você compra o iPhone, tira ele da caixa, e começa a brincar com os joguinhos que você comprou na App Store, enquanto estava descansando em Miami, ou já começa a adicionar os seus compromissos e contatos no seu BlackBerry, que está tudo certo.

No caso das câmeras digitais e relógios, a mesma coisa: bateu algumas fotos na câmera e deixou as fotos lá, com a câmera fora da caixa, não conta com cobrança de imposto. Relógio de pulso, está no seu pulso? Pode até fazer a dança do siri perto do fiscal da Receita (não façam isso, crianças…) que não tem imposto. Isso significa um avanço na lei brasileira, ainda mais diante de exemplos relativamente práticos do dia-a-dia das pessoas que viajam.

A cota limite para compras no exterior é de US$ 500. É difícil você ter um smartphone que passe desse valor (até tem, eu sei, mas são poucos). E, mesmo nestes casos, dependendo do humor do fiscal, a taxa de importação era tão pequena, que muitos que entraram com produtos que, em muitos casos, a pessoa comprava e já começava a usar no país de origem, nem eram taxados (afinal, quando você tira o produto da caixa, fica claro – ou não – que é um produto de uso pessoal, e não para revenda).

Porém… ATENÇÃO! Isso não significa que, agora, você pode fazer a festa, que encontrou um novo meio de ganhar dinheiro, e que agora você vai até Miami comprar 10 iPhones e vender a preço de iogurte aqui no Brasil. A cota limite AINDA EXISTE, e para mais de uma unidade, você é obrigado sim a declarar, principalmente se os produtos estiverem na sua caixa original. Se o fiscal da Receita Federal ver que você está com mais produtos que os seus bolsos conseguem abrigar, ele vai cobrar, sem dó, nem piedade, os 50% de imposto de entrada que estão previstos na lei brasileira. No caso do iPad, ele também entra nessa regra, de bens de uso pessoal que não precisam ser mais declarados se você provar que usou profissionalmente o equipamento, pois para a Anatel, ele entra como um produto de TELEFONIA (por existir, pelo menos, uma versão 3G do aparelho). Porém, tanto para o iPad quanto para os celulares, você sempre deve, pelo menos, apresentar a nota fiscal para os fiscais da Receita.

Por fim, vale então o registro de que, na sua próxima viagem ao exterior, pode comprar o seu novo celular tranquilamente, que o leão da Receita não vai te pegar. Ah, e se quiser se lembrar de mim, e comprar algum smartphone maneiro… estamos aí!