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Primeiras Impressões | Guys With Kids (NBC, 2012)

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Olha, vou confessar um “giuty pleasure” para vocês: apesar de eu achar que Guys With Kids definitivamente não vai vingar, e ser fraca como comédia… eu até que dei umas risadas com o piloto. Mas fiquem tranquilos: eu não vou acompanhar a série.

A sitcom idealizada por Jimmy Fallon (SNL) conta a história de três pais, com três perspectivas diferentes de convivência com os filhos. Chris (Jesse Bradford) é o recém divorciado, que era casado com uma mulher controladora, Sheila (Erinn Hayes), que ainda precisa descobrir como cuidar de uma criança de apenas nove meses de idade (e lidar com a chata da esposa pegando no pé). Nick (Zach Creggger), é o pai descolado, bem sucedido programador de computadores, casado com Emily (Jamie-Lynn Sigler), que aproveitaram a boa fase para ter o segundo filho. Já Gary (Anthony Anderson) tem a vida mais atribulada, pois já está no quarto filho com Marny (Tempestt Bledsoe), e é ele quem cuida da tropa enquanto a esposa trabalha.

A ideia da série não é algo que podemos chamar de novo. Temos vários exemplos na história da TV norte-americana que contam como é difícil pais assumirem o papel de mães e cuidarem dos filhos. Podemos ir de The Andy Griffith Show até Blossom se você quiser. A diferença aqui é que temos bebês sendo levados de um lado para outro pelos pais, e uma perspectiva masculina leve, com situações que a maioria dos pais de primeira viagem passam, como “quem vai ficar com o bebê quando o pai divorciado tem um encontro em um jogo de basquete”, ou “cuido de todos eles, e não tenho folga nem mesmo para transar com a minha esposa no banheiro”.

Como disse antes, me diverti com Guys With Kids, mas não acho que a comédia da NBC vai em frente. Apesar de até acreditar que a série tem dois fortes apelos para atrair o público (a assinatura de Jimmy Fallon, que é adorado pela audiência do canal do pavão, e o tema de “pais cuidando de seus bebês”), o “todo” do piloto é bem insípido e bobo. Tá, é uma comédia leve, e foi feita para ser de fácil compreensão. Mas as cenas onde os marmanjões brincam de “hi-five” as crianças não são graciosas. Aliás, ainda bem que existem dublês de bebês hoje em dia. Essas crianças apareceram na maior parte do piloto. Logo, devem ter sofrido com o ritmo das gravações.

Guys With Kids vai no vácuo do momento da TV norte-americana, de fazer comédias familiares. Deu certo com Modern Family e com Raising Hope. Logo, vamos apostar nesse estilo, porque os americanos vão gostar. Tudo bem, não é nenhum pecado fazer isso. Mas se o texto da série não melhorar, e até mesmo alguns argumentos da própria série não se tornarem menos óbvios (por exemplo, o pai indo para o encontro escondido da ex-esposa, que não queria uma babá para cuidar do filho…), onde você já prevê o resultado momentos depois, a tendência dela é naufragar.

Não me vejo dando muitas chances para a série de Jimmy Fallon, mas sei que vai ter muita gente que vai gostar. Por causa do tema, e por causa do Jimmy Fallon. Fico mais na torcida pela melhora da série. Até vejo ela caindo no gosto de todos, por causa dos bebês. Um ponto positivo da série é que os personagens masculinos até que estão bem aceitáveis no piloto, com um bom timing, e fazendo as piadas renderem de alguma forma. Mas o geral precisa melhorar.

Até que Guys With Kids saiu com saldo positivo. Não é a bomba que o promo me vendeu no meio do ano.

[Resenhas] Tina Fey é o máximo! Fato!

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Outro dia a gente fala mais de 30 Rock (NBC/Sony). Hoje, vamos falar da mente que está por trás desta série. Nesta semana, foi anunciado que Tina Fey vai receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. E isso é mais do que merecido para uma das mentes mais geniais da TV atual.

Pra começar, Elizabeth Stamantina Fey, com uma carreira de apenas 16 anos (sendo que ela está na NBC desde 1997), já tem um currículo de fazer inveja mortal a grandes lendas da TV norte-americana, tanto atuando como atriz/comediante, quanto como produtora e roteirista. Ela já tem 7 Emmy Awards, 4 prêmios SAG e 4 prêmios do Sindicato dos Escritores norte-americanos. Sem contar que, entre 2008 e 2009, ela venceu a maioria absoluta dos prêmios que disputou. E tudo isso com apenas 40 anos de idade, recém completados em maio. Mas ela não se notabiliza apenas pelos prêmios. Tina Fey fez jus a tudo o que conquistou, e de forma única, especial, inteligente. Aliás, a mente de Tina é que a torna extremamente atraente.

Apesar dela até ter se interessado por artes dramáticas, tomou a sábia decisão de ir para Chicago para integrar um grupo de comédia improvisado, chamado The Second City. E, somado à sua infância/adolescência de cultura televisiva, teve ela se tornou uma apaixonada pela arte de improvisar. Sua paixão pelo Second City é confessa, e isso fez com que ela ampliasse a sua capacidade de processar rapidamente uma piada (se é que comediantes são computadores para processar algo). Ser descoberta para o elenco de Saturday Night Live foi um pulo que, mesmo não sendo a intensão de Fey, foi algo que já era projetado três anos antes. Ela mesmo disse que “eu sempre tinha foco no show (SNL), enquanto que as outras crianças tinham o foco no Derek Jeter (jogador de baseball do NY Yankees)”.

Tina Fey rompeu barreiras, e fez histórina no SNL, sendo a primeira mulher a se tornar redatora-chefe do programa de humor da NBC, em mais de 30 anos de programa. Isso iniciou uma nova fase ao SNL, dando um novo fôlego ao programa, com piadas inteligentes e ousadas para o seu público, adicionadas de uma dose de sarcasmo que tem a cara de Tina Fey. E este é um sarcasmo que todos que gostam de TV adoram. Ao lado de Jimmy Fallon (outro “garoto prodígio” da NBC, que será o apresentador do Emmy 2010), foi âncora do fantástico semanal de notícias do SNL, o Weekend Update, de 2000 até a sua saída do show, em 2006. Em 2002, conquistou o seu primeiro Emmy na categoria de melhor roteiro para programa de variedades. Foi a “responsável” pela contratação de Amy Poehler para substituir Fallon na bancada do Weekend Update, e como resultado disso, ajudou Amy a ter o seu próprio show (Parks And Recreatin), que na sua segunda temporada, passou a ter o “espírito Tina Fey de se fazer comédia”.

Mas 30 Rock é a sua obra prima. Aliás, vale o registro de que Tina Fey ofereceu a ideia de se fazer uma sitcom sobre uma empresa de TV a cabo em 2002, mas a NBC rejeitou a ideia. Faltava o algo mais. O tempo deu a maturidade suficiente par Fey re-escrever o projeto, que antes era conhecido como Untitled Tina Fey Project, e que depois do piloto, se tornou 30 Rock que, para muitos, é altamente baseado em uma sitcom que, na década de 1970, foi um megahit da TV americana, The Mary Tyler Moore Show, que é considerada uma das melhores comédias de todos os tempos. Rapidamente: a comédia fala sobre os bastidores de um programa de TV, chefiados por uma mulher (Mary Tyler Moore), com assistentes e profissionais de diferentes personalidades (algumas malucas, por que não). Tal como 30 Rock é hoje. Porém, Tina Fey fez com que 30 Rock se tornasse uma série única.

30 Rock mostra a TV rindo de si mesmo. Tina Fey faz TV rindo de si, da NBC e dos outros canais. Mostra que há inteligência na mente perturbada de Tracy Jordan, que há sagacidade no tino comercial de Jack Donaghy, que tem muitas atrizes quarentonas desesperadas sim por notoriedade, como Jenna Marooney. E o mais legal: que o telespectador americano é sim Kenneth Parcell. Tudo isso com um timing de comédia sensacional, com um ritmo frenético e com um texto primoroso. 30 Rock já está na história por ser uma das comédias mais inteligentes e aclamadas de todos os tempos, e Tina Fey e a grande responsável disso.

E, quando menos se espera, Tina Fey veio com mais uma sacada genial, que foi sua paródia à candidata a vice-presidente dos Estados Unidos em 2008, Sarah Palin. Até hoje, o Partido Republicano agradece por isso, pois, se esta paródia nunca tivesse ido ao ar, a derrota para os Democratas seria maior. O esquete foi um sucesso imediato: a audiência do SNL foi histórica, sendo a mais alta do show desde 1994, e ele foi o maior vídeo viral da história da NBC na internet, com mais de 5.7 milhões de visualizações em apenas 4 dias. E isso lhe rendeu mais um Emmy Awards para a coleção. Os números só foram superados recentemente pelo episódio especial do Dia das Mães do SNL, protagonizado por Betty White.

Por tudo isso, e muito mais (que não couberam neste post), a homenagem para Tina Fey na Calçada da Fama de Hollywood é mais do que merecida. Ela é hoje a principal personalidade no mundo da TV dos EUA, no que se refere à produção e roteiro. Seu nome já está na história, ao lado de grandes nomes da comédia, e pelos seus números, pode se tornar um segmento único dentro da TV. Afinal, três shows já contam com sua influência direta (SNL, 30 Rock e Parks And Recreation). Imagine o quanto ela pode conquistar nos próximos 40 anos? Quem viver, verá!

Gostou do post? Então, leve para sua casa a “joia” de Tina Fey: 30 Rock!

30 Rock – 1a Temporada
30 Rock – 2a Temporada
30 Rock – 3a Temporada
30 Rock – 3 primeiras temporadas

Os Simpsons: mais do que uma série de TV, uma instituição cultural mundial

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The Simpsons. Qualquer ser vivente, que assiste TV desde 1989 sabe qual é a desta família, e do que eles são capazes de fazer. Este post nasceu após eu assistir o episódio S21E20 (To Surveil, With Love), e já começou com polêmica no Twitter, quando resolvi proferir a frase da discórdia:

“The Simpsons é a melhor série de animação da História”.

Ok. não disse essa frase à esmo, e posso provar minha teoria. A começar por esta temporada 21, em exibição atualmente na Fox dos Estados Unidos.

Eu não sou hipócrita, nem idiota (apesar de muitos acharem isso, pelo fato de criticar abertamente a “série da rolha”, mas isso é outra história). Como a maioria das pessoas, eu também dei uma bela desanimada com os Simpsons. Afinal de contas, não há mais o que se inventar em uma série que, nesta temporada 21, vai chegar aos 461 episódios. Porém, por mais que a gente reclame disso, não podemos negar que, chegar neste número não é pra qualquer série. Aliás, não é para nenhuma sitcom. Nenhuma série de comédia tem esta longevidade. E manteve esta longevidade, sem sequer passar pelo risco de cancelamento, durante estes mais de 20 anos. E este é o ponto inicial pelo qual a série de Matt Groening merece seu respeito.

Porém, eu venho acompanhando esta 21ª temporada com mais atenção, e venho observando que alguns episódios estão pegando aquilo que há de melhor da série, e combinando com o mais valioso legado que The Simpsons possui: a forte influência na cultura pop mundial. A série satiriza o “american way of life” não só dentro do quarteirão onde a família vive, com o vizinho de cerca, mas com o mundo. O mundo já foi zoado pelos Simpsons, e só eles podem fazer isso. Neste episódio 20, eles fazem aquele já tradicional episódio para ser indicado ao Emmy (como se ela precisasse disso: já indiquem logo a série e pronto). E o episódio me fez lembrar porque The Simpsons é a melhor de todos os tempos.

Uma das melhores aberturas de The Simpsons, principalmente porque você espera a abertura convencional, e vem algo bem diferente (lembrando que eles só mudam a abertura para os episódios de Dia das Buxas e alguns episódios especiais), e acreditem: foi tão legal que vi várias vezes, para acompanhar tudo. Há diversas referências relevantes à cultura norte-americana e mundial no episódio, desde Karatê Kid até 2ª Guerra Mundial, tirou sarro com terrorismo e a paranoia que o terrorismo causa (e isso com ameaça terrorista em Nova York bem recente; ou seja, atuais, mesmo produzindo um episódio com meses de antecedência), confronta a mania que as pessoas temem em ser vigiadas, e faz piada dos britânicos. Resultado: um dos melhores episódios da série. E não é exagero.

Aí você me fala: “ok, acredito em você. De vez em quando, tem bons episódios dos Simpsons. Mas tem séries de animação muito melhores hoje. Você não está exagerando quando diz que The Simpsons é a melhor da história?”

Mas é claro que não, e eu já disse que vou provar isso.

Quando The Simpsons surgiu, não havia nada neste tipo na TV. Ok, tinha The Flintstones (a primeira animação a ser indicada para o Emmy de Melhor Série de Comédia), The Jetsons, Scooby-Doo, Pernalonga & Patolino… todos bons desenhos, mas com formatos que prezavam pela estrutura de “tudo acaba bem no final, situações óbvias e famílias de bons costumes, etc”. Por isso, quando ela apareceu como série de TV no prime-time do domingo da Fox nos EUA, a resposta positiva foi imediata, tanto de crítica, quanto de público. Os Simpsons praticamente colocou a Fox no mapa, pois foi o primeiro show do canal a entrar no Top 30 da audiência norte-americana, nos primeiros anos do canal, entre 1989 e 1990. Afinal de contas, eram 13 milhões de norte-americanos que, todo domingo à noite, se perguntava “what a fuck?”

A partir daí, a série se tornou um gigante fenômeno cultural de massa, não só nos Estados Unidos, como no mundo. Em qualquer lugar do planeta, você pode reconhecer o rosto de Homer Simpson. E isso não se limitou ao meio de televisão, mas também à outros setores do conhecimento humano e de consumo de informação: a exclamação característica de Homer, “D’oh” foi adotada pelo Dicionário Britânico da Oxford, como verbete oficial. E não foi a única: As palavras Cromulent e Kwyjibo (a última inventada por Bart Simpson) também foram parar no Dicionário Webster de língua inlgesa. Além disso, a revista Time elegeu The Simpsons como a melhor série de TV do século 20 (e como temos TV desde a década de 30, logo…), e elegeu Bart Simpson como uma das 100 personalidades mais influentes do século. E ele é o único personagem ficcional da lista.

Vale lembrar que The Simpsons é um dos poucos programas de TV que tem uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que Homer Simpson foi colocado em #1 na lista dos 100 maiores personagens da TV da história, que Homer é  nono colocado no ranking da Entertainment Weekly dos 50 maiores ícones da TV, e a série ficou no posto #8 dos 50 maiores programas de TV de todos os tempos, da mesma EW. Ainda na lista das melhores, ela está entre os 100 melhores shows de TV de todos os tempos da revista Time, e em diversas listas ao redor do mundo, The Simpsons é coloca como a melhor série de animação, e em alguns casos, a melhor comédia da história.

Isso tudo não viria se The Simpsons não fosse um produto que tivesse entrado tão forte na cultura do norte-americano. O perfil do telespectador foi completamente alterado nas noites de domingo. As pessoas deixaram de assistir o tradicionalíssimo The Cosby Show na CBS para ver qual seria a próxima burrice de Homer, ou a próxima travessura de Bart. Nesta década em que nós estamos, Homer Simpson tinha maior prestígio e era mais popular do que o ex-presidente norte-americano George W. Bush (se bem que esta é fácil…).

Os Simpsons foram parar em um dos veículos mais influentes dos anos 90, a MTV, com a música Do The Bartman, que apesar de não ter sido lançado como single nos EUA, foi #1 em diversos países do mundo, e foi o videoclipe mais executado da MTV norte-americana entre janeiro e março de 1991, sendo até indicado ao Video Music Awards daquele ano. Detalhe: Do The Bartman é composição de, ninguém mais, ninguém menos, do que Michael Jackson.

Outro fator determinante para o sucesso de The Simpsons é que ela foi a primeira série de animação que contou com participações especiais de astros do cinema e da TV, sendo inovadora neste conceito. Isso criou um efeito dominó de proporções nunca vistas na história da TV: esportistas, líderes religiosos, políticos, músicos, jornalistas… diversas personalidades, de diversos segmentos de mídia e entretenimento fizeram participações em episódios da série, chegando ao ponto de algumas celebridades desejarem participar da série. Hoje, participar de um episódio de The Simpsons é sinal que você realmente é pop, justamente pela série ser um grande termômetro da cultura pop dos EUA e do mundo.

E isso porque eu não falei dos 25 prêmios Emmy (sendo que, 10 destes prêmios são de melhor série de animação, em 17 temporadas indicadas ao prêmio; só nesta década, The Simpsons foi eleita a melhor série de animação por 5 vezes) em 21 temporadas.

Mas, se nada disso te convenceu, eu vou para o argumento definitivo: o legado que The Simpsons deixou no mundo da TV que nós temos hoje.

As pessoas tendem a ser pragmáticas e sistemáticas e, com isso, se esquecem de algumas coisas. Primeiro: televisão é produto de entretenimento. Logo, nem tudo que é genial é o melhor. Segundo: é necessário se ver o todo, e não uma parte da situação. E, como eu disse antes, eu não sou burro, nem idiota. Por muitas vezes eu disse que The Simpsons já deu o que tinha que dar, que não há mais muito o que se inventar dentro do universo da série, e concordo quando as pessoas falam que séries como Family Guy, South Park entre outras apresentaram ao longo do tempo propostas mais atraentes, e que principalmente Family Guy, hoje, está em um momento melhor do que The Simpsons. Mesmo porque, boa parte da audiência cresceu, e se conectou mais com séries como a da família Griffin. Mas…

Nem Seth MacFarlane acha sua criação melhor que a de Matt Groening,

MacFarlane já disse que “The Simpsons criou uma audiência para séries de animação no prime-time, que era algo que não existia há tempos na TV” e que “ao meu ver, eles basicamente re-inventaram a roda, e que o que eles criaram é, de diversas maneiras (e aí vocês qualificam como você quiser) uma nova mídia”. E ele tem razão. As pessoas se esquecem que, se os Simpsons não tivesse dado certo, jamais (e eu disse JAMAIS) séries como South Park, Family Guy, King Of The Hill, Futurama, The Critic, American Dad e outras sairiam do papel, e isso é fato consumado. Todas estas séries já prestaram suas homenagens e tributos à série de Matt Groening, por reconhecerem ela como um produto único.

Isso sem falar que a série não só influenciou na sua plataforma de animação, mas também no conceito de série de comédia que nós temos hoje (chamada de “mockumentary“). Caso você não saiba, a primeira grande série neste estilo de comédia sem claque (ou risada gravada, ou com plateia) é Malcolm In The Middle (que estreou em 2000), que também era exibida na Fox, mas que teve forte influência de The Simpsons. A Fox aliás é a que mais produz/exibe séries neste formato: Arrested Development, Modern Family (que passa na ABC, mas é uma produção da Fox), Reno 911 (FX), entre outras. E, para confirmar esta teoria, Ricky Gervais já declarou que The Simpsons foi a principal influência para a criação da sua série de maior sucesso, que é uma das grandes séries de comédia da atualidade: The Office.

E isso porque não falei nas influências religiosas, políticas, esportivas… e também não falei do fime: The Simpsons: Movie gerou um lucro de US$ 527 milhões ao redor do mundo, que é lucro de blockbusters como Missão:Impossível.

Com tudo isso, podemos afirmar, sem medo de errar, que The Simpsons é a melhor (e maior) série de animação da História. Não me entendam mal: adoro as outras séries exibidas pela Fox e pelo Comedy Central (Futurama volta em setembro no Comedy Central), mas The Simpsons é um produto único na história da TV. Pode não ser hoje a melhor série de animação em exibição, e cá pra nós, nem precisa mais ser. Os Simpsons mudou a história como nenhuma outra animação fez, e criou um caminho para que outras séries fantásticas entrassem nas nossas vidas.

Logo, merece continuar no ar por muitos e muitos anos, por tudo o que representa ainda para aqueles que, como eu, assistem a série há mais de 20 anos, para as novas gerações que estão assistindo a série, pela grana violenta que a série traz, mas principalmente: para nos lembrar que TV também pode ser legal, irreverente, despojada, que TV é entretenimento sem compromissos. Pouquíssimas séries tiveram o poder de mexer de forma tão direta com a vida do norte-americano, comprar briga com secretarias de turismo ao redor do mundo, e de mostrar, por tanto tempo, como o americano comum pode ser tão idiota e tão adorável ao mesmo tempo.

Os Simpsons caíram sim na armadilha da longevidade, e para muita gente, se tornou uma série que “arregou” no quesito “vamos enfiar o dedo na sua cara”. Mas, como todo casamento de longa data, olhamos para a série com o carinho e respeito merecido, tendo a certeza de que vamos amá-la para sempre.

[SpinOff Channel] The Drew Carey Show, e suas pérolas de bom humor

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Inauguramos um novo segmento aqui no Spin-Off, o Spin-Off Channel! Calma, não criamos um canal de TV (isso é só um plano para um futuro distante…). Mas este espaço é destinado a mostrar momentos em vídeo de séries do passado e do presente, que valem a pena serem vistos e revistos. E, de cara, já começamos com uma das melhores.

The Drew Carey Show. Pra molecada que não sabe, The Drew Carey Show foi uma das grandes séries que impulsionavam as quartas de comédia do Sony Entertainment Television no início do canal no Brasil. É uma das mais engraçadas e escrachadas séries de comédia de todos os tempos, durou 9 temporadas, foi transmitida nos EUA pela ABC, foi a primeira série a ser transmitida pela internet, e teve como sequência o ótimo Whose Line Is It Anyway (que, por sua vez, é fonte inspiradora de programas como Quinta Categoria e É Tudo Improviso).

Começamos com um dos momentos mais memoráveis da série. Para impressionar de vez o público, do nada, a série resolve mudar sua sequência de abertura, colocando uma música nova (Cleveland Rocks, do The Presidents Of USA), em uma abertura muito bem elaborada, e com quase 3 minutos de duração. Simplesmente sensacional. Veja abaixo e divirta-se!

Além disso, temos duas sequências fantásticas. A primeira, é a abertura do início da 6ta temporada da série, onde eles fazem uma brincadeira com o “modo The Sims de se ver a vida”. Já a segunda é uma espetacular sequência onde eles fazem referência direta ao filme Ou Tudo Ou Nada. Tudo muito divertido e escrachado, que vale a pena se conferir.