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Queda global de vendas de PCs é um sinal claro da mudança de mercado

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A Gartner recentemente publicou a sua última análise sobre as vendas do mercado de computadores para o último trimestre de 2012, e de acordo com a empresa, as vendas mundiais de PCs no período ficaram na faixa de 90.3 milhões de unidades, registrando uma queda de 4.9%, se comparados com os números do último trimestre de 2011. Os analistas da Gartner afirmam que o principal responsável por essa diferença é a popularidade dos tablets, que cada vez mais canibalizam o mercado de PCs.

A Gartner observa que os usuários seguem com a tendência de substituir os computadores pelos tablets, principalmente quando o ciclo de vida desses computadores na residência dos usuários chega ao fim. Também se observa uma mudança comportamental nos usuários que utilizam equipamentos de tecnologia nos setores de criação e administração, onde está sendo mais válido adquirir um tablet para exercer tais atividades de forma individual do que compartilhar um PC e, por tabela, compartilhar esses dados com outras pessoas. Os analistas acreditam que, no futuro, o usuário comum que possui um PC e um tablet é casa será a exceção da regra.

O estudo também informa que os compradores não estão propensos a substituir os seus computadores secundários em casa, e sim já migrarem direto para os tablets. As vendas do final de 2012 mostraram que é possível encontrar notebooks com preços muito baratos, mas com uma demanda muito menor do que o esperado. Mais uma vez, os tablets foram o objeto de desejo do consumidor no último Natal, e foram os produtos mais procurados em diferentes mercados globais.

Por fim, o relatório indica que o lançamento do Windows 8 não teve um impacto significante nas vendas de computadores no último trimestre, e é esperado que novos produtos que estão chegando ao mercado ajudem a aumentar a base de venda dos computadores. A HP foi a empresa que mais vendeu computadores no mundo no último trimestre de 2012, seguida pela Lnovo, Dell, Acer e Asus.

Já está preparado para as compras de final de ano? Muitos lançamentos de tecnologia a caminho…

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Final de ano é sempre assim: você se programou o ano inteiro, trabalhou o ano inteiro, para que nos meses de novembro e dezembro, você faça aquela corrida desenfreada nos shoppings para sanar o seu vício por compras de novos produtos de tecnologia. É claro que essa não é uma regra. Algumas pessoas esperam o mês de janeiro de 2013, para comprar alguns produtos desejados por um preço mais competitivo. Para esses, a vida é mais tranquila e feliz.

Agora, se você é um daqueles que não podem esperar mais pelos novos lançamentos, e precisam comprar imediatamente aquele produto ou jogo recém lançado (e melhor: tem a grana para cometer esse abuso financeiro), parabéns! Os próximos dois meses serão muito interessantes para você. Mesmo com todas as dificuldades econômicas que o Brasil começa a passar (muito por causa da economia do resto do mundo, e pelo fato da população não mais buscar crédito no comércio), o mercado de tecnologia ficará muito bem abastecido de novidades, que começam a chegar nas lojas a partir desse mês de outubro.

Aliás, o mês do Dia das Crianças foi o primeiro motivo para que os lançamentos de games desembarcassem no país. Jogos muito esperados como PES 2013, F1 2012 e FIFA 13 já desembarcaram por aqui, e alguns gamers já estão se divertindo com os novos títulos. Isso, sem falar que nessa semana, entre 11 e 14 de outubro, acontece a Brasil Game Show 2012, em São Paulo, que dá um preview de tudo o que vai chegar ao mercado brasileiro nos próximos meses. Muitos desses lançamentos estarão disponíveis nos meses de novembro e dezembro. Ou seja, prepare o seu cofrinho, pois as economias de um ano inteiro podem ir para o espaço em uma única compra.

Para os gamers que ainda não contam com um console de última geração, uma outra dica é o novo PlayStation 3, que é menor e com maior capacidade de armazenamento. Eu já tenho um Xbox 360, mas estou pensando em adquirir um PS3, pois boa parte dos meus amigos estão na PSN. Ainda vou me decidir por qual modelo que vou comprar, se será o antigo ou o novo. Aliás, aqui fica outra dica: no mercado “alternativo”, o modelo antigo PS3 novo está com um preço que pode chegar, em alguns casos, a ser metade do valor do modelo recém lançado pela Sony. Se o móvel da sala onde o console será instalado tiver espaço para isso, vale a pena fazer essa economia.

No mundo dos smartphones, a grande espera é mesmo pelo iPhone 5. A nova versão do smartphone da Apple foi homologado pela Anatel ontem (8), o que torna o modelo apto a operar e ser comercializado no Brasil. É sempre bom lembrar que o iPhone 5 não é compatível com as redes 4G do Brasil, ou pelo menos com aquela que está ativa (2600 MHz), só sendo compatível com as redes de 700 MHz, que só ficará ativa a partir de 2015 ou 2016, quando o sinal analógico da TV aberta brasileira for desativado. Se você achar que vale a pena esperar até lá, ou que pode viver com as redes 3G/3.5G do Brasil, ele é uma das opções a serem consideradas.

O Galaxy Note II da Samsung é outro modelo que merece a atenção daqueles que estão com saldo suficiente no cartão de crédito. O tabletphone tomou o mercado de assalto na sua primeira versão, sendo uma agradável surpresa para a fabricante sul-coreana, e promete repetir todo esse sucesso na segunda versão. Além disso, para aqueles que são menos apegados ao fator “early adopter”, o Galaxy Note (o primeiro) deve cair de preço no Brasil, o que pode despertar o interesse de alguns.

A Motorola ataca com dois smartphones Android, o RAZR HD, que é uma atualização do RAZR que já conhecemos, mas com tela em alta definição, e o RAZR i, que é o primeiro smartphone da empresa com processador Intel. As duas opções são interessantes por motivos distintos: a primeira porque é pensada nos usuários que querem ver vídeos de alta qualidade em qualquer lugar, e a segunda é para quem quer um Android de linha média, mas com performance de Android top de linha, e melhor: pagando um preço relativamente competitivo.

Isso, sem falar nos modelos de smartphones que já estão no mercado, como o Galaxy S III, Galaxy Nexus, modelos da LG, os smarts da Nokia com Windows Phone, entre outros.

Na área de tablets, as coisas estão um tanto quanto devagar. Não sabemos se o iPad Mini (que, se tudo der certo, será anunciado daqui a uma semana e meia) chega a tempo para as vendas de Natal. Particularmente, acho que não. E os seus concorrentes não se movimentam muito nesse quesito, se concentrando no momento nos smartphones. Logo, não há muito o que dizer. Mas vale a pena ficar de olho nas promoções disponíveis na internet.

Além disso, temos a invasão de computadores com Windows 8, que estarão no mercado a partir do dia 26 de outubro. A hora para trocar o seu computador é agora, pois além de pagar o preço atual do equipamento, vai economizar a grana da atualização, e ter uma garantia integral do novo equipamento. Pense nisso se você está precisando de um computador ou notebook novo, ou se está pensando em comprar um sonhado ultrabook.

Mas, o mais importante é: administre bem o seu dinheiro. Tente não comprar por impulso, faça uma compra consciente e, o mais importante: pesquise o quanto puder antes de tirar o cartão de crédito da carteira.

E boas compras!

Vamos fazer um troca-troca (calma… de produtos de tecnologia…)

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Quem é geek, brasileiro e classe média sabe que uma das formas mais eficientes para fazer um upgrade na sua vida tecnológica é na base do escambo. Mas, calma. Isso não envolve atividades ilícitas ou de cunho sexual. É apenas uma troca de um produto por outro. É claro que o mercado de tecnologia se desvaloriza rapidamente. Mas ainda é possível colocar dentro de casa alguns produtos bacanas. Nesse post, passo algumas das minhas últimas experiências com os gadgets que uso diariamente.

Era uma vez… não, não vou fazer isso.

Eu me lembro que o primeiro produto de tecnologia que comprei com o dinheiro do meu próprio esforço (ou do meu primeiro trabalho) foi um Super Nintendo, e isso lá no longínquo ano de 1994. Fiz pequenos serviços de manutenção de computadores para parentes e amigos por três meses, e ao conseguir o dinheiro, fui lá, contente e feliz comprar o videogame na loja. E aí veio o som do trombone, quando vi que o dinheiro não dava. A solução? Classificados do jornal. Encontrei o objeto do desejo, pelo preço que poderia comprar.

Com o passar dos anos, percebi que essa era a forma mais prática de obter os produtos que eu queria. Mesmo hoje, com a situação mais “estável” (obrigado, planilha do Excel pela graça alcançada), esse é o meu meio para comprar alguns produtos. Por opção, para alguns itens, eu escolhi não ser um “early adopter”, e ficar com, pelo menos, uma geração atrás do mais recente modelo. Por exemplo, eu acabei de vender o meu iPad 1 para agora pegar o iPad 2, por um preço mais competitivo. Tá, ok, o ideal seria ter o Novo iPad, mas um dia eu chego lá. Por enquanto, vamos trocando o velho pelo “quase novo”.

No mercado mobile, isso se torna ainda mais prático e funcional. Um exemplo claro disso foi como eu cheguei no iPhone 4 e no Samsung Galaxy S II. Tudo começou quando ganhei da Nokia o cobiçado Nokia N8. Smartphone incrível, com câmera de 12 megapixels, um ótimo design, uma estrutura bem resistente… mas tinha o Symbian, que na versão touch, me incomodava muito. Então, fui para uma decisão “radical”: procurei quem estava disposto a abrir mão de um iPhone 3GS para receber o N8. Choveram propostas (o que uma câmera de 12 MP não faz…), e resolvi trocar por aquela que era a mais vantajosa.

Fiquei com o iPhone 3GS por pouco mais de um ano. E, de fato, o iPhone é um baita de um smartphone. A experiência de uso é excelente, a qualidade de som é ótima, e realmente, é o produto da Apple que podemos chamar de “o” produto. Tudo bem, o iTunes me incomoda até hoje (obrigado, iOS 5 pela graça alcançada de não mais depender dele). Mas aí, veio a chance de ter o Samsung Galaxy S II, o até então smartphone Android TOP. Não pensei duas vezes: durante minhas férias em Balneário Camboriú (SC) no final do ano passado, consegui o tão cobiçado smartphone, por um preço bem abaixo do mercado. Calma, o produto não era roubado (tinha nota fiscal no nome da pessoa que me vendeu).

O Galaxy S II é incrível, mesmo com o problema do GPS, que só se resolveu quando mudei a firmware dele. É um Android que me faz feliz, com uma performance impecável, e um desempenho fantástico. E isso fez com que eu começasse a compará-lo com o iPhone 3GS, que já me incomodava com o desempenho com o iOS 5. Ou seja, era a hora de mudar. Vendi o 3GS, completei o valor, e fui atrás de um bom iPhone 4 semi-novo. Depois de muito pesquisar e testar alguns aparelhos, adquiri o iPhone 4 de 32 GB que uso hoje, custando bem menos do que o iPhone 4 de 8 GB que é vendido nas lojas hoje.

Em resumo: tenho o iPhone 4 e o Samsung Galaxy S II, sem precisar vender um rim para isso.

Agora que contei minha história, quero compartilhar algumas dicas de como você pode adquirir o produto que você deseja, em perfeito estado de funcionamento, e economizando alguma grana, o que é sempre bom. Vejamos…

1) Estabeleça uma meta: na nossa vida, precisamos ter objetivos. Senão, viramos um vegetal andante. Logo, procure determinar aquilo que você deseja, e marque isso em algum lugar. Em uma tabela, lista, bloco de notas do Windows ou do iPhone. Desse modo, você vai sempre se lembrar do que quer, e se focar nisso.

2) Calcule o quanto você pode economizar: dinheiro não cai do céu (nem o do Eike Batista). A maioria de nós, brasileiros e trabalhadores, sabemos o quanto ganhamos todos os meses com o nosso trabalho. E aqui, a sua ginástica financeira começa: sem tirar o leite das crianças e a torrada francesa da sua mulher, você vai calcular o quanto você pode separar do seu orçamento mensal para comprar o seu objeto de desejo. Aqui, recomendo que você use uma planilha de controle financeiro (tem aos montes na Internet, é só procurar), para que você possa efetivamente visualizar seus gastos, ver o que pode cortar e controlar melhor suas despesas, permitindo assim a busca do produto desejado.

3) Decida o quanto você quer pagar: uma vez que você está com o controle da sua carteira, e a fatura do cartão de crédito não é mais ameaçadora do que uma carta de um terrorista, estabeleça um limite para comprar o produto que você deseja. Você não é obrigado a pagar o preço “sugerido” pelos fabricantes e operadoras. Enquanto você reúne recursos financeiros para a compra, você tem o privilégio de observar o mercado, que é dinâmico. De repente, você encontra na internet alguém que está vendendo o produto por um bom preço, ou alguma loja que reduz o preço do produto por um valor atraente. Isso tudo faz parte do jogo.

4) Pesquise. Muito. Incessantemente…:
ao conseguir a quantia previamente estabelecida, é hora de pesquisar. Você ainda pode dar uma olhada no mercado (sites como o Buscapé e o Bondfaro são ótimos amigos nessas horas) para saber se algum e-commerce está com algum preço reduzido. Mas se a sua escolha for o mercado dos semi-novos, pesquise preço, tempo de uso, procedência, e o mais importante: se for possível, teste o produto de forma minuciosa. Afinal de contas, você vai ser dono de um produto que já foi de alguém. Priorize adquirir aquele que cuida o produto tão bem quanto você pretende cuidar.

5) Se tiver a versão antiga, passe adiante e complete o dinheiro: essa é uma regra de geek. A não ser que você queira fazer uma coleção de gadgets na sua casa, ficar com produtos obsoletos em casa é sinal de dinheiro escoando pelos seus dedos. Se a sua ideia é sempre progredir no mundo tecnológico, fique de olho nas oportunidades. Em alguns casos, é melhor abrir mão do produto que você tem, e que vai ficar obsoleto em breve (como foi o caso do iPad que citei no começo do texto), investir um pouco mais de dinheiro e atualizar o gadget. A relação custo/benefício e o investimento empregado justificam a escolha.

6) Comece tudo de novo: a vida é um eterno ciclo. Recomeçamos o tempo todo, a cada dia, quando acordamos. E isso não é diferente no mundo geek. A habilidade de recomeçar é algo que nos faz crescer. Não estou dizendo que é prazeroso passar pelas mesmas dificuldades, mas esse exercício em especial de planejar, batalhar e concretizar os sonhos tecnológicos, em um processo passo a passo, me fez crescer em vários sentidos. Por causa desses objetivos é que mantenho meus projetos na Internet, invisto neles e concretizo alguns dos meus pequenos sonhos de consumo.

E aqui fica a minha pequena contribuição. Para mim, deu certo.