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O Estagiário Será Demitido | Notebook a R$ 4 mil. É da Apple? Não… da CCE!

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Navegando pela internet na procura daquelas ofertas marotas para publicar no TargetHD, me deparei com essa aqui. Esse notebook tem pelo menos uns três anos de mercado, e algo me diz que o Submarino deixou o seu preço de lançamento (de 2011) publicado no site. Ou algum estagiário está querendo trollar alguém. Detalhe para as “últimas unidades em estoque”. Ou seja, esse é preço de “queima de estoque”. Vai que cola, não é?

É óbvio que você não precisa comprar um produto tão caro e tão antigo. Aliás, nem deve. Sempre vale a pena pesquisar preços em diversas lojas ou obter cupons de desconto para obter preços competitivos nos mais diversos produtos.

A Amazon vai “prever” o que vamos comprar. E entregar no menor tempo possível!

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Começo a ficar com medo do senhor Jeff Bezos. Primeiro, ele quer povoar as grandes metrópoles do planeta com pequenos drones que farão o papel de entregadores de encomendas. Não satisfeito com isso, ele quer prever o que vamos comprar, para antecipar as entregas de nossos pedidos.

Eu pago um pau para a Amazon. A empresa define o que é hoje conhecido como “comércio eletrônico”. Jeff Bezos pode não ter criado esse formato, pois tenho quase certeza que já haviam empresas de compra e venda de produtos e serviços na internet, mas com certeza foi Bezos que estabeleceu a melhor forma desse formato dar certo e prosperar na web. A prova disso é que a Amazon é, hoje, a maior e-commerce do planeta, e tem o respeito da esmagadora maioria dos seus clientes.

Não só pela competência, mas pela qualidade do serviço. Uma compra na Amazon é uma experiência tão profissional que faz parecer que os e-commerces nacionais (a maioria deles) ainda precisam aprender a fazer esse negócio.

Agora, eles solicitaram uma patente que consegue “prever” a nossa futura compra no site, permitindo que o processo de entrega seja agilizado, agradando ainda mais os clientes. Bom, mais ou menos.

Vai funcionar da seguinte maneira: todo o seu histórico no site será considerado. Compras e buscas feitas na Amazon já são utilizadas para que o sistema de divulgação de produtos ofereça itens do seu interesse. Como a porcentagem de compras a partir dessas sugestões é considerada elevada, a Amazon decidiu implementar o sistema, para ficar “um passo a frente” do consumidor, reservando a unidade do produto sugerido, e já despachando o mesmo para um centro de distribuição próximo da residência do cliente.

Com isso, ganha-se tempo na entrega, e aumentam as possibilidades de concretização da compra, uma vez que muitos usuários desistem de comprar por conta de um prazo de entrega mais demorado.

Particularmente, eu gosto de ver inovações desse tipo. Mostra que a tecnologia no estilo “Minority Report” está se tornando mais próxima da nossa realidade, e sendo mais objetivo, que a entrega de produtos pode mesmo ser algo menos doloroso e traumático para o consumidor. Na boa, quero ver drones voando pelo ar, entregando meus gadgets.

Porém, até onde essa tecnologia vai coletar dados do usuário? Será que sistemas como esse são seguros e confiáveis o suficiente para não vazarem dados pessoais dos clientes? Sabe, números de cartão de crédito, dados de CPF e outros dados importantes, que ninguém gostaria de ver nos olhos do alheio? Principalmente aquele alheio que quer comprar em lojas utilizando nossos dados?

Tudo bem, tais vazamentos de dados acontecem hoje, e estamos sujeitos a dançar a qualquer momento. Mas tão interessante quanto prever qual é o produto que vamos comprar, para que a entrega aconteça mais rápido, é minimizar a possibilidade de nossos dados vazarem de banco de dados que, teoricamente, deveriam ser altamente seguros.

Não estou dizendo que isso já aconteceu com a Amazon. Mas pode acontecer. Aliás, com qualquer e-commerce hoje. Entendo que é fundamental que os e-commerces pensem nisso com mais cuidado e critério. Até porque temos mais e mais compradores chegando aos e-commerces.

Quero sim receber a minha compra no menor tempo possível, e quero que a Amazon obtenha êxito nessa empreitada. Mas também quero me sentir seguro na hora de comprar um produto na web. O quanto antes possível, também.

O catálogo de Black Friday da Gamestop dos EUA me lembra como o Brasil está atrasado

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Nesse final de semana, o site IntoMobile publicou uma imagem de um catálogo de descontos da Gamestop, popular franquia norte-americana especializada em videogames e eletrônicos. Não só foram divulgadas algumas das ofertas que eles pretendem oferecer ao consumidor na madrugada do dia 29 de novembro (um dia depois do Dia de Ação de Graças), mas que são simplesmente 12 páginas de ofertas da loja. Enquanto isso, no Brasil…

O conceito da Black Friday é sensacional. Você pode comprar com um mês de antecedência os presentes do Natal, com preços competitivos. As lojas ganham, pois queimam os seus estoques para receber as remessas das vendas natalinas, e os consumidores ganham, pois pagam menos em alguns produtos. Isso realmente funciona nos Estados Unidos, ainda mais em tempos de crise (e quase calote do governo), Já no Brasil, infelizmente, o sistema não funciona.

Diferente da gringa, onde os preços reais são efetivamente reduzidos (e mesmo nos casos dos pacotes especiais, como podemos ver na foto do topo desse post, com os consoles Xbox 360 e PS3), os e-commerces nacionais “inflam” “do nada” os preços sugeridos dos produtos disponíveis, para que os mesmos sejam reduzidos para os preços originais. E muitos chamam isso de promoção!

De novo: não caiam nessa.

Anotem os preços antes da Black Friday. Melhor: ao longo desse mês de novembro (que começa em dez dias), faça uma marcação média da variação de preço dos produtos que você deseja comprar na Black Friday, e compare os valores. E compre naquela loja que oferece um preço real. Bom, eu já estou cansado de falar isso nos meus blogs.

Então… por que esse post?

Porque seria bom que um dia o Brasil se tornasse mais “Estados Unidos” no aspecto “honestidade com o consumidor”. Aliás, que o consumidor brasileiro se tornasse menos “Gérson” na hora de comprar produtos.

Não me entendam mal. Eu adoro um desconto. Nesse final de semana eu paguei R$ 230 em uma promoção de calçados, onde os dois produtos, combinados, custavam quase R$ 400. Mas não posso querer que um produto que custa R$ 1000 seja vendido por R$ 300, a troco de nada. Seria ótimo? Sim, mas também cabe à mim procurar determinar a diferença entre bom negócio e trapaça.

Acho que o Brasil precisa passar por uma reeducação financeira. Hoje, é fácil conseguir crédito. Mas também é muito fácil que, por conta do dinheiro rolando, os e-commerces usem de estratégias ilícitas para arrancar o dinheiro do consumidor. O exemplo da Gamestop é uma prova do quanto estamos atrasados em vários aspectos, inclusive na organização prévia de uma Black Friday.

Aqui, quando uma ação desse porte acontece, não só temos que nos preparar para não sermos enganados por preços miraculosos, mas também para um pós-venda de baixa qualidade, e sites que ficam fora do ar, por não aguentarem o volume de acessos.

E, baseado na última ação do grupo B2W (a tal Black Night), acredito que a Black Friday 2013 vai ser a repetição (negativa) de tudo o que aconteceu nos últimos anos.

Espero estar enganado.

[O Estagiário Será Demitido] Mas que desconto “generoso” nos smartphones, não?

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Algumas vezes eu já escrevi nesse blog (e no TargetHD também) sobre as “ofertas miraculosas e mirabolantes”. São aquelas promoções que não são promoções, onde os e-commerces turbinam os preços originais dos produtos, para que as ofertas fiquem (teoricamente) mais atraentes para aqueles consumidores menos esclarecidos e desinformados. Aqui, temos mais um exemplo do que estou falando.

Nem coloco que a culpa aqui é do “estagiário” (aliás, estagiários, não me xinguem… isso é apenas uma piada). A culpa é do “gênio” do departamento de marketing, que acredita que realmente pode colocar preços muito acima do que realmente são sugeridos pelos fabricantes, para colocar os valores “com desconto”, mas que na verdade, são bem próximos aos valores sugeridos pelos produtos.

Ou seja…

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Motorola RAZR i, com “preço sugerido” de R$ 1.999? HAHAHAHA…. 

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Motorola RAZR D1 a R$ 899? HAHAHAHAHA… 

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Samsung Galaxy Tab 3 com “preço sugerido” de R$ 999? HAHAHAHA…. 

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Tablet Acer Iconia com “preço sugerido” de R$ 899? HAHAHAHAHA… (sério, estou cansado de rir).

Sério… não caiam nessa. Eu tento usar de bom humor com esses posts, mas na prática, não é nada engraçado. Os e-commerces nacionais precisam aprender a não tentar ludibriar o consumidor desse jeito.

O problema é a Neon Eletro… E alguns consumidores brasileiros…

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Pode parecer uma redundância o que vou dizer no começo desse post, mas é uma realidade que algumas (muitas) pessoas insistem em simplesmente esquecer: “não existem milagres em qualquer coisa que envolva dinheiro e/ou cartões de crédito”.  Você não compra uma casa no céu, não consegue trazer de volta a pessoa amada em três dias, não tem o seu câncer eliminado com uma água benta que você comprou em alguma loja de artigos místicos, e principalmente… você não encontra no Brasil o iPhone mais barato do mundo.

Aliás, é exatamente o contrário. Ainda temos o iPhone mais caro do mungo. Mas isso não entra no mérito da questão desse post.

Li algumas coisas sobre o caso Neon Eletro, que estava anunciando produtos por preços que que quem acompanha mais de perto o mercado de eletrônicos tinha a certeza absoluta que eram, no mínimo impraticáveis. Não abordei sobre o assunto porque confesso que não cheguei a ver nenhum anúncio do site nos citados veículos (programas da Eliana e do Ratinho no SBT). Para não dizer que não fiquei sabendo sobre eles, recebi um tweet do amigo @zuil, que me perguntou o que achava dos preços deles. Perguntei qual era o valor, e só disse “é uma cilada, Bino”. Mas agora é hora de falar sobre do que penso sobre o assunto.

Eu não precisava dizer isso, mas… é óbvio que era de se estranhar. Pense: um site que oferece produto a preços incríveis, ORIGINAIS, mas com um prazo de entrega de 60 dias úteis. Outra coisa: mesmo com chat e telefone de atendimento, a empresa em si não tinha procedências muito confiáveis. Além disso, alguns (poucos) usuários receberam produtos deles que vieram da Zona Franca de Manaus, o que deixa a coisa mais estranha ainda. Afinal de contas, se eram produtos daqui, como eles conseguiram preços tão competitivos?

A Neon Eletro, nesse momento, está no Ministério Público. Até que tudo seja investigado, é melhor eu tomar cuidado com as palavras. Mas algumas eu posso dizer: sites como o da Neon Eletro prejudicam e muito o mercado de eletrônicos de consumo no Brasil, e até mesmo em uma reformulação na cultura do comprador brasileiro.

Calma. Vou explicar.

O problema está na Neon Eletro sim. Afinal de contas, excluindo todas as possibilidades de termos um serviço de procedência duvidosa, na pior das hipóteses, temos aquela relação do “o barato sai caro” de forma explícita. Não estou aqui questionando caráter e honestidade dos donos do e-commerce (e, particularmente, nem preciso), mas sim o perfil de produto/serviço oferecido ao consumidor. Parece que vivemos mesmo em um sistema onde boa parte dos serviços nacionais precisam ser prestados “nas coxas”, de qualquer jeito, sem nenhum tipo de respeito ao consumidor.

Tive essa experiência recentemente. Decidi trocar minha hospedagem dos meus sites no Brasil (HostGator, um lixo… mas depois eu falo sobre isso) por uma hospedagem nos Estados Unidos (Liquidweb). A diferença na qualidade do atendimento é simplesmente brutal. Cuidaram de toda a migração sem que eu tivesse que esperar 72 horas para ter tudo funcionando, me ajudaram no problema de sobrecarga de recursos sem colocar a culpa em mim, e otimizaram alguns recursos para que tudo funcione de forma perfeita sem custo adicional.

Ou seja, lá fora, cliente é tratado como cliente, como um bem valioso, como algo que pode atrair mais clientes para a empresa. Aqui no Brasil, cliente é apenas mais um, algo que serve para obter lucros imediatos. E se algum problema aparecer “a culpa é do cliente”.

E sabe o que é pior? Boa parte dos brasileiros aceitam isso. Por que? Porque querem levar vantagem em tudo!

Lei de Gérson, amigos. Na forma mais pura e simples.

Eu sempre recomendo para quem me procura sobre os preços de um produto ou serviço que façam uma pesquisa de preço, para que encontre a opção mais barata. Porém, muita gente não desconfia quando uma coisa está muito mais barata do que o normal, e nem se preocupa com a procedência disso. Tá, eu sei que o público-alvo da campanha da Neon Eletro é claramente a segmentação mais popular, a “nova classe C”, que é quem tem a grana hoje. Por outro lado, até mesmo essas pessoas precisam ser reeducadas para gastar o seu dinheiro. Não é possível que ninguém desconfie que um iPhone que é encontrado nos e-commerces nacionais a R$ 2.600, apareça em um site, DO NADA, por R$ 950. Alguma coisa está muito errada (e isso, até a empregada que trabalha para a minha mãe falou).

Deixando de lado os inocentes e pouco instruídos, que não são poucos (e, de novo, eles precisam receber educação em todos os sentidos, incluindo a econômica), tem sempre aquela parcela da população metida a esperta. Aquele malaco que acha que vai tirar vantagem dos tontos que vão pagar o preço de dois notebooks médios em um iPhone. Na boa? Os dois grupos são meio trouxas. Quem paga R$ 2.600 em um smartphone é imbecil por queimar dinheiro. E quem acredita que existe iPhone 5 NOVO a R$ 950 é mais tonto ainda. Ah, e antes que me xinguem: eu sei que você faz o que você quiser com o seu dinheiro. Só saiba que eu faço também o que eu quero com a minha forma de pensar. Logo, na minha opinião, os dois grupos são bem idiotas.

Pra resumir, fica de novo aquele alerta: não se deixe enganar. O seu dinheiro é suado. Pesquise nas fontes certas. Compre em locais com precedência, ou naqueles que você já tem uma boa experiência de compra. Avalie o preço médio cobrado por um produto e faça a compra que oferecer a melhor relação custo/benefício, e inclua nessa relação a satisfação de um bom atendimento ou um pós-venda.

Não existem milagres quando estão envolvidos o dinheiro e o cartão de crédito. E, nesse caso em especial, eu não posso dizer que lamento por aqueles que tiveram problemas com a Neon Eletro. Estava muito na cara que tinha tudo para dar errado.

 

Não se deixe enganar: “Galax S III” por R$ 126? É uma cilada, Bino! (ATUALIZADO: iPhone 5 a R$ 400)

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Os perigos da Black Friday 2012 não estão apenas nos grandes e-commerces nacionais. Alguns sites de compra coletiva feitos pelo sobrinho e no fundo do quintal de algum mulambo perdido no Brasil estão tentando ludibriar aqueles usuários que não estão tão inteirados no mundo da tecnologia. Logo, se você se deparar com uma promoção como a da foto abaixo… corra, e não olhe para trás!

Não vou deixar link da loja, para não dar ibope para falsário. E acredito que a maioria das pessoas que visitam o meu blog sabem diferenciar o Galaxy S III original de uma imitação que promete mundos e fundos (menos funcionar de forma correta). Mas tem muita gente inocente na internet (estou sendo respeitoso com essas pessoas), e podem mesmo ser enganadas pelo oportunismo de alguns nesse dia de promoções fartas na internet.

Logo, passe a ideia do “tome cuidado” adiante. Vale a pena, e poupa problemas.

ATUALIZADO em 23/11/2012, @ 14h09: o amigo @BrunoTadashi mandou outra pérola do mundo das compras coletivas oportunistas, com essa oferta absurda de um “iPhone 5” (vai saber qual é a porcaria que as pessoas vão receber) por módicos R$ 400,00. Amigos… essa Coca é Fanta!

Quer passar no concurso? Compre uma “caneta ungida” no Mercadolivre!

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Quero deixar uma coisa bem clara. Fé é uma coisa que eu respeito e admiro. Acredito que você precisa acreditar em alguma coisa, nem que seja em você mesmo. Agora, brincar com a fé dos outros, não dá.

Ontem (22), olhando os feeds do Twitter, um dos meus contatos mandou a mensagem sobre um dos produto absurdos do Mercadolivre (que é tão absurdo, que ainda deixa essas bobagens serem publicadas no site), que só pode ter duas alternativas: ou é uma brincadeira de alguém que quer tirar sarro da cara de alguém, ou é de alguém que está tentando lucrar em cima dos trouxas.

Seja como for, você compraria uma “caneta ungida” para passar em um concurso?


Clique na imagem para ampliar

Pois é. Como se já não bastasse o monte de gente que tenta passar os outros para trás por lá, temos esses aí que… enfim… se você “se interessou” em comprar a caneta, clique aqui e visite o anúncio (antes que o Mercadolivre tire ele do ar… sim, pois uma hora isso vai acontecer). DICA: as perguntas para o anúncio são mais divertidas que o próprio anúncio. Vale a pena conferir.