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[Editorial] Heroes e Flash Forward: o adeus à duas grandes picaretagens da TV

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Estamos nas duas últimas semanas da Fall Season 2009-2010. Em uma temporada de TV tão intensa, mas com tantas coisas ruins que foram ao ar, chega a ser uma vitória moral quando duas produções que recebiam destaque em diversos blogs/sites de TV justamente pela baixa oferta ao público em termos de qualidade (a.k.a. histórias que qualquer um de nós, com boa vontade e bom senso, faríamos melhor) são canceladas. E mais: foram muito mais comemoradas do que renovações de séries que muita gente gosta. Este post é a homenagem do Spin-Off para estas séries que tanto conteúdo inútil nos deram para achincalhar produtores, roteiristas e atores, e que, honestamente, vamos sentir saudades de baixar o porrete nelas. Vamos começar pela mais nova.

Flash Forward (ABC/AXN). Eu, Eduardo Moreira, fui um daqueles que foi estupidamente enganados pelo conceito, e mais ainda, pelo seu episódio piloto, que é um dos melhores que eu vi na vida. Mas, a vida ensina a não julgar nada pelas aparências. Mesmo que seja um julgamento positivo. E todas as vezes que eu penso em Flash Forward, me vem junto o sentimento de revolta contra mim mesmo. Por ter acreditado em um piloto muito bom, por ter ficado para ver o que iria acontecer depois de 6 meses, no que representavam estes 2 minutos e 17 segundos… enfim, descobri no episódio 07 o que tudo isso significava: que eu era um perfeito idiota por continuar a assistir a trama.

Personagens sem o mínimo de carisma, episódios absurdamente arrastados, respostas sem sentido e sem nexo logo de cara, com revelações e argumentos que, para uma série que só estava no começo, beiravam ao patético. Flash Forward era um dos melhores argumentos possíveis para uma série de TV, pois aliava ciência, mistério, ação policial e dramas pessoais, mas tudo isso foi rasgado de forma quase que imoral por roteiristas incompetentes e atores que davam a impressão que foram agrupados para fazer algo que não estavam nem um pouco a fim de fazer.

Um baita tiro no pé da ABC, que prometeu a série como “o novo Lost”, e não chegou nem perto de ser “o novo Chisperito”. A lição que fica é que um canal de TV nunca, JAMAIS deve prometer algo sem ver qual a reação do público diante deste algo. Tem gente afirmando que, nestes últimos episódios, a série melhorou muito do marasmo que era quando a pausa aconteceu. O que eu posso dizer é que “essa é a melhora da morte” do paciente que, quando foi internado, já dava a impressão que iria morrer, entrou em estado crítico, e melhorou para receber a extrema-unção.

Além disso, para quem abandonou a série no começo, não iria mais voltar agora, e pelos números da audiência, a série só agradou a alguns poucos: na premiere da série, ela teve mais de 12 milhões de média; quando voltou da pausa, já eram menos de 6 milhões, e seu último episódio exibido nos EUA teve pouco mais de 4 milhões de média. Ou seja, Flash Forward não passa de um dos maiores fracassos, fiascos, tentativas de enganação, eventos de vergonha alheia da história da TV.

Heroes (NBC/Universal) é um caso de amor e ódio. Amor porque eu amava detonar esta série no Spin-Off Podcast. Ódio porque, a cada vez que vejo um promo, um teaser ou qualquer coisa da série, logo me vem à mente “como uma série pode ter um promo tão bom e, ao mesmo tempo, ser uma série tão lixo?”. Mais ainda: é sempre bom lembrar que a série de Tim Kring teve a honra de ser indicada ao Emmy de Melhor Série Dramática de 2006, em sua primeira temporada, o que é um feito para poucas séries. E isso ocorreu com justiça, pois a Season 1 de Heroes é realmente muito boa. Porém, depois disso, em compensação…

Uma sequência inacreditável de eventos desnecessários e totalmente desencontrados com a linha de tempo que a própria série criou foi jogado na nossa tela, como se fossem baldes de coliformes fecais na nossa cara (como diria André Zuil). A amostra de que seria ridícula a sequência das temporadas veio no final da primeira, quando um vilão huge-motha-fucka é derrotado com uma faquinha de pão Pullman, empunhada por um japonês que ficava gritando “Yatta”. Depois, o mesmo japonês é jogado para outro século, e fica preso lá, sem servir pra nada, durante UMA TEMPORADA INTEIRA.

Nesse meio tempo, o mega-vilão recobra a memória, se vira contra a tal Companhia, o copiador de poderes continua sem saber usá-los, tem o irmão ganancioso, a cheerleader que quer ter vida normal, o policial babaca, o tempo passa… e aí eles descobrem que os culpados disso tudo são os pais deles.

Aí, os filhos vão à luta (sem antes ouvir as desculpas de Tim Kring pelo conteúdo apresentado). Rapidamente, percebemos que os vilões são bem mais interessantes do que os heróis, que se revezam em trapalhadas de roteiros e argumentos, além de viagens no tempo e linhas alternativas que nunca se concretizaram. Chegam os vilões, tocam o terror na série, dá-se a impressão que a série iria melhorar… até que, não mais do que de repente, eles estragam tudo de novo, criando uma brincadeira de gato e rato, entre o governo dos EUA e os nossos heróis (até mesmo colocando um clone de Barack Obama na série). Tim Kring, de novo, pede desculpas.

A brincadeira de gato e rato é o que há de pior na série: heróis que morrem com tiro na barriga, todo mundo podendo pintar o futuro, pessoas que não tem poder acabam desenvolvendo poderes… e no final, o vilão huge-motha-fucka é derrotado. Como? Ele é induzido a ser um outro personagem, apenas pela força do pensamento. Mas… POR QUE NÃO FIZERAM ISSO ANTES??? Beleza, vamos pra próxima: novos vilões. Na verdade, apenas um deles, que usa cajal no olho e vive em um circo mambeme. Aliás, circo mambembe foi o a tônica da temporada derradeira de uma das maiores decepções que os fãs de séries tiveram em todos os tempos.

De Heroes se esperava muito, e se encerrou de forma patética, com o vilão mega-poderoso virando um herói. Por que? Porque ele simplesmente pensou: “eu quero sair desta vida de matar pessoas e catalogar poderes que, ao longo das temporadas, eu nem me lembrei de metade deles, para me livrar das emboscadas de roteiros que me colocaram”. É, tinha mesmo que acabar. Era o sofrimento por todos os lados. Tem algumas pessoas que rumoram que a NBC ainda vai produzir 4 ou 5 episódios para contar o final da história. Honestamente, eu duvido.

Heroes e Flash Forward tiveram seus cancelamentos anunciados, e isso foi mais comemorado do que várias renovações que vi ao longo dos anos. Aliás, poucas vezes vi uma manifestação tão festiva em torno de um cancelamento, e no caso de Heroes, foi tão falado que foi parar no Trending Topics Brasil do Twitter.

De qualquer modo, vão para nunca mais voltar, mas lá no fundo, todos nós vamos sentir falta do sentimento incontido de detonar, sem dó nem piedade, produções que, em seu enredo, revelavam o quão infeliz pode ser um canal de TV que investe nestes produtos. Fica aqui o registro do Spin-Off que, apesar do alívio de não precisar mais colocar estas séries no upfront 2010-2011, teremos sempre um lugar especial no nosso pensamento, pois serão casos a serem lembrados sempre de “como jamais um canal de TV deve fazer”.

R.I.P.

Heroes (2006-2010)
Flash Forward (2009-2010)

[Editorial] Revitalizar o Saturday Night Live? Chame fãs do Facebook e Betty White, com 88 anos!

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Em 08 de maio de 2010 foi escrito mais um espetacular capítulo da história da TV americana, e mais uma prova que a internet está mesmo ditando as regras da televisão. A geração conectada ajudou a disseminar séries na cultura popular, salvar outras com campanhas online, e mais uma vez, leva a TV para outro nível, e de um modo muito especial. Bom, vamos explicar como tudo aconteceu.

Todo mundo aqui conhece o Saturday Night Live (NBC/Sony Entertainment Television). É um dos programas mais tradicionais da TV norte-americana, e neste ano de 2010, chegou à sua 35ª Temporada. O que acontece é que, nos EUA, mesmo tendo uma boa regularidade de audiência, estava com o seu encanto abalado a algum tempo, tanto que não ganha o Emmy de melhor programa de variedades desde 1993. Bom, isso pode mudar este ano.

Boa parte de vocês sabem o que é o Facebook. A rede social de Mark Zuckemberg tem mais de 300 milhões de usuários ao redor do mundo, e é a grande adversária do Twitter na preferência do internauta, principalmente na faixa etária entre 18 a 49 anos, público mais visado na audiência da TV. E tem papel fundamental nesta historia.

Betty White, para quem não sabe, tem uma sólida carreira na TV, com dois grandes papéis de amplo destaque e popularidade em sitcoms: Sue Ann Nivens (em The Mary Tyler Moore Show) e Rose Nylund (em The Golden Girls). Hoje, é mais conhecida por participações especiais algumas séries mais atuais, como That 70’s Show, My Wife And Kids, Ally McBeal, Boston Legal, The Simpsons, Family Guy, My Name Is Earl, entre outras, além de algumas participações em talk-shows diversos, especialmente no The Late Show with Craig Ferguson. Se prepara para, aos 88 anos, e 70 anos de carreira, estar no elenco principal da estreante Hot In Cleveland (TV Land).

Tudo começou com o filme A Proposta, que deu o Oscar de melhor atriz para Sandra Bullock. Mesmo estando sempre na ativa, era o primeiro trabalho mais “pesado” que Betty fez em anos, e Mrs. White se destacou no filme. Em 2010, recebeu a homenagem do Screen Actors Guild (sindicato dos atores dos EUA) pelo conjunto da obra. Mas, foi durante outro momento histórico da TV no ano que a popularidade da velhinha começou a atingir índices inacreditáveis.

O Superbowl XLIV (final do campeonato profissional de futebol americano) entre New Orleans Saints e Indianapolis Colts, registrou a maior audiência de um evento de TV na história dos EUA (superando finalmente a Series Finale de M.A.S.H.), e o jogo sempre se destaca pelos comerciais exibidos nos intervalos (lá nos EUA). Michael Jackson, Britney Spears e outras celebridades do mundo pop se destacaram pelos excepcionais comerciais da Pepsi, que em 2010, não fez nada para o jogo. Por isso, o comercial mais popular deste ano foi um comercial da Snickers… protagonizado por Betty White! E o comercial realmente é muito bom. Confira abaixo:

A audiência “online” do Superbowl adorou a propaganda, e adorou a velhinha recebendo um “tackle”, sem dó, nem piedade, toda suja de lama. E a popularidade chegou ao ponto de iniciarem uma campanha no Facebook, entitulada “Betty White to Host SNL (Please)”. A campanha tomou uma força assustadora, tanto que, quando finalizou conseguiu mais de meio milhão de fãs cadastrados na página da campanha. Com tantos argumentos favoráveis, não teve como a NBC dizer não para uma audiência que, na sua grande maioria, estavam tendo o primeiro contato com Mrs. White naquele comercial da Snickers (afinal de contas, As Super Gatas passou na TV entre 1985 e 1992, e a maioria da molecada não era nem nascida). Ou seja, Betty White se tornou, em 4 meses, uma das celebridades mais amadas e populares de uma geração que só viu o melhor dela no YouTube!
Foto da matéria da Entertainment Weekly, da semana do SNL especialCom o sinal verde da NBC, um efeito dominó raramente visto na TV aconteceu. Já estava nos planos deles fazerem um SNL especial de Dia das Mães, mas em virtude da ilustre convidada, eles mudaram todo o plano do programa, mantendo o conceito de episódio voltado para homenagear as mães, e tornou o programa como episódio pertencente à temporada (tanto que o último desta temporada, nos EUA, vai ao ar em 15/05, com Alec Baldwin), Tudo para registrar que Betty White SIM apresentou um SNL regular.

Ao saber da confirmação, antigas participantes do elenco do show (que já são mães) prontamente resolveram participar do programa, como Tina Fey, Ana Gasteyar, Molly Shannon, Amy Poehler, Maya Rudolph e Rachel Dratch. Jay-Z prontamente se colocou à disposição para fazer a performance musical, e até dedicou uma de suas músicas para Mrs. White. Canais de TV passaram a exibir maratonas de The Golden Girls, além de relembrar alguns momentos especiais da atriz na TV, e um dos mais engraçados: o duelo de “beer pong” (aquele jogo de tênis de mesa envolvendo cerveja) entre Betty White e Jimmy Fallon no seu talk-show, durante a semana do SNL especial.

E o programa foi sensacional! Betty White simplesmente deu uma aula de carisma, vitalidade, bom humor e timing de comédia para todo o elenco atual de SNL. Obviamente, todas as situações foram devidamente adaptadas para que ela pudesse participar de todas as esquetes (afinal, estamos falando de uma senhora de 88 anos… e meio, como ela bem frisou), mas o que mais valeu foi que o ritmo de sua atuação para comédia, mesmo que seja para ficar a maior parte do tempo sentada, é excepcional.

Betty entrou no clima do programa, fazendo piadas de tudo e de todos, tirando sarro de outros programas de TV (toma, David Caruso) e até mesmo falando palavrão. Mas com um carisma que conquista os americanos há 70 anos. O clima nos estúdios da NBC em Nova York eram os melhores vistos, e a plateia que assistiu ao show estava com a empolgação acima do normal. Um episódio que, se teve um ponto de frustração, foi em torno de 90 minutos de show, quando o elenco se reuniu no palco para encerrar o programa.

O resultado disso: uma das melhores edições de todos os tempos do Saturday Night Live. Foi o líder disparado de audiência, com 13 milhões de telespectadores de média, foi a maior audiência do programa, desde o dia em que Tina Fey imitou Sarah Palin pela primeira vez (01 de novembro de 2008), e conseguiu algo quase que impossível: bateu em audiência os Playoffs da NBA, na ABC. Foi o primeiro episódio da história do SNL em que o apresentador foi escolhido pelo público, o primeiro com intervenção direta do internauta, através de uma rede social, e Betty White é agora a mais velha apresentadora do programa. Fatalmente, este episódio pode ser indicado ao Emmy de melhor programa de comédia ou variedades, e tem ótimas chances de acabar com o domínio dos últimos anos do The Daily Show with John Stewart (Comedy Central).

Sabe, é por causas destes momentos que eu adoro o mundo da TV e das séries. É por causa disso que mantenho o Spin-Off no ar. Para falar deste momento. O momento de perpetuação de uma personalidade, de mostrar um entretenimento que atinja o coração das pessoas, da forma mais direta e sincera. Com 31 anos, eu tive a chance de assistir alguns dos melhores momentos de Betty White na TV, e entendo porquê uma geração mais nova que a minha praticamente se apaixonou pelo carisma da veterana atriz.

A decisão da NBC foi uma das mais acertadas da década, e dá um fôlego novo ao Saturday Night Live. Mais do que um programa de TV, foi uma mais do que justa e merecida homenagem a uma das atrizes mais amadas da TV norte-americana, e um dos grandes momentos da TV em 2010. Para as novas gerações, fica a lição que o mundo das séries não se faz apenas de uma série, ou não começa apenas em um determinado ponto. Se olharmos para trás, vamos ver momentos que são tão (ou mais) significantes do que os de hoje, e que são registros na mente e no coração de uma legião de telespectadores.

E sim. Betty White é a avó que todo fã de séries gostaria de ter!

Os Simpsons: mais do que uma série de TV, uma instituição cultural mundial

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The Simpsons. Qualquer ser vivente, que assiste TV desde 1989 sabe qual é a desta família, e do que eles são capazes de fazer. Este post nasceu após eu assistir o episódio S21E20 (To Surveil, With Love), e já começou com polêmica no Twitter, quando resolvi proferir a frase da discórdia:

“The Simpsons é a melhor série de animação da História”.

Ok. não disse essa frase à esmo, e posso provar minha teoria. A começar por esta temporada 21, em exibição atualmente na Fox dos Estados Unidos.

Eu não sou hipócrita, nem idiota (apesar de muitos acharem isso, pelo fato de criticar abertamente a “série da rolha”, mas isso é outra história). Como a maioria das pessoas, eu também dei uma bela desanimada com os Simpsons. Afinal de contas, não há mais o que se inventar em uma série que, nesta temporada 21, vai chegar aos 461 episódios. Porém, por mais que a gente reclame disso, não podemos negar que, chegar neste número não é pra qualquer série. Aliás, não é para nenhuma sitcom. Nenhuma série de comédia tem esta longevidade. E manteve esta longevidade, sem sequer passar pelo risco de cancelamento, durante estes mais de 20 anos. E este é o ponto inicial pelo qual a série de Matt Groening merece seu respeito.

Porém, eu venho acompanhando esta 21ª temporada com mais atenção, e venho observando que alguns episódios estão pegando aquilo que há de melhor da série, e combinando com o mais valioso legado que The Simpsons possui: a forte influência na cultura pop mundial. A série satiriza o “american way of life” não só dentro do quarteirão onde a família vive, com o vizinho de cerca, mas com o mundo. O mundo já foi zoado pelos Simpsons, e só eles podem fazer isso. Neste episódio 20, eles fazem aquele já tradicional episódio para ser indicado ao Emmy (como se ela precisasse disso: já indiquem logo a série e pronto). E o episódio me fez lembrar porque The Simpsons é a melhor de todos os tempos.

Uma das melhores aberturas de The Simpsons, principalmente porque você espera a abertura convencional, e vem algo bem diferente (lembrando que eles só mudam a abertura para os episódios de Dia das Buxas e alguns episódios especiais), e acreditem: foi tão legal que vi várias vezes, para acompanhar tudo. Há diversas referências relevantes à cultura norte-americana e mundial no episódio, desde Karatê Kid até 2ª Guerra Mundial, tirou sarro com terrorismo e a paranoia que o terrorismo causa (e isso com ameaça terrorista em Nova York bem recente; ou seja, atuais, mesmo produzindo um episódio com meses de antecedência), confronta a mania que as pessoas temem em ser vigiadas, e faz piada dos britânicos. Resultado: um dos melhores episódios da série. E não é exagero.

Aí você me fala: “ok, acredito em você. De vez em quando, tem bons episódios dos Simpsons. Mas tem séries de animação muito melhores hoje. Você não está exagerando quando diz que The Simpsons é a melhor da história?”

Mas é claro que não, e eu já disse que vou provar isso.

Quando The Simpsons surgiu, não havia nada neste tipo na TV. Ok, tinha The Flintstones (a primeira animação a ser indicada para o Emmy de Melhor Série de Comédia), The Jetsons, Scooby-Doo, Pernalonga & Patolino… todos bons desenhos, mas com formatos que prezavam pela estrutura de “tudo acaba bem no final, situações óbvias e famílias de bons costumes, etc”. Por isso, quando ela apareceu como série de TV no prime-time do domingo da Fox nos EUA, a resposta positiva foi imediata, tanto de crítica, quanto de público. Os Simpsons praticamente colocou a Fox no mapa, pois foi o primeiro show do canal a entrar no Top 30 da audiência norte-americana, nos primeiros anos do canal, entre 1989 e 1990. Afinal de contas, eram 13 milhões de norte-americanos que, todo domingo à noite, se perguntava “what a fuck?”

A partir daí, a série se tornou um gigante fenômeno cultural de massa, não só nos Estados Unidos, como no mundo. Em qualquer lugar do planeta, você pode reconhecer o rosto de Homer Simpson. E isso não se limitou ao meio de televisão, mas também à outros setores do conhecimento humano e de consumo de informação: a exclamação característica de Homer, “D’oh” foi adotada pelo Dicionário Britânico da Oxford, como verbete oficial. E não foi a única: As palavras Cromulent e Kwyjibo (a última inventada por Bart Simpson) também foram parar no Dicionário Webster de língua inlgesa. Além disso, a revista Time elegeu The Simpsons como a melhor série de TV do século 20 (e como temos TV desde a década de 30, logo…), e elegeu Bart Simpson como uma das 100 personalidades mais influentes do século. E ele é o único personagem ficcional da lista.

Vale lembrar que The Simpsons é um dos poucos programas de TV que tem uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, que Homer Simpson foi colocado em #1 na lista dos 100 maiores personagens da TV da história, que Homer é  nono colocado no ranking da Entertainment Weekly dos 50 maiores ícones da TV, e a série ficou no posto #8 dos 50 maiores programas de TV de todos os tempos, da mesma EW. Ainda na lista das melhores, ela está entre os 100 melhores shows de TV de todos os tempos da revista Time, e em diversas listas ao redor do mundo, The Simpsons é coloca como a melhor série de animação, e em alguns casos, a melhor comédia da história.

Isso tudo não viria se The Simpsons não fosse um produto que tivesse entrado tão forte na cultura do norte-americano. O perfil do telespectador foi completamente alterado nas noites de domingo. As pessoas deixaram de assistir o tradicionalíssimo The Cosby Show na CBS para ver qual seria a próxima burrice de Homer, ou a próxima travessura de Bart. Nesta década em que nós estamos, Homer Simpson tinha maior prestígio e era mais popular do que o ex-presidente norte-americano George W. Bush (se bem que esta é fácil…).

Os Simpsons foram parar em um dos veículos mais influentes dos anos 90, a MTV, com a música Do The Bartman, que apesar de não ter sido lançado como single nos EUA, foi #1 em diversos países do mundo, e foi o videoclipe mais executado da MTV norte-americana entre janeiro e março de 1991, sendo até indicado ao Video Music Awards daquele ano. Detalhe: Do The Bartman é composição de, ninguém mais, ninguém menos, do que Michael Jackson.

Outro fator determinante para o sucesso de The Simpsons é que ela foi a primeira série de animação que contou com participações especiais de astros do cinema e da TV, sendo inovadora neste conceito. Isso criou um efeito dominó de proporções nunca vistas na história da TV: esportistas, líderes religiosos, políticos, músicos, jornalistas… diversas personalidades, de diversos segmentos de mídia e entretenimento fizeram participações em episódios da série, chegando ao ponto de algumas celebridades desejarem participar da série. Hoje, participar de um episódio de The Simpsons é sinal que você realmente é pop, justamente pela série ser um grande termômetro da cultura pop dos EUA e do mundo.

E isso porque eu não falei dos 25 prêmios Emmy (sendo que, 10 destes prêmios são de melhor série de animação, em 17 temporadas indicadas ao prêmio; só nesta década, The Simpsons foi eleita a melhor série de animação por 5 vezes) em 21 temporadas.

Mas, se nada disso te convenceu, eu vou para o argumento definitivo: o legado que The Simpsons deixou no mundo da TV que nós temos hoje.

As pessoas tendem a ser pragmáticas e sistemáticas e, com isso, se esquecem de algumas coisas. Primeiro: televisão é produto de entretenimento. Logo, nem tudo que é genial é o melhor. Segundo: é necessário se ver o todo, e não uma parte da situação. E, como eu disse antes, eu não sou burro, nem idiota. Por muitas vezes eu disse que The Simpsons já deu o que tinha que dar, que não há mais muito o que se inventar dentro do universo da série, e concordo quando as pessoas falam que séries como Family Guy, South Park entre outras apresentaram ao longo do tempo propostas mais atraentes, e que principalmente Family Guy, hoje, está em um momento melhor do que The Simpsons. Mesmo porque, boa parte da audiência cresceu, e se conectou mais com séries como a da família Griffin. Mas…

Nem Seth MacFarlane acha sua criação melhor que a de Matt Groening,

MacFarlane já disse que “The Simpsons criou uma audiência para séries de animação no prime-time, que era algo que não existia há tempos na TV” e que “ao meu ver, eles basicamente re-inventaram a roda, e que o que eles criaram é, de diversas maneiras (e aí vocês qualificam como você quiser) uma nova mídia”. E ele tem razão. As pessoas se esquecem que, se os Simpsons não tivesse dado certo, jamais (e eu disse JAMAIS) séries como South Park, Family Guy, King Of The Hill, Futurama, The Critic, American Dad e outras sairiam do papel, e isso é fato consumado. Todas estas séries já prestaram suas homenagens e tributos à série de Matt Groening, por reconhecerem ela como um produto único.

Isso sem falar que a série não só influenciou na sua plataforma de animação, mas também no conceito de série de comédia que nós temos hoje (chamada de “mockumentary“). Caso você não saiba, a primeira grande série neste estilo de comédia sem claque (ou risada gravada, ou com plateia) é Malcolm In The Middle (que estreou em 2000), que também era exibida na Fox, mas que teve forte influência de The Simpsons. A Fox aliás é a que mais produz/exibe séries neste formato: Arrested Development, Modern Family (que passa na ABC, mas é uma produção da Fox), Reno 911 (FX), entre outras. E, para confirmar esta teoria, Ricky Gervais já declarou que The Simpsons foi a principal influência para a criação da sua série de maior sucesso, que é uma das grandes séries de comédia da atualidade: The Office.

E isso porque não falei nas influências religiosas, políticas, esportivas… e também não falei do fime: The Simpsons: Movie gerou um lucro de US$ 527 milhões ao redor do mundo, que é lucro de blockbusters como Missão:Impossível.

Com tudo isso, podemos afirmar, sem medo de errar, que The Simpsons é a melhor (e maior) série de animação da História. Não me entendam mal: adoro as outras séries exibidas pela Fox e pelo Comedy Central (Futurama volta em setembro no Comedy Central), mas The Simpsons é um produto único na história da TV. Pode não ser hoje a melhor série de animação em exibição, e cá pra nós, nem precisa mais ser. Os Simpsons mudou a história como nenhuma outra animação fez, e criou um caminho para que outras séries fantásticas entrassem nas nossas vidas.

Logo, merece continuar no ar por muitos e muitos anos, por tudo o que representa ainda para aqueles que, como eu, assistem a série há mais de 20 anos, para as novas gerações que estão assistindo a série, pela grana violenta que a série traz, mas principalmente: para nos lembrar que TV também pode ser legal, irreverente, despojada, que TV é entretenimento sem compromissos. Pouquíssimas séries tiveram o poder de mexer de forma tão direta com a vida do norte-americano, comprar briga com secretarias de turismo ao redor do mundo, e de mostrar, por tanto tempo, como o americano comum pode ser tão idiota e tão adorável ao mesmo tempo.

Os Simpsons caíram sim na armadilha da longevidade, e para muita gente, se tornou uma série que “arregou” no quesito “vamos enfiar o dedo na sua cara”. Mas, como todo casamento de longa data, olhamos para a série com o carinho e respeito merecido, tendo a certeza de que vamos amá-la para sempre.

[Editorial] Por que Human Target não me convenceu? (by @oEduardoMoreira)

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TEXTO SEM SPOILERS

Tem certos momentos nesta vida em que precisamos parar e refletir porque certas coisas acontecem. No caso do mundo das séries, por que certas séries foram aprovadas para ir ao ar. Não que Human Target (FOX nos EUA, Warner Channel no Brasil) seja um dos casos terríveis da TV, e que mereça ser expurgado da nossa programação. Mas que ela não é a última Coca-Cola do deserto, isso ela não é. Poderia dizer que é, para agradar aos fãs da série, mas prezamos por algo chamado HONESTIDADE.

Levando em conta que o Editorial é o espaço reservado aos colaboradores do blog Spin-Off de apresentarem suas ideias e pensamentos sobre as séries que estão assistindo ultimamente, de forma mais completa e coordenada do que no podcast. Por isso, caso você não concorde com o que você vai ler nas próximas linhas, tem duas alternativas: 1) mandar seus comentários no blog (de forma respeitosa, obviamente, pois não aceito ninguém xingando à mim e meus ascendentes); 2) Escreva o que você pensa no seu próprio blog, que é o que eu estou fazendo.

Pra quem não sabe do que se trata, Human Target é baseada em um personagem de quadrinhos criado por Len Wein e Carmine Infantino, e nasceu em 1972, na revista Action Comics #419. Nos quadrinhos, o personagem apareceu como coadjuvante de histórias do Superman e do Batman, e já teve uma tentativa de adaptação que foi um completo fracasso, exibida pela ABC em 1992, estrelada por Rick Springfield. Mas, como não estamos falando de quadrinhos, e sim de TV, você deve saber logo de cara que a produção da FOX é de responsabilidade de Jonathan E. Steinberg, e é uma co-produção Estados Unidos/Canadá, em parceria com a CTV (tanto que estreou no Canadá antes). Detalhe: eles colocaram San Francisco em Vancouver. E isso me incomoda muito.

Pois bem, o que acontece com esta versão de Human Target?

Quero deixar claro que uma das coisas que mais gosto na série é sua abertura, que é uma das melhores de todas as que estão no ar. Tudo bem, bem chupinhada das aberturas da série de filmes do 007, mas tanto em imagem e som, eu considero boa. Porém…

Human Target é uma sequência inacreditável de clichês de séries/filmes de ação que todos nós já vimos antes, por diversas vezes. No elenco, o herói perfeito/invencível/indestrutível Christoper Chance (Mark Valley, ex-Boston Legal e The Practice), O chefe de polícia aposentado e semi-estressado sempre Laverne Winston (Chi McBride, ex-Boston Public, Pushing Daisies) e o nerd que sabe de tudo de eletrônica e tecnologia, mas beirando à terceira-idade, Guerrero (Jackie Earle Harley, que fez Watchman). É uma espécie de equipe de detetives/serviço de segurança pessoal bem no estilo Missão Impossível. Ou seja, nada de novo.

A premissa da série é mostrar as aventuras de Christoper Chance, protegendo pessoas ameaçadas de morte ou salvando sequestrados das garras de grandes organizações (criminosas ou não). Simples: ele é contratado, faz o serviço, ninguém se machuca, e tudo está resolvido. E, pelo o que se pode ver, Christoper Chance não é lá muito exigido para resolver os problemas. Não que ele não seja inteligente para cumprir as missões (ele é, até demais para meu gosto), mas tudo se resolve, infalivelmente, ou de forma convenientemente eficiente (usando um canhão de prótons para explodir um piso), ou de forma espetacular (como lutar com bandidos no trem de pouso de um avião. Com o avião no ar. Num frio do cacete).

Nos quadrinhos, isso tudo pode ser legal. Porque está nos quadrinhos. Quando estas situações são transportadas para o formato televisivo, estas mesmas situações ficam numa linha muito tênue entre o espetacular e o ridículo que, se não estiver dentro de um contexto muito bem definido, o ridículo vence com toda força. Não que não seja “legal”, mas não é algo pra se levantar do sofá e dizer “caraca, como esse cara fez isso?”, porque são coisas que nós já vimos antes, e em formatos que nós consideramos originais, porque não existia antes. Exemplos? MacGuyver, Missão Impossível (filme e série), série de filmes 007, Charlie’s Angels, SWAT, Alias, a trilogia Bourne… e por aí vai.

Mark Valley faz um Christoper Chance “galã, charmosão e engraçadalho”. Em algumas oportunidades isso chega a irritar, mas é uma característica do personagem que dá até o tom “sessão da tarde” da série. Não lembrar em nada o personagem que ele fez em Boston Legal é bom, e é ruim. Bom porque mostra que, mesmo em uma série que atrapalha e muito, ele é bom ator. Ruim porque muitas vezes o próprio personagem “força a amizade” ao máximo em certas cenas, deixando um misto de irritação e vergonha alheia. Isso, sem contar que em certas cenas de ação, as situações são tão absurdas que se tornam impraticáveis. Mas aí eu acho que o problema está comigo: quando sento diante da TV para assistir a certas séries/filmes, meu cérebro já está programado no modo “história de ficção”. E, por mais que eu me esforce, não compro a proposta de Human Target.

Resumo da ópera: se você quer uma série apenas para assistir, sem comprometimento com os acontecimentos, e ter de volta aquela sensação de “já vi isso em algum lugar”, Human Target é a série para isso. Porém, fica o registro de que, se Human Target não deu certo na década de 90, onde as pessoas estavam muito mais propensas a comprar a ideia de um herói perfeito, invencível, bonitão e engraçadão, não acredito que os 7 milhões de média das quartas-feiras da FOX sejam os suficientes para manter a série no ar por muito tempo. Infelizmente, formatos engessados e pasteurizados como o das aventuras de Christoper Chance não estão tendo mais muito espaço na TV, e as que dão certo, estão capengando a tempos (vide Chuck).

Charlie Sheen… seria ele o reflexo da fase atual de Two And A Half Men?

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Todos nós fomos pegos de surpresa, quando começou a pular nas telas dos nossos PCs e notebooks na tarde do dia 25/12, a notícia da prisão de Charlie Sheen em Aspen, Colorado, pela suspeita de violência doméstica contra a esposa, Brooke Mueller. É o tipo de notícia que normalmente você não vê sendo divulgada numa manha/tarde de Natal. A não ser, é claro, se estivermos falando do astro central da bem-sucedida Two And a Half Men (CBS/Warner).

A questão que levantamos é outra: tá, nós bem sabemos do histórico de Sheen de sua vida particular (que frequentemente se torna pública) e sabemos que, por mais que gostemos do ator, é fato de se reconhecer que ele tem alguns parafusos soltos na cabeça. Mas… seria ele reflexo da fase atual que a série passa nos EUA?

Veja bem, em nenhum momento estou dizendo que não gosto de Two And a Half Men. Assisto a série toda semana, religiosamente, me divirto com ela… mas ela não é, hoje, a série número 1 de comédia dos EUA. Para mim, The Big Bang Theory, que está no mesmo canal, exibida no mesmo dia que TAHM, já está a frente, de um modo geral, e a audiência mostra isso (TBBT é a sitcom #1 das segundas de comédia da CBS, com mais audiência que TAHM e How I Met Your Mother).

Outro aspecto a se observar é que Charlie Sheen é, hoje, o salário mais alto da TV americana entre os atores (US$ 850 mil por episódio), o que aumenta ainda mais os holofotes pra cima dele e, por tabela, as dores de cabeça para produtores e roteiristas da série (ter atores com questões judiciais e/ou presos atrapalham e muito o processo de produção de qualquer série).

Levando em conta que Two And a Half Men foi renovada para, pelo menos, até 2011, fica então aquela névoa de desconfiança. Já se olhava um pouco estranho para a série nesta temporada, com esta queda de ritmo e audiência. E com mais este problema de Sheen… bom, isso mostra o quanto está difícil a coisa pro lado dos Harper.

Longe de nós decretar o fim da série. Acho que ela sobrevive até a prometida 9ª Temporada. Mas… a que custo? Sobre quais penas? Charlie Sheen vai segurar a onda para concluir este compromisso com a CBS e com uma base de fãs da série que é gigante? Bom, estas perguntas só serão respondidas com o decorrer do tempo. Tempo é o que eles mais tem.

Mas que precisamos ficar de olho, isso é fato. O incidente de Sheen pode ser um fato isolado e de aspecto particular? Claro que pode. Mas também pode ser um dos sintomas de que a vida na casa da praia não é tão feliz e contente quanto se imagina.

[Editorial] Sem Bryan Fuller, agora sim… podia acabar!

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Sabe quando uma coisa perde MESMO a noção de quando deve parar? Pois é… Heroes (NBC/Universal/SciFi) começa a ultrapassar, lentamente, este limite, prorrogando algo que já está declarado desde o término da 2da temporada. Seu fim.

Depois do anúncio oficial (tanto pela NBC quanto pelo Twitter de Greg Grumberg a.k.a. Matt Parkman/criador de gadgets para o iPhone) de que Bryan Fuller está mesmo fora da série dos heróis atrapalhados, imediatamente me veio na cabeça a rase “agora sim, está na hora de parar”. Tá, beleza, ele está produzindo dois novos pilotos para a NBC… e isso seria uma boa desculpa, se ele não tivesse usado a célebre frase “diferenças criativas com Tim Kring”. É, amigo… a diferença criativa é perigosa e já marcou dois gols contra o Brasil no jogo passado.

Fato é que: diferenças criativas podem significar outras duas frases: 1) “eu não concordo em nada com o que você faz” ou 2) “eu ganho muito pouco para salvar a besteira que você fez”. Sim, isso é fato. Tim Kring começou muito bem com a série. 90% de nós concordamos com isso. Só que aí, o caldo desandou… desandou… desandou… e deu no que deu. Chamaram Bryan Fuller para tentar salvar os heróis. De fato, a série deu uma melhorada do tal dito S03E20, que foi o primeiro que teve a intervenção de Bryan, mas a esta altura dos acontecimentos, o estrago estava feito e não tem mais como a NBC recuperar o povo que caiu na real, e entendeu que Heroes não tem mais conserto.

Mas devo lembrar aqui também que Bryan Fuller usou a “saída pela direita”, pegando dois novos pilotos para desenvolver. O fato é que… Bryan Fuller não deu conta de segurar as pontas de sua própria série, Pushing Daisies (ABC/Warner/SBT), que era igualmente promissora na sua primeira temporada, mas que na segunda desandou por completo, se focando em qualquer abelha que aparecesse no cenário, e não em Ned e Chuck. Logo, Bryan já tem um score negativo no seu histórico. Passar por Heroes conta como meio ponto negativo na caderneta, ok?

Por fim, eu creio (quer dizer, torço, espero, desejo…) que este seja o golpe de misericórdia para acabar com isso de uma vez por todas. Mesmo que isso, por tabela, acabe com uma das minhas maiores diversões que é falar mal de Heroes (e também acabe com o divertimento do mercado de países emergentes, onde a série está bombando), acho que o telespectador deve sim ser resguardado de um produto televisivo que cada vez mais ofende a inteligência de quem assiste séries, com uma história sem pé nem cabeça, um roteiro cheio de falhas, e um contexto de série que só um verdadeiro milagre pode salvar.

E eu espero que este milagre não aconteça desta vez.

E TENHO DITO!!!