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É a Paramount iniciando (de uma vez por todas) a era 100% digital nos cinemas

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Paramount

A Paramount, uma empresa do grupo Viacom, anunciou ontem (19) que encerrou a distribuição de filmes em formato película (35 mm) para as salas de cinema dos Estados Unidos. Em 2014, todos os filmes distribuídos por eles serão distribuídos no formato digital. Os motivos são diversos, mas o mais importante deles é que é muito mais barato distribuir os filmes nesse formato do que nas grandes latas de filmes.

Finalmente (e, repito, finalmente), as grandes produtoras de cinema começam a abandonar o formato “analógico” de cinema, para apostar de vez na tecnologia que temos hoje. Tudo bem, a Paramount é a primeira que tem coragem de fazer isso, mas é um começo. E eles podem fazer isso, ainda mais nos Estados Unidos, onde as salas que ainda não contam com equipamento digital são a minoria absoluta.

Já no Brasil, a coisa ainda vai demorar para mudar. Nas últimas férias (sdds Balneário Camboriú…), eu assisti dois filmes (que não vem ao caso citar nesse post, pois tenho vergonha alheia de um deles). Um deles já em formato digital, e o outro, ainda com as tradicionais películas. Nem preciso dizer que a diferença é gritante. Logo, acho mais do que necessário que as salas de cinema nacionais pensem seriamente em investir no novo formato.

Porém, entendo que os custos são elevados. Aliás, não só no Brasil, mas na América Latina toda, onde as salas com 35 mm ainda são a maioria. Mesmo assim, a decisão da Paramount também é uma forma de “incentivar” (para não dizer forçar) essas salas a adotarem a nova tecnologia. Ok, os equipamentos digitais são relativamente caros. Em compensação, entendo que a relação custo/benefício é bem interessante para todos os lados envolvidos.

Em uma era onde tudo está se voltando para o lado digital, e a tecnologia está cada vez mais presente no consumo de mídia, o cinema (que já perde para o videogame hoje em faturamento) não pode ficar mais para trás por conta do tradicionalismo, ou do “purismo” de formatos. Entendo que as salas com películas não precisam ser extintas por completo. Até porque o cinema clássico pode (e deve) ter espaço para quem gosta de apreciar a sétima arte nesse formato.

Porém, as salas de cinema de grande rotação, onde investimentos são feitos anualmente para oferecer uma melhor experiência para o consumidor (que, por sua vez, paga mais caro nos ingressos para receber essas melhorias), precisam pensar seriamente na adoção do cinema digital. Tão importante quanto uma poltrona confortável, ar condicionado e som potente, é uma qualidade de imagem e áudio maior.

A comunidade cinéfila agradece.

Para mais informações sobre o assunto, clique aqui.

Os iPhones e Galaxys da vida são mais seguros do que você imagina…

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iphone-usarmy

Os casos de malware e brechas de segurança nos smartphones se tornaram abundantes nos últimos anos, principalmente quando falamos do mundo Android. A plataforma é constantemente atacada pelos “trapaceiros”, inclusive das formas mais simples, como por exemplo quando um usuário instala um aplicativo fora da Google Play Store, ou de procedências desconhecidas.

Em termos de segurança em dispositivos móveis, a BlackBerry segue se mantendo líder a quase uma década, o que tornou a gigante canadense de Waterloo merecedora da confiança de instituições militares e de segurança em vários países ao redor do planeta. Por exemplo, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, utilizava os dispositivos da BlackBerry até hoje. Eu disse “utilizava”, pois tudo indica que essa hegemonia dos canadenses está chegando ao fim.

Análises recentes mostram que o iPhone e alguns smartphones Android são mais seguros que muitos poderiam acreditar. O próprio DoD prova isso, e anunciou recentemente que aprovaram o uso de smartphones da Apple e alguns modelos da linha Galaxy da Samsung dentro de suas dependências, com os mesmos padrões exigidos dos dispositivos da BlackBerry.

Até hoje, as Forças Armadas dos Estados Unidos só permitia o uso de alguns smartphones Android da Dell, que inclusive funcionavam com uma versão bem atrasada do sistema da Google (Android 2.2 Froyo). Porém, depois de um extenso período de avaliação e testes, constatou-se os dispositivos da Apple e Samsung contam com protocolos de segurança fortes o suficiente para se conectar às redes e serviços do Departamento de Defesa norte-americano.

Ou seja, com tal afirmação, podemos concluir que…

Caiu o mito que o Android é ruim em termos de segurança?

O Android é uma plataforma que conta com a pior fama possível, quando o assunto é segurança de dados. Mas com esse anúncio do DoD, a sua imagem poderia ser revista nesse aspecto, ao menos em partes. Essa decisão do governo dos Estados Unidos inclui única e exclusivamente alguns modelos da linha Galaxy da Samsung, e não aos demais smartphones que funcionam com o sistema operacional da Google. Nem mesmo modelos com o Nexus 4, que contam com o Android em seu estado mais puro.

Se voltarmos um pouco no tempo, no mês de fevereiro, nos deparamos com o anúncio do recurso chamado Samsung Knox, que é a plataforma de segurança móvel que os coreanos apresentaram como parte de sua nova geração de smartphones, com o objetivo de permitir que as empresas implementassem o conceito “Bring Your Own Device” (“use o seu próprio dispositivo” – para trabalhar). Parece que esse recurso convenceu o pessoal das Forças Armadas, se mostrando confiável para integrar a sua rede de dispositivos.

No caso do iOS, os seus protocolos de segurança sempre se mostraram ser suficientemente fortes no âmbito de segurança mobile. O que o DoD fez foi simplesmente confirmar tal eficiência.

Ser o provedor de dispositivos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos é algo que agrega valor para Apple e Samsung, já que é um mercado de grande importância em potencial (mais de 3 milhões de novos usuários). Por outro lado, é uma péssima notícia para a BlackBerry, levando em conta que a gigante canadense era a maior provedora de smartphones do governo norte-americano.

É bom deixar registrado que o iPhone, os modelos Galaxy e o BlackBerry 10 contam apenas com a aprovação de baixo nível em matéria de segurança (para aplicativos que não encontram conteúdos de alta confidencialidade). Para conversações ou manipulação de arquivos de nível “top secret”, os únicos smartphones que contam com certificados de segurança fortes o suficiente são os modelos mais antigos da BlackBerry.

Logo, temos uma corrida declarada aqui entre os três sistemas. Aquela nova plataforma que obter esses mesmos níveis de segurança será aquela que vai se apoderar rapidamente do mercado militar norte-americano. E Apple, Google e BlackBerry querem muito isso.

O Android está realmente acabando com o iPhone? Não nos Estados Unidos!

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Começamos o ano de 2013 com mensagens conflitantes vindas de diferentes fontes de análise de mercado do mundo mobile. Uma das mensagens mais divulgadas pelos “analistas” (não estou acreditando muito mais neles…) afirma que “o Android está acabando com o iPhone”. Seria mesmo verdade?

Não é bem assim. Segundo o estudo da Strategy Analytics, 17.7 milhões de unidades do iPhone foram vendidas só nos Estados Unidos no último trimestre de 2012, o que é uma parte considerável dos números oficiais divulgados pela Apple no seu último relatório financeiro (47.8 milhões). Se compararmos com os números do ano anterior, é um aumento de 38% nas vendas nos Estados Unidos, e é o maior número de unidades vendidas em qualquer quarto de ano avaliado pela Apple, desde o lançamento do primeiro iPhone, em 2007.

A mesma Stategy Analytics informa que a Apple é hoje a maior fabricante de smartphones nos Estados Unidos, ultrapassando pela primeira vez a Samsung, que era líder no país desde 2008. Esse número leva em consideração tanto smartphones e feature phones fabricados pelos sul-coreanos. Traduzindo: um único produto (iPhone) e suas atuais variantes vendem nos Estados Unidos mais que todas as dezenas de smartphones e feature phones já anunciados pela Samsung. Combinados.

Sobre os sistemas operacionais móveis, o iOS ainda tem uma grande vantagem em território norte-americano. Segundo os dados apresentados pela Net Market Share, o tráfego de dados registrado no último mês (e nos meses anteriores também) mostram que o iOS domina a web com larga vantagem. Os estudos da Net Applications sugere algo semelhante, onde em janeiro de 2013, o iOS teve 60.56% do mercado de smartphones e tablets, enquanto que o Android fica muito atrás, com 24.51%. Vale lembrar que, em novembro de 2012, o Android contava com 28.02% desse mesmo tráfego, enquanto que o iOS registrou um crescimento de tráfego de dados no meio do verão norte-americano (julho) e no final do mês de outubro.

O NPD MObile Phone Track também mostra que o iPhone segue sendo o smartphone mais vendido nos Estados Unidos, com o iPhone 5 sendo o modelo mais buscado nesse começo de 2013. Os números do último trimestre de 2012 nos EUA mostram que a Apple ainda retém 39% do mercado, enquanto que a Samsung possui 30%, com o estudo mostrando as cotas de mercado dos principais fabricantes de smartphones no país.

Entre os modelos disponíveis, no mercado, o iPhone 5 está na liderança, seguido pelo Galaxy S III, pelo iPhone 4S (na terceira e quarta posição… não me perguntem por que) e pelo Samsung Galaxy S II, que ficou em quinto (uma surpresa? Nem tanto…). A análise da NPD deixa claro que as vendas do iPhone cresceram de forma drástica em relação ao trimestre anterior (terceiro trimestre de 2012), e até mesmo os modelos mais antigos registraram crescimento de vendas: o iPhone 4S cresceram 43% no período, e o iPhone 4 registrou aumento de 79%.

O que podemos concluir aqui, amigos?

Que apesar de viver um aparente momento de pânico (muito mais criado pelo o que acontece no resto do mundo, e principalmente, pelas diversas especulações dos “analistas” de mercado), a Apple vai muito bem em pelo menos um país: os Estados Unidos. É um dos mercados de maior interesse da empresa de Cupertino, e só pelo fato de tirar a liderança da Samsung por lá pela primeira vez em quase quatro anos já é uma façanha. Por outro lado, estamos falando de um mercado, que segue sendo um dos mais fortes do mundo.

Nos demais mercados, o cenário é diferente. Na Europa, mais e mais usuários estão migrando do iPhone para o Android por questões financeiras, e no Brasil, o domínio do Android é absoluto, e por um motivo muito simples: o preço do iPhone, em comparação com os demais. Conversei com muita gente em São Paulo durante a Campus Party Brasil, e muitos afirmaram a mesma coisa: que estava deixando o iPhone por causa da mesmice do iOS, pelos erros recentes da empresa de Tim Cook, e pelo fator preço, já que um Galaxy S III, um RAZR HD ou um LG Optimus G podem fazer o mesmo (ou até um pouco mais, já que o iPhone 5 não tem 4G) que o iPhone, mas pagando menos. E isso, querendo ou não, faz uma grande diferença.

Espero poder fazer nos próximos dias um paralelo sobre os outros mercados, e como estão as vendas no mundo mobile em outros continentes.

Conheça o digitador de mensagens SMS mais rápido dos Estados Unidos (não que isso vá mudar a sua vida…)

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Está vendo esse moleque aí com jeito de Justin Bieber? Seu nome é Austin Wierschkle, tem 17 anos de idade, e muito tempo livre na cidade de Rhinelander, Wisconsin. Ele ficou US$ 50 mil mais rico ontem por ser considerado o digitador de mensagens SMS mais rápido dos Estados Unidos.

A competição aconteceu em plena Times Square, em Nova York, e três fatores foram analisados: velocidade, precisão e destreza. Todos os 11 competidores tiveram desafios absurdos, como digitar segurando o celular pelas costas, ou digitar com os olhos vendados.

Ok, pode parecer um concurso ridículo, mas quantas pessoas ganham mais de R$ 100 mil só digitando mensagens SMS? Eu, escrevendo em blogs, não consigo ganhar isso em um ano? Que dirá em um dia!

Via Gizmodo

Nos EUA, mulher vende “alma” no eBay por US$ 2 mil

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Aqui temos mais um reflexo dos tempos de crise que o mundo todo vive (menos eu e você, que temos muito tempo livre para escrever e ler esse blog, respectivamente). E como no eBay você pode vender quase tudo, aqui está uma nova “oportunidade de negócios” para aqueles que estão financeiramente desesperados: a venda da sua alma no site de leilões.

Uma jovem norte-americana decidiu vender a sua alma por US$ 2 mil no site de leilões mais famoso do mundo. Mas calma: isso não aconteceu apenas por uma futilidade, ou oportunismo financeiro. A jovem Lori, que é a responsável pelo anúncio no site de leilões, sofreu um grave acidente, que afetou várias partes do seu corpo, e esperava arrecadas algum dinheiro para se tratar com a venda de sua alma.

A jovem recebeu milhares de visitas no seu anúncio, e rapidamente virou notícia nos Estados Unidos, se tornando manchete em revistas, jornais, canais de TV, sites e blogs (como esse). Lori teve o cuidado de explicar que não quis ofender ninguém com a oferta, mas que apenas procurava uma oportunidade de resolver seus problemas, e até afirma que estava ciente que “estava no fim de sua jornada”.

Obviamente, o eBay tirou o anúncio do ar rapidamente, pois apesar de não existir uma regra que impeça a venda de uma alma no site, ele viola a política de venda no item “não é permitido publicar a venda de itens que não é um produto de verdade”. Nesse caso (e para não ofender as pessoas que acreditam na existência da alma), também não é permitida a venda de partes do corpo (já que a alma faz parte do corpo), o que impossibilita o anúncio no site.

Muitas vezes ficamos perdidos diante das dificuldades da vida, e tomamos atitudes impulsivas e inconsequentes. Nesse caso, até havia um motivo para essa iniciativa, mas que reflete uma certa falta de fé no futuro. Todos nós já passamos por dificuldades. Eu mesmo já passei por muitas. Mas, sabe… aprendi a não desacreditar do ditado “é no momento da mais profunda escuridão que vemos com clareza as coisas na nossa frente”. Ter a fé no futuro é fundamental, e ver as coisas com positividade é um dos elementos que podem resultar na virada tão esperada.

Resumindo: você, ser humano saudável, com um corpo perfeito e saúde plena… vai trabalhar! Vender a alma no site de leilões não vale (mesmo porque não vai te dar lucros).

Apple atirando para todos os lados. Próximo alvo: a HTC

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Depois de ferrar com os usuários brasileiros no preço do iPhone 4S, a Apple voltou a se concentrar no que realmente interessa: a batalha de patentes. O próximo alvo da empresa já está definido. Eles conseguiram uma ordem de restrição das importações e vendas de alguns modelos da fabricante taiwanesa nos Estados Unidos (clique aqui para ler). Mesmo sendo uma restrição que só vai valer no país a partir de abril de 2012, a decisão gera um pouco de preocupação entre os fabricantes com sistema operacional Android.

A patente que a Apple alega que a HTC violou é da tecnologia que permite ao usuário acionar uma ligação para um número de telefone escrito em um e-mail, com um simples toque em cima do número. É, pode parecer uma coisa besta, mas não é besta o suficiente para a Apple deixar de patentear (e processar por isso). Essa característica está presente nas versões Android 1.6, 2.1 e 2.2. Na verdade, a empresa de Cupertino entrou na Justiça norte-americana com, pelo menos, 10 alegações de violações de patentes contra a HTC. Depois, retirou seis dessas demandas, perdeu em uma, e venceu em três. As outras duas são facilmente corrigíveis com um simples patch de atualização enviado pelo Google. O que preocupa é essa patente do acesso rápido ao sistema de chamadas telefônicas, e é esse que pode complicar a vida de muitos fabricantes.

A Apple não é burra. Há pelo menos dois motivos fortes para a empresa entrar com uma ação contra a HTC dentro dos Estados Unidos. O primeiro é que a fabricante taiwanesa é uma das principais adversárias da fabricante do iPhone, com vários modelos disponíveis no mercado local, e números de venda expressivos, apesar de estar em declínio na sua exposição, justamente pelo destaque que Apple e Samsung recebem, não apenas pela suas brigas, mas pela qualidade de seus produtos (e suas respectivas vendas). E para a Apple, vencer apenas não é o suficiente. É preciso varrer com os adversários, para conseguir o público deles.

O segundo motivo (e esse é tão perigoso quanto o primeiro) é que fica um pouco claro que a Apple usou a HTC como “empresa-teste” para uma futura sequência de processos contra os demais fabricantes. É uma questão de pensar de forma lógica: salvo algumas personalizações, os comandos básicos e funcionalidades do Android são as mesmas para todos os fabricantes. Principalmente nas versões envolvidas no processo contra a empresa taiwanesa. Logo, nada impede que a empresa de Cupertino entre com a mesma ação contra os demais fabricantes, utilizando o mesmo argumento, e obtendo os mesmos resultados.

A HTC recorreu da decisão, que impede a empresa de importar e vender aparelhos com tais características nos Estados Unidos a partir de abril de 2012. Enquanto uma decisão definitiva não sai, o correto para a empresa é procurar o Google, que é o “pai” da criança chamada Android para buscar uma solução. Caso contrário, teremos vários modelos da empresa fora do mercado local. Quero acreditar que o Google vai ser esperta o suficiente para ao menos se esforçar para corrigir esse pequeno detalhe, pois se os fabricantes tiverem algum prejuízo, por tabela, o prejuízo também será da empresa de Mountain View.

E você achando que a Apple só se preocupava com a Samsung… ledo engano. Final de ano, e os advogados de Cupertino atirando para todos os lados. Isso me faz lembrar que Steve Jobs preparava uma “cruzada contra o Android”. Ao que tudo indica, a primeira batalha foi vencida, e em 2012, teremos uma batalha bem mais incisiva, com reflexos mais diretos e imediatos no mercado de tecnologia.

Quem viver, verá!

Apple e HTC, líderes em satisfação entre os usuários norte-americanos de smartphones

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A empresa de informação de marketing J.D. Power and Associates atualizou a sua pesquisa de satisfação do cliente de smartphones, e os números revelam a Apple com a maior pontuação por parte dos norte-americanos. A empresa obteve 838 pontos, seguida da HTC, que está prestes a ser ultrapassada pela Samsung, que recentemente lançou nos EUA o Galaxy S II. Destaque para a Nokia, que conseguiu ficar atrás da Palm, mostrando claro declínio.

Veja a pesquisa completa, clicando aqui.