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F1 2015 | GP do Bahrein

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Uma prova mais interessante do que a sonolenta corrida na China, mas a repetição do monólogo do vencedor. O GP do Bahrein de 2015 foi mais uma prova onde Lewis Hamilton não teve qualquer tipo de dificuldade em vencer, mas apresentou mudanças interessantes na disposição dos demais carros e pilotos.

Nesse final de semana, Gerhard Berger disse algo muito interessante: que Nico Rosberg estava se colocando no mesmo lugar que o próprio Berger ficou quando foi companheiro de equipe de Ayrton Senna. O problema é que Rosberg claramente não se conforma com isso, e apresentou alguma mudança de atitude na prova de hoje. Bom, pelo menos atacou Raikkonen e Vettel quando foi necessário, e só não fez a dobradinha com Hamilton porque a Ferrari foi melhor nas estratégias de pits.

Mesmo assim, Rosberg ainda não me convence. Continuo achando Hamilton o melhor entre os dois. O início da temporada europeia é mais uma chance que o alemão tem para tentar virar esse jogo. Caso contrário, ele será um coadjuvante de luxo em uma hipotética briga pelo título envolvendo Hamilton e alguém da Ferrari.

Digo ‘alguém’, porque Raikkonen também mostrou sinais de recuperação. Chegou em segundo com uma prova muito bem pensada, e todo mundo sabe que o finlandês é um piloto que vai evoluindo ao longo do campeonato. Já fez isso antes. E como suas declarações são de que a Ferrari está com um ótimo ambiente (#chupa, Alonso), o ‘homem de gelo’ está se sentindo mais e mais a vontade para evoluir com a equipe.

Já Vettel teve uma prova difícil. Poderia ser melhor sim. Poderia ocupar o lugar do pódio que hoje foi de Raikkonen. Porém, ficou claro que, ao tentar forçar um ritmo semelhante ao dos carros da Mercedes, a Ferrari ainda não tem a mesma performance dos carros prateados. Some-se à isso ao erro de estratégia do time vermelho, e temos a quinta posição para o alemão.

No momento atual, o resultado não faz muita diferença, já que Hamilton segue voando. Mas em uma eventual recuperação da Ferrari, são pontos que podem fazer a diferença no final.

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A Williams teve um final de semana de contrastes. Enquanto Bottas fez uma prova excelente, ficando em quarto. Massa teve problemas de motor antes da largada, e precisou fazer uma corrida de recuperação. Ou seja, ficou no seu limite diante do cenário apresentado. Por outro lado, Bottas conseguiu segurar Vettel, mostrando que a Williams ainda tem lastro para se recuperar.

E a Renault, hein?

Três motores estourados ao longo do final de semana, com a cena pobre do Kvyat passando pela linha de chegada com uma nuvem de fumaça saindo do seu carro. Não que eu ache que a Red Bull estaria brigando hoje com Mercedes e Ferrari, mas certamente esse carro é melhor do que se apresenta hoje, e se não fosse por causa do motor da Renault, estaria apresentando melhores resultados.

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No final das contas, uma prova mais interessante. Várias ultrapassagens, e resultados de pista que embaralham um pouco mais a posição dos pilotos que não se chamam Lewis Hamilton, que segue dominante. A grande esperança de todos é que, com o início da fase europeia do campeonato, e as eventuais atualizações que os carros receberão, que as forças se equilibrem.

Quem sabe a Ferrari se aproxima ainda mais, a Williams reduz a distância para as duas primeiras, a Red Bull recebe um motor decente da Renault… muitas coisas podem acontecer.

Inclusive a Mercedes ficar ainda melhor.

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F1 2015 | GP da China

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Insuportável. Essa palavra define a edição 2015 do GP da China de F1. Ok, aconteceram algumas coisas na prova, mas nada que fosse relevante para impedir que Lewis Hamilton vencesse a corrida com uma facilidade que deve ser monótona até pra ele. Que dirá para quem ficou acordado de madrugada para assistir a corrida.

Hamilton, Rosberg, Vettel, Raikkonen, Massa e Bottas se organizaram disciplinarmente em uma procissão (nessa ordem) desde o começo da corrida, e essa ordem não se alterou até o final. Aqui, podemos resumir que as Mercedes confirmaram o seu favoritismo, mas diferente do ano passado onde eles nadavam de braçada no campeonato, esse ano, o discurso mudou: eles sabem que a Ferrari é uma real ameaça.

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A equipe vermelha se mostrou competitiva sim, mas não é sempre que eles vão poder fazer frente às flechas prateadas. De qualquer forma, o resultado de Vettel ajudou a consolidá-lo na vice-liderança do campeonato, e se ele tem alguma aspiração de bater de frente com Hamilton mais adiante (supondo que a Ferrari tem margem de melhora no seu carro), terminar no pódio as corridas é algo fundamental.

Sobre Rosberg, escoltou Hamilton como um bom segundo piloto deve fazer. Sim, essa é a atual situação do piloto alemão, e ele não vai sair dessa condição. Não o vejo como concorrente para o britânico, e entendo que perder o título no ano passado, com a vantagem que ele abriu, apenas marcou o ponto que ele não está no mesmo nível técnico do atual líder do campeonato.

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O GP da China parece ter deixado claro também que a Williams é a terceira força, e não a segunda. Massa e Bottas não ameaçaram os dois carros da Ferrari em nenhum momento, e entendo que esse carro só vai apresentar evolução quando a temporada europeia efetivamente começar. Não que o carro seja ruim, mas talvez a grande diferença está no motor Mercedes da equipe britânica, que obviamente não empurra tanto quanto a versão do motor Mercedes dos alemães. E o motor Ferrari que veio muito competente nesse ano.

Aliás, não venham aqui reclamar que ainda chamo os tais ‘módulos de potência’ de motor. Acontece. São 5h25 da manhã. Estou com sono.

E por falar em motor módulo de potência… o que se passa com a Renault?

O amor entre a Red Bull e a Renault acabou de vez depois da corrida de hoje. A Red Bull hoje teve que disputar posição com a Sauber (aliás, excelente prova do Felipe Nasr, levando em conta as suas condições) e a Toro Rosso apresenta desempenho melhor do que a equipe principal. Kyvat não terminou a corrida, e Ricciardo teve problemas diversos, incluindo uma pane no carro na largada.

Renault e Red Bull não estão se entendendo. Uma coloca a culpa na outra, mas depois de hoje, está mais que evidente que os franceses estão sim com culpa no cartório. Há algo tão errado nesse módulo de potência, que o projeto vai recomeçar do zero. Isso é perda de tempo de desenvolvimento do conjunto técnico. Para uma equipe que vinha de quatro títulos mundiais consecutivos, ter uma segunda temporada abaixo das expectativas é uma grande decepção.

Mas podia ser pior… a Red Bull poderia se chamar McLaren.

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Hoje, ninguém gostaria de estar na pele de Jenson Button e, principalmente, Fernando Alonso. O conjunto McLaren/Honda ainda não se encontrou, e muitos já imaginavam que eles fossem bater cabeça. Só não imaginavam que eles só seriam melhores que a Manor, que nem F1 é direito.

Eu quero acreditar que, em algum momento, a McLaren vai encontrar a mão do carro, a Honda vai encontrar uma forma de tornar o seu módulo de potência mais eficiente, e essa parceria que ainda é considerada a mais vitoriosa da história da F1 volte a ser competitiva. Mas está difícil. Será que está faltando dinheiro para a McLaren trabalhar no desenvolvimento desses carros (a equipe está sem um patrocinador principal)? Não sei. Mas vamos esperar pelas próximas corridas. E nem falo em reação no Bahrein, na semana que vem. Mas sim quando a temporada europeia começar.

Por fim, o GP da China foi enfadonho. Só não dormi por conta das piadas feitas com a McLaren, e com o bullying gratuito com Pastor Maldonado, que teve mais um dia ‘memorável’, com erros, incidentes e barbeiragens. Não sei se criei expectativas exageradas por conta da prova da Malásia. Fato foi que a prova pareceu interminável, e foi tão ruim que terminou com o anti-clímax do Safety Car.

Espero por algo melhor no Bahrein na semana que vem.

 

Classificação da F1 2015 – após 3 de 19 etapas

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F1 2015 | GP da Malásia

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Tudo o que eu esperava para o GP da Malásia 2015 NÃO aconteceu. Felizmente. Eu esperava chuva, uma prova chata, um domínio da Mercedes, mais uma vitória do Hamilton… e aconteceu TUDO diferente. E que bom que foi assim. Talvez o GP da Malásia seja o início de um novo cenário para a F1, que pode sim ser diferente do monólogo que foi em 2014.

Para começar, a chuva só veio no sábado. No domingo, a prova toda em “condições normais de temperatura e pressão”. Isso fez muita diferença na estratégia de pit stops para todas as equipes, e esse fator decidiu a corrida. A Ferrari acertou ao manter Vettel na pista quando os ponteiros (incluindo Hamilton e Rosberg) pararam durante a janela de Safety Car. E só fez isso porque sabia que tinha um carro equilibrado e potente para obter uma boa performance e com um menor consumo de pneus.

Isso não quer dizer que a Mercedes não está com o melhor carro do grid. Ainda está. Mas diferente de 2014, onde a equipe prateada deslanchou na frente dos demais em qualquer tipo de pista, em 2015, existe pelo menos uma equipe que pode bater de frente em pistas com característica de autódromo permanente, com um asfalto mais abrasivo, onde o consumo de pneus é um fator mais determinante. Tal como aconteceu hoje na Malásia.

A evolução da Ferrari não é só de motor. O projeto do carro nasceu muito bem. E hoje isso ficou provado. Vettel manteve um desempenho impecável o tempo todo, e em nenhum momento foi ameaçado pelas Mercedes no quesito performance. Talvez a maior ameaça estava na estratégia de pit stops, que teoricamente favoreceria ao Hamilton, que poderia fazer as 17 voltas finais com os pneus médios, e superar Vettel na pista.

Mas como o engenheiro da Mercedes decidiu usar de “salto alto” no final da prova…

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O erro da Mercedes não tira os méritos da Ferrari nesse final de semana na Malásia. Faz muito tempo que a equipe vermelha não tem um final de semana tão bom. Não falo só pelo resultado, mas por mostrar na pista que tem sim um carro que pode bater de frente com a equipe dominante da categoria. Sem falar que a equipe mostra dessa vez uma sólida evolução, o que aumentam as chances de um campeonato equilibrado para 2015.

Para a Mercedes, não é o fim do mundo. O pódio ainda é um excelente resultado, e a equipe não retrocedeu. O que acontece é que a Ferrari está se aproximando, e eles terão que trabalhar de forma mais atenta nesse ano. Não só pensar na velocidade final, mas também em como o carro pode entregar um desempenho melhor em circuitos permanentes. Talvez o problema de desgaste de freios revelado na segunda metade do ano passado ainda se faça presente (eu disse TALVEZ), mas acredito que a Mercedes também tem margem de melhora para 2015.

E tudo isso pode fazer com que o campeonato seja mais emocionante. Para a nossa alegria.

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Talvez a decepção da prova da Malásia está na equipe Williams, e ainda assim, com algumas ressalvas. Digo ‘decepção’ porque muitos esperavam um desempenho melhor da equipe com a ausência da chuva e em uma pista com características que favoreciam aos carros de Bottas e Massa. No final das contas, a quinta e a sexta posição (nessa ordem) fica um pouco abaixo do esperado.

Aliás, alguns pontos de interrogação começam a ser levantados em relação à Williams. Muitos imaginavam que esta seria a equipe que bateria de frente com a Mercedes, por conta de ser a equipe que mais se aproximou dos prateados na segunda metade do campeonato de 2014, e pela presença do motor Mercedes. Porém, as duas primeiras provas deixam claro que, pelo menos nesse começo, a Ferrari está na frente nesse papel de principal ameaça ao duopólio Hamilton/Rosberg.

Vamos ficar de olho no desempenho da equipe na China. Se o cenário se repetir, o sinal amarelo para a equipe será ligado.

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E a McLaren? Que lixo, hein?

Para mim, a Manor não existe. Logo, Alonso e Button largaram na última fila. Ponto final. E durante a corrida, por mais que os dois se esforçassem, ficar brigando por posições no final do pelotão não é, nem de longe, o melhor cenário para a equipe inglesa, levando em conta a sua estrutura e todo o investimento que é feito por eles na categoria.

Ok, eu compreendo que a Honda está apanhando para compreender como é a nova F1, e que esse motor ainda tem que evoluir. Aliás, eu acho que a McLaren vai mesmo evoluir ao longo de 2015. Afinal de contas, eles não são a equipe mais vencedora da história da F1 à toa. O time de Ron Dennis sempre foi muito competente para desenvolver projetos, e não foram poucas as vezes que a equipe enfrentou altos e baixos, saindo do buraco para depois oferecer carros vencedores.

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Porém, já faz algum tempo que a McLaren não tem um carro realmente em condições de brigar por um campeonato. A impressão que dá é que a equipe perdeu o rumo, e não tem perspectivas de achar uma solução a curto prazo. Trazer Alonso para o time pode ser uma das soluções (afinal, ele é o melhor piloto da categoria), mas… até que ponto?

Historicamente, Alonso é centralizador ao extremo. Curiosamente, na primeira vez que o espanhol passou pela McLaren, isso não funcionou. E na Ferrari, também não. Será que Alonso vai mais ajudar ou atrapalhar o time inglês? Até que ponto Alonso é bom o suficiente para ajudar no desenvolvimento de um carro? Que ele é bom piloto, eu não tenho dúvidas. Mas começo a questionar a sua capacidade de passar um feedback produtivo para os engenheiros, visando a evolução de um carro.

Sabe aquela coisa do “eu faço o que posso, e é obrigação de vocês me darem um carro melhor – pois eu não vou ajudar vocês nisso”? Enfim, é só uma impressão. O tempo vai dizer se essa impressão se confirma ou não.

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Por fim, um registro final.

Essa é a 40ª vitória de Sebastian Vettel na F1. E poucas vezes eu vi um piloto com esse número de vitórias comemorar tanto uma vitória.

Foi comovente ver a alegria do alemão no final da corrida. Igualmente comovente a alegria da equipe Ferrari ao comemorar essa primeira vitória de Vettel no time vermelho. A impressão que dá é que Vettel está na Ferrari há dez anos, e que todo mundo está pensando e trabalhando em um objetivo comum. E eu não via isso na “era Alonso” na Ferrari.

E isso faz toda a diferença.

Muita coisa mudou na Ferrai. Não foi apenas o Vettel. O ‘sistema nervoso’ da direção técnica do time foi reformulada, e tudo indica que a filosofia do time mudou sensivelmente. Isso se reflete no astral do time. E, acreditem: não é uma coincidência esse carro ser tão competitivo quanto a Mercedes. E isso, na segunda corrida do campeonato.

Hamilton e Vettel estão separados por apenas três pontos. Quem diria que a F1 2015 começaria assim?

Daqui a duas semanas, GP da China.

F1 2015 | GP da Austrália

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Uma F1 2015 que começa com cara de “F1 2014 2.0”. O GP da Austrália de 2015 foi uma prova interessante… da terceira posição para trás. O monopólio da Mercedes continua, com Hamilton ditando as regras, e Rosberg praticamente ‘escoltando’ o britânico. Logo, nem vale muito a pena se preocupar muito com eles. Vamos falar dos demais.

Em uma prova onde muita gente se preocupou com a durabilidade dos motores e com a resistência dos pneus, ver apenas 15 carros largando é algo que chama a atenção (negativamente falando). Tudo bem, diversos motivos contribuíram para isso: a Manor não conseguiu colocar os seus carros na pista (falta de grana, talvez), a McLaren estava tão mal, que Kevin Magnussen não largou, Valteri Bottas não alinhou por uma contusão na lombar… ou seja, uma combinação de acontecimentos diferentes. Mesmo assim, é o menor grid alinhado desde a década de 1980. É preciso ligar o sinal amarelo para esse complicado momento de crise econômica na categoria.

Lembrando: antes que você acredite em uma certa senhora que fala um monte de mentiras em rede nacional, a crise que hoje atinge a F1 está relacionada com a grande crise financeira de 2008. Os contratos de longa duração acabaram, e há quem diga que a era do ‘patrocinador master’ na categoria simplesmente chegou ao fim. Só o tempo vai dizer se essa profecia se confirma ou não.

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O ‘melhor do resto’ foi Vettel, que chegou em terceiro. O resultado mostra que a Ferrari tem sim um carro melhor em 2015 do que aquele apresentado no ano passado. Porém, é preciso observar que o alemão só alcançou o pódio porque a Williams (mais uma vez, de novo, como sempre) errou na estratégia de pit stops de Felipe Massa, que ficou encaixotado no Ricciardo na volta da troca de pneus, e perdeu tempo precioso. Com isso, Massa ficou em quarto, o que não deixa de ser um bom começo.

Entendo que Ferrari e Williams são as equipes que podem, com o passar do tempo, tentar se aproximar da Mercedes. Pelo menos para dar um pouco de trabalho para Hamilton e Rosberg. Por outro lado, a diferença técnica é tão grande, que não imagino esse quadro mudando tão cedo.

Um destaque especial – e óbvio – para Felipe Nasr, que apesar de um final de semana tumultuado, conseguiu conduzir a Sauber para uma quinta posição. É a melhor estréia de um brasileiro na categoria, e um resultado surpreendente para a equipe da Monisha Kaltenborn, que não fez um dos treinos de sexta-feira, e teve que lidar com as questões jurídicas envolvendo o Guido Van Der Garde (quem mandou vender duas vagas para três pilotos, não é?).

Será que a Sauber pode mesmo oferecer um carro competitivo para a temporada? Acho cedo para dizer que ‘sim’, mas para uma primeira prova, é um resultado que dá uma certa esperança para uma resposta positiva.

O destaque surpreendentemente negativo foi o da McLaren. Entendo que esse foi um dos piores finais de semana da história da equipe, e com certeza o seu pior início de temporada se levarmos em consideração que estamos falando de uma equipe com estrutura gigante. Já era de conhecimento público que a equipe treinou muito pouco durante a pré-temporada desse ano, e o misterioso acidente com Alonso serviu para tornar esse período ainda mais complicado para eles.

O que torna tudo surreal é ver os dois carros da equipe no final do grid de largada. É claro que eu compreendo que, para a Honda – que retorna à categoria esse ano -, a F1 é algo completamente novo, onde eles precisam reaprender algumas coisas. Porém, a impressão que deu nesse final de semana na Austrália é que tudo vai começar do zero, e que o trabalho será muito árduo para colocar a equipe nos eixos. Button e Alonso terão um ano realmente muito difícil, e os dois terão que influenciar positivamente no desenvolvimento do carro e até do motor. O expertise dos dois será colocado à prova para que a equipe apresente resultados melhores.

Até porque, nesse momento, eles estão no fundo do poço.

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Sobre a Mercedes? Vão bem… igualzinho como era em 2014.

Hamilton e Rosberg dominaram completamente, não tiveram dificuldades, e o que é pior: Rosberg não ameaçou a vitória de Hamilton em nenhum momento.

Em 2014, eu fui um pouco criticado quando disse que Hamilton era mais piloto que Rosberg, e que seria campeão do mundo quando a temporada não estava nem na metade, onde ele estava atrás de Rosberg na pontuação geral. E todo mundo viu o que aconteceu. E não falo isso só porque o inglês chega na frente: ele colocou 0.6s de vantagem em relação ao alemão, o que mostra que não só a Mercedes está ainda melhor que as demais, mas que Hamilton começa tirando vantagem dessa melhora, dominando o companheiro de equipe com relativa facilidade.

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O pódio de hoje pode ser um esboço da relação de forças do início da temporada, onde Vettel aparece como ‘o melhor entre os mortais’ (não descarto Alonso como melhor da turma, mas com a McLaren do jeito que está, não imagino ele fazendo algo de muito útil). O que nos resta é torcer para que Ferrari e Williams mostrem alguma evolução, e rápido. Caso contrário, será de novo o duopólio Hamilton/Rosberg, onde o inglês vai dominar o alemão na maioria das pistas.

Ah, e torço por mais Arnold nas entrevistas após a corrida! 🙂

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F1 | E essa nova Red Bull ‘camuflada’?

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Ok, eu não entendo muitas coisas nessa vida, e uma delas é de design (nem dos meus blogs). Mas, convenhamos… é uma escolha no mínimo estranha essa da Red Bull em utilizar um layout ‘camuflado para os seus carros’.

Não sei se chamo de zebra ou de revista em quadrinhos. Mas visualmente está muito estranho. Até porque descaracteriza o que sempre foi a coloração ‘tradicional’ da equipe, que sempre utilizou as cores do energético.

Apenas para constar: a própria Red Bull já confirmou que a pintura ‘camuflada’ é para confundir os adversários, dificultando a visualização de detalhes aerodinâmicos do carro e eventuais segredos do projeto de Adrian Newey. Mesmo assim…

E esse bico imitando a Mercedes? Hum… suspeito…

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A seguir, algumas fotos do carro em ação, no primeiro dia de testes em Jerez (Espanha).

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F1 | A Williams e o seu novo carro para 2015

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Eu falei muito do carro da Williams para a temporada de 2015 da F1 – e principalmente do seu bico -, mas não mostrei imagens desse carro aqui no blog. Pois bem, aqui temos imagens do novo carro da Williams para a disputa desse ano. E eles – ao lado da Red Bull – oferecem os bicos mais feios da temporada até agora (por muito pouco a Mercedes não entra nessa lista).

Mas isso pouco vai importar se esse carro andar na frente dos demais ao longo da temporada. E essa regra vale para todos os outros.

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F1 | O novo carro da campeã Mercedes para a temporada 2015

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A Mercedes afirma que o seu carro é uma evolução do modelo vencedor do ano passado. Mas… ainda me incomoda essa parte frontal, e mais ainda essas barras de suspensão saindo da parte superior da estrutura frontal do carro. De novo: se andar na frente como o modelo de 2014, ninguém vai se importar com essas questões estéticas. Até lá, serei a voz da resistência, dizendo: ‘podia ser um pouquinho mais bonito, não é Mercedes?’.

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F1 | E esse é o novo carro da Toro Rosso para a temporada 2015

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Eu já ia me esquecendo da Toro Rosso, versão ‘primo pobre macarrônica’ da Red Bull. Eles também apresentaram nesse final de semana o carro que eles vão utilizar na temporada 2015 da F1, e como o tema da vez são os bicos, podemos dizer que eles também foram ‘discretos’, apesar de também apostarem no formato ‘pranchão de praia dos anos 60’. Ainda fico com a impressão que foi só a Williams mesmo que quis tirar o meu sono… enfim…

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F1 | Ferrari SF15-T é apresentada oficialmente

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Habemus Ferrari… com o seu bico de prancha de surfe (e eu agradeço aos céus por isso… prefiro isso do que o bico de ornitorrinco). Estéticas à parte, a equipe italiana apresentou o Ferrari SF15-T, carro que será utilizado na temporada 2015 da F1. Lembrando que os primeiros testes coletivos começam no próximo domingo (1), na Espanha.

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F1 | Sauber C34-Ferrari é apresentada

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Eu estava comentando no Twitter nessa semana que eu estava feliz porque a F1 2015 não permitiria os bicos de carros estranhos, que tanto me irritaram em 2014. Ok, a Williams contrariou a minha teoria. Mas aos poucos podemos ver que algumas equipes até que utilizaram soluções que não são tão bizarras assim. Como é o caso da Sauber.

A equipe – cheia de dificuldades financeiras – apresentou o seu modelo C34-Ferrari, que será utilizado na temporada desse ano. Além do design (que de forma bem sacada aproveita o fato da equipe ter um brasileiro e um sueco), o destaque é justamente o bico frontal, que mesmo não sendo o mesmo da McLaren, conta com um design ‘aceitável’.

Podia ser bem pior.

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