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Vai Que Cola – O Filme (2015) | Cinema em Review

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A série Vai Que Cola, exibida pelo canal Multi Show, é um dos meus “guilty pleasures” da vida. Eu sei que a série não é aquela que podemos chamar de “que maravilha”. Pelo contrário: eu sei que é ruim e meio tosca. Mas é o “humor chão” que me diverte. Dou risadas com algumas coisas lá apresentadas, e depois de duas temporadas de 40 episódios, ver o filme não foi uma missão tão complicada assim.

Mas confesso que preciso ter cuidado e critérios para falar sobre o mesmo. Já que eu também tenho plena convicção que muita gente vai torcer o nariz para o tipo de humor feito na série e no filme. Não posso culpá-los. Além de não ser possível gostar de tudo, eu mesmo reconheço que não é o tipo de comédia que vai agradar aos ditos “gostos mais sofisticados”. Mas vamos falar do filme em si.

Vai Que Cola – O Filme mostra parte da origem da chegada de Valdo/Valdomiro Lacerda (Paulo Gustavo) no Méier e na pensão da Dona Jô (Catarina Abdala), mais como forma de apresentar esses personagens para o grande público, uma vez que a imensa maioria dos telespectadores estão conhecendo esses personagens nesse filme. Para quem já viu a série, a história já é conhecida. A boa notícia é que esse resumo para apresentar os personagens não dura mais do que cinco minutos no filme.

Valdo, muito metido a ostentação e obcecado pelo poder, é passado para trás pelos seus amiguinhos malacos da Beta Engenharia (assinando uma série de contratos sem ler, que no final viram provas do esquema de corrupção da empresa contra ele mesmo). Foragido da polícia, entra na primeira van que encontra no caminho… cujo destino é o Méier. Lá, vai parar na pensão da Dona Jô, que é o oposto de Valdo: honesta e trabalhadora. Decide acolher Valdo em sua pensão porque tem um coração de mãe… e porque já acolhe um bando de encostados e vagabundos na pensão. Um a mais não ia fazer diferença.

 

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Na pensão da Dona Jô, tem de tudo: mordomo/concierge/transformista/performer/crosdresser, viúva de bicheiro, periguete metida a webcelebrity, gringa falsa doida para dar um golpe, e um nerd doido pela Dona Jô. Essas pessoas bem diferentes até que vivem bem juntas, e reconhecem Valdo como um deles. Apesar do mesmo rejeitá-los o tempo todo. Mas por não ter outra saída, nosso “herói” fica por lá, entregando quentinhas para as casas do bairro

Até que, em um belo dia, os amiguinhos de Valdo da Beta Engenharia aparecem, com uma proposta irrecusável para nosso protagonista: voltar ao tão amado apartamento do Leblon, mas através de um outro esquema que visa a venda desse apartamento, que está muito irregular. Ao mesmo tempo, a pensão da Dona Jô está seriamente comprometida em sua estrutura, e é interditada. Sem lugar para ir (todos eles), Valdo decide acolher a turma em sua antiga residência, ao mesmo tempo que articula a venda/golpe do imóvel.

Vai Que Cola – O Filme não tem muitas surpresas, nem mesmo para aqueles que nunca viram a série na vida. É um filme um tanto quanto óbvio na sua proposta geral, com um final previsível, e com uma cena final que tem uma das assinaturas da série: a dificuldade em finalizar bem uma história, ou dar uma cena final que feche de forma adequada o que foi contado anteriormente. Essa é uma das coisas que me incomodam na série, e no filme, voltou a acontecer.

De qualquer forma, Vai Que Cola – O Filme diverte. Talvez por conta da competência de alguns nomes envolvidos no elenco (Samantha Schmutz, Cacau Protásio, Marcus Majella, Fernando Caruso), que contam com um ótimo timing de comédia. Esses sabem fazer rir, e conseguem aproveitar um texto que é mediano para oferecer um resultado final divertido. Não que o texto do filme seja tão ruim assim, mas como penso sempre no fato que muita gente pode torcer o nariz para a série, e ainda assim pode dar algumas risadas com os personagens que eles interpretam, podemos comprovar aqui a competência dos citados.

Sobre Paulo Gustavo… é o Paulo Gustavo. O forte dele é a improvisação do texto, e não a interpretação. Ou seja, é um bom humorista, e não um bom ator. Mas como estamos falando de um filme de humoristas, não precisamos fazer críticas sobre esse aspecto. Aqui, vai muito do fato de você gostar ou não do que o Paulo Gustavo faz. Ou do Paulo Gustavo “pessoa física”, em alguns casos.

 

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Um ponto positivo do filme é ele manter uma das boas características da série, que é a “quebra da quarta parede”. Em Vai Que Cola, os erros de gravação são aproveitados nos episódios, dando uma cara mais de teatro informal. No filme, essa quarta parede é quebrada quando o protagonista Valdo conversa com o público, apresentando os personagens do seu núcleo e explicando algumas das situações do filme, colocando o telespectador na trama, mesmo que de forma indireta. Até mesmo erros de continuidade são “produzidos”, apenas para aproveitar essa característica de narrativa.

Por fim, Vai Que Cola – O Filme não é de todo mal. Quem gosta da série (que é uma das maiores audiências do Multi Show hoje) fatalmente vai gostar do filme. Quem nunca viu a série, pode se divertir com o humor chão presente na produção. É uma opção para quando você não tiver nada para fazer no final de semana, ou naquela tarde de domingo sem futebol (o que será o caso desse final de semana, curiosamente).

 

Pixels (2015) | Cinema em Review

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Demorei, mas assisti Pixels. Primeiro, porque desde o momento do anúncio do projeto, eu tive vontade de ver o filme, apenas por conta do conceito geral. Segundo, porque é um filme que dividiu opiniões, ou dois mundos: o dos críticos ‘especialistas’ e daqueles que só queriam se divertir. Bom, fico feliz em ter ficado no segundo grupo.

Eu mesmo tenho aversão aos filmes do Adam Sandler, pois faz tempo que ele só sabe fazer o bobão da vez. Dessa vez não é muito diferente, fazendo o nerd bobão/instalador de TVs de tela plana. Mas também não dá pára esperar mais nada dele, e é um erro sair de casa e ir ao cinema esperando que ele faça algo melhor do que já sabemos. Logo, desencane sobre isso, pelo amor de Deus.

A mesma regra vale para Peter Dinklage, Kevin James e derivados. Esqueça a atuação de todos eles. Aliás, esqueça o crível nesse filme. Pixels é totalmente calcado no  lúdico, na viagem nostálgica que revisa o mundo dos videogames do passado, e no absurdo dos campeões decadentes desses videogames salvando o planeta da invasão desses mesmos games.

Na verdade, mesmo sem fazer sentido, eles ao menos explicam como os videogames entram na jogada como exterminadores da raça humana. Depois de vidas inteligentes do universo encontrarem a tal cápsula despachada pela NASA na década de 1980 – que incluía várias referências da cultura pop, incluindo vídeos do campeonato de videogames que nossos protagonistas participam -, esses mesmos alienígenas entendem que estavam sendo desafiados para uma grande partida de videogame. E decidem ‘jogar o jogo’.

Como todo mundo hoje joga Call of Duty e Battlefield, o governo dos Estados Unidos – cujo presidente é um dos nerds que jogava videogames – convoca os ex-campeões dos games clássicos para resolver a parada.

Ou seja, nada com que você não possa conviver no dia a dia. Ainda mais para você que assiste Game of Thrones, não é mesmo? #ironic.

 

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Pixels é o filme da zoeira. Nada tem que fazer sentido mesmo. E é por isso que é legal.

Talvez o que faz mais sentido nisso tudo é o arsenal de referências do mundo dos games e da cultura norte-americana de 30 anos atrás. É quase certo que a galera mais nova não entendeu metade das referências que apareceram em forma de personagens da TV e do cinema, políticos e principalmente dos jogos clássicos. E talvez por isso Pixels tenha mais chances de dar certo junto ao público mais velho mesmo.

Por outro lado, é um filme acessível, para quem está disposto a simplesmente ir ao cinema para se divertir, dar algumas risadas e relembrar o poder que uma ficha tinha em um fliperama. Sabe, quando vemos um tipo de filme com essa premissa, definitivamente temos que ‘desligar o cérebro’, e parar de ficar pensando no crível ou coerente. Muito menos imaginar que atores como Adam Sandler vão fazer algo muito melhor que aquilo.

Entendo que tem muita gente que já vai ao cinema com má vontade por conta desses fatores. Um conselho para essa turma: fica em casa. Não é um filme feito para você. Vá ver outra coisa.

Pixels é um filme que o 3D faz a sua razão de ser. Visualmente falando é bem legal, onde a proposta dos videogames pixelados se encaixa bem na proposta geral da trama e nas cenas do mundo real. O roteiro tem alguns problemas sérios, mas é como eu disse: como você vai pedir coerência em um filme como esse? Até porque é de se imaginar que um presidente dos EUA meio bobalhão daria uma festa enquanto o mundo está sob ameaça alienígena, certo?

E para não dizer que Pixels não levanta alguns pontos de se pensar…

O filme fala muito sobre padrões, ou seguir os padrões. É como os gamers do passado venciam os seus jogos. Hoje, tudo é mais intuitivo, passional e emocional. Às vezes precisamos apenas pensar que não queremos morrer, e agir como se realmente quisesse isso. Os games de hoje são mais intuitivos de um modo geral, e todo mundo precisa de vez em quando se munir de coragem para seguir sua intuição e enfrentar os problemas do dia a dia.

É claro que também temos que pensar que, quando trapaceamos no jogo, temos que pagar as consequências disso. Seguir as regras do jogo é fundamental. Caso contrário, o seu adversário pode dizer ‘game over’ para você.

Mas… chega de filosofia. Pixels me divertiu, e é isso o que importa. Críticas sobre roteiros coerentes ou não, atuações dignas de um Oscar ou de uma Framboesa de Ouro… tudo isso é uma grande perda de tempo. Vá ao cinema para ver esse filme, desencanar dos problemas cotidianos, e dar algumas risadas.

Os Minions (2015) | Cinema em Review

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Tinha tudo para dar certo…. mas não foi bem assim que aconteceu. Eu gosto dos dois filmes da série ‘Meu Malvado Favorito’, e joguei dinheiro na tela do computador quando vi os trailers de Os Minions. Fiz questão de ir ao cinema – nada de baixar pela internet – para prestigiar a obra. E no final das contas, eu vi um dos filmes mais chatos de 2015.

Desculpa para quem gostou. Talvez você, que está me xingando nesse momento, tenha absorvido toda a ideia geral do filme, todo o humor e a graça implícita no roteiro, e todas as coisas boas que o filme não me ofereceu. Mesmo assim, o máximo que posso dizer em defesa de Os Minions é que você dá duas ou três risadas ao longo do filme, e que ele o tipo de filme com bichinhos fofinhos, que as crianças adoram. E é isso.

Aliás, minha irmã mais velha – que viu o filme em São Paulo – já havia cantado essa boa: o filme, definitivamente, não foi feito para os adultos. E, de fato, é um filme totalmente pensado para as crianças, com um foco bem infantil (apesar das cenas de assalto, explosões e briga desenfreada por uma coroa). Isso não é uma crítica: acho que funciona bem para as crianças. Até porque elas só precisam se distrair com as imagens, já que os Minions não usam um idioma.

Tá, tem os personagens adultos falando o tempo todo. Mas as poucas piadas pensadas no público adulto são mais referências ao ambiente londrino da década de 1960 (que é o período onde se passa o filme) do que algo para fazer rir.

De qualquer forma, vemos a origem dos Minions, e como eles se unem ao ‘Malvado Favorito’, apesar da explicação ser vaga, rasa e só aparecer no final do filme. A história principal se converge nessa finalidade e, mesmo assim, não é interessante. Infelizmente, pois o filme tinha um potencial enorme.

 

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Porém, por incrível que pareça, isso não é um problema. O grande problema é que eu estou ficando velho, e esperava outra coisa de uma animação infantil. Tecnicamente, o filme é bom, com avançados recursos de animação gráfica, onde algumas imagens são realmente de encher os olhos. Porém, é uma diversão voltada para um público que não compreende a profundidade de certos aspectos da vida.

Nem mesmo o roteiro do filme ajuda a prender. Não foram poucos os pais que deixaram os seus filhos sozinhos na sala do cinema, porque não aguentavam o ritmo de Os Minions (se bem que a sala que eu estava se encontrava praticamente vazia). No final das contas, você quase sai do cinema querendo exterminar os Minions da face da Terra, pois o roteiro força a barra de tal ponto, que eles deixam de ser fofinhos, para se tornarem insuportáveis.

A sequência final te salva um pouco de querer a extinção dos bichinhos amarelos.

No final das contas, a dica é: se você é pai e precisa levar o seu filho para assistir esse filme, faça isso, pois ele vai gostar de Os Minions. Muito mais do que você. Ou seja, se prepare para passar 1h30 pensando em como seria bom ficar na fila do supermercado, do banco ou em um exame médico.

De novo: Os Minions não é um filme ruim. Só não é um filme pensado no público adulto. Talvez eu não devesse ficar decepcionado por isso.

 

Curta mostra como o R2-D2 encontrou o amor

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O que temos aqui é o curta Artoo In Love, um vídeo que mostra como o simpático robô R2-D2 de Star Wars se apaixona por uma caixa de correio.

O curta tem de tudo: robôs, romance, corações partidos… menos pornografia (mas se você vasculhar MUITO a internet, é capaz de você encontrar alguma coisa).

Vídeo a seguir.

 

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David Fincher quer Christian Bale como novo Steve Jobs em filme

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Vamos ter mais um filme biográfico envolvendo Steve Jobs. Até porque o filme independente protagonizado por Ashton Kutcher não foi muito bem recebido. Segundo o site The Wrap, esse novo filme será dirigido por David Fincher, que por sua vez, já teria escolhido o seu Steve Jobs: Christian Bale.

Não há detalhes confirmados sobre este novo filme. O que se sabe é o roteiro, disposto em três atos, existe, e foi assinado por Aaron Sorkin. No final de janeiro, Sorkin entregou o roteiro para a Sony Pictures, e em fevereiro, se especulava que ele e os produtores do filme (Scott Rudin, Mark Gordon e Guymon Casady) estariam conversando com David Fincher para que o mesmo assumisse a direção.

Agora, segundo as fontes do The Wrap, Fincher teria aceitado dirigir o projeto, mas somente se Christian Bale aceitar encarnar Steve Jobs. Nem Sony, nem os produtores confirmam tais informações. Nesse momento, Bale está de férias, depois de interpretar Moisés em Exodus, filme dirigido por Ridley Scott.

Pode o último Batman interpretar Steve Jobs?

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Biografia de Steve Jobs começa a ser rodada em maio

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O site Neowin publicou uma entrevista com Mark Hulme, produtor do filme independente sobre a vida de Steve Jobs, que será interpretado pelo ator Ashton Kutcher. A produção já está sendo criticada porque não conta com o apoio da Apple, nem da família do próprio Jobs, ainda que seus produtores afirmem que eles vão trabalhar com várias pessoas próximas ao cofundador da Apple durante a concepção do projeto.

Segundo Hulme, as gravações do filme começam em maio, com previsão de estreia para o final de 2012. Cabe aqui adiantar que a biografia não vai cobrir toda a vida de Jobs, mas apenas o período compreendido entre 1971 e 2000. Seu título ainda não foi definido, mas pode receber o nome de “Jobs”.

Por outro lado, a Sony também estaria planejando fazer uma biografia cinematográfica sobre Steve Jobs, mas sem ter nenhum tipo de relação com o filme protagonizado por Kutcher, mas sim, baseando seus fatos no livro escrito por Walter Isaacson.

Para mim, não é nenhuma surpresa que a vida de Steve Jobs tenha despertado o interesse de Hollywood, principalmente se você considerar o volume de vendas da sua biografia autorizada. Só espero que apareçam filmes de qualidade, que sejam capaz de mostrar de forma correta, isenta e parcial a história e a personalidade de Jobs, sem cair em romantismos simplórios, nem em argumentos sensacionalistas, pendendo para o bem ou para o mal.

Via Neowin

[Eu Assisti] O Homem do Futuro mostra que todos nós “temos o nosso próprio tempo”

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No último sábado (08/10), fui com minha esposa assistir “O Homem do Futuro”, mais um filme do cinema nacional que estava com boas expectativas para ver. E não me decepcionei com o que vi.

Apesar de não ser muito adepto às comédias românticas, o filme me chamou a atenção pela proposta de mostrar a importância do tempo vivido em nossas vidas. Mais do que ser uma proposta de ser um filme de ficção científica, onde o protagonista Zero (Wagner Moura) viaja no tempo por acidente (mesmo porque já vi isso na série de filmes De Volta Para o Futuro), mas pela mensagem que o filme passa, que o importante é viver a vida como ela deve ser vivida. Tá, todos nós já pensamos naquela situação de “se eu pudesse, eu mudaria o passado”. Eu também já pensei nisso. E, como em vários exemplos já vistos no cinema e na vida, vemos como isso pode dar errado ao longo do filme.

Além disso, o filme indica aquela mensagem de “viver com medo, é como não viver” (que também já vimos em outros filmes). E que também é verdade. Aqueles que tem medo na vida de inovar, de pensar diferente, de arriscar, não vivem. No caso do nosso amigo Zero (que era um “zero” a esquerda), ser um cara introvertido, gago, que não tinha coragem de pegar a garota que ele sempre sonhou, Helena (Aline Moraes), e que foi humilhado no passado, tornou o mesmo uma alma amargurada no futuro. A chance de consertar o passado e tornar tudo diferente era tentadora, porém, se tornou um verdadeiro desastre, tal como Homer Simpson “matando acidentalmente” uma borboleta da era dos dinossauros.

O filme tem uma estética boa, uma história interessante e uma linha de viagem no tempo bem amarrada (diferente de Lost, que foi um samba do crioulo/afro-descendente doido… admita, você sabe disso….), onde os acontecimentos presentes, passados e futuros foram bem conectados. O filme também vai bem na sua trilha sonora, e no clima saudosista do final dos anos 80 e começo dos anos 90. Bom, pelo menos para aqueles que tem a minha faixa etária, vão se identificar facilmente com o clima do filme.

Aliás, pelo menos para mim, foi difícil não pensar que o filme não foi, pelo menos em partes, inspirado na música “Tempo Perdido” (Legião Urbana). Além da música tocar parcialmente em, pelo menos, quatro momentos do filme (no momento chave de toda a história), a letra da música encaixa perfeitamente na proposta principal do filme. E, nesse aspecto, “O Homem do Futuro”, além de um bom entretenimento, é um certo “cutucão” em nossas aspirações futuras na vida.

Cada coisa tem o seu tempo na história da nossa vida. O que somos hoje é o reflexo do que aconteceu no passado, e por mais que isso nos afete negativamente no presente, faz parte de algo que molda o nosso caráter, para o bem ou para o mal. Não adianta mudar o passado, e viver esse passado é pior ainda. O que importa é aproveitar as melhores coisas do passado, projetá-las no presente, para planejar um futuro melhor. Parece óbvio, mas muitos de nós ainda vivemos no marasmo de remoer as mágoas de coisas que não podemos corrigir. E, na prática, nem queremos. O importante nessa vida é viver o presente, saborear os momentos que vivemos hoje, os planos que temos para o futuro, e trabalhar para que tudo funcione.

“O Homem do Futuro” atendeu as minhas expectativas, e é um bom entretenimento de quase duas horas. É um filme que você não fica olhando o tempo todo no relógio para ver quanto falta para acabar, e uma ótima forma de se desligar do mundo lá fora. Além de mostrar que o Brasil pode fazer ficção científica de forma honesta, com efeitos convincentes, e sem a cretinice de dinossauros digitalizados.