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Pessoal e Intransferível

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O que eu espero do evento da Apple de logo mais (iPhone 6, iWatch, etc)

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Em 29 de maio, Eddy Cue, responsável pelo iCloud e iTunes na Apple, estava muito contente na sua aparição na Code Conference, em San Francisco. Lá, ele disse uma frase que criou um grande monstro da expectativa: disse que até o final de 2014, a Apple teria “o melhor portfólio de produtos dos últimos 25 anos”. Tal afirmação era (aparentemente) pretensiosa, ainda mais levando em conta a empresa em questão.

A WWDC 2014 apresentou interessantes novidades: iOS 8, OS X 10.10 Yosemite, Swift, etc. Mas muitos esperavam anúncios de hardware, que não aconteceram. Pois bem, hoje – 09 de setembro de 2014 -, teremos esses anúncios. E, dessa vez, podemos esperar da Apple simplesmente TUDO.

Nesse post, deixo minhas impressões dos anúncios certos, dos prováveis, dos improváveis, e do que seria legal ver no evento, mas que também é improvável que apareça. Algumas coisas serão confirmadas, outras reclassificadas, e outras sequer serão mencionadas. Mas vale pelo exercício.

 

O que já é certeza

* iPhone 6: se não for anunciado, será a grande decepção do evento. Todos esperam duas versões do novo smartphone, com telas de 4.7 e 5.5 polegadas (com os nomes iPhone 6 e iPhone 6 Plus, nomes que apareceram nas últimas horas), que poderiam adotar chips NFC e melhorias de software, com o novo iOS 8 (HealthKit, HomeKit, APIs mais abertas), características do OS X Yosemite, e as tradicionais melhorias de hardware.

*iWatch: o primeiro dispositivo wearable da Apple. Não está claro se será apenas uma pulseira quantificadora ou um relógio inteligente, mas as últimas declarações de Jony Ive apontam para um smartwatch. A ausência de vazamento de imagens parece indicar que, mesmo que ele seja apresentado, ele só deve chegar ao mercado em 2015. Além disso, esse pode ser um projeto que sequer tenha saído dos Estados Unidos, o que também explicaria a ausência de vazamentos (já que os asiáticos não conseguem ficar com a boca fechada).

* Pagamentos móveis: a Apple tem um potencial enorme nesse sentido, mas também é fato que eles ainda não afinaram o iCloud, principalmente no quesito segurança. A empresa conta com centenas de milhões de números de cartão de crédito – via iTunes e App Store -, e transferir essa experiência para um serviço que permite o pagamento de produtos e serviços que não são da Apple é o próximo passo.

* Lar inteligente e saúde: a Apple já antecipou as novidades no iOS 8 na parte de domótica e de monitorização da saúde, e essas serão duas propriedades que podem estar muito integradas nos novos iPhone e iWatch. A parte de saúde deve ser clara protagonista, e profissionais desse setor devem aparecer no keynote para mostrar algumas das vantagens do HealthKit.

 

O que é provável

* iPad Air 2: apesar de acreditar que a Apple vai realizar um evento em separado para apresentar novos tablets, existe sim a possibilidade da empresa aproveitar a oportunidade para renovar essa linha de produto. Os últimos rumores apontam que só veremos o novo iPad Air 2, enquanto que o iPad mini ficará sem atualização. A desaceleração na venda de iPads é um fato, e melhoras nesse dispositivos são esperadas (como o TouchID), com o objetivo de colocar o produto novamente em evidência.

* Beats Music & iTunes: a afirmação de Eddy Cue parece fazer mais sentido agora, com novos iPhones que contariam com um novo serviço de streaming. A compra da Beats ainda não deu frutos palpáveis, mas pode ser que hoje apareçam surpresas sobre o assunto. Por outro lado, é curioso que, nem o iOS 8, nem o OS X Yosemite contem com um potencial suporte para esse hipotético serviço de streaming, assim como o iTunes. De novo: pode ser que esse serviço também seja apresentado em um evento em separado. Em contrapartida, a possível presença da banda U2 no evento de hoje pode servir para anunciar a presença da Beats nos novos dispositivos da Apple. Um novo iPod, talvez? Acho que não. Mas… quem sabe?

* iMac 4K: uma nova chance ao iMac, uma vez que a sua atualização de junho foi algo “pobre”, por assim dizer (perda de 50% de desempenho para uma economia de 18%). Vale lembrar que o evento de logo mais acontece no Flint Center, em Cupertino, Califórnia. Esse é um local especial para a Apple: foi lá que, em 1984, eles apresentaram o Macintosh, e talvez esse aniversário possa ser o motivo do lançamento de um novo iMac, com um novo design e, quem sabe, com uma tela UHD/4K. Porém, tal como acontece com o MacBook Air, o problema está nos novos processadores Intel Core M (Broadwell), que não são os mais adequados para suportar essas resoluções.

 

O que é improvável

* Tela dividida no iOS 8: com uma renovação de hardware, podemos ter mudanças específicas de software no iOS 8 para o iPad. Em junho, foi flagrado um suporte multi-janela com tela dividida, e isso pode fazer com que o interesse nos iPads volte a crescer, assim como as funções Continuity e Handoff, que permitem ampliar a convergência no ecossistema da Apple.

* iPad de grande formato: li e ouvi muito sobre isso nos últimos meses. Um terceiro iPad com tela de 12.9 polegadas, que seria uma alternativa aos seus portáteis, mas com o iOS 8 como capitão. Se esse produto faz sentido ou não é uma outra história, mas mais uma vez o momento da Apple no mercado de tablets pode apontar para uma nova tentativa de diversificação, algo que a empresa já fez com o iPod, por exemplo. Não é muito factível que algo nesse sentido apareça hoje. De fato, esse é um produto que – se existe – merece um evento próprio, ao lado de novos iPad Air e iPad mini.

* Novos MacBook Air: a renovação – se é que podemos chamar assim – do iMac e dos MacBook Pro parecem deixar o MacBook Air como protagonista solitário das possíveis próximas grandes atualizações dos computadores da Apple. Não sei se dá pra colocar isso no grupo dos “prováveis”, mas levando em conta que ainda vai levar um tempo para que os chips Broadwell estreiem, prefiro colocar no grupo dos improváveis. Os chips Intel Core M apresentados na IFA 2014 são os candidatos certos para essa renovação do MacBook Air Retina, inclusive no hipotético modelo de 12.9 polegadas. Com isso, podemos ter designs mais finos – sem ventiladores – previstos pela própria Intel, e isso pode ser interessante para uma potencial renovação desses equipamentos. Porém, de novo, não é provável que esses equipamentos apareçam até o começo de 2015, ou talvez até um pouco antes do natal.

* Apple TV: o foco nos smartphones e wearables parece evidente, e pode ser que, por conta disso, o entretenimento fique em segundo plano. Lançamentos como o Amazon Fire TV ou do Android TV podem ter apressado a Apple nesse segmento, mas se existirem anúncios nesse sentido, talvez sejam apenas uma atualização do hardware atual, que ainda segue sendo uma boa opção de gerenciamento de conteúdos, especialmente para os usuários de outras soluções do ecossistema da Apple.

 

O que seria legal ver (já que sonhar ainda é de graça)

* MacBook ARM: os rumores sobre um possível MacBook com processador ARM foram muito frequentes nos últimos meses, e os processadores da Apple parecem estar preparados para dar esse passo. O Apple A8 pode iniciar uma nova fase na informática móvel. A aparição de elementos comuns entre o OS X e o iOS 8 pode ser um dos indícios que teremos o ARM nos computadores portáteis da empresa em um futuro a médio prazo.

* Cinema Display 4K: uma atualização que seria muito interessante para quem comprou um Mac Pro. O suporte para resoluções UHD no sistema operacional está ativo no OS X a algum tempo, e essa faceta criativa viria reforçada com um produto que seria perfeito para os profissionais e fãs incondicionais das altíssimas resoluções.

iPhone 6: as primeiras peças desse quebra-cabeça já foram reveladas

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Desde aquele episódio do iPhone perdido em um bar, os rumores sobre novos smartphones da Apple não são mais os mesmos. Com o iPhone 5, não tivemos muitos segredos, assim como aconteceu com o iPhone 5s. E o mesmo está acontecendo com o iPhone 6, com tantos vazamentos.

Além disso, com as impressoras 3D virando uma realidade, mockups e maquetes já existem aos montes, e exceto pelos detalhes de acabamento final, todos eles podem se aproximar muito do que pode ser o produto final. Faltando alguns meses para o lançamento do próximo smartphone da Apple, é hora de compilar tudo aquilo que diferentes sites já especulou sobre o produto.

Dois tamanhos de tela: a aposta mais sólida

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Todos apostam que o próximo iPhone terá a sua renovação mais profunda. Por ser um novo dígito (iPhone 6), isso faz sentido. A principal aposta é no aumento do tamanho de tela, algo que já devia ter sido feito há muito tempo.

A opção sensata seria a de um novo modelo, a ser anunciado no final de setembro, com tela de 4.7 polegadas. O segundo modelo, com tela de 5.5 polegadas, teria um desenvolvimento mais tardio, e talvez nem seja anunciado. Porém, nunca se sabe.

O aumento de tela chegaria acompanhado de uma nova resolução padrão para o iPhone. Especula-se uma maior densidade de 416 ppp e 356 ppp para os modelos de 5.5 e 4.7 polegadas respectivamente, o que deixaria a resolução em aproximadamente 1.704 x 960 pixels.

De novo: tudo isso é no mundo das especulações.

Safira e cristal curvo para destacar

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Ainda há muitas dúvidas pendentes nas demais especificações do suposto iPhone 6. Uma das coisas rumoradas é a presença do cristal de safira como material protetor para a tela. Esse rumor já é antigo, e muitos apostam isso deve acontecer, pelo desejo da Apple em oferecer uma melhor proteção da câmera e do Touch ID. Porém, empresas como a Corning (fabricante do Gorilla Glass) não estão muito felizes com essa possibilidade.

A Apple deve dotar o iPhone 6 com uma tela que os seus usuários não poderão reclamar no que se refere à resistência a quedas. Tela essa que também pode estar presente no futuro iWatch.

A última rodada de rumores fala de uma tela com um acabamento levemente curvo, envolvendo a carcaça em uma peça única, seguindo linhas de design menos agressivas e mais suavizadas.

E o design?

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Usar o telefone com apenas uma das mãos. Para a maioria, isso é o aceitável (ou ideal). Uma das preocupações da Apple na hora de aumentar ou não o tamanho de sua tela é justamente esse. Por mais que as bordas possam ser ajustadas, o próximo iPhone vai crescer nas dimensões, de modo que as formas mais arredondadas e a redução da espessura do smartphone serão as armas de compensação da Apple no iPhone 6.

Os rumores aproximam o novo smartphone de um iPod Touch, tanto no design quanto na espessura. É esperado um smartphone com espessura entre 6 e 7 mm, o que tornaria o novo iPhone o mais fino até agora.

Para conseguir isso, vale todo e qualquer sacrifício: recorte de 0.2 mm na espessura da capa encarregada pela retro iluminação do painel da tela é um desses sacrifícios.

A essa altura do campeonato, é certo que não teremos mudanças no acabamento do iPhone 6, que será bem atraente no seu visual. A dúvida que fica naqueles que olham as maquetes é a separação por zonas da carcaça traseira para a área de conectividade e antenas, algo que poderia ser mais integrado ao design.

Especificações: a lógica evolução com dúvidas sobre a câmera

Muitos se preocupam com as demais especificações que não recebem o devido destaque. A lógica manda que o iPhone 6 receba a próxima geração de processadores da Apple (A8, talvez?). E o que eles farão com a bateria, cuja autonomia ainda fica um pouco longe daquela obtida pelos seus rivais?

Sem falar na câmera, que pode ser uma das pedras no sapato do iPhone 6. Os rumores recentes sobre esse item são escassos, se limitando a comentar que os 8 megapixels de resolução serão mantidos, mas com um possível salto de qualidade ajudado pela inclusão da estabilização ótica (finalmente), assim como uma maior potência fotográfica por conta de novas opções fornecidas pelo iOS 8.

Enfim, são rumores. Só tempo vai revelar a verdade. Se bem que, nas últimas vezes, o tempo mostrou que muitos rumores eram verdadeiros.

 

Pode a Lenovo repetir no mercado mobile o seu sucesso do mercado de PCs?

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Não faz muito tempo que Google e Lenovo revelaram os planos em comum sobre a negociação que envolveu a Motorola. A notícia surpreendeu muita gente na época. Só depois descobrimos que a Google já contava com planos para se desfazer de uma marca que, apesar de todo o esforço feito por eles, era fonte de prejuízos para a empresa.

Analisando com calma, a decisão foi bem lógica. A Google nunca foi muito interessada na fabricação de hardware, já que tem parceiros importantes para isso – que, por sinal, não viram com bons olhos o fato da gigante de Mountain View ter uma fabricante para chamar de sua, sem falar nas preferências que a Motorola recebeu na hora de aplicar novas tecnologias.

Além disso, apesar dos bem sucedidos Moto X e Moto G, a Motorola segue bem longe de ser rentável. E a Google não quis ficar com esse abacaxi nas mãos por muito tempo, correndo o risco de perder os sócios que vendiam mais smartphones Android. Por tudo isso, passou a Motorola para a Lenovo.

Por outro lado, a Lenovo já estava de olho no mercado mobile ocidental a algum tempo, mas não sabia como fazer parte dele. A marca sempre lucrou muito na sua terra natal, a China, mas precisava de um grande atrativo para conquistar novos mercados, tal como a sua marca ThinkPad, que originalmente era da IBM, faz até hoje. O objetivo era ser um sucesso no mercado mobile da Europa e América. E a Motorola pode muito bem cumprir esse papel.

IBM ThinkPad, o início do auge

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Em 2005, a IBM sacou que o mercado de computadores pessoais iria entrar em declínio. E olha que isso aconteceu antes do grande  “boom” dos smartphones, e os tablets sequer existiam. Porém, a competição entre os fabricantes do setor de computadores já era grande, e mesmo sendo uma das líderes em vendas, a IBM entendeu que isso não ia durar por muito tempo.

Então, de forma quase surpreendente, decidiu vender a sua divisão de computadores pessoais IBM ThinkPad para a Lenovo, que já fazia muito sucesso na China, mas não conseguia entrar no mercado ocidental.

Isso mesmo… é basicamente a mesma a história que vemos agora na compra da Motorola.

Liu Chuanzhi, fundadora da Lenovo, afirma que haviam três fatores fundamentais que tornam a compra da IBM ThinkPad um grande sucesso. O primeiro foi, claro, as marcas IBM e ThinkPad, onde eles puderam usar a primeira por cinco anos (só usaram por três). O segundo, era a tecnologia superior da IBM no processo de design de computadores. O último, e talvez o mais importante: a Lenovo herdou os canais de distribuição de PCs da IBM.

Esses três pilares transformaram a Lenovo na maior fabricante de computadores pessoais do mundo. E são esses os fundamentos da compra da Motorola, que hoje não oferece lucros, mas que tem um peso enorme no mercado mobile.

Motorola e Moto: as novas IBM e ThinkPad?

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A Lenovo já demonstrou sua capacidade em transformar um bom produto em um ótimo produto aos olhos do mercado. A hora não poderia ser melhor para adquirir Motorola, ainda mais pelo fato de que, nos últimos dois anos, a Google se encarregou de renovar a imagem da empresa, com a ótima linha Moto.

Os chineses compraram a Motorola pagando uma ninharia, adquirindo uma marca conhecida e que recuperou sua boa imagem. Com isso, entra no mercado ocidental, obtendo os canais de distribuição que lhe faltavam para oferecer aos mercados da América e Europa smartphones com preços justos e de boa qualidade.

Nesse momento, a Lenovo é a maior fabricante de computadores, com um crescimento de 60% a mais do que os seus principais concorrentes. Eles estão cientes que esse sucesso se baseia em um mercado em decadência, logo, eles não descuidam do segmento mobile. Hoje, a Lenovo é a quarta maior fabricante de smartphones e tablets no mundo, e a segunda maior na China.

Todos sabem que o futuro está nos dispositivos móveis, e a Lenovo deve fazer de tudo para transformar a Motorola e a linha Moto na IBM ThinkPad do mercado mobile. Fortalecer suas vendas nos mercados ocidentais, e se transformar assim na maior fabricante de smartphones e tablets. E não apenas na Ásia, mas sim, no mundo todo.

Só o tempo vai dizer se esses planos vão dar certo. Pelo histórico da Lenovo… há potencial.

Pode mesmo a Google lançar o seu próprio centro de entretenimento e console de videogames?

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O Ouya chamou muita atenção, e foi um sucesso em sua campanha na Kickstarter. Muita gente imaginou que um novo nicho de mercado estava nascendo, e quase todo mundo afirmou que, em pouco tempo, Google, Apple e Samsung apresentariam os seus próprios consoles, aproveitando as suas capacidades de entretenimento de suas respectivas plataformas. Porém, quando o Ouya chegou ao mercado, veio junto a decepção da proposta.

O desencanto aconteceu por todas as partes. Compradores e grandes lojas de eletrônicos de consumo questionaram as possibilidades do console Android. Por tabela, todos começaram a questionar o potencial das plataformas móveis em substituir os consoles domésticos – dentro de casa, é claro.

Mesmo assim, ainda existe uma pequena possibilidade dos consoles Android não morrerem antes mesmo de nascer. Talvez as gigantes de tecnologia ainda estejam esperando as condições ideias para lançar produtos que serão bem recebidos pelos consumidores.

Na última CES de Las Vegas, vimos a Huawei apresentando o seu próprio console Android, que pode ou não estar se adiantando em relação à concorrência, mas que seria o suficiente para estimular as demais a seguirem o mesmo caminho.

Ou, pelo menos, a Google.

A Google comrpou a Green Throttle Games… lembra?

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A Green Throttle Games é uma pequena empresa desenvolvedora de acessórios para videogames, com foco nos periféricos. Seus controles são alguns dos melhores quando utilizados em conjunto com o Android. Pois bem, a Google recentemente adquiriu essa empresa, e quando uma empresa como a Google faz isso, é impossível conter o início das especulações.

Puxando pela memória, não será difícil lembrar todas as oportunidades que a Google foi vinculada com a criação de consoles, ou como levar os jogos para a sua central de entretenimento, como a Google TV, por exemplo. Porém, até agora, nenhum desses rumores chegaram perto de se tornar uma realidade, o que poderia ser o suficiente para também descartar um lançamento de um videogame da Google nesse momento.

De qualquer forma, ainda temos que ter em mente que a Green Throttle se dedica ESSENCIALMENTE aos controles para dispositivos Android. E é óbvio que algo está acontecendo nesse momento.

Um novo console com a Google TV?

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Esse post “grita” o termo “console Android” até gora, certo? Mas devo lembrar que os consoles que estão no mercado hoje deixaram de ser simples brinquedinhos eletrônicos que gastamos algumas horas jogando. Hoje, são centrais de entretenimento integrados, permitindo várias atividades multimídia e/ou tarefas conectadas.

Não é a primeira vez que a Google tenta isso. Há alguns anos, eles apostaram com força na Google TV, a sua própria plataforma de entretenimento na nuvem, que de um modo muito similar ao que acontece com o Android, é comercializado com o hardware de terceiros.

Todo mundo sabe o que aconteceu depois: a Google TV foi um retumbante fracasso, a ponto de nenhum fabricante se atrever a apostar em uma segunda geração de produtos.

Mesmo assim, levando em conta essa aposta toda, a segunda tentativa veio em um produto mais limitado, porém, melhor recebido: o Chromecast. Logo, não custa nada acreditar que a Google não renunciou ao sonho de ter uma autêntica central multimídia.

Talvez a Google tenha finalmente compreendido como as coisas funcionam. Observar com atenção o que Microsoft e Sony fizeram em produtos como o Xbox One e o PlayStation 4, e canalizar esforços para desenvolver uma plataforma de videogames domésticos potente o suficiente par abuscar uma fatia de mercado e, por tabela, impulsionar a evolução da Google TV.

Rumor: BlackBerry pode (finalmente) abandonar o mercado de smartphones

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Parece que, finalmente, “agora vai”. Definitivamente, a BlackBerry não é a empresa onde muitas pessoas apostam o seu tempo e dinheiro em uma recuperação. E não só pelo momento presente, mas também vendo o futuro da empresa, que é mais nebuloso que o próprio “black” do seu nome. E as evidências são inúmeras.

Para começar, a queda de participação de mercado, perdendo definitivamente a terceira posição do mercado de sistemas operacionais móveis para o Windows Phone, e não mais figurando entre as principais fabricantes de smartphones. Depois, a saída de executivos da empresa. E agora, o anúncio realizado hoje (20) do seu levantamento financeiro, onde foi registrado um prejuízo de US$ 4.4 bilhões, registrando um queda nos lucros de 56%, comparados com os já fracos números do mesmo período em 2012.

Vendo esse cenário de caos, não resta muitas alternativas para a empresa. Uma dessas poucas saídas para se manter no mercado de tecnologia (veja bem, eu disse tecnologia, e não mobilidade) é simplesmente abandonar o mercado de smartphones. Quem canta essa bola é ninguém menos que o atual CEO da BlackBerry, John Chen, que confirmou a parceria com a Foxconn, que passará a ser a principal responsável pelo design e desenvolvimento dos dispositivos da marca nos próximos meses.

Isso não quer dizer que a BlackBerry vai parar de desenvolver smartphones de forma repentina. O que vai acontecer é que eles vão agora criar dispositivos em edições limitadas, e para grupos de mercado muito específicos.

Chen mencionou que a BlackBerry nesse momento está focando os seus esforços em pesquisas e desenvolvimento para reformular a sua estratégia de softwares empresariais e serviços, com o objetivo de resolver os seus problemas financeiros. Lendo nas entrelinhas, isso quer dizer que a BlackBerry vai mesmo apostar todas as fichas em dois centros: a própria BlackBerry desenvolvendo os modelos para a área empresarial, e a Foxconn desenvolvendo os modelos de entrada e de linha média, que receberão a marca BlackBerry.

Na prática, a BlackBerry em si abandonaria o mercado de consumo, o grande público, oferecendo apenas a “grife” e a experiência de uso. Todo o expertise seria voltado para o mercado high-end, onde eles ainda contam com uma tradição. Não é nem uma questão de lucrar menos, mas sim estabilizar as suas finanças.

É uma estratégia. Só não sei se vai dar certo. No fundo, torço pela recuperação da BlackBerry. Porém, o fato é que a empresa sangra a cada trimestre, e é cada vez mais difícil ver um cenário de recuperação. Talvez a melhor solução fosse a venda para uma empresa que quisesse reformular completamente a estratégia da empresa. Mas como aparentemente a vaidade dos canadenses falou mais alto…

Bom, vamos esperar os próximos acontecimentos…

O Sony Vaio P pode ser o dispositivo perfeito para o Chrome OS

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Nesta semana, a Google anunciou em parceria com a Intel novos modelos de notebooks Chomebook, com novas empresas adicionadas nessa parceria com o projeto – Toshiba e ASUS. Mas, enquanto vemos mais fabricantes apostando no sistema operacional “cloud” da gigante de Mountain View, eu me pego pensando: como seria o Chromebook perfeito?

Talvez um ultraportátil, um notebook de dimensões reduzidas, com um hardware intermediário, mas totalmente pensado para a portabilidade. Hoje, eu tenho um ultrabook Toshiba com tela de 13.3 polegadas, que é muito leve e fino. Não tenho do que reclamar dele. Mas ele ainda tem 13.3 polegadas de tamanho, o que me impede de poder levá-lo REALMENTE para qualquer lugar (mas, veja bem: não estou reclamando dele, só observo que isso é um fato).

Se a Google pensa que os Chromebooks podem ser um substituto completo dos PCs ou Macs, eles estão completamente enganados, e de várias formas. Se, por um lado, eles precisam compreender que precisamos ter em um segundo portátil praticamente tudo o que já temos no nosso computador principal, por outro, eles precisam trabalhar duro para que o Chrome OS chegue nesse ponto de maturação.

Além disso, precisamos de um produto que seja muito mais fácil de ser transportado. Um dispositivo com uma tela que não seja maior do que 11.6 polegadas. Ou menor do que isso. Para que ele possa ser um produto que seja simples de ser utilizado em qualquer lugar, sem complicações no seu transporte, e que seja discreto a ponto de ninguém perceber que você está com ele no bolso. Um gadget por excelência.

Na minha opinião, o Sony Vaio P seria uma ótima opção de Chomebook. Essa proposta da Sony foi considerada uma alternativa premium de produtos, mesmo contando com um hardware não tão avançado, mas com o suficiente para rodar o sistema Windows com o mínimo de competência, e ser transportado para qualquer lugar de forma muito prática.

Com a adição dos Chromebooks e dos novos processadores da Intel (Atom ou, quem sabe, Haswell), o produto pode se tornar o objeto de desejo de muitos geeks, por ser super portátil, e contar com o Chrome OS, para ser usado como um pequeno portátil online, para consultas na internet, navegação em geral, acesso às redes sociais, comunicação via mensageiros instantâneos e blogueiros (como esse que vos escreve), que não quer carregar um trambolho para cobrir eventos.

Aí, Sony… acabo de dar a ideia. Se quiser me incluir na equipe de consultores da empresa, podem entrar em contato. Estou aceitando propostas!

Até onde Larry Ellison está com a razão ao afirmar que o futuro da Apple é sombrio?

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Oracle CEO Larry Ellison Oracle OpenWorld 2011 Keynote

Hoje (13), um dos assuntos mais comentados no mundo da tecnologia foi a polêmica entrevista de Larry Ellison, CEO da Oracle, para Charlie Rose, na CBS. Além de acusar a Google por ser desleal na disputa das patentes de tecnologia, Larry fez um grande exercício de futurologia, afirmando que a Apple tem um “futuro sombrio” sem Steve Jobs como CEO.

Mas… até onde Larry Ellison está com a razão?

Antes de dizer “está tudo perdido, fujam para as colinas”, temos que lembrar que Larry é, antes de qualquer coisa, extremamente passional, assim como qualquer todo grande geek que eu conheço. A diferença entre Larry Ellison e eu (e você) é que ele é bilionário, e empregou toda a sua paixão no seu negócio, o que se converteu em dinheiro, muito dinheiro. Enquanto que eu escrevo esse blog todos os dias, e você lê esse blog de vez em quando.

Por outro lado, não subestimemos Larry Ellison. Ele é um cara que acompanha de perto o mercado de tecnologia, sabe dos movimentos do Vale do Silício, e calcou o seu negócio nesse poder de observação. Tudo bem, o que ele disse sobre a Apple foi algo tão óbvio que qualquer um poderia ter dito (“a Apple com Jobs cresceu, a Apple sem Jobs caiu”). Porém, como é ele quem disse, acaba ganhando um peso maior.

O negócio é o seguinte: o mês de setembro de 2013 é simplesmente decisivo para as pretensões da Apple em se manter como uma gigante no mundo da tecnologia. Sabemos que estão chegando novos produtos (tudo indica que dois novos iPhones logo de cara, e novos iPads em um momento posterior), e o que a junta diretiva da Apple quer de Tim Cook é apenas uma coisa: inovação.

O grande ponto do CEO da Oracle é a força de liderança de Jobs, mas principalmente, a sua capacidade criativa. Jobs era (na visão de Ellison) um “Picasso dos tempos modernos”. Já Tim Cook é apenas um executivo competente (até que provem o contrário). E no quesito inovação, isso faz uma grande diferença.

Além disso, todo mundo viu o que aconteceu com a Apple depois que Jobs foi mandado embora da empresa em 1985, e o que aconteceu depois que ele retornou, em 1997. Jobs, de fato, liderou a grande recuperação da Apple, que durou 15 anos, fazendo com que essa fosse a gigante de tecnologia que é hoje. E não é apenas pelo lançamento de novos produtos, mas sim por vender uma ideia, um conceito. Ousar. Inovar.

Particularmente, não vejo isso em Tim Cook. Mas ainda acho que ele tem duas últimas chances de fazer isso. Em setembro (data especulada para o lançamento dos novos iPhones) e depois disso, ao apresentar ao mundo os novos iPads.

Acho difícil de acontecer grandes inovações nesse momento, mas quero esperar. Porém, se não pintar algo que as pessoas digam “uau, Meu Deus, eu preciso comprar isso para ontem, eu jogo o meu dinheiro na tela do meu MacBook Air, mas nada acontece…” ainda em 2013, acredito que não só os analistas de mercado, mas principalmente, os consumidores ficarão broxados. E é por causa desse sentimento broxante que a Apple registra quedas de vendas nos últimos dois trimestres.

Uma coisa realmente espetacular. É tudo o que a Apple precisa. Se cair na mesmice mais duas vezes, ferrou.

Os rumores (e mais rumores) sobre o iPhone 5S (e o iPhone “de baixo custo”)

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Um iPhone de plástico, e colorido. Será? Os rumores que envolvem a Apple nas últimas semanas apontam para um novo iPhone 5S em setembro (esse é dado como certo) e um iPhone “de baixo custo” (de novo: vai saber o que Tim Cook e seus comparsas entendem como “baixo custo”…), algo que ainda fico um pouco reticente para um lançamento para tão já. Até porque todas as vezes que eu penso em um iPhone com carcaça de plástico e com várias opções de cores, a palavra que me vem à mente é “será?”

Não sou contrário ao lançamento de um iPhone com uma estrutura de fabricação mais simples e com componentes mais baratos que a proposta atual, desde que o resultado final do produto seja de boa qualidade. Ou que pelo menos se distancie ao máximo do serviço feito pela Samsung na linha Galaxy. A grande questão é: faz algum sentido um iPhone de baixo custo nesse momento, ainda mais para a Apple?

Vejamos: o iPhone 5S deve mesmo ser anunciado em setembro de 2013, junto com a versão final do iOS 7, para que a gigante de Cupertino inicie um novo ano fiscal com vendas fortes. Muitos rumores falam de melhorias significativas no sensor de sua câmera traseira (12 megapixels, dizem), 2 GB de RAM, uma tela que aproveita melhor o brilho, mas com menor consumo de bateria, e um processador duas vezes mais potente.

Particularmente, não acredito o iPhone 5S melhorando tanto assim. Com o histórico da Apple, imagino a empresa sendo mais comedida e modesta nas atualizações. Até porque, em tese, se é para “enfiar o pé na jaca” nas melhorias, eles devem fazer isso em um suposto iPhone 6. De qualquer forma, qualquer novidade que aparecer em um novo smartphone top de linha vai envolver uma coisa que eu, você e Tim Cook necessita todos os dias: dinheiro.

Sem falar que esse suposto iPhone 5S deve chegar ao mercado com o mesmo valor final que o iPhone 5 atual (pelo menos nos Estados Unidos; no Brasil, você sabe como as coisas funcionam, e nem vale a pena discutirmos isso nesse post).

Agora, um iPhone de baixo custo… ele faz sentido no quesito de adentrar de vez em um segmento de mercado que a Apple não consegue (ou não quer) entrar: os mercados emergentes. Quem tem um smartphone top dificilmente vai trocar de aparelho (salvo em casos específicos). E os mercados emergentes (que é quem mais compra smartphones hoje) muitas vezes enxergam o iPhone 5 um produto fora da realidade financeira de um consumidor que, hoje, faz o dinheiro girar.

Um iPhone de baixo custo pode aproximar a empresa desse consumidor. Principalmente se esse modelo se aproximar em alguns itens de hardware do desempenho do modelo principal. Ou seja, se esse suposto iPhone de baixo custo for melhor que o iPhone 4 (por exemplo), já é um bom negócio para o consumidor.

Mas… seria um bom negócio para a Apple?

Vendo a possibilidade de remover o iPhone 4 do mercado, que mesmo sendo oferecido de graça nos Estados Unidos (com dois anos de contrato com operadoras), ele muito provavelmente está no seu limite técnico para suportar as novidades oferecidas pelo iOS 7, sem falar que o seu hardware está muito defasado, se comparado com os modelos 4S e 5.

Outro fator importante é que os modelos vendidos pelas lojas autorizadas podem, na pior das hipóteses, chegar com o mesmo preço do iPhone 4 atual. Tudo bem, você vai dizer “mas é um iPhone de plástico, e…” e daí? Se tiver um processador, RAM e câmera traseira melhores, já está valendo.

Fato é que: os rumores continuam, e vão se seguir até setembro. E é duro estar ainda na metade do mês de julho. Será um longo inverno…

Você ainda usa um notebook ou PC, mesmo na era do tablet?

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Eu tive o meu primeiro computador em 1996. Na verdade, não era meu. Meu pai comprou o PC para a família toda, mas como ficou no meu quarto, eu era aquele que mais utilizava o produto. Chegava a dar briga em casa para saber quem iria usar o produto antes e para quê. No final das contas, o tempo passou, e cada um passou a ter o seu computador (eu, meu pai e minha irmã mais velha). Era o objeto de desejo da década de 1990.

Eu cresci, comecei a trabalhar, e um dos objetivos era ter um notebook. Objetivo alcançado, com o dinheiro do meu trabalho. Depois que comecei a escrever nos blogs, esse objetivo foi tomando novos contornos, como por exemplo ter um notebook mais potente, com um sistema operacional atual. Depois, a meta era ter um notebook mais leve, para poder levar em qualquer lugar. Felizmente, todos esses objetivos também foram alcançados.

Mas o tempo foi passando, e eu fui ficando mais ranzinza. Não queria mais levar o notebook para a sala para comentar as corridas de F1 ou os eventos esportivos. Aliás, quando estava na sala para ver TV, se eu tivesse que comentar alguma coisa sobre o que estava assistindo, não tinha motivos para recorrer ao notebook ou ultrabook. Ia para o smartphone mesmo. Porém, não era algo muito confortável (não era, pois hoje estou com um smartphone com tela maior).

Aí você compra um tablet. E resolve tudo isso.

Devo confessar que não me livrei dos meus notebooks por causa do Nexus 7 (que é um fiel companheiro na hora de consumir conteúdos). Porém, é inegável que o cenário de hoje é totalmente voltado para os tablets e smartphones. O IDC registrou no primeiro trimestre de 2013 uma queda de 10% nas vendas dos PCs (nesse grupo, devemos incluir  desktops, notebooks, ultrabooks, netbooks e all-in-ones), e um dos principais motivos para essa queda é que muitos usuários domésticos simplesmente estão abandonando os seus PCs e notebooks para ficarem só com os tablets.

Os motivos são os mais diversos: é mais barato, basicamente faz a mesma coisa que um notebook (para a maioria dos usuários, que fique bem claro; não estamos aqui analisando comportamentos específicos), é mais leve, logo, mais alinhado ao conceito de mobilidade, possui uma tela razoavelmente confortável para a navegação na internet… é mais barato… (eu já disse que é mais barato?), entre outros fatores.

De fato, comprar um notebook hoje no Brasil pode não ser um bom negócio para aquelas pessoas que apenas consomem os conteúdos na internet. Acessar vídeos no YouTube, ler e-mails, redes sociais, jogos… todas essas atividades podem ser desenvolvidas com um tablet, sem maiores problemas. E, convenhamos: a maioria dos usuários de tecnologia usam seus dispositivos para, basicamente, esses itens previamente descritos.

Logo, podemos entender que a maioria está no grupo dos “consumidores”. Os produtores de conteúdo (blogueiros, jornalistas, editores, programadores, profissionais de diferentes áreas, executivos…) ainda vão precisar de um computador convencional, por causa de uma única palavra: produtividade.

Eu já tentei produzir textos em tablets (principalmente no iPad). O teclado virtual não é uma solução, e mesmo com um teclado QWERTY físico (conectado ao tablet via Bluetooth), os resultados não são os mesmos. Em algum momento, vamos precisar de um recurso específico que só será encontrado no desktop, e o ideal é que, se o tablet vai mesmo ser a sua ferramenta de produtividade, que ele resolva pelo menos 95% de todos os seus problemas.

No meu caso, isso ainda não acontece. Alguém aí já tentou editar podcasts em um iPad? Sei que é possível, mas dá um trabalho… o mesmo caso vale para edição de vídeos e tratamento de imagens. Para tarefas mais pesadas e complexas, o PC ainda é a melhor solução.

Logo, entendo que o usuário doméstico tradicional deve migrar completamente para as plataformas móveis. Afinal de contas, faz mais sentido, uma vez que estamos em um mundo desprovido de fios e cabos, e onde as pessoas querem registrar os seus melhores momentos em qualquer lugar. Para aqueles que trabalham com isso, o PC ainda vai sobreviver por um bom tempo (quem sabe pelo resto da vida útil desse grupo), o que deve garantir que o computador tradicional não será extinto.

Lembrando: muitos acreditam que um tablet ou um smartphone é sim um “personal computer”. E eu concordo com essas pessoas. Afinal de contas, poucas coisas são tão pessoais hoje do que um smartphone ou tablet. Seguindo nessa linha, o conceito PC não vai desaparecer. Pelo contrário. Vai perdurar por décadas.

O que podemos esperar da WWDC 2013?

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Se você passou as últimas semanas em uma caverna remota… bem vindo de volta à civilização, e saiba que a WWDC 2013 começa na semana que vem. Um evento que nesse ano passa a ter uma importância máxima, já que fatalmente veremos qual será o futuro do iOS e do OS X, além das novidades de hardware da Apple. Pode ser um evento que vai entrar para a história, ou pelas novidades apresentadas, ou porque as novidades vão sair do nada e ir para lugar nenhum, decepcionando os presentes.

De qualquer forma, faço nesse post a minha revisão daquilo que podemos esperar para o evento, contando sempre com a possibilidade de surpresas acontecerem. Inclusive a surpresa de, ao final do evento, constatar que “nada mudou” (acho pouco provável, mas não duvido de mais nada).

iOS

É esperado com muita ansiedade as novidades que devem voltar a colocar a Apple como símbolo de inovação tecnológica. O iOS deve receber uma mudança estética mais profunda que nos últimos anos, além das novas funcionalidades e características. Até porque, nas versões anteriores, tudo o que a Apple fez foi apresentar novos recursos, mas poucos deles realmente são considerados úteis pelos próprios usuários.

Espero ao menos melhoras no multitarefa do sistema, a introdução de recursos de ajustes rápidos, ou talvez uma tela inicial renovada. Isso é o mínimo para agradar a maioria daqueles que clamam por mudanças.

Além disso, novos gestos para melhorar a usabilidade do sistema, uma integração mais ampla, com mais serviços compatíveis, e a comunicação entre aplicativos são elementos que serão bem vindos no iOS 7.

A estética do iOS também deve sofrer mudanças mais evidentes. Os principais rumores apostam em uma interface de uso que siga o “plano, branco e preto”. É cedo para garantir que isso vai acontecer. O que se sabe é que Jony Ive é o encarregado dessa nova interface, e tem como missão principal fazer com que a comunicação entre os diversos segmentos do iOS seja mais fluída, e que as mudanças sejam mais amplas, e não centradas em alguns aplicativos.

OS X

O grande salto de evolução que se espera no iOS não é esperado para o desktop. Não há tanta movimentação entre as plataformas dessa categoria, e mesmo que o Windows 8 seja um sopro de ar fresco em termos de proposta de sistema operacional, não há muita urgência na hora de apresentar algo inovador para o computador dos usuários.

Se essas novidades aparecerem, serão em forma de pequenas adições ao OS X. Talvez a introdução do Siri e do novo Maps, ou uma multitarefa no estilo do iOS com processos congelados para economizar o processamento.

Em resumo, serão novidades menores para um sistema operacional que não sabemos sequer o seu nome (ou qual felino a Apple vai escolher na versão 10.9).

Serviços

A grande novidade dos últimos dias é a possibilidade de melhoras no serviço do iTunes, que passaria a integrar o iRadio, serviço de rádio online ou streaming de músicas, no estilo do Spotify ou Google Play Music All Access. Por enquanto, a única coisa que sabemos é que a Apple já possui acordos fechados com a Warner Music e Universal Music, e que na semana que vem, o iRadio seria anunciado, como um serviço multiplataforma.

Outra mudança que seria bem vinda é a expansão do iCloud, oferecendo maiores funcionalidades aos usuários. Desde a edição de documentos online, tal como é possível fazer hoje no Google Drive, a opção de gerenciamento do Game Center, a interação com os nossos favoritos do Mapas, entre outros recursos.

Hardware

Por fim, o hardware. Com o lançamento do novo iPhone esperado para o terceiro trimestre de 2013 (setembro), a WWDC 2013 não deve contar com grandes lançamentos nesse segmento. Alguns rumores afirmam que mudanças devem acontecer no Mac Pro, mas nada além disso. Nada de um nov iPad Mini, ou qualquer outro dispositivo com o iOS deve ser anunciado no evento.

Conclusão

A WWDC 2013 será um evento mais voltado para os desenvolvedores, com suas novidades recaindo ao software. Pra variar, eu vou ficar atento ao que pode acontecer no dia 10 de junho. Se bobear, tem até uma edição especial do TargetHD Podcast, comentando essas novidades. Vamos ver se o ânimo vai deixar.