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Por que a Huawei não quis fabricar o Google Pixel?

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Hoje (4) os novos smartphones Google Pixel serão apresentados, iniciando a era Made by Google. Já sabemos praticamente tudo sobre seu hardware, que é entregue pela HTC. Mas… por que a Huawei não quis assumir a bronca?

Huawei estava pronta para o segundo ano

 

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A Google passou vários anos com os dispositivos Nexus no mercado, com modelos fabricados pelas mãos da concorrência, através de contratos fechados entre a gigante de busca e um fabricante parceiro.

Foi assim com o HTC G1, HTC Dream, Nexus One (HTC), Nexus S (Samsung), Galaxy Nexys (Samsung), Nexus 4 e 5 (LG) e Nexus 6 (Motorola). No primeiro ano em que a Google apresentou dois modelos, o Nexus 5X ficou nas mão da LG, e o Nexus 6P foi fabricado pela Huawei. Este último, um sucesso de público e crítica, por sinal.

A Huawei tinha mais um ano de parceria com a Google para desenvolver o próximo Nexus, hoje chamado de Google Pixel. Porém, o acordo foi quebrado, restando apenas um possível tablet, que pode ser apresentado hoje.

Algo aconteceu. O Google Pixel saiu da China e viajou até Taiwan, para acabar nas mãos da HTC.

Algo mais que um simples logitipo

 

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O motivo para a Huawei pular fora foi o seu logotipo.

Os modelos Nexus sempre contavam com o logotipo do seu fabricante ao lado da marca. Mas a Google decidiu mudar de formato no Google Pixel, colocando apenas o Made by Google, sem rastros do fabricante. E a Huawei não aceitou isso.

Porém, os motivos da ruptura do acordo foram além disso. As relações entre as duas empresas esfriou por conta do incumprimento por parte da Google sobre o acordo de distribuição do Huawei Nexus 6P em 2015.

A Huawei teria obtido o compromisso da Google de comercializar o Nexus 6P através de quatro grandes provedores nos Estados Unidos. A ideia era atraente para o fabricante, que via assim a possibilidade de introduzir a sua marca no país.

A fabricante queria que o acordo fosse cumprido, e que  o Nexus 6P chegasse aos clientes da Verizon, Amazon, Best Buy e B&H. Mas a Google exigiu uma exclusividade nos Estados Unidos e sua loja online. Isso fez com que a Huawei se retirasse do projeto do Pixel, e o Nexus 6P jamais chegou aos canais de venda prometidos.

Porém, indo na contramão de tudo, as relações foram refeitas para a produção de outros smartphones, mas a Google já tinha outros planos, o que fez com que a Huawei deixasse a mesa de negociações, deixando o caminho livre para a HTC assumir o Google Pixel Made by Google.

 

A Huawei não perdeu tudo

 

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Curiosamente as negociações entre os envolvidos renderam frutos.

O Nexus da Huawei nunca chegou ao mercado de forma ampla, mas estreitou as relações entre a Huawei e a Verizon.

Isso fez com que os asiáticos introduzissem no mercado dispositivos próprios no catálogo da operadora norte-americana, mesmo com resultados desfavoráveis para as duas pates. O Honor 8, último modelo lançado, registrou vendas inferiores ao esperado.

As consequências dessas negociações fracassadas alcançaram a cúpula da empresa asiática nos Estados Unidos, onde parte desse time abandonou a empresa, inclusive o diretor geral para o mercado norte-americano.

Enfim, esta é a história.

A HTC aceitou as exigências da Google, e a Huawei ainda pode desenvolver um telefone para a gigante da internet em 2017. Mas esta última informação é apenas um rumor. O tempo vai dizer o quanto isso tem de verdade.

Via Android Police

Lenovo Phab2 Pro: o Project Tango finalmente estreou

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Nasceu a criança!

Finalmente o Project Tango da Google se torna uma realidade, e a Lenovo foi a responsável por materializar o conceito, através do seu novo smartphone Lenvo Phab2 Pro, um dispositivo feito sob medida para explorar novas formas de interação do usuário com tudo aquilo que está ao seu redor.

Em um tempo onde esperamos por dispositivos inovadores (uma vez que o mercado de smartphones vive muito do “mais do mesmo”), a Lenovo consegui chamar a atenção positivamente ao oferecer um dispositivo que abraça a ideia da Google em criar mundos virtuais a partir dos elementos reais. É algo tão surreal, tão “Matrix”, “Minority Report” e outras paradas futuristas que vimos no cinema, que é até um pouco difícil explicar para vocês o que a Google conseguiu com o Project Tango.

De fato, um conjunto de câmeras capturam vários aspectos do ambiente, em uma interação em três dimensões, o que permite que o software do Project Tango insira elementos virtuais que vão interagir com as imagens tridimensionais capturadas. Sem falar que também é possível criar cenários alternativos completos, expandindo o nível de interação do usuário com aquele entorno, através dos recursos de software integrados.

Sério, isso realmente é uma inovação muito considerável.

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Depois que eu vi o conceito todo funcionando na apresentação da Lenovo Tech World 2016, confesso que o resultado final ficou melhor do que tudo o que imaginei na minha cabeça. Alguns podem até questionar a validade ou utilidade desse conceito, mas não podemos jamais ignorar que, nos últimos cinco anos, pouquíssimas empresas pensaram em algo desse tipo. Ao menos a Google aqui tenta mexer um pouco nas fichas do jogo, e sabendo que um dos motivos mais relevantes no uso do smartphone é justamente o entretenimento, investir em um conceito desse não é de todo uma má ideia.

Nos aspectos técnicos, o Lenovo Phab2 Pro é um smartphone feito sob medida para o que ele se presta a fazer, e essa não é uma má notícia. Pelo contrário: estamos diante de um ótimo smartphone que, pelo fator inovação, tem um preço realmente muito competitivo (US$ 499). Trazer algo completamente novo para o mercado e custando abaixo dos US$ 500 é uma vitória. Ok, a Google pode estar subsidiando o fator I+D no preço final do produto. Mesmo assim…

A Lenovo Tech World 2016 valeu a pena por todas as suas novidades. Mostrou uma Lenovo inovadora, que está ao menos tentando dar passos à frente, mover as fichas do mercado de tecnologia, e investindo nas novas propostas para o usuário. Quem sabe os demais não a acompanham. E, mesmo que o Lenovo Phab2 Pro seja questionado com um “pra quê realmente eu vou usar isso?”, ao menos ele entra para a história por ter iniciado a trajetória do Project Tango.

E ter iniciado muito bem, diga-se de passagem.

Eu não discuto com quem não sabe usar o Google

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Em pleno ano 2016, com tanto acesso à informação, com qualquer dispositivo se conectando à internet, é simplesmente inadmissível a pessoa ser ignorante “porque quer”. Estou aprendendo a não mais discutir com pessoas que querem ficar nessa “zona de conforto” por vontade própria. Não perco mais meu tempo com esse tipo de gente. Até porque eu sei usar o Google para algo que vai além do que procurar o escudo do time na internet.

Pior: conheço gente que nem isso consegue fazer.

Falo isso sem mesmo ser um membro da geração 100% conectada. Quando comecei a trabalhar com tecnologia (programação, processamento de dados, edição de textos, planilhas, etc), a internet nem existia. Quando ela chegou, comecei a me aproveitar do melhor dela, por entender que aquela era uma ferramenta mais do que poderosa para fazer qualquer coisa. Porém, fico surpreso como algumas pessoas simplesmente se recusam a se empenhar um pouco mais para aprender como essa ferramenta funciona. Vão além: alegam que o Google “não presta”, e simplesmente desistem de prosseguir em uma determinada tarefa.

Sabe, esse tipo de coisa vai além da ignorância. É algo que, para mim, é até difícil de qualificar. Em uma época onde estamos mais obstinados e criativos, criamos mais, realizamos mais e executamos mais, é difícil para mim entender por que uma pessoa se coloca como limitada “porque quer”. Basicamente. Não falo de alguém que entra na categoria dos limitados, incapacitados ou que não contam com o acesso à informação. Falo de pessoas minimamente estudadas, com boa formação profissional, mas que se valem da desculpa do “o que eu sei me basta” para não avançarem no aprendizado.

Pode ser uma inflexibilidade da minha parte, mas não consigo aceitar que pessoas com acesso à internet e ao Google não queiram utilizar essas ferramentas de forma minimamente produtiva. Para mim, isso é praticamente impossível. Dependo muito do Google nas minhas atividades profissionais e pessoais. Imagino o quanto a vida de qualquer pessoa pode ser afetada positivamente quando seus recursos são utilizados de forma útil, nem que seja em 10% do seu potencial.

Mas… é uma pena. Não me surpreende essa postura inflexível de algumas pessoas. Para determinadas “entidades de barro”, o orgulho fala mais alto.

Porém… o tempo não para. E as pessoas não dão a mínima para “entidades de barro”.

Novo robô da Google sobe e desce escadas, e carrega até 60 quilos

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Durante a New Economic Summit 2016 (NEST 2016) realizada em Tóquio (Japão), uma conferência apresentada por Andy Rubin, responsável por iniciar o programa de robótica na Google em 2013, contou com a presença no palco de Yuto Nakanishi, CEO e co-fundador da SCHAFT, para apresentar um interessante robô até então desconhecido.

A SCHAFT é uma das sete empresas adquiridas pela Google quando Rubin era chefe desse departamento, que ao lado da Boston Dynamics fizeram parte da iniciativa Replicant, mas que não foi tão divulgada como as demais. Por isso, é um pouco estranho que seja Rubin (que mais está na Google) o responsável por apresentar o projeto inédito da SCHAFT.

 

O desconhecido robô bípede da Alphabet

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Nos três anos em que a SCHAFT fez parte da Google (agora Alphabet), nunca ficamos sabendo dessa empresa, que pertencia ao laboratório de tecnologia experimental da empresa, a X. Porém, de alguma forma, Rubin convenceu Nakanishi para essa apresentação.

O robô, que ainda não tem nome, possui um design que se baseia em duas pernas unidas para manter-se em equilíbrio. Não tem nada na parte superior, e entre as duas pernas possui um espaço que permite a articulação para subir e descer escadas, levar uma carga de até 60 quilos e se movimentar em espaços reduzidos.

O robô pode caminhar em superfícies irregulares sem problemas, suporta todo o tipo de condições ambientais e pode caminhar sobre a neve, superfícies molhadas, rochas, madeira e qualquer outro material. Entre as duas permas é possível colocar ferramentas para diversos tipos de tarefas.

Este não é um anúncio oficial do Alphabet, e todas as informações daqui vieram pelas redes sociais, através de pessoas que estavam no evento de apresentação. O porta-voz do X informa que “o que foi apresentado na NEST 2016 não foi um anúncio de um produto ou um preview específico de algum produto”. Logo, temos que esperar por mais informações sobre o robô bípede.

 

Via IEEE Spectrum

Android Marshmallow com 1 GB de RAM… é o suficiente?

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Existe a tradição (nada bem vinda) do sistema operacional Android ser um devorador de recursos de hardware, principalmente de RAM e bateria. No quesito bateria, vários placebos podem ser adotados para resolver o problema, e a própria Google já tomou providências sobre o assunto, com o novo modo Doze. Aparentemente, essa questão está parcialmente resolvida. Mas… e a questão do consumo de RAM? Como fica?

Oficialmente, nem a Google, nem os especialistas em tecnologia falam muito sobre esse tema. Até porque o Android Marhsmallow está presente em apenas 2.3% dos dispositivos Android distribuídos no mercado, e a grande maioria deles são modelos top de linha, que não precisam se preocupar com o consumo de recursos ou de RAM. Porém, alguns fabricantes estão dando a entender que a nova versão do sistema operacional consegue um bom desempenho com apenas 1 GB de RAM ou menos.

Um exemplo.

Recentemente testei o LG K10, recente lançamento da LG para o mercado de linha média. Esse já conta com o Android 6.0 Marshmallow, processador octa-core e 1 GB de RAM. Durante os testes, o modelo até se comportou bem em um uso mais básico (navegação na internet, acesso às redes sociais, chamadas, gerenciamento de contatos, registro de fotos e vídeos, visualização de vídeos e jogos básicos). Porém, em um uso mais exigente, principalmente na execução de jogos pesados, ele se apresentou insuficiente. O jogo Real Racing 3 fechou sozinho em pelo menos três oportunidades, por conta da ausência de RAM que já era ocupado por outros programas rodando em segundo plano, ou pela própria atividade do sistema operacional.

A tendência é que outros fabricantes de dispositivos farão apostas semelhantes para os segmentos de entrada e linha média. Na teoria, eles entendem que o Android Marshmallow está otimizado o suficiente para rodar bem com pouca quantidade de RAM. Porém, essa mesma teoria é contrariada quando vemos modelos como o Galaxy S7 e LG G5 oferecendo uma quantidade absurdamente grande de memória, apenas para garantir a experiência de uso mais fluída possível.

Então… por que os fabricantes estão ‘regulando mixaria’ em um aspecto da configuração que é considerado vital para uma boa experiência de uso? Qual é o objetivo disso?

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Não quero aqui acusar fabricante nenhum de forçar a barra em um aspecto que, honestamente, poderia ser feito de outra forma. Mas é algo realmente que me custa a entender o real motivo disso. Ainda mais nesse caso, onde todos os principais concorrentes de preço do LG K10 contam com, pelo menos, 2 GB de RAM. Alguns deles igualmente atualizáveis para o Android 6.0 Marshmallow.

Não que você não possa utilizar o Android com apenas 1 GB de RAM. Eu mesmo utilizei bem o modelo da LG com essa especificação. Porém, como disse lá no começo: é um uso bem básico e simples. Típico dos usuários de entrada. E eu bem sei que os usuários de linha média já contam com um perfil de uso mais avançado. Não se limitam a ficar apenas no Facebook e no WhatsApp. Assistem vídeos em HD, rodam jogos um pouco mais elaborados e outras tarefas que exigem do Android e do hardware do dispositivo, mesmo que em um nível inferior ao dos usuários hardcores.

Logo, é de se pensar. Será que essa será a tendência? Os usuários de linha média vão ter que se virar com 1 GB de RAM? Será que o Android Marshmallow é tão milagroso assim?

Na minha primeira experiência com a nova versão, posso dizer que: o milagre tem limites nesse caso.

A “treta” entre o Tecnoblog e o Google Discovery

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Quem sou eu para incitar o ódio entre os blogs de tecnologia. Eu nunca fiz isso na minha vida, e não será a primeira vez que eu vou fazer. Aliás, nunca critiquei nenhum blog parceiro (mentira, já fiz isso nas internas, mas vocês nunca saberão os blogs que foram alvos da minha crítica… ou até sabem, se me seguem no @oEduardoMoreira do Twitter…). Mas dessa vez, vou ter que abrir uma exceção para falar dos dois “amiguinhos” em questão: o Tecnoblog e o Google Discovery.

Antes de qualquer coisa… tsc, tsc, tsc… que feio para vocês! Ficarem “brigando” por causa do Google Chrome, que não faz mal a ninguém (a não ser devorar a RAM de muitos equipamentos por aí, problema este que foi parcialmente resolvido – convenhamos, isso já foi bem pior), que vive a sua vida de força dominante da internet, rei absoluto entre os navegadores, e ferramenta principal para os leigos o confundir com o Google?

Leave Google Chrome alone, Tecnoblog!

Leave Google Chrome alone, Google Discovery!

Aliás, essa “treta” só aconteceu por causa de dois posts feitos por dois amigos pessoais, pessoas que, se eu pudesse, levaria para o churrasco na minha casa todo final de semana. Isso é, se eu morasse em São Paulo, ou se eles morassem no Paraná, já que aqui na cidade de Ponta Grossa a galera come churrasco quase todo final de semana.

 

A versão do Tecnoblog

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De um lado, o Paulo Higa do Tecnoblog assinou um artigo onde ele afirma categoricamente que “o Chrome é o novo Internet Explorer“, e o seu principal argumento é a clara dominância do navegador da Google no seu segmento, com mais de 77% de cota de mercado no Brasil (de acordo com os números do StatCounter). Aqui, temos um cenário de monopólio estabelecido, onde algumas soluções web já são desenvolvidas exclusivamente para esse navegador.

Isso, e todos os demais problemas que o usuário pode receber no pacote ao utilizar o Chrome de forma ampla e irrestrita: a dependência da Google para muitas ferramentas e soluções conectadas, a ausência de extensões e plugins em outros navegadores e a já destacada fome do navegador pela RAM do seu equipamento.

Ou seja, temos aqui argumentos bons o suficiente para concordarmos com um dos japas mais simpáticos da blogosfera de tecnologia do Brasil, certo?

 

A versão do Google Discovery

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Por outro lado, o Renê Fraga (aka Fox Mulder… desculpa, até a pessoa física se parece um pouco com esse personagem), responsável pelo Google Discovery, afirma exatamente o contrário do que o Higa declarou em seu texto, com um contundente “o Chrome NÃO é o novo Intenet Explorer“. Seus argumentos se apoiam no caráter histórico que envolve tanto o Google Chrome como o Internet Explorer, e como os dois tomaram caminhos bem diferentes para estabelecerem suas respectivas dominâncias no mercado.

Renê usa uma bela carta de Super Trunfo para seus argumentos: para dominar o mercado na sua época, a Microsoft usou de práticas ilegais, integrando o Internet Explorer nos seus sistemas operacionais Windows 95 e Windows 98 (e nas versões posteriores, até que a justiça europeia decidiu acabar com a farra do boi deles). A estratégia funcionou, e o Netscape, então líder entre os navegadores web, foi simplesmente dizimado do do mercado.

Já o Google Chrome galgou a sua liderança degrau por degrau, conquistando a confiança dos usuários com uma oferta de um navegador simples, leve, veloz, com atualizações automáticas e a total integração com o principal mecanismo de pesquisa da internet.

 

Quem tem razão nessa “treta”?

Quem tem razão, na minha opinião, é o leitor inteligente que, a essa altura do campeonato, já sacou que esse post serve apenas para divulgar dois ótimos textos feitos por parceiros que tenho na internet e na vida. Em alguns temas, não existe o lado certo. Os dois lados contam com argumentos válidos, e se complementam. Ter pontos de vistas diferentes não quer dizer que eles são conflitantes ou discordantes. Só quer dizer que o mundo da tecnologia permite sim a dualidade de opinião. No final das contas, todo mundo vai beber cerveja e contar piadas no final do dia.

Se você achou que esse era um post de iniciar a treta entre dois amigos, lamento por você. Reveja seus conceitos, e aprenda a ler ironias em um texto na forma de “palavras entre aspas”.

Vai te fazer um bem danado!

Por que os estados da Califórnia e Nova Iorque querem proibir a venda de smartphones codificados?

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O tema da privacidade volta a ficar em evidência nos Estados Unidos, um país onde as pessoas estão ficando mais preocupadas em proteger os seus dados. Na semana passada, o governo de Nova Iorque anunciou um projeto de lei que obriga a todos os fabricantes de smartphones a ter backdoors nos seus dispositivos vendidos dentro daquele estado.

Agora, o estado da Califórnia fez praticamente o mesmo, copiando palavra por palavra o projeto de lei anunciado pelo estado da Big Apple. Nos dois casos, se trata apenas de uma proposta, mas no caso de ser aprovada, empresas como Apple e Google teriam duas opções: deixar de vender os seus smartphones nos dois estados, ou instalar métodos que permitem decifrar as informações contidas no dispositivo.

No caso de Nova Iorque, a lei menciona que, a partir de 1 de janeiro de 2016, todos os smartphones que serão vendidos dentro do estado deverão contar com “as tais facilidades” para acessar o conteúdo pessoal do usuário, como contas bancárias, locais visitados via registro de GPS, chamadas e mensagens recentes e informações de contatos, assim como fotografias e contas de e-mails.

Ou seja, o fim da privacidade como um todo, basicamente. O pesadelo de todo paranoico. Ou reservado. Ou qualquer um mais preocupado com a privacidade, o que não é um crime nenhum.

O mais sério do assunto na lei de Nova Iorque é que a iniciativa já passou pelos dois primeiros filtros legais, e se encontra nas mãos da assembléia legislativa, que vai decidir se ela vai passar ou não ao senado para a sua aprovação. Os moradores do estado poderão acessar a página do senado e votar para que os legisladores conheçam a opinião dos cidadãos.

No caso da Califórnia, o membro da assembleia Jim Cooper apresentou a sua proposta de lei, que no mesmo caso de Nova Iorque, exige que fabricantes, prestadoras de serviço ou desenvolvedores dos sistemas operacionais, tenham a capacidade de decifrar e desbloquear equipamentos de comunicação móvel no caso de que a lei assim exija.

Diferente de Nova Iorque, na Califórnia a lei se aplicaria em dispositivos vendidos a partir de 1 de janeiro de 2017. Qualquer smartphone vendido no estado depois dessa data que não puder ser decodificado, terá uma multa de US$ 2.500 para o fabricante ou responsável do software.

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De acordo com as palavras de Cooper, esta medida obedece ao que a polícia pede, por não poder fazer o seu trabalho de forma correta, por conta das empresas de tecnologias bloquearem a aplicação da lei. Nos Estados Unidos, os juízes podem ordenar o bloqueio de contas bancárias ou ordens de registro em casos suspeitos, mas por mais incrível que pareça, não existe uma maneira de ordenar que acesse a informação contida em um smartphone.

Obviamente isso é um grave problema para empresas como a Apple, que já esclareceu por diversas ocasiões que o iOS possui codificação que nem a Apple pode romper. O mesmo vale para a Google, que nas mais recentes versões do Android, conta com codificação para os dados armazenados no dispositivo.

O mais curioso é que, se a lei for aprovada no estado da Califórnia, Apple e Google não podem vender os seus dispositivos dentro do estado onde se encontram os seus respectivos quarteis generais. Agora o próximo passo é esperar a decisão do comitê no caso da Califórnia, enquanto que em Nova Iorque tudo recai sobre as mãos da assembléia legislativa.

Já pensou se a moda pega?

Transforme o seu smartphone em um sabre de luz, com a ajuda da Gooogle

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Os fãs de Star Wars fatalmente vão gostar do Lightsaber Escape, solução da Google que transforma o seu smartphone em um sabre de luz. Bom, não literalmente é claro, mas o efeito moral compensa.

Basta você acessar esse link, onde você vai obter um endereço de um site com um código, que deve ser acessado pelo navegador web do seu desktop. A página vai ajudar a conectar os dois dispositivos, permitindo assim a interação com a tela, utilizando o seu smartphone como um dos sabres de luz de Star Wars.

O Lightsaber Escape nasceu da parceria da Google com a Lucasfilm e o estúdio de efeitos visuais do filme, a Industrial Light & Magic. O site usa WebGL para os gráficos 3D, além de WebRTC e WebSocket para a comunicação em tempo real entre o smartphone e o seu desktop.

Os efeitos estão muito bem finalizados, e não preciso dizer duas vezes que você deve dar uma chance para o Lightsaber Escape.

Chromecast 2 e Chromecast Audio, o entretenimento sem fio por US$ 70 e nada mais

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A Google é bem espertinha. Lançou dois produtos com o mesmo hardware, mas com finalidades diferentes. O Chromecast 2 é a reformulação do primeiro modelo, adotando um formato mais confortável para quem tem vários dispositivos conectados na TV, e o Chromecast Audio… bem… é um Chromecast… para áudio, oras!

O objetivo da gigante de Mountain View nesse caso é oferecer uma experiência de entretenimento integrada e livre de cabos, utilizando o smartphone, tablet ou computador como “central de mídia”. A ideia de dois dispositivos baratos que oferecem essa liberdade ao usuário é muito bem vinda. Até porque as pessoas estão consumindo mais e mais conteúdos online, através desses dispositivos já citados nesse parágrafo.

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O novo Chromecast 2 tem um formato mais ajustado para quem tem uma TV com vários dispositivos, é mais leve (ajudando na portabilidade), mais potente e principalmente mais conectado. Uma das grandes novidades do dispositivo apresentado hoje (29) pela Google é a presença de uma nova disposição de antenas para captação do sinal WiFi, o que deve reduzir as falhas do streaming de conteúdo. Sem falar no suporte para resolução Full HD (nada de 4K por enquanto).

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Já o Chromecast Audio nada mais é do que um Chromecast 2 para o áudio. Ele tem o mesmo formato que o dispositivo que você vai conectar na TV, as mesmas especificações de hardware, mas adaptado para ser conectado em um alto-falante ou sistema de som convencional, atuando como intermediário entre esse e o dispositivo que vai reproduzir o conteúdo (smartphone, tablet ou PC).

O que é mais legal no Chromecast Audio (além do seu tamanho compacto e sua portabilidade) é a sua simplicidade. Basta conectar o produto no auto-falantes (entradas digital, analógica ou 3.5 mm), configurar o gadget no dispositivo que vai gerenciar o conteúdo, selecionar o serviço musical, dar play, e pronto. A conexão WiFi faz o resto do trabalho, com um baixo consumo de bateria e resultados melhores em relação à conectividade Bluetooth.

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Dizer que eu quero os dois é redundante. Eu já queria o primeiro Chromecast, mas um dos motivos para não comprá-lo foi o fato de ter dispositivos demais fazendo a mesma coisa (Apple TV, Xbox 360, Xtreamer Media). Agora, como tenho mais de uma TV em casa, acho que vale a pena fazer esse investimento.

Tá, eu sei: podia ser melhor. O dólar podia não custar R$ 4. Ainda assim, acho que vale o investimento.