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O Project Fi do Google rompe barreiras

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Sem fazer muito barulho, a Google anunciou ontem (22) o Project Fi, sua operadora móvel virtual. O serviço no momento é limitadíssimo, e nem tão barato como esperado, mas deixa um recado claro: o Google está aí, e não quer intermediários.

O Project Fi tem como objetivo garantir a melhor conexão aos usuários, independente de onde ele esteja, e faturar exclusivamente pelos dados consumidos. O Google conta com a Sprint e a T-Mobile como parceiros para garantir uma conexão 3G/4G de qualidade em mais de 120 países (via roaming), por conta de uma nova tecnologia capaz de detectar o melhor sinal disponível.

São mais de 1 milhão de pontos WiFi gratuitos e seguros ao redor do planeta, onde o smartphone ou tablet pode se conectar automaticamente, para não depender sempre do sinal de rede. Seria uma economia de dados de forma transparente, e sempre o máximo de largura de banda possível.

Outra mudança está na forma da cobrança dos dados. Até agora, o usuário paga um valor por uma certa quantidade de dados, consumidos ou não. E quando esses dados são consumidos, a conexão do usuário é interrompida, e é preciso pagar por um pacote extra de dados (pelo menos no Brasil é assim).

No Project Fi, a coisa muda. A partir de US$ 20/mês, temos o plano base que oferece chamadas e mensagens ilimitadas dentro do seu país, chamadas econômicas par ao exterior e acesso às redes WiFi. Cada GB adicional custa US$ 10, e só são cobrados o que foi consumido. O que sobra é devolvido ao cliente na fatura seguinte.

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O Google também indicou a necessidade de um SIM especial, que acesso os seus serviços não apenas a partir do smartphone onde o chip está instalado, mas a partir de qualquer dispositivo que se conecta a nuvem e seja compatível com o Hangouts.

 

O início do fim para as operadoras?

É cedo para responder essa pergunta, mas fica claro que o Google quer que as coisas mudem. Eles sabem da importância que o acesso à internet a partir dos dispositivos móveis possui hoje (principalmente nos países em desenvolvimento, onde o smartphone tem maior penetração que o PC), e com esse movimento, eles buscam uma mudança dos grandes players do mercado de telecomunicações.

Ficar só com o preço ou com as limitações atuais é uma visão limitada que esconde algo mais importante: uma mudança no modelo de conectividade móvel. Por enquanto, o Fi tem muito de ‘projeto’. Está limitado aos EUA, e só é compatível com o Nexus 6, de modo que não podemos qualificá-lo como um pouco mais de um experimento. Mesmo assim, se mostra em um cenário apaixonante.

Ele vai se expandir para outros países? A Apple vai fazer algo similar? Como as operadoras vão reagir?

Só o tempo vai responder essas perguntas.

 

Brasil é ‘zoeira never ends’ sempre nos comentários da Google Play

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Não é de hoje que o brasileiro médio está no modo ‘zoeira never ends’ na internet. Desde memes até o tão apreciado bullying arte, o nosso internauta não perde a oportunidade para tirar a sua casquinha de qualquer situação que alguém pode considerar engraçada, por algum motivo que a maioria pode até desconhecer, mas depois pode identificar rapidamente.

Nesse caso, o amigo André Fogaça do TudoCelular, compartilhou uma imagem da área de comentários de um dos aplicativos do Google Play. Nem sei qual é o aplicativo direito (mas deve estar relacionado a algum serviço do próprio Google), mas ao ver os comentários, temos as coisas mais sem noção do universo.

Fico na dúvida se as pessoas aproveitam essa área para ler mesmo os comentários sobre o aplicativo. Eu mesmo procuro ler de alguns que são para o meu uso profissional. Mas como até suspeito das notas que os usuários estão dando para os apps, acho que também devo começar a descartar o ‘modo stand-up de avaliar aplicativos’ desenvolvido pelos internautas brasileiros.

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Google alegra o seu dia com um coro de 300 avatares Android

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Que melhor maneira de começar essa sexta-feira de carnaval com um belo coral composto de avatares Android. A Google do Japão reuniu 300 dispositivos com o seu sistema operacional, e colocou todos eles para ‘cantar’, cada um deles com uma versão diferente do seu mascote (é possível criar o seu com o Androidify).

O resultado desse agrupamento responde pelo nome Android Chorus, e pode ser conferido pelo vídeo abaixo.

 

Amazon Fire TV e Google Nexus Player: vale a pena comprar nesse momento?

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Em 2012, o site de crowdfunding Kickstarter deu uma bela sacudida na internet, com o projeto do OUYA, um produto que prometia devolver os videogames para uma era mais simples do que aquela proposta pelas gigantes do setor. Na época, era uma grande aposta: o Android não parava de crescer, e muitos apostavam que o próximo passo para o sistema era conquistar os dispositivos orientados para a TV, mas foi esse projeto do OUYA a apresentar uma opção séria.

O OUYA era um console baseado no Android que era bonito, funcional, econômico e livre dos vícios das grandes corporações. Ou seja, ‘não tinha como dar errado’, certo?

Pois é… muita coisa deu errado.

A qualidade do OUYA era questionável, o catálogo inicial de jogos era praticamente nulo, o software gritava por ajustes urgentes, e seus desenvolvedores sequer conseguiram tornar o produto uma central multimídia minimamente decente. O que é uma pena, diga-se de passagem: eu mesmo pensei em comprar um OUYA, mas depois de ler tantos relatos negativos, simplesmente desisti.

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Muito tempo passou depois do primeiro contato. Os desenvolvedores do OUYA sofreram para corrigir os erros do passado, e agora os seus proprietários contam com um produto um pouco mais próximo do que deveria ser desde o começo. Também é fato que, dois anos depois, o hardware do OUYA é praticamente obsoleto, e a mancha do seu histórico é impossível de ser apagada.

Hoje, a opinião sobre esse tipo de dispositivo é bem diferente daquela emitida há dois anos. Antes, muitas expectativas foram criadas. Agora, poucos estão dispostos a arriscar em um console/sistema multimídia baseado no Android. E não é de se estranhar que isso aconteça agora. Afinal, temos que aprender com as experiências do passado, não é mesmo?

Mas de algum modo (que não consigo compreender), bateu o entusiasmo nos fabricantes. Sem saber quantas unidades do OUYA foram vendidas, gigantes como Google e Amazon decidiram apostar em projetos similares, sem  se importar para as chances dos produtos do presente fracassarem. Tal como aconteceu com os produtos do passado.

Aqui, me resta perguntar: o que leva essas empresas a correrem tal risco? Depois de tudo o que vimos, existe mesmo mercado para esses dispositivos? Quem sabe só falta uma combinação mais adequada de software, hardware e serviços para que esses sistemas baseados no Android alcancem o sucesso.

 

OUYA vs Fire TV vs Nexus Player

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Ainda que pareçam produtos similares, a verdade é que eles são radicalmente diferentes. A essência de hardware e software é muito parecida com a de um smartphone Android adaptado para funcionar em grandes telas, mas o OUYA sempre esteve 100% focado nos videogames. Já Google e Amazon foram para a direção contrária, focando os seus esforços no consumo de conteúdo televisivo, filmes e vídeos.

E é aqui que existe um pouco de esperança para esse nicho de mercado. Bem sabemos que a indústria dos videogames está cheia de vícios, e a qualidade dos seus jogos e enormes investimentos feitos deixam o segmento preso aos gamers mais exigentes. Porém, no mundo da TV via internet, a Microsoft não vingou, e dispositivos como Roku e Apple TV mandam nesse segmento com mãos de ferro.

Google e Amazon também são fortes nesse setor. A TV pela internet não só é o futuro, mas está se transformando em um poderoso presente, onde mais e mais pessoas estão chegando. No caso da Amazon em particular, a lição de casa é feita direitinho na oferta de conteúdos, e aos poucos o Google está aprendendo como fazer.

O segredo do sucesso dos dispositivos da Amazon e Google podem estar nas necessidades do usuário. O Fire TV e o Nexus Player são dois ótimos dispositivos multimídia, que podem competir em pé de igualdade com o Apple TV e outros dispositivos, inclusive superando em muitos aspectos. Tanto Google como Amazon precisam fazer muita coisa para se igualar à oferta do Roku e Apple em países como os Estados Unidos, mas as duas compensam com uma maior flexibilidade em seus produtos.

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No mundo dos videogames, o cenário não é tão claro. A maioria dos desenvolvedores não estão convencidos com as ofertas da Google, Amazon, OUYA e outras empresas, e ainda não vemos jogos que podem sequer se aventurar a competir com o que podemos ver no Nintendo 3DS ou PS Vita. Os jogos para consoles Android ainda são muito ‘indies’, e é preciso mais do que isso para seduzir um público cada vez mais exigente.

Logo, podemos dizer que se você quer ver as suas séries favoritas no Netflix, reproduzir filmes a partir de um pendrive ou HD, e de vez em quando rodar alguns dos seus jogos favoritos de sua infância em um emulador, produtos como o Nexus Player ou o Fire TV estão prontos para te fazer feliz.

Se você deseja os videogames mais complexos e com gráficos de alta qualidade, comprar esses produtos pode ser o sinônimo de uma grande decepção pessoal.

Será que as pessoas aprenderam a pagar para ouvir música?

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A chegada do YouTube Music Key, plataforma musical do site de vídeos do Google, é apenas mais um indício claro de que existem duas tendências naturais no consumo de conteúdo musical da geração conectada. A primeira tendência é que tudo será consumido por streaming, e as bibliotecas musicais tendem a ser na nuvem para muita gente. A segunda tendência é que as pessoas estão dispostas a pagar por isso.

Vou concentrar esse post na segunda tendência. Com serviços como Rdio, Spotify e derivados, os usuários/fãs de música estão retomando o gosto por pagar para ouvir música. Essa é uma clara evolução da proposta lançada pela Apple com o iTunes há dez anos, que nada mais era do que pagar um preço justo pela faixa que você quiser, ou um valor pelo álbum completo que não esfolasse o usuário na hora de passar pelo caixa.

Esse primeiro movimento era considerada a ruína das gravadoras, que até então ditavam as regras do jogo, oferecendo preços ridículos por CDs com apenas 10 faixas (onde 7 delas ninguém se importava). Acredite, a Apple fez um grande favor para todo mundo: hoje, é possível comprar aquela música que está fazendo sucesso, sem precisar comprar o álbum todo, e com preços muito competitivos.

Esse segundo movimento, liderado de forma brilhante pelo Spotify, pode ser chamado de ‘faca de dois legumes’ (a luz anal dos vaga-lumes… desculpa, gente, lembrei dessa…).

Por um lado, oferece um formato mais sofisticado, completo e vantajoso para que qualquer pessoa possa ouvir suas músicas preferidas em diferentes dispositivos. Você não fica preso ao iPod ou iPhone, e por personalizar as bibliotecas de acordo com o seu gosto, as chances de você ouvir exatamente aquilo que você quer são enormes.

Por outro lado, para muitos ‘figurões’ do mundo da música, serviços como o Spotify pagam menos ainda do que o iTunes paga, já que uma biblioteca de milhões de músicas fica disponível para qualquer pessoa por um valor mensal muito baixo. Como essa fatia do bolo é dividida? Como um artista ou gravadora vai ganhar mais que outra? Seria por conta do número de reproduções?

De qualquer forma, o que realmente importa é que, ao que tudo indica, esse é um modelo de negócio bem viável, e que muita gente já parece abraçar a ideia. Mais e mais pessoas estão assinando serviços de música por streaming para ouvir suas canções favoritas. E não vejo muitas pessoas reclamando da mensalidade paga.

Até porque você só vai pagar se você quiser: sempre existe a opção de uso gratuito desses serviços, para aqueles que não se incomodam em ouvir propagandas entre uma música e outra.

No caso do YouTube Music Key, não só o conteúdo dos videoclipes do canal de vídeos, mas a biblioteca de músicas do Google está disponível para o assinante, com o pagamento de uma única assinatura. São mais de 30 milhões de músicas, sem falar nos videoclipes. Ou seja, os fãs de música vão se esbaldar com esse serviço.

Aqui, entra a lógica: não faz muito sentido pagar dois CDs ou álbuns virtuais por mês, sendo que com esse mesmo dinheiro eu posso ter uma biblioteca musical muito vasta, onde posso reproduzir essas músicas nos principais dispositivos que utilizo diariamente. Entra a praticidade do serviço, mas também a relação custo/benefício, que é muito melhor.

O exemplo deixado pela Netflix é pontual. Conheço muitas pessoas que abandonaram a TV por assinatura, que pararam de comprar DVDs para ver filmes casualmente, e que aproveitam intensamente as possibilidades do serviço de streaming.

No caso dos serviços musicais por streaming, posso afirmar que algo semelhante já está acontecendo.

Sem preço competitivo, fica a pergunta: acabou o amor pela linha Nexus?

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Todos esperavam por um novo Nexus, e ele chegou. Em formado de phablet. Com a cara do novo Motorola Moto X. Não sabemos se foi exatamente a junção desses fatores, mas a verdade é que esse novo smartphone da Google trouxe uma novidade não muito agradável: um considerável aumento de preço.

Mesmo sendo um produto que atende todas as necessidades e exigências dos usuários de modelos top de linha, será que valeu mesmo a pena abandonar a tão desejada relação custo/benefício que sempre foi a marca registrada da linha Nexus? Lá fora, o Nexus 6 custa praticamente o dobro dos modelos 4 e 5. E isso é algo a se pensar desde já.

A linha Nexus sempre foi muito bem vista por todos por conta do seu preço, de suas especificações técnicas bem ajustadas, e pelo Android mais recente e em estado puro. É a combinação considerada perfeita para muitos clientes. Agora, com todas as modificações presentes/promovidas no Nexus 6, a única grande vantagem real é o fato do modelo receber as atualizações antes dos demais. Mas isso, na teoria: a Motorola – mesmo nas mãos da Lenovo – está bem ágil na hora de liberar os updates para os clientes.

Se você parar para pensar, o grande diferencial do Nexus 6 para o novo Moto X é o tamanho de tela. O hardware possui muitas similaridades, e para quem gosta da experiência de uso proposta pela Motorola no modelo X, essa é uma vantagem da qual muitos não abrem mão.

Outra novidade que pode ter influenciado no quesito preço é o fato da Google ter adotado uma estratégia mais clássica de vendas para o Nexus 6, onde as operadoras passam a vender o dispositivo diretamente em mercados pontuais. O objetivo é aumentar a penetração do dispositivo no mercado, mas… com um preço desses, será que consegue convencer o consumidor?

É fundamental para a Google fazer com que o novo Nexus alcance um mercado maior. Porém, sem o atrativo do preço, quem poderá rivalizar com nomes como Galaxy ou Xperia? Samsung e Sony tiveram que trabalhar muito para se consolidarem no mercado top de linha. E a linha Nexus, como a opção de custo/benefício. E agora?

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Uma questão que muitos levantavam era: ‘como a linha Nexus se pagava?’, e o novo Nexus 6 reforça essa pergunta ainda mais. Todos os concorrentes reduziram o preço dos seus modelos top de linha (exceto a Apple). E agora, com um Nexus mais caro, são os concorrentes que saem ganhando, inclusive a Apple, que consolidou seu perfil de mercado e tem sua clientela consolidada. E os demais, pela manobra de redução de preço. Sem falar nos fabricantes chineses menores, que apesar de um claro crescimento, ainda não são uma ameaça global. Mas devoram um grande mercado em potencial.

Por incrível que pareça, até a Samsung saiu ganhando nessa, pois muitos vão entender que valem mais a pena comprar um Galaxy S5 do que um Nexus 6, por conta do quesito preço. Mesmo que seja por pouco tempo.

Não dá pra saber também se a Google quer optar em ser um vendedor de hardware sério. Ainda acho impossível que eles vão seguir por esse caminho, já que o mercado de smartphones só é lucrativo para a Apple e Samsung – e mesmo assim, a segunda possui lucros menores.

Por outro lado, o Nexus 6 oferece aquilo que muitos desejam hoje: uma grande tela para uma melhor interação com o sistema operacional. Existe um mercado enorme a ser explorado com essa característica, e por mais que o Nexus 5 continue a ser atraente no quesito preço, ele é um modelo relativamente defasado no seu hardware.

Mesmo sendo um modelo com perfil minoritário, o Nexus 6 pode ser uma aposta que se pague a longo prazo. É o que a Google dá a entender.

Hackers avisam: cuidado com a segurança nos carros conectados

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No evento de segurança De Con, realizado em Las Vegas (EUA) no último final de semana, foi demonstrado como a comunidade de especialistas em segurança e os hackers “de chapéu branco” seguem descobrindo todo o tipo de mecanismos para se infiltrarem em diferentes sistemas. Um dos protagonistas do evento foi a as ameaças da segurança dos carros conectados.

Os nossos carros oferecem mais e mais recursos tecnológicos, e por conta disso, os riscos de uma ação maléfica são maiores, e os fabricantes precisam agir rapidamente para evitar problemas. Um grupo de hackers redigiu uma carta com cinco requisitos, onde os quais eles incluem os testes exaustivos do funcionamento das ferramentas digitais dos carros, ou um programa de transparência, que revele as vulnerabilidades no software desses veículos, do mesmo modo que funcionam os programas similares nos sistemas operacionais para desktops e dispositivos móveis.

O problema da segurança nos carros é algo evidente, e foi demonstrado recentemente na conferência de segurança Black Hat. Charle Miller e Chris Valasek estudaram 24 carros diferentes e o seu nível de vulnerabilidade. O estudo de 93 páginas conclui que os problemas são preocupantes, mas nenhum veículo foi controlado remotamente.

Ainda.

 

Dividir para conquisatar

Outra ideia essencial para a prevenção de problemas é a segmentação das diferentes funções das redes internas do veículo. Desse modo, se um hacker (melhor dizendo, um cracker) se infiltrar nos sistemas de comunicação ou de rádio do carro, não poderá (por exemplo) bloquear a direção do mesmo.

Uma proposta foi criada no Change.org para convencer os fabricantes a dedicar recursos a um problema que hoje segue sem receber a devida atenção pelas montadoras. A petição é clara nesse aspecto:

Quando a tecnologia que dependemos afeta a segurança pública e a vida humana, esta exige que prestemos o máximo de atenção e diligência. Nossos carros são um exemplo desse nível de atenção. A cada dia, todos os dias, confiamos nossas vidas e as vidas de quem amamos aos automóveis.

 

Google e Apple precisam se apressar

A Tesla é uma das empresas que mais investe nesse tipo de medidas, e com razão: a empresa fabrica carros onde a tecnologia tem papel de protagonista, e faz um bom tempo que eles conduzem um programa de informe de vulnerabilidades, além de contar com Kristin Paget, antiga responsável de segurança na Apple, que se encarrega dessa parte.

A pouca experiência da imensa maioria dos fabricantes nesse segmento contrasta com as propostas de algumas empresas no setor automotivo. A Apple, com o CarPlay, e a Google, com o Android Auto, são duas das protagonistas, e nos dois casos, a segurança deveria ser uma máxima no seu desenvolvimento.

Por enquanto, não há carros com essas plataformas nas ruas, mas as montadoras devem prestar a máxima atenção, para que esses sistemas operacionais destinados aos carros não se transformem em um pesadelo para os motoristas.

+info: Scribd, Forbes, Change.org

Dicas para proteger os seus arquivos no Google Drive

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A PSafe compartilhou conosco algumas dicas para aumentar a segurança na manipulação de arquivos no Google Drive. Afinal de contas, já que vamos utilizar o armazenamento em um ambiente virtual, que ao menos possamos nos certificar que ele será o mais seguro possível, para que aqueles documentos mais importantes não se comprometam por alguma falha sistêmica, ou pelo nosso descuido.

A seguir, algumas dicas para manter o seu Google Drive um pouco mais protegido:

 

1. Verificação da conta

Em primeiro lugar, é necessário fazer algumas verificações na sua conta. Cheque a existência de vírus e malware e atualize regularmente suas opções de recuperação de senha. Ative o sistema de verificação de conta em duas etapas oferecido pela Google. 

2. Updates. Sempre!

Atualize com frequência seu navegador e o sistema operacional.

3. Senhas

Não utilize sua senha do Google Drive em outros sites. Aliás, evite usar uma única senha para vários serviços.  

4. Computador compartilhado

Se você está num computador compartilhado, sempre saia de sua conta ao terminar de utilizar para evitar que outros tenham acesso a ela. Não instale o Google Drive para Mac ou PC em um computador compartilhado.

Tomando esses cuidados, é possível usar o Google Drive de forma mais segura, aproveitando as vantagens de poder acessar seus arquivos em qualquer momento e lugar.

Via assessoria de imprensa (PSafe)

The Cube, um experimento da Google de mixagem… por cubos!

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A Google criou uma nova forma de ouvir, mixar e criar músicas com esse experimento, o The Cube. Criado pela divisão Creative Labs da Google, a ideia é apresentar seis vídeos musicais diferentes, cada um em cada face do cubo, e permitir a mixagem entre eles com um simples mover de mouse – ou do dedo, se for utilizado com um tablet ou smartphone.

No experimento, temos 6 versões diferentes da música “No Fun”, do grupo australiano The Presets. Com a ajuda das tecnologias HTML5 e WebGL, a página permite a interação com a música de forma bem divertida. Clique aqui para testar (funciona melhor com o Chrome ou um dispositivo Android recente), ou faça o download do aplicativo na Google Play.

A seguir, um vídeo que explica em detalhes o novo projeto.

 

O que falta para o Chromebook ser o seu próximo computador portátil?

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Por mais que se afirme que a “era do PC” está chegando ao fim – e tal como conhecemos, está; porém, o conceito de “computação pessoal” mudou muito, mas falo sobre isso em outro post no futuro -, o mercado tenta buscar alternativas para que ele não desapareça de vez. Podemos dizer que os notebooks são verdadeiros sobreviventes, e alguns fabricantes apostam que serão os Chromebooks que representarão uma nova fase nesse segmento de mercado.

Será?

É possível.

Afinal de contas, os Chromebooks atacam onde os PCs convencionais não conseguem mais ser tão atrativos: no fator preço. Um computador com Chrome OS é muito mais barato do que um equipamento com Windows (nesse momento), e isso faz toda a diferença para o consumidor, que na maioria dos casos, sempre quer pagar menos.

Porém, algumas dúvidas persistem. A principal delas?

Eu consigo fazer no Chromebook tudo o que eu já faço em um notebook com Windows?

Por partes, como diria o Jack.

A resposta para essa pergunta muda de caso para caso. São pelo menos dois cenários bem diferentes que precisam ser analisados, com grupos de usuários bem diferentes: os casuais e os profissionais.

Os usuários casuais querem hoje um produto competente para tarefas básicas: acesso à internet, redes sociais, alguns jogos, e-mails, produção de textos simples (em um pacote de aplicativos de escritório com editor de texto e planilhas, no mínimo), ver vídeos, entre outras atividades triviais. Para quase tudo isso, um Chromeook resolve, e muito bem.

Uma coisa que é preciso ter em mente é que os usuários domésticos/casuais não necessariamente precisam de uma máquina potente para realizar a maioria dessas tarefas. Um computador com o hardware dos Chromebooks oferecidos pela Samsung e HP – por exemplo – resolvem muito bem o problema. Até porque a grande maioria das atividades desses usuários já envolvem a internet de alguma forma.

“Ah, mas não tem o Office, e…”. OK. O Google Docs pode “quebrar muito bem o seu galho”, com uma interface muito semelhante ao pacote de apps de escritório da Microsoft, mas sem precisar instalar grandes volumes de dados no seu computador, além de permitir o armazenamento direto na nuvem, com compartilhamento para os diferentes rincões da internet.

A Google também já sacou o potencial do Chromebook, e anunciou na Google I/O 2014 que alguns aplicativos do Android serão compatíveis com o Chrome OS, o que vai ajudar ainda mais na expansão do sistema operacional, ampliando as suas possibilidades de uso.

O único item que eu realmente não aconselharia um Chromebook é para os jogos. A não ser que você se contente em jogar Angry Birds e Cut the Rope no Chrome OS, se você é um gamer mais exigente, o Chromebook não é para você.

Entenda: o Chromebook (assim como o Chrome OS) foi pensado naqueles usuários que estão conectados o tempo todo, que já se acostumaram em armazenar todos os seus arquivos na nuvem, e que terá a certeza absoluta que poderá utilizar essa mobilidade em qualquer lugar. Aliás, aqui mora outro problema: é difícil ter internet em qualquer lugar, não é mesmo?

E contar com o 3G/4G brasileiro é praticamente o mesmo que contar com o nada…

O segundo grupo é o usuário do PC convicto, ou o usuário profissional (ou o hardcore, que pode ser a soma de todos os itens), que é onde eu me encontro. Eu ainda dependo do Windows para trabalhar, e não confio em 100% para deixar os meus arquivos na nuvem. Eu normalmente armazeno coisas que eu sei que, se eu perder, não terei a minha cabeça colocada a prêmio. Logo, o Chromebook não serve para o meu perfil de uso.

Para aqueles que trabalham com plataformas, sistemas e programas específicos, para atividades específicas, ou para os gamers que gostam de jogos mais complexos, esqueça o Chromebook. Você precisa de uma máquina mais avançada para exercer essas atividades, e o portátil com o sistema da Google não foi pensado nisso.

E esse é um ponto importante: as pessoas precisam ter a clara compreensão sobre qual perfil de público que um determinado produto é destinado. Mais: entender que, se o produto não foi feito para o seu perfil de uso, ele não se torna automaticamente “uma porcaria”. Ele só não foi feito para você. Apenas isso.

Em resumo: o Chromebook pode ser sim uma alternativa muito interessante, para os seguintes perfis de uso:

– usuários domésticos e casuais, que pretendem realizar as tarefas mais básicas com esse equipamento
– usuários que não necessitam de programas específicos para realizar suas tarefas
– usuários que precisam de mobilidade, e que contam ao seu dispor com uma conexão de internet em qualquer lugar
– usuários que já estão familiarizados com os aplicativos do Android, e querem utilizar esses apps em um desktop

A Google sabe do potencial do Chromebook, e trabalha na sua expansão. E está dando certo: a prova disso é o aumento dos lançamentos com o Chrome OS, e os novos parceiros que abraçam essa iniciativa.

A Microsoft também está sentindo essa pedra no seu sapato. A prova disso é a redução dos valores de licença do Windows para parceiros que oferecerem computadores por menos de US$ 250, e a gratuidade para dispositivos com telas de até 9 polegadas.

Isso é bom. Faz o cenário de tecnologia mudar, criando uma competição que não existia nesse segmento a muito tempo.

Cadê o Orkut que estava aqui?

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Eu comecei a brincar com esse negócio chamado internet em 1997. Depois que voltei da minha primeira Fenasoft (saudades…) com o meu primeiro kit multimídia debaixo do braço, e um “poderoso” modem de 33.600 Kbps, eu pensei: “agora, nada mais me segura…” exceto as tarifas telefônicas, que me obrigavam a utilizar os pulsos únicos das madrugadas e finais de semana. De 1997 até 2004, o principal meio de comunicação com outras pessoas pela internet era o ICQ (saudades também…). Depois disso, foi o Orkut.

Eu conheci o Orkut meio que por acaso. Acabei me inscrevendo no serviço porque vi que todo mundo estava fazendo o mesmo, e a partir daí, comecei a me conectar com aqueles que eu já conhecia e com outras pessoas de outros estados e até de outros países. Cheguei a conhecer pessoalmente algumas delas. Bons tempos.

Mas talvez a coisa mais útil do Orkut fossem as comunidades, algo que hoje é utilizado em profusão no Facebook. Quantas e quantas vezes consegui arquivos de RMVB para ver minhas séries, ou links de filmes que já não encontrava mais nas locadoras? No Super Bowl de 2007, quando o New York Giants vence o New England Patriots com a jogada mais espetacular da história das finais da NFL, foi no Orkut que gritei pela primeira vez #ChupaBrady.

Mas o tempo passou. Veio o Twitter, que aproveitou muito bem a febre dos smartphones e da mobilidade, assim como o Facebook, que hoje é utilizado bem mais nos smartphones do que nos desktops. Algo que o Orkut não fez com eficiência, e quando decidiu apostar nisso, já era tarde demais. Sem falar nas demais redes sociais que apareceram simultaneamente (principalmente o MySpace), onde apesar de todas elas morrerem antes do Orkut, ajudou a minar a popularidade do serviço da Google.

O Orkut durou dez anos. Podemos dizer que ele durou demais.

Na verdade, ele durou tudo isso por conta do Brasil e da Índia, países que mais utilizavam o serviço. Para o restante do mundo, o Orkut já não existe. Aliás, para muitos que eu conheço, só estava faltando enterrar mesmo. Eu mesmo parei de usar o Orkut de forma mais frequente em 2010, para adotar as outras opções que estavam aparecendo na época. Tá, minhas fotos ainda estão rodando na rede social rosa (está rosa ainda?), mas como não criei comunidades, não preciso me preocupar com esses dados.

E, no final das contas, todos os meus amigos mais próximos se mudaram para o Facebook. Ou seja, sem perdas nesse aspecto.

O Orkut morre para entrar para a história de muitos brasileiros, de ser a rede social que iniciou o hábito de se comunicar pela internet. Ajudou a estreitar fronteiras, a ampliar horizontes, e a provocar muitas brigas entre os fãs de séries adolescentes e filmes de Harry Potter e Crepúsculo. Foi a “pré-história” da história que temos hoje, e o começo de muita coisa bacana que existe na web atual.

Não vou ser hipócrita para dizer que vou sentir saudades do Orkut. Mas nessas horas, o sentimento saudosista é quase inevitável. Não podemos dar as cosas para algumas coisas positivas que foram vivenciadas e compartilhadas no serviço que está chegando ao fim. E, no final das contas, se hoje eu estendi o meu leque de relacionamentos pessoais pela internet, parte dessa “culpa” é do Orkut.

Mais uma vez, #RIPOrkut. Que agora você possa descansar em paz.

NÃO VAI TER CO… não… pera… NÃO VAI TER GOOGLE I/O!!!

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Duas manifestações interromperam a conferência inaugural da Google I/O 2014 de hoje (25). A primeira (foto acima) protestava contra Jack Halprin, diretor da Google acusado de ter prejudicado a várias famílias com “artimanhas pouco éticas”. O segundo protesto acusou a Google por “fabricar robôs que assassinam as pessoas, em referência aos investimentos e compras de empresas como a Boston Dynamics, que de forma efetiva levou anos construindo robôs de defesa.

Pode até ser que gritar no meio de um grande evento da Google não é a melhor maneira para chamar a atenção, mas as duas histórias são tão importantes (ou mais) do que a apresentação do próximo Android.

Ou não?

Pode a Lenovo repetir no mercado mobile o seu sucesso do mercado de PCs?

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Não faz muito tempo que Google e Lenovo revelaram os planos em comum sobre a negociação que envolveu a Motorola. A notícia surpreendeu muita gente na época. Só depois descobrimos que a Google já contava com planos para se desfazer de uma marca que, apesar de todo o esforço feito por eles, era fonte de prejuízos para a empresa.

Analisando com calma, a decisão foi bem lógica. A Google nunca foi muito interessada na fabricação de hardware, já que tem parceiros importantes para isso – que, por sinal, não viram com bons olhos o fato da gigante de Mountain View ter uma fabricante para chamar de sua, sem falar nas preferências que a Motorola recebeu na hora de aplicar novas tecnologias.

Além disso, apesar dos bem sucedidos Moto X e Moto G, a Motorola segue bem longe de ser rentável. E a Google não quis ficar com esse abacaxi nas mãos por muito tempo, correndo o risco de perder os sócios que vendiam mais smartphones Android. Por tudo isso, passou a Motorola para a Lenovo.

Por outro lado, a Lenovo já estava de olho no mercado mobile ocidental a algum tempo, mas não sabia como fazer parte dele. A marca sempre lucrou muito na sua terra natal, a China, mas precisava de um grande atrativo para conquistar novos mercados, tal como a sua marca ThinkPad, que originalmente era da IBM, faz até hoje. O objetivo era ser um sucesso no mercado mobile da Europa e América. E a Motorola pode muito bem cumprir esse papel.

IBM ThinkPad, o início do auge

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Em 2005, a IBM sacou que o mercado de computadores pessoais iria entrar em declínio. E olha que isso aconteceu antes do grande  “boom” dos smartphones, e os tablets sequer existiam. Porém, a competição entre os fabricantes do setor de computadores já era grande, e mesmo sendo uma das líderes em vendas, a IBM entendeu que isso não ia durar por muito tempo.

Então, de forma quase surpreendente, decidiu vender a sua divisão de computadores pessoais IBM ThinkPad para a Lenovo, que já fazia muito sucesso na China, mas não conseguia entrar no mercado ocidental.

Isso mesmo… é basicamente a mesma a história que vemos agora na compra da Motorola.

Liu Chuanzhi, fundadora da Lenovo, afirma que haviam três fatores fundamentais que tornam a compra da IBM ThinkPad um grande sucesso. O primeiro foi, claro, as marcas IBM e ThinkPad, onde eles puderam usar a primeira por cinco anos (só usaram por três). O segundo, era a tecnologia superior da IBM no processo de design de computadores. O último, e talvez o mais importante: a Lenovo herdou os canais de distribuição de PCs da IBM.

Esses três pilares transformaram a Lenovo na maior fabricante de computadores pessoais do mundo. E são esses os fundamentos da compra da Motorola, que hoje não oferece lucros, mas que tem um peso enorme no mercado mobile.

Motorola e Moto: as novas IBM e ThinkPad?

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A Lenovo já demonstrou sua capacidade em transformar um bom produto em um ótimo produto aos olhos do mercado. A hora não poderia ser melhor para adquirir Motorola, ainda mais pelo fato de que, nos últimos dois anos, a Google se encarregou de renovar a imagem da empresa, com a ótima linha Moto.

Os chineses compraram a Motorola pagando uma ninharia, adquirindo uma marca conhecida e que recuperou sua boa imagem. Com isso, entra no mercado ocidental, obtendo os canais de distribuição que lhe faltavam para oferecer aos mercados da América e Europa smartphones com preços justos e de boa qualidade.

Nesse momento, a Lenovo é a maior fabricante de computadores, com um crescimento de 60% a mais do que os seus principais concorrentes. Eles estão cientes que esse sucesso se baseia em um mercado em decadência, logo, eles não descuidam do segmento mobile. Hoje, a Lenovo é a quarta maior fabricante de smartphones e tablets no mundo, e a segunda maior na China.

Todos sabem que o futuro está nos dispositivos móveis, e a Lenovo deve fazer de tudo para transformar a Motorola e a linha Moto na IBM ThinkPad do mercado mobile. Fortalecer suas vendas nos mercados ocidentais, e se transformar assim na maior fabricante de smartphones e tablets. E não apenas na Ásia, mas sim, no mundo todo.

Só o tempo vai dizer se esses planos vão dar certo. Pelo histórico da Lenovo… há potencial.