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Por que a Huawei não quis fabricar o Google Pixel?

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Hoje (4) os novos smartphones Google Pixel serão apresentados, iniciando a era Made by Google. Já sabemos praticamente tudo sobre seu hardware, que é entregue pela HTC. Mas… por que a Huawei não quis assumir a bronca?

Huawei estava pronta para o segundo ano

 

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A Google passou vários anos com os dispositivos Nexus no mercado, com modelos fabricados pelas mãos da concorrência, através de contratos fechados entre a gigante de busca e um fabricante parceiro.

Foi assim com o HTC G1, HTC Dream, Nexus One (HTC), Nexus S (Samsung), Galaxy Nexys (Samsung), Nexus 4 e 5 (LG) e Nexus 6 (Motorola). No primeiro ano em que a Google apresentou dois modelos, o Nexus 5X ficou nas mão da LG, e o Nexus 6P foi fabricado pela Huawei. Este último, um sucesso de público e crítica, por sinal.

A Huawei tinha mais um ano de parceria com a Google para desenvolver o próximo Nexus, hoje chamado de Google Pixel. Porém, o acordo foi quebrado, restando apenas um possível tablet, que pode ser apresentado hoje.

Algo aconteceu. O Google Pixel saiu da China e viajou até Taiwan, para acabar nas mãos da HTC.

Algo mais que um simples logitipo

 

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O motivo para a Huawei pular fora foi o seu logotipo.

Os modelos Nexus sempre contavam com o logotipo do seu fabricante ao lado da marca. Mas a Google decidiu mudar de formato no Google Pixel, colocando apenas o Made by Google, sem rastros do fabricante. E a Huawei não aceitou isso.

Porém, os motivos da ruptura do acordo foram além disso. As relações entre as duas empresas esfriou por conta do incumprimento por parte da Google sobre o acordo de distribuição do Huawei Nexus 6P em 2015.

A Huawei teria obtido o compromisso da Google de comercializar o Nexus 6P através de quatro grandes provedores nos Estados Unidos. A ideia era atraente para o fabricante, que via assim a possibilidade de introduzir a sua marca no país.

A fabricante queria que o acordo fosse cumprido, e que  o Nexus 6P chegasse aos clientes da Verizon, Amazon, Best Buy e B&H. Mas a Google exigiu uma exclusividade nos Estados Unidos e sua loja online. Isso fez com que a Huawei se retirasse do projeto do Pixel, e o Nexus 6P jamais chegou aos canais de venda prometidos.

Porém, indo na contramão de tudo, as relações foram refeitas para a produção de outros smartphones, mas a Google já tinha outros planos, o que fez com que a Huawei deixasse a mesa de negociações, deixando o caminho livre para a HTC assumir o Google Pixel Made by Google.

 

A Huawei não perdeu tudo

 

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Curiosamente as negociações entre os envolvidos renderam frutos.

O Nexus da Huawei nunca chegou ao mercado de forma ampla, mas estreitou as relações entre a Huawei e a Verizon.

Isso fez com que os asiáticos introduzissem no mercado dispositivos próprios no catálogo da operadora norte-americana, mesmo com resultados desfavoráveis para as duas pates. O Honor 8, último modelo lançado, registrou vendas inferiores ao esperado.

As consequências dessas negociações fracassadas alcançaram a cúpula da empresa asiática nos Estados Unidos, onde parte desse time abandonou a empresa, inclusive o diretor geral para o mercado norte-americano.

Enfim, esta é a história.

A HTC aceitou as exigências da Google, e a Huawei ainda pode desenvolver um telefone para a gigante da internet em 2017. Mas esta última informação é apenas um rumor. O tempo vai dizer o quanto isso tem de verdade.

Via Android Police

Por que HTC, Sony e, LG continuam no mercado de smartphones? Não é melhor fugir enquanto é tempo?

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A concorrência é feroz no segmento dos smartphones, e empresas como HTC, Sony ou LG mantém suas apostas ano após ano, mesmo com a realidade berrando para que eles se retirem. Não lucram com o setor, logo… por que tanto esforço?

É a pergunta que muitos se fazem para fabricantes que há muito tempo tentam recuperar uma posição que parece ser impossível de ser recuperada. Hoje, só Apple e Samsung lucram com o setor, os fabricantes chineses são uma incógnita mesmo com o seu crescimento, e as cotas de mercado deveriam convencer HTC, Sony e LG de tomar uma decisão.

Fugir enquanto é tempo pode ser uma vitória em alguns casos. Mas por algum motivo, eles não desistem.

 

Os números são frios e (muito) cruéis

 

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Os números não mentem. O segmento de smartphones é mais disputado do que nunca, e os fabricantes tradicionais não só tiveram que se adaptar ao domínio absoluto de Apple e Samsung, ma tiveram que enfrentar o sucesso dos fabricantes chineses.

Xiaomi, Oppo, Huawei, Vivo ou ZTE se transformaram em gigantes de vendas na China, e a aparição desses concorrentes fez com que a relevância dos líderes do passado fosse dizimada. As cotas de mercado de LG, Lenovo/Motorola, Sony e HTC só caíram nos últimos anos, e isso tem um efeito direto nas suas perdas por dispositivo e suas porcentagens de perda em relação aos trimestres anteriores.

Os dados das empresas chinesas são um grande mistério. A Xiaomi, que parecia ser a grande protagonista há dois anos, viram suas vendas caírem em 2015, e outros fabricantes chineses se aproveitaram disso.

 

Até quando eles vão querer perder dinheiro?

 

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Os números mais uma vez tornam a pergunta inevitável.

A LG é o caso mais crítico: vendem 18,5% dos dispositivos que a Samsung vende em unidades, mas não para de perder dinheiro. Por SETE TRIMESTRES CONSECUTIVOS!

Mesmo assim, é uma das empresas mais corajosas na hora de apresentar novidades. Mas… até quando eles vão recusar a realidade dos números?

A Sony por exemplo centrou seus esforços nas linhas média e alta, e não adiantou de muito: há dois meses vimos como sua divisão móvel tem resultados sofríveis.

A HTC é outra que não vai nada bem, e isso porque eles lançaram o seu melhor smartphone em anos. Mas segue lutando também na média, lançando novos modelos da linha Desire.

Sobre a Microsoft? Sem comentários…

 

O lucro sempre esteve entre os tops de linha

 

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Um dos dados mais alarmantes está no fato que o crescimento em vendas caiu de forma mais ou menos sustentável desde 2011. Os mercados emergentes que pareciam ser a grande oportunidade para vários fabricantes nas linhas de entrada demonstrou não ser algo tão relevante assim.

A linha premium está saturada. Aqueles que podiam comprar smartphones caros já o fizeram, mas agora já não tem novos mercados para vendas nos países emergentes. Tanto, que Estados Unidos, China e Europa Ocidental não só podem enfrentar novas desacelerações nas vendas, como também redução em volume, de acordo com a IDC.

Muitos justificam que, hoje, um smartphone de linha média é o suficiente para 99% da população. A linha média virou uma Terra de Ninguém, e todos os fabricantes Android já se deram conta que cada vez se ganha MENOS dinheiro com esses modelos.

A coisa muda quando falamos dos modelos top de linha. Os lucros dos fabricantes estão aqui, com margens muito maiores, onde Apple e Samsung são as claras forças dominantes. Poucos podem competir com seus dispositivos estrela, e isso com os modelos top dos demais fabricantes cumprirem todos os requisitos para competir nesse segmento.

Dado que nem Sony, nem LG, nem HTC (nem qualquer uma) pode competir nesse mercado, muitos esperam que alguma delas (ou todas) anunciem em algum momento a sua saída do segmento de smartphones. É muito sacrifício, demanda de recursos, tempo e dinheiro investido para ver os lucros indo para a Apple e Samsung.

O segmento de smartphones está em perigo: menos fabricantes fazem com que exista menos concorrência, mas é fato que os fabricantes não podem perder dinheiro indefinidamente.

Ninguém se interessa mais pelo HTC 10 (o que é uma pena)

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Todo mundo sabe como a HTC está mal das pernas no mercado mobile. Também, pudera: quem mandou sair do Brasil… (ok, zoeira aqui).

Não que o Brasil faça muita diferença, mas a empresa abandonou vários mercados internacionais. E paga caro o preço disso por conta da elevada competição no setor mobile.

E a notícia que a  T-Mobile desistiu do HTC 10 porque não há interesse do público só piora esse cenário.

 

HTC 10: um ótimo smartphone esquecido

É realmente uma pena ver um modelo como o HTC 10 caindo no esquecimento. Levando em conta sua proposta geral, ele não é um dispositivo ruim.

Pelo contrario. É um dos modelos mais interessantes que a HTC lançou desde o momento em que se jogou no mercado de smartphones top de linha, com o HTC M7.

Porém, além da grande competição, a baixa distribuição global e a falta de apoio das operadoras produz efeitos colaterais irreversíveis. Ainda acho que foi um grande erro a HTC ter desistido de vários mercados estratégicos.

HTC Vive é a salvação da lavoura?

Pode ser.

A HTC esta investindo pesado no campo da realidade virtual, e tem um dos melhores sistemas desse setor nesse momento. Porém, é uma aposta de risco.

As empresas estão descobrindo as aplicações práticas dessa tecnologia. Sair na frente é importante, mas não definir por que ou para quê as pessoas vão usar é uma jogada de risco.

A HTC precisa ter isso em mente. Porque repensar o mercado mobile a essa altura do campeonato é uma tarefa das mais complicadas.

HTC quer voltar ao Brasil. Seria tarde demais?

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A HTC pretende voltar a comercializar os seus produtos no mercado brasileiro, primeiro com o seu óculos de realidade virtual, HTC Vive, para depois, quem sabe, com a volta dos seus smartphones.

O movimento tem a sua razão de ser. Primeiro, porque a HTC com certeza deve ter revisto a besteira de sair do mercado brasileiro. Não que o Brasil seja uma potência em vendas, mas é o maior mercado da América do Sul, que ainda reserva um potencial considerável. Segundo, porque a empresa quer fazer com que o seu óculos de realidade virtual vingue no mercado de forma mais sustentável possível e, nesse caso, não pode ficar escolhendo muito.

Porém, a pergunta persiste: não é tarde demais para a HTC?

 

Depende do que a empresa pretende fazer

Por um lado, o mercado de smartphones está entrando no seu ponto de saturação. Os fabricantes presentes no mercado nacional estão mais ou menos consolidados, deixando pouco espaço para novos players. Alguns deles que contavam com excelente potencial também estão repensando sua estratégia para o mercado brasileiro. Os exemplos mais emblemáticos são a Xiaomi e a Sony, que por conta da instabilidade do nosso mercado, flutuação do dólar e fim da isenção fiscal, desistiu da produção local de seus smartphones.

Em contrapartida, o sistema “um passo de cada vez” pode funcionar para a HTC. A ideia da empresa é vender o HTC Vive através do seu próprio site. E, antes que você me diga “ah, mas a Xiaomi tentou a mesma coisa no Brasil e se deu mal..”, é importante ter em mente que estamos falando de um dispositivo de realidade virtual, com um foco e apelo específico no mercado.

O que pode atrapalhar a HTC? A mesma coisa que atrapalha todas as outas: o preço do produto.

O HTC Vive lá fora custa US$ 799. Imagine o quanto esse dispositivo pode custar em nosso mercado. Mesmo sendo um produto de uma tecnologia relativamente recente, seu preço é elevado até mesmo para o público-alvo específico que eles buscam. E isso pode atrapalhar o impulso que o fabricante quer ter nesse retorno ao Brasil.

Sem falar no ponto já abordado mais acima: a HTC teria que cavar um espaço no mercado mobile, algo que, hoje, é bem complicado.

Só o tempo vai dizer se eles conseguem se reposicionar no mercado brasileiro. Seria muito interessante ter essa marca voltando ao nosso mercado. Ainda mais com os smartphones top de linha que ficamos babando de longe por anos.

HTC 10

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A HTC apresentou hoje (12) o HTC 10, novo top de linha da empresa, e visto por muitos como a última chance dos taiwaneses em sobreviverem no mercado de smartphones. Pode ser uma previsão meio apocalíptica, um exagero ou preciosismo por parte da imprensa especializada (o TargetHD pode ser incluído nessa), mas é a realidade. Ou o HTC 10 é um sucesso, ou é o início do fim para eles nesse segmento.

Muita gente esperava mudanças mais acentuadas nesse smartphone, com o objetivo de apagar a imagem decepcionante deixada pelo HTC One M9, mas isso não aconteceu. Por outro lado, não podemos dizer que o smartphone é uma continuação explícita dos modelos anteriores. A HTC tentou algumas coisas diferentes, e não mudou apenas o nome, que é mais objetivo e presencial. Algumas linhas mais recortadas na parte traseira e a manutenção do alumínio preservam a áurea de smartphone premium que essa série sempre contou.

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Se o HTC 10 lembra os modelos anteriores (apesar de não ser rigorosamente igual) na sua estética, nas especificações técnicas, temos mudanças importantes. Uma tela de 5.2 polegadas (QHD) com Gorilla Glass se encaixa no padrão do mercado, um ótimo processador Qualcomm Snapdragon 820, que parece ser o modelo referência para os smartphones top de linha de 2016 (o mesmo chip presente nos modelos LG G5, Xiaomi Mi 5 e Samsung Galaxy S7), trabalhando com 4 GB de RAM, 32 GB ou 64 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 2 TB) e uma bateria de 3.000 mAh com recurso Quick Charge 3.0.

Ou seja, no papel, o HTC 10 é um modelo que não deixa nada a desejar em relação aos seus concorrentes diretos. Pelo contrário: benchmarks já vazados do AnTuTu mostram que esse modelo tem desempenho melhor do que os seus adversários diretos de sua categoria.

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Outra cuidado da marca nesse modelo é manter a boa qualidade sonora do dispositivo. Apesar de abandonar os alto-falantes frontais em nome de um design mais limpo, o HTC 10 não só mantém alto-falantes de 24 bits na parte traseira, como rebatizou a sua tecnologia, assumindo para si a responsabilidade, com a marca HTC BoomSound. Seus fones de ouvido também foram melhorados, prometendo um resultado final de máxima qualidade para os fãs de música.

Nas câmeras, um erro foi corrigido. Saiu o grande sensor traseiro de 20 MP para dar lugar a um sensor menor, de 12 MP, herdando parte de sua tecnologia UltraPixel, e com um maior cuidado com os detalhes que podem oferecer uma melhor imagem capturada. Além disso, o sensor frontal de 5 MP também conta com um estabilizador de imagem, assim como acontece com o sensor traseiro, mostrando uma maior atenção com as selfies.

Porém, o HTC 10 tem um grande calcanhar de Aquiles, e uma pequena unha encravada para lidar.

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O primeiro grande problema desse smartphone é o seu preço. 799 euros por um smartphone que não é da Samsung, nem da LG, e com o Xiaomi Mi 5 custando consideravelmente menos que todos eles pode tornar a vida do HTC 10 realmente muito complicada, por melhor que ele seja. No final das contas, o preço ainda é um fator a ser considerado na hora da compra, ainda mais em um mercado tão dinâmico e com a crise econômica que afeta alguns países importantes do planeta. Aqui, entendo que a HTC comete o mesmo erro que a Sony comete: achar que é mais realista que o rei, e cobrar preço de Apple quando na verdade é… apenas a Sony. Ou nesse caso, apenas a HTC.

O segundo grande problema para o HTC 10 é o fato da empresa não estar em todos os mercados globais. A marca não está no Brasil, por exemplo. Não que a gente seja grande coisa, mas ainda somos um mercado importante, e com clientes em potencial dentro dessa categoria. Ok, pode até ser que quem realmente quer ter um smartphone como esse no bolso compraria lá fora, mesmo se ele fosse comercializado em nosso país (por conta dos motivos que já bem conhecemos: impostos, fator Brasil, etc). Mesmo assim: deixar de ter uma oferta mais ampla pode ter sido um erro quase infantil para uma marca que tinha certa notoriedade ao redor do planeta.

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De qualquer forma, não podemos dizer que a HTC não tentou. Talvez o HTC 10 seja conservador demais para um smartphone que precisava ousar mais e inovar mais. Talvez a grande ousadia que a HTC poderia ter feito com esse modelo seria oferecer tudo o que o dispositivo tem de bom por um preço mais competitivo. Pode ser que esse erro tenha sido fatal para o seu futuro.

Honestamente? Espero estar errado. Porque até gostei desse smartphone.

HTC 10 já é um smartphone decisivo para a HTC

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Nem chegou ao mercado, mas já é muito especulado. Ele tem até uma guerra própria de vazamentos só dele entre os principais vazadores de tecnologia da internet. O HTC 10 é esperado com muita expectativa por todos, principalmente pela HTC, que basicamente depende dele para definir o seu futuro no mercado mobile.

Não estou exagerando. Depois da empresa anunciar que registrou uma queda de faturamento de 55% em fevereiro de 2016 (em comparação com o mesmo mês de fevereiro de 2015), a situação que já era complicada para eles passa a ser crítica. Só piora quando vemos que a mesma HTC registrou uma queda de faturamento de 35% em comparação com o mês de janeiro de 2016, tradicionalmente um dos mais fracos do ano, depois da desaceleração das vendas natalinas.

Alguns erros pontuais da HTC explicam a situação atual. Para começar, a saída da empresa em mercados considerados pontuais. Eu confesso que não consigo entender até hoje por que a marca decidiu sair do Brasil. Não que o nosso mercado seja lá grande coisa, mas estamos falando do maior mercado da América Latina.

Entendo que a competição aqui era dura demais, com Motorola/Lenovo, LG e Samsung conquistando o consumidor brasuleiro. E aqui entra o segundo motivo para o declínio da HTC: os elevados preços. Seus samartphones, apesar de atraentes (na sua maioria), eram caros demais para competir em um mercado de linha média que cada vez mostrava claramente que não precisava ser caro para ser bom.

Por fim, o HTC One M9 representou um estrago tremendo para a marca da empresa. Um smartphone altamente criticado pelo seu continuísmo no design e problemas técnicos que atrapalhavam a sua experiência de uso. Era tudo o que eles não precisavam em um momento onde a competição no mercado mobile é mais acirrada do que nunca, e não apenas pelas gigantes Apple e Samsung, ou pelos tradicionais fabricantes. Os chineses chegaram com tudo, mostrando um modelo de negócio mais interessante e produtos igualmente atraentes.

Agora, o HTC 10 tem uma missão complicada: ser a tábua de salvação da HTC.

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É um smartphone que não pode errar. Tem que impressionar logo de cara, ter um preço competitivo em relação aos seus rivais, oferecer a experiência de uso que se espera de um modelo top de linha e conquistar o consumidor com a sua proposta e características. Potencial para isso o smartphone possui. Mas é uma tarefa bem difícil, ainda mais após os lançamentos do LG G5 e do Samsung Galaxy S7.

Mas não resta outra saída para a HTC. Ou faz o novo top de linha dar certo, ou pode ser o início do fim para eles no mercado mobile.

HTC One A9, ou como copiar o iPhone de forma descarada

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A HTC segue sendo uma gigante dentro do mercado de smartphones, e isso ninguém pode duvidar. Digo mais: eles conseguiram essa posição com méritos (até agora). Porém, está ficando cada vez mais claro que eles hoje são apenas uma sombra do que já foram, com medidas desesperadas para chamar a atenção da mídia e do público.

E, muitas vezes, chama a atenção pelo lado negativo da questão.

Hoje (20), a empresa apresentou o HTC One A9, um modelo que, apesar de bem intencionado, com boas especificações e um acabamento que se propõe a ser de qualidade superior em relação à sua faixa de preço, não consegue recuperar a essência perdida pela fabricante.

O modelo vazou por algumas oportunidades nos últimos dias, e a proposta geral mostra como a HTC está perdida, sem inspiração, e sem originalidade. Recorre à estratégia barata de copiar o que funciona nas outras empresas, no lugar de trabalhar para voltar a ser a empresa que seduziu muita gente na época do lançamento das primeiras versões dos modelos Desire e Sensation.

Em linhas gerais, o HTC One A9 é uma copia muito descarada do iPhone 6. É tão cópia, que parece um xing-ling. A HTC conseguiu a façanha de deixar o seu novo dispositivo muito parecido com o smartphone da Apple até mesmo na sua parte frontal. Até porque na parte traseira a cópia é explícita, inclusive nos detalhes das faixas de antena propostas no iPhone 6.

As imagens falam por si.

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Nas especificações, o HTC One M9 possui uma tela de 5 polegadas (1080p), SoC Snapdragon 617 octa-core, 3 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, câmeras de 13 MP e 4 MP (frontal Ultrapixel), bateria de 2.150 mAh, sistema operacional Android M e preço sugerido de 599 euros.

Ou seja: temos uma cópia do iPhone 6, com especificações que não estão no mesmo nível de qualquer modelo top de linha no mercado Android, e com um preço exagerado.

HTC… você está fazendo isso errado!

HTC One M9: o ‘mais do mesmo’ que todo mundo gosta

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Apesar de ainda achar algo péssimo a empresa ignorar o mercado brasileiro, não posso deixar de dar algum destaque ao HTC One M9, apresentado hoje (1) em Barcelona (Espanha), na Mobile World Congress 2015. Ao menos nesse dispositivo a empresa sabe o que o seu consumidor quer: mais do mesmo. Bom, isso e algumas melhorias pontuais em relação ao One M8.

Um dos motivos do sucesso da linha HTC One se mantém imutável (e, ao que tudo indica, jamais vai mudar): a carcaça metálica unibody, dando um ar de produto ‘premium’ ao dispositivo. Sem falar que ter uma sobriedade e elegância é algo que é muito valorizado pelos usuários, além de um agarre mais confortável para o manejo com uma ou duas das mãos.

É um conceito que muita gente torceu (ou apostou) que se tornaria referência no futuro. Pois bem, foi mais ou menos isso que aconteceu, com boa parte dos fabricantes de dispositivos top de linha seguindo a mesma estratégia, com uma ou outra variação. Ou seja, mesmo não indo tão bem das pernas, a HTC pode pelo menos dizer que colocou um produto que é uma referência no mercado no quesito design.

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As demais mudanças são mais discretas, com linhas mais arredondadas e bordas laterais ainda mais finas. As bordas superior e inferior permanecem mais grossas, para receber os alto-falantes estéreo da BoomSound, e a tela teve sua resolução aumentada para Full HD. O processador também foi atualizado para o (quase) onipresente Snapdragon 810, e a HTC é mais uma que decide abolir a opção com 16 GB de armazenamento, indo direto para a versão com 32 GB como modelo mais básico (aprende, Apple!).

Talvez a mudança mais chamativa (ou significativa) entre os componentes de hardware esteja na resolução das câmeras. A tecnologia Ultrapixel do HTC One M8 não pegou, e no novo modelo eles voltam ao formato tradicional para o sensor traseiro, com 20 megapixels. Trabalhando em conjunto com os recursos de software, esse novo sensor deve atender as exigências dos mais descontentes com a solução adotada no modelo anterior.

A boa notícia é que a HTC não abandou o Ultrapixel por completo, inserindo um sensor com essa solução na parte frontal do dispositivo. A câmera de 4 megapixels com os recursos que otimizam a capacidade de captação de luz e redução de tamanho final da imagem devem contribuir para que os usuários do One M9 fiquem satisfeitos com as selfies, aumentando consideravelmente o envio de fotos nesse formato para as redes sociais.

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Particularmente, me agrada e muito o HTC One M9. É uma pena que a HTC tenha deixado o mercado brasileiro de lado. Também é uma pena que eles cobrassem preços tão fora da nossa realidade para os seus produtos. Esse novo smartphone é um dispositivo bem interessante, que poderia fazer algum estrago nos concorrentes daqui se contasse com um preço razoavelmente justo. Algumas pessoas decidiram comprar as versões anteriores do One lá fora, e se declararam muito felizes por algum tempo com o modelo.

Acredito que com as mudanças e atualizações, a HTC pode ter mais um produto de sucesso nas mãos. Bom, posso chamar ele de ‘desejado’ desde já.

Olha só o Twitter da HTC fazendo bullying com o “band-aid” da Samsung…

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Eis que temos a HTC fazendo piada em sua conta nas redes sociais. Em um claro ataque à Samsung, eles publicaram a foto acima, com a legenda “um desses objetos não é como os demais”, com o objetivo de lembrar aos consumidores que o acabamento traseiro do Galaxy S5 lembra SIM  um singelo band-aid. Não chega a ser um bullying arte, mas eles até que mandaram bem nessa.

Aguardamos a resposta da Samsung à essa clara passada de mão na bunda.

Via @HTC

Já não há mais segredos guardados sobre a aparência do novo HTC One

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Chega a perder a graça. Uma das coisas que me motiva a escrever sobre tecnologia na internet é a expectativa que rodeia o lançamento de um novo produto. Especular e imaginar como pode ser um novo smartphone, tablet, notebook, videogame. Ou até mesmo ser pego completamente de surpresa, com uma solução que não imaginava que pudesse aparecer. Porém, os tempos são outros. Hoje, vivemos a velocidade da internet, e a era dos vazamentos.

Por conta disso, eu posso dizer, sem medo de errar, que não há mais muitos segredos sobre o novo HTC One, que será apresentado oficialmente ao mundo no dia 25 de março. Depois de tantas fotos e vídeos vazados na web, esse dispositivo pode entrar para a história como um dos smartphones com mais detalhes revelados antes do seu anúncio oficial na história da tecnologia moderna.

O produto foi tão vazado, e teve tantos detalhes revelados, que a Goophone, fabricante chinesa especializada por “clonar” smartphones de grandes fabricantes, já lançou a sua versão do novo HTC One, com aquele que deve mesmo ser o design final do produto original, mas com especificações com “algumas restrições orçamentárias”.

Duvida? Veja a foto abaixo.

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Conhecido também como HTC M8, o “The All New HTC One” não vai chegar ao mercado brasileiro de forma oficial. Bom, não nesse momento em que escrevo esse post. Todo mundo sabe que a empresa não possui mais operações no Brasil, mas desde o final da primeira metade de 2013, eu ouço rumores de fontes de Águas de São Pedro (anônimas) que a HTC estaria ao menos estudando o terreno para voltar ao nosso país. Até agora, nada. Logo, nada de novo HTC One por aqui, de forma oficial.

Mesmo assim, podemos dizer que ele é muito parecido com o One original, mas com algumas mudanças pontuais, como a câmera dupla na parte traseira, onde maiores detalhes não são revelados. A ideia é que ambos contem com a tecnologia Ultrapixel da HTC, além de um flash LED duplo, com duas tonalidades, que é uma solução semelhante ao que vimos nas versões mais recentes do iPhone.

Também é especulada uma versão Google Edition do novo HTC One, para a alegria dos mais puristas (ou para aqueles que não suportam interfaces de usuário personalizadas).

De qualquer forma, ficam essas questões: será que os fabricantes estão “bobeando” muito na tentativa de guardar segredos relevantes sobre os seus futuros lançamentos? Ou estariam os fabricantes deixando os produtos “vazarem” de forma proposital, para não só deixar os usuários salivando, mas também os adversários um pouco amedrontados?

Não sei. Imaginava que essa história de “contratos de confidencialidade, sigilo industrial” e derivados fosse algo mais rígido. Se qualquer empresa como a Goophone pode pegar os designs de um produto junto aos fabricantes de acessórios e lançar o seu clone antes mesmo do produto original chegar ao mercado (lembrando que não é a primeira vez que eles fazem isso – vide os casos dos clones do Galaxy S5 e e do iPhone 5c), é sinal que os segredos não são tão bem guardados assim.

E aí, poucas novidades são reservadas para a apresentação oficial do produto. E eu não sei qual é a vantagem que os fabricantes levam com o “anti clímax” criado.

O HTC First está falhando pelos mesmos motivos que os smartphones Microsoft Kin falharam

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Quando as pessoas saem por aí falando (e escrevendo) que o HTC First é um fracasso (e eu não nego isso, porque é mesmo), muitos culpam apenas e tão somente o Facebook Home e sua existência. Afinal, o software consegue centralizar todas as experiências do smartphone no mundo do Facebook, limitando o smartphone à proposta de Mark Zuckerberg, e nada mais. São argumentos jutos, mas não podemos nos limitar à isso.

O Facebook Home foi um passo arriscado e, hoje (eu reconheço) não bem sucedido. Concentrou tudo aquilo que as pessoas gostavam no Facebook, e colocou na interface. Porém, removeu tudo aquilo que as pessoas gostavam no Android, e não deu nenhuma satisfação para ninguém. E as pessoas não gostam disso. Porém, se voltarmos para o ano de 2010, vamos ver que a HTC também tem a sua parcela de erro, repetindo inclusive alguns dos erros cometidos pela Microsoft com os lançamentos dos modelos Kin One e Kin Two.

Os dois smartphones da Microsoft foram descontinuados muito rapidamente, e apostavam na mesma proposta executada pelo HTC First: ser um smartphone completamente social. A linha Kin tinha a sua própria interface de usuário, que voltava para o lado “social” da coisa de todas as formas possíveis: simples para postar mensagens nas redes sociais, acesso rápidos aos contatos, rápido compartilhamento de fotos para qualquer site, entre outros recursos.

Era o “tudo pelo social”. Literalmente. A única diferença entre a proposta do passado e a do presente é que a Microsoft não tinha medo de admitir que o produto era iminentemente  voltado aos adolescentes e jovens adultos, enquanto que a HTC/Facebook apostou na ideia que todos usariam a Facebook Home, independente da faixa etária.

Amigos, vamos ser francos e diretos. Os usuários mais novos usam a tecnologia com uma perspectiva diferente dos usuários mais velhos. Com os meus 34 anos de vida, tenho a minha própria forma de observar o mundo da tecnologia, que é bem diferente daquela que minha esposa, que é bem mais velha do que eu, possui. Do mesmo modo os meus sobrinhos, que na média, estão com a metade da idade que eu tenho hoje, acabam vendo o mundo dos gadgets e computadores de uma forma muito diferente da minha. Logo, é impossível que todos usem a mesma tecnologia, da mesma forma. A tecnologia pode ser a mesma, mas os focos serão diferentes, e a própria história da tecnologia mostra isso.

No caso do Kin One e Kin Two, os dois smartphones jamais alcançariam sucesso, pois os projetos gritavam “desespero” para os quatro cantos do mundo. Por mais que os usuários hoje estejam obcecados pelas redes sociais, isso não quer dizer que esses mesmos usuários querem dedicar todo o seu tempo no smartphone para as redes sociais. Até porque um smartphone vai muito além disso. Eu já fico bem menos tempo no Twitter do que eu ficava antes (apesar de mantê-lo aberto o tempo todo aqui), e não uso o Facebook com essa frequência toda (só tenho pela formalidade).

Nos smartphones com Android e iOS, o Facebook e o Twitter são aplicativos que recebem destaque em relação aos demais, mas são apenas aplicativos. Não podem consumir toda a experiência de uso do dispositivo. No caso do HTC First, você tem o acesso garantido aos demais aplicativos do dispositivo, mas você ainda tem o envolvimento da Facebook Home no momento que você fecha um aplicativo. Ou seja, é um smartphone que é o tempo todo social, mesmo que você não queira.

Isso é simplesmente inaceitável. Ninguém vai suportar isso por muito tempo.

Você até pode argumentar que os smartphones hoje são sociais de alguma forma, uma vez que eles são dispositivos de comunicação. E eu te digo: também são isso. E digo mais: em um smartphone “normal”, ele só é um dispositivo de comunicação na hora que você quer que ele seja, sem forçar a barra. Se você quer simplesmente ouvir uma música, ou jogar um game, ou ver vídeos, o seu smartphone deixou de ser um dispositivo de comunicação social, para ser um gadget de entretenimento. Simples assim.

Logo, até eu admito que errei na aposta. Na teoria, a Facebook Home parecia muito interessante no seu conceito, uma vez que os viciados no Facebook iriam adorar ter um telefone centrado nele. Mas, na prática, quando você vê que nem mesmo os viciados no Facebook aceitaram a proposta, você percebe que alguma coisa está muito errada. E estava. Não ter a possibilidade de poder se livrar dessa interface na hora que você quiser é um grande tiro no pé da Facebook e da HTC.

Logo, muito provavelmente, estamos diante de mais um #fail histórico do mundo da tecnologia. O produto já está tendo o seu lançamento em alguns mercados. Mais um pouco ele vira peça de colecionador. Assim como aconteceu com o Kin One e o Kin Two, da Microsoft.

Comercial do Facebook Home coloca Mark Zuckerberg ao lado de uma… cabra?

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O Facebook Home já é uma realidade, e Mark Zuckerberg está investindo pesado na divulgação do novo serviço. A nova propaganda da interface de usuário “social” para smartphones Android (e também do HTC First) segue a ideia de “aproximar as pessoas”, e propõe uma cena inusitada: Zuckerberg ao lado de uma cabra.

Calma, é mais complexo do que parece. O vídeo mostra Zuckerberg na sede do Facebook, explanando para seus funcionários da importância do Facebook Home. Um dos funcionários acha o discurso de Mark muito chato, e decide dar uma olhada naquilo que os seus amigos estão vendo no Facebook… pelo Facebook Home. E o resultado é o mesmo das outras propagandas já divulgadas: todas as atividades publicadas pelos seus amigos são “transportadas” para a sede do Facebook.

Inclusive a cabra.

Vale a pena ver o vídeo abaixo. E é interessante ver como o Facebook está investindo na mídia tradicional (também) para alcançar um número maior de pessoas.