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HTC One M9: o ‘mais do mesmo’ que todo mundo gosta

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Apesar de ainda achar algo péssimo a empresa ignorar o mercado brasileiro, não posso deixar de dar algum destaque ao HTC One M9, apresentado hoje (1) em Barcelona (Espanha), na Mobile World Congress 2015. Ao menos nesse dispositivo a empresa sabe o que o seu consumidor quer: mais do mesmo. Bom, isso e algumas melhorias pontuais em relação ao One M8.

Um dos motivos do sucesso da linha HTC One se mantém imutável (e, ao que tudo indica, jamais vai mudar): a carcaça metálica unibody, dando um ar de produto ‘premium’ ao dispositivo. Sem falar que ter uma sobriedade e elegância é algo que é muito valorizado pelos usuários, além de um agarre mais confortável para o manejo com uma ou duas das mãos.

É um conceito que muita gente torceu (ou apostou) que se tornaria referência no futuro. Pois bem, foi mais ou menos isso que aconteceu, com boa parte dos fabricantes de dispositivos top de linha seguindo a mesma estratégia, com uma ou outra variação. Ou seja, mesmo não indo tão bem das pernas, a HTC pode pelo menos dizer que colocou um produto que é uma referência no mercado no quesito design.

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As demais mudanças são mais discretas, com linhas mais arredondadas e bordas laterais ainda mais finas. As bordas superior e inferior permanecem mais grossas, para receber os alto-falantes estéreo da BoomSound, e a tela teve sua resolução aumentada para Full HD. O processador também foi atualizado para o (quase) onipresente Snapdragon 810, e a HTC é mais uma que decide abolir a opção com 16 GB de armazenamento, indo direto para a versão com 32 GB como modelo mais básico (aprende, Apple!).

Talvez a mudança mais chamativa (ou significativa) entre os componentes de hardware esteja na resolução das câmeras. A tecnologia Ultrapixel do HTC One M8 não pegou, e no novo modelo eles voltam ao formato tradicional para o sensor traseiro, com 20 megapixels. Trabalhando em conjunto com os recursos de software, esse novo sensor deve atender as exigências dos mais descontentes com a solução adotada no modelo anterior.

A boa notícia é que a HTC não abandou o Ultrapixel por completo, inserindo um sensor com essa solução na parte frontal do dispositivo. A câmera de 4 megapixels com os recursos que otimizam a capacidade de captação de luz e redução de tamanho final da imagem devem contribuir para que os usuários do One M9 fiquem satisfeitos com as selfies, aumentando consideravelmente o envio de fotos nesse formato para as redes sociais.

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Particularmente, me agrada e muito o HTC One M9. É uma pena que a HTC tenha deixado o mercado brasileiro de lado. Também é uma pena que eles cobrassem preços tão fora da nossa realidade para os seus produtos. Esse novo smartphone é um dispositivo bem interessante, que poderia fazer algum estrago nos concorrentes daqui se contasse com um preço razoavelmente justo. Algumas pessoas decidiram comprar as versões anteriores do One lá fora, e se declararam muito felizes por algum tempo com o modelo.

Acredito que com as mudanças e atualizações, a HTC pode ter mais um produto de sucesso nas mãos. Bom, posso chamar ele de ‘desejado’ desde já.

Olha só o Twitter da HTC fazendo bullying com o “band-aid” da Samsung…

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Eis que temos a HTC fazendo piada em sua conta nas redes sociais. Em um claro ataque à Samsung, eles publicaram a foto acima, com a legenda “um desses objetos não é como os demais”, com o objetivo de lembrar aos consumidores que o acabamento traseiro do Galaxy S5 lembra SIM  um singelo band-aid. Não chega a ser um bullying arte, mas eles até que mandaram bem nessa.

Aguardamos a resposta da Samsung à essa clara passada de mão na bunda.

Via @HTC

Já não há mais segredos guardados sobre a aparência do novo HTC One

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Chega a perder a graça. Uma das coisas que me motiva a escrever sobre tecnologia na internet é a expectativa que rodeia o lançamento de um novo produto. Especular e imaginar como pode ser um novo smartphone, tablet, notebook, videogame. Ou até mesmo ser pego completamente de surpresa, com uma solução que não imaginava que pudesse aparecer. Porém, os tempos são outros. Hoje, vivemos a velocidade da internet, e a era dos vazamentos.

Por conta disso, eu posso dizer, sem medo de errar, que não há mais muitos segredos sobre o novo HTC One, que será apresentado oficialmente ao mundo no dia 25 de março. Depois de tantas fotos e vídeos vazados na web, esse dispositivo pode entrar para a história como um dos smartphones com mais detalhes revelados antes do seu anúncio oficial na história da tecnologia moderna.

O produto foi tão vazado, e teve tantos detalhes revelados, que a Goophone, fabricante chinesa especializada por “clonar” smartphones de grandes fabricantes, já lançou a sua versão do novo HTC One, com aquele que deve mesmo ser o design final do produto original, mas com especificações com “algumas restrições orçamentárias”.

Duvida? Veja a foto abaixo.

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Conhecido também como HTC M8, o “The All New HTC One” não vai chegar ao mercado brasileiro de forma oficial. Bom, não nesse momento em que escrevo esse post. Todo mundo sabe que a empresa não possui mais operações no Brasil, mas desde o final da primeira metade de 2013, eu ouço rumores de fontes de Águas de São Pedro (anônimas) que a HTC estaria ao menos estudando o terreno para voltar ao nosso país. Até agora, nada. Logo, nada de novo HTC One por aqui, de forma oficial.

Mesmo assim, podemos dizer que ele é muito parecido com o One original, mas com algumas mudanças pontuais, como a câmera dupla na parte traseira, onde maiores detalhes não são revelados. A ideia é que ambos contem com a tecnologia Ultrapixel da HTC, além de um flash LED duplo, com duas tonalidades, que é uma solução semelhante ao que vimos nas versões mais recentes do iPhone.

Também é especulada uma versão Google Edition do novo HTC One, para a alegria dos mais puristas (ou para aqueles que não suportam interfaces de usuário personalizadas).

De qualquer forma, ficam essas questões: será que os fabricantes estão “bobeando” muito na tentativa de guardar segredos relevantes sobre os seus futuros lançamentos? Ou estariam os fabricantes deixando os produtos “vazarem” de forma proposital, para não só deixar os usuários salivando, mas também os adversários um pouco amedrontados?

Não sei. Imaginava que essa história de “contratos de confidencialidade, sigilo industrial” e derivados fosse algo mais rígido. Se qualquer empresa como a Goophone pode pegar os designs de um produto junto aos fabricantes de acessórios e lançar o seu clone antes mesmo do produto original chegar ao mercado (lembrando que não é a primeira vez que eles fazem isso – vide os casos dos clones do Galaxy S5 e e do iPhone 5c), é sinal que os segredos não são tão bem guardados assim.

E aí, poucas novidades são reservadas para a apresentação oficial do produto. E eu não sei qual é a vantagem que os fabricantes levam com o “anti clímax” criado.

O HTC First está falhando pelos mesmos motivos que os smartphones Microsoft Kin falharam

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Quando as pessoas saem por aí falando (e escrevendo) que o HTC First é um fracasso (e eu não nego isso, porque é mesmo), muitos culpam apenas e tão somente o Facebook Home e sua existência. Afinal, o software consegue centralizar todas as experiências do smartphone no mundo do Facebook, limitando o smartphone à proposta de Mark Zuckerberg, e nada mais. São argumentos jutos, mas não podemos nos limitar à isso.

O Facebook Home foi um passo arriscado e, hoje (eu reconheço) não bem sucedido. Concentrou tudo aquilo que as pessoas gostavam no Facebook, e colocou na interface. Porém, removeu tudo aquilo que as pessoas gostavam no Android, e não deu nenhuma satisfação para ninguém. E as pessoas não gostam disso. Porém, se voltarmos para o ano de 2010, vamos ver que a HTC também tem a sua parcela de erro, repetindo inclusive alguns dos erros cometidos pela Microsoft com os lançamentos dos modelos Kin One e Kin Two.

Os dois smartphones da Microsoft foram descontinuados muito rapidamente, e apostavam na mesma proposta executada pelo HTC First: ser um smartphone completamente social. A linha Kin tinha a sua própria interface de usuário, que voltava para o lado “social” da coisa de todas as formas possíveis: simples para postar mensagens nas redes sociais, acesso rápidos aos contatos, rápido compartilhamento de fotos para qualquer site, entre outros recursos.

Era o “tudo pelo social”. Literalmente. A única diferença entre a proposta do passado e a do presente é que a Microsoft não tinha medo de admitir que o produto era iminentemente  voltado aos adolescentes e jovens adultos, enquanto que a HTC/Facebook apostou na ideia que todos usariam a Facebook Home, independente da faixa etária.

Amigos, vamos ser francos e diretos. Os usuários mais novos usam a tecnologia com uma perspectiva diferente dos usuários mais velhos. Com os meus 34 anos de vida, tenho a minha própria forma de observar o mundo da tecnologia, que é bem diferente daquela que minha esposa, que é bem mais velha do que eu, possui. Do mesmo modo os meus sobrinhos, que na média, estão com a metade da idade que eu tenho hoje, acabam vendo o mundo dos gadgets e computadores de uma forma muito diferente da minha. Logo, é impossível que todos usem a mesma tecnologia, da mesma forma. A tecnologia pode ser a mesma, mas os focos serão diferentes, e a própria história da tecnologia mostra isso.

No caso do Kin One e Kin Two, os dois smartphones jamais alcançariam sucesso, pois os projetos gritavam “desespero” para os quatro cantos do mundo. Por mais que os usuários hoje estejam obcecados pelas redes sociais, isso não quer dizer que esses mesmos usuários querem dedicar todo o seu tempo no smartphone para as redes sociais. Até porque um smartphone vai muito além disso. Eu já fico bem menos tempo no Twitter do que eu ficava antes (apesar de mantê-lo aberto o tempo todo aqui), e não uso o Facebook com essa frequência toda (só tenho pela formalidade).

Nos smartphones com Android e iOS, o Facebook e o Twitter são aplicativos que recebem destaque em relação aos demais, mas são apenas aplicativos. Não podem consumir toda a experiência de uso do dispositivo. No caso do HTC First, você tem o acesso garantido aos demais aplicativos do dispositivo, mas você ainda tem o envolvimento da Facebook Home no momento que você fecha um aplicativo. Ou seja, é um smartphone que é o tempo todo social, mesmo que você não queira.

Isso é simplesmente inaceitável. Ninguém vai suportar isso por muito tempo.

Você até pode argumentar que os smartphones hoje são sociais de alguma forma, uma vez que eles são dispositivos de comunicação. E eu te digo: também são isso. E digo mais: em um smartphone “normal”, ele só é um dispositivo de comunicação na hora que você quer que ele seja, sem forçar a barra. Se você quer simplesmente ouvir uma música, ou jogar um game, ou ver vídeos, o seu smartphone deixou de ser um dispositivo de comunicação social, para ser um gadget de entretenimento. Simples assim.

Logo, até eu admito que errei na aposta. Na teoria, a Facebook Home parecia muito interessante no seu conceito, uma vez que os viciados no Facebook iriam adorar ter um telefone centrado nele. Mas, na prática, quando você vê que nem mesmo os viciados no Facebook aceitaram a proposta, você percebe que alguma coisa está muito errada. E estava. Não ter a possibilidade de poder se livrar dessa interface na hora que você quiser é um grande tiro no pé da Facebook e da HTC.

Logo, muito provavelmente, estamos diante de mais um #fail histórico do mundo da tecnologia. O produto já está tendo o seu lançamento em alguns mercados. Mais um pouco ele vira peça de colecionador. Assim como aconteceu com o Kin One e o Kin Two, da Microsoft.

Comercial do Facebook Home coloca Mark Zuckerberg ao lado de uma… cabra?

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O Facebook Home já é uma realidade, e Mark Zuckerberg está investindo pesado na divulgação do novo serviço. A nova propaganda da interface de usuário “social” para smartphones Android (e também do HTC First) segue a ideia de “aproximar as pessoas”, e propõe uma cena inusitada: Zuckerberg ao lado de uma cabra.

Calma, é mais complexo do que parece. O vídeo mostra Zuckerberg na sede do Facebook, explanando para seus funcionários da importância do Facebook Home. Um dos funcionários acha o discurso de Mark muito chato, e decide dar uma olhada naquilo que os seus amigos estão vendo no Facebook… pelo Facebook Home. E o resultado é o mesmo das outras propagandas já divulgadas: todas as atividades publicadas pelos seus amigos são “transportadas” para a sede do Facebook.

Inclusive a cabra.

Vale a pena ver o vídeo abaixo. E é interessante ver como o Facebook está investindo na mídia tradicional (também) para alcançar um número maior de pessoas.

HTC usa de bom humor para promover o HTC One, que é “apaixonante” (em vídeo)

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A HTC precisava realmente ser mais agressiva com o seu marketing. E uma forma de ser bem agressivo é ser bem humorado. Nesse caso, para promover o lançamento do HTC One, eles contaram com a ajuda do pessoal do site Funny or Die, para fazer uma paródia de um episódio do reality show sobre namoros The Bacherolette.

No vídeo, eles reproduzem uma cena de programa, onde uma garota está escolhendo o seu próximo smartphone, com a ajuda do ator James Van Der Beek (Dawson’s Creek). Obviamente, o HTC One foi o vencedor.

O vídeo foi publicado rapidamente pela Funny or Die, mas depois foi removido. Porém, alguma alma no YouTube conseguiu republicá-lo. Logo, clique no link abaixo enquanto ele ainda está disponível.

Via YouTube

HTC UltraPixel: assim é a nova câmera do HTC One

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Levando em conta que o potencial fotográfico começa a ser um dos pontos fundamentais na hora de seduzir os compradores de um smartphone de uma nova geração, a HTC tem uma interessante carta na manga para aumentar o interesse no seu último lançamento, o HTC ONe. Falo de sua nova câmera UltraPixel, um avançado sistema que reúne uma série de características capazes de dar vida a uma câmera nunca antes vista em um smartphone. Mas… o que ela tem de tão especial assim? É justamente isso que vamos tentar descobrir nesse post, analisando as principais características dessa tecnologia.

O sensor

A primeira coisa que chama a atenção na UltraPixel é que as imagens resultantes de sua câmera são de “apenas” 4 megapixels. Sim, parece que a HTC interiorizou o sábio conselho dito por muitos que afirmam que: “os megapixels não são tudo”. O resultado disso é que temos um sensor de 1/3″ com uma resolução de 2.668 x 1.520 pixels, algo que é possível graças aos pixels que alcançam os 2 μm, sendo esta a primeira das características mais destacadas do seu captor. Graças a este gigantesco tamanho (normalmente esse valor é de apenas 1.12 μm, como é no caso de uma Exmor RS), o fabricante garante que suas câmeras podem capturar até 300% a mais de luz em relação aos seus competidores, já que os pixels são mais sensíveis e abarcam mais espaço.

 

Ou seja, estamos diante de uma vantagem física. Com uma superfície maior de captura, as melhorias são imediatas. A HTC garante que os resultados podem ser apreciados em condições de baixa luminosidade, onde o pixel se encarrega de obter a maior quantidade de luz possível, sem precisar utilizar o flash.

Abertura f/2.0

Além dos pixels, um elemento especial na hora de capturar a maior quantidade de luz possível é o diafragma. Para isso, a HTC incorporou uma com uma abertura máxima de f/2.0, um valor que, mais uma vez, a posiciona como a maior do mercado (ao lado da Lumia 920), já que competidores tão diretos como o Xperia Z (Exmor RS), o iPhone 5 (Exmor R) e o Galaxy S III ficam com valores de f/2.2, f/2.4 e f/2.6, respectivamente. Graças a isso, o sensor contará com muito mais luz, e na parte criativa, podemos obter o melhor efeito Bokeh possível com um smartphone.

As lentes

O que seria de uma câmera sem uma boa lente? Tal e qual afirma a HTC, longe de sua capacidade focal, o sucesso de uma boa foto se deve basicamente a dois fatores: o tempo de disparo a partir do momento que acionamos o disparador, e a capacidade de estabilização. Isso é algo que eles levaram muito em conta, e para isso, eles conseguiram chegar em um tempo de disparo de apenas 0.002 segundos, uma marca melhorada se levarmos em conta os 0.03 da câmera do HTC One X. Mas a principal incorporação está na sua estabilização, que é feita por software.

O novo HTC One incorpora um estabilizador de dois eixos, onde é possível compensar os movimentos durante o disparo e as gravações de vídeos. Um sistema que é aparentemente o mesmo que está presente no Lumia 920, já que ele controla tanto a inclinação como o giro, com um rendimento de 2.000 correções por segundo.

O processador ImageChip

Como não poderia ser de outra forma, por trás de todas essas configurações, temos um belo processador encarregado de controlar a situação, e que oferece uma série de funções que melhoram ainda mais todo o conjunto da UltraPixel. Uma das mais chamativas é a capacidade de gravar vídeos em HDR, algo que já era visto no novo Exmor ES, e que a HTC parece oferecer da mesma forma. Segundo explicam, a captura é feita a partir de 60 imagens entrelaçadas por segundo, que são tratadas em tempo real pelo processador ImageChip, para dar lugar aos vídeos em 1080/28p.

Por outro lado, eles incluíram um foco com 200ms de tempo de resposta, permitindo assim que a gravação seja contínua e sem cenas fora de foco, ao menos que busquemos essas cenas de forma intencional. Obviamente, usando esse valor, algumas distorções são produzidas na imagem, algo que a HTC já tem conhecimento, e que vai corrigir através de uma compensação automática.

O potencial do processador serve também para dar vida ao Zoe, um peculiar modo que cria um filme de 3 segundos (a 1080/30p), a partir de imagens disparadas com uma velocidade compreendida entre 4 e 5 fotos por segundo. Inclui ainda um buffer capaz de capturar imagens antes e depois do disparo, algo muito semelhante a outras soluções que podemos ver na concorrência.

Por fim, a presença de ruído nas imagens obtidas em cenários com baixa luminosidade também será controlada por um algoritmo. Com ele, teremos uma redução no ruído da imagem, reduzindo a presença de distorções, e podendo ser aplicado nas câmeras frontal e traseira do HTC One.

Um novo passo para a fotografia?

Essa é a nova aposta da HTC para o segmento fotográfico em smartphones. É uma solução completa que, longe de buscar o primeiro posto na corrida por megapixels, preferiu reunir recursos de todo o tipo para criar um conjunto equilibrado e com grande potencial. Os 4 megapixels parecem ser mais que suficientes para o fabricante, deixando para trás os rumores que afirmavam que eles contariam com um sensor de 3 capas com tecnologia similar ao da Foveon, onde era possível conseguir até 13 megapixels com uma posterior interpolação. No seu lugar, eles optaram pela clássica distribuição Bayer, com a novidade de incluir pixels de 2 μm quadrados.

A própria HTC deixa claro que as imagens resultantes podem ser vistas de forma perfeita em uma televisão com HD. Agora… serão suficientes para o usuário? Provavelmente para a grande maioria que faz do seu smartphone a sua câmera para registrar imagens, os 4 megapixels oferecidos na UltraPixel são mais que suficientes. Apenas um grupo menor de usuários mais exigentes vão precisar de mais.

Tal como a Nokia fez com o PureView, o HTC One é o primeiro passo para construir uma nova família de dispositivos com UltraPixel, denominação essa que, longe de indicar uma nova tecnologia em pixels, simplesmente dá nome a uma nova geração de dispositivos com maior protagonismo para a fotografia. Estou certo que a UltraPixel vai evoluir, mas por enquanto, podemos dizer que, ao menos no papel, a aposta da HTC é muito interessante.

Versão customizada do HTC One X (Cushnie et Ochs) apraece no eBay, para os amantes das raridades

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Apareceu no eBay uma unidade de uma tiragem limitadíssima de 150 unidades do HTC One X, com um acabamento feito sob medida para a grife de moda Cushnie et Ochs, criada especialmente para a New York Fashion Week. Um dos presentes no evento, que recebeu o smartphone exclusivo, decidiu lucrar com o produto, leiloando os seus dispositivos. O preço inicial do leilão é de US$ 360, e o lei;ão se encerra no dia 17 de setembro. Quer participar? Clique aqui.

Vi no Engadget

E a HTC algum dia REALMENTE esteve no Brasil?

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A notícia do final de semana, e que repercutiu ao redor do planeta foi sobre a decisão da HTC fechar as suas portas no Brasil. Isso foi noticiado em todos os grandes blogs e sites de tecnologia do mundo, e muitos deram a nota com pesar, uma vez que lá fora, temos o HTC One X como um excelente aparelho, mas que nunca vai chegar ao nosso mercado. Porém, eu lanço a pergunta: será que a HTC, em algum momento, realmente esteve no Brasil?

Eu quero deixar bem claro que não tenho nada contra a HTC. Pelo contrário. Através do TargetHD, testei alguns dos seus smartphones, aprovei alguns deles, e até gosto de sua interface Sense. Porém, como já disse antes, acho que essa decisão de não ir para a briga contra Nokia, Samsung, LG, Apple e derivados uma grande burrice. É claro que nessa opinião (pessoal e imparcial; é bom avisar para os chatos de plantão, que pedem “imparcialidade”) eu pesei todos os prós e contras, e entendi os motivos da empresa em baterem em retirada. E, mesmo assim, é um erro sem tamanho abandonar o mercado brasileiro.

Vamos por partes, como diria o açougueiro do supermercado vizinho de casa.

O motivo principal para a saída da HTC do Brasil é aquele que afeta de forma implacável a HTC, as demais empresas de tecnologia e todo e qualquer brasileiro: a elevada carga de impostos. Esse câncer criado pelo Governo Federal para arrecadar recursos para supostamente serem destinados em projetos sociais e/ou melhorias para a população. Recursos esses que bem sabemos que nunca chegam ao seu destino (e você, pró PT, pode dizer o que quiser, mas não vai me convencer do contrário), e que, em muitos casos, vão para outros “projetos sociais” (a.k.a. Mensalão, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres…). Mas esse post não é lugar para isso.

A alta carga de impostos realmente afugenta as gigantes de tecnologia a produzirem no Brasil. A Apple, por exemplo, só começou a produzir os seus principais gadgets em território nacional depois de árdua negociação para obter isenção fiscal. Por outro lado, empresas como Samsung, Sony, LG e Nokia fabricam os seus celulares e smartphones aqui no Brasil, recebendo as mesmas isenções, e obtendo lucros com vendas. Ok, nem preciso discutir com você sobre o elevado preço dos seus produtos considerados top de linha, mas fato é que isso não fez com que todas essas empresas não desistissem de produzir os seus produtos por aqui.

A HTC foi na contramão das demais. Jamais demonstrou interesse real em aumentar os seus investimentos no Brasil, de fabricar os seus produtos por aqui. Apostou apenas na importação de alguns modelos que em muitos casos estavam muito defasados em relação ao mercado internacional, e buscava obter lucros nivelando o mercado brasileiro por baixo. Para vocês terem uma ideia, a empresa ainda apostava em lançamentos com Windows Mobile 6.5 (não confunda com o novo Windows Phone) e Android 2.1 até o ano passado. Enquanto isso, nos demais mercados, modelos com Android 2.3 e 4.0 enchiam as prateleiras.

Ok, preciso ser justo: o último grande lançamento da empresa no Brasil foi o HTC Ultimate, aparelho esse que considero um excelente smartphone, com uma tela ampla, excelente para se trabalhar com o Windows Phone. Porém, no ato do seu lançamento, foi exclusivo de uma operadora, por um preço elevado (R$ 1.699), e em um momento onde todos estavam esperando mesmo era os lançamentos da Nokia com o sistema da Microsoft. Eu não vi a HTC trabalhar com marketing pesado em cima desse lançamento no Brasil, que naquele momento, era o primeiro smart com Windows Phone a chegar no nosso mercado.

É nesse momento que a HTC deveria ter apostado tudo nessa cartada, dado a cara pra bater, e ao menos tentar a todo custo convencer o consumidor brasileiro que estava vivo no mercado brasileiro. Mas, convenhamos, ela não chegou nem perto de fazer isso. Aliás, historicamente, a HTC fez de conta que esteve no Brasil. Foram poucas as vezes que vi propagandas da empresa em revistas, jornais ou na TV. Nas lojas de operadoras, nenhum destaque era dado para os seus modelos. No e-commerce nacional, nenhuma promoção, e no mercado como um todo, a HTC sempre foi uma coadjuvante. E pelo visto, a empresa estava satisfeita e acomodada com essa posição.

Mas… por que a decisão de sair do nosso mercado é uma burrice?

Simples: porque todas as demais estão lucrando no Brasil!

O discurso de “impostos elevados, falta de incentivo fiscal, por favor nos ajudem…” está bem mais fraco que nos últimos anos. Isso é sinal que os fabricantes estão lucrando e muito no mercado brasileiro, que está em expansão. Hoje, não ficamos mais chocados com smartphones de R$ 2 mil (não temos grana para isso, é claro, mas não é algo que ficamos surpresos), e temos ótimos modelos intermediários na casa dos R$ 1 mil, que é um valor que o brasileiro médio pode pagar em 10 vezes sem juros (no carnê ou no cartão de crédito). Logo, o Brasil é sim um mercado muito promissor, cheio de oportunidades, onde o consumidor brasileiro está disposto a comprar alguns dos principais lançamentos do mercado.

Faltou para a HTC coragem e disposição para investir no nosso país. Sobrou preguiça para trabalhar melhor os seus produtos em terra tupiniquim. Acreditou que em um nicho menor poderia se dar bem, mas na prática, o nicho foi tão pequeno que tornou a empresa inexistente. Por isso, cabe a pergunta do título do post…

Será que a HTC algum dia REALMENTE esteve no Brasil? Na minha humilde opinião, não!

A diversidade do Android em um gráfico: são 3.997 dispositivos lançados E contando…

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Podemos dizer que o Android é um sistema absurdamente fragmentado, oferecendo uma grande diversidade de modelos e versões. Porém, é importante ver como eles se organizam em um gráfico de popularidade. O pessoal do OpenSignalMaps nos mostra nada menos 3.997 dos telefones, tablets e outros dispositivos Android em um curioso gráfico, que você vê abaixo.

Não é surpresa para ninguém que o Samsung Galaxy S II é o líder absoluto em popularidade, com os seus mais de 10 milhões de unidades vendidas ao redor do planeta. O Samsung Galaxy S é o segundo mais popular, seguido pelo HTC Desire.

Alguns detalhes do gráfico devem ser considerados. 1.363 dispositivos são novos, ou aparecem pela primeira vez no estudo. Existem muitas ROMs modificadas e muitas variações de operadoras, o que pode levantar uma discussão sobre a exatidão desses números.

Você pode ler mais detalhes sobre esse estudo clicando aqui. A consulta é válida até mesmo para recolher informações sobre marcas populares, como LG e Motorola. Só um detalhe: as diversas versões do Android 2.3 (Gingerbread) encabeçam a lista da versão mais usada do sistema do Google, reforçando as últimas pesquisas feitas sobre o assunto.

Via PhoneArena