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As TVs mais interessantes da IFA 2015 (mais OLED, mais 4K e mais HDR)

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A IFA foi durante anos um evento onde era possível conhecer as novidades mais importantes do setor de televisores. Os fabricantes apresentavam em Berlim as suas principais apostas no segmento, mas com a chegada do smartphone, tudo mudou.

A IFA 2015 deu a entender que as TVs seriam de novo as protagonistas, já que nenhum smartphone (teoricamente) se destacaria. Mas o novo Xperia Z5 da Sony e outros lançamentos, eclipsaram os televisores, de modo que esse post vai te ajudar a ficar por dentro sobre o que melhor aconteceu dentro do segmento de TVs no evento.

 

Panasonic, e o seu grande anúncio

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A Panasonic apresentou as mais interessantes novidades no segmento de TVs na IFA 2015. Apresentou a espetacular TV Panasonic 65CZ950, uma das melhores do mercado atual, contando com uma tela curvada 4K do tipo OLED fabricada pela própria LG com arquitetura WOLED, onde quatro subpixels WRGB são integradas em um único pixel.

Se essa TV tem um ponto negativo é o seu preço, que ainda é proibitivo para a maioria. Mesmo assim, a LG quer ampliar a demanda e elevar a produção de suas telas, ao ponto de poder oferecer TVs OLED pelo preço das TVs de LED.

 

Samsung JS8000, SUHD e tela plana

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Outro anúncio interessante foi da nova TV Samsung JS8000, um modelo SUHD que deixa de lado a tela curva para apostar de novo no formato plano. As especificações são semelhantes à sua versão curvada, ou seja, não são as mais elevadas, mas oferece uma qualidade de imagem muito boa. Estará disponível lá fora ainda nesse mês de setembro, em um tamanho de 55 polegadas e preço sugerido de 2.500 euros.

 

Philips, e a sua Abilux TV

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A Philips segue condicionando o interesse por suas TVs em função da tecnologia Ambilight. Nessa versão o modelo Philips 8901 com Ambilux TV é uma Smart TV de 65 polegadas e resolução UHD. O mais interessante do novo modelo é o seu sistema de iluminação traseiro, que dá um passo adiante ao integrar novos projetores que refletirão a iluminação da cena para gerar um ambiente muito mais imersivo.

 

LG, e seus novos modelos OLED 4K

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A LG trouxe para a IFA 2015 quatro novos modelos com tela OLED 4K, com diagonais de 55 e 65 polegadas, nos modelos LG EG9100, EG9200 e EF9500. Todos os modelos contam com tecnologia HDR, e os modelos 9200 e 9100 possuem uma espessur ade apenas 4.8 mm. A demonstração feita pela LG do modo HDR foi interessante, tanto no teste via streaming como em HDTV, DVB e satélite. Uma prova que é possível receber tal qualidade de conteúdo, mesmo sem ter uma infraestrutura atual ajustada para essa proposta.

 

O restante da indústria de TVs

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Os demais fabricantes decidiram tirar férias. A Sony apresentou telas ultrafinas, telas 8K ou TVs com 110 polegadas, em propostas pouco chamativas para o mercado atual. Fora isso, nada de diferente ou interessante foi apresentado, e com a proximidade das vendas de natal, os fabricantes se limitaram a reforçar suas propostas atuais para as compras de final de ano.

A Sony segue apostando na qualidade do processamento de imagem e design diferenciado, e fabricantes como TCL oferecem o baixo preço para competir com marcas mais populares. As demais não foram além do que já conhecemos. E assim foi a IFA 2015 no setor de televisores.

Se não fosse pelos modelos em destaque nesse post, a IFA 2015 teria decepcionado completamente. Para o ano que vem, esperamos mais. E tudo indica que a CES 2016 será a casa das novidades mais importantes do setor de televisores.

Os melhores smartphones apresentados na IFA 2015

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A IFA 2015 gerou muitas expectativas, mas no final das contas, foi um pouco decepcionante. Uma das mais importantes feiras tecnológicas da Europa e do mundo não teve as importantes novidades apresentadas nos outros anos.

Mas tivemos novidades. Alguns smartphones, com certeza. E mesmo perdendo o encanto de outras edições, a IFA 2015 foi a casa de lançamentos de alguns produtos importantes. E esse post revisa esses lançamentos.

 

Sony Xperia Z5, Xperia Z5 Compact, Xperia Z5 Premium

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Talvez o lançamento mais importante da IFA 2015 veio da Sony, com os novos Xperia Z5, Xperia Z5 Compact e Xperia Z5 Premium, este último se destacando por ser o primeiro do mercado com tela 4K (806 ppp). Na teoria, são três bons smartphones, com melhor ou pior preço de acordo com as expectativas de cada um.

 

Lenovo Phab Plus

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Para a Lenovo, os phablets são coisa do passado. Tamanhos de 5, 5.5 e até 6 polegadas são ‘o normal’, ainda mais quando olhamos para o Lenovo Phab Plus.

Bem mais para tablet do que para smartphone, o Lenovo Phab Plus alcança as 6.8 polegadas de tela. Um smartphone gigante, que não cabe em uma mão normal, mas que certamente tem o seu público: todos o s que querem ter uma grande tela para sua maior comodidade.

 

ASUS Zenfone 2

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A ASUS estava tímida na IFA 2015, mas com uma ampla variedade de modelos, todos com a mesma base e com pequenas mudanças para se diferenciar uns dos outros. Tomando como base o Zenfone 2, apresentado em janeiro na CES 2015 (e lançado no Brasil em agosto), eles apresentaram em Berlim os modelos Laser, Deluxe, Selfie e Zoom.

Foco com laser, carcaças especiais, boa câmera traseira, melhor câmera frontal… pequenas variações sobre o mesmo smartphone, com exceção do Zenfone 2 Zoom, que quer se posicionar como um híbrido de smartphone-câmera. Um bom leque de possibilidades.

 

Huawei Mate S

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Revelado com vários vazamentos nos dias anteriores, o Huawei Mate S foi apresentado na IFA 2015 como um top de linha com foco no design: 2.65 mm na parte mais fina, novas cores, novo sensor de digitais e o esperado ‘Force Touch’ para a tela.

Sem ser o mais potente em especificações, o Huawei Mate S quer se destacar por alguns diferenciais já citados. A Huawei continua crescendo no ocidente, perdendo o rótulo de fabricante chinesa que perdurou nos últimos anos. Seremos se o modelo vai ajudar nessa investida internacional.

 

Samsung, e mais do mesmo

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A Samsung veio para a IFA 2015 com os smartphones já apresentados no meio de agosto, ou seja, os novos Galaxy Note 5 e Galaxy S6 Edge+. Logo, não havia espaço para novos modelos.

Com os smartphones já apresentados, outros produtos foram protagonistas, como o Gear S2, que se tornou automaticamente um dos smartwatches mais interessantes do mercado.

 

Acer Jade Primo

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Talvez uma das surpresas da IFA 2015, já que muitos não esperavam que a Acer fosse se destacar por aparecer com o primeiro smartphone do mercado com Windows 10, o Acer Jade Primo.

Com este modelo, a Acer se adianta à concorrência de forma substancial. Muito além de suas características poderosas, a grande novidade do Jade Primo é a sua compatibilidade com o Continuum, uma das pedras angulares do Windows 10.

 

E os demais?

HTC, LG, Motorola, Microsoft, Lenovo, ZTE e outras marcas estiveram presentes na IFA 2015, mas o seu foco não esteve tanto nos smartphones, mas sim em outros produtos.

Por exemplo, a Motorola realizou eventos nos meses anteriores, enquanto que outras prepararam eventos para os meses de setembro ou outubro. Muitas das novidades que pensávamos que chegariam na IFA 2015 terão que esperar mais algumas semanas.

A IFA 2015 não foi uma feira especialmente pródiga nos modelos apresentados, já que não foram tantas novidades apresentadas pelos fabricantes. Alguns deles optaram por priorizar outros segmentos de produtos, como os smartwatches.

 

Os cinco wearables de maior destaque na IFA 2015

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Entre tantos gadgets apresentados na IFA 2015, algumas revisões são necessárias. E começo pelos wearables. O evento estava repleto de relógios inteligentes e monitores de atividades de diversos fabricantes, e esse post compila aqueles que receberam o maior destaque no evento de Berlim.

 

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Samsung Gear S2

Muito esperado e anunciado antes da IFA 2015, o Gear S2 fez a sua aparição oficial diante da imprensa. Com sua caixa redonda e a nova versão do Tizen, o produto foi um dos mais comentados do evento, por conta do bom traablho realizado pela Samsung: tela OLED circular de 1.2 polegadas, borda rotatória e um bom acabamento. Preço e disponibilidade são um incógnita. Por enquanto…

 

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TomTom Spark

A TomTom não quis se distanciar do setor esportivo, e o seu novo relógio Spark segue esta linha de design e funcionalidades. O produto pode fazer um acompanhamento detalhado de qualquer atividade realizada, contando agora com o seu próprio reprodutor musical (com 3 GB de armazenamento), e disponibilidade de vários modelos. A sua versão mais completa custará 249 euros, chegando ao mercado em outubro.

 

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Novo Moto 360

Os rumores estavam certos. A segunda geração do Moto 360 veio em dois tamanhos, de 42 e 46 mm, e conta com uma versão Sport, com diferentes materiais e GPS integrado. Nos dois equipamentos, temos as mesmas especificações técnicas (processador quad-core Snapdragon 400, 512 MB de RAM e 4 GB de memória interna). O novo Moto 360 tem preço base de US$ 299, e o Moto 360 Sport ainda não tem preço ou data de lançamento definida.

 

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Huawei Watch

O Huawei Watch foi apresentado na Mobile World Congress 2015, mas foi apenas na IFA 2015 que descobrimos o seu preço e disponibilidade. Não foi uma estratégia tão ruim assim, já que o relógio da Huawei voltou a atrair a atenção de todos. O dispositivo com Android Wear estará disponível ainda em setembro, com preços que oscilam entre 399 e 699 euros.

 

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Runtastic Moment

A Runtastic está em boa fase desde que foi comprada pela Adidas. A prova disso é a importante aposta feita no seu relógio Moment. Longe dos típicos monitores de atividades em forma de pulseira, a empresa quis adentrar no mundo dos wearables com um relógio analógico, com sensores que registram nossa atividade física. Sua bateria possui uma autonomia de cômodos seis meses, e o modelo estará disponível no final de setembro por 129,99 euros para a versão de alumínio, e 199,99 euros para a versão de aço inoxidável.

Alcatel aposta na customização nos novos OneTouch POP STAR e POP UP

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A Motorola parece que fez escola. Depois do Moto Maker, programa de personalização de smartphones da empresa, as pessoas não mais se contentaram em ter um smartphone 100% preto ou 100% branco.  A Alcatel, que tenta mostrar que está mesmo em uma nova fase no mundo da telefonia, apresentou na IFA 2015 dois novos modelos onde a palavra ‘customização’ grita por todos os poros: os novos OneTouch POP STAR e OneTouch POP UP.

São dois smartphones de linha média, onde o principal apelo está mesmo na possibilidade do usuário imprimir a sua personalidade no acabamento do produto. Essa é uma tendência que não só tem como objetivo aproximar o consumidor da marca, mas sim fidelizar o cliente com a sua proposta.

Essa estratégia se explica muito bem com o Motorola Moto G, por exemplo. É claro que o grande responsável pelo sucesso desse smartphone se explica por conta do seu preço muito competitivo em relação a outras alternativas do mercado, mas ajudou muito o fato do usuário poder modificar o seu acabamento, mesmo que fosse apenas em uma simples carcaça traseira.

A prova dessa tendência positiva de customização nos modelos de linha média da Motorola é que na terceira geração do Moto G não só está disponível a possibilidade de remover a carcaça traseira, mas também o friso lateral, deixando o aparelho com pelo menos três cores.

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No caso dos lançamentos da Alcatel, apenas o modelo POP STAR é realmente customizável, já que conta com mais de 20 carcaças customizáveis, com materiais de diferentes acabamentos. No caso do modelo POP UP, temos apenas as diferentes opções de cores (cinco no total), mas sem as carcaças intercambiáveis.

Por outro lado, os modelos POP UP contam com especificações técnicas mais robustas, conectividade 4G, maior capacidade de armazenamento, o dobro de RAM… ou seja, a Alcatel deixa a ‘escolha de Sofia’ para o comprador: ou fica com a customização, mas uma menor quantidade de recursos técnicos, ou fica com um smartphone ‘comum, igual aos outros’, mas com um maior poderio técnico.

A escolha é sua.

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ASUS RT-AC5300, um roteador em forma de besta

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Com oito antenas e a credencial de ser ‘o roteador mais rápido do planeta, o ASUS RT-AC5300 chama a atenção pelos motivos mais óbvios do mundo. Sua aparência agressiva é muito bem vinda para os gamers, ou geeks mais descolados que querem intimidar clientes que chegam na empresa, ou amigos que vão jogar em casa.

Esse roteador trabalha com frequências de 2.4 GHz e 5 GHz, e pode alcançar velocidades de mais de 5.300 Mbps de transmissão de dados internos (não estou aqui dizendo que sua internet ficará mais rápida, mas sim que a transmissão de dados será otimizada), e não apenas a latência da internet diminui, mas se você quiser transmitir rapidamente arquivos em uma rede doméstica, ele oferece essa opção, através de duas portas USB (uma delas 3.0).

Outra vantagem do ASUS RT-AC5300 é a possibilidade do usuário trabalhar com alta velocidade na transmissão de dados tanto no modo sem fio como no modo com fio, já que o dispositivo conta com recursos que permitem a alternância da transmissão de dados nos dois modos, direcionando tudo para uma melhor performance.

Resultado: quero um desses na minha casa. E nem é tanto pela velocidade, que é sempre muito bem vinda. Mas ter um bicho desses na sala da minha casa fará com que certas visitas nunca mais peçam a senha do WiFi da minha residência. Fato.

Acer Chromecast R11: mais caro por ser conversível

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Bem sabemos como o mercado de computadores tenta se reinventar para sobreviver, e uma dessas reinvenções é representada pelos Chromebooks. Os notebooks com Chrome OS são pensados naqueles que buscam realizar as suas atividades conectadas de forma simples, mantendo tudo na nuvem, com praticidade e grande intimidade (por assim dizer) com os recursos do Google. E tudo isso resultou em um computador barato e acessível para diversos segmentos, principalmente o educacional.

Agora, a Acer apresenta na IFA 2015 o Chromebook R11, que é considerado o primeiro notebook conversível com o sistema Chrome OS. Tal movimento tem como objetivo atender os usuários que precisam de uma maior versatilidade de uso, que se alterne entre o notebook e o tablet quando necessário. É uma estratégia oportuna para ampliar a diversidade de público desse tipo de produto. Por outro lado, já temos um produto com um preço significativamente mais alto do que a proposta original para esse tipo de produto: US$ 299.

Entendo toda a proposta desse novo produto. Mas ele podem ao mesmo tempo representar uma mudança de paradigma na proposta dos Chromebooks. Sem falar que eu não creio que o Chrome OS é o melhor sistema do mundo para ser utilizado no formato tablet.

De qualquer forma, preferia ver o Chrome OS no seu formato mais ‘clássico’, abrigado nos notebooks, com alguma interação com toques na tela sim, mas muito mais voltado para quem quer utilizar os recursos do Google com maior produtividade. É inegável que a era dos dispositivos com tela sensível ao toque domina o mercado de tecnologia hoje, mas se vamos adotar essa solução, que não seja com o Chrome OS.

A não ser que o Google reformule a proposta e interface de usuário para essa finalidade, e de forma drástica.

E em tempos onde encontramos notebooks com Windows 10 a US$ 199, não dá para dizer que este é o melhor momento para fazer esse movimento. Abre os olhos, Google!

Acer Predator 15 e Predator 17: novos (e sóbrios) noteboooks para games

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Ontem (03), eu escrevi aqui no blog sobre o novo notebook para games da ASUS que conta com um sistema de refrigeração líquida. Talvez eu não tenha dado tanta ênfase para a parte do design, mas se não bastasse a tal ‘mochila’ de refrigeração, vocês já repararam como aquele era um produto visualmente chamativo?

Não que ele seja feio. Ele só chama muito a atenção. E alguns gamers podem preferir algo mais sóbrio. Para estes, a Acer apresenta os novos notebooks Predator 15 e Predator 17, com um acabamento igualmente moderno, pensado nos jogadores mais convictos, mas que ao mesmo tempo apresenta um ar de sobriedade que muitos podem desejar.

A boa notícia disso tudo é que a Acer não deixou de lado as tecnologias necessárias para uma boa performance nos games, incluindo o sistema de refrigeração, que não é líquida nesse caso, mas combina recursos de hardware e software para ser mais eficiente. E essas soluções são inseridas de modo que as linhas de design sejam preservadas, sem resultar em um produto com um visual muito exagerado.

Também ajuda o fato da Acer ter adotado a predominância do preto, com alguns detalhes em vermelho. É o tipo de combinação cromática que não tem muito como errar.

Nas especificações, os novos Acer Predator 15 e 17 também acertam em cheio, com processadores Intel Skylake Core i7, gráficos NVIDIA GeForce GTX980, até 32 GB RAM e 512 GB de SSD. Para completar a eficiência a produtividade desses equipamentos, o teclado desses dois modelos contam com sistema de retro iluminação, permitindo que os gamers joguem madrugada adentro, no escuro do quatro ou escritório.

O produto é uma boa solução da Acer, que pode conquistar alguns corações daqueles que já pensam em trocar o seu equipamento no final do ano. Ou no ano que vem, se os impostos deixarem.

Acer Revo Build M1-601, um PC modular decente, no estilo do Project Ara

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Eu sou um dinossauro do mundo da tecnologia. E me lembro que o primeiro computador que eu tive em casa era um autêntico representante da ‘era Frankenstein’. Eu explico, novatos: antigamente, era mais barato você comprar peças de diferentes fabricantes para montar o seu computador do que comprar um produto de um único fabricante, pronto para uso. Sabe, na época não existia tantos incentivos fiscais para a produção de computadores no Brasil, o que deixava o produto final muito caro.

Mas não se preocupe. Esses velhos tempos estão de volta, com o fim do PIS/Cofins.

De qualquer forma, o tempo passou, e hoje ficou comum você comprar um computador completo, com uma garantia global de todos os componentes. As pessoas só montam o seu computador quando possuem necessidades muito específicas (servidores multimídia, centralizador de dados, máquina para games, etc). E é pensando nesse público mais específico que a Acer apresentou o Revo Build M1-601, um PC modular no estilo do Project Ara.

Nesse aspecto, o conceito é o mesmo. O usuário compra a CPU base, e de acordo com suas necessidades, vai adquirindo os complementos, para ampliar as possibilidades de uso. A grande vantagem de um produto como o Revo Build M1-601 é seus módulos ficam muito bem organizados, já que possui contatos magnéticos para encaixe desses módulos.

Tudo fica visualmente muito organizado, sem causar a estranheza de ter componentes de fabricantes diferentes, cores diferentes e especificações diferentes. Isso se reflete também na hora de configurar os novos módulos, já que o usuário pode simplesmente retirar um módulo e colocar outro, de acordo com a sua conveniência e necessidade. E o sistema reconhece tudo, sem complicações.

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Produtos como esse são pensados nos profissionais com necessidades corporativas ou de administração de sistemas de rede de pequeno porte, além dos profissionais de TI que necessitam de um equipamento de fácil customização para testes e análises de sistemas. Ok, talvez o usuário doméstico também possa se beneficiar de um produto como esse, mas é bem mais difícil de se imaginar alguém usando um equipamento como o Revo Build M1-601 para tarefas mais ‘banais’, por assim dizer.

Mesmo assim, é uma proposta que considero interessante. E uma forma da Acer reinventar o segmento de desktops, tão carente de soluções inovadoras.

ASUS Zen AIO S: a prova que os desktops all in one podem ser bonitos e potentes

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‘Que beleza!’ Foi o que pensei quando vi o desktop all in one ASUS Zen AiO S. Um computador que tem leve inspiração nos últimos iMacs (principalmente na sua base), mas que possui identidade própria, para ser chamado de produto bonito e atraente, mas sem ser a cópia de algo que já foi lançado.

A ASUS foi muito feliz na utilização do alumínio para a sua carcaça externa. Deu um ar de produto premium a um computador que tem preço inicial sugerido de 1.099 euros. Um valor que não é elevando, levando em conta que estamos diante de uma tela que pode receber resoluções 4K, sem falar em complementos preciosos, como por exemplo as duas portas USB Type-C (que, felizmente, estão se tornando regra no mercado de informática de consumo).

Disponível em dois modelos com 21.5 e 23.8 polegadas, o ASUS Zen AiO S é compatível com os processadores Intel Core i5/i7 de sexta geração, além de serem compatíveis com a tecnologia RealSense 3D da Intel, algo que pode ser muito bem vindo quando trabalhado com a tecnologia de reconhecimento Windows Hello, presente no Windows 10. Ou seja, é um computador com um ótimo potencial, que não deixou de lado a beleza e a relação custo-benefício.

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A ênfase que a ASUS coloca no design dos seus produtos pode mais uma vez ser comprovada. Nos novos smartphones da linha Zenfone, a empresa enfatizou isso ao ponto de dar um destaque todo especial para esse aspecto do dispositivo, e para o trabalho da equipe de designers para o desenvolvimento do novo smartphone. Inclusive levou ao evento de São Paulo alguns renders que mostram um pouco do trabalho de evolução das linhas do telefone.

No ASUS Zen AiO S, isso não foi diferente. É claro que ainda não entramos em detalhes sobre a evolução das linhas desse produto em específico, mas bem podemos imaginar o quanto a ASUS trabalhou para alcançar esse resultado, que fatalmente vai chamar a atenção daqueles que querem colocar um estilo único no seu escritório, mas sem deixar de lado a performance para as suas tarefas pessoais e profissionais.

 

E o Lenovo Ideapad MIIX 700, que tem um jeitão de Surface Pro?

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Não quero dizer que temos aqui uma cópia descarada, ou que os advogados da Microsoft deveriam se reunir nesse momento. Mas, convenhamos: o Lenovo Ideapad MIIX 700 é ALTAMENTE INSPIRADO no Surface Pro 3. É claro que tem diferenças substanciais, mas a ideia geral é basicamente a mesma. E não podemos negar isso.

Apesar de ser oficialmente considerado um conversível com tela de 12 polegadas, e o seu case-teclado ter um formato mais ajustado e completo, o seu sistema de fixação magnética do teclado à tela é muito parecido com o que a Microsoft fez no Surface 3. Incluindo a leve inclinação que une de forma mais sólida as duas peças. Algo que não deve causar uma nova ‘guerra de patentes’, mas que é inegável que temos aqui a mesma solução para os dois produtos.

Até aqui, aceitável.

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Porém, o design do Lenovo Ideapad MIIX 700 é muito semelhante ao dos tablets da Microsoft. Nem quero falar muito da presença da caneta stylus na alternativa dos asiáticos, porque esse é um tema desnecessário (a caneta é de uso livre). Falo mesmo das linhas adotadas para o formato do produto, que vendo de longe – e apresentando para alguns mais desatentos -, lembra e muito um Surface Pro da Microsoft.

Da até para achar que a gigante de Redmond lançou um dispositivo com acabamento de metal, apenas para o prazer e deleite dos usuários mais exigentes.

O Ideapad MIIX 700 conta com um hardware robusto, com a presença do novo processador Intel Skylake (Core i7), até 8 GB de RAM, redes LTE e câmera RealSense 3D opcional. Por 799 euros, pode ser uma alternativa interessante aos ultrabooks, que sempre prometeram preços mais competitivos, mas que na prática sempre custaram mais caros que esses já populares híbridos.

Aliás, podemos dizer que o que está ‘salvando’ o mercado de computação tradicional é justamente a presença dos equipamentos híbridos. A flexibilidade de uso desses produtos está convencendo o consumidor de que vale a pena fazer o investimento nesse tipo de produto, e que tal proposta pode vingar, principalmente no aspecto profissional.

Mas cuidado, Lenovo… vá com calma nas ‘homenagens’… não queremos os advogados da Microsoft batendo na porta de vocês.

Lenovo quer nos convencer que 6.98 polegadas ‘é um phablet’!

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Aonde, Lenovo? A-ON-DE que um smartphone com tela de 6.98 polegadas pode ser considerado um phablet? Você realmente acha que, por causa de apenas 0.02 polegada a menos de tela, o Lenovo Phab Plus (e sua variante, o Lenovo Phab) sai automaticamente da categoria de tablets? Nem pensar!

Não vou julgar a qualidade do produto, que parece ser interessante para um dispositivo com um hardware intermediário (carcaça de metal, o onipresente processador Qualcomm Snapdragon 615, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento, câmeras de 13 MP e 5 MP, etc). Talvez a sua bateria de apenas 3.500 mAh é o grande ponto de discórdia, já que estamos falando de um produto com uma tela com grandes dimensões.

Também não vamos falar do seu preço (US$ 299), que até que é honesto para um produto do seu porte.

A grande questão é: você se imagina colocando um produto desse tamanho na lateral do seu rosto para atender uma chamada? Se imagina fazendo isso dentro do metrô ou no meio da rua? Consegue se ver colocando esse produto no bolso dianteiro da sua calça jeans, como faria em um phablet qualquer?

Se a resposta for ‘não’ para as três, é sinal que, para você, esse produto está muito mais para um tablet do que para um phablet. Tudo bem, eu conheço gente que não se imagina fazendo as três coisas com um smartphone com tela de 5.5 polegadas. Mesmo assim, estamos falando de 6.98 polegadas, caramba!

Lenovo… a verdade te libertará!

O que custa chamar o produto de tablet logo de uma vez? Só porque ele tem a função de telefonia? Outros fabricantes também contam com dispositivos com telas de 7 polegadas, mantém a função telefônica nos mesmos e, mesmo assim, chamam o dispositivo de tablet. Não de phablet.

Não acho que o Lenovo Phab Plus vai confundir o grande público por conta de sua terminologia. Porém, é meio complicado querer tapar o sol com a peneira. Complicado e denecessário. Nesse aspecto, eles poderiam simplificar. Não há motivos para colocar uma denominação para um produto que não recebe essa denominação.

Não é difícil colocar nomes nas coisas, Lenovo. Basta um pouco de criatividade e boa vontade.

Lenovo Yoga Tab 3 Pro, com projetor integrado para os profissionais

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Os fabricantes parecem ter entendido (finalmente) que o segmento de tablets pode ser melhor aproveitado para as aspirações profissionais, já que os usuários domésticos abraçaram os phablets. Pensando nisso, a Lenovo apresentou na IFA 2015 o Yoga Tab 3 Pro, atualização da interessante linha de tablets ‘versáteis’ da empresa, que tem como diferencial um projetor integrado.

O recurso também teve sua proposta remodelada. Alguns modelos do Yoga Tab já lançados também contavam com um projetor, mas ele ficava em uma das extremidades da base esférica – que serve como apoio para o dispositivo nas superfícies -. Agora, a Lenovo posicionou o projetor no centro esfera, o que para mim faz todo o sentido do mundo. Muito melhor para projetar as imagens em qualquer tipo de parede.

Ter um projetor em um tablet é uma boa sacada, levando em conta que estamos pensando em um público profissional. Quanta e quantas vezes nós já vimos os profissionais levarem um notebook (que não é tão leve quanto um tablet) para uma apresentação cheio de pendrives ou arquivos de Power-Point salvos, com alguns cabos para ligar no projetor… e tudo isso falhar?

Eu já vi isso acontecer mais de uma vez.

Com um projetor integrado ao dispositivo, esses riscos caem drasticamente, já que tudo está integrado. Sem falar que a interação do usuário na tela sensível ao toque é mais intuitiva e direta, podendo tornar a apresentação algo mais dinâmico e funcional.

O projetor integrado no Lenovo Yoga Tab 3 Pro pode reproduzir imagens de até 70 polegadas na parede, algo que é bem vindo não só para os aspectos profissionais, mas até mesmo para um uso pessoal. Já pensou em assistir a sua série ou filme salvo no dispositivo em uma tela com esse tamanho?

Eu já. Seria sensacional.

É uma pena que uma proposta como a do Yoga Tab 3 Pro dificilmente chegará ao mercado. É um produto muito específico, bem focado para profissionais de diferentes segmentos. E, se pensarmos que em dezembro acaba a isenção fiscal do PIS/Cofins… bom, melhor não lembrar disso, pois dá depressão profunda.

Um notebook com ‘mochila’ de refrigeração líquida? A ASUS tem!

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Não é todo dia que você verá isso. O novo ASUS ROG GX700 conta com uma ‘mochila’ de refrigeração líquida. Ok, não é literalmente uma mochila, mas como o dispositivo é posicionado na parte traseira do notebook, a ideia é mais ou menos a mesma.

Bem sabemos como os notebooks pensados nos gamers exigem recursos poderosos de hardware, e em como esse hardware pode liberar calor. O superaquecimento pode prejudicar a performance geral do equipamento, e os gamers não querem isso na hora que estão desenvolvendo suas estratégias nos jogos online. Por isso a ASUS pensou nessa solução interessante para deixar o novo notebook em uma temperatura mais aceitável para as longas rotinas de jogos.

Tudo bem que tal solução tira parte da portabilidade do ROG GX700, mas pense que é algo mais do que necessário para um notebook com processador Intel Skylake (que pode receber um overclock, o que aumenta a exigência desse hardware nas rotinas de longa duração), gráficos NVIDIA de última geração e tela de 17 polegadas com processador 4K. É muita coisa para um produto só.

Bom, deve ser um dos notebooks mais completos para games que você pode encontrar no mercado atual, se não for o mais potente. Ao mesmo tempo, é um dos notebooks para games mais caros que o seu dinheiro NÃO pode comprar. A ASUS não revelou o preço do ROG GX700, mas deve ficar entre o ‘proibitivo’ e o ‘tenho que vender meu rim no mercado negro para conseguir um’.

O Windows 10 em um pendrive? O Asus VivoStick é quase isso

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Virou moda. E essa moda é boa. Ter computadores (quase) completos que cabem no seu bolso era algo quase inimaginável em um passado distante, mas como a tecnologia é algo em constante evolução, hoje temos soluções viáveis e que podem abrigar tudo o que precisamos para o mínimo de produtividade e conectividade em dispositivos com dimensões bem reduzidas. É o caso do Asus VivoStick, apresentado na IFA 2015.

Em um dispositivo que pesa aproximadamente 70 gramas, temos um processador Intel Cherry Trail, 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento e várias portas de conectividade. Tudo isso é gerenciado pelo Windows 10, e mesmo que você não obtenha um desempenho top de linha em um produto como esse (e nem é o objetivo), você pelo menos tem um dispositivo pronto para ser usado em qualquer lugar. E com um custo baixíssimo: US$ 129.

Levando em conta que estamos falando de um sistema operacional da Microsoft (que já foi bem mais caro, mas ainda não é Open Source como os seus concorrentes), a relação custo-benefício do Asus VivoStick é muito interessante, principalmente para os usuários que precisam de um computador para as tarefas mais básicas. É uma alternativa interessante aos Chromebooks, uma vez que você pode chegar em qualquer lugar com um monitor ou TV com HDMI, conectar o dispositivo, e realizar uma tarefa básica de edição ou consulta na web (sempre se lembrando de levar o teclado e o mouse na mochila, é claro).

Além disso, produtos como o VivoStick tornam o mundo da informática e da internet algo acessível para as populações de baixa renda, uma vez que essa alternativa é uma das mais baratas disponíveis no mercado. Ok, talvez você pense que uma TV com HDMI não é uma das coisas mais baratas do mundo, e que talvez valesse mais a pena investir um pouco mais para ter um notebook com Chrome OS ou até mesmo com o Windows 10 (olá, Lenovo Ideapad 100S).

Pode ser. Mas as chances das pessoas terem uma TV com HDMI em casa hoje são consideráveis. E para quem quer trabalhar em bibliotecas ou escolas (onde existem os monitores e TVs com tal porta), esse dispositivo pode ser uma mão na roda.

Então, Asus… mais um que pode ser enviado pra gente brincar… o que acham disso?

Sony Xperia M5: mais um que promete ‘a melhor câmera em smartphone Android’

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Bem sabemos que a Sony possui alguns dos melhores sensores fotográficos para smartphones Android do mercado (e, talvez, do mercado mobile de um modo geral, independente do sistema operacional). Logo, eles precisam fazer marketing disso. O resultado: mais um smartphone de linha média que promete as melhores fotos em um telefone celular que o seu dinheiro pode comprar (ou não, se você for um quebrado que nem eu).

O Sony Xperia M5 vem basicamente calcado nas suas duas câmeras. A traseira, de 21.5 megapixels, é a que mais promete milagres, com um sensor Clear Image Zoom, capacidade de gravação de vídeos em 4K e um sistema de foco automático híbrido, que tem um tempo de resposta inferior a 0.25 segundo. Sim, isso é bem rápido. Mais rápido que o piscar do olho humano (em média, 0.3 segundo). Mas… o Xperia Z5 (e seus derivados apresentados na IFA 2015) já não contam com um sensor cujo foco se ajusta em assustadores 0.03 segundo? Não seria mais rápido?

Enfim, bem sabemos que velocidade de foco não quer dizer necessariamente que teremos a melhor foto registrada. Só quer dizer que a câmera tem um foco rápido, e que as chances de uma imagem ser registrada com melhor qualidade aumentam. Mas não é uma regra. Só na prática saberemos se essa câmera entrega tudo o que promete.

Outro detalhe do Xperia M5 é o fato dele contar com um sensor frontal de 13 megapixels, mas esse sensor não vir acompanhado de um flash LED. Para quem quer vender um smartphone capaz de tirar excelentes fotos, esta é uma ausência sentida. Afinal de contas, já é sabido que as pessoas gostam de registrar selfies em ambientes com baixa luminosidade. Logo, por que não tornar esse item algo popular nos dispositivos?

 

Fora isso, o Xperia M5 traz tudo aquilo que a Sony já oferece em boa parte dos seus dispositivos, incluindo a certificação IP65/68, algo que pode ser interessante para os usuários mais preocupados com a segurança do produto. Mas é um modelo bem focado para quem prioriza a câmera. Mais até do que o Xperia C5 Ultra, que preza mais pela relação custo-benefício. Acho que, por conta desse modelo não apresentar nada que seja realmente um diferencial para a escolha desse produto (exceto o fato de ser um smartphone Sony, pensado nos fãs da Sony), não temos nele uma opção tão interessante assim.

Só por causa de um foco mais rápido que o piscar de olho? Pelo menos para mim, não.