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Apple explica o que é um computador em um anúncio do iPad Pro

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A Apple publicou um novo anúncio do iPad Pro, que promove sua capacidade de substituir tablets e computadores portáteis em um único dispositivo.

 

Será que a Apple sabe mesmo?

É uma publicidade semelhante à adotada pela Microsoft para promover o Surface Pro, e a mesma adotada pelos seus parceiros para promover dispositivos do tipo 2 em 1. Se esses dois produtos citados são “um PC” pela sua capacidade de uso, contando com o mesmo hardware e sistema operacional Windows, o iPad Pro se propõe em ir além disso, sendo um tablet fino, elegante  bem construído.

Porém, o iPad Pro gera dúvidas sobre seu potencial de produtividade, por contar com um hardware ARM e um sistema operacional móvel, o iOS, que não permite a execução de aplicativos do OS X/macOS. Para muitos, o dispositivo fica no meio do caminho entre um tablet e um notebook, só contando com um teclado e um lápis ótico para interação com o sistema. O iPad Pro deveria ser um 2 em 1 de verdade, ou um MacBook híbrido com tela touch e desmontável, processadores x86 e OS X.

Vale observar que já temos mais de 440 dias desde a última atualização do MacBook Pro, e muitos acreditam que a Apple simplesmente se esqueceu do que é um computador. Especula-se que veremos novos modelos em setembro, o que é necessário, já que a empresa segue perdendo terreno no setor. Sem falar nos tablets, que registrou quedas de vendas de 9,2% no último trimestre.

Vídeo a seguir.

iPad Pro de 9.7 polegadas: menor, mas igualmente potente

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Outro anúncio que não foi surpresa para ninguém. Muita gente falava sobre um novo iPad Pro de 9.7 polegadas, para atender os anseios daqueles que queriam o desempenho do tablet apresentado em 2015, mas não se conformava em não ter a mobilidade típica de um dispositivo dessa categoria. Convenhamos: 12.9 polegadas para um tablet é muita coisa.

Poucos poderiam usufruir dos benefícios do primeiro iPad Pro. Apenas aqueles que queriam mesmo ser produtivos com o iOS, mas jamais sair de casa ou do escritório para trabalhar com ele. Um iPad Pro de 9.7 polegadas é algo muito mais aceitável para os profissionais que são produtivos mas que são mobile. Que não estão todo o tempo no escritório, mas querem desenvolver seus projetos e tarefas em qualquer lugar.

A Apple ouviu o clamor desse povo, e apresentou o novo tablet. Felizmente, mantém todas as principais características do modelo maior, que justificam essa melhor performance e maior produtividade, mas em dimensões mais comedidas. O processador, memória, alto-falantes, tela e acessórios estão todos preservados nesse novo produto.

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Confesso que me agrada mais a proposta do iPad Pro de 9.7 polegadas do que a do iPad Pro com quase 13 polegadas de tela. O motivo não é nem o preço, mas aquilo que já abordei no primeiro parágrafo desse post: a mobilidade.

Permitir que os usuários sejam criativos em qualquer lugar é o que se pede de qualquer dispositivo tecnológico voltado para uma área profissional. O mundo hoje é móvel. Não trabalhamos mais presos em escritórios. Hoje, o nosso escritório pode ser em qualquer lugar. Literalmente.

Logo, o novo tablet da Apple pensado para os profissionais não poderia fugir tanto dessa regra. Não era nem justo dentro de uma proposta tão avançada de produto. É claro que entendo que o mercado de tablets segue em queda livre, e discordo frontalmente com a bobagem dita por Phil Schiller que um produto como o iPad Pro pode acabar com o mercado de PCs. Até porque os PCs híbridos são os principais responsáveis pela recuperação ou sobrevida do mercado de computadores pessoais, pois oferecem a alternativa dos tablets em uma arquitetura de hardware de um PC tradicional.

E por conta disso eu acredito que o iPad Pro jamais vai eliminar o PC, pelo menos não nesse formato atual.

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Mesmo assim. Me agrada ter um tablet potente para ir um pouco além do que simplesmente consumir conteúdos de multimídia. Para produzir posts para os blogs, fazer edições rápidas de áudio e vídeo e gerenciar conteúdos de grande volume de dados, o iPad Pro de 9.7 polegadas pode ser uma solução prática para muita gente. Entendo que nem todos querem carregar o tempo todo o seu notebook, que é mais pesado que um tablet + Smart Keyboard + Apple Pencil.

E, mesmo assim… ainda vejo o Surface da Microsoft como uma proposta mais completa. Principalmente por contar com o Windows 10, um sistema operacional completo, e não um software mobile.

Mas de modo algum tiro os méritos desse novo iPad Pro. Antes ele do que um novo iPad mini 3, a maior picaretagem da história da Apple.

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A Apple vem com novidades em 21 de março

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Em plena segunda-feira. Só para fazer todo mundo dormir mais cedo no domingo. Bom, pelo menos para quem estará na Califórnia. Nós brasileiros poderemos aproveitar tudo isso após o almoço. De qualquer forma, a Apple marcou um evento para a imprensa para o dia 21 de março, e fatalmente teremos novidades entre os seus produtos.

Bom, ou é isso, ou eles vão falar do Apple Campus 2, que será inaugurado no final de 2016. Mas acho pouco provável. Qual é o poder midiático que um novo campus da Apple possui perto de um hipotético novo smartphone ou tablet? Baixo, correto? Só mesmo quando o novo QG for inaugurado.

Então… um novo evento, um novo iPhone?

Tudo indica que sim. Se não for, vai ter um monte de fontes internacionais de tecnologia errando e feio. Como o mundo dos rumores, especulações e vazamentos pouco tem errado nos últimos anos (e, no caso da Apple em especial, o 9to5Mac tem um índice de acertos absurdo), podemos dar como quase certa a existência de um novo iPhone com tela de 4 polegadas.

Se ele vai se chamar iPhone SE, eu não posso garantir. Mas que teremos um modelo menor, com algumas das características técnicas dos modelos mais recentes, e com um preço um pouco menor do que o modelo top de linha, isso (muito provavelmente) teremos. Se um novo smartphone não for anunciado, acho que os fãs mais viscerais quebram tudo lá em Cupertino.

Outro item muito especulado é um novo iPad. Não tivemos a tradicional renovação anual dos tablets da Apple no final de 2015, e muitos afirmam que teremos um novo modelo com tela de 9.7 polegadas, mas que não será um iPad Air 3. Dessa vez, devemos ter um iPad Pro com essas dimensões reduzidas, mas com as mesmas características técnicas do modelo maior, e compatível com todos os acessórios pensados na maior produtividade.

Isso faz bastante sentido. Não vou discutir se o iPad Pro é bom ou não. Porém, boa parte das pessoas que queriam um tablet potente com o iOS não queriam se conformar com o fato que a única opção disponível era o modelo com tela de 12 polegadas. Logo, um modelo com tamanho mais ‘tradicional’ é bem vindo para esse grupo de usuários.

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Acompanho a maioria no tema Apple Watch. Não teremos uma nova versão do relógio inteligente, mas sim uma nova leva de acessórios. Ainda não faz sentido uma renovação em um dispositivo que ainda precisa se firmar no mercado consumidor, apesar de ser (ao que tudo indica) líder no seu segmento.

O que mais espero nesse evento de 21 de março é que a Apple me surpreenda. Não nos anúncios, que já são conhecidos e manjados. Mas nos pequenos diferenciais que podem seduzir o consumidor. Que podem convencer aos mais céticos a apostarem na marca. Se for um iPhone menor, que seja um iPhone mais acessível, mais viável financeiramente. Não precisa ser o preço de um modelo de linha média, mas também não precisa ser o hardware recondicionado de dois anos em uma carcaça nova.

Me surpreenda, Apple!

Sério mesmo que a Apple quer que a gente troque nosso notebook por um iPad Pro com iOS?

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O iPad Pro chegou ao mercado, com as suas primeiras unidades chegando aos compradores. Logo os veículos de tecnologia vão inundar a internet de reviews, e a própria Apple começou a fazer intervenções um tanto quanto polêmicas para promover o dispositivo.

Recentemente, Tim Cook disse ao The Telegraph que se perguntava por que as pessoas queriam comprar um PC quando “o iPad Pro é o substituto de um destkop ou notebook”. Olha, Tim… temos vários motivos, que serão explicados nesse post.

Para começar, se o iPad Pro é uma ameaça para o PC, ele também é uma ameaça para o iMac e o MacBook. Mesmo assim, Cook se mostrava confiante sobre o assunto, dizendo que a hipotética canibalização do mercado “não importava (a Apple), sempre e quando somos nós que estamos canibalizando”. Logo, vamos descartar essa possibilidade por alguns instantes.

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Em 2010, Steve Jobs participou do evento D8, e falou que as caminhonetes dominaram o parque automobilístico durante décadas nos EUA, mas que no perímetro urbano, os carros foram mais populares. “Os PCs serão como caminhonetes”, garantiu na época o co-fundador da Apple. “Continuarão entre nós, terão muito valor, mas serão utilizados por uma em cada X pessoas”.

No caso do iPad Pro, ele é visto como um carro. O problema é que hoje o iPad Pro está mais para moto mesmo. Muito útil em certas situações, mas pouco apropriado para muitas outras. Você não pode fazer com uma moto o que faz com um carro. Mesmo assim, Cook acha que tem espaço para todos, mesmo com claras quedas nas vendas dos tablets.

O debate sobre a validez desse dispositivo não faz muito sentido quando falamos do hardware. fato é que, em termos de especificações, o iPad Pro é realmente muito bom, com uma CPU e GPU que deixam para trás muitos dos desktops e notebooks do mercado atual.

Essa atenção ao detalhe já é uma constante da Apple, que salvo nas câmeras ou na tela, o iPad Pro é difícil de se criticar. E, de fato, o grande problema desse produto não está no seu hardware, mas sim no software.

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A decisão mais polêmica em relação ao iPad Pro está no fato do produto contar com o iOS, um sistema operacional móvel, e não um sistema operacional completo, tal como acontece em um notebook ou desktop. De fato, algumas coisas justificam essa decisão.

Para começar, os desenvolvedores. O modelo de negócio da Apple Store colocam esses profissionais como o centro das atenções. O crescimento do setor está nas plataformas móveis, e estimular isso é um movimento lógico por parte da Apple. Além disso, mais e mais aplicativos e serviços são executados na nuvem. Aqui, os aplicativos móveis são protagonistas, e o grande catálogo da Apple Store favorece a decisão da Apple.

Outro fator importante é impor uma maior distinção entre smartphone, tablet e computador. É claro que isso pode se voltar contra a Apple no futuro. Por fim, o usuário mudou, e esse é o principal argumento para a manutenção do iOS. O smartphone é o único computador pessoal de muita gente. Esse conceito foi aproveitado pela Microsoft para o Windows 10, e o mesmo é válido para o iOS, plataforma que quer validar esse conceito, além de querer as próximas gerações de tablets e smartphones mais familiares que os PCs tradicionais.

Uma coisa é clara: o tempo parece jogar a favor dos sistemas operacionais móveis. Porém, pode demorar para que os sistemas operacionais completos se consolidem nesse formato mobile. Mas deve acontecer. Ninguém acerta de primeira. Vide o Windows RT e os primeiros Surface. A Apple tem razão em tudo, menos em usar um sistema operacional móvel em um dispositivo com hardware tão poderoso e capaz. É uma decisão quase inexplicável.

O mais grave é que o iOS não é nem preparado ou maduro para competir em produtividade com um notebook tradicional. A gestão de multitarefa é um problema real, mas também é o suporte para a conexão de outros dispositivos, ou algo aparentemente inócuo, como explorar o sistema de arquivos (este último impossível de ser feito em dispositivos iOS).

Não só isso: como acontece com o Android, o iOS não está pensado em fazer uma transição suave até esse paradigma. Tira o uso do mouse/trackpad/touchpad, omitindo um dos métodos de interação mais poderosos e muitas áreas produtivas.

Já o Windows 10 ainda tem o Continuum, que permite uma convergência mais simples dos modos portátil para desktop. Até porque ele é um sistema operacional completo, puro e simples.

Provavelmente nenhum desses conceitos poderão substituir o PC, mas são duas formas diferentes de constatar algo muito claro: o PC mudou. Para sempre.

iPad Pro: é a Apple dando razão ao Surface em tudo, menos no sistema operacional

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Muito se falou sobre um iPad de grande tamanho, e a Apple tornou isso uma realidade, com o iPad Pro. O produto era tudo o que se esperava, e resta saber se o resultado prático será o que a Apple espera. Mas à princípio é inevitável a comparação do iPad Pro com o Surface Pro 3 da Microsoft.

Os dois são tablets conversíveis com teclado e caneta stylus, e oferecem uma experiência focada na produtividade. Os dois contam com telas touch, um case-teclado dobrável e são uma alternativa aos notebooks tradicionais. A grande diferença é que o produto da Microsoft tem um sistema operacional completo (Windows), enquanto que o tablet da Apple faz uso de uma plataforma móvel (iOS), que quer ser maior e conquistar um terreno cujo representante é o OS X.

 

Faz sentido o iOS nos desktops?

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Essa é uma das principais perguntas que envolvem o iPad Pro, que não surpreendeu nas cópias de características de outros produtos. Afinal de contas, no mundo da tecnologia, TODOS COPIAM TODOS (conformem-se com isso). O iPad Pro é uma adaptação explícita do Surface Pro 3, e muitos entendem que essa é uma das últimas tentativas da Apple para revitalizar a sua divisão de tablets.

As vendas desses dispositivos seguem em queda livre, e o iPad Pro é o único formato que restava para a Apple explorar. O iPad original foi um sucesso, mas eles demoraram para ver que a tendência eram os tablets de pequeno formato. A atualização do iPad mini 4 recebeu pouquíssimo destaque, e isso parece deixar claro o pouco interesse da Apple no segmento. E isso porque não mencionamos que o iPad Air não foi atualizado, e não devemos ter novos eventos da empresa em 2015.

Assim, podemos estar diante do ‘canto do cisne’ da Apple no mercado de tablets. O mais curioso disso é que a proposta deles se baseia no iOS, e não no OS X, algo que parece querer validar o fato da plataforma móvel também ser útil para tarefas de produtividade.

 

Turno de usuários e desenvolvedores

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A aposta não acontece por acaso. Faz tempo que o segmento de aplicativos para os tablets da Apple mostra a sua capacidade tanto no consumo de conteúdo como no terreno de produtividade. O lançamento do Microsoft Office para o iOS é um dos exemplos mais evidentes de como os tablets da Apple podem ser uma alternativa ao notebook convencional, e a presença do teclado e da Apple Pencil reforça ainda mais essa tendência.

As propostas da Apple se basearam especialmente no terreno da criatividade: editar vídeos e fotos diretamente nos dispositivos será algo muito mais interessante com os novos e potentes processadores Apple A9X, dando margem sobre às tarefas de produtividade convencionais, que são mais exigentes que as de consumo de conteúdo.

A Apple demonstrou isso no evento dessa semana na execução de softwares como AutoCAD 360, UMake e nas novas ferramentas do Adobe, aproveitando o potencial do Apple Pencil. Tudo para deixar bem claro que é sim possível trabalhar com um iPad.

De fato, a proposta da Apple não é muito diferente até mesmo dos modelos anteriores do iPad. Carcaças com teclado para esse tablet já existiam, e canetas compatíveis também.

Então… o que a Apple oferece de tão diferente assim?

Basicamente o tamanho maior (quase 3 polegadas a mais) e a maior potência, dois argumentos de peso para convencer os usuários a escolher o novo modelo no lugar do iPad Air 2, que não foi renovado, reforçando assim a filosofia de vendas da Apple e de outras empresas: potenciar no produto que quer vender para deixar outros produtos do catálogo no passado.

 

 

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Aliás… não é curioso que o preço do iPad Air 2 lá fora não caiu, mesmo sendo um produto do ano passado? No Brasil, aconteceu o contrário: ele ficou mais caro ainda! Essa estratégia não acontece por acaso, amigos.

Quem é o usuário de um iPad Pro?

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Os profissionais. Mas mesmo assim, há alguns que não vão optar por ele.

Se você quer produtividade, o MacBook Air 2015 é uma excelente opção, mas que foi regalado para um segundo plano para colocar o novo MacBook em evidência. Mesmo assim, se alguém necessita de algo mais potente, pode apelar para o MacBook Pro com tela Retina.

Segurar um dispositivo de 12.9 polegadas por muito tempo (tal como você vê na foto acima) não parece ser algo especialmente cômodo. Se queremos interagir com aplicativos de todos os tipos e de forma continuada, um ponto de apoio é algo imprescindível, e nesse aspecto, o notebook oferece mais possibilidades.

Um tablet de 12.9 polegadas é grande, e nas demos e fotos produzidas pela Apple, vimos as pessoas segurando e usando o iPad Pro no ar na maioria das vezes. Não é algo aconselhado nos conversíveis baseados no Windows – muitos pesando menos de um quilo no modo tablet, tal como acontece no iPad Pro -, não só por conta do peso, mas também pelas dimensões.

Se você vai segurar um iPad nas mãos, o iPad Air 2 é uma alternativa mais válida. E se você vai acabar apoiando o produto na mesa, voltamos ao ponto: por que não um MacBook Air ou um MacBook Pro?

É claro que esta é uma avaliação preliminar. Não testamos o produto, e não sabemos se a combinação de produtividade e consumo de conteúdos oferecida pelo iPad Pro é válida ou não, mas sabemos o que o Surface Pro 3 oferece, sendo mais relevante pelo touchpad do teclado, além de oferecer um sistema operacional completo, entregando mais garantias de produtividade.

Mas… o que teria acontecido se o iPad Pro contasse com o OS X, ou se o MacBook fosse baseado em um micro ARM, sendo assim compatível com o iOS? Pela potência do Apple A9X, a escolha foi feita pelo iOS e, pelo menos por enquanto, a Apple parece querer seguir diferenciando tablets de notebooks e desktops através do sistema operacional.

O iPad Pro é especialmente interessante para determinados nichos de mercado, como artistas e designers, mas pouco recomendado para a maior parte dos usuários, que contam com opções mais interessantes, tanto na parte de cima (MacBook Air, MacBook Pro como na parte de baixo (iPad Air 2, iPad Air e até o iPad mini 4). O conceito de tablet conversível não agrada a todos, onde a ideia de um tablet com teclado físico rígido (e não um case) é muito mais adequada para a produtividade que a Apple quer vender com o iPad Pro.

Tirinha de 2012 previu o iPad Pro e o teclado que imitava o Microsoft Surface

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Quem sou eu pra julgar, mas… Uma tirinha publicada em 2012 por Joel Watson na Hijinks Ensue ‘previu’ tudo o que aconteceu ontem (09) no evento de apresentação da Apple: que o iPad Pro seria anunciado, e com uma smart cover que imitaria aquela apresentada pelo Microsoft Surface.

Watson só errou na data do evento (na sua história, ele afirmou que o produto seria apresentado na WWDC de junho, mas como você bem sabe, o iPad Pro foi anunciado em setembro). Fora isso, ele acertou em tudo, inclusive na funcionalidade dos dois acessórios: permitir que as pessoas possam digitar de forma mais simples no tablet.

“Quando a Apple finalmente adiciona um teclado na Smart Cover, isso não é nenhuma surpresa”, disse o artista. E eu concordo com ele.

Na época da publicação da tirinha, a Microsoft tinha acabado de apresentar o seu primeiro Surface, pelas mãos de Steve Ballmer. Na tirinha, as pessoas criticam o novo dispositivo, enquanto que a Apple levava todo o mérito três anos mais tarde, por apostar em uma estratégia similar.

Hoje, três anos depois, temos um Surface Pro 3, que apesar das críticas positivas, não se transformou em um dispositivo muito popular junto ao usuário médio. Será que o iPad Pro consegue se sair melhor?

De qualquer forma, fica o registro (nesse caso, bem desenhado) sobre como as coisas estão funcionando no mundo da tecnologia nos últimos anos.

Para ver a tirinha original, clique aqui.

Evento da Apple dos novos iPhone 6s, iPhone 6s Plus, iPad Pro… em 10 minutos!

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Eu bem sei que ver um evento de mais de duas horas pode ser ou algo muito divertido, ou algo muito chato. E sei que nem todo mundo estava em casa (ou no escritório, escondido do chefe) para ver o evento da Apple de ontem (09), onde os novos iPhone 6s, iPhone 6s Plus, iPad Pro e Apple TV foram anunciados.

Se você foi um daqueles que não pode assistir ao evento de ontem, ou quer revisar tudo o que aconteceu de mais importante no ‘Hey Siri’, abaixo temos um resumo de 10 minutos de tudo o que aconteceu por lá. Desse modo, a proposta de ver tudo de novo parece ser mais interessante, certo?

 

iPad Pro é para PROFISSIONAIS! Entenderam?

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O muito esperado/especulado iPad Pro foi apresentado oficialmente pela Apple, e é tudo o que se esperava dele: grande, potente, com aspirações para substituir o seu notebook, e principalmente: pensado nos profissionais. Logo, usuário comum, se contente com o seu iPad. Muito provavelmente você não precisa de um tablet desse tamanho.

O novo iPad Pro tem como objetivo principal entrar no mercado do Surface Pro, que apesar de não ser um grande sucesso para a Microsoft, evoluiu a ponto de ser hoje uma alternativa viável para quem quer substituir o seu notebook por um dispositivo que ofereça uma maior versatilidade de uso. Para quem quer ter em momentos pontuais um tablet para atividades de consumo ou exibição de conteúdo, mas não dispensa a produtividade de um teclado físico na hora de trabalhar.

A Apple turbinou esse iPad Pro com esse objetivo: ser poderoso para os profissionais. Um potente processador Apple A9X, pelo menos 32 GB de armazenamento (acho pouco: 64 GB seria o mais recomendado), uma tela generosa para a melhor interação possível com sistema operacional, um iOS 9 que pode exibir dois apps em uma mesma tela, e a promessa de ser pelo menos 80% mais potente que a maioria dos notebooks disponíveis no mercado.

Acho a ideia do iPad Pro bem interessante, mas tem o seu público bem restrito: aqueles profissionais que já utilizavam versões anteriores do iPad para suas tarefas específicas. Bem sabemos que diversos segmentos profissionais utilizam os tablets da Apple em diversos ambientes de trabalho, e esse tablet se tornou uma ferramenta poderosa para quem quer e sabe ser produtivo com esse tipo de produto.

Por conta disso, eu acho que ele pode dar certo sim. Porém (e sim, temos alguns poréns…).

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As mesmas perfumarias que a Apple apresentou como ‘mágicas, inovadoras, e super relevantes’ (entendam o tom de ironia nessas frases) nos itens complementares do iPad Pro são as mesmas que já estão disponíveis em produtos dos seus concorrentes (olá, Microsoft Surface Pro 3… olá, Samsung Galaxy Tab Pro…), que no passado foram tão criticadas pela mesma Apple e por seus fanboys. Tudo bem, eu entendo que eles só estão copiando a Microsoft na cara dura, indo no vácuo do que a Samsung faz e dá certo seguir a tendência de mercado, indo de encontro ao que o consumidor indica no consumo diário dos produtos de tecnologia.

Por outro lado, não tem nada de inovador nessas adições, o que não justifica a supervalorização desses acessórios. A Apple não precisa cobrar US$ 169 por uma Smart Keyboard que a Microsoft já apresentou no Surface há três anos. Ou cobrar US$ 99 por uma Apple Pencil (que, na boa, Apple… é uma stylus!) que só funciona no iPad Pro, deixando os demais usuários do iPad na vontade.

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Mas o mais sério de tudo isso é que o iPad Pro pode, de forma irônica, valorizar o Microsoft Surface Pro.

Estamos falando de um produto que, na prática, é menos versátil que o seu concorrente de Redmond. Ou você quer me dizer que as possibilidades de multitarefa e produtividade são maiores em um sistema operacional móvel (iOS 9) do que em um sistema operacional completo, para desktops (Windows 10)? Dizer que o iPad Pro tem um desempenho melhor que 80% dos desktops do mercado é fácil, ainda mais quando você conta com um software que gerencia o hardware mais limitado que um sistema operacional ‘completo’.

Sem falar que o Surface Pro custa, hoje, US$ 100 a menos que a versão menos cara mais básica do iPad Pro. E para quem não tem nenhum dos dois, e pensa em trabalhar de forma mais completa com um sistema operacional, a escolha pelo tablet da Microsoft não me parece tão absurda assim.

O lançamento do iPad Pro também aponta para uma tendência: a prioridade na proposta de software mobile (iOS) em relação ao software para os computadores clássicos (OS X), o que pode no futuro indicar uma migração (ou fusão) entre as duas plataformas. Para quem trabalha com desenvolvimento pesado de conteúdo, os computadres tradicionais são importantes, e pelo menos por enquanto, ainda não é possível fazer em um tablet o que pode ser feito no desktop ou notebook quando falamos em produtividade pesada, criação e edição de conteúdo, entre outras tarefas que demandam maior capacidade de hardware e software.

Mesmo assim, imagino o iPad Pro como bem sucedido entre aqueles que vão ganhar dinheiro com ele. Editores de áudio e vídeo, profissionais de engenharia, médicos… são vários os segmentos que podem se beneficiar de um produto como esse. Mercado para ele, eu sei que tem, pois tem muita gente que hoje usa o iPad como ferramenta essencial para o seu dia a dia profissional, e esse é um público fiel, que pode ajudar a garantir o sucesso desse produto. Sem falar nas grandes empresas, veículos de mídia e outras grandes corporações que vão investir nesse produto no lugar de um novo MacBook.

E no final das contas… Steve Jobs deu cambalhotas no túmulo hoje. No passado, ele disse que ‘usar caneta em dispositivos móveis era coisa de tonto…’. E agora?

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Rumor: iPhone 6s com 3D Touch Display e iPad Pro para 9 de setembro?

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Mark Gurman, um dos grandes especialistas sobre o mundo Apple, revelou mais detalhes sobre o evento da próxima quarta-feira (09), e tudo indica que teremos um arsenal de novidades.

Por um lado, teremos os lançamentos do novo iPhone 6s, que deve contar com tecnologia Force Touch de nova geração, chamada 3D Touch Display. A nova tela contaria com três níveis de pressão, no lugar dos dois níveis presentes no touchpad dos MacBooks.

Isso vai oferecer um novo leque de acessos diretos que os desenvolvedores saberão aproveitar para oferecer mais funcionalidades em seus aplicativos. Mas os smartphones não seriam os únicos que aproveitariam desta tecnologia, já que o esperado iPad Pro também seria anunciado, mostrando suas capacidades com a 3D Touch Display e uma peculiar stylus, que não se parecerá com a que estamos acostumados a utilizar. O novo tablet poderá ser reservado em outubro, com lançamento oficial previsto para novembro.

A melhor parte é que ainda teremos espaço para um novo iPad mini, e talvez para o Apple TV. Ou seja, reserve tempo da sua vida para a tarde de 9 de setembro, pois teremos um dos eventos mais intensos dos últimos meses.

E aí? Alguma aposta para o ‘one more thing’?

Via 9to5mac (1), (2)