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Quantum: mais uma tentativa da Positivo Informática se consolidar no mercado brasileiro de smartphones

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Depois da parceria com os japoneses detentores da marca Vaio, a Positivo Informática lança a Quantum, sua nova divisão de smartphones, que tem como objetivo buscar algum espaço entre os fabricantes internacionais já consolidados. Além disso, é mais uma tentativa da empresa de Curitiba ‘ser levada a sério’ dentro desse segmento.

Na verdade, a Positivo Informática carrega uma estigma de fazer produtos com qualidade de gosto duvidoso. Não digo nem abaixo da concorrência, já que algumas pessoas simplesmente ignoram a empresa quando se refere à parte de computadores. Bom, devo dizer que eu comecei a minha vida de blogueiro e podcaster escrevendo em computadores e notebooks da Positivo Informática, e eles até que me serviram bem. Principalmente o desktop, que sobreviveu por três anos, até que entendi que precisava de um equipamento mais potente.

Dito isso, a Positivo se lança ao mar dos tubarões chamado ‘mercado mobile brasileiro’ em um momento nada favorável. Além da concorrência estrangeira já ter anunciado produtos igualmente interessantes (que o diga a Motorola e a Asus, em especial), o Governo Federal decidiu acabar com a isenção fiscal do PIS/Cofins, o que seria um grande trunfo para eles em relação aos adversários.

Mesmo assim, a Positivo aposta na Quantum. Uma nova marca, uma nova proposta. Bom, na verdade não é uma proposta tão nova assim. Temos aqui uma reformulação de marca (para afastar a má impressão que o grande público tem sobre a Positivo), e um modelo de negócios que é o mesmo adotado pela Xiaomi, que é a venda direta para o consumidor final, sem passar necessariamente pelo e-commerce brasileiro.

Os modelos Quantum apostam na relação custo-benefício e no design bem ajustado para convencer o consumidor de que esses dispositivos merecem ser olhados com outros olhos. A grande diferença entre os dois smartphones Quantum GO apresentados hoje (02) em São Paulo estão na conectividade 3G ou 4G. Fora isso, são modelos muito similares, com processadores diferentes (ambos abraçando a MediaTek, que virou a rainha dos fabricantes que buscam um lugar ao sol), câmeras que prometem ser ajustadas para boas fotos e selfies, slots para microSD, e um design fino e leve.

Com preços a partir de R$ 699, a Quantum entra na briga daquele que é chamado de ‘linha divisória entre mercado de entrada e mercado de linha média’, em uma faixa de preço que o muito bem sucedido Motorola Moto G não mais pertence, mas que outros fabricantes querem conquistar. Talvez para o público menos exigente, ou para aquele usuário de entrada que vai comprar o primeiro smartphone de linha média, a Quantum aparece como mais uma das opções.

Porém, só poderei ter certeza absoluta disso quando testar os produtos lançados hoje.

Me ajuda a te ajudar, Positivo Informatica! Manda os brinquedinhos para o titio aqui fazer review, vai!

Plataforma Holidog chega ao Brasil

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O Holidog (http://br.holidog.com/), líder global para serviços online voltados para pet, chega ao Brasil. A plataforma funciona como um marketplace que facilita a vida dos donos de animais de estimação ao conectá-los com cuidadores, passeadores e adestradores. Criada na França em 2012 e já presente em 13 países, a empresa representa uma comunidade de mais de 400 mil usuários em todo o mundo.

Com um modelo totalmente baseado em economia compartilhada, o site disponibiliza aos proprietários de animais quatro tipos diferentes de serviços: hospedagem (GoHoliday), passeadores (GoWalk), petsitters (GoNanny) e adestradores (GoSchool). Em operação beta no Brasil, o site já conquistou mais de 4 mil cadastrados no território nacional.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (AbinPet), o Brasil ocupa a segunda posição entre os países que mais gastam com seus bichos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O setor movimenta aproximadamente U$ 98,4 bilhões por ano. No último ano, o mercado brasileiro movimentou R$ 16 bilhões, o que representa um crescimento de 8,2% em relação a 2013. Calcula-se que a população de animais de estimação em território nacional é de 106 milhões.

Para utilizar a ferramenta, donos de animais e candidatos a tutores só precisam se cadastrar. A plataforma oferece alguns recursos para aumentar a confiança de donos e cuidadores. Antes de fechar uma estadia, por exemplo, o proprietário pode conversar com o candidato para conhecer o perfil e verificar se ele vai atender as necessidades do bicho, enquanto estiver fora. O pagamento acontece somente no momento em que a reserva é confirmada e inclui uma taxa da plataforma e o valor combinado com o cuidador.

Além disso, o Holidog dispõe do seguro de Responsabilidade Civil, que cobre possíveis danos causados a terceiros pelo pet ou petsitter. Outro diferencial em relação aos concorrentes é o seguro adicional Holivet, da Axa Seguros, caso haja necessidade de intervenção veterinária no período contratado, como cirurgia, exames, ambulância ou medicamentos.

Sobre o novo Motorola Moto X (2014)

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Ele chegou! O novo Motorola Moto X (ou Moto X de segunda geração) é uma realidade, depois de vários vazamentos e rumores. Eu sou suspeito para falar sobre esse smartphone (e sobre os últimos lançamentos da Motorola no mercado mobile), pois durante muito tempo eu fui um entusiasmado usuário do Motorola Moto X da primeira geração, que conta com uma identidade de usabilidade única. Só troquei ele pelo LG G2 por conta do tamanho de tela e do hardware superior. Pois bem… algo me diz que voltarei para o Moto X depois de hoje.

O novo Moto X apresenta uma tela maior (saindo de 4.7 polegadas para 5.2 polegadas, em 1080p), mas com dimensões que não se diferem muito da primeira versão. Além disso, os novos alto-falantes frontais, um quarto microfone para melhor aproveitar os recursos de comandos de voz (que agora são personalizáveis, ou seja, o “ok, Google” pode virar um “o que é que há, velhinho”, se assim o usuário desejar), além de adicionar propriedades de acabamento mais interessantes, como bordas metálicas e carcaça traseira de plástico, couro ou bambu.

O hardware do novo Moto X também foi atualizado, recebendo um novo processador Snapdragon 801 quad-core de 2.5 GHz, que trabalhando em conjunto com uma GPU Adreno 330, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento, tem tudo para oferecer uma excelente experiência de uso. Ainda mais com um Android com interface praticamente pura, e com funcionalidades que pouco interferem no desempenho do sistema.

Ok, tem uma coisa que preocupa: a bateria.

O novo Moto X possui uma bateria de 2.300 mAh, ou seja, apenas 100 mAh a mais que na versão anterior. Com uma tela maior, com maior resolução, e um processador mais potente, fica a dúvida se o dispositivo pode realmente entregar uma autonomia de bateria minimamente aceitável (pelo menos um dia de uso sem maiores problemas).

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A câmera traseira também oferece melhorias, como um sensor de 13 megapixels (f/2.2) e um flash LED duplo, algo que pode ajudar a cobrir um dos pontos que muitos usuários alegavam que era uma carência do modelo anterior: a sua capacidade de registrar imagens em locais com baixa luminosidade. Particularmente, isso nunca me incomodou. Depois de alguns updates, eu sempre afirmei que a câmera traseira do primeiro Moto X era bem competente para capturar fotos em diferentes condições de luminosidade. Porém, se vai melhorar, por que não?

A câmera traseira também recebe o recurso de gravação de vídeos em 4K, algo que está ficando cada vez mais em moda nos smartphones top de linha.

Fica também a curiosidade em saber se a Motorola conseguiu melhorar a sua câmera frontal (de 2 megapixels), sem adotar tantos sistemas de compressão de imagem como pude constatar em outros dispositivos. Afinal de contas, o mundo abraçou as selfies, e eu ainda acredito que não é necessário um grande sensor para fazer boas fotos, mas sim, um sensor minimamente ajustado, com um software que saiba trabalhar bem com as imagens capturadas.

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De um modo geral, o novo Moto X me agradou muito, e confesso que já estou deixando o meu cartão de crédito ao meu alcance para fazer o investimento. As melhorias adicionadas me convencem em fazer uma nova troca de um smartphone para um uso diário. Mesmo porque eu sempre defendi a experiência de uso oferecida pela Motorola. Sinto falta da tela inteligente, do “Ok, Google” e de outros recursos que tornam a experiência Android simplesmente espetacular.

É claro que nem tudo é perfeito. A Motorola poderia adicionar o slot para cartões microSD no novo Moto X. Por outro lado, não podemos ter tudo. Se você quer maior capacidade de armazenamento, terá que recorrer ao novo Moto G, que oferece tal propriedade. Mas isso é outra história.

Enfim… parabéns, Motorola. Mandou bem de novo.

Estranho ver os Lumias da Microsoft, e quase não poder citar a Nokia…

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Tudo bem, eu não estava lá, mas escrevi sobre o assunto. E foi estranho. Muito estranho. Até mesmo o release de imprensa que recebi da Microsoft soou estranho. Você passa boa parte da sua vida vinculando o termo Lumia à marca Nokia, e agora, quando escreve o Lumia, não coloca o nome dos finlandeses. E é obrigado a criar o vínculo agora com a Microsoft.

Não estou dizendo que a marca Nokia não estava lá. Estava no release oficial, e eu mesmo citei pelo menos uma vez (na minha mente, é claro) o “Nokia Lumia”. Porém, é de conhecimento público que a Microsoft não vai usar essa referência para sempre, e que esse distanciamento vai acontecer de forma gradativa, até que a marca Nokia não mais esteja vinculada ao que antes eram os seus produtos.

Principalmente aqueles que carregam o Windows Phone como sistema operacional.

Agora sim, a ficha começa a cair. Quando começamos a efetivamente lidar com as novas informações que envolve os produtos que eram da Nokia, nos damos conta que a empresa de telefonia finlandesa definitivamente acabou, e que passamos por um período de transição.

Um estranho gosto que fica quando escrevemos apenas “Lumia 630” ou “Lumia 930”. Agora, esses produtos, essas marcas pertencem à nova Microsoft Mobile, que hoje (15) anunciou esses novos modelos no Brasil. Aliás, o Lumia 930 (quase saiu um Nokia antes, desculpe…) é, mais uma vez, um modelo que me despertou real interesse. Feito na medida certa nas especificações, e com uma beleza singular.

Aliás, se você perceber, no canto superior direito do dispositivo, a Nokia ainda está lá. E vai permanecer por algum tempo.

Por mais que vivamos na “era Microsoft” da linha Lumia, eu espero que a empresa de Redmond mantenha a identidade e o embrião Nokia nos seus futuros produtos de telefonia. Tá, eu sei que a maior parte da equipe que vai desenvolver os novos produtos deles vieram da finada Nokia. Mas fica a esperança que Satya Nadella e sua turma não mate de vez toda essa proposta de fazer belos, resistentes e interessantes produtos.

Enquanto isso, eu fico aqui, juntando as moedas para um dia voltar para um antigo amor no mundo mobile. É uma questão de tempo agora…

O Motorola Moto E consegue mesmo substituir o seu celular “burro”?

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Enfim, chegou a criança. O novo Motorola Moto E é oficial, depois de um mega vazamento de um e-commerce nacional. O modelo se torna oficial, e tem como principal objetivo ser um produto de entrada, que quer substituir o seu “tijolão”, como tanto promoveu a própria Motorola nos últimos dias. Mas… será que consegue? Vejamos.

Antes que você diga qualquer coisa: o Moto E não é um modelo com a influência da Lenovo no seu conceito ou design. A Lenovo só terá influência conceitual em relação aos produtos da Motorola a partir do segundo semestre de 2014. Esse ainda é um modelo da “era Google” da Motorola. Logo, se não gostou do design do Moto E, reclama com o Larry Page. A culpa é dele.

O Moto E é um típico modelo de entrada, com algumas restrições técnicas que o colocam com os dois pés nessa condição. Conta com uma tela de 4.3 polegadas (960 x 540 pixels, 256 ppp), processador Qualcomm Snapdragon 200 de dois núcleos com 1.2 GHz, 1 GB de RAM e 4 GB de armazenamento interno (expansíveis via slot para cartões microSD de até 32 GB). Sua tela possui a proteção Gorilla Glass 3, e o telefone é resistente contra gotas d’água. Não possui câmera frontal, e sua câmera traseira é de 5 megapixels

Em compensação, o novo Moto E oferece um slot para cartões microSD, algo que era um pedido dos usuários de outros modelos da linha Moto, e até então inédito entre os lançamentos da Motorola.

Ou seja, tudo tem um ônus e um bônus, certo?

Lá fora, o Moto E tem um preço sugerido de US$ 119 (ou R$ 599 no Brasil), um preço que, para o mercado internacional, é realmente muito próximo aos seus principais concorrentes (os modelos Nokia Asha e o Nokia Lumia 520/525). Sem falar nos milhares smartphones da Samsung, igualmente de baixo custo, mas com especificações técnicas inferiores ao Moto E. Só aí, a Motorola já leva uma baita vantagem.

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Porém, no Brasil, ele poderia custar um pouco menos. E até acho que virá a custar um pouco menos. Os R$ 599 sugeridos pela Motorola é um pouco acima do ideal para que o modelo possa competir com os demais modelos de entrada no Brasil, incluindo os chamados “celulares tradicionais”, ou dumbphones.

Para convencer esse segmento de mercado, é preciso oferecer uma proposta mais agressiva no quesito preço. Custando mais do que um Nokia Lumia 520, mesmo contando com o argumento do “o Android tem mais conteúdo e mais flexível que o Windows Phone”, para atingir o usuário que “só quer um produto que funcione” (substituindo assim o seu celular convencional), é um preço que pode ser um pouco acima do ideal para alcançar esses objetivos.

Mas acredito que esse valor deve ser menor, conforme vão aparecendo as promoções nos e-commerces e parceiros da empresa no mercado brasileiro.

Sem falar nas operadoras de telefonia móvel, que certamente aplicarão subsídios no valor do produto, o que pode tornar o seu valor final algo ainda mais interessante.

Resta saber se a Motorola acertou de novo no Moto E em um dos itens mais importantes para o usuário final: o desempenho geral. Será que com todas as mudanças aplicadas ao smartphone não impactaram na tão elogiada performance e fluidez dos modelos anteriores?

Como ainda estamos falando de um produto da “era Google” da Motorola, podemos acreditar que sim. Mas comprovar isso, só quando o produto chegar para testes por aqui (olá, Motorola!). Antes disso, só podermos teorizar. E afirmar que, se a Lenovo teve alguma influência no Moto E, foi em um dos itens que mais interessam ao consumidor: o preço.

Até porque todo mundo gosta de um “bom e barato” nesse mundo, certo? (poderia por o bonito, mas devo admitir que não achei o Moto E tão bonito assim…).

Galaxy Tab 3 Lite: por que, Samsung? Por que?

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Não venham me dizer que eu não entendo. Eu entendo. Perfeitamente. A necessidade de oferecer produtos que seduzam os mercados emergentes e/ou de baixo custo resultam na oferta de dispositivos de entrada, que façam o básico. O que eu não entendo é a Samsung oferecer um produto que consegue ser AINDA MAIS LIMITADO que o Galaxy Tab 3 (que, caso vocês não saibam, já é um tablet de entrada).

O Samsung Galaxy Tab 3 Lite foi anunciado hoje (16) pelos coreanos, mais de forma forçada do que de forma espontânea. O manual do produto vazou na internet nessa semana, e por falta de coisa melhor para fazer, a Samsung decidiu anunciar oficialmente o produto. Não revelaram preço, nem data de lançamento, mas tais detalhes devem ser revelados durante a Mobile World Congress 2014, que acontece no final do mês de fevereiro, em Barcelona (Espanha).

Tudo muito lindo. Mas a pergunta persiste: por que esse lançamento, Samsung?

Vamos comparar com números? Claro que vamos! A seguir, as principais especificações técnicas do Galaxy Tab 3 Lite e do Galaxy Tab 3:

Galaxy Tab 3 Lite: tela de 7 polegadas (1024 x 800 pixels), processador dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), câmera traseira de 2 megapixels, bateria de 3.600 mAh e sistema operacional Android 4.2 Jelly Bean.

Galaxy Tab 3: tela de 7 polegadas (1024 x 800 pixels), processador dual-core de 1.2 GHz, 1 GB de RAM, 8 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), câmera traseira de 3 megapixels, bateria de 4.000 mAh e sistema operacional Android 4.1 Jelly Bean (informações extraídas do site da Samsung).

Ou seja… as diferenças são mínimas: na câmera traseira, na bateria e na versão do Android. Mas… será que tudo isso justifica o lançamento do Galaxy Tab 3 Lite?

Na minha modesta opinião fecal, não. Porém, funciona para a Samsung. De alguma forma bem estranha.

Eu não consigo entender qual é a incapacidade dos coreanos em oferecer um produto um pouco mais barato para os tais mercados emergentes, do que oferecer um “novo” modelo, com especificações técnicas muito próximas ao anterior, o que na minha opinião, não chega nem a ser outro modelo. Na boa, diferenças na câmera, bateria e sistema operacional não justificam a inserção de um novo produto no mercado, apenas para confundir o consumidor.

Qual é a real diferença de preço que os dois modelos podem ter? Se a Samsung oferecer o Galaxy Tab 3 Lite por R$ 100 a menos já está perdendo dinheiro com ele. Logo, não faz o menor sentido.

Tudo bem, a Samsung precisa movimentar a sua linha de produção, e oferecer opções para o consumidor nunca pode ser considerado um erro. Agora, pegar um produto que já existe, mexer de forma sutil em um ou dois itens de hardware, e lançá-lo ao mercado como um produto “novo” é algo que beira o cretino. Depois, quando a Samsung é duramente criticada por alguns consumidores por oferecerem dispositivos de baixa qualidade, que a empresa não reclame de bullying. Até porque o Galaxy Tab 3 Lite pode ser considerado uma “prova de acusação #3”.

Tá, Samsung… eu sei que funciona para vocês. Mas para mim, não. E eu sigo perguntando: por que?

Outra pergunta: até quando?

A hora perfeita de devolver o Galaxy Note 8 com defeito: o LG G Pad 8.3 chegou no Brasil

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Entre o Natal e o Ano Novo, eu adquiri na Shopfato (uma loja do grupo Muffato, lá do Paraná) um tablet Samsung Galaxy Note 8. Entendi que estava fazendo um bom negócio, pois era um tablet com especificações técnicas bem generosas (ainda é). Porém, quando o produto chegou até aqui, eu percebi um “pequeno detalhe” na tela do produto, que foi algo inesperado para mim.

Bom, melhor do que falar, é mostrar, certo?

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Tenso isso, né?

Não dá para ficar com o produto desse jeito. Logo, optei pela devolução. O pessoal do Shopfato está realizando os procedimentos de recebimento do produto e devolução do valor pago no cartão de crédito e, até o presente momento, não tenho o que reclamar da loja.

E lá fui eu recomeçar a busca por um novo tablet. Estava pensando no Galaxy Note 8 mesmo, pois gostei mesmo do conjunto de especificações técnicas (apesar da TouchWiz da Samsung, elemento que sempre serei contra, em qualquer produto dos coreanos). Porém, venho observando que esse modelo está se tornando cada vez mais raro no mercado brasileiro, o que pode indicar que a Samsung está deixando de produzí-lo para adicionar novos modelos no mercado brasileiro.

Ou seja, já não é uma boa opção, principalmente se ele se tornar um produto descontinuado.

Mas aí, para minha alegria, veio a LG salvar o dia.

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Eles anunciaram ontem (15) o lançamento do LG G Pad 8.3 no Brasil. Eu já havia testado o modelo em um protótipo de forma breve no evento de lançamento do LG G2 em outubro de 2013, e já tinha ficado interessado pela proposta dos coreanos. Tudo bem, eles contam com uma interface tão customizada do que a Samsung, mas o seu conjunto de hardware é tão interessante quanto o do Galaxy Note 8. E isso muito me interessa.

Com uma tela IPS de 8.3 polegadas em HD+ (1920 x 1200 pixels), processador Qualcomm Snapdragon 600 quad-core de 1.7 GHz, 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento interno (expansíveis via slot para cartões microSD) e bateria de 4.600 mAh, o LG G Pad 8.3 é tão interessante (para não dizer sedutor) que o Galaxy Note 8 nas suas especificações, prometendo assim um desempenho muito interessante. Sem falar que ele tem um formato bonito e leve.

E tudo isso vai me custar apenas R$ 1.099, na versão WiFi. É um preço muito competitivo. Custa, na pior das hipóteses, o mesmo do Galaxy Note 8, mas é um modelo mais novo e com melhorias nas especificações em alguns detalhes (tela, processador, etc), e mais barato que o iPad mini Retina (ainda não desisti dele, mas pelo menos por enquanto, não dá).

Levando em conta esses fatores, é a minha próxima escolha de tablet Android, e com facilidade. É uma pena que o G Pad 8.3 não estará disponível de imediato na versão WiFi + 3G (de cara, apenas com WiFi). Mas o tethering existe para isso, não é mesmo?

De qualquer forma, apareceu um pouco de sorte na minha vida geek. Pelo menos vou ficar com um gadget minimamente atualizado na minha próxima compra. E vou continuar a fugir da TouchWiz, seguindo assim a minha filosofia prometida para 2014.

Eu não estou na fila dos novos iPhones… (e não ia estar de qualquer forma)

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Chegou o dia. Chegou a hora. Em menos de 60 minutos, os novos iPhones 5s e 5c começam a ser vendidos no Brasil. Não vou entrar no mérito da questão do “o que você faz com o seu dinheiro é da sua conta”, e nem comparar preços. Não tem mais graça fazer isso. Aliás, não tem graça nem ficar acompanhando fila de pessoas que vão comprar o smartphone. Perde a graça quando o produto custa R$ 3.600.

Eu fui convidado para a festa da operadora Vivo (que é fechada) no Shopping Morumbi. Não fui por uma questão de logística (não consegui sair de Araçatuba para o evento). Mas vejo que, como das últimas vezes, será mais divertido acompanhar tudo aqui de casa mesmo. Comentar nas redes sociais, ver as fotos, os memes, os comentários sarcásticos… e depois escrever sobre isso no TargetHD.

Aliás, foi melhor que eu não fosse para São Paulo hoje. Aconteceu tanta coisa por aqui que eu teria largado o evento para voltar para casa no primeiro ônibus.

De qualquer forma, não fiquei na fila. Não tem mais graça. No Brasil, as coisas deixam de ser engraçadas quando tomam ares de ostentação explícita. E olha que eu fui nos eventos de lançamento do iPad no Brasil. Mas ali, tinha o frescor do novo. No caso dos novos iPhones, não só pela carga de informação envolvida, mas também pelo simples fato que tem muita gente que vai comprar para esfregar na cara do amigo (ou do desafeto).

Ficar na fila perdeu a graça.

Em alguns locais, nem fila vai ter. Será uma coisa mais fria, restrita, sem a festa dos fanboys comemorando que um novo iPhone chegou ao Brasil. Aliás, o Brasil é um país onde os valores se invertem. Aqui, cada lançamento é cada vez mais caro, e não o mesmo preço do modelo anterior. A Apple tem a política deles para o resto do mundo, menos para o Brasil. Mas nem para ficar na fila discutindo isso tem alguma graça.

Vai ser mais divertido ver tudo acontecendo atrás da tela do notebook.

Menos cansativo, menos desgastante, mais barato e mais divertido. Até porque eu quero ver os primeiros compradores dessa relíquia no modo pré-pago/desbloqueado. Nem que seja só para saber quais espécimes corajosas se submeteram à facada.

Nas próximas horas, ficarei por aqui, escrevendo os posts de amanhã, e vendo as atualizações dos amigos (e até mesmo dos blogs especializados, pois esses estarão movimentadíssimos hoje). Qualquer coisa, é só me chamar no @oEduardoMoreira.

A madrugada promete (ser muito divertida)!

E a Motorola fez com o Moto G o que a Apple não quer fazer de jeito nenhum

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Eu estava ontem (13) em Salvador (BA), cobrindo o evento de lançamento do Ford Ka Concept (falo mais sobre isso ainda nesta semana), mas fiquei de olho nas redes sociais para acompanhar o lançamento do Moto G, que é considerada a versão de baixo custo do Moto X.

Aliás, o post que saiu no TargetHD falando do lançamento foi produzido entre o voo de Salvador para Belo Horizonte (obrigado, Azul Linhas Aéreas, pela graça alcançada)… assim como esse post, que é produzido entre Belo Horizonte e Campinas. Sério, essas coisas só acontecem no Brasil.

Enfim, vamos ao que interessa: a Motorola chegou para chutar bundas. Contar com o apoio direto da Google é sempre muito bom, mas o resultado final desse anúncio foi melhor do que o esperado. Ou melhor, foi melhor do que aquilo que eu esperava.

Eu imaginava um Moto G mais caro, ou com um valor mais próximo do Moto X. Para a nossa alegria, não foi isso o que aconteceu. Eu acreditava que o valor inicial do novo smartphone da Motorola ficaria em uma faixa de preço de R$ 999, que até então era o valor considerado padrão para os smartphones de linha média. Não foi o que aconteceu.

O Moto G de 8 GB com preço inicial sugerido de R$ 649 desbloqueado é uma excelente opção. Estamos sim diante de um smartphone de linha média, mas com uma experiência de uso bem ajustada para que o smartphone seja totalmente funcional, assim como é no Moto X (que entrega uma usabilidade excelente), um processador Qualcomm Snapdragon 400 quad-core de 1.2 GHz, uma tela de 4.5 polegadas HD (1280 x 720 pixels, com 423 pixels por polegada), e o design rigorosamente igual ao do Moto X.

Nada mal para um produto de linha média, certo?

Mais do que isso. A Motorola coloca o dedo na cara dos seus concorrentes, com uma proposta de Android parrudo com um preço competitivo. De novo, não é um Moto X da vida, e nem pode ser, mas é melhor do que todos os seus concorrentes diretos, sem medo de errar.

Compreendo que, com a chegada do Moto G, os modelos RAZR D3 e o RAZR i serão abandonados. Não que eles deixaram de ser bons smartphones. Porém, não fazem mais sentido, ou perderam a razão de permanecerem vivos no portfólio da Motorola. Apesar disso, pelo menos o RAZR D3 vai receber o Android 4.4 KitKat, o que pode garantir uma sobrevida ao dispositivo.

Porém, se for para comprar um ou outro, escolha o Moto G sem pensar.

Quando leio os colegas blogueiros dizendo “a Motorola acertou de novo”, foi nesse sentido. Buscar um mercado que ainda precisa ser explorado (o de linha média), com um produto que oferece especificações decentes, para um desempenho decente, por um preço competitivo. O mercado de smartphones top de linha já está praticamente dominado (e até saturado, vendo por alguns aspectos), com modelos já escolhidos por usuários que não devem trocar tão cedo de smartphone.

Porém, para os modelos de linha média, ainda existe um mercado em rotação. Não só por conta daqueles que trocam constantemente de smartphone para buscar algo melhor, mas principalmente pelos mercados em desenvolvimento, que é quem está estimulando a venda de smartphones em todo o planeta. Sem falar naqueles que compraram um dispositivo de entrada, e agora querem algo um pouco melhor.

A Motorola, nesse aspecto, deu uma lição pra todo mundo. Não só para a Apple (que faz o discurso que quer os mercados emergentes, mas nada faz para conquistá-los), mas para as demais. É possível sim ter o bom e barato no segmento de smartphones. E o Moto G é a prova cabal disso.

Vídeo paródia antecipa o lançamento do iPhone 5S (tirando sarro da Apple, é claro)

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Ainda vivo a esperança de viver em um mundo onde as pessoas vão aprender a rir de si mesmas e das coisas que acontecem ao seu redor. Incluindo algumas coisas feitas pela Apple, que adora entregar material bom o suficiente para os humoristas. Como é o caso dos vídeos de apresentação dos novos produtos. No vídeo abaixo, antecipe o futuro, e veja como pode ser (ou não) o vídeo de apresentação do iPhone 5S. E comece o seu final de semana de forma bem humorada.

 

Via Gizmodo

O que penso sobre… o novo Nexus 7 (2013) e o Android 4.3 Jelly Bean

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Nasceu a criança. Quase junto com o Rei George Alexander (quem apostou nesse nome ganhou uma graninha). Em um evento bem rápido (menos de uma hora), a Google anunciou ontem (24) o novo Nexus 7 (2013), o sistema operacional Android 4.3 Jelly Bean, e o Google Chromecast, que é um dispositivo USB que transmite vídeos por streaming para a sua TV, aproveitando a interface do sistema operacional da Google adaptada para TVs de alta definição.

Deixarei o terceiro item um pouco de lado, e falarei dos dois primeiros itens. Aliás, pouco há para se dizer sobre os dois. O primeiro foi amplamente vazado nos diferentes veículos de tecnologia (incluindo o TargetHD), enquanto que o segundo apresenta poucas melhorias nas suas funcionalidades, mas que são sempre bem vindas.

De qualquer forma, vamos lá.

O novo Nexus 7 veio com melhorias que alguns julgam que já poderiam estar presentes na primeira versão. Porém, como a Google adotou para a primeira versão do seu tablet a proposta de oferecer um produto barato e com um ótimo desempenho geral, não era possível adicionar todos os itens de uma vez, com o risco de encarecer o produto.

Um ano se passou, algumas coisas mudaram de forma considerável no mercado de tecnologia (principalmente o fator preço dos componentes), e a partir de agora, a Google pode ser dar ao luxo de adicionar alguns elementos considerados preciosos pelos usuários.

Durante o evento, ficou claro para todos qual é o objetivo da Google com um tablet (ou qual é a finalidade que eles querem que o usuário tenha com o seu produto): entretenimento. Eles privilegiaram tanto os consumidores quanto os produtores de conteúdo no novo Nexus 7: os consumidores, porque contam com o tablet com melhores especificações para a reprodução de vídeos e jogos, e os produtores, que contam com um conjunto hardware + software mais completo, estimulando assim a criação de soluções mais completas.

Tal teoria fica ainda mais evidente quando olhamos para as especificações técnicas do novo Nexus 7: processador Qualcomm Snapdragon S4 de 1.5 GHz, 2 GB de RAM, GPU Adreno 320 e tela de 7 polegadas com 323 ppp (1920 x 1200 pixels). É simplesmente um dos tablets mais completos nos seus recursos técnicos, e com a melhor resolução de tela dentro da sua categoria.

É o produto ideal para quem quer ver vídeos, filmes e séries, largado na cama, mas com uma telinha de 7 polegadas para sua diversão. Também é perfeito para quem gosta de jogos, ainda mais com as demonstrações exibidas no evento, já adaptadas para a plataforma Open GL ES 3.0 presente no Android 4.3 Jelly Bean.

Eu posso deixar um pouco de lado a câmera traseira de 5 megapixels? Falo isso porque sou um daqueles que não se conforma com alguém fotografando algo com um tablet…

Mas posso destacar a presença do NFC, da porta miniHDMI e da compatibilidade com recarga sem fio. Todos esses itens deixam o nov Nexus 7 mais dinâmico e versátil, ampliando o leque de possibilidades de uso.

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Já o Android 4.3 Jelly Bean não oferece grandes mudanças visuais, mas apresenta pequenas correções e mudanças que podem beneficiar os desenvolvedores e a experiência de uso. Os desenvolvedores contam com um sistema novinho para explorar pequenas novidades como por exemplo o controle de perfis, a própria compatibilidade com a Open GL ES 3.0 já citada mais acima, e os novos Google Play Games e Google Play Textbook.

Aliás, a Play Textbook é o movimento mais “ousado” da Google para buscar um mercado relativamente dominado pela Apple e Kindle: os livros escolares. Com um formato de negócios que se vale de longos períodos de empréstimo digital e fortes descontos para compras de livros, a Google pretende não só conseguir mais dinheiro com a comercialização desses títulos educacionais, mas principalmente, agregar valor de mercado com algo que é bem visto pelos consumidores, de um modo geral.

A Google mostrou novidades, onde algumas delas não eram tão novidades assim. Por outro lado, mostra a consistência de uma empresa madura, sólida e pronta para os desafios mais importantes. Vamos ver se o novo Nexus 7 será um sucesso de vendas (e se não leva tanto tempo para chegar ao Brasil) e se o Android 4.3 confirma esse ponto de maturidade do sistema do robozinho verde (e se não demora a ser atualizado em outros dispositivos no Brasil).

Essas duas questões, só o tempo saberá responder.

Apple segue supervalorizada no Brasil. iPad mini é uma prova clara disso

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A criança nasceu! O iPad mini chegou ao mercado brasileiro, e a partir de hoje (25), qualquer cidadão brasileiro que tenha pelo menos R$ 1.299 no cartão de crédito (ou R$ 1.169 em dinheiro) poderá comprar a versão compacta do tablet da Apple. E não… não temos muitos motivos para comemorar em relação à isso. Afinal de contas, entramos na festa com oito meses de atraso. Mas esse nem é muito o ponto.

Faz muito tempo que sustento a tese que a Apple é supervalorizada no Brasil. E para quem tem o mínimo de consciência monetária, que sabe que dinheiro não nasce em árvore, e acompanha como a própria Apple trata o Brasil sabe disso. Ter um produto da Apple, para muita gente (ei, eu disse MUITA GENTE e não TODO MUNDO… agora, se a carapuça serviu, o problema é seu), é uma questão de status. Ou de menosprezar os outros. Eu sei que tem muita gente que usa os produtos da Apple de forma produtiva e consciente, e admiro essas pessoas. Porém, a parcela da população que acredita mesmo que vale a pena ter um iPad mini apenas por ser da Apple é considerável. E é para essas pessoas que dedico o post de hoje.

Para começar, o iPad mini foi anunciado nos Estados Unidos em outubro de 2012. Lá, tem um preço relativamente competitivo (US$ 349). E digo “relativamente”, pois os concorrentes diretos dele oferecem alternativas tão boas quanto e com preços mais baratos. Mas vamos deixar isso para lá. O fator mais relevante para a discussão é o tempo que levou para chegar aqui: OITO MESES!

Oito meses no mundo da tecnologia é, hoje, uma eternidade. Muita coisa muda em oito meses. Muita coisa fica obsoleta em oito meses. E o mais importante: em oito meses, os adversários da Apple no Brasil se movimentaram muito. A Samsung lançou o Galaxy Note 8.0 (que, de forma quase bizarra, é mais barato que o iPad mini – é o inverso nos Estados Unidos), a ASUS (a muito custo) lançou o Nexus 7, que é pelo menos R$ 300 mais barato que o iPad mini, sem falar nos competidores de outras marcas, que aproveitaram o momento para oferecerem produtos mais baratos.

Não acho que a Apple vai ter grandes prejuízos com essa competição no Brasil. Até porque o público cativo da Apple é grande por aqui. Porém, será que esse iPad mini vale mesmo os R$ 1.299 cobrados no modelo mais básico? Um produto com oito meses de atraso, com uma tecnologia que não possui todo o potencial que sabemos que tem, e com concorrentes ofertando produtos melhores e mais baratos?

Ah, tem a “experiência de uso da Apple”. Tá certo… só tem um detalhe. Na verdade, alguns…

Estamos no final de junho de 2013. O iPad mini pode ser considerado um “parto pré maturo” com um atraso gigante. Todo mundo que acompanha um pouco melhor o mercado de tecnologia sabe que a Apple vai lançar novos produtos (iPhone, iPad, iPad mini) no terceiro trimestre de 2013 (que, por sinal, começa na semana que vem, caso você não saiba). Muito provavelmente no mês de setembro, novos modelos chegarão ao mercado, com novos recursos, um hardware melhorado, e com o mesmo preço da versão anterior (pelo menos nos EUA, onde essa política da Apple se faz mais presente).

No final das contas, o iPad mini que chega hoje ao Brasil, não só chega defasado, como tem grandes chances de ficar desatualizado em apenas três meses.

Aí eu te pergunto: você, que tem condições de buscar produtos diretamente dos EU… será que vale mesmo a pena comprar o iPad mini hoje, agora? Ou vale mais a pena esperar mais três meses por uma nova versão?

Não me entendam mal. Eu sei que tem gente que vai dizer: “quando lançar um novo iPad mini, o meu antigo não vai parar de funcionar”. Você tem razão. Porém, pagar R$ 1.300 NA MINHA OPINIÃO é investir em tecnologia, e não apenas comprar um luxo, ou um “produto que funcione”. Eu entendo que qualquer pessoas que anseie pelo melhor em tecnologia se sentiria frustrado ao saber que o seu produto, que era de ponta em maio, se tornou um produto obsoleto e/ou descontinuado em agosto (tal como aconteceu com o iPad 3, quando o iPad 4 foi lançado).

Se você não se importa em queimar R$ 1.300 em um produto que pode ficar obsoleto em três meses, o problema é seu. NA MINHA OPINIÃO, de geek hardcore, eu não me sinto nada feliz com esse cenário.

De qualquer forma, deixo esses pontos para vocês refletirem. A Apple tem ótimos produtos, mas aqui no Brasil segue sendo muito mais o status do que aquilo que um produto realmente poderia valer. E em alguns momentos, vale mais a pena deixar o orgulho de lado, e segurar um pouco mais o cartão de crédito na carteira do que sair se mostrando para amigos e familiares com o seu novo iPad mini.

O que penso sobre… o Nokia Lumia 925

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Em um evento realizado hoje (14) em Londres (horário de Brasília: 6h da manhã… ou seja, imagine o meu sono agora…), a Nokia apresentou ao mundo o seu novo modelo top de linha. Bom, mais ou menos isso. O Nokia Lumia 925 chega ao mercado como uma aposta mais sóbria da linha de smartphones com o sistema operacional Windows Phone 8, com materiais de alta resistência e boas especificações técnicas.

O novo Lumia 925 é um smartphone bonito, e não podemos negar isso. Composto com alumínio em boa parte de sua carcaça (a sua parte traseira é composta por policarbonato, em uma tampa não removível), o telefone é muito similar em suas especificações ao Nokia Lumia 928, apresentado semana passada nos Estados Unidos (não sei porque não falei sobre ele ainda aqui no blog), mas com algumas diferenças importantes. Muito mais nos software do que no hardware. Até porque o hardware é praticamente o mesmo.

O Lumia 925 conta com uma tela de 4.5 polegadas (OLED PureMotion HD+, ClearBlack e Gorilla Glass 2), câmera traseira de 8.7 MP, câmera frontal de 1.2 MP, processador Qualcomm Snapdragon S4 Pro dual-core de 1.5 GHz, 1 GB de RAM, 16 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), redes LTE, WiFi, conectividades Bluetooth e NFC, além de uma bateria de 2.000 mAh.

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A Nokia apresentou o produto como um modelo sóbrio, elegante, mas com múltiplas opções de cores, para agradar aos usuários que gostam de personalizar os seus dispositivos. Porém, diferente dos outros modelos da linha Lumia apresentados nesse ano (talvez exceto pelo Lumia 928), o foco principal do Lumia 925 são os usuários mais sóbrios, que querem um dispositivo fino, elegante, leve e muito funcional em seus recursos. Talvez algumas pessoas fiquem um pouco descontentes pela presença de um processador de dois núcleos em um smartphone, mas é sempre bom lembrar que estamos falando do Windows Phone 8, que tem como característica principal manter a sua fluidez e qualidade de performance em modelos sem muitas exigências de especificações de hardware.

A Nokia também apresentou algumas novidades nos recursos de imagem do modelo (e algumas delas futuramente estarão presentes em outros dispositivos com Windows Phone 8). Algo que está exclusivamente presente no novo Lumia 925 é a presença de uma sexta lente no seu conjunto ótico (contra cinco, do Lumia 920 e Lumia 928). Fora isso, a nova Smart Camera, que oferece novos recursos para captação de imagem, estará presente nos modelos com Windows Phone 8 “em breve”, sem falar na clara promoção do Hipstamagic, programa que estará presente como padrão no Lumia 925, servindo de alternativa para o Instagram (que como vocês bem sabem, não está presente no sistema móvel da Microsoft).

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Mas… o que achei do produto?

Bom, ele é bonito, elegante, fino, mais atraente que os demais modelos apresentados pela Nokia esse ano… o problema é o preço que ele deve chegar ao mercado brasileiro. O preço de 469 euros já não é muito atraente, principalmente se levarmos em consideração o argumento desse preço estar disponível para um mercado que já não está tão bem das pernas. Agora, imagine o preço desse produto no Brasil. Desanima.

Não estou aqui dizendo que o smartphone não é bom (tenho que desenhar isso, pois algumas pessoas simplesmente não entendem as diferenças de pensamento). Estou afirmando que, mesmo ele sendo um dispositivo interessante, ele pode deixar de ser interessante, principalmente se pensarmos que outros modelos com uma maior gama de recursos de hardware e software custarão menos que ele. Sim, pois não acredito que o Lumia 925 chegue ao Brasil com um preço abaixo dos R$ 2.000.

Outro detalhe que é importante deixar frisado aqui: ele é caro, sim, mas se vier a R$ 2.000, ele se justifica mais do que o Lumia 920 pelo mesmo preço. De novo, não concordo com esse valor como um produto de tecnologia. Tinha que custar menos que isso. Porém, como é essa a realidade de valores que temos hoje, será mais “justificável” cravar algo em torno de R$ 2.000 no Lumia 925 do que em outros modelos.

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Por fim, o Nokia Lumia 925 é um produto que chama a atenção pelo design, pela alta qualidade de material utilizado, e principalmente, pelos novos recursos de imagem. Mas pouca coisa muda em relação aos concorrentes. Vejo a Nokia apresentando hoje um modelo para usuários top de linha, melhorando o conceito, mas trazendo poucas novidades na sua execução e seus recursos.

Não há previsão de lançamento do modelo no Brasil. A primeira previsão (segundo a própria assessoria de imprensa da Nokia Brasil) é que o lançamento do Lumia 925 em nosso país deve acontecer durante o quarto trimestre de 2013. Ou seja, começa a guardar dinheiro desde já para comprar o produto nas compras do Natal.

Minhas primeiras impressões sobre o Galaxy S IV

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Finalmente, a criança nasceu. O Samsung Galaxy S IV chegou ao mundo, e todos nós, geeks e amantes do mundo da tecnologia, estamos falando nele. Esse post expressa minhas primeiras impressões (de quem está vendo tudo de longe) sobre o novo smartphone top dos coreanos, e vai servir para que, no futuro, eu envie para todo e qualquer internauta que me perguntar “o que você achou do Galaxy S IV?”. Bom, pelo menos aqui está a minha opinião, até eu conseguir fazer o review do produto (alô, Samsung!).

A primeira coisa que devo destacar, antes de qualquer coisa, é que estou vendo o produto como um produto de tecnologia, que pode atender as minhas necessidades, e as necessidades de outros usuários de diferentes níveis de conhecimento. É evidente que aquilo que é bom para mim não precisa ser bom para você. Mas como esse blog é meu, eu estou dando a MINHA OPINIÃO. Não tenho que ser imparcial aqui. Aliás, nem no TargetHD.net sou imparcial. Todo mundo tem uma opinião, e toda opinião é parcial. Logo, cresça um pouco e leia esse post como um adulto, certo?

Talvez o ponto mais decepcionante para mim foi a manutenção do seu design. Particularmente, não acho o Galaxy S III um smartphone bonito, e saber que a Samsung decidiu seguir na mesma tendência no Galaxy S IV me incomoda um pouco. Isso automaticamente obriga a empresa a se renovar nesse aspecto na próxima versão do dispositivo. Por outro lado, isso não é algo que incomode tanto. Bom, incomoda menos que ver a Apple aumentando 0.5 cm na tela do iPhone, mas não mudar a sua cara desde o iPhone 4 (e isso deve se manter no iPhone 5S, ou seja, sem inovações no design desde 2010). Além disso, a manutenção do design no S4 é altamente justificável: o Galaxy S III é um grande sucesso, e é natural que eles façam a manutenção dessa proposta. Bom, tem um detalhe: o novo modelo se aproximou mais do Galaxy Note II.

Aliás, uma coisa importante dita por J.K. Shin na apresentação de ontem: “nós ouvimos aquilo que o nosso consumidor quer”. E, pelo visto, fizeram isso. A Samsung fez uma apresentação casual, no modo “Broadway” não apenas porque estavam em Nova York, ou porque queriam ser bregas (sério, achei tudo aquilo muito brega, mas enfim…). O objetivo principal do teatrinho da Samsung era alcançar o usuário comum, o casual, ou aquela pessoa que nunca usou um smartphone na vida, e mostrar como o Galaxy S IV pode ser utilizado por qualquer pessoa, para as finalidades mais comuns ou corriqueiras.

Um produto para todos. É como eu qualifico o Galaxy S IV nesse início. Tudo bem, muitos vão dizer “ah, mas a Samsung não testou nenhum de seus recursos ao vivo no evento”. Pois bem, eu digo que a Apple mostrou que o iPhone 5 funciona ao vivo, e mesmo assim, ele veio com grandes merdas, como problemas no consumo de bateria, um iOS 6 cheio de problemas, o Apple Maps, algumas unidades com problemas de construção… ou seja, isso não é relevante. Até porque a Samsung não quis enganar ninguém: deixou claro, o tempo todo, que é uma DEMONSTRAÇÃO do que ele é capaz de fazer. Se tudo vai funcionar no mundo real, é outra história. Só saberemos se a teoria se aplica à prática quando o produto chegar às nossas mãos.

E por falar em recursos, as novidades apresentadas em termos de funcionalidade me chamaram a atenção positivamente. A Samsung enfatizou e muito nos recursos de câmera, mostrando que os usuários querem mesmo ter como uma de suas prioridades o registro de imagens no formato de fotos e vídeos. Esse é um dos pontos decisivos na hora da compra para a maioria dos usuários, e nesse aspecto, a Samsung vem com um bom arsenal. Outro ponto positivo do novo Galaxy S IV são os novos recursos relacionados ao controle do dispositivo, como o S Voice e o Air Gesture. Pode parecer perfumaria para alguns, mas poder manipular a interface do usuário sem tocar na tela pode ser algo que aproxime os usuários casuais para o dispositivo. E controlar o dispositivo apenas com os olhos? Coisa de filme de ficção científica, não?

Diferente de outros fabricantes (e aqui eu posso citar praticamente todos eles, não serei específico), a Samsung decidiu enxergar o Brasil como parte do mundo. Aliás, a empresa não fez muitas distinções nesse aspecto, já que 155 países vão receber o smartphone no ato do seu lançamento, incluindo o Brasil. Nosso país também foi lembrado em um dos recursos de interação de uso, o S Translate, que tem suporte para nove idiomas, incluindo o português brasileiro. Não é só porque a Samsung é boazinha com o Brasil. Aqui também entra o lado de negócios. Afinal de contas, tem Copa do Mundo em 2014, Jogos Olímpicos em 2016…. logo, por que não colocar um recurso que também será um diferencial para aqueles que vão participar desses enventos.

Por fim, o hardware. Nesse sentido, é o melhor smartphone do mundo. Fico feliz que o Brasil vai receber o Galaxy S IV com o processador Exynos Octa. Acreditei que esse processador não estaria presente já nesse smartphone, ou que o Brasil ficaria com a versão com o chip Qualcomm Snapdragon S4 Pro, que também é excelente. Mas felizmente, me enganei. Receberemos o melhor modelo em termos de hardware, que ainda conta com a versão mais elevada do sistema operacional Android até o momento (4.2.2 Jelly Bean). Não tenho dúvidas que esse smartphone vai voar nas mãos do usuário, ainda mais com um processador que trabalha com recursos específicos (parte para tarefas simples, outra parte para tarefas complexas), uma grande quantidade de memória RAM (2 GB), uma tela com resolução Full HD e uma densidade de tela absurda (441 ppp), os já citados recursos para interação com o usuário, e um sistema operacional atualizado. Alguém quer mais do que isso?

Eu quero: um preço menos assassino.

Para mim, R$ 2.500 por um smartphone é um absurdo. Falo pelo “efeito Brasil” mesmo. Não me entendam mal. Achei o Galaxy S IV espetacular, o melhor smartphone que o seu dinheiro pode comprar, apresenta novidades muito interessantes, novos recursos que tornam ele um Android de respeito, e chuta a bunda do iPhone 5 com violência. Porém, não me imagino pagando R$ 2.500, mesmo com todos esses recursos. Tenho que ser honesto comigo mesmo: é um produto que está bem longe da minha realidade financeira, e até penso que ele está com o seu preço supervalorizado no Brasil. Ok, entendo que ele quer disputar com o preço do iPhone 5 no Brasil no modo “cabeça a cabeça”. Mas, se eles queriam um tapa na cara completo na fuça do Tim Cook, eles poderiam simplesmente subsidiar em 20% esse valor, colocando o S4 ao “mágico” valor de R$ 2.000.

Com o novo smartphone da Samsung custando R$ 2.500 (tá, R$ 2.400 na versão 3G), temos um novo grupo de smartphones criado. Se antes o preço para modelos top era de R$ 2.000, agora temos o grupo de preço composto exclusivamente pelo iPhone 5 e pelo Galaxy S IV, com preço inicial de R$ 2.400. Isso é ruim, pois em 12 meses, o valor máximo de um dispositivo considerado top de linha aumentou aproximadamente 25%. Não os valores dos produtos, que fique bem claro, mas nos lançamentos de modelos de elite. Isso é prejudicial para todo mundo, pois os modelos que já estão no mercado não terão uma redução de preços. Ou seja, a Samsung vai continuar a cobrar entre R$ 1.800 e R$ 2.000 no Galaxy S III. Se bem que vou pular essa versão com facilidade, se algum dia me for permitido escolher um novo smartphone top da Samsung.

Resumindo:

O Samsung Galaxy S IV é o melhor smartphone do mercado atual, pelo menos por enquanto. É o melhor que o seu dinheiro pode comprar. A Samsung melhorou em tudo o hardware do novo modelo em relação ao antigo, acrescentou inovações na interação do usuário com o dispositivo, melhorias nos recursos de captação de imagem (fotos e vídeo) e pelo menos cumpriu o que prometeu. Você pode até achar que o lançamento em si não foi tão impactante quanto o Galaxy S III, mas não pode negar que a Samsung tentou inovar mais que a Apple tentou no iPhone 5.

Aliás, o Galaxy S IV só prova o quanto a Apple ficou para trás nas suas tentativas de melhoria de hardware e software do seu smartphone. Se colocarmos os dois smartphones lado a lado, parece que o iPhone 5 foi lançado em 2011, e não em setembro de 2012. É impressionante como apenas seis meses depois, já podemos considerar o iPhone 5 um smartphone muito aquém nas suas especificações de hardware e nos seus recursos de interação com o usuário. Tá, a velha desculpa do “a Apple faz o hardware ajustado para o seu software” vai aparecer, mas não condiz mais com a realidade atual do mercado. Afinal, o Galaxy S IV tem um hardware mais potente, plenamente ajustado com o software, e o preço é o mesmo. E outra: sem uma experiência de uso “engessada” do iOS 6.

De qualquer forma, agora é esperar pelos primeiros reviews e pelo lançamento do smartphone no Brasil. Até lá, vamos ficar repercutindo esse lançamento por mais alguns dias.