@oEduardoMoreira

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Meninos, eu vi… o Moto Z Play

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Já que a Lenovo não me convidou para o evento de chegada dos novos Moto Z e Moto Z Play no Brasil (mesmo sabendo que eu estava próximo à São Paulo dessa vez), eu entro no modo “me viro nos 30” e vou conhecer pelo menos o Moto Z Play de alguma forma.

Então, no shopping Praia Mar em Santos (SP), que tem uma estátua do Aquaman na porta (eles afirmam que é Netuno o cidadão que está na frente do shopping, mas eu JURO que é o Aquaman…), eu encontrei na loja da Vivo uma unidade do Moto Z Play em funcionamento.

Pude testar o dispositivo por alguns instantes, e passo nesse post as minhas impressões.

 

Moto Z Play: impressões

 

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A unidade em demonstração na Vivo estava com o módulo de áudio da JBL conectado, o que me impediu de ver por completo a espessura do aparelho. Mesmo assim, eu consegui obter uma boa ideia de como o produto foi concebido.

Na sua estrutura geral, estamos diante de um belo smartphone com uma estrutura metálica muito interessante. Algo que chama a atenção é ver como a Lenovo assumiu o seu DNA em um conceito de design claramente herdado da Motorola. Ainda mais com o conceito do modularidade do produto.

 

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Considerando que estamos diante do Moto Z Play, devo lembrar que, sem o módulo, a protuberância da câmera traseira é bem menor do que a do Moto Z original. Algo que chama a atenção quando colocamos os modelos lado a lado.

 

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Os poucos detalhes que antes eram cromados agora estão revestidos em preto, dando uma uniformidade ao design do produto.

As laterais da tela são cromadas, para reforçar a sensação que as bordas da tela são realmente mais finas.

 

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O módulo de áudio da JBL em demonstração funciona tal e como prometido. Tem uma base para sustentação do dispositivo, e o som é reproduzido em um volume elevado.

Na prática, temos um alto-falantes integrado ao smartphone, através do conceito modular magnético proposto pela Lenovo.

Pode ser muito bem vindo para quem gosta de entretenimento, ou para quem quer ouvir música sem os fones de ouvido, enquanto realiza alguma atividade doméstica.

 

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Uma das decepções óbvias e já sabidas sobre o Moto Z Play está nesse pequeno leitor de digitais. Não por causa do seu funcionamento, já que ele cumpre o que promete. Mas sim porque ele é apenas um leitor de digitais e nada mais.

O ideal seria que ele fosse um botão home, como acontece nos dispositivos da Samsung e de outros fabricantes. Faz muito mais sentido e é mais intuitivo no uso geral.

 

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Enfim, o Moto Z Play me passou boas impressões. Na verdade, ótimas.

Tenho curiosidade em saber se o conceito modular realmente funciona de forma efetiva e em um uso mais amplo. Mas esse detalhe só a Lenovo pode me ajudar! ;)

Os smartphones flexíveis (finalmente) estão chegando

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Smartphones flexíveis

Não faz muito tempo que vimos um rumor que indicava que os smartphones flexíveis estavam bem próximos de chegar ao mercado, e que a Samsung poderia ser um dos primeiros a lançar um modelo comercial em 2017. Algo que um dos executivos da empresa sul-coreana confirmou em partes.

Gregory Lee, chefe da divisão da Samsung na América do Norte, disse com todas as letras que esse tipo de dispositivos estão chegando em breve, de modo que a ideia de ver um smartphone flexível no ano que vem não é uma loucura. O executivo também comentou que sua empresa já leva uma década trabalhando na criação de smartphones flexíveis, e que durante esses anos eles conseguiram diversos protótipos, mas que o problema principal não é o seu design, mas sim a possibilidade de fabricá-los e comercializá-los por um preço razoável.

É evidente que o preço tem um papel essencial no sucesso desses novos smartphones, e que os diversos fabricantes devem ter muito cuidado nesse sentido, já que por mais inovador e interessante que pode ser o dispositivo, se ele é caro demais, ele acaba sendo um produto limitado a aqueles com maior poder aquisitivo, o que pode se transformar em um efeito negativo nas vendas.

Lee não deu detalhes concretos além do que foi dito, mas com as informações que foram sugeridas antes, sabemos que podemos ter nas mãos dois dispositivos com tela flexível, um smartphone de 5 polegadas e um tablet de 8 polegadas. Com certeza veremos mais vazamentos e rumores nos próximos meses, mas o mais seguro é que a Samsung deve apresentar algo nesse sentido na MWC 2017, que acontece em fevereiro do ano que vem.

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Sem falar que a Lenovo nessa semana fez muito barulho com o seu conceito de smartphone enrolável, com tela flexível. O protótipo apresentado na Lenovo Tech World 2016 impressionou a todos não apenas pela ideia, mas também em como esse conceito já está bem acabado pela mão dos asiáticos. Pode ser que ainda exista uma margem de melhora nesse conceito (e sempre tem), mas ao menos podemos dizer que é um conceito que está muito bem encaminhado.

Parece que agora vai. Finalmente teremos smartphones flexíveis em 2017. Um conceito que sempre foi prometido como um dos elementos de futuro para o mundo da tecnologia, mas que só agora se materializa em produtos próximos da realidade de mercado. Quem sabe esta é a inovação que muitos esperam dentro do mercado mobile.

Moto Z e Moto Z Force: inovadores tops de linha da Lenovo

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A era Moto X chegou ao fim oficialmente. A Lenovo apresentou ontem (9) na Lenovo Tech World 2016 uma nova série de smartphones top de linha, nos modelos Moto Z e Moto Z Force.

De fato, a Lenovo queria colocar a sua identidade nessa série, mas mantendo a linha Moto no seu DNA de alguma forma. Na prática, não podemos dizer que eles não conseguiram isso: estamos diante do primeiro smartphone dessa série a contar efetivamente com a intervenção direta dos asiáticos na sua concepção e inovações. Ao mesmo tempo, preservou elementos que fizeram essa série ser muito cobiçada durante os tempos em que esteve nas mãos da Motorola.

De um modo geral, são smartphones muito bonitos. É dispensável destacar a baixa espessura do dispositivo, que combinado com o seu acabamento com ar metálico denota uma estética mais premium ao dispositivo. Porém, o Moto Z vai além da beleza. Oferece novidades bem interessantes, como o seu conector inteligente e os muito enfatizados MotoMods.

O conceito de smartphone modular está se tornando mais popular e real para o mercado de smartphones, e antes do Ara chegar ao mercado. Pode não ser aquele dispositivo altamente customizável, onde você pode inserir e remover aspectos como sensor de câmera, módulo de armazenamento, GPS e outros aspectos de hardware. Mas a ideia é a mesma: poder adicionar quando quiser complementos que potencializam o uso do dispositivo em diferentes esferas e situações.

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Tudo bem que os Moto Mods comprometem a estética refinada do Moto Z, mas não podemos ter tudo nesse mundo, não é mesmo? E, mesmo assim, não deixam de ser conceitos interessantes, que podem ser muito bem aproveitados por muitos usuários. Essa versatilidade nos dispositivos é sempre bem vinda.

Nas especificações técnicas, o Moto Z é um autêntico top de linha, e não deve nada aos seus principais concorrentes de categoria. É um modelo que contém o melhor em termos de hardware do mercado atual, e com o Android quase puro da filosofia Moto, tem tudo para ser um dos modelos mais interessantes de 2016.

Resta agora saber se o preço que a Lenovo vai colocar nesse modelo no Brasil será tão premium quanto os últimos lançamentos da LG (LG G5) e Sony (Sony Xperia X). Se conseguir chegar na mesma faixa (aproximadamente R$ 3.500 ou menos), será um forte candidato na sua categoria. Afinal de contas, oferece especificações melhores, inovações relevantes, e um preço tão bom quanto esses lançamentos citados.

Lenovo Phab2 Pro: o Project Tango finalmente estreou

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Nasceu a criança!

Finalmente o Project Tango da Google se torna uma realidade, e a Lenovo foi a responsável por materializar o conceito, através do seu novo smartphone Lenvo Phab2 Pro, um dispositivo feito sob medida para explorar novas formas de interação do usuário com tudo aquilo que está ao seu redor.

Em um tempo onde esperamos por dispositivos inovadores (uma vez que o mercado de smartphones vive muito do “mais do mesmo”), a Lenovo consegui chamar a atenção positivamente ao oferecer um dispositivo que abraça a ideia da Google em criar mundos virtuais a partir dos elementos reais. É algo tão surreal, tão “Matrix”, “Minority Report” e outras paradas futuristas que vimos no cinema, que é até um pouco difícil explicar para vocês o que a Google conseguiu com o Project Tango.

De fato, um conjunto de câmeras capturam vários aspectos do ambiente, em uma interação em três dimensões, o que permite que o software do Project Tango insira elementos virtuais que vão interagir com as imagens tridimensionais capturadas. Sem falar que também é possível criar cenários alternativos completos, expandindo o nível de interação do usuário com aquele entorno, através dos recursos de software integrados.

Sério, isso realmente é uma inovação muito considerável.

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Depois que eu vi o conceito todo funcionando na apresentação da Lenovo Tech World 2016, confesso que o resultado final ficou melhor do que tudo o que imaginei na minha cabeça. Alguns podem até questionar a validade ou utilidade desse conceito, mas não podemos jamais ignorar que, nos últimos cinco anos, pouquíssimas empresas pensaram em algo desse tipo. Ao menos a Google aqui tenta mexer um pouco nas fichas do jogo, e sabendo que um dos motivos mais relevantes no uso do smartphone é justamente o entretenimento, investir em um conceito desse não é de todo uma má ideia.

Nos aspectos técnicos, o Lenovo Phab2 Pro é um smartphone feito sob medida para o que ele se presta a fazer, e essa não é uma má notícia. Pelo contrário: estamos diante de um ótimo smartphone que, pelo fator inovação, tem um preço realmente muito competitivo (US$ 499). Trazer algo completamente novo para o mercado e custando abaixo dos US$ 500 é uma vitória. Ok, a Google pode estar subsidiando o fator I+D no preço final do produto. Mesmo assim…

A Lenovo Tech World 2016 valeu a pena por todas as suas novidades. Mostrou uma Lenovo inovadora, que está ao menos tentando dar passos à frente, mover as fichas do mercado de tecnologia, e investindo nas novas propostas para o usuário. Quem sabe os demais não a acompanham. E, mesmo que o Lenovo Phab2 Pro seja questionado com um “pra quê realmente eu vou usar isso?”, ao menos ele entra para a história por ter iniciado a trajetória do Project Tango.

E ter iniciado muito bem, diga-se de passagem.

Adeus, Motorola Moto Maxx. Foi bom enquanto durou…

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Está chegando ao fim o meu caso de amor com o Motorola Moto Maxx, smartphone que foi de meu uso pessoal desde janeiro de 2015.

Não que eu ache o dispositivo ruim, ou que não atenda minhas necessidades diárias. Pelo contrário: depois do iPhone 4, foi o dispositivo que mais tempo ficou comigo. Um autêntico companheiro de jornadas pessoais e profissionais, com um hardware top de linha e desempenho excelente na maior parte do tempo. Porém, esse mesmo tempo passou, e chegou a hora de fazer a troca.

O principal motivo para o adeus foi o fato da Motorola simplesmente negligenciar nas atualizações do Moto Maxx, que oficialmente parou no Android 5.0.2, jamais chegando ao Android 6.0 Marshmallow, diferente do que a mesma Motorola prometeu. Aliás, alguns diziam que o modelo receberia diretamente o Android 6.0.1, algo que honestamente eu duvido que vai acontecer.

Além disso, um dos modelos que se tornou alvo de meu objetivo futuro é o LG G4, que finalmente chegou em um preço que eu posso pagar. Tudo bem, eu estou adquirindo um smartphone que foi lançado no ano passado. Porém, é um dos modelos que já conta com o Android 6.0 Marshmallow, e realmente não tenho condições ou disponibilidade de pagar o que é cobrado pela Samsung no Galaxy S7, ou pela Apple no iPhone 6s. Dentre os modelos top de linha, é justamente esse smartphone da LG um dos que podem atender melhor as minhas necessidades.

Um hardware muito equilibrado, uma tela excelente de 5.5 polegadas, armazenamento expansível, 3 GB de RAM e câmeras que estão entre as melhores do mercado. É um conjunto de hardware bem estabelecido e definido. A única coisa que vou sentir falta do Moto Maxx é da sua bateria de 3.900 mAh, que é excelente para as minhas necessidades. Mas vou ter que conviver com isso em nome de ter um dispositivo melhor.

Diferente de colegas blogueiros, eu não ganhei o Moto Maxx da Motorola. Eu paguei por ele. Logo, minha avaliação sobre o produto foi a mais isenta possível. E me desfazer dele nesse momento é um gesto que faço sem peso na consciência, e com total isenção. É uma pena que um modelo tão caro e tão promissor no seu hardware tenha estacionado nas atualizações. Entendo que o consumidor que paga essa quantia de dinheiro por um smartphone Android não pode ser negligenciado no suporte a esse nível.

Shame on you, Motorola!

Moto G4 e Moto G4 Plus

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Eles cresceram em tudo. Inclusive no preço.

Os primeiros smarphones da linha Moto G 100% assinados pela Lenovo (apesar de estranhamente o logo da Motorola estar presente na caixa) foram apresentados hoje (17), e mostram as melhorias habituais nas especificações de hardware, algo que todo dispositivo deve receber de tempos em tempos. Mas também mostra o crescimento e maturidade da série, que pode resultar efeitos com direções opostas: por um lado, temos o melhor Moto G já lançado, que se nivela com aquilo que o mercado de linha média premium pede hoje; por outro lado, o dispositivo pode deixar de ser o “bom, bonito e barato” que as pessoas tanto amam.

Por outro lado, entendo que o Moto G já está na hora de dar um passo adiante, de seguir em frente. Ser um modelo que ofereça um pouco mais, sem se limitar necessariamente ao quesito preço, e justificando um investimento um pouco maior. O problema específico aqui é que, em caso do modelo mais básico chegar ao Brasil na casa dos R$ 1.500, ele automaticamente ‘mata’ o Lenovo Vibe 7010, e isso pode ser um problema a médio prazo. A não ser que a Lenovo reduza um pouco o preço do Vibe. Mas vamos descobrir em algumas horas o que os asiáticos pensam sobre esse tema.

De qualquer forma, falamos de um smartphone que agora tem uma tela de 5.5 polegadas em Full HD e mais de 400 pixels por polegada. Uma melhora sensível pensando em um público que cada vez mais consome e produz conteúdos de imagem (fotos e vídeos). O aumento de tamanho e resolução de tela fez com que a bateria do dispositivo aumentasse para 3.000 mAh, algo mais do que necessário para aguentar essa demanda toda. Tudo bem que o processador Qualcomm Snapdragon 617, trabalhando com o Android 6.0.1 Marshmallow, será responsável por um melhor gerenciamento de bateria. Mesmo assim, quanto mais bateria melhor, em todos os sentidos.

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Os novos Moto G4 e Moto G4 Plus apresentam melhorias nas câmeras, ao mesmo tempo que esse é um dos itens onde os dois modelos são mais diferentes. Com sensores de 13 MP e 16 MP, o modelo maior teria um sensor fotográfico tão bom quanto aquele presente no iPhone 6s e iPhone 6s Plus (não sou eu que estou falando: foi a Lenovo/Motorola que lançou essa declaração na Índia). Aqui, o desafio é fazer com que um dispositivo da série conte com um sensor fotográfico de maior qualidade. Ao longo do tempo, as melhoras foram consideráveis, mas ainda deixaram um pouco a desejar na última versão. Quem sabe com um sensor ótico mais potente e um sistema de foco a laser ajude nessa equação.

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Alguns elementos do DNA da série Moto G estão presentes, como o modo de recarga rápida de bateria, linhas de design bem ajustadas, Android pouco customizado e com recursos inteligentes, entre outros. O que mostra o compromisso da Lenovo em ao menos manter a ideia inicial do dispositivo viva, apesar da proposta de oferecer uma melhor relação custo-benefício se perder com o passar do tempo. A decisão só vai ser desfavorável se os novos smartphones apresentarem problemas sérios, mas imagino que isso não vai acontecer.

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Em linhas gerais, as primeiras impressões do Moto G4 e Moto G4 Plus me agradam. As melhorias são pontuais, não descaracterizaram muito o dispositivo do conceito geral que as pessoas conhecem, e o fator preço pode ser decisivo para o sucesso dos novos modelos. Afinal e contas, esse ainda é um dos fatores decisivos na hora do consumidor escolher um smartphone para chamar de seu. Sem falar que, a cada ano, a concorrência dentro de sua faixa de preço é cada vez maior.

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Lenovo Vibe K5 (lá fora, Vibe K5 Plus)

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A Lenovo anunciou para o Brasil o Lenovo Vibe K5. Mas não se confunda. Na verdade, esse modelo é o Vibe K5 Plus, anunciado na MWC 2016 em fevereiro. Não entendo o motivo para eles adotarem outra nomenclatura. Fato é que recebemos o modelo mais completo dos dois, e é isso o que realmente importa.

É o segundo modelo da linha Vibe da Lenovo, que hoje (30) descobrimos que será composta de modelos mais sérios, com tecnologia mais avançada e qualidade minimamente aceitável. O Vibe K5 é visualmente atraente, com um design bem cuidado e um acabamento que emula o que temos hoje em um smartphone ‘premium’, mas é em essência um dispositivo de linha média, com o mínimo que se pede para um modelo de linha média nesse momento.

Com processador octa-core Qualcomm Snapdragon 616 com 2 GB de RAM, 16 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 32 GB), tela de 5 polegadas (1080p), bateria de 2.750 mAh e sistema operacional Android 5.1 Lollipop (com atualização garantida para o Android 6.0 Marshmallow), o Lenovo Vibe K5 chega para bater de frente com modelos como o Quantum Go, o Samsung Galaxy J e até o Moto G.

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Resta saber se é um produto que oferece uma boa experiência de uso de um modo geral. A interface customizada da Lenovo pode pesar, mas muitos apostam que o Android Marshmallow equilibra melhor os recursos de hardware. Do mais, a empresa ainda precisa vencer o ceticismo do usuário médio, já que a marca ainda é relativamente desconhecida no mercado de smartphones.

Mas não desabono o lançamento. Por R$ 999, você não vai encontrar algo muito melhor no mercado. É o que os demais fabricantes oferecem nas especificações. A beleza oferecida pelo design do dispositivo pode ser o diferencial a favor do Vibe K5, que se aventura no mercado brasileiro em um momento de quedas nas vendas.

Especificações Lenovo VIBE K5

– Tela IPS de 5 polegadas (1080p)
– Processador Qualcomm Snapdragon 616 octa-core de 1.5 GHz
– 2 GB de RAM
– 16 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 32 GB)
– Câmeras de 13 MP e 5 MP
– Bateria removível de 2.750 mAh
– Dimensões de 142 x 71 x 8.2 mm
– Peso de 150 gramas
– Sistema operacional Android 5.1 Lollipop (com atualização para o Android 6.0 Marshmallow garantida).

Bancada de Testes | Lenovo Vibe A7010

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A assessoria de imprensa da Motorola/Lenovo enviou para testes uma unidade do Lenovo Vibe A7010. O modelo já tem um tempo de mercado lá fora, mas só agora chegou no Brasil.

O modelo curiosamente chega para fazer concorrência com alguns modelos da própria Motorola, como o Moto X de 2ª Geração e o Moto G de 3ª Geração, além de ser mais um postulante ao título de “novo smartphone favorito do brasileiro abaixo dos R$ 1.500”. Isso se explica por conta de suas características técnicas interessantes, um design atraente e a presença de um leitor de digitais, algo que é raro ver em um produto dentro de sua faixa de preço.

Na prática, é um lançamento arriscado da Motorola/Lenovo. Vivemos em um momento onde a economia brasileira se comporta de forma instável, com os preços elevados e uma incerteza na política que afeta diretamente o comportamento dos preços de consumo geral. E falando de forma mais específica do mercado de eletrônicos de consumo, com o fim da MP do Bem, a tendência de alta dos preços dos smartphones é algo considerado inevitável.

Por outro lado, a Lenovo pode até se dar bem com tudo isso. O Lenovo Vibe aparenta ser um produto forte o suficiente para fazer um certo barulho no mercado brasileiro, e conta com um preço bem interessante para abrir o seu espaço. Talvez pese um pouco contra o fato desse ser o primeiro smartphone da Lenovo, e da maioria das pessoas não entenderem que ela e a Motorola são basicamente a mesma coisa. Mesmo assim, para quem olhar com mais atenção para o preço e as especificações desse modelo, pode ter uma grata surpresa.

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O smartphone em si é bonito. Com linhas sóbrias, um bom agarre e um interessante acabamento. Apesar de contar com o plástico na maior parte dos seus materiais, não é um acabamento que passe a impressão de fragilidade, ou de um trabalho descuidado ou desleixado. Sem falar que o design do smartphone da Lenovo, apesar de preservar algumas características que lembram os smartphones da Motorola, conta com um DNA próprio, e isso fica evidente em várias de suas características (disposição de botões de volume e liga/desliga, acabamento e a presença de um leitor de digitais).

Aliás, a presença de um leitor de digitais em um modelo intermediário como é o Lenovo Vibe é uma grata surpresa. É muito difícil ver tal funcionalidade em um dispositivo na sua faixa de preço. Esse pode ser um dos trunfos desse modelo para conseguir capitalizar no mercado. Não são poucos que estão mais e mais preocupados com as questões de segurança no seu dispositivo móvel.

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Um dos extras que acompanha o Lenovo Vibe é essa capinha de silicone. Não tanto pela questão da economia, mas principalmente pelo usuário já contar com uma proteção extra no smartphone desde o primeiro dia de uso. Ok, toda economia é válida. Mas são pequenas gentilezas que fazem a diferença na relação cliente-empresa.

O review completo do Lenovo Vibe A7010 vai ao ar no TargetHD.net daqui a alguns dias. Fiquem ligados!

PC Does What?, a campanha que quer reanimar as vendas de PCs

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Todo mundo sabe que as vendas de PCs não estão indo bem a algum tempo, e mesmo com a chegada do Windows 10, essas vendas seguem caindo. Os principais fabricantes do setor estão preocupados, e decidiram fazer alguma coisa para reverter o quadro.

E o que eles fizeram? Deram descontos nos seus produtos? É claro que não! Fizeram uma campanha! UHU! #ironic

Microsoft, Dell, HP, Intel e Lenovo se uniram para a campanha “PC Does What?”, composta por cinco anúncios de 30 segundos cada, onde cada um destaca uma qualidade dos PCs atuais e suas possibilidades. O projeto publicitário será lançado em 19 de outubro e inicialmente é dirigido ao mercado norte-americano, mas não se descarta a sua expansão para outros países.

Será que um comercial é mais eficiente do que reduzir os preços dos produtos para o consumidor final?

Só o futuro vai dizer.

 

Via Bussiness InsiderYouTube (Intel)

 

Lenovo praticou o “Comecei Comprando Errado”

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Em um dia com notícias pitorescas e peculiares, onde a Playboy vai parar de mostrar mulher pelada nas revistas, e a Apple despirocou de vez com os preços dos seus computadores, a CCE conseguiu cavar um espaço, em um movimento inusitado. Em 2012, a Lenovo comprou a CCE, pagando R$ 300 milhões na operação. Hoje, três anos depois, a mesma Lenovo “devolve” a CCE para os seus antigos donos.

É algo, no mínimo, inusitado. Que a Lenovo queria uma fabricante brasileira na área de informática para chamar de sua, todo mundo sabia. Tanto, que antes de fechar com a CCE, ficou de olho na Positivo Informática. Como não ficou com a empresa de Curitiba, investiu na popularmente conhecida “Comecei Comprando Errado”. Até acho um bordão divertido, mas um tanto quanto preconceituoso diante do cenário atual da CCE Info, que melhorou bastante na qualidade final dos seus produtos. Até porque não era produtos deles. Era da Lenovo.

Agora, três anos depois, a Lenovo chega a conclusão que pode seguir em frente no mercado brasileiro com o que tem de melhor nas mãos: a Motorola.

Ter uma das principais vendedoras de smartphones no mercado brasileiro não é pouca coisa. E, apesar da crise e do ponto de saturação se aproximar mês a mês, as pessoas ainda estão comprando dispositivos móveis, e o segmento se mostra minimamente rentável para justificar os investimentos já feitos pela Lenovo.

Por outro lado, o segmento de computadores já dava prejuízos para a empresa, que apesar de ser líder mundial do setor, sofre como todas as outras com as quedas nas vendas de unidades. Inclusive no Brasil, onde o mercado de PC, notebooks e ultrabooks caiu dois dígitos por dois trimestres.

E entre seguir demitindo funcionários e abrir mão de uma empresa inteira, a Lenovo escolheu a segunda opção. Que considero acertada, por sinal.

Veja bem. Não estou dizendo que a CCE era “uma porcaria”. Não é. Comparado com outros fabricantes nacionais, não é mesmo. Talvez carregue a rejeição de muita gente por ter um histórico negativo que passou por gerações de consumidores que ficaram insatisfeitos com produtos de baixa qualidade. Eu mesmo sou um deles que apoiei por anos o bordão do “Comecei Comprando Errado”.

Mas vou repetir: também reconheço que a CCE Info mostrou evoluções substanciais nas mãos da Lenovo. Um marketing eficiente, produtos de boa qualidade, com preços competitivos. Nem tudo foi um erro.

Talvez o erro da Lenovo foi ter apostado na CCE em um momento onde o mercado global de computadores já dava sinais de desaceleração nas vendas. Em 2012, o mercado brasileiro era promissor, com uma moeda mais forte e um bom volume de vendas. Mas em mercados selecionados e estratégicos, os computadores tradicionais já começavam a perder espaço para os tablets (que dois anos depois, perderam espaço para os smartphones com telas de 5 polegadas ou mais).

Sem falar que ninguém contou para a Lenovo que o Brasil iria encarar uma crise econômica das proporções que estamos enfrentando (na verdade, muita gente avisou). Tudo isso influenciou na decisão anunciada hoje pela Lenovo.

Mas acho que o mais inusitado de tudo foi a CCE voltar para as mãos dos antigos donos. Não é todo dia que vemos isso. Eu já devolvi produtos e serviços que não gostei, mas dentro do que a lei manda (sete dias corridos após a compra, e ainda assim sob certas condições). Mas… três anos depois?

Que PROCON foi esse que a Lenovo procurou?