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Uma geladeira geek (bom, pelo menos na decoração)

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Eu continuo montando minha casa, comprando os itens que preciso (ou o que considero mais básicos para uma sobrevivência minimamente digna). Porém, me dou o direito de ter algum luxo. Por exemplo? Escolher uma geladeira com decoração diferenciada.

Eu estava procurando uma geladeira na OLX e nos grupos de desapego da vida (aliás, toda a minha casa será montada desse jeito, como já disse em um post anterior), até que me deparei com essa geladeira Consul de 240 litros, com essa decoração bem peculiar: o pinguim gigante.

Não sei se o antigo proprietário da geladeira era um geek, ou um conhecedor do mundo da tecnologia. Provavelmente não. A maioria das pessoas que eu conheço simplesmente vão achar que a pessoa colou um pinguim gigante na geladeira justamente por ser um pinguim, e nada mais. Mas para quem está por dentro dos paranauês da tecnologia, sabe que essa imagem tem um simbolismo bem legal.

Talvez eu não precisasse explicar esse significado para os leitores que me acompanham diariamente. Afinal de contas, eles são familiarizados com o mundo da tecnologia. Mas para outros que acabarem visitando esse post, e não são tão íntimos com o assunto, vale a pena o registro.

O pinguim é um dos símbolos máximos do Linux, sistema operacional que tem até hoje como seu principal inimigo a Microsoft. A filosofia de software livre incomodava os capitalistas de Redmond, que no passado temiam que as pessoas abandonassem os seus softwares pagos para instalar sistemas operacionais completos que são gratuitos e altamente customizáveis.

A imagem mostra o pinguim do Linux tomando de canudinho uma caixa de leite do Windows XP. E isso faz todo sentido.

Diante de toda a perseguição da Microsoft com as diversas distribuições abertas do Linux, tudo o que a filosofia de software aberto poderia responder para a gigante de Redmond na época é “suck it, Windows”. E para bom entendedor, nem preciso investir muito na tradução.

Hoje, as coisas mudaram um pouco. Como a Microsoft se tornou uma empresa de serviços e dispositivos, entende que precisa estar em todos os lugares, e em todas as plataformas. Por conta disso, entende que até o Azure precisa estar no Linux (a Microsoft andou elogiando a Mozilla dia desses). Mesmo assim, eles ainda torcem um pouco o nariz para esses sistemas abertos.

Apesar de adentrar no Android como se não houvesse o amanhã.

Mas não vou falar sobre isso agora.

Tails 1.5, um Linux centrado para te fazer anônimo na internet

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O Tails 1.5, última versão do autodenominado ‘The Amnesic Incognito Live System’ (ou em uma tradução livre, ‘o sistema vivo amnésico e incógnito’) foi lançado nos últimos dias. Temos aqui um sistema Linux baseado em Debian e pertencente ao Project Tor, que oferece ferramentas para deixar o usuário anônimo na internet a partir de uma mídia (CD ou DVD), sem muitos floreios no sistema, facilitando a vida dos usuários menos experientes.

O Tails 1.5 não oferece novidades revolucionárias, mas conta com muitas atualizações de segurança e melhorias no suporte UEFI. Utiliza o navegador Tor Browser 5.0, baseado no Firefox 38 ESR (versão com um ano de suporte, destinada principalmente para as empresas). Uma curiosidade: esta é a distribuição Linux preferida de Edward Snowden.

Para quem quer fugir dos computadores com Windows ou Mac OS, sempre temos no Linux uma opção. Ainda mais quando envolve temas como anonimato na rede.

Para fazer o download do Tails 1.5, clique aqui.

O dia que o Ubuntu 9.04 e o Windows Vista me ajudaram a instalar o Windows 8.1

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Recentemente eu adquiri um notebook Dell Vostro 5470 (falarei sobre ele daqui a alguns dias). Antes eu utilizava um Samsung ATIV Book 6, e como eu pretendo vender esse equipamento, eu precisava formatá-lo. Porém, a missão não era tão simples. Desde o meio do ano passado, eu estava utilizando um SSD da Kingston de 240 GB no portátil dos sul-coreanos, e pretendia utilizar essa mesma unidade no novo notebook da Dell. E é justamente esse processo que se transformou em uma grande aventura de dois dias.

Para transferir os dados do HD original da Samsung (um HD SATA de 1 TB) para o SSD, utilizei o Acronis Image HD (excelente software que recomendo para todo mundo). Quando decidi retirar o SSD desse notebook, eu percebi que não poderia utilizar o mesmo software para fazer a migração dos dados para outro HD de 320 GB que seria utilizado para receber os dados do ATIV Book. Então, utilizei outro programa excelente, o EaseUS Parititon Manager em um pendrive, que clonou o disco menor para o maior. Beleza.

O problema começou na hora de formatar a unidade para refazer a instalação. O sofware de recuperação da Samsung não funcionou, e as cópias do instalador do Windows 7 não reconheciam as partições criadas (pois estavam em um padrão que não era reconhecido pelo software). O mais estranho é que a clonagem do Windows 8.1 feita funcionou sem maiores problemas.

Ok. Comecei a pensar nas alternativas disponíveis, com os instaladores que tenho aqui em casa. Até que me deparei com dois pequenos “tesouros arqueológicos” de software: o Ubuntu 9.04 e o Windows Vista Ultimate. E eles serviram perfeitamente para resolver todos os meus problemas.

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O Ubuntu 9.04 me foi útil para resolver o problema dos particionamentos. Como o kernel Linux é capaz de realizar um gerenciamento completo das partições na hora da instalação, eu decidi instalar o sistema operacional como se sõ ele fosse gerenciar o computador. Ou seja, removi todas as partições da antiga instalação do Windows 8.1 e joguei o Ubuntu em todo o HD, criando um novo sistema de partições para armazenamento de dados.

Deu certo. O Ubuntu 9.04 foi instalado sem maiores problemas, e tornou o notebook funcional de novo.

De novo, tentei fazer com que o Windows 7 (que depois seria atualizado para o Windows 8.1) reconhecesse o HD e suas partições durante a instalação. Não funcionou (e não me perguntem por que).

E foi aqui que o Windows Vista entrou no jogo.

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O muito criticado Windows Vista (inclusive por mim, pois realmente eu acho que esse é um dos piores Windows já lançados em todos os tempos), por motivos que até agora não são explicados, conseguiu reconhecer as partições do Linux criadas pelo Ubuntu 9.04. A partir daí, consegui remover essas partições, criar um novo volume identificável pelo Windows, e realizar a instalação do sistema operacional, sem maiores problemas.

Com o Windows Vista funcionando (não fiquei muito tempo testando, pois já era alta madrugada a essa altura do campeonato), eu utilizei a minha cópia original do Windows 8.1 Pro (adquirida em uma Black Friday da vida) e fiz a atualização – sim, pois isso era perfeitamente possível – do software.

Depois de alguns minutos de tensão, tudo pronto! Windows 8.1 Pro instalado e atualizado. Aí foi só passar pela maratona para atualizar os drivers, e pronto. Computador pronto para ser vendido.

Confesso que eu até consigo compreender a parte do Ubuntu reconhecer as partições bagunçadas. Até porque o Ubuntu (e o Linux) é muito bom para isso. A parte do Windows Vista identificar as partições Linux e o Windows 7/8 não é que vai requerer uma pesquisa da minha parte.

De qualquer forma, eu decidi compartilhar esse relato com vocês porque eu acredito que essa experiência será útil para muita gente. Se você algum dia tiver dificuldades para um instalador de um sistema operacional identificar as partições do seu disco rígido, e sabe que pode eliminar tudo o que você já tem porque não vai perder nada, não pense duas vezes: use o Ubuntu, destrua as partições antigas, crie partições novas em todo o disco com o Ubuntu, instale o sistema operacional e, depois (se quiser), faça uma versão antiga do Windows reconhecer essas partições para instalar o sistema da Microsoft.

Moral da história: é sempre bom ter um software antigo guardado em algum lugar, não é mesmo?

LEGO Mindstorns EV3, um pequeno robô da LEGO

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Em sua concepção original, os Mindstorms da LEGO foram desenvolvidos em um momento em que os PCs reinavam em absoluto. Mas em pleno ano de 2013, a empresa se deu conta que as coisas mudaram, e muito. Nesse sentido, o seu novo Mindstorm EV3 conta com uma nova firmware Linux, que permite que o produto seja controlado por dispositivos Android ou iOS de forma nativa, e conta com uma plataforma em geral muito mais hackeável, permitindo uma maior programação de suas funções e, de quebra, conte com um slot para cartões SD.

O sistema possui um sensor infravermelho, que expande as possibilidades do equipamento (a LEGO sugere que as construções EV3 podem seguir outros gadgets em movimento, ou até mesmo o seu criador por toda a casa). Se trata inclusive do primeiro kit da LEGO com o seu guia de fabricação em 3D, graças a um novo aplicativo criado via Autodesk, que permite aos seus usuários a visualização do processo de montagem em todos os ângulos possíveis.

A linha EV3 da LEGO chegará ao mercado no segundo semestre de 2013, com um preço sugerido de US$ 350 para o modelo base.

Via LEGO

Nokia N900 integrando um robô caseiro

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Ainda que o N900 já tenha sido visto por diversas vezes, o smartphone com o sistema Maemo da Nokia tem mais um truque na manga antes de voltar ao passado. Sascha (não, não é a filha daquela apresentadora loira que eu me recuso a dizer o nome), um apaixonado pelo mundo da robótica e membro do fórum Robosavvy, conseguiu transformar o terminal em uma cabeça pensante do robô que você vê acima.

Antes que você pergunte, eu já informo que ele foi construído com a ajuda de um kit Bioloid Premium. A particularidade dessa peça é que, graças ao acelerômetro de três eixos, as funções de streaming e/ou a da plataforma de acesso remoto que o telefone possui, poderá transformar esse robô em um dispositivo muito mais avançado do que estamos acostumados.

Para mais detalhes, clique aqui.

MIMOPlug, um pequeno computador Linux para telas de toque

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O MIMOPlug nada mais é que um minicomputador que transforma os monitores em estações (quase) independentes, permitindo a execução de aplicações de rede de forma bem simples. Esses pequenos PCs contam com processador ARM de 1,2 GHz, 512 MB de RAM e 512 MB de memória flash, além de slot para cartões SD, conectores Ethernet e USB e sistema operacional Debian Squeeze. Preço (com monitor): US$ 400.

via Evertything USB