@oEduardoMoreira

Pessoal e Intransferível

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A parcialidade de alguns sites de tecnologia, com linha editorial para fanboys

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Nesse final de semana, eu presenciei – mais uma vez – como funcionam as editorias de alguns sites/blogs de tecnologia, que deixam de lado a função de informar corretamente o leitor, e decidem assumir a linha editorial pensando nos fanboys. Que fique claro que não estou defendendo empresa A ou B, até porque não tenho rabo preso com ninguém. Mas que chega a ser nojento ver blogs descaradamente ocultando informações para destacar apenas um lado da questão.

Resumindo a notícia: o tribunal da Califórnia decidiu nesse final de semana sobre o caso movido pela Apple contra a Samsung, envolvendo a violação de cinco patentes de software dos seus smartphones. A sentença prevê que a Samsung foi condenada a pagar quase US$ 120 milhões pela violação de todas as patentes (esse valor pode mudar, pois algumas revisões serão feitas pelo tribunal local). Porém…

Boa parte dos sites de tecnologia – alguns deles se dizendo “sérios”, já outros “especializados” na Apple, ou seja, “imparcialidade pra quê, né?” – simplesmente “se esqueceram” #ironic de citar que o mesmo tribunal norte-americano também considerou a Apple culpada pela violação de duas patentes pertencentes à Samsung, e do valor que será pago pelos coreanos, serão descontados aproximadamente US$ 158 mil, equivalentes às duas patentes em questão.

Ok, eu sei que os valores são bem discrepantes, e que a pancada na Samsung foi maior. Porém, a questão nem é essa.

Ao ocultar tal informação, tais sites e blogs simplesmente colocam para debaixo do tapete a tal questão moral que a Apple tanto prega, onde eles insistem de forma hipócrita que “só a Apple inova, só a Apple é criativa, só a Apple é revolucionária, e só a Apple não copia ninguém”. Com o reconhecimento legal que a Apple também infringiu patentes de sua principal concorrente no universo mobile, cai por terra de uma vez por todas que a empresa de Tim Cook é a “virgem imaculada” do mundo mobile, onde muitas vezes ela faz o papel de vítima – e na maioria das vezes, sites especializados na empresa e seus fãs compram tal teoria. De forma estúpida, é claro.

Será que essa é a melhor forma de transmitir a notícia? Fazer com que de forma tendenciosa o leitor entenda que só uma empresa é a que viola patentes?

E não falo apenas de sites que focam sua linha editorial na Apple. Grandes portais de notícias, que contam com uma editoria de tecnologia tendenciosa – posso falar isso por conhecimento de causa, pois passei por uma delas – repetiu a mesma estratégia: colocou a Samsung como violadora das patentes, mas não cita uma vírgula que, na mesma decisão, o tribunal considerou a Apple também como culpada na ação movida pela Samsung.

O pior é ver gente no Facebook questionando o Associated Press, que colocou a decisão NA ÍNTEGRA, e dando crédito para os sites locais, que usaram da prática que considero condenável.

Então, fica a dica: cuidado com o que você lê, e principalmente, de onde você está lendo uma determinada notícia. A prática da distorção da informação para enaltecer uma marca e prejudicar outra é algo que considero nojento. A distorção da informação é uma das práticas mais deploráveis que podemos encontrar no jornalismo. Entendo que aqueles que se dedicam ao ofício de transmitir a informação ao próximo tem como obrigação fazer isso de forma limpa e consciente.

Escrever para fanboys é algo muito fácil. Passar a informação correta é para poucos.

Apenas para ilustrar meu ponto: clique aqui e veja o post que fiz no TargetHD sobre o assunto em questão, e tire as suas conclusões.

Eu preciso de um plano

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Cada vez mais está ficando mais corrido para mim, e o tempo para produzir conteúdos para esse blog diminui de forma exponencial. Logo, preciso estabelecer um plano de publicação de conteúdos. Mais ou menos algo que justifique a existência desse blog.

Pelo menos três posts por semana, dois vídeos por semana e dois podcasts. Ao menos isso. Dizem que o importante é gerar conteúdo relevante e interessante, porém, também é fundamental gerar conteúdos que paguem as contas desse pobre blogueiro independente. Ainda vou encontrar uma solução que equilibre tudo, e que ao mesmo tempo, não me acusem de ser “mercenário”, ou aquele que só faz as coisas por dinheiro.

Até porque falta de educação não paga as minhas contas, não é mesmo?

De qualquer forma, vamos ver se consigo nos próximos dias produzir conteúdos relevantes para esse blog. Acredito que vai ser um pouco mais complicado pelo fato de receber em breve outros produtos para review (Moto X e Xperia ZQ, talvez), mas isso não pode me impedir de publicar o que penso e acho sobre o mundo nesse blog. Esse aqui é o meu espaço, foi aqui que tudo começou. E é aqui que tudo tem que continuar.

Não quero encher esse blog só de notícias e fotos engraçadalhas. Quero publicar opiniões, visões do mundo, polêmicas, análises prévias de produtos… enfim, o meu mundo. Não apenas encher linguiça. Até porque já tem um monte de blogs que fazem isso.

Por outro lado, vejo que cada vez mais as pessoas não estão se importando muito com o conteúdo apresentado. Não se importam muito com o tempo dedicado para a produção de um post. Não querem se dar ao trabalho de pesquisar no Google, que dirá ler um texto. Isso me preocupa? De certo modo, sim. Eu trabalho hoje com a informação. Por outro lado, deixam as coisas mais práticas. Essas pessoas me mostram como devo fazer (ou não).

Enfim… preciso de um plano. Bom, ao menos já penso nesse plano. Vamos ver como (e quando) vou colocá-lo em prática.

Não dá para pagar para fazer review de tecnologia!

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Quando comecei com os meus blogs de tecnologia, os primeiros reviews que fiz foram de produtos que eu comprei com o esforço do meu trabalho. E faço isso até hoje. Primeiro, porque acho interessante o processo de descrever os produtos em detalhes. Segundo, porque ainda quero analisar alguns produtos por livre e espontânea vontade. Até porque por muitas vezes é isso o que um blogueiro pode e deve fazer.

Porém, quando você começa a viver do blog, escrevendo profissionalmente sobre o assunto (e por cinco anos no caso do TargetHD, completados em junho de 2013), você começa a estabelecer parâmetros e objetivos. Um desses objetivos é passar a informação ao leitor com o menor custo possível. Até porque você está oferecendo um conteúdo de graça, arcando muitas vezes com os custos para manter esse projeto no ar.

Hoje, o TargetHD.net se paga e paga as minhas contas. Não que o blog tivesse a função principal disso no seu início, mas alcançou esse patamar depois de muito trabalho diário, horas e horas diante do computador, com dificuldades das mais diversas, que não vem ao caso descrever agora. O blog tem os seus custos para se manter no ar, e diferente de outros grandes blogs de tecnologia, não possui um parceiro forte ou um grande portal patrocinando essa iniciativa. Tudo aqui é pago pelos recursos levantados pelo próprio blog.

Logo, posts patrocinados, ações promocionais, links patrocinados e eventuais investimentos de terceiros são sempre muito bem vindos. Para que eu possa fazer o meu trabalho da melhor forma possível, e com uma certa tranquilidade para produzir o conteúdo para vocês.

Porém, nem todas as assessorias de imprensa entendem assim. Alguns infelizmente acreditam que vivemos de um “o seu trabalho é ótimo” ou um “parabéns pelo blog”. Acreditam que podem obter publicidade gratuita apenas pelo fator “somos nós que estamos oferecendo conteúdo exclusivo para você”. Ledo engano: vocês, assessorias, são pagas para que o produto dos seus clientes alcancem o maior número de pessoas possível, e principalmente: alcance o público-alvo qualificado.

E, nesse sentido, e modéstia à parte, o público do TargetHD.net é bem qualificado, felizmente.

Recentemente, tive um problema com uma das fabricantes de tecnologia móvel, que impunha a condição do blogueiro ser responsável pelo pagamento da devolução do produto após um empréstimo para um review. Ok, você pode até achar mesquinharia da minha parte. Mas, vamos pensar um pouco: essa mesma empresa pagou uma grana para que blogueiros assistissem in loco jogos da Copa das Confederações, e não quer arcar com R$ 25 de um SEDEX? Quem é o mesquinho aqui?

O TargetHD.net tem algumas normas. Uma delas é não cobrar pelos reviews produzidos no blog (até porque quem cobra para fazer review não faz um review isento de opiniões), desde que não tenha nenhum custo no processo de recebimento e devolução do produto analisado. Já cobrei de assessorias que me fizeram ter gastos extras com produtos não retirados nos Correios, e no final, tudo deu certo.

A imensa maioria das assessorias de imprensa que trabalham com o blog aceitam tal condição de arcar com os custos de envio e devolução do produto analisado, e entendem que tal iniciativa não apenas incentiva o blog a falar do seu produto, mas principalmente, é um custo irrisório para uma divulgação espontânea do seu produto. Até porque quem compra um produto de tecnologia procura justamente os blogs independentes para saber a opinião de quem testou o produto como um usuário final antes de fazer a compra, e não um grande portal que só faz a propaganda desse produto.

Entendo que toda regra tem sua exceção, e que toda assessoria tem o direito de trabalhar da forma que entende ser a melhor para si. Porém, não posso flexibilizar nesse ponto. Entendo que, mesmo em um valor irrisório, é por uma questão de princípios: a maioria esmagadora das assessorias já sabe como é que os blogs trabalham, e aceitam arcar com essas despesas sem maiores dificuldades.

E sim, eu entendo que essa assessoria em específico, que se recusa a enviar produtos por causa de R$ 25, está perdendo uma excelente oportunidade de divulgar o seu produto da forma que o consumidor de tecnologia quer ver: com imparcialidade.

Até porque mandar blogueiro para a final da Copa das Confederações “é mais barato”, não é mesmo? (antes que me xinguem: nada contra quem foi; o questionamento é sobre a filosofia da empresa em não investir nos veículos que podem divulgar o seu produto de forma direta e objetiva)

4G: luxo ou necessidade?

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Eu me lembro disso. Foi em 1999, quando eu decidi comprar o meu primeiro celular. Foi um modelo jurássico, o Philips Isis, que por incrível que pareça, poderia usar pilhas no lugar da bateria normal. Mesmo assim, a ideia era fascinante: poder realizar ou receber chamadas telefônicas, sem se importar com o lugar. Hoje é algo trivial, mas no final da década de 1990, era o objeto de consumo.

Nos primeiros meses, sair por aí falando ao celular era um símbolo de ostentação, ou um gesto de mal gosto (beirando ao brega, em alguns casos). A primeira operadora que eu tive foi a Tess (hoje, Claro), e naquela época, a cobertura já não era lá muito boa, com alguns locais da minha cidade ficando sem sinal. Além disso, o custa das chamadas eram muito caras, e por causa da baixa qualidade da rede, a bateria do celular tinha autonomia de menos de um dia de uso. Mas eu não me importava. Aquela sensação de liberdade não tinha preço. Literalmente.

Hoje, os tempos são outros. O celular deixou de ser algo fora do comum e, de fato, o mais difícil é deixar de ter um celular no bolso. E o que dizer das chamadas telefônicas? É uma das últimas coisas que faço no telefone (que se transformou em smartphone). A grosso modo, utilizo mais os serviços de dados. Logo, eu (e muita gente por aí) dou mais importância para a velocidade de acesso às redes móveis, algo que se tornou fundamental no meu dia a dia.

Mesmo assim, existe o risco de todo mundo se equivocar ou se confundir com essa importante questão: é mais importante uma velocidade de acesso muito elevada com um pacote de dados raquítico? Ou uma velocidade convencional com um plano de dados generoso ou, se possível, ilimitado?

Nessa reflexão, é preciso adicionar um detalhe que não podemos nos esquecer, mas que normalmente esquecemos no processo de escolha: as operadoras de telefonia são empresas privadas, que como toda empresa que se preze, querem obter lucro. E para isso, necessitam aumentar o faturamento obtido em relação aos seus clientes. Por outro lado, essas mesmas operadoras enfrentam uma realidade de mercado que é um fator de complicação considerável: mesmo com mais celulares em circulação, e com uma taxa de penetração cada vez maior, a concorrência é cada vez mais acirrada, com operadoras cobrando preços cada vez mais baixos em alguns serviços (incluindo o pacote de voz, já que cada vez menos as pessoas realizam chamadas telefônicas).

Com isso, as operadoras parecem ter encontrado uma espécie de “tábua de salvação” para recuperar os seus lucros: o 4G.

A rede de quarta geração permite, na teoria, alcançar velocidades elevadas de download. Muito mais elevadas do que temos hoje. Bom, quero dizer, lá fora. No Brasil, algumas operadoras oferecem velocidades que são praticamente as mesmas de planos 3G+ competentes. Aos poucos, os usuários interessados no 4G estão chegando, mas com cenários muitos desiguais. Enquanto o usuário brasileiro ainda fica limitados a pacotes de dados, na Espanha, a Vodafone oferece planos ilimitados de 4G. E ela não é a única por lá a oferecer isso.

Ah, e para causar uma dor maior no seu íntimo: a Vodafone está cobrando dos seus clientes apenas 9 euros por mês para um acesso ilimitado de internet via 4G. Chorem de inveja, leitores.

Porém… será que realmente compensa? Temos que levar em conta que os planos de dados no Brasil de 4G não estão tão atraentes ou vantajosos para a maioria dos usuários que pretendem usar essa nova rede. Aliás, o ideal era que o 3G daqui fosse algo próximo ao 3G do exterior. Mas como não estamos nessa realidade, levanto a questão: será que para um grande grupo de usuários, não vale mais a pena pagar um pouco mais por um plano com um pacote de dados maior, mas operando na rede HSPA+?

Eu sei. É um curioso dilema para o usuário. E deveria ser algo que as operadoras de telefonia móvel deveriam ficar de olho, principalmente se levarmos em consideração o movimento dos seus concorrentes. É claro que, nesse momento, os planos de 3G já são insuficientes para um grande grupo de usuários, ainda mais se levarmos em conta que os smartphones e tablets estão ficando cada vez mais potentes. E nós, usuários, mais e mais acostumados em consumir dados. E o 4G, no lugar de resolver, pode acentuar ainda mais esse problema, se os pacotes de dados ofertados forem cada vez mais limitados em seus pacotes de consumo.

Também é importante chamar a atenção para o fato que as próprias operadoras de telefonia móvel limitam os seus planos de dados, com o objetivo de promover o 4G como a salvação da lavoura para quem quer aproveitar os vídeos do YouTube sem lags ou tempos de carga de vídeos. Mas essas mesmas operadoras se esquecem do pequeno detalhe: por enquanto, não existe nenhum plano de dados ilimitado “real”, e que a maioria dos planos adotados pelos usuários é de, no máximo, 1 GB de dados.

Dito isso, passo a bola para você: o 4G é um luxo? Ou uma necessidade?

O que penso sobre… o Nokia Lumia 925

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Em um evento realizado hoje (14) em Londres (horário de Brasília: 6h da manhã… ou seja, imagine o meu sono agora…), a Nokia apresentou ao mundo o seu novo modelo top de linha. Bom, mais ou menos isso. O Nokia Lumia 925 chega ao mercado como uma aposta mais sóbria da linha de smartphones com o sistema operacional Windows Phone 8, com materiais de alta resistência e boas especificações técnicas.

O novo Lumia 925 é um smartphone bonito, e não podemos negar isso. Composto com alumínio em boa parte de sua carcaça (a sua parte traseira é composta por policarbonato, em uma tampa não removível), o telefone é muito similar em suas especificações ao Nokia Lumia 928, apresentado semana passada nos Estados Unidos (não sei porque não falei sobre ele ainda aqui no blog), mas com algumas diferenças importantes. Muito mais nos software do que no hardware. Até porque o hardware é praticamente o mesmo.

O Lumia 925 conta com uma tela de 4.5 polegadas (OLED PureMotion HD+, ClearBlack e Gorilla Glass 2), câmera traseira de 8.7 MP, câmera frontal de 1.2 MP, processador Qualcomm Snapdragon S4 Pro dual-core de 1.5 GHz, 1 GB de RAM, 16 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD), redes LTE, WiFi, conectividades Bluetooth e NFC, além de uma bateria de 2.000 mAh.

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A Nokia apresentou o produto como um modelo sóbrio, elegante, mas com múltiplas opções de cores, para agradar aos usuários que gostam de personalizar os seus dispositivos. Porém, diferente dos outros modelos da linha Lumia apresentados nesse ano (talvez exceto pelo Lumia 928), o foco principal do Lumia 925 são os usuários mais sóbrios, que querem um dispositivo fino, elegante, leve e muito funcional em seus recursos. Talvez algumas pessoas fiquem um pouco descontentes pela presença de um processador de dois núcleos em um smartphone, mas é sempre bom lembrar que estamos falando do Windows Phone 8, que tem como característica principal manter a sua fluidez e qualidade de performance em modelos sem muitas exigências de especificações de hardware.

A Nokia também apresentou algumas novidades nos recursos de imagem do modelo (e algumas delas futuramente estarão presentes em outros dispositivos com Windows Phone 8). Algo que está exclusivamente presente no novo Lumia 925 é a presença de uma sexta lente no seu conjunto ótico (contra cinco, do Lumia 920 e Lumia 928). Fora isso, a nova Smart Camera, que oferece novos recursos para captação de imagem, estará presente nos modelos com Windows Phone 8 “em breve”, sem falar na clara promoção do Hipstamagic, programa que estará presente como padrão no Lumia 925, servindo de alternativa para o Instagram (que como vocês bem sabem, não está presente no sistema móvel da Microsoft).

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Mas… o que achei do produto?

Bom, ele é bonito, elegante, fino, mais atraente que os demais modelos apresentados pela Nokia esse ano… o problema é o preço que ele deve chegar ao mercado brasileiro. O preço de 469 euros já não é muito atraente, principalmente se levarmos em consideração o argumento desse preço estar disponível para um mercado que já não está tão bem das pernas. Agora, imagine o preço desse produto no Brasil. Desanima.

Não estou aqui dizendo que o smartphone não é bom (tenho que desenhar isso, pois algumas pessoas simplesmente não entendem as diferenças de pensamento). Estou afirmando que, mesmo ele sendo um dispositivo interessante, ele pode deixar de ser interessante, principalmente se pensarmos que outros modelos com uma maior gama de recursos de hardware e software custarão menos que ele. Sim, pois não acredito que o Lumia 925 chegue ao Brasil com um preço abaixo dos R$ 2.000.

Outro detalhe que é importante deixar frisado aqui: ele é caro, sim, mas se vier a R$ 2.000, ele se justifica mais do que o Lumia 920 pelo mesmo preço. De novo, não concordo com esse valor como um produto de tecnologia. Tinha que custar menos que isso. Porém, como é essa a realidade de valores que temos hoje, será mais “justificável” cravar algo em torno de R$ 2.000 no Lumia 925 do que em outros modelos.

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Por fim, o Nokia Lumia 925 é um produto que chama a atenção pelo design, pela alta qualidade de material utilizado, e principalmente, pelos novos recursos de imagem. Mas pouca coisa muda em relação aos concorrentes. Vejo a Nokia apresentando hoje um modelo para usuários top de linha, melhorando o conceito, mas trazendo poucas novidades na sua execução e seus recursos.

Não há previsão de lançamento do modelo no Brasil. A primeira previsão (segundo a própria assessoria de imprensa da Nokia Brasil) é que o lançamento do Lumia 925 em nosso país deve acontecer durante o quarto trimestre de 2013. Ou seja, começa a guardar dinheiro desde já para comprar o produto nas compras do Natal.

Eu completo 34 anos de idade, agradecendo ao futuro

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O que está acontecendo? Hoje, 09 de fevereiro, eu completo 34 anos de vida.

E quero começar com uma frase clichê: “eu vejo a vida melhor no futuro”. Até porque essa frase ainda é uma verdade na minha vida. Aliás, se tornou um propósito, um objetivo, quase uma obsessão nos últimos anos. Não sou tão positivista quanto queria, mas sou positivo o suficiente para rir de mim mesmo. E hoje, eu quero agradecer ao meu futuro.

Sim, eu quero agradecer por aquilo que ainda não aconteceu. Todos nós temos por hábito agradecer por tudo o que aconteceu na nossa vida. Não que eu não faça isso. Eu faço. Mas como sou aquariano, quero agradecer pelos passos que estão por vir. O futuro é um ótimo motivo para você pensar em outra frase clichê, que funciona muito bem em dias turbulentos: “dias melhores virão”. E para quem tem fé no futuro, investe nele, e trabalha nele, essa é uma verdade incomensurável.

Portanto… caro amigo “futuro”, muito obrigado.

Obrigado pelas felicitações que vou receber hoje. Alguns dos contatos virtuais feitos nessa grande rede de computadores chamada Internet me ajudaram a ser mais próspero, mais antenado, e mais feliz. Futuro, obrigado por você me colocar tanta gente inteligente na frente. Ah, obrigado até mesmo pelos “trolls”. Sem eles, eu não veria meus erros, e não teria um futuro mais promissor.

Obrigado, futuro, pela saúde que eu ainda vou ter nos próximos dias e anos. Tá, eu sei que vou precisar ir ao médico algumas vezes, sei que vou ter receios de cirurgias, e sei que a diabetes não vai me deixar em paz. Mesmo assim, eu agradeço. Pois será essa saúde que vai me permitir ver de forma plena todos os meus sonhos se realizarem. Eu poderia estar preso em uma cama, em uma cadeira de rodas, ou sequer sem condições de escrever essa mensagem. O futuro mostrou que tudo ainda está em ordem, e que tudo deve continuar assim por muito tempo.

Eu ainda tenho sonhos! E agradeço ao futuro por isso. Uma das minhas maiores batalhas internas é não deixar os meus sonhos caírem no esquecimento, ou serem roubados pela frieza do mundo lá fora. O futuro me estimula a buscar os meus sonhos, de forma intensa, com vontade e coragem. Se você não sonha, você não vive. E esse é um dos melhores presentes que o futuro pode dar para você. E eu sou muito grato por isso.

Obrigado, futuro, pela tecnologia que eu ainda vou ver. Pelos gadgets que vou testar, pelos tablets que vou usar, pelos smartphones que vão ser ainda melhores. Mas, muito mais do que isso, obrigado, amigo futuro, pois sei que é você quem vai me ensinar cada vez mais. Sobre isso, e muito mais. Me ensinar a ser menos teimoso, menos impulsivo, mais racional, mais emocional… mais humano e menos máquina. E isso é muito mais importante do que saber a pergunta que divide massas irrelevantes: “o que é melhor: iOS ou Android?”.

Por fim, agradeço ao futuro pelo futuro que me reserva. Obrigado por me permitir ter um casamento com Dalva Teruel Pavan, que dura muito mais tempo do que muitos apostavam. Obrigado pelos amigos que me cercam. Obrigado por manter meus pais ao meu lado até hoje, e por me mostrar que eles fizeram o melhor para me ver feliz. Meus pais… futuro, obrigado por eles ainda estarem no meu caminho. Demorei anos para entender que são eles aqueles que mais torcem pela minha felicidade. E que são seus “sócios” nessa história de “um futuro melhor”.

Enfim, eu completo 34 anos de idade tendo fé no futuro, mas sabendo que o futuro está nas minhas mãos.

Ah, e antes que vocês me perguntem… sim, eu tenho fé naquele lá de cima. Só que, para Ele, o tempo é infinito. E para ele, no mais íntimo de meu ser, e de forma secreta e velada, eu fecho os meus olhos, abaixo minha cabeça, respiro fundo e digo…

MUITO OBRIGADO, POR ONTEM, HOJE E SEMPRE.

Reflexões sobre a Campus Party Brasil 2013

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Aproveito que o assunto ainda está quente para escrever esse post. Aproveito que as vozes ainda estão no meu ouvido, pois elas vão me ajudar a processar melhor as ideias. Essa foi minha quarta Campus Party Brasil de seis edições realizadas em São Paulo, e posso muito bem me colocar no papel de “observador”. E vou colocar aqui nesse post as minhas reflexões sobre a edição 2013 do evento.

Para começar, foi muito bom viajar até São Paulo mais uma vez. Eu precisava. Pela minha mente, para florescer novas ideias, reencontrar amigos, encontrar alguns leitores, fortalecer parcerias, criar novas… a Campus Paty Brasil 2013, nesse sentido, foi uma boa higiene mental, e falo isso de uma forma muito positiva. Acho que todos que moram em locais distantes, que só se comunicam pela internet a maior parte do tempo, deve fazer isso. Afinal de contas, é uma vez por ano, passa rápido, e mesmo que seja para ficar durante um final de semana, vale a pena pelo contato social.

Eu não tenho mais pique para cobrir a Campus Party durante uma semana por completo. Cheguei na quinta-feira, e vou embora no domingo. E não apenas porque quero ver o Super Bowl em alta definição, em casa. Mas porque também tenho outros compromissos relacionados ao TargetHD que me impedem que eu vá para São Paulo antes. Aliás, os blogs fizeram com que o meu tempo ficasse mais reduzido, e não tenho mais tanto tempo livre, mesmo me programando, para poder dispensar alguns trabalhos que exerço em minha cidade. E agradeço à Campus Party por isso, uma vez que os eventos anteriores ajudaram a divulgar minhas marcas na web.

Uma coisa que posso dizer de forma aberta: a Campus Party Brasil 2013 apresentou melhoras, que foram visíveis. Também apresentou problemas, o que já era esperado de um evento desse porte. Mas fico feliz que, pelo menos dessa vez, eu posso dizer que os acertos foram maiores que os erros. Exemplos? Mais espaço para os campuseiros circularem (apesar da nítida impressão que o número de campuseiros era menor), áreas para palestras com uma melhor distribuição, ÁGUA POTÁVEL (aqui eu não vou elogiar: é obrigação dos organizadores do evento fornecerem água de graça), sem quedas de energia, sem interferência das chuvas, um catering (alimentação) de boa qualidade e com opções com preço justo (exceto é claro a visita dos ratos na praça de alimentação, mas são os moradores tradicionais do Anhembi, então…), e uma conexão que, mesmo com alguns pontos sem internet, não teve quedas drásticas.

Mesmo assim… eu não acho que a Campus Party Brasil vale R$ 300,00. Mesmo com nome de porte como Norman Bushnell e Buzz Aldrin, o evento é caro demais para o que efetivamente oferece. O fato da organização argumentar que as condições melhoraram porque eles cobraram a mais não cola. É OBRIGAÇÃO dos organizadores oferecerem um bom serviço, pelo simples fato que as pessoas pagam por isso. Ok, o espaço foi maior, o conforto foi maior, a alimentação melhorou, água de graça para todo mundo… mas tinha uma propaganda gigante do Submarino na Área Expo, o stand da Intel era monstruoso, a Microsoft colocou muita grana no projeto, e a Telefônica/Vivo pois muita grana nisso daí. Isso, sem falar que eu sei de fontes seguras (porém, anônimas) que alguns expositores pagaram entre R$ 160 mil e R$ 300 mil para montarem stands no evento (cotas iniciais). Patrocinadores não faltaram. Dinheiro de espaço vendido, também não. Logo, o preço elevado não se justifica.

De qualquer forma, a Campus Party Brasil 2013 entra na lista de uma das melhores. Para mim, que veio com o objetivo de reencontrar os amigos, ver pessoas que só converso pelo Skype, e registrar algumas ideias interessantes que por lá pintaram, valeu a pena. Pretendo vir para cá em 2014 (ou talvez ir para outro estado, caso a CP resolva buscar outros ares… o que eu acho difícil, por enquanto) para repetir a experiência de ver e rever pessoas. Como disse antes, não tenho mais pique para uma semana inteira de evento. Mas isso não me impede que eu volte a visitar o evento de forma breve.

Até porque conversar com amigos ainda é mais importante que uma internet rápida nesses momentos únicos.

E não é que veio mesmo um iPad com 128 GB? E bem antes do esperado…

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Nem vou colocar uma foto nesse post, até para não confundir um futuro visitante. Vai de texto mesmo direto. Até porque nem precisa de foto: é o mesmo iPad de quarta geração que você já conhece, com 9.7 polegadas de tela, Retina Display e iOS 6.1 (que foi lançado nessa semana). A grande diferença desse novo tablet você não pode ver: os 128 GB de armazenamento.

Ontem eu falei sobre os rumores desse lançamento aqui no blog, com um certo ar de incredulidade, acreditando que a Apple não faria isso. Mas a Apple gosta de me surpreender. E fez isso. E não em março ou abril, como era imaginado. Fez isso hoje, 29 de janeiro de 2013. Bem antes do esperado, e meses antes de um suposto novo tablet (um iPad 5 talvez, já que fotos da carcaça do suposto novo tablet apareceram hoje na web). O novo iPad com 128 GB de armazenamento não é um produto popular: foi feito para quem tem grana para gastar, e pensado em quem quer utilizar o produto em um uso mais profissional, principalmente na parte de vídeos. E o seu preço reflete isso: US$ 799 (Wi-Fi) e US$ 929 (Wi-Fi + 4G).

Mantenho a minha opinião que escrevi ontem. O produto é até uma boa para quem quer substituir o notebook pelo iPad, ou para profissionais que trabalham com softwares com grande volume de dados. Porém, será que a Apple vai encontrar grande nicho de vendas nesse segmento? Afinal de contas, lá fora, esse novo iPad custa quase a mesma coisa que um MacBook Air. E, em termos de produtividade, a não ser que o usuário realmente queira fazer a troca em definitivo do Mac OS X pelo iOS. Ou seja um gamer ou consumidor de conteúdos multimídia de forma convicta, e queira armazenar o máximo de jogos possível, ou não mais se preocupar com os recursos gráficos dos seus títulos (o que é besteira, já que a memória gráfica não sofreu alterações).

Resumindo: ou você ganha dinheiro com esse novo iPad, ou você é maluco em cobiçá-lo.

Acredito que esse movimento da Apple comprova que a teoria de um iPhone “popular”, mais barato e com materiais mais simples não está nos planos de Tim Cook. Não vejo a empresa com essa tendência, e começo a achar que isso pode ser perigoso a longo prazo. Tudo indica que a empresa de Cupertino (principalmente os seus executivos) não entendem que o próprio mercado de tecnologia está em um claro momento de mudança, com os consumidores mudando os seus hábitos e tendências de consumo de tecnologia, e principalmente: que hoje existem alternativas tão eficientes quanto aquelas oferecidas pela Apple, e com um valor consideravelmente mais barato.

Não estou dizendo para a Apple lançar o iPad ou iPhone popular, mas repensar o seu conceito do “vamos dobrar a capacidade de armazenamento, aumentar a resolução de tela, manter o mesmo preço, que está tudo bem”. Isso não basta mais. Os usuários esperam da Apple a inovação, o diferencial para comprar o novo produto, e não apenas um upgrade de hardware para fazer o usuário gastar, de novo, o mesmo valor do produto comprado no ano passado ou retrasado. Se traçarmos um paralelo com a Samsung, ela ao menos tenta formatos diferentes, melhorias na interface do usuário, aproveitar as inovações das novas versões do Android com novos recursos nativos… ao menos eles tentam alguma coisa.

O que parece é que a Apple faz o upgrade pelo upgrade. Você tem mais do mesmo, e nada mais. Nada que possa ser um diferencial relevante ou interessante, que efetivamente justifique a troca. Oras, se o meu smartphone faz hoje o que o novo faz, eu vou manter o mesmo que está me servindo muito bem. Não preciso de um smartphone mais rápido ainda, sendo que a velocidade do meu modelo atual me satisfaz muito bem.

Com o lançamento de hoje, acredito que os rumores sobre um iPad 5 não são mais tão infundados. Tudo indica que esse novo tablet vai chegar entre março e maio, deixando mais uma vez alguns usuários enfurecidos pela fragmentação do produto e desvalorização do modelo comprado no final do ano passado. Também acredito que estaremos diante de uma proposta mais próxima do iPad Mini, principalmente na espessura, mas na sua essência, algo que se assemelhe ao iPhone 5 no seu design. Mas não será surpresa se ele chegar. O que denotaria mais uma clara demonstração de Tim Cook em não estagnar os lucros da Apple.

Só eu vejo um Tim Cook meio desesperado? Ou são as evidências que estão depondo contra?

Cada um faz com o seu dinheiro o que quer. E a Apple agradece por isso!

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Vou dar uma de oportunista mesmo, na cara dura. Não quero nem saber. Esse blog precisa de ibope, então, vamos para o modo “mamilos”.

Estou acompanhando calmamente todas as notícias que giram em torno do lançamento do iPhone 5. Tão calmamente que sequer me incomodei em sair de Araçatuba para fazer a cobertura dos “eventos de lançamento” do smartphone nas operadoras ou nas lojas em shoppings de São Paulo. Afinal de contas, esses “eventos” nada mais são do que um bando de pessoas em uma fila, esperando a loja abrir para comprar o produto. E muito se comenta sobre o papel dessas pessoas na sociedade, ou como elas devem ser vistas diante dos olhos das demais pessoas.

Bom, vamos lá… ontem mesmo no Twitter eu desejei boa sorte para aqueles que vão comprar um smartphone que custa R$ 2.300, mas que faz a mesma coisa que o meu, que custou menos de R$ 1 mil (Motorola RAZR i, comprado na Black Friday… ah, antes que vocês me xinguem, eu tenho um iPhone 4, que comprei USADO por R$ 1 mil, e sou feliz com ele até hoje). E foi um boa sorte de coração, acreditem ou não. Torço mesmo para que as pessoas sejam felizes com suas aquisições, independente do preço.

Eu respeito o dinheiro de todo mundo, desde que ele seja ganho por meios lícitos. Honestamente, assim como eu ganho o meu dinheiro. Quanto ao valor desse dinheiro, cada um que se encarregue em dar esse valor, de acordo com o seu entendimento ou condições financeiras. Eu, por exemplo, sei o quanto custa o meu, e sei que tenho objetivos mais nobres e úteis para empregar uma grana em um único gadget. Mas se você ganha mais do que eu, e tem condições de embarcar em um investimento tão elevado, vá em frente.

Agora, vamos aos fatos.

O iPhone 5 a R$ 2.399 (16 GB, nas operadoras TIM e Oi) é um preço simplesmente ridículo. É um ótimo smartphone? Sim. Mas não vale isso. Minha opinião. Respeito quem comprou, mas acho uma das maiores futilidades do universo pagar essa quantia de dinheiro em um smartphone, que por melhor que seja, não é tão “mágico e revolucionário” como dizem. Hoje, não vejo a experiência de uso do iOS 6 à frente do Android 4.1 Jelly Bean. Em alguns aspectos, o sistema do Google está na frente. Isso, sem falar no alto poder de customização. Fora que, hoje, 95% (ou mais) dos aplicativos importantes que eu uso no iPhone eu já tenho instalado em meus dispositivos Android.

Essa regra vale para modelos como Samsung Galaxy S III e Samsung Galaxy Note II. São smartphones incríveis, mas não me disponho a pagar R$ 2.400 por esses modelos. Aliás, a maioria das pessoas não precisam de um smartphone top. Alguns compram pelo status de ter um produto que é mais caro que uma moto usada, ou que custa mais que uma viagem para Miami (ida e volta… e ainda sobra dinheiro para comprar o mesmo smartphone).

Eu me esforço para não julgar as pessoas nesse aspecto. Eu sei o que é gostar de uma tecnologia, e querer comprar o que há de mais top no mercado. Mas sou realista: sou pobre (classe média no conceito da Dilma, mas convenhamos: para quem comemora o aniversário em Paris com um jantar a R$ 800 por cabeça, ela NADA sabe sobre classe média), tenho que ser responsável pelas contas da minha casa, dar uma vida digna para minha esposa… logo, iPhone 5, Galaxy S III, Galaxy Note e outros modelos considerados top não são prioridades na minha vida.

Eu compro aquilo que eu posso. Pois dou valor ao meu dinheiro.

Na Black Friday desse ano, consegui duas boas ofertas. Um tablet Galaxy Tab 7.7 por R$ 899,00 (estava R$ 1.499,00), e o Motorola RAZR i, que paguei R$ 909,00 (preço normal e R$ 1.299,00). Ainda assim, vou passar um bom tempo pagando esse investimento. Tudo calculado em planilhas, para não estourar orçamentos, e não faltar nada aqui em casa. E estou muito feliz com os dois produtos.

Poderia comprar um iPhone 5? Sim, mas não acho o preço justo.

Apple, operadoras, lojistas… todos sabem que o iPhone (assim como boa parte das coisas que envolve a Apple) são grandes imãs para as pessoas. E nem falo só dos geeks de tecnologia. Aqueles que não sabem nem programar o DVR para gravar o futebol quando viajam no fim de semana, aqueles que pedem para o sobrinho criar as contas do Facebook, ou aquela que usa o computador para procurar receitas no site da Ana Maria Braga. Aqueles que buscam status, e que simplesmente não olham para os lados na hora de comprar um produto.

Criou-se no Brasil o hábito do “eu posso, eu pago”. Ninguém vai olhar para o detalhe que essas grandes corporações ganham dinheiro às custas do desejo incontrolável do consumismo das pessoas. Pode parecer um discurso comunista (e não é), mas o brasileiro, que agora está com um maior poder de compra, simplesmente passou a ignorar fatores como taxas de impostos, inflação e “custo Brasil”, e passaram a aceitar que as coisas são caras e que “nada vai mudar”.

E não vai mesmo, enquanto tiver centenas de pessoas fazendo filas para comprar um smartphone de R$ 2.400. Que, por sinal, faz EXATAMENTE O MESMO que o meu, que custou menos de R$ 1 mil.

A Apple agradece. E muito. A Apple percebeu que, mesmo com toda a carga tributária existente no Brasil, eles podem cobrar o que quiser sobre os seus produtos, cobrando bem a mais nos valores finais (mais ainda, se contarmos os modelos vendidos pelo site da Apple, que ainda não foram divulgados), e obtendo lucros “mágicos e revolucionários”. Se você realmente aceita pagar um smartphone que, lá fora, custa menos da metade desse valor, a Apple agradece por você existir.

Como podem ver, cada um faz com o dinheiro o que quer, e eu respeito o posicionamento de quem faz isso. Só não concordo. Criticar quem ficou na fila durante 20 horas para comprar um smartphone é algo inútil. Cada um pensa de uma forma, e não adianta perder tempo divergindo em teorias monetárias.

Mas… o mais importante? É que eu tenho minha consciência tranquila de que não estou pagando bem mais em um produto do que ele realmente vale. Que ele terá uma utilidade efetiva no meu dia a dia, e não será apenas um item de exibição social. E que o meu dinheiro será bem investido. Sim. Eu, que escrevo e trabalho com tecnologia todos os dias, vejo smartphones, gadgets, tablets, notebooks e até videogames como investimento, e não como um objeto de luxo ou vaidade pessoal. Até hoje, luto muito para poder viver razoavelmente bem através do meu trabalho. E sou feliz por isso.

Mas… vida que segue. Já comprou o seu iPhone 5 hoje?

Pensando naqueles que já se foram…

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Eu deveria estar aproveitando o feriado, de forma tranquila, descansando… mas não. A ausência de internet me preocupa (é dura a vida de quem vive de 3G nessas horas), e minha mente começa a trafegar por outros assuntos que não estão relacionados em tecnologia ou esportes. Começo a pensar efetivamente nos tais finados da minha vida.

Para mim, ainda é difícil conceber a ideia da perda. Ninguém gosta de perder nada: botão de camisa, caneta, óculos, carteira, celular, a casa, o título da Libertadores, parentes, um grande amigo… em via de regra, as perdas materiais, nós podemos recuperar ao longo do tempo, com trabalho e dedicação. Porém, as perdas emocionais, de pessoas que saem da nossa vida pelos mais diferentes motivos, e que nunca mais vão voltar, ainda é algo difícil de processar. Não é dolorido esse sentimento, uma vez que você compreende que a vida segue, que faz parte do curso da vida. Você não sofre mais por aqueles que já partiram.

Mas, de tempos em tempos, pensamos neles como se eles nunca tivessem saído de nossa vida. E a sensação é estranha. As lembranças saudosas começam a ser resgatadas, invadindo a mente e o coração. Você sente um certo pesar ao respirar, uma dificuldade de puxar o ar, uma certa angústia. E percebe que, de fato, essas pessoas não voltam mais, e é seu dever, obrigação, missão ou seja lá como você vai chamar essa fase de sua vida… enfim, você tem que se manter firme, feliz e saudável.

Não é fácil. Como tudo nessa vida.

Por outro lado, essas mesmas lembranças me fazem lembrar do quão foram boas as situações vividas. De como esse tempo junto com essa pessoa foi bem aproveitado. Que muitas coisas boas ficaram, entre ensinamentos, alegrias, comemorações, desafios, dificuldades e até desencontros. Você conclui que a cada encontro, a cada evento, cada telefonema, carta, e-mail, mensagem de texto ou até mesmo uma troca de olhar, você ajudou a fazer parte de um legado pessoal com aquela pessoa, que mantém ela viva da melhor forma. Da forma mais alegre e intensa possível.

Algumas pessoas já saíram da minha insignificante existência nos últimos 33 anos. Boa parte delas foram especiais, e no dia de hoje, além de descansar, ver minhas séries, os jogos de futebol americano atrasados e esperar a minha internet voltar, eu me pego pensando naqueles que não estão mais compartilhando do meu círculo de amigos e familiares. Hoje, levo um pouco minha mente para os momentos especiais que tive com essas pessoas, e não para ter dificuldades para respirar. Mas sim para ter aquela sensação reconfortante, que tudo o que foi vivido com eles se converteram em histórias únicas, que carregarei pelo resto da vida.

Enquanto isso, eu fico esperando minha internet voltar. Não dá pra viver de 3G aqui em Araçatuba!