Tag Archives: mwc 2016

Por que a Xiaomi poderia ter aborrecido a Samsung na MWC 2016?

by

xiaomi-mi5-final-26

Durante o evento de apresentação do Xiaomi Mi 5, havia a clara impressão que Hugo Barra nos surpreenderia a qualquer momento com um algum tipo de ‘One More Thing’. Isso estava bem claro. A tampa traseira com cristal curvado foi uma mostra que a Xiaomi não está para brincadeira.

Na verdade, eles queriam dizer “Olha, Samsung, nossa curva sim é real, nada de bordas retas”.

Não disseram com essas palavras, mas a imagem abaixo não deixa dúvidas: a Xiaomi quer se comparar com os coreanos. Mas… o que teria acontecido se a tela do Mi 5 também tivesse bordas curvadas?

Talvez a Samsung estaria envolvida em um sério problema.

mi-5-note-5

A Samsung tem hoje uma carta debaixo da manga, e ela ainda mantem com essa carta o jogo a seu favor. É a única capaz de fornecer um smartphone com design realmente futurista, se destacando dos demais, empenhados em fazer do alumínio com bordas polidas um novo padrão que aos poucos deixa de lado o plástico, que incomoda muita gente.

Seja pelo poder econômico, capacidade de produção ou, quem sabe, por causa das patentes, a Samsung é há pelo menos um ano o único fabricante que conseguiu que um smartphone com tela curva vingasse no mercado (ninguém se lembra do BlackBerry Priv). Mas… e se eles perdessem essa exclusividade?

 

Aqui é onde parecia que a Xiaomi estava prestes a entrar. O vídeo de apresentação do Mi 5 teve momentos que não estava claro se eles estavam mostrando a tela ou a tampa traseira, e todos começaram a pensar na Samsung. O lançamento de um ‘Mi 5 Edge’ teria sido um golpe duríssimo para os coreanos, que precisam melhorar as vendas de seus smartphones premum, que estão estancadas pela maduração da linha média e pelo crescimento das marcas chinesas.

De qualquer forma, a Xiaomi ainda causará danos colaterais com o Mi 5. Basta compará-lo com o Galaxy S7 com tela plana para ver que os dois modelos estão no mesmo nível, onde a grande diferença está no preço (235 euros do Xiaomi Mi 5, contra o Samsung Galaxy S7, que custa 719 euros).

A Xiaomi teria que começar a comercializar o seu smartphone em muitos países para poder alcançar a Samsung, mas não resta dúvidas que. no papel, o Mi 5 é tão capaz quanto o Galaxy S7. Restam dúvidas sobre o seu desempenho fotográfico, mas em linhas gerais estamos diante de um smartphone que rapidamente vai chamar a atenção dos usuários com um espetacular preço de 235 euros.

Na China, o caos reina nos escritórios da Xiaomi, uma vez que no momento em que esse post foi produzido já haviam sido feitas no país 10 milhões de reservas do Xiaomi Mi 5, e isso em apenas dois dias.

Será que em algum momento a Xiaomi vai lançar um telefone com tela curvada? O que teria acontecido se um ‘Mi 5 Edge’ tivesse sido anunciado. Certamente a Samsung está fazendo essas mesmas perguntas.

Xiaomi Mi 5: melhor, mais bonito, mais potente… e mais caro?

by

xiaomi-mi5-final-26

Nós aprendemos a amar a Xiaomi e sua filosofia de apresentar produtos de tecnologia de alta qualidade por um preço que não exigisse do consumidor a venda de algum órgão interno para o mercado negro. Os chineses não só exploraram o fato de conseguirem produzir por um custo menor, mas valorizar a qualidade de materiais e experiência de uso de alta qualidade. Esses elementos combinados explicam muito bem por que a empresa é uma das cinco maiores fabricantes de smartphones do planeta, e em tão pouco tempo.

Mas aí temos a MWC 2016, e mesmo tendo a LG e a Samsung como principais protagonistas (com o LG G5 e o Samsung Galaxy S7/Galaxy S7 Edge, respectivamente), a Xiaomi consegue atrair boa parte dos seus holofotes com o Xiaomi Mi 5, novo modelo top de linha que substitui o Mi 4 lançado no meio de 2014. 18 meses de espera foram compensados em um modelo que entrega tudo aquilo que se espera de um autêntico top de linha, com melhorias muito interessantes no seu design e no emprego de materiais no seu acabamento.

xiaomi-mi5-final-02

Porém, tudo isso tem um preço (até porque não existe almoço grátis). O modelo base do Xiaomi Mi 5 vai custar aproximadamente 300 euros (convertidos), ou um pouco mais do que isso, quando forem aplicadas todas as taxas internacionais e logísticas de distribuição do produto em outros mercados. Ainda será um dos modelos (se não for o modelo) com processador Qualcomm Snapdragon 820 mais barato do mercado. Mas para alguns países menos desenvolvidos (como é o caso do Brasil), esse preço pode não ser um dos mais convidativos. Ou pelo menos não oferecer a assustadora relação custo-benefício dos modelos anteriores.

Algo que é perfeitamente compreensível. Afinal de contas, o mercado é outro, o dólar subiu no mundo todo e, por consequência, o custo de certos materiais também subiu. Sobre isso, não há muito o que se possa fazer. Os fabricantes não podem fazer milagres.

xiaomi-mi5-final-04

Por outro lado, se a gente olhar o quanto pode custar modelos como o Galaxy S7 e o LG G5 (que recebem o mesmo Snapdragon 820), podemos dizer que o Xiaomi Mi 5 pode ser também um dos candidatos a modelo top de linha mais acessível do mercado (ou menos caro, dependendo do ponto de vista). E, repito: faz isso sem oferecer especificações que ofendam a inteligência do consumidor. Sem tentar vender o que não é.

O Xiaomi Mi 5 pode receber na sua versão base 32 GB de armazenamento, 3 GB de RAM e o citado Snapdragon 820. São especificações mais do que suficientes para que a maioria dos usuários de smartphones Android extraírem um excelente desempenho para as principais atividades (navegação na internet, uso de redes sociais, consumo de conteúdo via streaming, reprodução de vídeos, jogos…). E esse é o modelo que deve custar em torno de 300 euros.

Deixando de lado todas as comparações que não cabem aqui ser feitas, a versão mais básica do Galaxy S7 vai custar 699 euros. E todo mundo sabe que o fator preço ainda influencia e muito na hora da compra.

xiaomi-mi5-final-03

Para não dizer que só estou falando de melhorias internas, o Xiaomi Mi 5 traz consigo um excelente sensor traseiro de 16 MP (IMX298 da Sony) e um acabamento com material cerâmico, que é mais resistente, mas ajuda a torná-lo mais caro. Mas, nesse caso… o quanto mais caro? Acho que vale a pena pagar o que eles pedem por todas essas implementações técnicas inseridas pelos chineses.

Em um conjunto geral, temos um excelente smartphone. Pode ser meio salgado o preço no Brasil? Claro que pode. Afinal, estamos falando do Brasil. Mas… qualquer coisa entre R$ 2.000 e R$ 2.500 é de se comemorar. Afinal de contas, espero algo na casa dos R$ 4.000 para o Galaxy S7. Se a relação for o ‘2 por 1’ para a Xiaomi no seu novo top de linha, qualquer coisa que for a metade do valor dos coreanos é uma vitória para todo mundo.

xiaomi-mi5-final-11 xiaomi-mi5-final-12 xiaomi-mi5-final-13 xiaomi-mi5-final-18 xiaomi-mi5-final-24 xiaomi-mi5-final-25 xiaomi-mi5-final-07

HP Elite X3: o WIndows 10 Mobile buscando a vida no setor profissional

by

HP Elite X3-13

A Microsoft sabe que está difícil convencer o grande público que o Windows Mobile (ou agora Windows 10 Mobile) é uma solução que pode muito bem substituir (com vantagens até) os onipresentes iOS e Android. Sabendo disso, busca com os seus parceiros buscar os usuários profissionais, ou aqueles que buscam uma solução mais completa possível para atender as suas necessidades corporativas. E o HP Elite X3 parece ser um dos melhores entre os poucos candidatos nessa missão.

É um modelo visualmente bonito, atraente e com ar moderno e estilizado. Acima de tudo, é um dispositivo com uma estética iminentemente corporativa. Seus tons em cinza mais sólidos dão a entender claramente que estamos diante de um modelo mais sóbrio, sério, pensado nos executivos e profissionais na sua estética. O que não quer dizer que este não é um modelo bonito. Pelo contrário: é bem elegante.

HP Elite X3-11

Mas o ponto forte do novo smartphone da HP não é a sua beleza, mas sim o seu conjunto de hardware, que é um dos mais potentes do mercado. Temos um smartphone top de linha com Windows 10 Mobile, que é altamente otimizado, ou seja, teremos um desempenho simplesmente impecável para um produto que tem como missão ser versátil o suficiente para um bom desempenho tanto na sua versão mobile como para a sua versão para desktop (no modo Continuum).

Com tela AMOLED de 5.96 polegadas (QHD, 2560 x 1440 pixels) com Gorilla Glass 4, proteção IP67, processador Snapdragon 820 quad-core, 4 GB de RAM, 64 GB de armazenamento (expansíveis via microSD de até 2 TB), Câmeras de 16 MP e 8 MP, sistema de alto-falantes estéreo da B&O, bateria de 4.150 mAh e três microfones para cancelamento de ruído, ninguém tem muitas dúvidas sobre o poder de fogo desse smartphone. O HP Elite X3 é um dos mais poderosos dispositivos do mercado, independente do sistema operacional escolhido.

HP Elite X3-05

Com esse hardware todo, seria fácil de se imaginar a presença do recurso Continuum para esse dispositivo, com uma base bem estilosa. Mas a HP decidiu ir um passo além. Não basta ter um dispositivo preparado para se adaptar ao modo desktop, mas também oferece uma série de recursos de segurança de dados, como um leitor de digitais, reconhecimento de iris na câmera frontal e encriptação Bitlocker de 128 bits no Windows 10 Mobile. Já que estamos falando de um dispositivo pensado ao mundo corporativo, é mais do que natural pensar nesse reforço todo na segurança dos dados do usuário.

Não satisfeita, a HP ainda oferece um laptop para quem precisa trabalhar com maior liberdade e mobilidade, mas não quer depender de ter um monitor por perto para ser produtivo. É uma proposta parecida com o Motorola Atrix, mas não deixa de ser algo muito positivo por parte do fabricante. É uma forma de aproveitar corretamente o potencial do Windows 10 nos seus múltiplos formatos de uso.

HP Elite X3-mobile-extender

Me agradou e muito a proposta do HP Elite X3. Mais até do que os recentes modelos da Microsoft com Windows 10 Mobile (Lumia 950 e Lumia 950 XL). Sempre entendi que se a gigante de Redmond queria fazer com que o seu sistema operacional prosperasse no mundo da mobilidade, deveria passar pelos seus parceiros de hardware. E a HP apenas é a prova sobre como os parceiros são importantes para fazer algo muito atraente. Mesmo para um público tão específico, como é o mercado corporativo.

HP Elite X3-14 HP Elite X3-01 HP Elite X3-06HP Elite X3-02 HP Elite X3-07 HP Elite X3-08

Sony Xperia X: o ‘mais do mesmo’ em novo formato?

by

sony-xperia-x-mwc-2016-10

A Sony apresentou na MWC 2016 a sua nova série de smartphones de linha média-premium, a Xperia X. Não se esperava um top de linha no evento de Barcelona, mas também levanta-se algumas dúvidas sobre o que essa nova linha tem a dizer em um mercado com pontos de saturação, e para uma empresa que tenta se salvar no mercado mobile.

São três modelos: Xperia X, Xperia XA e Xperia X Performance. Cada um deles visa atender a um determinado tipo de público, um consumidor em específico e uma faixa de preço que precisa atender. Não há diferenças estéticas entre os três modelos, que só se diferenciam na prática por conta do tamanho de tela, capacidades fotográficas e algumas características adicionais nas especificações técnicas.

São modelos com design bem cuidado, um acabamento que oferece uma aparência de produto top de linha, com um resultado final melhor do que aquilo que foi visto em outras séries da Sony. Nesse aspecto, vemos uma evolução em relação ao que a empresa se propôs a fazer. E olha que muita gente elogia a marca por conta da estética dos seus produtos. Porém, não podemos negar que a linha Xperia X apresenta uma clara evolução nesse aspecto.

sony-xperia-x-mwc-2016-11

Por outro lado, os modelos não contam com diferenciais significativos para convencer o consumidor. Não me entendam mal. Podem ser ótimos smartphones, mas fora as tecnologias proprietárias da Sony para as suas telas, sensores de câmera e bateria, são modelos que se enquadram na média do do que já vimos em outras oportunidades. Tem um acabamento melhor, um hardware bem ajustado… e a perspectiva de um preço elevado.

O que realmente mata na Sony é o fato deles cobrarem caro pelas soluções que eles mesmos criam. O modo Stamina (para economia de bateria) é realmente muito eficiente. As telas com tecnologia Triluminos são algumas das melhores do mercado mobile, e os seus sensores fotográficos são utilizados até pelos seus concorrentes diretos. Ou seja, por que a Sony cobra tão caro por coisas que eles mesmos desenvolvem?

A única resposta que tenho? A grife.

sony-xperia-x-mwc-2016-08

Os novos modelos da linha Xperia X não tiveram preços anunciados na MWC 2016. Porém, eu mesmo não acredito que eles chegarão ao mercado com valores competitivos. Nem lá fora e, muito menos, aqui dentro. Todos nós sabemos o histórico da Sony nesse segmento. A não ser que a empresa finalmente tenha decidido acordar pela sua sobrevivência, e decida oferecer esses modelos com um preço mais modesto, na tentativa de alavancar as suas vendas.

Não reclamaria disso. Pelo contrário. Muita gente vai comemorar. Principalmente os fãs da Sony, que não são poucos. Entendo a decisão da empresa em não apresentar um top de linha no evento de Barcelona, buscando atrair mais holofotes para um anúncio individual. Mas é fundamental que, ao apresentar os modelos de linhas intermediárias, que eles comecem a rever os conceitos com maior urgência.

Caso contrário, a divisão mobile da Sony terá o mesmo fim da VAIO.

LG G5: uma revolução

by

lg-g5-final-09

Ele é lindo. Ele é moderno. Ele é revolucionário. O LG G5 foi anunciado na MWC 2016 com a difícil missão de bater de frente com os novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Ao meu ver, temos aqui o objetivo alcançado. Com mudanças pontuais no design e em alguns de seus recursos técnicos, temos um autêntico top de linha que pode fazer barulho dentro do seu segmento.

As mudanças de design são bem vindas. Reduzir o tamanho da sua tela para que o smartphone fique mais ajustado ao usuário foi uma excelente pedida. Particularmente, me agrada mais ter nas mãos um smartphone com tela entre 5.1 e 5.3 polegadas do que um modelo de 5.5 polegadas. Pode parecer pouca essa diferença, mas ela é uma diferença considerável, mesmo no meu caso, que tem mãos grandes.

Mesmo assim, a LG teve o cuidado de aproveitar a área útil na parte frontal, visando assim melhorar a interação do usuário com a sua interface.

lg-g5-final-02

Um design mais ajustado ao que a maioria das pessoas desejam. Acho que esta é a melhor explicação para a remoção dos botões na parte traseira, um dos sinais mais claros de identidade da linha G. Confesso que nunca me incomodou os botões traseiros no smartphone, mas com os recursos de toque duplo na tela (para bloqueio e desbloqueio) e selfie com captura inteligente, os botões na parte traseira eram pouco utilizados.

Logo, é muito bem vinda a mudança. Ajuda para que se obtenha um dispositivo mais fino, com linhas mais refinadas. Essa é uma das coisas que mais ajudam a definir o LG G5 como um smartphone muito bonito.

lg-g5-final-12

A câmera dupla na parte traseira é mais um ponto de revolução do LG G5. Com funções diferentes para diferentes tipos de capturas, esses sensores quando combinados prometem um resultado final de fotos e vídeos de alta qualidade, ou superior ao que temos na maioria das soluções disponíveis no mercado. Não é algo novo, já que outros fabricantes tentaram isso no passado. Mas é a primeira vez em muito tempo que algum fabricante de um dispositivo top de linha tenta algo parecido.

lg-g5-final-007 lg-g5-final-13

E o que falar da bateria modular?

Aqui temos um quase “por que ninguém pensou nisso antes?”. Entendo que muita gente vai torcer o nariz para esse tipo de solução, por entender que esse tipo de módulo pode gerar falhas de conexão da bateria com o dispositivo e, por consequência, ocorrer desligamentos aleatórios e involuntários. Acredito que também temos que acreditar que, inicialmente, a LG trabalhou direito para prever essa possibilidade, e encontrou uma solução para evitar que tal anormalidade se faça presente.

Dito isso, não só por conta da bateria modular, mas também pelos módulos de extensão que potencializam algumas das funções do LG G5. Bem sei que temos os smartphones modulares (Project Ara manda um abraço), mas nenhum deles se tornou uma realidade de mercado. Logo, o que a LG fez é o mais próximo desse conceito a chegar ao grande público, e isso merece ser destacado.

Sem falar na família de novos acessórios que a LG preparou para esse smartphone.

lg-g5-final-14

O LG G5 chega fazendo barulho. É um dos cobiçados de 2016, um dos smartphones que deve entrar na lista de melhores do ano. Pelo menos temos que agradecer por sua chegada na MWC 2016, impedindo que a Samsung monopolizasse todas as atenções com os seus novos Galaxys.

Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge trouxe as novidades esperadas (mas que agradam)

by

galaxy-s7-final-07

Não podemos dizer que temos surpresas nos novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge. Tudo o que foi especulado nos últimos meses foi confirmado (ou pelo menos a esmagadora maioria dos rumores), mas nem por isso podemos dizer que estamos decepcionados. Pelo contrário. Algumas confirmações são muito bem vindas, pois eram itens muito esperados e desejados pelos usuários.

Por exemplo, a inclusão de um slot microSD para uma maior capacidade de armazenamento. Ainda mais agora que o Android 6.0 Marshmallow é capaz de reconhecer a unidade externa como unidade nativa para instalação de aplicativos. Bom, nem tanto por isso, mas muito mais para armazenar conteúdos pessoais do usuário.

Estamos produzindo mais conteúdo, compartilhando mais imagens, gravando mais vídeos (muitos de nós em resolução 2K ou 4K)… e todo esse conteúdo gerado necessita de algum espaço adicional de armazenamento nativo. Não é possível mandar tudo para a nuvem o tempo todo (imagine mandar um vídeo de 10 minutos em 4K para o seu Dropbox com o 4G capenga do Brasil…), e oferecer essa liberdade e comodidade em um dispositivo premium é o mínimo que se pede.

galaxy-s7-final-08

Outra notícia muito bem vinda dos novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge é a volta de uma especificação de segurança. Uma proteção IP68 (detalhe: onde todas as portas não precisam ser protegidas) é agregar um valor ao produto que é mais que justificado em um produto premium. Entendo que toda e qualquer solução que faça com que o dispositivo seja mais seguro e permaneça o máximo de tempo possível nas mãos do usuário (que, de novo, vai pagar caro por ele) deve ser adotada.

As demais melhorias dos novos smartphones são as esperadas. Impressiona ver como a Samsung visou melhorar a sua tecnologia de câmeras para produzir fotos ainda melhores em condições de baixa luminosidade, em uma solução a la “UltraPixel” da HTC (menor resolução, mas maior captação de luz por pixel), e em como os novos modelos já são mais potentes do que muitos desktops e notebooks disponíveis no mercado, através de um hardware considerado top de linha.

galaxy-s7-final-02

Ok, eu não devo esperar por modelos baratos. Os dois devem custar mais do que um rim no mercado negro. Mesmo assim, apesar das minhas broncas com a Samsung por outros motivos (principalmente aqueles que tangem ao suporte ao usuário nas atualizações do Android… mas até aí até a Motorola tem pisado na bola comigo…), não posso me negar a dizer que eles fizeram um ótimo trabalho com os novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge.

São (obviamente) dois fortíssimos candidatos a melhores smartphones de 2016. Não é prematuro dizer isso em fevereiro, sendo que tem muita água pra rolar até o final do ano. É uma conclusão bem racional. É inegável que o Galaxy S6 lançado no ano passado já apresentou uma mudança positiva para a Samsung na proposta geral do seu modelo top de linha. Dar a continuidade nisso só reforça a ideia da empresa em seguir oferecendo esse conceito vencedor, que agora é melhorado, atendendo aos pedidos de muitos consumidores.

Se não fosse o preço…