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Wii Balance Board é utilizado como plataforma de treinamento para paraplégicos com exoesqueleto

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Wii Balance Board

Um grupo de pesquisadores na Flórida (EUA) testam uma nova terapia dirigida a pacientes paraplégicos que utilizam exoesqueletos, baseado no Nintendo Wii e no seu Wii Balance Board.

 

Retroalimentação sensorial através dos videogames

Os primeiros testes foram realizados com um jovem com lesão total de medula, que resultou em uma perda de sensibilidade abaixo da cintura. Nesse caso, os exoesqueletos podem ser perfeitos para a pessoal voltar a andar, mas… e a questão da sensibilidade?

Sem sensibilidade, é impossível determinar o ponto de equilíbrio, o que pode provocar quedas, lesões e danos ao exoesqueleto, já que o paciente não sabe o que e onde está pisando para dar o próximo passo.

É aí que o Wii Balance Board entra em ação.

O acessório do Nintendo Wii é barato e prático para realizar tratamentos nos pacientes que nunca usaram um exoesqueleto. A prancha oferece retroalimentação na tela, dando ao paciente um novo tipo de sensibilidade usando os demais músculos sensíveis.

O paciente pode experimentar as diversas opções oferecidas pelo Balance Board, o que o obriga a mudar o tempo todo a direção do peso, oferecendo uma inclinação perfeita, com a força necessária para um lado ou para outro quando necessário.

Desse modo, quando o paciente passa para o exoesqueleto, o caminhar fica algo mais natural.

Valeu, Nintendo Wii!

 

Xbox 360 tem 85% do mercado brasileiro de games: isso não me surpreende em nada!

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Uma das notícias de maior destaque no dia de hoje (22) foi a informação do instituto GFK, que afirma que o Xbox 360 é o console com maior participação de mercado no Brasil da sua geração, com 85% de participação de mercado. Se levarmos em conta todos os consoles ainda produzidos no Brasil (indo do Master System até o PlayStation 2, passando pelos consoles “alternativos” de outros fabricantes), a participação do console da Microsoft no ano passado já era de 65%, um ano depois do inicio da fabricação local do console. E posso dizer que esses números não me surpreendem.

Recentemente, escrevi aqui no meu blog sobre o sucesso do Xbox 360 no mundo dos consoles, sendo este o console mais comercializado no mundo. Mas talvez o que chame a atenção no estudo da GFK seja justamente essa vantagem considerada acachapante entre o console da Microsoft e os demais (PlayStation 3 e Nintendo Wii). Que o Xbox 360 era líder de mercado, eu já imaginava. Mas não com uma vantagem tão ampla. Mas isso pode ser explicado por alguns fatores.

O primeiro, e o principal deles, é o preço do produto. O valor do Xbox 360 na sua versão mais básica é de R$ 799 (preço sugerido pela Microsoft). Isso é possível porque o console é fabricado no país, recebendo todos os incentivos fiscais do Governo Federal, o que possibilita a redução do preço do produto, que antes custava R$ 1.199. O seu principal concorrente, o PlayStation 3, está disponível na sua versão mais barata por R$ 1.299 (preço sugerido pela Sony). É claro que você pode encontrar o PS3 por um preço mais barato nos mercados “alternativos” (a.k.a. Mercadolivre), mas esse não é o índice adotado para essa análise de mercado. O PS3 deve sofrer uma redução de preços drástica no Brasil, uma vez que sua produção nacional já foi aprovada, e deve começar ainda em 2013. Mas até lá, o Xbox 360 será dominante em vendas.

O segundo fator está na implementação na oferta de conteúdo da rede Xbox Live. A Live da Microsoft tem mais de 10 anos de vida, e nesse período, cresceu de forma exponencial. No Brasil, mesmo contando com um conteúdo consideravelmente menor que a Live norte-americana, a oferta de conteúdos aumenta de forma considerável. Hoje, a Live oferece recursos de navegação na web, SkyDrive, músicas, vídeos, integração com o Windows 8 e o Windows Phone, aplicativos de streamings de vídeo e, é claro, jogos. Além disso, a tendência de usuários em jogar online é cada vez maior, e em uma rede estável e com boa qualidade final. Você pode até reclamar em pagar R$ 89/ano para assinar a Xbox Live Gold para jogar online. Mas é esse investimento extra que garante uma maior estabilidade e qualidade da Live nesse aspecto. Além disso, para quem pagou R$ 800 (no mínimo) em um console de videogames (que vai além dos jogos, diga-se de passagem), pagar (em média) R$ 7.42/mês não quer dizer nada, certo?

Outro motivo puxado pela Live é a oferta de preços mais competitivos para os jogos. É claro que o ideal é que os jogos custassem menos, e que os lançamentos viessem por preços “compráveis”, e não custando entre R$ 180 a R$ 200. Mas existem outras alternativas. A própria Live oferece alternativas de jogos via download, com preços bem razoáveis. Exemplos: jogos da série Need for Speed custando entre R$ 39,00 e R$ 79,00, Sonic 4 Episode 1 e 2 por menos de 2 mil MS Points, entre outras alternativas. Isso, sem falar que você pode aproveitar promoções em lojas de e-commerces e as ofertas de compra/venda/troca nos mercados alternativos. Você não precisa ficar com um jogo o resto da vida. Zerou? Sabe que não vai jogar mais? Passa para frente, coloca um pouco mais de dinheiro em cima e compra outro jogo. Simples assim.

Por fim, o fator pirataria. Mesmo que a GFK não coloque esse fator, temos que colocar nessa lista, mas com algumas observações. O Xbox 360 é mais fácil de ser pirateado que o PlayStation 3, e o único efeito colateral (na teoria) é que você é banido da Live. Diferente do PS3, que em algumas atualizações simplesmente inutilizava o console em caso de tentativa de destravamento. Bem sei que o mercado pirata ainda movimenta muito dinheiro, e faz com que a Microsoft e outras fabricantes de games ainda tenham prejuízos (ou lucros menores). Porém, 2012 registrou um índice de vendas recorde no mercado de vendas de jogos para consoles no Brasil, e esses índices sobem a cada ano. O perfil do consumidor brasileiro de games está mudando. Já não encontro tantas unidades do Xbox 360 desbloqueado no mercado “alternativo”, e os estudos da GFK também levam em consideração o volume de vendas de consoles através de pontos de venda oficiais.

Na verdade, torço para que o cenário de games em 2013 seja ainda mais competitivo e dinâmico. Torço para que o PS3 caia de preço, para que os preços sejam mais justos, e para que o Brasil possa se tornar de forma efetiva um dos principais mercados mundiais de games. A pesquisa mostra apenas o que é fato a alguns anos: a opção da Microsoft é mais “econômica”, e para muitos, mais vantajosa na sua relação custo/benefício, por diferentes fatores. E que 2013 seja ainda melhor nesse sentido. Para “sonystas” e “caixistas”.

A grande lição da E3 2012 (se é que teve alguma)

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e3-2012

Mais uma E3 Games acabou. Muita gente foi para Los Angeles jogar em primeira mão os jogos que serão lançados no mercado a partir do segundo semestre, encontrar mulheres fantasiadas de cosplay, e ver as novidades do mercado. Novidades? Bom, algumas. Não todas.

Muita gente reclamou pela escassez de novidades na parte de hardware, mas temos que entender que os tempos são outros. Desenvolver novos produtos custa muito dinheiro, e apesar do investimento no desenvolvimento de novos títulos custar milhões de dólares, ainda é algo mais barato do que os bilhões que são gastos no desenvolvimento dos novos consoles. De qualquer forma, pelo menos a Nintendo se definiu em relação ao Wii U, que chega ao mercado “no Natal de 2012”, sem revelar preços ou datas. Não sei se ele vai dar tão certo como o Nintendo Wii (que, cá pra nós, reinventou a roda do mercado de videogames, mesmo que você seja um jogador hardcore, e acha que controle com sensor de movimento é coisa de criancinha), mas entendo que pelo menos eles estão pensando de forma correta.

Veja bem (quem começa frase assim quer enrolar alguém… e é justamente isso o que eu quero): a Microsoft e a Sony deixaram a dica. Videogame hoje não é apenas aquele produto onde você senta no sofá, fica diante da TV e joga os seus jogos. Você assiste eventos esportivos ao vivo, filmes e séries, ouve música, acessa os conteúdos do seu computador, navega pela internet, entre outras atividades. Some à isso o controle do Wii U, que tem uma tela com uma dimensão boa o suficiente para você assistir conteúdos via streaming, como Netflix ou YouTube. E como todo mundo está querendo um tablet hoje em dia… por que não combinar vários conceitos em um único produto?

A Microsoft foi outra que mostrou novidades. Muitas na parte de acordos para a plataforma do Xbox (como com o UFC, expansão do acordo com o Netflx e ESPN, etc). Mas a principal novidade foi o SmartGlass, que é um recurso que permite o controle do Xbox 360 através de dispositivos iOS, Android, PCs e Windows 8. É uma espécie da “AirPlay” para o console da Microsoft. Ok, tem gente chata que vai dizer “A Apple já faiza isso faz tempo…”. Aí, eu vou dizer: “ok, pega a sua chupeta e publica em um jornal”, e complemento dizendo que tal recurso expande a possibilidade de integração das plataformas da Microsoft. Que é justamente isso o que a gigante de Redmond quer.

Outro detalhe importante: a Microsoft informou em sua coletiva que hoje, o Xbox 360 é o console #1 do planeta. E eles estão certos. O Kinect “reinventou a reinvenção da roda dos videogames”, conquistou um novo público dentro do seu produto (público esse que a própria Microsoft estava com dificuldades em alcançar), e abriu um novo leque de possibilidades não só dentro do seu segmento de entretenimento, mas para outros segmentos. E isso se confirma no lançamento do Kinect for Windows. Essa é uma mina de ouro que a Microsoft vai explorar ao máximo, fazendo com que o Xbox 360 tenha, pelo menos, mais dois anos de vida útil, com o anúncio da próxima geração do seu console para 2014 (na minha opinião, e claro).

Já a Sony… honestamente, eu não sei porque a Sony insiste no PlayStation Move. Eu não conheço ninguém que tenha o PS Move, e ninguém que seja feliz DE VERDADE com ele. Mas se a Sony insiste… depois de alguns títulos e acessórios para o modelo (um volante com suporte ao Move), o momento de maior destaque da coletiva foi… God of War!

Aliás, o que mais chamou a atenção na E3 2012 foram os jogos. Electronic Arts, Ubisoft, Warner Bros. Entertainment e outros desenvolvedores se esmeraram para impressionar os presentes com novos títulos. E talvez essa seja a principal lição da E3 2012. Em um mercado que é mais lucrativo do que os cinemas, é mais interessante investir nos títulos que vão abastecer esse mercado, uma vez que as plataformas de jogos estão estabelecidas.

A E3 2012 foi realmente fraca, mas foi o suficiente para que muitos gamers fiquem felizes no segundo semestre. Entendo que, hoje, quem comprou o seu console, não vai mais migrar de plataforma. E, mesmo que um novo console seja lançado, dificilmente vai apostar em uma nova plataforma. Exceto no período do Natal, onde todo mundo gasta um pouco mais de forma natural. Principalmente os japoneses e os norte-americanos.

De qualquer forma, eu já vou guardar um pouco de dinheiro para o FIFA 13, PES 2013 e Madden 13. Recomendo que você faça o mesmo.

Vídeo: um tablet Android que roda jogos de Wii, que são controlados por um controle de Xbox 360

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Um modder chamado Obiwan222222 conseguiu executar vários jogos do Nintendo Wii em um tablet ASUS Eee Pad Transformer. Segundo ele conta, o truque consiste em carregar o jogo no computador graças ao emulador de código aberto Dolphin, para logo retransmitir o conteúdo de modo sem fio através do cliente Slapshot HD para Android. Por fim, ele controla tudo isso com um controle de Xbox 360, apesar de ter um certo atraso, que pode deixar alguns gamers impacientes. Vídeo abaixo.