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A parcialidade de alguns sites de tecnologia, com linha editorial para fanboys

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Nesse final de semana, eu presenciei – mais uma vez – como funcionam as editorias de alguns sites/blogs de tecnologia, que deixam de lado a função de informar corretamente o leitor, e decidem assumir a linha editorial pensando nos fanboys. Que fique claro que não estou defendendo empresa A ou B, até porque não tenho rabo preso com ninguém. Mas que chega a ser nojento ver blogs descaradamente ocultando informações para destacar apenas um lado da questão.

Resumindo a notícia: o tribunal da Califórnia decidiu nesse final de semana sobre o caso movido pela Apple contra a Samsung, envolvendo a violação de cinco patentes de software dos seus smartphones. A sentença prevê que a Samsung foi condenada a pagar quase US$ 120 milhões pela violação de todas as patentes (esse valor pode mudar, pois algumas revisões serão feitas pelo tribunal local). Porém…

Boa parte dos sites de tecnologia – alguns deles se dizendo “sérios”, já outros “especializados” na Apple, ou seja, “imparcialidade pra quê, né?” – simplesmente “se esqueceram” #ironic de citar que o mesmo tribunal norte-americano também considerou a Apple culpada pela violação de duas patentes pertencentes à Samsung, e do valor que será pago pelos coreanos, serão descontados aproximadamente US$ 158 mil, equivalentes às duas patentes em questão.

Ok, eu sei que os valores são bem discrepantes, e que a pancada na Samsung foi maior. Porém, a questão nem é essa.

Ao ocultar tal informação, tais sites e blogs simplesmente colocam para debaixo do tapete a tal questão moral que a Apple tanto prega, onde eles insistem de forma hipócrita que “só a Apple inova, só a Apple é criativa, só a Apple é revolucionária, e só a Apple não copia ninguém”. Com o reconhecimento legal que a Apple também infringiu patentes de sua principal concorrente no universo mobile, cai por terra de uma vez por todas que a empresa de Tim Cook é a “virgem imaculada” do mundo mobile, onde muitas vezes ela faz o papel de vítima – e na maioria das vezes, sites especializados na empresa e seus fãs compram tal teoria. De forma estúpida, é claro.

Será que essa é a melhor forma de transmitir a notícia? Fazer com que de forma tendenciosa o leitor entenda que só uma empresa é a que viola patentes?

E não falo apenas de sites que focam sua linha editorial na Apple. Grandes portais de notícias, que contam com uma editoria de tecnologia tendenciosa – posso falar isso por conhecimento de causa, pois passei por uma delas – repetiu a mesma estratégia: colocou a Samsung como violadora das patentes, mas não cita uma vírgula que, na mesma decisão, o tribunal considerou a Apple também como culpada na ação movida pela Samsung.

O pior é ver gente no Facebook questionando o Associated Press, que colocou a decisão NA ÍNTEGRA, e dando crédito para os sites locais, que usaram da prática que considero condenável.

Então, fica a dica: cuidado com o que você lê, e principalmente, de onde você está lendo uma determinada notícia. A prática da distorção da informação para enaltecer uma marca e prejudicar outra é algo que considero nojento. A distorção da informação é uma das práticas mais deploráveis que podemos encontrar no jornalismo. Entendo que aqueles que se dedicam ao ofício de transmitir a informação ao próximo tem como obrigação fazer isso de forma limpa e consciente.

Escrever para fanboys é algo muito fácil. Passar a informação correta é para poucos.

Apenas para ilustrar meu ponto: clique aqui e veja o post que fiz no TargetHD sobre o assunto em questão, e tire as suas conclusões.

É praticamente impossível fugir do tal primeiro de abril…

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Para quem produz conteúdo hoje (em qualquer tipo de mídia), é um dia complicado. O dia primeiro de abril é pródigo por lançar notícias supostamente reais, mas que na verdade são frutos de mentes bem humoradas e desocupadas, que aproveitam de forma intensa o dia de hoje para pegar os mais trouxas ou inocentes. É um dia que eu mesmo tenho receio em publicar notícias, e confesso que não estou clicando em qualquer link. Se pudesse, eu tiraria uma folga no dia de hoje, e só voltava a publicar alguma coisa amanhã, quando tudo vai voltar ao normal (na teoria).

O problema é que não podemos fugir do primeiro de abril. Primeiro, porque as pessoas que você segue nas redes sociais vão fazer piadinhas idiotas sobre a data de hoje. Mas essa parte eu posso simplesmente evitar, até mesmo pelo simples fato que eu entendo que as pessoas são livres para fazer as brincadeiras que quiserem (assim como eu sou livre para evitá-las a todo custo).

O que mais assusta é que os fabricantes de tecnologia, assunto que me interessa diretamente, já que escrevo todos os dias sobre isso, embarcaram nessa história de primeiro de abril como se não houvesse o amanhã! Se não bastasse o Google, onde praticamente todas as suas divisões fizeram piadas e brincadeiras sobre novos recursos, fabricantes como Nokia, Samsung Razer, Sony, LG e derivados decidiram publicar alguma “novidade” para comemorar a data.

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Ou seja, tudo indica que não teremos pautas sérias hoje em nenhum segmento. E como eu não quero pagar de otário, tomei a decisão mais drástica, porém, a mais segura: uma pauta inteira com notícias de primeiro de abril. É o tal negócio: se não se pode vencê-los, junte-se à eles.

Os posts que são notícias fantasiosas ou mentiras deslavadas publicadas no TargetHD.net hoje terão algum tipo de indicação que são brincadeiras de primeiro de abril. Até porque eu ainda considero o meu blog de tecnologia algo sério, e não dá para viver só de piadas, mentiras e brincadeiras (bem que eu tentei fazer isso com o Feedback News, mas vi como isso era perigoso). Os posts de notícias sérias e reais serão indicadas no próprio texto. Talvez alguma coisa seja publicada de forma relevante ao longo do dia, mas pelo o que estou vendo nas primeiras horas da manhã, o dia de hoje será recheado de piadas internetísticas, de informações sem um pingo de verdade.

Logo, o jeito é entrar na brincadeira. Caso contrário, fico sem pauta a ser publicada hoje. Se bem que um dia de folga não iria mal. Ainda mais depois de um feriado prolongado…

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Ah, eu já ia me esquecendo: essa imagem aqui apareceu no Twitter, mostrando que ou o BandNews entrou no espírito de primeiro de abril, mudando “só um pouco” o lugar da cidade de Brasília (DF), ou algum estagiário resolveu pregar uma peça, já que tal gráfico só foi exibido de madrugada. Seja como for, fica o registro. Vai que eles estão fazendo errado e a gente não sabe, não é mesmo?

iPhone… eu nunca vou te abandonar… Será?

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No dia de ontem (14), o Wall Street Journal publicou uma matéria informando que a Apple reduziu a encomenda de peças de fabricação do iPhone 5 pela metade, por causa da baixa demanda das vendas do produto no mercado. Deixando de lado o impacto comercial que isso possa vir a ter na marca ou para a Apple como empresa, vamos ternar olhar se isso se procede ou não em uma esfera mais próxima da minha realidade. Ou, como posso dizer, “ao meu redor”.

Eu ainda tenho um iPhone. Ainda. Mas não digo que o meu próximo smartphone será um iPhone. E, se for, não será um iPhone 5, com certeza. Estou com o iPhone e um Motorola RAZR i (em breve, devo pegar o RAZR MAXX em definitivo, por causa da bateria monstro que o smartphone possui), e me dou muito bem com os dois. Mas confesso que uso mais o RAZR i, por motivos bem justificados: internet mais rápida (3G+ no Android, e 3G no iPhone), peso menor, 95% das funcionalidades (algumas eu acesso de forma mais prática no Android) e maior integração com os serviços do Google (e-mail, agenda, Google Play, Mapas, etc). Mas isso vale pra mim. Esse comportamento pode variar de usuário para usuário.

Alguns dos meus colegas blogueiros e pessoas que eu sigo no Twitter acabaram trocando o iPhone por outras plataformas, ou pelos mesmos motivos que listei acima, ou porque se cansaram da mesmice que a Apple apresenta nos últimos anos. E muitos não se arrependem da troca. Por outro lado, ainda tem muita gente que não abre mão do iPhone por outros motivos que até eu concordo: consistência do sistema, a grande oferta de acessórios, a baixa desvalorização do produto em caso de revenda, e a quantidade de apps que já comprou na App Store.

Aliás, com o lançamento do iPhone 5, estranhamente, os modelos iPhone 4S e iPhone 4 (principalmente aqueles com maior capacidade de armazenamento, que não são mais encontrados nas lojas de e-commerce e operadoras) se valorizaram no seu preço de revenda, e é possível ainda fazer um bom negócio na venda desses modelos. E para muitos que estão interessados nesses modelos mais antigos, a ideia de não gastar tanto em um iPhone é algo atraente, mesmo que seja em um modelo mais antigo.

Por outro lado, eu começo a ver os primeiros iPhones 5 rodando nas mãos dos usuários em minha cidade (e olha que eu moro no “fim do mundo” do estado de São Paulo, Araçatuba), o que significa que “vendendo, o iPhone 5 está”. A questão agora é: quanto está vendendo?

E mais: dessas vendas, quantos são de usuários que já estavam com alguma versão antiga do iPhone compraram o iPhone 5. E a pergunta mais importante de todas: as pessoas estão mesmo abandonando o iPhone para buscar outras plataformas, principalmente o Android?

Bom, eu tiro por mim. Uma das coisas que me impedem (ainda) de mudar completamente do iOS para o Android é a base de dados pessoais que tenho salva no meu iPhone, que apesar de não ser elevada, já se provou ser mais confiável salvar nele do que no Android. Isso, sem falar na biblioteca de músicas do iTunes, que até pode ser transferida para o cartão de memória de qualquer smart Android que eu tiver. Fora isso, se em algum momento de 2013 eu entender que o Android cobre todas as minhas necessidades de uso em um smartphone, eu direi adeus ao iPhone sem pensar duas vezes. Não vou abandonar a plataforma iOS por completo, pois ainda vou ter o iPad e o Apple TV por aqui. Talvez até compre um iPod Touch como player musical, mas muito provavelmente não levarei mais no bolso o iPhone como meu smartphone de uso pessoal.

Por outro lado, tem a crise econômica. O mercado global está comprando menos, e o iPhone é um dos smartphones mais caros do mercado. Lá fora, as pessoas estão trocando os produtos mais caros pelos mais baratos, por pura contenção de despesas. E o iPhone entra nessa lista. Mas voltemos ao nosso mundinho aqui.

Por enquanto, o iPhone fica. Mas 2013 pode ser o seu ano “limite”. E para você? Vai de iPhone 5? Ou vai esperar o “next best thing” que a Apple vai apresentar nesse ano?

 

Cooler Master vai patrocinar a Seleção Brasileira… de Games!

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É sempre bom saber que uma empresa brasileira está apoiando uma iniciativa que leva o nome do Brasil para o mundo, utilizando a tecnologia. Mesmo que muitos entendam que os games é uma “futilidade” ou “puro entretenimento”, é um dos segmentos de mercado mais importantes do mundo (e um dos que mais ganham dinheiro também), e a parceria da Cooler Master com a Seleção Brasileira de Games deve ser aplaudida. Abaixo, release enviado pela sua assessoria de imprensa.

Jogar videogame deixou de ser apenas uma atividade divertida e se tornou esporte, com profissionais qualificados que representam o Brasil mundo afora.  E como toda atividade esportiva exige uma infraestrutura adequada, a Cooler Master, empresa especializada em soluções térmicas de alta performance e acessórios com design diferenciado, reconheceu o potencial destes jogadores bons de console e passou a patrocinar a Seleção Brasileira de Games (SBG).

 “O mercado de games vem crescendo tanto mundialmente como nacionalmente a cada ano. Este é um segmento muito promissor e vem ao encontro dos nossos produtos da linha CM Storm by Cooler Master”, diz Peter Jang, diretor da empresa.

Convocando os melhores jogadores para atuar nos campeonatos de videogame, a SBG contribuiu para que o Brasil participasse do campeonato IEM, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo que acontece em Hannover, na Alemanha.

A equipe terminou a competição em 9° lugar, superando países como França e Dinamarca e mostrando todo o potencial dos gamers do País. “Tudo isso foi fundamental para nossa decisão de apoio, e também acreditamos no que o Brasil possui de melhor para nos representar”, afirmou Jang.

A empresa irá contribuir com todo o respaldo que estes profissionais necessitam, como treinos, estadia em jogos e eventos que acontecem em outros países ou estados, alimentação, equipamentos e muito mais, ampliando cada vez mais o potencial e atuação da Seleção Brasileira de Games.

Um processador de quatro núcleos para o iPhone. Será? Seria bom!

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2012 mal começou, e já temos novos rumores envolvendo a próxima geração de iPhones. Aliás, eu acredito que o normal do mundo da tecnologia é ter rumores sobre futuros iPhones sempre. Se isso não acontece, não tem muita graça (para alguns). De qualquer forma, o último rumor interessante sobre o smartphone da Apple foi divulgado pelo pessoal do site 9to5Mac, que faz um alerta para alguns dados armazenados no beta do iOS 5.1, que podem indicar que o pessoal de Cupertino começa a fazer testes do seu sistema operacional móvel com processadores de quatro núcleos.

Apesar de ser uma teoria rebuscada, ela tem a sua lógica. Os processadores de um único núcleo são chamados de “/cores/core0”, enquanto que o processador A5, de dois núcleos, aparecem com a referência “/cores/core.1”. O detalhe que chamou a atenção é os textos de informação do beta exibem um “/cores/core.3”, que é quem levanta os rumores sobre um processador com mais núcleos, ou na pior das hipóteses, um novo modelo de processador.

De fato, alguns rumores anteriores especulavam que a Apple adicionaria o novo processador A6 para futuras versões do iPhone e iPad, mas nada está confirmado de forma oficial. Talvez com o aumento das especulações sobre um eventual anúncio de um iPad III para esse primeiro trimestre, as chances do anúncio desse novo processador aumente. Mas, até agora, o que temos são rumores sem nenhuma base concreta.

Mas, vamos fazer um exercício de futurologia. Na área de mobilidade, pouco se pode fazer para melhorar os produtos que temos hoje. Quero dizer, é difícil trazer inovações de hardware, ou adicionar novas tecnologias aos equipamentos, que já são capazes de fazer muita coisa. O iPhone é um desses dispositivos. Tá, algumas coisas precisam de melhoria (maior autonomia de bateria, por exemplo), mas em linhas gerais, a não ser uma radical mudança no seu design, ele carece de poucas adições de hardware.

Logo, é natural que os fabricantes busquem as melhorias nos recursos já existentes. Quando se imaginava que nada mais poderia melhorar nos dispositivos, chegam os processadores de núcleo duplo, que acabam se tornando rapidamente a tendência do mercado mobile (e a tábua de salvação dos fabricantes). Eu considero o iPhone um smartphone rápido e estável com um processador A5. E mal posso imaginar como seria a performance de um dispositivo iOS com um processador quad-core.

A ideia é boa e tentadora. Os gamers e os mais impacientes vão adorar ter a possibilidade de executar seus aplicativos de forma mais rápida (quero dizer, ainda mais rápida). Isso faz com que o conceito de smartphone que temos hoje se aproxime cada vez mais dos notebooks e desktops, acompanhando assim o comportamento de uma nova geração de usuários, que preferem recorrer ao smartphone do que tirar o notebook da mochila.

Só temo pelo preço que essa brincadeira pode custar. Afinal, quando supervalorizam o produto (como também é o caso do iPhone), a tendência é que nos cobrem os rins por esse produto. Bom, falo no caso do Brasil. Lá fora, as coisas são mais justas.

Mas enfim… não custa sonhar com quatro núcleos de processamento. Eu sonho com um notebook com essa capacidade. Imagine em um smartphone.

#MEGUSTAMUCHO