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[Reviews] 25-09-2012: Leslie Knope e Jeff Probst, em uma mesma noite

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Porcentagem de spoilers nesse texto: baixo o suficiente para você rir de tudo quando ver o episódio.

Dois retornos importantes na TV norte-americana, que não podiam ficar para trás. Começamos com Parks and Recreation (S05E01), onde nossa política preferida, Leslie Knope vai fazer a sua visita mensal ao seu namorado, Ben, que está trabalhando em Washington com April. Motivo pelo qual Andy segue com Leslie para a capital norte-americana.

Como Leslie se tornando vereadora, novos desafios na cidade aparecem. Logo, a viagem para D.C. não serve apenas para ver o grande amor de sua vida. Nossa amiga foi buscar recursos para novas realizações na fantástica e desconhecida (por muitos) cidade de Pawnee, Indiana. Enquanto isso, o Departamento de Parques e Recreação tem um novo chefe. Bom, pelo menos tenta ter um novo chefe. Essa parte, eu não vou contar. A única pista que vou dar aqui é que você vai saber para que realmente serve um churrasco.

O episódio mostra bem o que aconteceu com os demais personagens e seus relacionamentos. Pode parecer um pouco devagar para quem se habituou com o final da quarta temporada, e todos os eventos da eleição de Leslie, que foram impagáveis. Mas vale como um bom retorno. Bom, pelo menos sabemos que a temporada engrena com o passar dos episódios. E a pergunta que fica é: será que Leslie e Ben vão segurar a barra de um namoro à distância?

E Survivor (S25E01) começa a sua temporada 25 mudando mais uma vez a sua mecânica, com o objetivo (quase impossível, ao meu ver) de tentar repetir a lendária temporada 20, e o mais importante: sobreviver sem Russell Hantz. Dessa vez, pela primeira vez na história do programa, as três tribos chegaram na ilha nada paradisíaca do programa pré-definidas, exceto pela volta de três participantes de temporadas passadas, que voltaram para mais uma chance, depois de abandonarem a competição por motivos médicos.

Além disso, enquanto essas três tribos durarem, os desafios de imunidade vão oferecer dois ídolos, para que duas tribos fiquem livres do conselho tribal. Fora isso, para aumentar a intriga entre aqueles que vão passar fome, frio, chuva e intrigas de alianças formadas por pessoas que te detestam por alguns dias, a imunidade individual está escondida dentro do acampamento, e não mais ao redor dele. Ou seja, acabou a história de algum espertinho sair passeando por aí e procurando em tudo quanto é buraco estrategicamente formado pela produção. Dizem até que “a imunidade individual tem formato tão óbvio, que está na cara de todo mundo”.

Fora isso, o programa permanece o mesmo, o que não é ruim. Jeff Probst continua aquele que coloca lenha no fogueira, deixando os perdidos cada vez mais perdidos, aumentando a intriga entre os participantes. Aliás, não demorou muito para as primeiras alianças (que não valem nada) começarem, as primeiras burradas, as mentiras e rasteiras entre os competidores. Nem precisou chegar na fusão para que o clima de intriga e enganação já tomasse conta de, pelo menos, duas tribos.

E, para a alegria (ou vergonha) dos brasileiros… temos uma brasileira nessa temporada de Survivor. A loura Abi-Maria já “chegou chegando”, mostrando a que veio e, principalmente, aquilo que “supostamente a mulher brasileira tem de melhor”. Isso, é claro, na opinião dela. Bom, quem sou eu para julgar. Parvati Shallow chegou duas vezes na final do reality show, ganhando uma vez o prêmio de US$ 1 milhão com essa mesma tática: pagando de oferecida para todo mundo. Aliás, você sabia que a Parvati ganhou um reality só dela na CBS, chamado Around the World For Free? Mais do que justo. Afinal de contas, para quem passou por Survivor por três vezes, rodar o mundo de graça parece ser uma grande viagem de férias!

E as novidades continuam. Muitas séries para ver, muitas novas temporadas para assistir. Outubro vai ser um mês longo… muito longo…

[Resenhas] Tina Fey é o máximo! Fato!

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Outro dia a gente fala mais de 30 Rock (NBC/Sony). Hoje, vamos falar da mente que está por trás desta série. Nesta semana, foi anunciado que Tina Fey vai receber uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. E isso é mais do que merecido para uma das mentes mais geniais da TV atual.

Pra começar, Elizabeth Stamantina Fey, com uma carreira de apenas 16 anos (sendo que ela está na NBC desde 1997), já tem um currículo de fazer inveja mortal a grandes lendas da TV norte-americana, tanto atuando como atriz/comediante, quanto como produtora e roteirista. Ela já tem 7 Emmy Awards, 4 prêmios SAG e 4 prêmios do Sindicato dos Escritores norte-americanos. Sem contar que, entre 2008 e 2009, ela venceu a maioria absoluta dos prêmios que disputou. E tudo isso com apenas 40 anos de idade, recém completados em maio. Mas ela não se notabiliza apenas pelos prêmios. Tina Fey fez jus a tudo o que conquistou, e de forma única, especial, inteligente. Aliás, a mente de Tina é que a torna extremamente atraente.

Apesar dela até ter se interessado por artes dramáticas, tomou a sábia decisão de ir para Chicago para integrar um grupo de comédia improvisado, chamado The Second City. E, somado à sua infância/adolescência de cultura televisiva, teve ela se tornou uma apaixonada pela arte de improvisar. Sua paixão pelo Second City é confessa, e isso fez com que ela ampliasse a sua capacidade de processar rapidamente uma piada (se é que comediantes são computadores para processar algo). Ser descoberta para o elenco de Saturday Night Live foi um pulo que, mesmo não sendo a intensão de Fey, foi algo que já era projetado três anos antes. Ela mesmo disse que “eu sempre tinha foco no show (SNL), enquanto que as outras crianças tinham o foco no Derek Jeter (jogador de baseball do NY Yankees)”.

Tina Fey rompeu barreiras, e fez histórina no SNL, sendo a primeira mulher a se tornar redatora-chefe do programa de humor da NBC, em mais de 30 anos de programa. Isso iniciou uma nova fase ao SNL, dando um novo fôlego ao programa, com piadas inteligentes e ousadas para o seu público, adicionadas de uma dose de sarcasmo que tem a cara de Tina Fey. E este é um sarcasmo que todos que gostam de TV adoram. Ao lado de Jimmy Fallon (outro “garoto prodígio” da NBC, que será o apresentador do Emmy 2010), foi âncora do fantástico semanal de notícias do SNL, o Weekend Update, de 2000 até a sua saída do show, em 2006. Em 2002, conquistou o seu primeiro Emmy na categoria de melhor roteiro para programa de variedades. Foi a “responsável” pela contratação de Amy Poehler para substituir Fallon na bancada do Weekend Update, e como resultado disso, ajudou Amy a ter o seu próprio show (Parks And Recreatin), que na sua segunda temporada, passou a ter o “espírito Tina Fey de se fazer comédia”.

Mas 30 Rock é a sua obra prima. Aliás, vale o registro de que Tina Fey ofereceu a ideia de se fazer uma sitcom sobre uma empresa de TV a cabo em 2002, mas a NBC rejeitou a ideia. Faltava o algo mais. O tempo deu a maturidade suficiente par Fey re-escrever o projeto, que antes era conhecido como Untitled Tina Fey Project, e que depois do piloto, se tornou 30 Rock que, para muitos, é altamente baseado em uma sitcom que, na década de 1970, foi um megahit da TV americana, The Mary Tyler Moore Show, que é considerada uma das melhores comédias de todos os tempos. Rapidamente: a comédia fala sobre os bastidores de um programa de TV, chefiados por uma mulher (Mary Tyler Moore), com assistentes e profissionais de diferentes personalidades (algumas malucas, por que não). Tal como 30 Rock é hoje. Porém, Tina Fey fez com que 30 Rock se tornasse uma série única.

30 Rock mostra a TV rindo de si mesmo. Tina Fey faz TV rindo de si, da NBC e dos outros canais. Mostra que há inteligência na mente perturbada de Tracy Jordan, que há sagacidade no tino comercial de Jack Donaghy, que tem muitas atrizes quarentonas desesperadas sim por notoriedade, como Jenna Marooney. E o mais legal: que o telespectador americano é sim Kenneth Parcell. Tudo isso com um timing de comédia sensacional, com um ritmo frenético e com um texto primoroso. 30 Rock já está na história por ser uma das comédias mais inteligentes e aclamadas de todos os tempos, e Tina Fey e a grande responsável disso.

E, quando menos se espera, Tina Fey veio com mais uma sacada genial, que foi sua paródia à candidata a vice-presidente dos Estados Unidos em 2008, Sarah Palin. Até hoje, o Partido Republicano agradece por isso, pois, se esta paródia nunca tivesse ido ao ar, a derrota para os Democratas seria maior. O esquete foi um sucesso imediato: a audiência do SNL foi histórica, sendo a mais alta do show desde 1994, e ele foi o maior vídeo viral da história da NBC na internet, com mais de 5.7 milhões de visualizações em apenas 4 dias. E isso lhe rendeu mais um Emmy Awards para a coleção. Os números só foram superados recentemente pelo episódio especial do Dia das Mães do SNL, protagonizado por Betty White.

Por tudo isso, e muito mais (que não couberam neste post), a homenagem para Tina Fey na Calçada da Fama de Hollywood é mais do que merecida. Ela é hoje a principal personalidade no mundo da TV dos EUA, no que se refere à produção e roteiro. Seu nome já está na história, ao lado de grandes nomes da comédia, e pelos seus números, pode se tornar um segmento único dentro da TV. Afinal, três shows já contam com sua influência direta (SNL, 30 Rock e Parks And Recreation). Imagine o quanto ela pode conquistar nos próximos 40 anos? Quem viver, verá!

Gostou do post? Então, leve para sua casa a “joia” de Tina Fey: 30 Rock!

30 Rock – 1a Temporada
30 Rock – 2a Temporada
30 Rock – 3a Temporada
30 Rock – 3 primeiras temporadas