@oEduardoMoreira

De tudo, um pouco de mim

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961 MB de atualizações? Sério mesmo, PS3?

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2014-05-23 17.36.44

Tudo bem, eu jogo meus videogames menos do que eu deveria. Logo, várias atualizações ficam acumuladas. Porém, estou a 40 minutos esperando que o PS3 pacientemente atualize os tais 961 MB de updates do Gran Turismo 6, e… sério mesmo, Sony?

É preciso tudo isso para atualizar um jogo? Será que perdi tantos conteúdos novos nesse tempo que fiquei sem rodar o jogo, que ele me obriga a baixar praticamente um jogo novo?

Será que é disso que eu necessito?

E você? Já passou por isso com o seu PS3? É normal? Ou sou eu que jogo menos o que deveria no videogame?

O que fazer com o seu videogame “velho”?

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Recentemente, adquiri dois consoles de videogames. Na verdade, recuperei um deles, o Xbox 360 250GB, que havia vendido no meio do ano, por entender que não tinha tempo para jogar. No final das contas, aproveitei a Black Friday 2013 e comprei novamente o console, me propondo a jogar pelo menos 1h30 por dia. Não satisfeito, comprei o PlayStation 3 Super Slim 250GB, para ter ao menos as duas plataformas mais relevantes na geração anterior de games.

Para mim, são videogames que ainda rendem um caldo (ou melhor, um jogo). Já outros gamers estão pensando seriamente na compra dos novos Xbox One e PlayStation 4 (coitado do Nintendo Wii U… nem é considerado pela maioria). E alguns mais afortunados aproveitaram o final do ano, e se deram de presente um dos novos consoles. Ou quem sabe os dois.

E dentro de todos esses grupos, fica a pergunta do título desse post: o que fazer com o seu console “velho”? Coloco o “velho” entre aspas pois, como disse antes, ainda entendo que a geração anterior de videogames terá uma sobrevida por mais algum tempo.

1. Não compre um novo console…. ainda…

Se você está feliz com o seu Xbox 360 ou PS3, tem uma grande quantidade de jogos, e não quer ser obrigado a se desfazer de todo esse histórico gamer, não há motivos para pressa. Ser um “early adopter” tem suas desvantagens, como por exemplo a escassez de jogos, um elevado investimento e eventuais problemas de hardware. Espere mais um pouco. Deixe para comprar um Xbox One ou um PS4 no segundo semestre. Será uma relação custo/benefício melhor.

2. Fica com o seu console “velho”, e siga jogando com ele

De novo: eu não acho que o Xbox 360 ou o PlayStation 3 são consoles velhos. E, mais uma vez: você gastou uma grana (muitas vezes violenta) em jogos e acessórios. Por que não jogá-los? Pense nessa possibilidade.

3. Use todo o potencial do seu console

A geração PS3/Xbox 360 é marcada por colocar o videogame em um patamar superior, indo além do consumo de jogos. Hoje, um console é muito mais uma central de entretenimento doméstico, reproduzindo discos de DVD e Blu-ray, streaming de diversos canais de vídeos, reprodutor musical, entre outras funções. É um dispositivo bem poderoso para não se aproveitar tais possibilidades, não acha?

4. Venda o seu videogame “velho”

Se nenhuma das opções anteriores atendeu as suas necessidades mais imediatas, a última opção que resta é mesmo vender o seu console antigo. Obviamente, você pode presenteá-lo para algum parente, amigo ou pessoa que não tem condições financeiras para adquirir um console da geração anterior, mas que ficaria muito feliz com o seu gesto.

Vale lembrar que, caso você realmente opte pela venda, use de bom senso, tendo em mente que você não vai conseguir vendê-lo pelo mesmo preço que você pagou quando comprou. Em compensação, vai valer a pena recuperar um pouco do dinheiro gasto, podendo até utilizar essa grana para comprar jogos para o seu novo console. E lembre-se: apague todos os dados pessoais armazenados no console antigo (sempre há uma opção para você restaurar o console para as configurações de fábrica).

Agora, em casa: Xbox 360 e PlayStation 3, convivendo pacificamente

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No meio do ano de 2013, eu decidi que ia vender o meu Xbox 360, pois não tinha mais tempo para me dedicar à ele. De fato, vendi o console. Aí, chegou a Black Friday, e encontrei um Xbox 360 250 GB, com sensor Kinect, três jogos (um deles Forza Horizon, que eu adoro) e 1 mês de Xbox Live Gold por R$ 699. Foi tentador demais. Acabei comprando, e me condicionei a jogar pelo menos 1h30 por dia para a compra valer a pena.

Agora, não satisfeito com isso, acabei adquirindo o PlayStation 3 250 GB por R$ 791 em uma promoção do Shoptime.

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Eu sei… é contraditório, pois continuo não contando com esse tempo todo para ficar jogando. Mesmo assim, entendo que o investimento valeu a pena. Afinal de contas, foram R$ 200 a menos em relação ao valor sugerido pelo console no mercado. Além disso, a compra se justifica pelo simples fato de não ser preconceituoso em relação aos sistemas de games.

Nunca fui caixista ou sonyista convicto. Aliás, nunca fui paga pau de uma única plataforma. Sempre gostei de vários sistemas em diferentes produtos. Em um passado distante (na adolescência, depois que comecei a trabalhar e ganhar o meu próprio dinheiro), tive em casa tanto o Nintendo 8 Bits (no finado Top Game… saudades) e o Master System (adoro aquele controle), assim como cheguei a ter tanto o Mega Drive como o Super Nintendo, sem maiores problemas. Aliás, eu fui besta: poderia ter guardado todos esses consoles. Mas como a necessidade exigiu que eu me desfizesse de tudo isso em algum momento na minha vida…

É claro que a ideia era ter o Xbox One e o PlayStation 4. Ainda mais para quem trabalha e escreve sobre tecnologia todos os dias. Mas eu ainda não estou com essa bala toda na agulha para investir (no Brasil… eu sei que posso importar os dois) os tais R$ 6.300 pelos dois consoles. Logo, fico com menos peso na consciência ao comprar os dois por R$ 1.500 em dois meses.

De qualquer forma, aos poucos eu vou realizando os meus sonhos de velho geek. Com muito trabalho. Aliás, vou ter que trabalhar ainda mais para pagar essas brincadeiras. Mas vai valer a pena. Bom, quero ver se consigo ter as tais 1h30 por dia para aproveitar desses pequenos sonhos de consumo recém-realizados.

O PlayStation 4 foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para o PS Vita

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Cá pra nós: o PS Vita nunca foi um sucesso de vendas. Longe disso: custou muito tempo e dinheiro da Sony para ele se posicionar da forma como os japoneses desejavam no mercado. Mas essa tendência pode estar mudando lentamente, e com a ajuda do PlayStation 4.

A vida sempre foi cruel com o PS Vita. Tinha tudo para ser um sucesso de vendas, já que conta com uma ótima tabela de especificações técnicas, deixando a concorrência comendo poeira. Porém, para azar da Sony, o constante crescimento de smartphones e tablets ofuscou o mercado dos consoles tradicionais e dos videogames portáteis. Para “ajudar”, o seu principal concorrente (Nintendo 3DS) teve uma forte queda de preço, o que fez com que o PS Vita fosse direto para o limbo, sem perspectivas de recuperação.

Mas dias melhores virão. Bom, é o que parece. As vendas do PS Vita começam a crescer, anos depois do seu lançamento. E o principal responsável disso é o PlayStation 4.

PlayStation 4: a Sony chama o mercado de “seu”

A estratégia conservadora seguida pela Sony em detrimento da Microsoft valeu mais para que ela se posicionasse diante dos adversários de forma consistente. Mesmo com vendas ridículas no Brasil, o PS4 vende muito bem lá fora, e com dois dias a menos, alcançou a marca de 2 milhões de unidades vendidas (15 dias no total).

E apesar desse movimento parecer que, no final das contas, “o que queremos é vender consoles”, há um fundo mais edificante por trás disso tudo: a criação de uma clientela fiel, com fãs incondicionais da marca. E essas duas características são muito mais marcantes no mercado de videogames do que em qualquer outro mercado de tecnologia.

Deste modo, o aumento de mais de 60% das vendas do PS Vita mostra que a Sony está conquistando (ou reconquistando) o coração de seus clientes, além de ser um sinal claro que novos clientes estão chegando, e dispostos a gastar um pouco mais de dinheiro nos produtos da empresa.

Somando o fracasso da Nintendo com o Wii U, e a ligeira vantagem das vendas do PlayStation 4 sobre o Xbox One (algo que muitos garantem que pode ser maior quando  o console for lançado em outros mercados considerados estratégicos), temos aqui outros fatores que ajudam a explicar esse movimento positivo do PS Vita (com o PS4).

E a estratégia da Sony está dando resultado

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Desde o começo, a estratégia da Sony com o PlayStation 4 estava orientada para impulsionar as vendas do PS Vita. E esse aumento registrado nos últimos meses não é uma mera casualidade. Para começar, os japoneses trataram de combinar os produtos, de modo que algumas vantagens estivessem atreladas ao fato do usuário ter os dois produtos.

Uma prova disso? A oferta de compatibilidade sem fio para o PS Vita em todos os jogos do PlayStation 4, onde os dois produtos poderiam emular sem problemas os títulos.

Por outro lado, a Sony focou a sua publicidade para mostrar a simbiose dos dois produtos. Isso foi visto em packs que juntavam os dois consoles (apesar de custar o mesmo que quando comprados separadamente), até agressivas campanhas que mostram os produtos sendo usados em conjunto.

Para a Sony, apenas por promover o aumento das vendas do PS Vita, o PlayStation 4 já estaria amortizando bem o dinheiro que a empresa perde por cada unidade vendida, pela relação custo de produção/valor final do produto. Ao mesmo tempo, eles garantem lucros em duas frentes na venda dos jogos, o que é uma estratégia muito ajustada para os objetivos que eles estabeleceram.

No final das contas, é bom saber que o PS Vita está se recuperando, mesmo que seja com a ajuda do PS4. As implicações futuras dessa decisão podem ser muito positivas, principalmente quando pensamos no PS Vita TV.

Estamos diante da última geração de consoles de videogames?

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E finalmente, temos uma nova geração de consoles no mercado. Primeiro, o Nintendo Wii U, que pega o conceito do seu bem sucedido modelo anterior (Nintendo Wii) e adiciona um novo tipo de controle, alem de gráficos mais modernos. Depois, vieram a Sony e a Microsoft, que levaram mais tempo para fazer os seus respectivos anúncios definitivos dos seus consoles.

As primeiras informações sobre o Xbox One tiveram pouca aceitação entre os gamers, de modo que a Microsoft teve que modificar grande parte de sua política operacional. O PlayStation 4, da Sony, ganhou mais atenção por ser mais flexível em suas políticas de uso do que necessariamente pelas inovações adicionadas.

E é justamente a inovação que parece estar em falta nessa nova geração de consoles de videogames. E isso levanta uma dúvida: pode ser essa a última geração de consoles, pelo menos no conceito que nós conhecemos até agora?

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A geração conservadora

Enquanto a geração anterior (Xbox One, PS3 e Wii) dava a impressão que tudo era novidade (jogo em modo online, gráficos em alta definição – no caso dos produtos da Sony e Microsoft – e a jogabilidade em um novo formato – no caso do console da Nintendo), dessa vez, nos três novos produtos, a impressão que dá é que as três empresas optaram pela política da continuidade. E não podemos culpar por isso: afinal de contas, Sony e Microsoft venderam mais de 80 milhões de unidades dos seus produtos cada uma, e a Nintendo vendeu mais de 100 milhões de unidades do Wii. Logo, até eu repetiria a dose.

Logo, a nova geração de consoles parece ter mais do que aquilo que nos agradou da geração anterior. E nada mais.

O controle em forma de tablet da Nintendo não é uma proposta que convenceu. As vendas do Wii U se devem (até agora) aos jogos exclusivos que tanto agradam os fãs da marca, e os números das vendas não são nem próximos de ser considerados exitosos.

A Sony decidiu se focar nos videogames… e só. Hoje, o modelo de negócio de ter um videogame como uma central multimídia é muito mais vendável do que apenas oferecer um brinquedo eletrônico. E o PlayStation 4 quase que ignora isso, prometendo ser um console “de gamers, para gamers”. O resto da família? Que se dane.

A Microsoft decidiu adotar uma estratégia bem diferente da Sony. Eles querem que o Xbox One seja o centro de entretenimento da sua casa. Por outro lado, eles sacrificaram as especificações do produto, e por tabela, sacrificaram o desempenho para os jogos. O Xbox One visa conquistar em cheio o mercado norte-americano, oferecendo soluções para eles. A inclusão do Kinect é considerada uma aposta de risco, uma vez que são poucos os jogos que utilizam a sua tecnologia, e o reconhecimento de voz ainda deixa muito a desejar para um uso mais amplo.

Por outro lado, todos os consoles apresentaram avanços, mesmo que sejam tímidos. A integração online e a capacidade de compartilhar a experiência de jogo com outras pessoas, a integração nativa com serviços de streaming (como o Netflix) e outras melhorias de experiência de uso são melhorias a serem registradas. Mas não são elementos primordiais na hora de decidir comprar um console de nova geração (na minha opinião).

Além disso, a evolução gráfica não foi algo tão importante como foi nas gerações anteriores. Os novos consoles mal oferecem a resolução 1080p (quando oferecem), e a jogabilidade parece ser a mesma da geração anterior. Desde a introdução do Nintendo Wii, não há uma inovação realmente importante nesse aspecto (o Kinect é uma evolução do conceito do Wii, e não algo absolutamente novo – é bom deixar isso registrado).

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A ameaça externa

Entre 2005 e 2007, anos de lançamento dos consoles da geração anterior, o panorama tecnológico era bem diferente. Hoje, temos smartphones, tablets, centrais multimídia, Smart TVs, entre outros gadgets. Esses dispositivos estão mais presentes em nossas vidas, e cada vez mais potentes. E estão deixando o console doméstico para trás.

O Android e o iOS são ameaças claras ao reinado dos consoles. Os dois sistemas possuem ecossistemas de aplicativos significamente maduros, e o catálogo de jogos já é consideravelmente amplo. E as duas plataformas contam com dispositivos desenvolvidos para não só rodar jogos de forma perfeita, mas estenderem suas funcionalidades para as TVs.

Então… o que aconteceria se Google e Apple decidissem desembarcar no mundo dos videogames de uma vez por todas?

Com base de usuários gigantes, e com o atrativo de oferecerem dispositivos que podem realmente inovar no mundo dos videogames (pois os usuários poderiam aproveitar os dispositivos que já usam hoje para controlar os jogos, que por sua vez, podem ser executados nos dois dispositivos), o cenário poderia ser completamente novo.

E essa revolução poderia acontece mesmo sem ter o apoio dos grandes estúdios de jogos. O movimento independente de desenvolvimento de games tem um papel cada vez mais importante no universo de jogos para dispositivos móveis (e, em alguns casos, nos consoles também – vide os casos de Super Meta Boy e Minercraft0. Essa mudança no software pode ser reproduzida no hardware, com a adoção do crowdfunding para financiar projetos ambiciosos em grande escala. Vide o Ouya, que é o meu novo objeto de desejo.

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Um novo conceito de consoles de videogames está nascendo?

Uma das características que todos os consoles das três gigantes do segmento compartilham é o seu sistema fechado, com ecossistema igualmente fechado. A Valve, com o SteamBox, pode mudar isso para sempre.

O SteamBox é pensado para funcionar inicialmente com a sua loja, mas como pilar de sua experiência, possui uma filosofia que se aproxima mais de um computador do que de um console doméstico tradicional, já que você pode modificar a estrutura do console de acordo coma sua vontade. Mudar o hardware? Sim. Instalar outro sistema operacional? Sim. Qualquer pessoa ou empresa pode desenvolver o seu próprio SteamBox? Sim também.

Com isso, a Valve quer colocar na sala de sua casa um conceito de produto que pode determinar que essa atual geração de consoles, representada pelo Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Wii U, seja a última geração de produtos com o conceito que conhecemos até agora.

Eu mesmo desisti do meu Xbox 360 no meio do ano, e nesse final de ano, vou adquirir o Ouya, que atende todas as minhas necessidades, e já olha para o futuro das plataformas de games. Mas os argumentos para a minha escolha ficam para um futuro post.

PlayStation 4 a R$ 4 mil??? HAHAHAHAHA….

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Tá, eu sei, não é engraçado. Mesmo assim, eu dou risada. Até porque é melhor rir do que chorar nessas horas. Honestamente, eu não pensava em comprar nem o Xbox One, nem o PlayStation 4. Por que? Porque não tenho grana para isso. Simples. Acho o Xbox One caro? Para o meu bolso, sim. Mas sempre afirmei que o PS4 seria AINDA mais caro. Só não imaginava que custasse isso.

A notícia caiu como um balde gelado no copo de Coca-Cola dos gamers de plantão. Sabe, eu entendo todos os fatores envolvidos para que o PS4 alcançasse esse preço. Mas não concordo com eles. Simplesmente porque a conta não fecha. Mesmo com 70% de impostos, com o dólar no auge de R$ 2.40, esse console deveria custar, tranquilamente, na faixa de R$ 2 mil (e isso, já colocando o lucro da Sony e dos varejistas nessa conta). Mas nós estamos no Brasil, onde todo mundo precisa lucrar.

Com R$ 4 mil, eu fiz as minhas compras de Natal antecipada. Comprei um novo notebook da Sony (ATIV Book 6, que paguei em promoção R$ 1.800), um Motorola Moto X (também na promoção, por R$ 1.239) e ainda fiquei com um troco de pouco mais de R$ 900, que estou utilizando para completar o pagamento da minha viagem de férias. Tá, não dá pra comparar tudo isso com o PS4, mas mesmo assim, acho que ainda saio no lucro.

Nem vou questionar o fato do “cada um faz com o seu dinheiro o que quiser”. Nem vou julgar quem vai comprar o console. Acho que não é o momento para essa discussão em específico. Acho que o grande ponto nesse momento é tentar entender como esse tipo de coisa continua a acontecer no Brasil. Por que as grandes fabricantes de tecnologia seguem abusando nos valores de produtos que são desejados por muitos. E por que não fazemos nada sobre isso.

Acho que, nesse caso em especial (do PS4), nem mesmo a desculpa do “tem trouxa que paga” serve. É abusivo demais. Absurdo demais. Como eu disse hoje de manhã no Twitter, é estúpido. Aliás, eu cantei essa bola no TargetHD, quando afirmei que a Sony estava dormindo no ponto com sua estratégia de mercado para o PlayStation 4 (clique aqui para ler). Alguns sonystas quiseram me apedrejar por conta disso. Porém, eu estava certo. Aliás, um conselho, fanboys: se limitem a jogar. Os últimos acontecimentos mostram que vocês não entendem absolutamente nada do mercado de videogames.

Aliás, a Sony provou que, na prática, “só eles entendem”. Afinal, eles realmente acreditam que uma grande massa de gamers brasileiros vão pagar os tais R$ 4 mil, sem pensar duas vezes. Mais: sem olhar para o lado, e ver que o Xbox One, que é US$ 100 mais caro nos EUA, custa aqui R$ 1.800 a menos que o PS4. De forma bem simples.

Sério, eu dou risada de tudo isso. Não por estar certo ou errado. Eu não gostaria de estar certo. Eu gostaria mesmo que o PS4 custasse um preço menos proibitivo. Mas não aconteceu. Não é assim que acontece no Brasil. Porque aqui, tudo é supervalorizado. Todos querem tirar a sua vantagem, não importa o que aconteça. E aí, temos apenas o reflexo de todos esses desejos ocultos e, em muitos casos, ilícitos.

De novo: eu não ia comprar o PS4 de qualquer forma. Logo, dou risada de tudo isso. Mas, no fundo, não tem nada de engraçado nessa história. E está passando da hora dos brasileiros refletirem mais seriamente sobre esses “fenômenos econômicos”. E tomarem uma atitude sobre o assunto.

Não comprando o PlayStation 4 a R$ 4 mil já é um bom começo para as coisas mudarem.

A nova geração de consoles pode ser o fim do mercado de games usados

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Ok, eu sei que esses consoles podem não receber esses nomes, mas a imagem serve para ilustrar o post apenas. A partir dessa semana, de forma efetiva, vamos começar a conhecer a nova geração de consoles domésticos, iniciando uma nova fase no mundo dos games. Por outro lado, pode ser o “início do fim” de uma cultura que, penso eu, faz parte do mundo todo: a de compra e troca de jogos usados para videogames.

Quando eu era mais novo, era absolutamente normal você ir até um amigo, pegar um jogo emprestado, ceder aquele seu jogo que você não joga tanto, até mesmo para diversificar. Não falo nem do fato de você não ter grana para comprar aquele lançamento, e por estar de saco cheio de jogar o mesmo jogo, você precisa se virar para manter o seu interesse no segmento. Esse hábito foi sobrevivendo com o passar dos anos, e é mais frequente do que se imagina, principalmente em um tempo onde um simples jogo de videogame pode custar R$ 199.

Eu não nego: eu compro jogos usados. Se possível, troco aquele jogo que eu sei que eu nunca mais vou jogar, para dar a oportunidade de outra pessoa aproveitar daquele título, e ter a oportunidade de jogar outros jogos. Afinal de contas, não é todo jogo que eu quero manter para sempre aqui em casa. É uma forma de você manter o seu acervo válido com títulos que você gosta, e sem cair na mesmice.

Agora, Sony e Microsoft podem acabar com isso. Os últimos rumores de sites especializados afirmam que os dois novos consoles desses fabricantes devem contar com sistemas que bloqueiam o console para não rodar jogos que já foram utilizados em um console antes. Ou seja, se você comprou um Call of Duty, você só pode jogar no seu videogame, e em mais nenhum outro. Pior: vai ter que ficar com aquele jogo para sempre, sem poder sequer emprestar para um amigo ou parente.

Essa não está nem próxima de ser a melhor solução para combater a pirataria. Aliás, a medida não foi feita para combater o mercado pirata, e sim, para aumentar os lucros dos desenvolvedores de jogos, que são os principais parceiros das empresas fabricantes de consoles de videogames, e que reclamaram muito nos últimos anos pela falta de inovação da Sony e Microsoft (quero dizer, novos consoles para que eles possam explorar novas possibilidades técnicas e comerciais), e principalmente, alegam que não conseguem lucrar mais por causa do mercado “alternativo”. E aí, no entendimento deles, não é só a pirataria que prejudica os seus lucros, mas também aquele título que você empresta para o seu amigo, ou vende no Mercadolivre.

Tudo bem que Sony e Microsoft pensa de forma prioritária nos mercados consolidados (Estados Unidos e Japão, e em escala menor, Ásia e Europa), mas eu imagino que até mesmo lá esse hábito de empréstimo e compra de jogos usados seja algo normal entre os gamers. Para os mercados emergentes (América Latina, especialmente o Brasil), boa parte dos gamers só conseguem manter os seus acervos em atividade dessa forma. Ok, existem aqueles que acreditam que as mídias físicas para os games estão em extinção, e que a tendência é que no futuro, os jogos ou sejam ofertados via download, ou por streaming (o Ouya, aquele console Android com jogos gratuitos já começa a trabalhar dessa forma, e o Steam faz isso a alguns anos). Mas como Sony e Microsoft ainda insistem em oferecer o formato de mídia física, temos que falar desse cenário de acordo com essa realidade.

De qualquer forma, vamos esperar. Inclusive esperar para saber se esses jogos vão cair de preço. Já que eles não terão mais a concorrência do “mercado informal”, eles podem muito bem ajustar as margens de lucro em relação às perdas que teoricamente eles não vão ter. Na prática, eu duvido que isso aconteça. Principalmente porque entendo que os desenvolvedores de jogos querem recuperar o tempo perdido. Outro aspecto que temos que “esperar para ver” é se as ofertas de jogos via download se tornarão mais competitivas. Nos últimos meses, muitos dos títulos que comprei para o meu Xbox 360 foram através de download da Xbox Live, com preços bem mais competitivos que as cópias físicas.

Bom, 20 de fevereiro é logo ali. Vamos ver o que a Sony nos reserva de surpresas. Boas ou más.

Xbox 360 tem 85% do mercado brasileiro de games: isso não me surpreende em nada!

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Uma das notícias de maior destaque no dia de hoje (22) foi a informação do instituto GFK, que afirma que o Xbox 360 é o console com maior participação de mercado no Brasil da sua geração, com 85% de participação de mercado. Se levarmos em conta todos os consoles ainda produzidos no Brasil (indo do Master System até o PlayStation 2, passando pelos consoles “alternativos” de outros fabricantes), a participação do console da Microsoft no ano passado já era de 65%, um ano depois do inicio da fabricação local do console. E posso dizer que esses números não me surpreendem.

Recentemente, escrevi aqui no meu blog sobre o sucesso do Xbox 360 no mundo dos consoles, sendo este o console mais comercializado no mundo. Mas talvez o que chame a atenção no estudo da GFK seja justamente essa vantagem considerada acachapante entre o console da Microsoft e os demais (PlayStation 3 e Nintendo Wii). Que o Xbox 360 era líder de mercado, eu já imaginava. Mas não com uma vantagem tão ampla. Mas isso pode ser explicado por alguns fatores.

O primeiro, e o principal deles, é o preço do produto. O valor do Xbox 360 na sua versão mais básica é de R$ 799 (preço sugerido pela Microsoft). Isso é possível porque o console é fabricado no país, recebendo todos os incentivos fiscais do Governo Federal, o que possibilita a redução do preço do produto, que antes custava R$ 1.199. O seu principal concorrente, o PlayStation 3, está disponível na sua versão mais barata por R$ 1.299 (preço sugerido pela Sony). É claro que você pode encontrar o PS3 por um preço mais barato nos mercados “alternativos” (a.k.a. Mercadolivre), mas esse não é o índice adotado para essa análise de mercado. O PS3 deve sofrer uma redução de preços drástica no Brasil, uma vez que sua produção nacional já foi aprovada, e deve começar ainda em 2013. Mas até lá, o Xbox 360 será dominante em vendas.

O segundo fator está na implementação na oferta de conteúdo da rede Xbox Live. A Live da Microsoft tem mais de 10 anos de vida, e nesse período, cresceu de forma exponencial. No Brasil, mesmo contando com um conteúdo consideravelmente menor que a Live norte-americana, a oferta de conteúdos aumenta de forma considerável. Hoje, a Live oferece recursos de navegação na web, SkyDrive, músicas, vídeos, integração com o Windows 8 e o Windows Phone, aplicativos de streamings de vídeo e, é claro, jogos. Além disso, a tendência de usuários em jogar online é cada vez maior, e em uma rede estável e com boa qualidade final. Você pode até reclamar em pagar R$ 89/ano para assinar a Xbox Live Gold para jogar online. Mas é esse investimento extra que garante uma maior estabilidade e qualidade da Live nesse aspecto. Além disso, para quem pagou R$ 800 (no mínimo) em um console de videogames (que vai além dos jogos, diga-se de passagem), pagar (em média) R$ 7.42/mês não quer dizer nada, certo?

Outro motivo puxado pela Live é a oferta de preços mais competitivos para os jogos. É claro que o ideal é que os jogos custassem menos, e que os lançamentos viessem por preços “compráveis”, e não custando entre R$ 180 a R$ 200. Mas existem outras alternativas. A própria Live oferece alternativas de jogos via download, com preços bem razoáveis. Exemplos: jogos da série Need for Speed custando entre R$ 39,00 e R$ 79,00, Sonic 4 Episode 1 e 2 por menos de 2 mil MS Points, entre outras alternativas. Isso, sem falar que você pode aproveitar promoções em lojas de e-commerces e as ofertas de compra/venda/troca nos mercados alternativos. Você não precisa ficar com um jogo o resto da vida. Zerou? Sabe que não vai jogar mais? Passa para frente, coloca um pouco mais de dinheiro em cima e compra outro jogo. Simples assim.

Por fim, o fator pirataria. Mesmo que a GFK não coloque esse fator, temos que colocar nessa lista, mas com algumas observações. O Xbox 360 é mais fácil de ser pirateado que o PlayStation 3, e o único efeito colateral (na teoria) é que você é banido da Live. Diferente do PS3, que em algumas atualizações simplesmente inutilizava o console em caso de tentativa de destravamento. Bem sei que o mercado pirata ainda movimenta muito dinheiro, e faz com que a Microsoft e outras fabricantes de games ainda tenham prejuízos (ou lucros menores). Porém, 2012 registrou um índice de vendas recorde no mercado de vendas de jogos para consoles no Brasil, e esses índices sobem a cada ano. O perfil do consumidor brasileiro de games está mudando. Já não encontro tantas unidades do Xbox 360 desbloqueado no mercado “alternativo”, e os estudos da GFK também levam em consideração o volume de vendas de consoles através de pontos de venda oficiais.

Na verdade, torço para que o cenário de games em 2013 seja ainda mais competitivo e dinâmico. Torço para que o PS3 caia de preço, para que os preços sejam mais justos, e para que o Brasil possa se tornar de forma efetiva um dos principais mercados mundiais de games. A pesquisa mostra apenas o que é fato a alguns anos: a opção da Microsoft é mais “econômica”, e para muitos, mais vantajosa na sua relação custo/benefício, por diferentes fatores. E que 2013 seja ainda melhor nesse sentido. Para “sonystas” e “caixistas”.