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Primeiras Impressões | The Muppets (ABC, 2015)

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Os Muppets são considerados uma instituição da TV norte-americana. São carismáticos, fazem parte da infância de públicos de diferentes gerações, sempre foram garantias de bons índices de audiência… por que não fazer um mockumentário sobre esses personagens, como “pessoas físicas”, nos bastidores de outra produção televisiva? Sim, eu sei… parece viagem de drogado. Mas dessa forma temos a série The Muppets.

É o seguinte: estamos em um universo onde a ABC decidiu fazer um documentário sobre os bastidores do novo talk-show comandado por Miss Piggy. O programa vai receber uma visibilidade ainda maior, não apenas porque estamos falando dos carismáticos Muppets, mas porque recentemente Miss Piggy encerrou o seu relacionamento de longa data com o sapo Kermit (Caco), e o programa é a sua forma de mostrar que ela está seguindo em frente.

Porém, como todo mundo sabe, a vida do sapo Kermit nunca foi fácil. Não basta você ter como ex-namorada uma porquinha muito mais popular que você. A ironia do destino manda que o mesmo sapo Caco seja o produtor-executivo do novo programa de Miss Piggy. O resultado disso é bem óbvio: Kermit é o último a falar, e o primeiro a apanhar. Dela e de todo mundo no programa.

Os demais personagens do The Muppets Show fazem parte da equipe de produtores e roteiristas do programa, que trabalham duro para conseguir atrações para o show, ao mesmo tempo que precisam driblar o ego infladíssimo de Miss Piggy. E só pelo piloto já temos uma clara ideia que essa não será uma missão tão fácil. A temperamental porquinha não aceita qualquer um no seu programa, principalmente aqueles que, de alguma forma (mesmo que essa forma seja bem subliminar e apenas para ela), esteja relacionada direta ou indiretamente com o seu término com Kermit.

Também não ajuda muito o fato de Kermit já ter iniciado outro relacionamento, com outra porquinha que trabalha na equipe de produção.

Soma-se à isso as marcantes personalidades de todos os personagens do universo dos Muppets, e temos um talk-show totalmente imprevisível, e um documentário que pode revelar muito mais sobre eles do que qualquer um de nós poderíamos imaginar.

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The Muppets é uma ideia de Bill Prady, co-criador de The Big Bang Theory (aka a comédia mais vista da atualidade), que há dois anos pensou em um mockumentary baseado nos personagens de Jim Henson. Logo, as expectativas eram altas para uma comédia de qualidade. E, de um modo geral, eles conseguiram alcançar o seu objetivo. O piloto funciona, sendo uma comédia com piadas leves e acessíveis para o público de todas as idades. As referências mais “pesadas” (por exemplo, confundir uma reunião de produção com uma reunião dos AA) são bem sutis, e os pais não precisam se preocupar com eventuais constrangimentos.

Mas o que torna The Muppets viável é que ela parece ser bem estruturada para que crianças e adultos possam assistir a série sem se sentirem perfeitos idiotas. Sim, pois estamos falando de marionetes. A série consegue fazer bem essa ponte porque todos os personagens que as pessoas conhecem há décadas mantiveram as suas personalidades, sem alterações bruscas. Isso reforça a ideia de que não são uma versão “hardcore” dos Muppets, mas sim os mesmos personagens que conquistaram as crianças do passado/adultos do presente.

Ao mesmo tempo, o texto e as situações apresentadas trabalham com as ironias da vida adulta, como a vaga no estacionamento com a foto gigante da ex, o cartaz daquela atriz famosa – que é a primeira coisa que você vê depois de terminar com o namorado, e isso marca você profundamente -, ou as dificuldades em conquistar os pais da nova namorada. Essas são situações típicas do universo dos adultos. E, como adulto, ver os Muppets encarando essas situações, acaba sendo tão inusitado, que torna tudo risível.

The Muppets não é aquela comédia que você vai terminar o piloto gargalhando, mas você vai rir por sacar as referências e ver como o mundo adulto, apesar de complicado, é divertido. A série começou com uma forte audiência na ABC, e pode dar certo por causa do carisma dos personagens, pelo horário que a série será exibida (e hoje vemos como eles acertaram em colocar no timeslot das 8 da noite, pensando em um público de todas as idades), e pela simplicidade da ideia de trazer personagens carismáticos para a vida adulta.

É cedo para dizer que é renovação segura. Mas pelo menos as expectativas de The Muppets ser uma das estreias mais esperadas da temporada se cumpriu. Quem sabe é uma das que devem se salvar na ABC em maio de 2016.

Primeiras Impressões | Best Time Ever with Neil Patrick Harris (NBC, 2015)

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Se Barney Stintson tivesse um show de variedades, como ele seria?

Essa pergunta poderia resumir o que é Best Time Ever, novo programa de variedades comandado por Neil Patrick Harris na NBC. Porém, vai um pouco além disso. Confesso que quando veio a proposta de um programa desse porte, eu fiquei me perguntando o que poderia estar por vir, já que vimos o nosso protagonista fazer praticamente de tudo na TV, apresentando todas as principais premiações do entretenimento norte-americano (Tony Awards, Academy Awards, Emmy Awards…). Ou seja, o que mais faltava esse moço inventar?

E depois de ver o piloto desse programa, eu digo: muita coisa.

A ideia de Best Time Ever é oferecer para a audiência em casa ou na plateia do programa “a melhor hora de sua vida”, onde Neil Patrick Harris não vai medir esforços para esse objetivo ser alcançado. Para isso, ele vai se deslocar em diferentes cidades, se disfarçar de tudo quanto é jeito, fazer pegadinhas com celebridades, contar com a ajuda de celebridades no palco e distribuir alguns prêmios, que é o que todo mundo gosta.

O programa de estreia ofereceu um bom aperitivo do que está por vir ao longo da temporada. O anunciante vai se alternar a cada semana, e para o programa de estreia, Neil conseguiu ninguém menos que a atriz Reese Whiterspoon. Os quadros se alternam entre o apresentador participar de forma escondida ou disfarçada de momentos inesquecíveis de um casal ou de alguém (interagindo com a pessoa, sempre que possível), promover um karaokê com três famílias em três cidades diferentes dos EUA, ser desafiado por qualquer pessoa para alguma tarefa maluca, ou um simples jogo de perguntas e respostas valendo prêmios.

Tudo isso sob o comando de um animado Barney Stin… ops, desculpe… Neil Patrick Harris.

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Para quem viu nove anos de How I Met Your Mother, é inevitável ver a simbiose entre o personagem e a pessoa física. De fato, Best Time Ever seria o show de Barney se ele tivesse um programa na NBC. Ao mesmo tempo, bem sabemos o quão Neil Patrick Harris é um cara ‘awesome’. Logo, também é possível imaginar a pessoa física pensando em tudo o que acontece em seu programa de variedades.

E, de fato, ele é uma das mentes pensantes de tudo aquilo. Neil é um dos produtores executivos do programa que, de forma curiosa, não é uma produção da NBCUniversal, mas sim da ITV, o que pode indicar o certo pé atrás do canal do pavão em não oferecer uma temporada mais longa para o programa.

De qualquer forma, Best Time Ever cumpre com o seu papel. É divertido, consegue entreter e é o tipo de programa que a família inteira pode assistir, e eu acho que era exatamente isso que a NBC queria com esse programa de variedades. Nem preciso dizer que Neil Patrick Harris está excelente como apresentador, e a sua competência faz com que as chances de sucesso do programa aumentem consideravelmente.

A NBC recentemente está se dando bem com os seus programas de variedades e/ou programas ao vivo. The Voice, The Sing Off, America’s Got Talent e American Ninja Warrior são provas do que estou falando. Esse prospecto favorece e muito ao Best Time Ever, e fico na torcida para que o programa engrene. Potencial para isso existe. Vamos ver se a audiência norte-americana quer ter uma hora ‘legen – wait for it – dary’ a cada semana.

Bancada de Testes | LG L 70 Dual (unboxing e primeiras impressões)

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Mais um modelo da LG chegou para testes por aqui. O LG L70 Dual é uma interessante proposta de smartphone de linha média, que tem como missão principal bater de frente com um dos modelos mais bem sucedidos do mercado nesse momento, o Motorola Moto G. Se vai conseguir, é uma outra história. Mas pelo menos as primeiras impressões do modelo são bem positivas.

No vídeo que você poderá conferir no final desse post mostram um smartphone de linha média típico, mas com alguns dos recursos inteligentes presentes nos modelos top de linha da LG, como o Knock On e o Knock Code. Isso é possível por conta da eficiência da interface de usuário adotada pelos coreanos, que apesar de ser considerada pesada para muitos, pode suportar os seus recursos em dispositivos considerados mais simples nas especificações técnicas.

Outro destaque positivo do modelo – que pode ser observado no vídeo – é que, apesar de um hardware mais limitado, o seu desempenho é – pelo menos nos primeiros momentos de uso – algo bem ágil e fluído. Aqui, o destaque vai para o Android 4.4.2 KitKat, que foi pensado no melhor desempenho possível, mesmo com um hardware mais limitado.

O LG L70 Dual mantém a mesma proposta de tela com grande nível de brilho e boa oferta de cores, tornando a exibição dos gráficos algo mais fluído e eficiente. É um dispositivo com um agarre muito confortável por conta das suas 4.5 polegadas de tela, e nos primeiros testes, o modelo promete ser bem ajustado para os típicos usuários de linha média, que ocasionalmente desejam um smartphone com uma boa tela para ver vídeos de forma descompromissada.

Ao longo das próximas duas semanas, vou testar o smartphone, e o review completo será publicado no TargetHD.net. Até lá, fique com o vídeo das primeiras impressões do LG L70 Dual, e comece a pensar se ele pode mesmo bater de frente o muito elogiado Motorola Moto G.

 

Primeiras Impressões | The 100 (CW, 2014)

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Finalmente! Chegou o dia! Depois de quase um ano de espera, especulações, promos, trailers e promessas absurdas de Isaiah Washington, The 100 estreou na programação da CW. A série que tem como missão revolucionar a CW como nós conhecemos, também está disposta a responder a enigmática questão: “o que acontece quando jogamos 100 delinquentes juvenis em uma Terra devastada por uma guerra nuclear?”. Mas vai além disso. Por mais inacreditável que pareça.

A premissa de The 100 é a seguinte: o ser humano ferrou com tudo aqui na Terra em uma guerra nuclear, deixando o planeta simplesmente inabitável. Quem pode, fugiu para uma estação espacial internacional, acreditando que todos os seus problemas estavam resolvidos. Ledo engano. O tempo passou, os humanos na estação espacial não pararam de ter filhos, e rapidamente eles se depararam com um “pequeno” problema: a falta de espaço.

A estação espacial é “governada” por conselheiros (que são os pais de alguns dos “delinquentes”) e o Chanceler Jaha (Isaiah Washingon) que é quem comanda toda a comunidade. Esses pais desajustados criaram leis rígidas e absurdas demais para quem vive em uma estação espacial. Por exemplo, se um casal tivesse um segundo filho, não só os pais são considerados criminosos, mas o segundo filho TAMBÉM. Só por ter nascido!

Ou seja, nem todos os adolescentes considerados delinquentes são criminosos de verdade. Muitos ali estão pagando o pato pelos pais. O que não quer dizer que não existam os bandidinhos de verdade. Aliás, tem alguns com cara de perigosos/sinistros, mas ao mesmo tempo (e de forma muito estranha) acabam sendo o ativador de feromônios nas menininhas da série. Sejam elas CDFs ou fúteis/rebeldes sem causa.

De qualquer forma, para começar a resolver o problema de superlotação da estação espacial, 100 desses adolescentes – cujos muitos pais não querem ver nem pintados de ouro – são enviados para um planeta Terra que não tem gente há 97 anos – por conta da guerra nuclear, é sempre bom deixar isso claro -, sem saber se vão sobreviver, sem ter certeza se existem condições de vida lá… enfim, foi todo mundo despachado no modo “te vira, moleque”. Feito o despacho, esses mesmos pais passam a decidir se matam mais gente dentro da estação espacial ou não, em uma mega conspiração sinistra, com alguns fazendo cara de mau o tempo todo.

Enquanto isso, na Terra, esse bando de adolescentes – na grande maioria, burros – começam a “se virar” no planeta. Literalmente, pois tal como a maioria dos adolescentes, eles começam a ignorar completamente as instruções passadas por Jaha. Todas elas. Inclusive aquelas que envolvem a sua própria sobrevivência. Em resumo: procurar comida pra quê?

Apenas cinco (ops, quero dizer, quatro) desses adolescentes começam a procurar modos de sobreviver em um planeta que tem um veado de duas cabeças (digitalizado, é claro), e uma mini Piranhaconda nadando em um lago que sequer constava no mapa. E assim, brincando de garotos perdidos em selvas de Lost feitas em estúdio, eles vão descobrir a fria em que se meteram.

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Bom, aqui eu já respondo a sua pergunta: não… Isaiah Washington está errado, e The 100 não chega nem perto de ser uma Arrow, que dirá uma Mad Men ou Breaking Bad.

Talvez já pensando na possibilidade de ser cancelada rapidamente, o piloto de The 100 queima alguns estágios importantes. O principal deles? Apresentação dos personagens. A série não te dá chances de você conhecer melhor os personagens antes de todos serem jogados na Terra. Só depois disso, você vê a personalidade deles, e no final das contas, você não se importa com nenhum deles, ou com os problemas que eles enfrentam na Terra. Afinal, eles simplesmente foram jogados lá.

Até porque os adultos não tem sequer certeza se eles vão sobreviver em uma Terra que, repito, foi vítima de uma guerra NUCLEAR. Eu não mandaria o meu filho para lá por nada!

Só aí a gente vê como os adultos da série são burros. Sem falar que, no núcleo adulto, rola uma mega conspiração contra o Chanceler, com pessoas fazendo cara de mega evil, e que no final das contas, apenas querem justificar o mote principal da série: matar pessoas à esmo. Por nada. Os adultos querem oficializar isso, e os adolescentes, ao que tudo indica, vão descobrir isso sozinhos, e rapidamente.

Mesmo porque eles já se juntaram em grupos, de acordo com o interesse deles. Tal como em qualquer colégio de ensino médio.

Do mais, os membros do elenco adolescente do piloto são fracos, alguns com cara de burros (talvez a ideia seja essa), e isso só contribui para que não haja apego com essas pessoas. Aliás, com o plot todo: The 100 é uma forçada de barra no argumento para produzir uma série de TV.

Não dá pra considerar o piloto como bom. Porém, eu tenho uma boa notícia para você. O piloto de The 100 é tão ruim, que “dá a volta”!

Pilot

Sem muito esforço, você começa a observar as trapalhadas que os adolescentes jogados na Terra fazem, e começa a dizer “um adolescente médio faria exatamente isso”. Aliás, The 100 é uma prova cabal de como um conjunto de pessoas (jovens, adultos, não importa) podem ser burras e superficiais em vários níveis. Se a ideia da série era passar essa mensagem, eu dou os parabéns para os seus criadores. Objetivo alcançado.

Sem falar nos pequenos detalhes de produção: selva cujas flores brilham no escuro (até vai… vai saber o que as bombas nucleares fizeram…), um cervo desformado digitalizado, a mini piranhaconda… tudo acaba sendo muito risível. E você dá mais risada ainda quando você lembra que o Isaiah Washington chegou a dizer a pérola…

The 100 vai mudar a CW como conhecemos. Será do mesmo nível que Mad Men e Breaking Bad!

De novo: não, Isaiah… essa é a CW que a gente já conhece, e principalmente: a CW que a gente ama! A CW moleque! A CW pé no chão! A CW roots!

Por favor, Isaiah Washington… pare de comer pedras de crark junto com o seu Sucrilhos no café da manhã! Por favor!

Por fim, eu me diverti com The 100. Me entregou o que prometeu: uma típica série da CW, com conflitos adolescentes, mas em um planeta Terra primitivo. É tipo um Lost pós apocalíptico, mas onde os perdidos são todos adolescentes. Mais uma vez: não dá pra chamar essa porcaria de boa…

…mas não vou te condenar se você assistir e se divertir. Aconteceu comigo.

Primeiras Impressões | Ravenswood (ABC Family, 2013)

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Se existe um canal que me faz repensar os comentários maldosos que eu faço sobre o canal CW, esse canal é o ABC Family. Porque, sério… eles conseguem entregar resultados simplesmente “inacreditáveis”. E é o caso de Ravenswood, spinoff de Pretty Little Liars, que segue a mesma fórmula: um elenco (quase todo) composto por pessoas bonitas, com ar descolado de modelos, mas que são almas atormentadas por viver o tempo todo em clima de mistério e suspense.

Tudo começa quando Caleb Rivers (Tyler Blackburn) resolve pegar um ônibus para Ravenswood, com o objetivo de ajudar a sua namorada, Hanna Marin. No ônibus, ela encontra Miranda Collins (Nicole Anderson), que também está indo para Ravenswood, mas por outros motivos. Ela quer encontrar o seu (relativo) último parente vivo, o seu tio Raymond (Steven Cabral), dono de uma funerária, que abandonou Miranda quando ela era criança. Ou seja, um cara sinistro.

Com o objetivo de começar a compreender o seu passado, Miranda convida Caleb (que, de novo, estava em viagem para ajudar a sua namorada Hanna – procure sempre se lembrar disso) para visitar o cemitério local. E lá, ambos encontram uma grande e macabra surpresa: as suas lápides, com suas fotos, e os seus nomes! #mistério #boom #LOST

O que já é bem estranho fica mais confuso quando eles chegam em Ravenswood. Não bastando o fato de Miranda ter um tio com cara de morto (e lidar com mortos), e morar com a única personagem com mais de 60 anos na série, Carla Grunwald (Meg Foster), que já deu as caras em Pretty Little Liars, tanto Miranda quanto Tyler (que, de novo, a essa altura, já nem lembra que tem namorada pra ajudar), se envolvem com dois irmãos, os gêmeos Luke (Brett Dier) e Olivia Matheson (Merritt Patterson). Seus pais morreram sob circunstâncias misteriosas e controversas, vítimas de uma espécie de maldição que paira sobre Ravenswood há décadas, e agora os dois são semi-hostilizados por metade da cidade.

O quarteto vai contar com a ajuda de Remy Beaumont (Britne Oldford), filha do editor-chefe do jornal local, que também desconfia que alguma coisa muito estranha acontece na cidade amaldiçoada. Juntos, o quinteto (em companhia do cachorro falante) vai trabalhar para descobrir os segredos de Ravenswood, e tentar acabar com a tal maldição. Pois tudo indica que as próximas vítimas desse mau agouro são eles mesmos.

Por onde começar…

Bom, é a cara do ABC Family. E isso não é um elogio.

O piloto de Ravenswood é fraco, assim como Pretty Little Liars também é. Me desculpem os fãs, e me desculpem aqueles que já defendem as duas séries, mas é a minha opinião, e vou dizer por que.

A história é bem sem pé nem cabeça nem cérebro nem corpo nem braço nem nada. Tyler vai atrás da namorada (que, aliás, vai aparecer em Ravenswood – afinal de contas, o namorado vai ajudar ela, e ele nem aparece na frente dela?), mas para a primeira desconhecida que tem uma barra de vida, ele vai com ela no cemitério. Detalhe: nem é para fornicação.

Depois, ambos acabam vendo as suas lápides. Ou seja, ou é visão do futuro, ou eles já dançaram nessa vida. Mas como o importante não é teorizar, vamos em frente. A nossa amiga Miranda, ao perceber que o seu tio era meio maluco, no lugar de pular fora e seguir com sua insignificante insistência, insiste de forma chata em descobrir o seu passado, com sérios riscos de se ferrar por conta disso.

Pra completar uma das irmãs dos pais mortos, é teimosa: vai no desfile da cidade, só pra sofrer de bullying!

Definitivamente, não é o meu tipo de série.

Ravenswood é uma série de roteiros fracos, argumentos fracos, personagens pouco carismáticos, e interpretações fraquíssimas. A produção também escorrega feio em alguns cenários. Acho legal as referências para os filmes clássicos de terror, mas algumas são risíveis (principalmente a do final do episódio). E para quem continuar com a série, que se prepare para argumentos tão absurdos quanto “a A é uma equipe, liderada por um dos professores da escola”, ou “tem um porco dentro do porta-malas!”.

Aliás, para quem vai continuar, boa sorte. Pelo visto, a audiência da ABC Family adorou, e honestamente, desconfio do gosto deles. Pode gostar, mas não fala que é bom. Porque não é.

E, honestamente: CW > ABC Family (na fall season 2013).

Primeiras Impressões | Gossip Girl Acapulco (2013)

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Nem eu acredito que vou comentar esse piloto aqui no SpinOff, mas como temos que diversificar e buscar novas formas de entreter você, amigo leitor, vamos aqui falar sobre o já popular piloto de Gossip Girl Acapulco, que nada mais é do que a adaptação da série produzida nos Estados Unidos por Josh Schwartz, que por sua vez foi uma adaptação dos livros de Cecily von Ziegesar. E não… não é uma série melhor que a original.

Eu sei que essa série estreou em julho, e já estamos em setembro. Mesmo assim, entendo que as pessoas ainda podem ficar sabendo do que estão perdendo. Acho válido. É praticamente um serviço de utilidade pública.

O ponto positivo é que a série é uma co-produção da El Mall com a Warner Bros. Outro ponto positivo é que eles escolheram o lugar mais bonito do México para ambientar a série – Acapulco. Nada contra Nova York, que é o local original da história, mas temos que admitir que tudo fica mais divertido com uma série em um ambiente praiano, com cenários paradisíacos, e maiores chances de aplicação de chroma keys em cenas específicas.

Não vou perder muito tempo contando o enredo da história para vocês. A série começa da mesma forma que a original começou, com Sofia (Serena) voltando para Acapulco, depois de um desaparecimento misterioso, onde ela deixou tudo e todos, principalmente a sua ex-melhor amiga, Bárbara (Blair), menina esnobe e metida a rainha do local, que namora com o almofadinha Nico (Nate), que sempre arrastou uma asa (e algo mais) para Sofia.

Algumas pequenas adaptações foram feitas. Daniel (Dan) – que é a Gossip Girl… ah, desculpa, todo mundo já sabe disso – até porque a série mexicana já mostra desde o piloto o coitado do Dan aparecendo em todos os locais onde os acontecimentos ocorrem – e Jenny (Jenny) vieram da Argentina para ajudar o seu pai a tocar o novo hotel da cidade. A mãe de Sofia segue sendo um relacionamento do passado do pai de Daniel, mas é um pouco mais pedante do que a Lily original.

Por fim, temos Max (Chuck), o garoto pedante e perigoso de Acapulco, que sabe de tudo e de todos, pronto para dar o bote em todo mundo.

Sem novidades até aqui, certo?

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A questão de Gossip Girl Acapulco é bem simples de ser respondida: é um Gossip Girl… em Acapulco. Nem poderia esperar menos que isso. Aliás, eu devo dizer que agradeço aos céus pela audiência latina existir. Afinal de contas, toda a dramaticidade e interpretações são pensadas neles, e isso torna a TV mais divertida.

Confesso que nesse aspecto “atuação”, a série foi bem mais comedida do que eu imaginava. A adaptação nesse aspecto é mais para o lado americano do que para o dramalhão mexicano. Porém, isso não impede as atuações fracas, alguns argumentos convenientemente cretinos, e situações realmente bregas (como a sequência do final do piloto, que é de uma vergonha alheia que dói na alma).

Aliás, alguns pontos da produção deixam a desejar. A tal sequência final usa de um chroma key lascado, e recursos de edição que beiram o improviso. São lapsos que não podem ser aceitos, ainda mais se levarmos em conta que o pessoal da Warner Bros está envolvido na produção desse negócio.

Além disso, como a série vai ser menor que a original (segundo @edu_sacer, sempre por dentro das coisas do submundo das séries), contando com apenas três temporadas, Gossip Girl Acapulco começa a queimar cartuchos logo de cara. Elementos da série que só acontecem alguns episódios depois do piloto na série original (como o motivo real pelo qual Sofia volta para Acapulco) e personagens que só aparecem na série mais adiante (como a empregada de Blair, Dora, e Cece, mãe de Lily) aparecem logo no começo da primeira temporada, prevista para ter 25 episódios.

De qualquer forma, Gossip Girl Acapulco “dá a volta”, mas não é a série que pretendo acompanhar. Aqueles que contam com espírito livre e mente aberta vão dar risada da série (principalmente se você já viu a original), com os dramalhões adaptados, com as interpretações ruins, e com pessoas voando dos barcos.

Ah, uma última coisa: Gossip Girl em Acapulco não é exatamente uma blogueira. Ela prefere as redes sociais, especialmente o Twitter.

Primeiras Impressões | Ironside (NBC, 2013)

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Eu levei uma semana para assistir ao piloto de Ironside. E depois de terminar o piloto, eu entendi porque eu levei uma semana para assistir ao piloto de Ironside. A série é um remake de uma série já feita na década de 1960, e talvez o principal problema da produção seja justamente esse: não estamos mais na década de 1960. Estamos, no mínimo, 50 anos na frente.

A série só estreia nos Estados Unidos no dia 2 de outubro, mas tal como aconteceu com outras produções de outros canais, acabou “vazando” na internet, de forma quase miraculosa. Porém, antecipar o que? É até difícil falar sobre o piloto de Ironside, uma vez que tudo (absolutamente TUDO) se centra no personagem de Robert Ironside (Blair Underwood).

Ironside mostra a história de Robert (Ironside), um detetive da polícia de Nova York durão, capaz de ver as pistas que os outros policiais não são capazes de ver (mesmo quando elas estão na cara de todo mundo, como por exemplo dois controles de videogame, dois copos de bebida… em uma sala onde só tem o morto), com força física exemplar, mas que é uma alma atormentada. Ele é capaz de fazer o que os outros não fazem, mas é limitado por estar paraplégico.

Sua paralisia aconteceu durante uma de suas investigações. Na tentativa de capturar um dos suspeitos, o seu parceiro acaba acidentalmente atirando em Robert, que fica gravemente ferido e, posteriormente, paraplégico. O seu parceiro não se perdoa por conta disso, ficando largado por aí, e o próprio Ironside não consegue viver muito bem com a sua atual situação.

Mas nada disso importa, porque Ironside é o fodão, pegando bandidos que saem correndo apenas abrindo a porta da van, sendo intimidador, e até treinando o time de hóquei da polícia de Nova York. Resumindo: por não conseguir se adaptar nas funções burocráticas, Robert voltou a ser detetive de campo. Porque quis assim. Seus superiores disseram “tudo bem”, e temos uma nova série policial “para nossa alegria”.

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Vamos no esquema de Jack daqui pra frente (ou seja, por partes).

A NBC não tinha uma série desse gênero. Agora tem. Não podemos culpá-los por tentar. Até porque eles entendem que é esse o segmento que mais dá audiência para o canal que é líder hoje na TV aberta dos EUA (CBS). E porque muitos ficam na esperança do “se até The Mentalist dá audiência…”. Porém, não sei se essa série é o suficiente.

Pode ser que dê certo, por captar o telespectador com a situação do policial cadeirante. Vendo por esse lado, pode ser até uma boa a NBC abordar esse tema, e tentar mostrar que alguém com lesão tão grave pode fazer qualquer coisa (no caso do piloto, literalmente). Por outro lado, a série já recebeu críticas justamente por não utilizar um paraplégico como protagonista. Aqui, o canal pode se defender com dois argumentos válidos: 1) Blair Underwood é um dos produtores executivos da série, e 2) eles precisavam de um ator com certa aptidão física, para reforçar a condição de policial do personagem.

Mas o grande problema de Ironside é a série como um todo. A série não apresenta nada de novo, é um drama procedural como outro qualquer, que deve mesmo agradar os fãs do gênero. Para mim, não vai rolar. Não consigo comprar a ideia do policial bad-ass-mother-fucker em uma cadeira de rodas, enquanto que todo o restante do departamento de polícia de Nova York é composto por almofadinhas burros. Não é possível que um cara de cadeira de rodas seja mais eficiente que todos os demais! Nada contra o cara de cadeira de rodas. Ele é foda. O problema é resto da polícia de Nova York, que é muito burra perto dele.

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Eu não cravo que Ironside é cancelamento. Só digo que vamos ter que esperar para ver como a audiência da NBC vai reagir. Ano passado, muitos apostavam que Chicago Fire iria dançar, e no final das contas, até spin-off ganhou. Não é uma das piores coisas que a NBC lançou nos últimos anos, mas é uma aposta de risco. Terá que vender muito bem essa ideia do policial fodão limitado por uma cadeira de rodas para sobreviver ao facão do cancelamento.

Vamos dar tempo ao tempo nesse caso.