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iOS 9 e seus problemas (mesmo depois do 9.0.1)

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O iOS 9, nova versão do sistema operacional móvel da Apple, é algo bem vindo, de um modo geral. Além de trazer novidades interessantes aos dispositivos da empresa (iPhones, iPads e iPod touch compatíveis), amplia as possibilidades de uso, além de reforçar a nova proposta de interação nos novos iPhone 6s e iPhone 6s Plus, com o 3D Touch. Porém, ele não está imune das dores de cabeça que um novo software traz. Mas que, pela experiência da Apple, não deveriam trazer.

Não demorou muito para os usuários detectarem problemas no iOS 9, e até entendo que isso seja considerado “normal”, já que todo novo software pode trazer falhas, mesmo depois de meses de testes. Porém, a Apple conhece o iOS de forma tão profunda, que começa a ser inexplicável como alguns problemas primários aparecem a cada nova atualização.

Um exemplo: recentemente, o @GordoGeek publicou um post em seu blog falando dos problemas que ele enfrentava na hora de realizar chamadas com um iPhone 6 depois da atualização. Também falou das dificuldades que teve ao entrar em contato com o suporte da Apple, que basicamente deixou ele “a ver navios”. Ou seja, a empresa “perfeita” que muitos pintam simplesmente não existe, mas esse nem é o ponto. Vou me centrar no que realmente importa.

Um iOS 9 que não completa chamadas, ou que apresenta instabilidades a ponto de reiniciar o dispositivo durante as chamadas, ou que impossibilita a atualização para a nova versão (bloqueando a chave slide para liberar o update) são erros que eu considero primários demais para uma empresa que tem o controle pleno do seu software. A Apple já deveria compreender o próprio software, a ponto de não mexer na área onde tudo funciona bem, e evitar alterar áreas que interfiram diretamente nas funções que estão funcionando bem.

A seguir, o vídeo onde o @GordoGeek mostra o problema com o seu iPhone 6 com iOS 9 (detalhe: ele tem dois aparelhos, onde um deles mostra claramente a anormalidade).

 

Ok, problemas existem, eles acontecem. É um software novo. A Apple sabe que o iOS 9 chegou com problemas, e rapidamente lançou a primeira atualização corretiva para o sistema operacional móvel, o iOS 9.0.1. Vários problemas (aparentemente) foram resolvidos, mas pelo visto, nem todos. Ou alguns problemas novos apareceram.

Um desses problemas foi divulgado recentemente. Um bypass (combinação de teclas que dão acesso à funções e áreas específicas do sistema) acionado no novo software oferece acesso às fotos, mensagens e contatos armazenados no dispositivo. E, apesar do seu funcionamento depender de um acionamento de teclas muito rápido e preciso, além de depender da ajuda do assistente Siri, ele pode ser executado pelos mais habilidosos.

Detalhe: essa falha já estava presente no iOS 9.

 

Repito: tais brechas não poderiam mais existir em um software que é absurdamente controlado pela Apple, e que é testado por milhares de beta testers e desenvolvedores ao longo de meses. São brechas que todo sistema operacional possui, mas no caso da Apple a situação se torna ainda mais crítica.

E, antes que você diga “o Windows tem problemas piores, e você não fala nada…”, quero lembrar que o sistema operacional da Microsoft possui uma arquitetura muito mais complexa, não só por ser um sistema operacional completo (e não móvel), com um funcionamento que está adaptado para desktops, notebooks, tablets e smartphones no caso do Windows 10. O software da Microsoft precisa “conversar” com o hardware de centenas de fabricantes, que desenvolvem periféricos, acessórios e componentes para esse sistema operacional.

Essas variáveis aumentam de forma considerável as chances de falhas no Windows, já que não é a Microsoft que trabalha sozinha, controlando tudo, com o seu próprio hardware. Nesse aspecto, o trabalho da Apple é muito menor: eles controlam absolutamente tudo, com o hardware feito sob medida para trabalhar com o software, sem a interferência terceiros.

Pode ser uma conversa banal, chover no molhado, ou falar o óbvio. Mas depois de oito anos desenvolvendo o iOS, encontrar problemas considerados primários em um software que já está em um ponto de maturidade desse porte é algo que precisa ser observado. E sim… estou sendo mais severo com a Apple. Porque é a Apple. A empresa que se considera “impecável” em tudo o que faz.

Claro e Microsoft firmam parceria para facilitar a compra de aplicativos no Brasil

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A Microsoft e a operadora Claro anunciam parceria para integrar o pagamento de aplicativos e conteúdos para smartphones Microsoft Lumia na Windows Store ao sistema de pagamentos de serviços prestados pela operadora. Os clientes de planos pós-pagos poderão optar pelo débito do valor do app em sua próxima fatura e os clientes com planos pré-pagos terão a possibilidade de ter o valor da compra descontada de seus créditos sem necessidade de registro prévio ou de possuir um cartão de crédito.

A Windows Store é a primeira loja de aplicativos a oferecer esta opção aos consumidores na América Latina. A facilidade e a agilidade do processo de compra contribuirão para o conforto dos clientes Claro e Microsoft que não precisarão mais ter o receio de informar o seu número em uma loja de aplicativos online.

Atualmente, a Windows Store oferece mais de 560 mil aplicativos – mais de 66% da disponibilidade no início do ano passado. A oferta cresce diariamente com a inclusão de jogos populares, como Minecraft e Candy Crush, além de muitos outros aplicativos, como o Skype, WhatsApp, Facebook, Twitter e a nova versão do Foursquare integrada ao Swarm, além de aplicativos de mobilidade como EasyTaxi, 99taxis, Uber entre muitos outros.

Via assessoria de imprensa

Zenytime, um dispositivo que te ajuda a respirar fundo e relaxar

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O Zenytime é um aplicativo que uma vez instalado no seu smartphone é pareado com um disco via Bluetooht, monitorando a respiração, o batimento cardíaco e os níveis de oxigênio no sangue do usuário. Com isso, ele exibe o status de tais atividades, dando dicas sobre como você pode relaxar e, com isso, oxigenar o seu organismo, além de estabelecer metas para ficar relaxado. Altamente recomendado para os mais ansiosos. Seu preço sugerido é de US$ 99.

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O supercomputador Watson da IBM pode te ajudar a vencer o MasterChef um dia

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A IBM segue investindo no supercomputador Watson nas tarefas que exigem a interação e aprendizagem com humanos. Sua última aposta consiste em ensinar os humanos a cozinhar. Ou algo que o valha.

Os responsáveis da IBM pelo projeto contaram com a ajuda da revista culinária Bon Appétit para desenvolver um aplicativo que, quando o usuário indica os ingredientes que quer ou não usar, o tipo de culinária desejada, a ocasião do jantar… e o computador nos dá até 100 opções de pratos a escolher.

O Watson vai pesquisar diversas fontes culinárias, combinando de forma adequada para os dados desejados. As 9 mil receitas da revista oferecem informações sobre ingredientes, combinações, estilos de culinária, e tudo o que for necessário para um jantar perfeito. Tudo foi coletado em dois anos de estudo com os professores da Institute of Culinary Education de Nova York (EUA).

Além das receitas, o Watson vai oferecer conselhos, alternativas e até técnicas novas de culinária, onde o usuário sempre poderá aprender algo novo.

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Como funciona o software que gerencia os carros autônomos da Google?

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A Google levou os dois últimos anos desenvolvendo o software dos seus carros autônomos. Os seus engenheiros estão centrando os seus esforços para, inicialmente, fazer com que esse software seja capaz de reconhecer centenas de objetos que vão além dos próprios veículos, como os braços de um ciclista fazendo sinais, ou o sinal de um guarda de trânsito, que levanta a placa de “PARE”.

O reconhecimento de objetos será somado aos modelos de software que indicam ao veículo como ele deve responder em cada situação. A Google garante que os carros autônomos tem uma importante vantagem sobre os condutores humanos, que é a de processar mais informações ao mesmo tempo, sem sofrer dos efeitos do cansaço, do sono ou da bebedeira.

Com tudo isso, a Google ainda é prudente sobre o futuro da plataforma. Os seus carros autônomos já percorreram mais de 1 milhão de quilômetros desde o início do projeto, e são capazes de gerenciar situações complexas, mas ainda falta muito para que eles sejam confiáveis.

O vídeo a seguir mostra os últimos avanças desses carros em áreas urbanas.

 

Via Google Blog

Android: existe um futuro além dos tablets e smartphones?

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Visto em retrospectiva, é difícil pensar que alguém na Google poderia imaginar que neste exato momento, eles seriam donos do sistema operacional mais popular da primeira metade dessa década. A expansão do Android é algo assustador, e em um mercado tão rico como o de smartphones, surpreende ver que uma única plataforma monopoliza 81% do mercado, com um crescimento de nada menos que 51,3% em relação ao ano passado.

As coisas não estão muito diferentes no segmento dos tablets. Ainda que inicialmente a plataforma da Google não obteve um bom desempenho contra a Apple, as alternativas de produtos mais acessíveis começaram a aparecer, e as coisas mudaram radicalmente de cenário. Hoje, o Android também domina o com folgas o mercado de tablets, com uma cota de mercado de 62.6%.

Por ser a plataforma preferida do universo mobile, o Android parece ter vencido a guerra contra os seus concorrentes, e provavelmente será o sistema dominante por mais alguns anos. Porém, como o pessoal de Mountain View detesta ficar parado esperando o tempo passar, fica a questão: onde o Android vai seguir crescendo, uma vez que eles já cresceram quase tudo o que podiam nos segmentos de tablets e smartphones? w

Smartwatches

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Os relógios inteligentes tentaram fazer moda durante o ano de 2013. Todos estão acompanhando muito de perto a possibilidade da Apple apresentar um gadget nesse segmento, e diante de tal possibilidade, Samsung e Sony se adiantaram, lançando os seus modelos.

Antes disso, alguns fabricantes menores apresentavam suas alternativas, e ainda que Sony e Samsung se baseiem em seu próprio firmware desenvolvido para funcionar em sincronia com o smartphone, muitos smartwatches foram concebidos para funcionar de forma completamente independente, utilizando uma versão completa do Android para cumprir tal tarefa.

Em um mercado com tanto potencial para o futuro, certamente a Google (com o Android) saberá encontrar aqui uma excelente oportunidade para expandir a participação do sistema operacional no mercado. 

Televisores

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A Google já deu alguns passos para chegar até a sua TV, através da Google TV, que nada mais é do que uma versão modificada do Android. E muitos fabricantes de televisores aprenderam com essa experiência. Ainda que nesse momento os californianos estejam apostando muito no Chromecast, já é possível ver um número cada vez maior de lares que possuem os tais sticks Android, para tornar as suas TVs um pouco mais “smart”.

Por outro lado, alguns grandes fabricantes dos setores já carregam o Android nas suas TVs, como por exemplo a Lenovo (dona da TV da foto acima), empresa que adora colocar a plataforma da Google em todos os seus gadgets.

Consoles de Videogames

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Produtos como OUYA, M.O.J.O. ou NVIDIA Shield mostram mais do que o interesse dos usuários e desenvolvedores em explorar todo o potencial que o Android possui para os videogames. Um dos fatores fundamentais que vai determinar o sucesso do futuro da plataforma da Google nesse segmento pode ser a chegada de jogos mais maduros e completos, desligados do conceito casual que até agora domina as lojas de aplicativos.

Computadores

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Pode parecer um pouco estranho falar de um PC rodando o Android, e ainda que esses produtos não sejam uma raridade no mercado, eles também não são os produtos mais vendidos. Por outro lado, no mercado asiático, os computadores baseados no Android estão “na ordem do dia”, e por conta disso vemos fabricantes como a Acer apresentando mais e mais equipamentos com o sistema da Google.

Não são poucos os rumores que falam de uma eventual combinação do Android e do Chrome OS para os computadores, o que certamente faria da Google uma grande pedra no sapato da Microsoft.

As possibilidades são infinitas

A versatilidade e condição de código aberto que o Android possui o torna o sistema perfeito para ser adaptado e reciclado em qualquer segmento de consumo. E já vemos isso em produtos diversos, como os óculos baseados no Android e nas TVs que embarcam o sistema. Provavelmente, veremos no futuro os lares recheados de gadgets com o sistema da Google, e até em produtos que hoje não podemos imaginar. Mas que já são planejados por alguém, em algum projeto legal que será publicado em breve na Kickstarter.

O Chromebook poderá ser o futuro do PC (ou não)

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O Chromebook é uma plataforma que, inicialmente, ninguém se atreveu a apostar no seu sucesso. Porém, diante de uma era pós-PC que intimida a todos os fabricantes, e diante dos primeiros números promissores para a plataforma do Google, mais e mais fabricantes estão declarando o apoio ao sistema operacional centrado na nuvem.

Parece que nãoo faz muito tempo que o Google anunciou que estava trabalhando em um sistema operacional baseado em Linux e pensado para trabalhar o tempo todo conectado na internet. Mas faz: o Chrome OS foi apresentado em 2009, e muita coisa mudou de lá para cá. O novo projeto apresentado por Eric Schmidt era uma oportunidade perfeita para o Linux chegar até as massas, para os usuários inexperientes e menos exigentes. E muita gente se empolgou com isso.

Porém, conforme o tempo foi passando, e os planos do Google ficaram mais claros, o entusiasmo foi caindo. O sistema ainda não estava pronto para chegar ao grande público. Quatro anos se passaram, a ideia do Cloud Computing se amadureceu, e parece que o caminho para uma plataforma na nuvem finalmente foi pavimentado (tudo bem, as conexões de internet na maior parte do planeta ainda não é essa maravilha, mas mesmo assim…), e os primeiros Chromebooks chegam ao mercado com potencial de se transformarem em produtos de sucesso.

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Existe vida no Chrome OS?

Antes de qualquer coisa, é importante questionar se realmente faz algum sentido apostar de forma tão enfática no Chrome OS. É sempre bom lembar que o Google tem hoje em suas mãos o sistema operacional móvel mais popular do planeta, com uma cota de mercado esmagadora, e que não para de crescer. Então… por que investir tantos recursos em um sistema operacional para desktops?

Simples. O Google sabe que o Windows ainda mantém a hegemonia dos computadores tradicionais, e eles querem descentralizar o mercado, com um ecossistema próprio.

Por conta disso, podemos dizer que… sim! Existe vida no Chrome OS.

A ideia do Google em criar um sistema operacional baseado no navegador e aplicativos web pode não ser a mais agradável para aqueles que querem ir mais além nas atividades computacionais (produtores de conteúdo de texto, mídia e software, entre outros). Mas para o consumidor de conteúdo, que é a grande maioria dos usuários, o Chrome OS pode ser o sistema operacional ideal.

Mesmo assim, ainda fica a sensação que a ideia não está completamente pronta. Faltam aplicativos, os serviços de conexão na nuvem não estão maduros o suficiente para essa finalidade, e o Microsoft Office ainda está muito arraigado no inconsciente coletivo para que a maioria dos usuários se permita a utilizar outra ferramenta para a produção de documentos para escritório.

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O cenário começa a melhorar (para o Chromebook)

Pesando os prós e contras, a perseverança do Google começa a dar frutos. No meio de 2013, os Chromebooks já eram os computadores com maior taxa de crescimento de mercado, contando com 25% do mercado abaixo de US$ 300. Muitos especulam que essa marca só foi alcançada com os contratos com instituições educacionais.

Mas não são apenas números frios. Em um momento onde os fabricantes de computadores estão diante da era pós-PC (com quedas consecutivas de vendas), a urgência de um novo sistema operacional diante da queda das vendas do Windows gerou uma onda de entusiasmo em torno do Chrome OS.

A prova disso é que, nas últimas semanas, Asus, Acer e Samsung reforçaram suas estratégias com o Chrome OS, enquanto que fabricantes que até agora ficaram à margem de tudo isso (como a HP), adicionou em seu catálogo produtos com o sistema do Google, e com destaque diante dos demais modelos. Ou seja, tudo indica que, ainda que este seja um tema cuja a discussão só está começando, o Google está emulando a situação do Windows Phone (nas plataformas móveis) com os seus Chromebooks. E, diferente da Microsoft, eles não estão com pressa alguma para fazer isso. E é isso que faz com que a nuvem do medo paire sobre a gigante de Redmond

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O Google vai fazer o que for necessário para abrir caminho para o Chrome OS, com os Chromebooks. Por enquanto, parece estar dando certo. Os resultados mostram isso. Porém, outros fatores dentro da estratégia da empresa podem mostrar que nem tudo está muito definido em sua estratégia, como por exemplo o Chromebook Pixel, que é um produto que simplesmente destoa do perfil que um Chromebook deve ter.

O Chrome OS tem o necessário para ser um sistema popular, mas eles só venceram a primeira batalha. A guerra, na verdade, nem começou. Sem falar que estamos falando de um gigante do porte da Microsoft.

Por outro lado, em 1998, eles eram uma empresa de garagem em Mountain View. E hoje, eles já são maior que a Microsoft. Tudo nessa vida é uma questão de tempo, meus amigos…

A ansiedade pelas atualizações nos smartphones

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Hoje (30/09), o meu Samsung Galaxy S4 Mini (modelo que estou utilizando como smartphone de uso pessoal – surpreendentemente me atende em tudo, e bem… aliás, já leu o review dele no TargetHD?) recebeu a sua primeira atualização desde a compra, no começo do mês de agosto. Eu sempre fico com um pé atrás com as atualizações dos coreanos, mas também percebo por aí que muita gente fica preocupada, esperando pelos tais updates de software.

Eu entendo isso. As atualizações são as pontes de esperança para que alguns smartphones ou tablets recebam melhorias de desempenho das mais diversas. Um software mais ágil, que ofereça uma performance mais fluída, com melhorias em pontos cruciais para um bom uso diário (principalmente na autonomia de bateria)… os updates podem significar uma vida nova para esses dispositivos. E muitos usuários realmente só podem se agarrar a isso mesmo.

Um caso bem claro do que estou falando é a atualização do iOS 7 para os novos iPhones. Para quem tem o iPhone 4, por exemplo, é uma vida muito nova. O aparelho ganhou uma sobrevida razoavelmente interessante, e para muitos que não são muito exigentes em suas necessidades, a troca do iPhone 4 por uma outra versão deve levar mais tempo para acontecer. Aliás, no caso do iOS 7, a mudança é tamanha, que é praticamente uma nova fase para os usuários de iDevices. Um mundo novo. E isso é ótimo.

No universo Android, a atualização de um dispositivo para uma próxima versão do sistema pode ser fator decisivo na hora da compra. Aparentemente, ainda existe aquele péssimo hábito em alguns fabricantes em não investirem muito na ideia de atualizar os dispositivos para aqueles consumidores que pagam relativamente caro pelos produtos. Já falamos sobre isso: parte da culpa da fragmentação do Android está também nos fabricantes, que antes lançavam aparelhos de entrada de baixa qualidade, mas que nunca pensavam que esse aparelho poderia receber no futuro as atualizações do sistema.

De certo modo, isso mudou um pouco. Alguns fabricantes estão deixando claro que mesmo um lançamento de entrada pode sim receber no futuro um novo Android. Pode não ser uma mudança drástica, mas é uma mudança que é muito bem vinda. As perspectivas de um smartphone Android razoável ser atualizado para uma versão futura do sistema aumentam, e essa é sempre uma vantagem muito bem vinda para o consumidor.

E isso porque eu não falei do Windows Phone. Mas esse tem um ciclo médio de, pelo menos, dois anos. O que não é ruim, pois esse é o tempo médio que a maioria das pessoas permanecem com um dispositivo em mãos. É difícil alguém ficar com um mesmo smartphone ou tablet por mais de dois anos.

Confesso que me preocupo com isso, mas não em demasia. Mas reconheço que a preocupação de muitos é legítima. Afinal de contas, comprar um smartphone é um investimento a longo prazo, e ninguém quer se ver perdendo dinheiro nessa vida, certo?

E você? Sofre da ansiedade das atualizações?

Vale mesmo a pena pagar por um aplicativo?

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Eis uma situação que se repete com maior frequência: uma ideia feliz, que aparece durante um banho ou um passeio no final de semana, se transforma em algo que não podemos deixar para depois. Esse insight que passa na mente pode se transformar em milhares de linhas de código.

Um primeiro esboço na tela do computador oferece uma dimensão mais próxima da realidade daquilo que era apenas um pensamento a alguns dias. Compartilhamos a ideia com amigos, muitos ficam admirados com sua descoberta, nosso entusiasmo aumenta, e o que antes era um projeto se transformou em um aplicativo que, com um pouco de sorte, pode se transformar um dia em uma nova fonte de renda para aquele desenvolvedor.

Depois da versão definitiva do app ser enviada para sua validação e posterior publicação, chega a hora da verdade. E o sucesso não demora a chegar. O aplicativo, que é gratuito, se transforma em um sucesso de downloads, com milhares de usuários. Em poucos dias, o app é um dos mais baixados da loja, em em poucos meses, aquela que foi uma ideia obtida durante o banho se transforma em um fenômeno de massas, com um crescente número de usuários.

Ou seja, você alcançou o sucesso, certo? Será mesmo?

Na verdade, o processo que descrevi acima é muito comum entre os desenvolvedores, mas os poucos que alcançam realmente o sucesso com um aplicativo popular se deparam com um grande dilema: como monetizar o aplicativo? Ou melhor: como começo a ganhar dinheiro com essa ideia que, sem sombra de dúvidas, é uma ideia vencedora?

A primeira grande tentação é lançar uma versão paga do aplicativo, onde o usuário deve pagar para fazer o download do aplicativo. porém, esse sistema torna as coisas um pouco mais difíceis, uma vez que se você for um desenvolvedor novo, você não tem o mesmo prestígio adquirido por aqueles que passaram anos da sua vida criando aplicativos, e é muito mais difícil que o seu aplicativo seja um sucesso sem ter essas mesmas credenciais. Lançar um app gratuito no mercado facilita muito o panorama, e contribui a sua elevação nos rankings de download, caso a sua ideia seja realmente boa.

Porém, você continua sem ganhar dinheiro com o aplicativo. O que fazer então?

Essa é a grande pergunta que milhares de desenvolvedores independentes e empresas desenvolvedoras de software tentam responder. A opção mais interessante seria a da inserção de publicidade nos aplicativos, e convidar o usuário a passar para um plano pago, para evitar os incômodos anúncios. Afinal de contas temos que reconhecer que custa muito pouco liberar um espaço precioso de sua tela do smartphone.

Mas essa ainda é uma situação estranha para muita gente: o desenvolvedor se vê obrigado a limitar a experiência de uso do seu aplicativo para oferecer algo ao usuário que, na realidade, detesta receber isso, mas que em muitos casos, preferem ficar com as publicidades na tela do que pagar pela conveniência de uma interface mais limpa. Para o anunciante, essa é uma solução cada vez menos efetiva, baseada no perfil atual.

O formato de publicidade em aplicativos está perdendo força. Então… o que fazer?

Ben Silberman, co-fundador do Pinterest, anunciou na última semana que vai monetizar o seu serviço. O próprio destacou no seu comunicado os incômodos que as janelas pop-ups ou banners causam ao usuário, e sugere que o serviço passe a oferecer um material patrocinado que seja realmente interessante ao usuário.

O eufemismo de suas declarações existe, mas ao que parece, a única forma viável de se obter algum lucro com uma geração que não quer pagar por nada é veiculando conteúdos pagos entre aqueles listados. Mas esta não é a única forma: o Evernote propõe um serviço gratuito plenamente operacional, mas oferecendo a opção de passar para uma versão Premium (algo que a maioria dos usuários não precisam fazer), que serve para detectar quais são os usuários que realmente estão satisfeitos com o produto.

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De alguma forma, essa minoria de usuários está disposta a pagar pelos aplicativos, de modo a não ver mais os banners de publicidade sendo exibidos pelo app. Talvez os cliques em conteúdos patrocinados, porém, relevantes, seja a saída. Além disso, a estratégia de sugerir o “pague se você estiver contente conosco” pode ser outra alternativa. Veja o caso do Feedly, por exemplo. Eles herdaram muitos usuários do finado Google Reader. Logo, nada mais justo sugerir que o usuário pague um pouco para obter mais recursos do que a versão gratuita do aplicativo.

É uma forma mais simpática de convencer as pessoas a utilizarem os seus cartões de crédito, e parece satisfazer todas as partes envolvidas. Porém, a dúvida permanece no ar: vale a pena pagar por um aplicativo financiado diretamente no desenvolvimento? OU vamos seguir instalando apenas os aplicativos gratuitos, e vamos nos indignar quando os desenvolvedores cobram R$ 2 por ano para manter o aplicativo em constante desenvolvimento?

Na minha opinião, todo trabalho tem seu preço, e todo mundo que produz algo relevante para as pessoas merece receber por isso. Mas essa é apenas a minha opinião.