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E essa história da Nokia ter testado o Android em seus smartphones antes da venda para a Microsoft?

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Essa foi uma das notícias da semana que não foram publicadas no TargetHD por pura falta de tempo (perdi o timing da pauta, confesso). Por isso, vou usar o espaço do meu blog para comentar um pouco sobre o assunto. E só agora, que conseguir sair do coma (chamado sono) do final de semana.

A Nokia é uma empresa de grande tradição, um legado enorme no mundo da telefonia móvel, e um grupo de fãs fiéis, que beiram aos chatos (alguns passam desse limite, se tornando insuportáveis). Muitos desses fãs (dos dois grupos) sonhavam em ver um Nokia Lumia com o sistema operacional Android chegando ao mercado em algum momento no futuro. E eu incluo aqueles tolos que ainda acreditam que o Symbian é o melhor sistema operacional do mundo nesse exato momento.

Entendo que um Nokia Lumia com Android seria uma ideia muito tentadora. Eu certamente compraria, apenas pela combinação de hardware potente, com uma estrutura externa muito bem feita (algo que a Nokia consegue fazer até hoje), todo o poder de suas câmeras (uma das melhores do mercado mobile, mesmo sem ser a PureView), trabalhando em conjunto com o Android, o sistema mais utilizado no mundo, e que alcançou um ponto de maturidade tamanho, que faz com que eu não dependa de um iPhone no meu dia a dia para ser produtivo.

Porém, isso jamais vai se tornar realidade. Ainda mais agora, que a divisão mobile da Nokia está nas mãos da Microsoft.

Porém, o site do The New York Times revelou nessa semana que a fabricante finlandesa considerou a possibilidade de lançar um modelo comercial da linha Lumia com a plataforma móvel da Google. Segundo a publicação, esse Nokia Lumia Android seria lançado no começo de 2014, e esse seria o primeiro sinal claro que o casamento entre Nokia e Microsoft já não estava indo muito bem, com uma clássica “pulada de cerca tecnológica”

Essa notícia aparece justamente agora que a Microsoft comprou a Nokia, jogando um balde de água quase congelada no chope de todos que sonhavam com esse modelo. Essa compra se convertem em 100% de certeza que jamais veremos um Lumia Android no mercado. O curioso é que, no passado, por diversas vezes, Stephen Elop, na época CEO da Nokia, afirmou com todas as letras que…

A Nokia jamais considera adotar o Android como o seu sistema, pois seria considerada mais uma no meio de muitos.

Ele até tem uma dose de razão nessa afirmação. Porém, hoje, ela já é só mais uma no meio de muitas. Não figura nem entre as cinco maiores vendedoras de smartphones no planeta, e em todos os estudos trimestrais do IDC, aparece no grupo de “outras”, ou de forma quase jocosa, está junto “com o resto”.

Mas… então por que a Microsoft estaria fazendo testes com o Android, afinal de contas?

As fontes do NYT informam que Elop sempre negou a possibilidade de um Nokia com Android, mas iniciou os testes com o sistema da Google com modelos de linha baixa da empresa, para depois testar o sistema nos modelos de linha alta. Mas isso, antes do Windows Phone se consolidar como a terceira maior plataforma móvel do planeta.

O crescimento do Windows Phone foi o estímulo final para a Microsoft seguir investindo nesse negócio, e acabou comprando a Nokia baseada na sua perspectiva de crescimento como plataforma mobile. O sucesso da empresa nos mercados emergentes (principalmente na América Latina) com o Nokia Lumia 520, que mesmo com todas as restrições técnicas e ausência de aplicativos, possui uma experiência de uso muito próxima aos modelos mais poderosos, e por um preço próximo ao dos modelos de entrada com Android.

Com isso, a Microsoft/Nokia encontrou uma luz no fim do túnel, e não era o trem vindo na direção contrária. Descobriram que o Lumia 520, nesses mercados onde os usuários buscam um produto competente e barato (e, nesse caso, reproduza o que o seu computador já faz), é uma relação custo/benefício muito melhor que qualquer Android na sua faixa de preço. Tá, não qualquer um… pelo menos a maioria deles (ainda acho o Motorola RAZR D1 um Android de entrada muito bom).

Além disso, devemos levar em consideração que é perfeitamente normal que diferentes fabricantes testam diferentes plataformas, até mesmo para explorar inovações e aspectos técnicos em seus próximos lançamentos. Ou você acha que a Apple nunca testou internamente o Android e o Windows Phone para copiar tanta coisa bacana dos dois sistemas para o seu novo iOS 7? Logo, não chega a ser tão surpreendente assim ver os finlandeses brincando de Android. Muito menos descobrir agora que Stephen Elop mentiu o tempo todo.

Agora, Microsoft e Nokia contam com um casamento peculiarmente sólido. Com um primeiro ano tumultuado, como em todo casamento, onde a Nokia queria um desenvolvimento do Windows Phone mais acelerado. Com a gigante de Redmond com um hardware e software no seu poder, ele passa a contar com as mesmas possibilidades que Apple e Google podem explorar, por poder fabricar um produto do jeito que quiser, com os conceitos e planos que bem entende.

Agora, se eles vão acertar com os novos produtos, é outra história. O que quero dizer é que eles não vão depender mais de uma fabricante para testar suas inovações.

Quanto ao Nokia Lumia Android… será uma ideia que ficará na mente e nos corações dos fãs da empresa. #NuncaSerão #JamaisTerão

Não precisa apelar, Stephen Elop!

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Não precisa apelar, Stephen Elop. Afinal, você já é um homem crescido, (na teoria) sabe o que está fazendo com a empresa no qual você é Chairman, e sua mãe te deu bons modos. Tudo bem, eu ainda fico com aquela sensação que você é o “agente duplo”, que quer destruir a Nokia de dentro para fora, para que a Microsoft possa comprar a empresa de Espoo por uma pechincha no futuro. Mas, mesmo assim… que papelzinho, hein? Coisa de fanboy!

Eu imagino um daqueles moleques nerds que ficam no quarto o dia inteiro, fazendo blogs de doutrinação em relação a uma marca ou produto, e quando encontram o amigo com um smartphone do “inimigo”, comete tal ato. Executivos são pessoas que podem dar o exemplo. Bom, quero dizer… não, não podem. Mas deveriam.

Na semana passada, durante uma entrevista para um programa de TV da Finlândia, Elop se colocou em uma saia justa que terminou em uma cena, no mínimo, infeliz. O executivo foi bombardeado pelo entrevistador sobre um suposto novo smartphone o Nokia Lumia 928. Como bem sabemos, nenhum membro de nenhuma empresa etá autorizado a falar sobre modelos que ainda não são considerados oficiais, e nesse caso em especial, mesmo que o fosse, o foco não era aquele. Elop queria mostrar as qualidades do novo Nokia Lumia 620, que aqui no Brasil é o smartphone com Windows Phone 8 de menor custo (até a chegada do Lumia 520, que já está homologado pela Anatel).

Essa insistência do jornalista (aliás, jornalistas quando querem, conseguem ser seres humanos insuportáveis) certamente estava deixando Elop muito irritado (dava pra ver o desconforto na cara dele, pelo vídeo). Então, para colocar uma gota d’água no copo já transbordando do CEO da Nokia, o apresentador do programa decidiu mostrar que seu smartphone pessoal era um iPhone, e afirmou ao executivo: “eu não quero ter um iPhone, eu quero um aparelho da Nokia”.

Tão rápido quanto humanamente possível, Elop toma o iPhone das mãos do apresentador, e diz “vou tomar minhas providências sobre isso”, e arremessa o smartphone da Apple no chão, afirmando posteriormente ao seu antigo dono que ele vai ter o seu smartphone Nokia das mãos dele.

Ok, vamos refletir sobre isso como pessoas racionais.

Tá, pode parecer divertido para alguns. à primeira vista, é até engraçado. Mas não é a imagem mais positiva que Elop pode passar. Primeiro, porque só crianças birrentas e fanboys fazem isso. Ele não é o primeiro CEO que faz isso, e temo que não seja o único. E todos eles que fizeram eu entendi como seres que queriam fazer papel de palhaço diante do público.

Segundo, não é destruindo uma unidade do produto adversário que você mostra que o seu produto é superior. No lugar disso, por que não fazer smartphones melhores que a concorrência? Porque dá mais trabalho? Ou porque, no fundo, a Nokia não é mais capaz de realmente surpreender? Olha, eu até me esforço com a Nokia, torço pela sua recuperação, mas fica difícil apoiar a empresa quando seu CEO toma atitudes que “jogam para a torcida”.

Sem falar que, nos dias de hoje, não é nenhum absurdo um executivo ou funcionário de uma empresa usar um dispositivo de outra empresa. Um exemplo disso é que na semana passada flagraram o Eric Schmidt com um BlackBerry, que deve ser mais útil e funcional para suas necessidades do que um Android.

Logo, Mr. Elop… menos showzinho, vai. Muita insegurança para um marmanjo do seu tamanho, da sua idade, e com sua posição em uma empresa de tecnologia. Da próxima vez, tente nos convencer que hoje é melhor ter um Nokia com Windows Phone 8 do que um iPhone com um iOS engessado… aí, bastava você chamar o iPhone de “velho” ou de “sistema engessado”, que era o suficiente. Não seria nenhuma mentira.

Não sei você, mas se o Elop quebrasse o meu iPhone do nada, eu ficaria puto.

 

Nokia quer aparelhos com Windows Phone ainda mais baratos. E isso é um grande erro…

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A Nokia terminou mal das pernas o ano de 2011, e 2012 não está sendo diferente. Com diversos cortes na sua estrutura operacional, e mais de 10 mil demissões anunciadas para até o final de 2013, a empresa tenta sobreviver no mercado mobile. Para isso, a linha Lumia, com Windows Phone, é fundamental para o processo. O problema é que os preços esses aparelhos não convencem a grande maioria dos consumidores, que preferem investir em terminais com outros sistemas operacionais.

Para tornar as opções da Nokia mais atraentes, Stephen Elop quer seguir optando pelo sistema da Microsoft, mas fabricando aparelhos ainda mais baratos que o Lumia 610, o último lançamento da empresa, que possui um hardware com muitas restrições, para torná-lo um modelo de linha média.

Esta nova estratégia do fabricante finlandês responde a necessidade de ficar à margem de um mercado que é dominado hoje pelo Android, ainda mais nos modelos de linha baixa e com preços acessíveis. E pelo discurso de Elop, ele parece não se sentir nem um pouco incomodado em ver os modelos Lumia 800 e Lumia 710 serem derrotados pelos rivais. “O fundamental é superar os pontos fortes que o Android e iOS possuem a nível comercial; aí está o núcleo do problema”, disse Elop durante uma conferência via telefone, apontando os equipamentos que podem dominar o mercado desde o aspecto econômico até plataformas com anos de presença no mercado.

O CEO da Nokia avisa que a empresa vai focar os seus esforços em investir mais recursos em uma quantidade menor de mercados, especialmente em países como Estados Unidos, China, Reino Unido e outros (poucos) países europeus, colocando assim os países em diferentes níveis, em função do seu “valor comercial”. A estratégia é bem parecida com aquilo que a Apple já faz hoje com o lançamento de seus produtos.

Levando em conta que o Lumia 610 é um aparelho muito básico, e que apresenta sérios problemas de versatilidade ao Windows Phone 7 (por exemplo, não é possível executar muitos aplicativos em segundo plano, e começam a aparecer versões de aplicativos incompatíveis com esses terminais), por culpa de suas especificações técnicas restritas com apenas 256 MB de RAM, é bem difícil que a empresa possa restringir ainda mais o hardware sem afetar a usabilidade dos aparelhos, o que indica que provavelmente eles optem por reduzir custos nos materiais utilizados na fabricação dos smartphones, como carcaças, telas e até opções extras de conectividade.

Só o tempo poderá dizer se o Windows Phone 7 poderá competir de igual para igual com o Android no segmento de smartphones de entrada, e tendo como base o Lumia 610, o Windows Phone mais barato até o momento tem um preço sugerido de aproximadamente 250 euros, sendo assim pouco competitivo com os telefones Android na faixa de 200 euros.

Será que a Nokia consegue prosperar na sua iniciativa? Particularmente, eu duvido.